domingo, 6 de fevereiro de 2011

TEMPO DE MUDA - por Fernando Henrique Cardoso


Novo ano, nova presidente, novo Congresso atuando no Brasil de sempre, com seus êxitos, suas lacunas e suas aspirações. Tempo de muda, palavra que no dicionário se refere à troca de animais cansados por outros mais bem dispostos, ou de plantas que dos vasos em viveiro vão florescer em terra firme. A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito é outro. Mais discreta, com menos loquacidade retórica. Mais afeita aos números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança braba de seu patrono e de si mesma. Nem bem assume e seus porta-vozes econômicos já têm que apelar às mágicas antigas (quanto foi mal falado o doutor Delfim, que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o que todos sabiam!) porque a situação fiscal se agravou. Até os mercados, que só descobrem estas coisas quando está tudo por um fio, perceberam. Mesmo os velhos bobos ortodoxos do FMI, no linguajar descontraído do ministro da Fazenda, viram que algo anda mal.


Seja no reconhecimento maldisfarçado da necessidade de um ajuste fiscal, seja no alerta quanto ao cheiro de fumaça na compra a toque de caixa dos jatos franceses, seja nas tiradas sobre os até pouco tempo esquecidos “direitos humanos”, há sinais de mudança. Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula.


Aos novos sinais, se contrapõem os amores antigos: Belo Monte há de vir à luz com cesariana, esquecendo as preocupações com o meio ambiente e com o cumprimento dos requisitos legais; as alianças com os partidos da “governabilidade” continuarão a custar caro no Congresso e nos ministérios, sem falar no “segundo escalão”, cujas joias mais vistosas, como Furnas (está longe de ser a única), já são objeto de ameaças de rapto e retaliação. Diante de tudo isso, como fica a oposição?


Digamos que ela quer ser “elevada”, sem sujar as mãos (ou a língua) nas nódoas do cotidiano nem confundir crítica ao que está errado com oposição ao país (preocupação que os petistas nunca tiveram quando na oposição). Ainda assim, há muito a fazer para corresponder à fase de “muda”. A começar pela crítica à falta de estratégia para o país: que faremos para lidar com a China (reconhecendo seu papel e o muito de valioso que podemos aprender com ela)? Não basta jogar a culpa da baixa competitividade nas altas taxas de juro. Olhando para o futuro, teremos de escolher em que produtos poderemos competir com China, Índia, asiáticos em geral, Estados Unidos, etc. Provavelmente serão os de alta tecnologia, sem esquecer que os agrícolas e minerais também requerem tal tipo de conhecimento. Preparamo-nos para a era da inovação? Reorientamos nosso sistema escolar nesta direção? Como investir em novas e nas antigas áreas produtivas sem poupança interna? No governo anterior, os interesses do Brasil pareciam submergir nos limites do antigo “Terceiro Mundo”, guiados pela retórica do Sul-Sul, esquecidos de que a China é Norte e nós, mais ou menos. Definimos os Estados Unidos como “o outro lado” e percebemos agora que suas diferenças com a China são menores do que imaginávamos. Que faremos para evitar o isolamento e assegurar o interesse nacional sem guiar-nos por ideologias arcaicas?


Há outros objetivos estratégicos. Por exemplo, no caso da energia: aproveitaremos de fato as vantagens do etanol, criaremos uma indústria alcoolquímica, usaremos a energia eólica mais intensamente? Ou, noutro plano, por que tanta pressa para capitalizar a Petrobras e endividar o Tesouro com o pré-sal em momento de agrura fiscal? As jazidas do pré-sal são importantes, mas deveríamos ter uma estratégia mais clara sobre como e quando aproveitá-las. O regime de partilha é mesmo mais vantajoso? Nada disso está definido com clareza.


O governo anterior sonegava à população o debate sobre seu futuro. O caminho a ser seguido era definido em surdina nos gabinetes governamentais e nas grandes empresas. Depois se servia ao país o prato feito na marcha batida dos projetos-impacto tipo trem-bala, PACs diversos, usinas hidrelétricas de custo indefinido e serventia pouco demonstrada. Como nos governos autoritários do passado. Está na hora de a oposição berrar e pedir a democratização das decisões, submetendo-as ao debate público.


Não basta isso, entretanto, para a oposição atuar de modo efetivo. Há que mexer no desagradável. Não dá para calar diante da Caixa Econômica ter se associado a um banco já falido que agora é salvo sem transparência pelos mecanismos do Proer e assemelhados. E não foi só lá que o dinheiro do contribuinte escapou pelos ralos para subsidiar grandes empresas nacionais e estrangeiras, via BNDES. Não será tempo de esquadrinhar a fundo a compra dos aviões? E o montante da dívida interna, que ultrapassa um trilhão e seiscentos bilhões de reais, não empana o feito da redução da dívida externa? E dá para esquecer dos cartões corporativos usados pelo Alvorada que foram tornados “de interesse da segurança nacional” até o final do governo Lula para esconder o montante dos gastos? Não cobraremos agora a transparência? E o ritmo lento das obras de infraestrutura, prejudicadas pelo preconceito ideológico contra a associação do público com o privado, contra a privatização necessária em casos específicos, passará como se fosse contingência natural? Ou as responsabilidades pelos atrasos nas obras viárias, de aeroportos e de usinas serão cobradas? Por que não começar com as da Copa, libertas de licitação e mesmo assim dormindo em berço esplêndido?


Há, sim, muita coisa para dizer nesta hora de “muda”. Ou a oposição fala e fala forte, sem se perder em questiúnculas internas, ou tudo continuará na toada de tomar a propaganda por realização. Mesmo porque, por mais que haja nuances, o governo é um só Lula-Dilma, governo do PT ao qual se subordinam ávidos aliados.


*Ex-presidente da República

sábado, 5 de fevereiro de 2011

PAUSA PARA RIR: O PADRE E O SECADOR DE CABELOS




Uma Senhora muito distinta estava em um avião vindo da Suíça.

Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou:

- Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor?

- Claro, minha filha, o que posso fazer por você?

É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro.

Eu realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega.

Será que o senhor poderia levá-lo debaixo de sua batina?

Claro que posso, minha filha, mas você deve saber que eu não posso mentir!

O senhor tem um rosto tão honesto, Padre, que estou
certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E lhe deu o secador.

O avião chegou a seu destino.
Quando o padre se apresentou à Alfândega, lhe perguntaram:

-Padre, o senhor tem algo a declarar?

O padre prontamente respondeu:

- Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho.

Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou:

- E da cintura para baixo, o que o senhor tem?

- Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado.

Caindo na risada, o fiscal exclamou:

- Pode passar, Padre! O próximo...!!!



A inteligência faz a diferença.



Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.


(Enviada por Tião Machado - BSB-DF)

VISITA DE CONTERRÂNEO

Passando pra expressar meu apreço por este blog, de altissima qualidade e deixar o meu aqui pra vcs verem:

http://edsoncrat.blogspot.com/


Edson Alves

Miscelânea do Edson

Universo cultural ao meu redor!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

EXAME DE ORDEM PROTEGE CIDADÃO QUE PRECISA DE ADVOGADO

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) junto aos bacharéis em Direito que realizaram a primeira fase do mais recente Exame de Ordem traz revelações importantes para a compreensão de quem realmente se opõe ao certame de ingresso na Advocacia e a quem interesse a controvérsia criada em torno do tema.

Nada menos do que 83% dos entrevistados consideram o Exame importante ou muito importante para manter o bom nível da Advocacia. Nitidamente favoráveis à realização do Exame correspondem a 82%, enquanto 86% preferem o modelo unificado em todo o país, como o que vem sendo adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sua utilidade é reconhecida por 75% dos bacharéis, 62% consideraram acertada a contratação da FGV para a aplicação das provas, e 57% apontam como causas para o elevado índice de reprovação tanto o fraco desempenho de qualidade das faculdades quanto o próprio despreparo dos alunos. Apenas 26% consideram ruim ou péssimo o atual formato do certame.

A pesquisa, realizada pela FGV Projetos, na qual foram ouvidos 1.500 bacharéis de Direito em todas as regiões do país, expõe a majoritária aceitação do Exame de Ordem pelos próprios examinados. Registre-se que entre os entrevistados, 80% já tinham se submetido a um ou mais Exame. Trata-se de um público composto por pessoas que foram reprovadas em pelo menos um teste. Se tal pesquisa fosse aplicada entre os que lograram êxito no Exame, tal índice seria de quase completa aprovação.

A questão a ser posta, então, é saber quem são os reais oponentes do Exame e os verdadeiros interessados nesta polêmica. Tal resposta pode ser buscada em outro dado estatístico, referente ao índice de aprovação no Exame por instituição de ensino superior. As Universidades Federais possuem uma média de aprovação superior a 60%. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para ficar apenas em um exemplo, aprovou 72% de seus alunos no último Exame de Ordem. Algumas faculdades particulares, conhecidas por sua excelência de ensino, também alcançam uma expressiva aprovação.

Entretanto, um número significativo de faculdades não conseguem ultrapassar o percentual de 5% de aprovação. Não é de hoje, a Comissão de Ensino Jurídico da OAB vem denunciando essa situação, alertando para a necessidade de uma fiscalização mais efetiva junto a essas instituições e até mesmo propondo o fechamento daquelas que se revelam como meras fábricas de diplomas, sem nenhum comprometimento com a qualidade de ensino. Mesmo assim, não tem sido suficiente para assegurar a moralização do setor, que abriga o gigantesco número de mais de mil faculdades em funcionamento do país.

Conforme os números demonstram, as faculdades particulares que investem em seus quadros profissionais e em infraestrutura constituem exemplos notáveis de desempenho, ao lado das tradicionais instituições públicas, sendo os cursos de ocasião, cujo objetivo é exclusivamente mercantil, aqueles que mais se opõem e lançam críticas ao Exame. Com isso, não apenas prestam um desserviço à sociedade, como se mostram incompetentes ao não reconhecer na qualidade de ensino um atrativo aos estudantes que buscam uma carreira de sucesso no Direito.

Infelizmente, alguns bacharéis menos avisados tornam-se presas fáceis dos artifícios montados pelos opositores do Exame e buscam a todo custo forçar uma situação que lhes permitam ingressar na carreira, incorrendo prematuramente no grave delito de burlar a legislação federal (Lei 8.906), segundo a qual a Exame é necessário para o exercício da Advocacia.

O Exame, afinal, protege o cidadão que necessita da Advocacia, mais ainda de uma Advocacia de qualidade, devidamente aparelhada para a defesa de sua liberdade e de seus bens. No sistema jurídico, não basta possuir direito; imprescindível se faz a defesa adequada, sob pena de seu perecimento.

Se a OAB usasse da mesma lógica mercantil que move as “fábricas de diploma”, o ingresso de três milhões de novos advogados em seus quadros quadruplicaria, ou quintuplicaria, a arrecadação por meio das anuidades que lhes são cobradas. Entretanto, não somente estaria contribuindo para o mais escandaloso quadro de estelionato educacional, como negando sua própria origem e compromisso com a grandeza de nossa cultura jurídica. Os 80 anos da entidade são testemunhos da opção preferencial da OAB pela defesa da sociedade brasileira.


(Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Ophir Cavalcante Júnior)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PARA REFLETIR


No nosso corpo físico, a cabeça é a sede do saber, enquanto o poder encontra-se nos braços e nas pernas: a pessoa age e se move...

Entre a cabeça e os membros, está o coração.

Na ausência do coração, a cabeça e os membros não seriam capazes de funcionar. É o coração que os mantém em atividade: contrai-se e dilata-se constantemente para que o sangue, ou seja, a vida continue a circular. Se o coração para, todo o resto também para.

Mas os seres humanos abandonaram o coração, simbolicamente falando, e buscam
o poder.

E como o dinheiro dá muito poder, eles fazem de tudo para ganhar o máximo possível sem considerar a que submetem os outros, e assim o coração deles endurece.

Buscam também o saber, mas como o seu objetivo não é desinteressado, esse saber só serve para afastá-los do caminho.

É por isso que não são felizes.

São, certamente, mais poderosos e mais instruídos, mas não são felizes.

Para serem felizes, devem adquirir as qualidades do coração: a bondade, a doçura, a generosidade, a compaixão, a solidariedade, o perdão.



Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CONJUNTURA NACIONAL

Compre um paraquedas

Na Escola Superior de Cinema da PUC de Minas Gerais, o professor Pedro Paulo Santos lecionava a filosofia da arte. Inteligência fulgurante. Dominava os alunos com charme e cultura. Não conseguia, porém, transmitir aos futuros cineastas os seus conhecimentos, muito além da capacidade da turma. Certo dia, Pedro Paulo, absorto, desligado, voava alto nas suas considerações sobre a imagem cinematográfica. De repente, uma interrupção:

- Professor, quando o senhor terminar toda a matéria, nós vamos receber diploma ou brevet?

Pedro Paulo, com a sua proverbial elegância, apenas murmura:

- Quem não estiver preparado, que compre um paraquedas!

Melhor que a encomenda

Este consultor tem ouvido por aqui e por ali: Dilma está indo bem; está melhor que a encomenda. Pinço as razões: discreta, sem açodamentos, sem o uso (nem abuso) do palanque de Lula; fazendo, até o momento, um gerenciamento eficaz. E as pressões dos partidos, como são administradas? Via Palocci. O Chefe da Casa Civil tem funcionado como o balcão de procura e oferta, o organizador dos espaços. Quando as pressões são mais contundentes, principalmente por parte dos grandes partidos, como PMDB, o vice-presidente, Michel Temer, entra em cena. Michel tem feito o papel de algodão entre cristais.

Furnessiês

Pois é, o neologismo acima quer dizer: os dossiês de Furnas. O ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, recebeu um dossiê apócrifo, de 3 laudas, contendo desvios e impropriedades que teriam sido cometidas por indicados do PMDB. A encomenda foi empacotada para derrubar o atual presidente, Carlos Nadalutti, ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Foi enviada ao ministro por Jacob Bittar, que é do PT e exerce o cargo de secretário de Habitação da Prefeitura do Rio, cujo prefeito é Eduardo Paes, do PMDB. Cunha, não conformado com o balaço, levantou a questão dos aloprados. Aí a coisa esquentou. A presidente Dilma pediu ao vice Michel e a Palocci que equacionassem a questão. O ministro Lobão, das Minas e Energia, tem a solução "técnica" nas mãos.

Em busca do Eldorado

Na verdade, os partidos - todos - buscam o Eldorado, os espaços recheados de tesouros do governo Dilma. Orçamento de Investimentos nas Estatais: R$ 107,5 bilhões. Grupo Petrobrás, R$ 91,3 bilhões; Grupo Eletrobrás, R$ 8,1 bilhões; Furnas (grupo Eletrobrás), R$ 1,26 bilhão; Chesf, R$ 1,5 bilhão; Eletrosul, R$ 445 milhões; Companhia Docas, R$ 705 milhões; Conab, R$ 2,8 bilhões; DNIT, R$ 15,5 bilhões; DNOCS, R$ 892,8 milhões. Essa é a montanha que os partidos tentam escalar.

Os Capiberibes

Este consultor sempre teve os Capiberibes, do Amapá, em bom conceito. E acredita que eles são vítimas de armação política, coisa sórdida que se espraia no país, na esteira da competitividade eleitoral. Há mais de 4 anos, o casal Janete e João, ela deputada, ele, senador, passam por um corredor polonês armado para corroer sua identidade. João foi eleito senador em 2002 e Janete, eleita deputada em 2006. Processo contra eles: teriam comprado 2 votos de duas empregadas domésticas por R$ 26, cada uma. Foram cassados em 2008. Processo que se revelaria cheio de fantasias. Nas últimas eleições, João foi novamente consagrado nas urnas. Janete, deputada mais votada. Ganharam novo processo. E o TSE os cassou novamente. A cassação de João refere-se a um caso do mandato anterior. E agora? Os próximos 8 anos são também cassados? Sei não. Parece emboscada. STF dará palavra final.

Eleitores negam

Suprema Corte deverá examinar melhor as curvas das denúncias. Processo contra João e Janete tem coisas inconsistentes: 6 eleitores que constam como testemunhas negam ter recebido dinheiro para votar no senador e na deputada. Jeito de armação.

Meirelles, o Apo

Henrique Meirelles deverá ser a Autoridade Pública Olímpica. Em termos mais legíveis: o comandante da avalanche de obras para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. De expert em finanças, câmbio e juros, para obreiro mor dos esportes nacionais. Meirelles é um quadro que não poderia ficar dependurado na parede.

Socorro, socorro!

João Botelho, candidato a prefeito de Belém, passou o dia inteiro anunciando um comício, à noite, na praça Brasil. Chegou na praça, não havia ninguém. Será que estou no lugar errado? pensou. Será que não estou enganado? Perguntou ao assessor.

- Não houve engano não, deputado, a praça é esta mesma.

Foi ao bar mais perto, pediu dois caixotes de madeira, pôs no centro da praça, subiu e passou a berrar alucinado:

- Socorro, Socooorro, Socoooooooro!

Correu gente de todo lado para ver o que era. Plateia arrumada, Botelho começou o comício:

- Socorro para um candidato...

E fez o comício.

Posse e afastamento

Ontem, tomaram posse os 513 deputados e os 54 senadores da 54ª legislatura. Muitos deputados pedirão imediatamente licença para voltar aos Executivos Estaduais. Constituem uma reserva técnica dos governadores. Reassumirão o cargo no Parlamento sempre que necessário para aprovação/desaprovação de matérias de alta prioridade.

Sarney e a promessa

Registro histórico: Sarney se reelege mais uma vez como presidente do Senado. Promete lutar pela reforma política. E diz que é a última vez como presidente. A conferir.

Maia regimental

Rodrigo Maia adaptou o regimento do DEM para harmonizar a expressão do partido. É o que alega. Mas a tal harmonização teve esta medida: diminuição do poder do Conselho do Partido em detrimento do aumento da força do presidente. Coisa ardilosa. Para coibir quaisquer decisões que pudessem atrapalhar as intenções do presidencialismo partidário.

Janela para Kassab

O prefeito Gilberto Kassab carece de uma janela para fazer a migração partidária entre DEM e PMDB. Sob o prisma de mera migração pessoal - sua saída para o PMDB - diz que tem motivos fortes. E ancorados em pareceres jurídicos. Essa harmonização de linguagem feita pelo presidente Rodrigo Maia, por exemplo, poderia ser mais um argumento para justificar a saída do prefeito. Ocorre que Kassab não quer migrar sozinho. Gostaria de levar um bom conjunto, algo como 20 parlamentares, 50 prefeitos e até um ou outro senador. Por isso, precisaria de uma janela mais segura.

O galo, doutor

Newton Rique era candidato a prefeito de Campina Grande, em 63, contra o deputado Langstine Almeida. Foi fazer comício no bairro de Casa da Pedra. Mandou bala no aumento do custo de vida:

- Imaginem que uma galinha está custando mil cruzeiros. Quem pode comer uma galinha de mil cruzeiros?

Lá no fundo, um bêbado gritou:

- O galo, doutor!

Acabou o comício.

Projeto Dornelles

A ferramenta mais adequada para abrir a janela tão ansiada por Kassab seria o projeto do voto majoritário, de autoria do senador Dornelles. Esse projeto está entrando na pauta do senado. Acaba com o voto proporcional, consequentemente com as coligações proporcionais, e estabelece o voto majoritário. Os mais votados em cada Estado serão os eleitos, dentro das cotas estaduais. Pois bem, como se trata de matéria constitucional, estaria claramente justificado o argumento para a migração partidária. Abrir-se-ia, por exemplo, a janela de um mês para reajustamento das camadas parlamentares. Novo regime, novas disposições. A janela constaria das medidas transitórias.

Ciro Gomes

Depois de rodar boa quilometragem no espaço das especulações, deverá sobrar para Ciro Tiroteio Gomes a coordenação da Zona de Exportação (ZPE) do porto de Pecém, no Ceará. Estado governado pelo irmão Cid Gomes.

Papel tem pernas

O cidadão chega à repartição e pede para ver seu processo. Ouve:

- "Ah, tem muitos outros na frente. Vai demorar um tempão até ser despachado. Papel, doutor, não tem pernas".

Agastado, o interlocutor reage:

- "E quanto o senhor quer para por duas pernas nesse papel?"

Tiro e queda. O adjutório fez o papel correr rapidinho.

Movimentos sociais

Os Movimentos Sociais e as Centrais Sindicais estão meio desconfiados da presidente Dilma. Que não tem feito, pelo menos até o presente, encenações demagógicas para atrair a simpatia dos movimentos. A presidente tem sido recatada. Não posou com boné do MST, não fez mesuras para as Centrais, e tem tratado de maneira litúrgica as pressões e demandas de setores organizados. Vamos ver se os Movimentos, tão acariciados por Lula, farão movimentações paredistas.

Marta e Pimentel

Marta, um ano, e José Pimentel, também um ano: esse foi o pacto assumido por Marta Suplicy e José Pimentel no rodízio da vice-presidência do Senado. Trata-se de uma inovação. O PT quer dar vez aos seus representantes na mesa do poder. Marta e Pimentel chegam com muita sede ao pote.

2º escalão

Eis alguns nomes e pleitos do PT: Claudio Vignatti (SC), derrotado ao Senado, disputa a presidência da Eletrosul; Zeca do PT (MS), candidato derrotado ao governo, quer ir para uma diretoria da Itaipu; Rodrigo Soares (PB), candidato a vice derrotado, deseja dirigir a SUDENE; Paulo Rocha (PA), candidato impugnado ao Senado, quer ir para a Eletronorte. Eis alguns nomes e pleitos do PMDB: Geddel Vieira Lima (BA), candidato derrotado ao governo, quer presidir a CHESF, mas também enxerga a BR Distribuidora ou a CBTU; José Maranhão (PB), derrotado ao governo, pode ir para a vice-presidência de loterias da CEF: Orlando Pessuti (PR), ex-governador, gostaria de ir para uma diretoria de Itaipu; Rocha Loures (PR), ex-deputado e candidato derrotado ao cargo de vice-governador, ainda não tem destino.

Prioridades da CNI

A Confederação Nacional da Indústria quer liderar duas frentes: projeto que concede autonomia financeira para as Agências Reguladoras e projeto para Regulamentação do Trabalho Terceirizado.

Fidelidade partidária

Guararé era cabo eleitoral do governador do Maranhão, Sebastião Archer. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé puxa o argumento:

- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.

Tucanos se bicam

Sérgio Guerra se lançou candidato à presidência do PSDB. Mas José Serra quer o mesmo cargo. Porque precisa de visibilidade para se manter na cena política. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, garante que se Serra desejar, terá seu apoio. Mas os alckmistas não fecham essa corrente. A briga dos tucanos é de quebrar o bico. Aécio Neves, o senador todo poderoso dos tucanos, não quer ver Serra dirigindo o partido. Nem Tasso Jereissati. Ou seja, Serra vai ter de rebolar para subir o serrote do poder.

E Lula, hein?

Vi uma foto de Lula no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo, onde liderou assembleias de metalúrgicos nos anos 70. Desta feita, Lula assistia à partida entre Corinthians e São Bernardo. O fato é este: na foto, Lula dava uma entrevista. Usando a gesticulação de comício. Mão direita bem ao alto, mão esquerda segurando dois microfones, boné sobre a cabeça e boca muito aberta, na expressão de um grito palanqueiro. Dizia ele, sincero:

- Tenho de desencarnar da presidência.

E tem mesmo. Lula continua circunscrito à ideia do poder central e absoluto.

Conselho aos novos congressistas

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos dirigentes. Hoje, volta sua atenção aos novos congressistas:

1. Procurem enxergar as asas do tempo. Que voam rápidas. Vejam que caminhos seguem. Que ares ocupam.

2. A dinâmica social no Brasil é intensa. Novas demandas, novas pressões, sentimentos inovados. Procurem auscultar a alma social.

3. As redes sociais estão multiplicando o estado de atenção no país. Lupas estão sendo focadas para o Parlamento. É hora de ajustar a cabeça para evitar cabeçadas. Pensem com a cabeça e arremetam com o coração. Evitem a síndrome do touro: que faz exatamente o contrário.

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(Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VALMIR CAMPELO


Todos os principais profetas e poetas da humanidade elegeram o amor como o tema essencial da nossa trajetória existencial. O maior dos profetas, o Jovem Galileu, bradou que toda a sua doutrina se resumia no amor. Camões, o iluminado poeta da alma lusitana, sintetizou a contraditória unidade dessa imperscrutável gruta da intimidade: “É dor que desatina sem doer”. O amor é, portanto, o sol e o sal da terra. Quando inocula a veia do coração de um homem, transforma a sua história pessoal.

O amor entrou na vida de Valmir Campelo como um nó de gravata. Ou melhor, através de um nó de gravata. Não de um nó qualquer, mas um clássico nó de Windsor, aquele que exala o charme e a elegância britânicos.

Tinha treze anos e vivia a aurora juvenil. Pisava o paralelepípedo de sua terra natal, Crateús, na Rua Coronel Lúcio, quando se viu atraído pela beleza magnética de Marizalva, uma amiga das suas irmãs, flor menina de 10 anos de idade. Certa noite, antes de sair para uma festa no Clube Caça e Pesca, pediu que “Zalva” (como carinhosamente se refere a ela) puxasse o nó da gravata. Quando ela concluiu, ele sentenciou: “Vá se acostumando, porque vou casar com você”. Ela saiu em disparada...

Quando a donzela completou 17 anos, ficaram noivos. Um ano depois casaram. Foi em um baile carnavalesco, após alguns goles de cerveja, que Valmir armou-se de coragem e, ao som da marchinha Máscara Negra, sincronizou os passos para pedir a mão da moça em casamento. O pai, o lendário e carismático médico Olavo Cardoso, escorado no arame da cerca do Clube Caça e Pesca, nada falou. A única reação foi chorar. As lágrimas que derramou, no entanto, eram de alegria. Sabia que aquele casal receberia a promissora unção de uma vida abençoada. Em 17 de julho de 1968 subiram, um a um, os degraus do altar do matrimônio.

Subir religiosamente cada degrau da escada da vida é a principal imagem que Valmir verbaliza ao relembrar sua épica trajetória. Com dezessete anos mudou-se para o cérebro das decisões nacionais, a capital que nascia, Brasília, a fim de acompanhar a irmã, Maria Valdira, que tinha sido aprovada em concurso para a Câmara dos Deputados. Dentre os onze irmãos, fora escolhido porque era o único que estava concluindo o Ginásio. Como qualquer pioneiro, sobretudo originário do Nordeste, conheceu as intempéries que desafiam os bandeirantes. E foi subindo cada degrau, sempre dando passos proporcionais à própria força. Começou como auxiliar no Governo do Distrito Federal (GDF), passou a escriturário, na seqüência a chefe de serviço, depois chefe de divisão, em seguida chefe de departamento e, por fim, Secretário de Governo.

O mesmo percurso ascendente caracterizou sua experiência como Administrador Regional (que equivale a Prefeito nas demais unidades da federação). Iniciou na menor cidade do DF, Brazlândia, como o mais jovem dos Administradores. De lá foi para o Gama, de nível intermediário, onde ficou de 1974 a 1981. Coroou essa experiência comandando o maior conglomerado urbano do DF, Taguatinga, no período de 1981 a 1985. Nessa quadra uma grande seca se abateu sobre o Nordeste e Valmir se notabilizou por liderar um arrojado movimento de solidariedade às vítimas da estiagem. Lembra ele que, após a seca, igual estrago foi causado por um grande inverno, ensejando nova arrancada de comunhão solidária.

A imagem solene da escada e a obediência meticulosa ao seu escalonamento acompanharam o filho da senhora Raimunda Campelo Bezerra (que, nonagenária, deixou este mundo há pouco meses) quando se sentiu atraído por aquilo que os gregos chamavam de ‘pólis’. Nas eleições de 1986, embora o seu nome disparasse nas pesquisas para o Senado da República, resolveu começar pelo degrau inferior: Deputado Federal. Foi o parlamentar mais votado da história de Brasília, consagrado por mais de 10% (dez por cento) do eleitorado. Em 1990, manteve a performance: elegeu-se Senador. De cada três brasilienses, dois votaram nele. Em 1994, estava pronto para pisar o último degrau de político pioneiro. Candidato a Governador após vencer enormes resistências internas, conseguiu o maior número de sufrágios no primeiro turno. No segundo, todas as demais correntes se uniram para impedir sua vitória.

Em 1997, pela unanimidade dos seus pares, é indicado Ministro do Tribunal de Contas da União. Na mais alta Corte de Contas do País manteve o ritual de pisar formal e paulatinamente cada escalão da série de nível: Presidente de Câmara, Corregedor, Vice-Presidente e Presidente. É o decano da Casa. Sente-se confortado em saber que colaborou diretamente para evitar que, só no ano passado, mais de 50 bilhões de reais fossem desviados dos cofres públicos. A madureza dos anos permitiu discernir que esse labor contraria interesses poderosos, que vez por outra manifesta a insatisfação plantando notícias caluniosas nos órgãos de imprensa.

Mantêm-se firme como os rochedos da terra que lhe brindou com a luz. Sabe que transmitiu aos três filhos – Frederico, Ricardo e Luis Henrique – a mesma educação obreira herdada do seu pai, o senhor João Amaro Bezerra. Aos dezoito anos todos já estavam mergulhados no oceano do trabalho. Com dois diplomas universitários cada um, ocupam posições de liderança e relevo na esfera pública e na iniciativa privada.

O julgador das contas públicas da União evita decidir em cima da letra fria do processo. Sente muito quando tem que usar o tacão punitivo. Na balança dos Éditos que lavra, busca o equilíbrio entre razão e sensibilidade. Sensibilidade que aflora quando abre o álbum das recordações. Recordações dos sofrimentos e alegrias dos conterrâneos. Conterrâneos com os quais jogava bola depois das aulas. Aulas de professoras como a Madrinha Francisca Rosa, a primeira professora, e outras como a dona Natália, Iramir Rego, Rosa Morais, Rosa Virginia e outras. Outras eram também as parcerias nas tertúlias, nas quadrilhas, no Rádio Baile Expedito Machado e nas fogueiras. Fogueiras que permanecem no terreiro da alma e nas noites amenas do coração. Coração despido de mágoa e ressentimento. Ressentimento que nunca o atingiu nem mesmo quando obstruíram o sonho de governar Brasília, pois – formado em Comunicação Social pela UNB, com cursos de Administração Pública na Alemanha e uma história de vida sem rival – era de longe o mais preparado. Preparado continua. Continua com o principal: o amor!


(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)

OBSERVATÓRIO

Começou o segundo tempo da Administração Municipal de Crateús. É chegado o momento de uma imersão reflexiva sobre o primeiro tempo e colocar na prancheta as estratégias para a reta final da partida. Qual o sentimento que permeia o coração das pessoas mais esclarecidas, aquelas que cultivam a liberdade de pensamento e a nobreza dos ideais? Qual a avaliação essencial? O que se vislumbra para o futuro?


DESILUSÃO


É a palavra que resume o atual estágio analítico que a mais expressiva parcela da população – a que constrói a opinião crítica – faz da atual gestão. É inegável que o Prefeito, um homem disposto e trabalhador, fez várias obras. Foi além do que estava posto; porém, está muito aquém da expectativa que gerou. A desilusão decorre menos da insatisfação que domina o presente e mais da angústia que se descortina para o futuro. Carlos Felipe foi um sedutor extraordinário. Com um discurso inovador, praticamente hipnotizou a quase totalidade do eleitorado crateuense na última eleição municipal. Propôs aquilo que todos almejavam depois de um processo de saturação: Vida Nova. No entanto, após assumir o comando da municipalidade, renovou a maioria das portarias que caracterizaram a vida velha.


A CGU -

Controladoria Geral da União – divulgou recentemente um relatório sobre a aplicação dos recursos federais repassados ao Município de Crateús onde se configura o quadro de dificuldades operacionais que a gestão municipal enfrenta. A análise detalhada e pontual das ações e programas está no site http://www.cgu.gov.br/, ícone Fiscalização (Programa de Fiscalização a partir de sorteios públicos) em Relatório de 110 páginas. Nada muito diferente daquilo que se viu em gestões pretéritas. No entanto, algo que deve sacudir a consciência de quem prometeu e se comprometeu nas praças populares a promover uma revolução na forma e no conteúdo da condução da coisa pública.


A INQUIETAÇÃO


Com o futuro reside no fato que praticamente inexiste uma liderança catalisadora da esperança. Esperança de uma alternância de poder para melhor. Os quadros mais qualificados do Município estão fortemente desestimulados. A atividade política virou um redemoinho em que dificilmente alguém, por mais bem intencionado que seja, consegue sair ileso. A futrica substitui o bom debate. O vil metal substitui o brilho do ideal. Está rareando os que topam se arriscar. Porque esse risco inclui, inclusive, a possibilidade de lançar ao relento uma reputação profissional construída à custa de muito sangue, suor e lágrimas. Em um cenário desses, mesmo com todos os reveses, a despeito de frustrações ou decepções, o Prefeito Carlos Felipe poderá ser reeleito. As oposições precisam se sentar e redirecionar o rumo.


HOUVE

Um tempo, e ele não está muito distante da nossa memória, em que Crateús tinha, na mesma legislatura, sete Deputados Federais e três Senadores. A pujança da nossa representação era motivo de saudável orgulho. Hoje, nenhum filho da terra tem assento no Congresso Nacional. Vivemos um momento de crise de representatividade. Dizem os orientais que crise é, também, sinônimo de oportunidade. É hora de levantar desse estado de letargia, sacudir a poeira das desilusões e dar volta por cima das dificuldades. Sempre há um candeeiro a ser posto na mesa das proposições. Como ensinavam os romanos, Fiat Lux! Faça-se a Luz!


ILUMINADA


Foi a idéia do grupo Mandacaru Beleza ao escolher como homenageado, no Carnaval deste ano, o historiador Norberto Ferreira Filho, o Ferreirinha. Fotógrafo de mentes, caricaturista de almas, pintor de corações - o Sr. Ferreirinha sempre nos brindou com uma galeria de quadros com suas pinturas prediletas: homens e mulheres que fizeram e/ou fazem a história dos sertões de Crateús. Até bem pouco tempo, quando a saúde o favorecia, expunha os dotes de memorialista admirável: sacudia-nos com a abundância de informações, a precisão de detalhes, o manancial de dados armazenados. É uma torre histórica da nossa terra!


ESTUPEFATO


Fiquei quando soube que o Rodrigues Vale havia deixado a trincheira da sua vida, a tribuna do rádio. No microfone, nunca abriu mão da liberdade jornalística. Mesmo vinculado a um esquema político específico, nunca descurou de exercitar a fortuna crítica que caracteriza os grandes homens de imprensa. Como uma peixeira afiada, sua palavra cortante ia direto ao coração dos problemas e desconcertava a alma dos criticados. Quem desfruta da sua intimidade, sabe que é, no mais recôndito de si mesmo, uma figura do bem, que se embevece com as coisas simples da vida porque estas são, de fato, as mais profundas: a ambiência do lar, o papo desinteressado, um brinde no bar do “beiju”, o convívio com os amigos, as especulações de imprensa e o amor da família. Crateuenses: o nosso conterrâneo Rodrigues Vale, por tudo o que encarnou na imprensa local, merece um preito de reconhecimento, um ato público de gratidão. Será um gol da cidade em homenagem ao nosso eterno “goleiro”.


PARA REFLETIR

“A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)



(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

AMANHÃ É DIA DE MAIS UMA EDIÇÃO DO JORNAL GAZETA DO CENTRO-OESTE!

RECICLAGEM DE LIXO GERA DESCONTO NA CONTA DE LUZ


Os consumidores cearenses que separam e reciclam lixo ganham desconto na conta de energia elétrica. Para participar do programa, o cliente se cadastra e recebe um cartão magnético com chip, por meio do que recebe os créditos.

A tarefa do consumidor é separar cada material e levar para um posto de coleta. No total, são 55 em todo o Estado do Ceará.

O valor obtido com a reciclagem do lixo gera é abatido na conta do mês seguinte. Um quilo de papel branco, por exemplo, equivale a um desconto de R$ 0,12 na conta de luz. Quem preferir pode doar o montante para instituições de caridade.

Desde que o projeto foi criado, há três anos, cerca de 300 mil pessoas passaram a poupar e ajudar o meio ambiente.


(Do R7, com Jornal da Record)

domingo, 30 de janeiro de 2011

ALGUÉM TEM DÚVIDAS?




Boa noite a todos!

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!


Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?

Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.

Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.

Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!

Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”

Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.

Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.

Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.

Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.

Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!

Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.

Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!

O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!

Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!

No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!

Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.

Seu nome é Jesus.

A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!


(Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010).

sábado, 29 de janeiro de 2011

DINHEIRO E ESPIRITUALIDADE. SERÁ QUE SÃO INCOMPATÍVEIS?‏


Muitas crenças, que em sua maioria tem origem em interpretações equivocadas de religiões e filosofias espiritualistas, geram um conflito na relação entre o d i n h e i r o e espiritualidade.

Cria-se uma separação entre o material e o espiritual. Minimiza-se também a importância da parte material, como se devêssemos deixá-la de lado se realmente quisermos crescer, provocando culpa em prosperar. Para muitos é ainda mais radical. É como se os bens materiais fossem um grande obstáculo para o desenvolvimento. Quem vive de forma próspera e abundante é visto como alguém que não despertou, egoísta, perdido, apegado... Pra que ter tanto se a vida é tão passageira e o mais importante é a nossa essência?
Concordo que a essência do ser humano é o que ele tem de mais valioso. O imaterial, a consciência ou a parte espiritual, como queira chamar, vem sendo negligenciado e isso tem provocado muitos desequilíbrios e uma busca desenfreada por bens materiais por parte de muitas pessoas para preencher o vazio interior que sentem.

Tudo que é material é passageiro, enquanto que o imaterial é eterno. Entretanto, estamos vivendo uma experiência concreta neste momento no mundo material. Esse lado tem a sua importância e deve ser valorizado, sem termos que perder o contato com a essência. Ter uma vida voltada apenas para o material é um desequilíbrio, mas é também igualmente um desequilíbrio valorizar somente a parte espiritual. O ideal seria balancear os dois lados. E o que isso significa? Do lado material, significaria viver uma vida material média, ou modesta? Como você se sentiria se progredisse muito financeiramente? Seria como se estivesse se afastando da espiritualidade?

Por trás dessas crenças existem muitas outras que relacionam o d i n h e i r o a coisas negativas: d i n h e i r o causa corrupção, exploração, desonestidade, egoísmo, guerras, brigas, pobreza e etc... Somando tudo isso, chega-se a conclusão de que o d i n h e i r o afasta o ser humano do caminho espiritual.

No livro “A mente milionária, sem segredos” de Thomas J. Stanley, Phd, o autor fez uma pesquisa com mais de 700 milionários nos Estados Unidos para traçar um perfil sobre seus estilos de vida e como enriqueceram. Vários pontos interessantes podem ser observados:

- A maioria deles enriqueceu em única geração, ou seja, não herdaram bens. São vistos como pessoas honestas pelos funcionários, parceiros e sociedade . Mais da metade dos milionários credita boa parte do seu sucesso ao princípio de ser honesto com todas as pessoas, assim ganham confiança e credibilidade e as oportunidades crescem sempre.

- A maioria é envolvida em causas sociais e de ajuda ao próximo e fazem doações significativas regularmente. E para quem acha que eles fazem isso por que são ricos, o que acontece é que eles já faziam isso desde a época das vacas magras. Já falei antes sobre doação. É um comportamento de uma mente próspera que confia na abundância, e o resultado disso é atrair riqueza.

- São vistos como pessoas que valorizam e respeitam os seres humanos. Isso também está conectado com o item anterior da honestidade.

- A maioria trabalha mais do que a média, mas não se mata de trabalhar, e investe tempo de qualidade com a família e tiram férias regularmente

- Amam o que fazem. Daí também se explica o porque de trabalharem mais do que média. Quando se ama o que se faz, o trabalho é também fonte de prazer. Prazer em executar um trabalho que presta um bom serviço ou produto a sociedade, contribuindo para o seu crescimento.

É claro que deve haver pessoas que fogem desse perfil, mas essas foram características encontradas na maioria, é um perfil médio. Podemos perceber no que foi citado acima, várias qualidades que são vistas em pessoas espiritualistas. Ser espiritualista, na verdade, contribui para aumentar a prosperidade, a não ser que estejamos contaminados com crenças que relacionam o d i n h e i r o a coisas negativas ou com problemas de auto-estima; se estivermos, sabotaremos nosso crescimento material. Esse é o problema de boa parte das pessoas que se dizem ou são vistas como espiritualistas.

Uma prosperidade realmente sólida, crescente e ilimitada só se constrói com honestidade, respeito, e com um trabalho que contribui para o bem estar da sociedade. Quanto mais pessoas ajudamos com o nosso trabalho, mais enriquecemos.

No entanto, na mídia vemos constantemente notícias de pessoas ricas desonestas, exploradoras, gananciosas e ficamos com uma impressão generalizada de que a maioria é assim. É claro que existem pessoas que agem dessa maneira. No meu ponto de vista, elas poderiam alcançar resultados melhores e mais duradouros se agissem de outra forma. Além disso, não são a maioria. Infelizmente, somos atraídos por notícias negativas e o que vemos na televisão é um retrato filtrado da realidade, onde é mostrado o que há de pior na maioria das vezes. Honestidade raramente será motivo para se fazer uma matéria jornalística.

À medida que enriquecemos podemos proporcionar cada vez mais bem estar para nós mesmos, para nossa família e para quem quisermos. Podemos inclusive investir em livros, cursos, trabalhos terapêuticos e viagens que nos trarão ainda mais crescimento espiritual (atenção, se você estiver sem d i n h e i r o, isto não serve de desculpa para não ir em busca de crescimento espiritual, pois existem muitas boas fontes até de graça). O d i n h e i r o nos permite fazer o bem em uma proporção muito maior. Se você gosta de fazer o bem, invista no conhecimento sobre a prosperidade, liberte-se das crenças negativas, enriqueça e assim você poderá concretizar objetivos maiores.


(André Lima)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O ENIGMA CHINÊS


O enigma chinês toma conta do mundo, e o mundo não sabe decifrá-lo.

O perigo é o mundo ser devorado pelo Dragão (símbolo milenar da China), sem poder se defender.

Henry Kissinger acaba de publicar um artigo no The Washington Post que só faz confirmar a universalidade de sua inteligência no meio dos pigmeus intelectuais que respondem pela política internacional.

O ex-secretário de Estado adverte: ou Estados Unidos e China se entendem enquanto é tempo, ou a guerra fria entre ambos será inevitável. As nações teriam que escolher de que lado ficariam, levando a disputa à política interna de todas as regiões, enquanto questões como a proliferação nuclear, o meio ambiente, a energia e o clima exigem uma solução global abrangente.

O que estamos vendo é que as lideranças políticas das duas maiores potências não se entendem. São incapazes de articular uma linguagem comum que permita chegar a um acordo. O problema não terá solução enquanto ambas não aprenderem a subordinar aspirações nacionais à visão de uma ordem global.

Sim, mas como construir uma ponte de entendimento com cabeças chinesas, guiadas por padrões culturais opostos aos da cultura ocidental?

Outro dia assisti na TV a um conhecido debate semanal comandado por certo jornalista dos mais experientes. Falando sobre a China, este jornalista levantou a questão que está na cabeça de todos os economistas do mundo capitalista: - como entender que a China fique a cada dia mais rica e não se democratize? Um dos participantes do debate, diplomata que viveu e trabalhou na China, observou que os dirigentes chineses adotam maneira sempre muito peculiar de lidar com contradições de todo tipo, e saem sempre ganhando.

Esse diplomata, Abdenur, sabe o que diz. Kissinger enfatiza em seu artigo que a diferença é que a estratégia americana privilegia a solução dos problemas. Para nós, ocidentais, parece natural que seja assim. Só que em matéria de cultura, o que parece natural não vale. A China – diz Kissinger – em sua história milenar, acredita que poucos problemas podem ter solução final.

O americano parte direto e em linha reta para a solução do problema.

O chinês prefere dar a volta ao problema. "A China sente-se à vontade tratando das contradições sem pressupor que podem ser solucionadas" (H.Kissinger, "Evitando uma nova guerra fria", OESP, 18/01/11).

O método chinês – explica Kissinger – combina elementos estratégicos, econômicos e políticos – e buscar o resultado por meio de um extenso processo.

Em outras palavras: o americano prefere o estilo afoito de Júlio César: "cheguei, vi e venci". O chinês, muito mais cauteloso, toma outro caminho: cheguei, parei para pensar, e venci. Troca o mecanismo primitivo dos reflexos pelo critério sereno da reflexão.

A superioridade da China na contenda com o Ocidente, é que ela está mais treinada do que o ocidente para pensar em termos de globalidade. Ou seja, para ver, ao mesmo tempo, os vários lados de uma questão.

O segredo dos chineses, que os americanos e os ocidentais desconhecem, é que a China, a civilização mais antiga do mundo, adota a cultura do "não-agir", ensinada pelo seu maior sábio, que não foi Confúcio, e sim Lao-Tseu, (sc.VI AC), fundador do taoísmo. O "não-agir", em chinês, é o agir pelo não-agir. A montanha não se move, mas ela atua em toda a paisagem.

O conceito central do taoísmo é o TAO, cuja tradução aproximada é o "sentido". Ensina Lao-Tseu:

O Tao não opera,
E, no entanto, todas as coisas são feitas por ele.
Ele é impassível,
E, no entanto, sabe planejar.

Eis aí: o rosto chinês é impassível, mas sabe planejar em silêncio.

Será que atingiremos no Ocidente, um dia, tal grau de sutileza?


(Por Gilberto de Mello Kujawski)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MEU QUINTAL



Cabia tudo absorto no meu abraço:
dos imponderáveis navios mercantes
aos desmedidos trens cargueiros,
conviviam com Santos Dumont
flutuando na imensidade!

Por entre guarnecidas arvores
vagava o infinito e o tempo parava.

O clamor de galos era de guerreiros
em gloriosas batalhas com
árduas lutas imprescindíveis
que nenhuma intempérie
ou obstáculo qualquer
viria interromper, a não ser
a acústica voz de minha mãe,
ao longe, que me exigia
para coisas diminutas,
sem a mínima importância!

O tapete de terra úmida
mesclava-se a minha pele
como se roupa fosse
sob o flauteado doce
de um bando de pássaros
orquestrando em meu palco.

Agora mesmo, ouvindo o trino
de um vivaz bem-te-vi,
regressei a estas reminiscências
que ainda estão brandamente
absortas na minha memória.


Raimundo Cândido

www.raimundinho.hpg.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL


Dilma e os sindicatos em busca da paz

A presidente escalou o ministro Gilberto Carvalho para acertar com as centrais sindicais pendências a respeito das reivindicações deles em relação ao novo salário mínimo e ao reajuste da tabela do IR. Essas pretensões, porém, são apenas a espuma no rol de insatisfações dos sindicalistas. Além de alguma concessão, para exibir como conquistas, o pessoal da CUT, da Força Sindical e outras quatro entidades querem:

1. Manter o mesmo canal presidencial aberto e o mesmo prestígio que tiveram com Lula.
2. Não perder posições no governo em áreas estratégicas.
3. Não avançar em nenhum ponto da reforma trabalhista, como a anunciada proposta de redução da contribuição patronal para o INSS, sem que os sindicatos opinem e concordem.
4. Apoio e empenho para aprovar no Congresso a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
5. Deixar de lado, como aliás a presidente já disse que deixará, intenções de avançar em uma reforma da Previdência. Ao contrário, apoiar o fim do fator previdenciário.

A presidente e as pendengas com o PMDB

Em quarentena, o PMDB anota os passivos que tem a receber de Dilma:

1. Perda de substâncias no ministério e no segundo escalão.
2. Crescimento de sua imagem de fisiológico.
3. Divisão de suas forças e os movimentos para enfraquecer alguns de seus líderes no Congresso, caso dos deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves.

Fogo amigo em alta combustão

O PMDB assanhou-se a ponto de chamar o PT para "a briga" a fim de não perder a presidência da Funasa, hoje nas mãos de afilhado de Henrique Alves. No auge da controvérsia, desabou na imprensa matéria dando conta que a CGU, em investigação, levantou suspeita sobre no mínimo R$ 500 mi dos gastos efetuados pela fundação nos últimos anos, quando esteve debaixo das asas peemedebistas. O deputado Eduardo Cunha, do PMDB/RJ, tão glutão quanto audacioso, faz ameaças públicas de retaliação ao governo no Congresso, se perder o controle de Furnas, conquistado por ele depois de ajudar a derrotar a prorrogação da CPMF, em 2007. Por coincidência, esta semana, uma misteriosa e providencial mão, fez saber ao distinto público que a companhia, cuja sede fica no RJ, enfrenta denúncias de prejuízos financeiros causados pelo aparelhamento político da atual gestão. A oposição, ainda lambendo suas feridas eleitorais, não tem fontes para esse tipo de informação. Ou seja.

Distúrbios na oposição

Quem faz a leitura, mesmo que esporádica, do twitter que José Serra mantém na rede já percebeu o rumo que ele está tomando para tentar manter-se com a cabeça acima da enxurrada: vai fazer uma oposição dura ao governo Dilma, como não fez com Lula em seus tempos de governador nem mesmo durante a campanha eleitoral. Com isso, pretende atrair parte dos tucanos e criar constrangimentos para Aécio Neves, de estilo mais conciliador e que pretende levar os tucanos a fazer uma oposição mais "propositiva". Serra não desistiu nem de liderar o PSDB, nem de tentar ser novamente o candidato do partido à presidência em 2014. E Aécio arma-se para confirmar que é a bola da vez. Vão precisar de um conselho de arbitragem, papel que os assistentes da disputa esperam que FHC venha a exercer.

Outro árbitro

O mesmo papel de conciliação entre os Bornhausen e os Maia, os do DEM esperam que Marco Maciel se disponha a assumir.

Pax oposicionista

Enquanto não chegam os conciliadores, Dilma terá mesmo de se preocupar é com os seus "aloprados", que não são poucos nem facilmente deglutíveis. Há um PT muito inquieto na Câmara.

Prazo de vencimento

A tal reforma ministerial que Brasília discutia ser necessária antes mesmo da posse dos novos ministros de Dilma já tem três candidatos potenciais a encabeçar a lista dos substituídos, daqueles que deverão ser convidados a não mais fazer "sacrifícios" em Brasília: Fernando Haddad, da Educação; Luiz Sérgio das Relações Institucionais e Pedro Novais, do Turismo.

A primeira vítima

A saída do jovem Pedro Abramovay do Ministério da Justiça mostra, por um lado, que Dilma não se esquece do passado e, na hora certa, dá o troco. Desde a edição da revista "Veja" que revelou a queixa dele quanto aos pedidos de Dilma e Gilberto Carvalho, que a relação estava azedada. Mas a demissão revela outro lado da história. De fato, demonstra aquilo que já é voz corrente em Brasília, que José Eduardo Cardozo pretende tirar todo mundo do ministério que tem em seu DNA a indicação de Márcio Thomaz Bastos. A julgar pelas últimas movimentações, tem obtido êxito. E mostra, ainda, que Dilma quer marcar mais uma diferença entre ela e Lula, que sempre foi de tergiversar muito antes de afastar companheiros que o desagradavam ou eram surpreendidos em estripulias. Abramovay foi o "efeito demonstração": nem passou pelas frigideiras comuns em Brasília, foi direto para o fogo.

Estilos vice-presidenciais

No consulado de FHC, Marco Maciel foi discreto e silencioso como pressupõe sua esguia figura. No reinado de Lula, o volumoso José Alencar só troava contra os juros altos, ecoando os silêncios que o presidente era forçado a manter sobre o tema. Nem como ministro da Defesa, Alencar inovou - foi o mineiro das anedotas, quieto e desligado. Na primeira presidência feminina, Michel Temer, um político de sorriso dietético, é um vice em busca de um estilo e de um espaço para ancorar suas expectativas políticas. Na mídia, sua atividade política intensa, mesmo que de bastidores, é alardeada quase aos berros.

Estilo presidencial

Do mesmo modo, causa estranheza a insistência das vozes oficiosas em soprar para os jornalistas as diferenças de postura entre Dilma e Lula e de contar que a presidente se comunica com frequência com seu antecessor. O que é natural não se apregoa, ele é visível.

Critérios técnicos?

O ex-deputado (não reeleito) Rocha Loures (PMDB/PR) vai para a vice-presidência de Loterias da CEF. O ex-governador Orlando Pessutti (PMDB/PR) vai para a diretoria de Crédito Agrícola do BB.

G-2 em ação

Não há nenhum erro na sigla, não falta um zero à direita do mundo. Os destinos da economia mundial estão nas mãos de EUA e China. Importa é o eles fizerem ou deixarem de fazer. Todos os outros, inclusive os restantes 18 do G-20, serão simples coadjuvantes ou meros expectadores.

Alta ansiedade

O BC fez a média que o mercado financeiro esperava dele. No entanto, o mundo econômico ainda não se acalmou, pois falta o resto do governo dizer qual será a sua parte no processo de reorganização da economia nacional. A bola está com Dilma, Mantega e sua tesoura mágica.

Pressa e perfeição

Em seu artigo quinzenal no Estadão de domingo, 23/1, o excelente economista e analista José Roberto Mendonça de Barros chama a atenção para um fenômeno em ocorrência ainda na economia brasileira em função do aquecimento das atividades no ano passado, não freada no tempo devido pelo governo Lula por razões de cunho eleitoral: "todos os esforços [das empresas] foram direcionados para resolver esse gargalo [na produção], mesmo que isso implicasse em custos maiores, algum atraso, qualidade eventualmente menor e margens mais estreitas". E nada ilustra mais esta desenfreada corrida para a produção do que está ocorrendo com a indústria automotiva no país. Fabricando e vendendo como nunca, as montadoras estão batendo recordes de recall. Semana passada, foi a vez da Ford chamar mais de 300 mil carros para reparos. No ano de 2010, o setor fechou com recall de 1,4 milhão de automóveis, um aumento de quase 100% em relação a 2009.


(Por José Marcio Mendonça e Francisco Petros)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FLORIANÓPOLIS É ELEITA A PRIMEIRA CIDADE LIXO ZERO DO MUNDO



Em uma enquete feita pelo portal do governo da Bahia aponta a cidade de Florianópolis como sendo a primeira a adotar o conceito Lixo zero do mundo. Com 49% dos votos, Florianópolis ultrapassou cidades como Canberra, na Austrália que ficou com 27,5% e Liverpool, na Inglaterra com 15,7%. Para Rodrigo Sabatini, presidente da Novociclo Ambiental, Florianópolis vem se destacando por propor alternativas sustentáveis, com o objetivo de reduzir e eliminar o desperdício de materiais e a produção de lixo.
Hoje a empresa Novociclo Ambiental líder em gestão de resíduos sólidos, presta serviços a condomínios, atende empresas e administrações municipais.

Desde março de 2010, administra o Espaço Recicle - localizado no Parque de Coqueiros, em Florianópolis - um posto de coleta de material que atende a comunidade da região, recebendo cerca de 12 toneladas de resíduos por mês. A iniciativa, que já conta com a participação de aproximadamente 6.000 pessoas e utiliza sistema de pontos para recompensar os participantes, já é referência nacional e internacional.

Sobre o Conceito Lixo Zero

O conceito Lixo Zero tem como principal objetivo o reaproveitamento de resíduos e a redução – ou mesmo o fim – da emissão de lixo para os aterros sanitários. Prevê que materiais que muitas vezes são descartados no lixo comum ou levados para reciclagem sujos e misturados, dificultando seu reaproveitamento, sejam encaminhados para usinas e fábricas que os utilizam como matéria prima.

Entre os materiais reaproveitáveis estão: embalagens de papel, plástico, tetrapak, latas de alumínio, garrafas e óleo de cozinha. Até mesmo o lixo orgânico pode ser reaproveitado através de compostagem.

E, para evitar que o meio ambiente seja contaminado por substâncias perigosas, materiais tóxicos ou não reaproveitáveis devem ser encaminhados a indústrias especializadas em destiná-los corretamente. É o caso de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

“O não reaproveitamento de resíduos traz além de problemas ambientais, prejuízos financeiros”, explica Kalil Graef, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil.
Hoje Só o Município de Florianópolis gasta R$ 3,5 milhões para enviar o lixo produzido na cidade ao aterro sanitário localizado no município vizinho, Biguaçu. “ Estamos trabalhando para que Florianópolis não tenha mais lixo para encaminhar aos aterros”, disse Kalil.


(Fonte: Webresol)

sábado, 22 de janeiro de 2011

DISCURSO NA ACADEMIA


Bem sabeis, amantes das letras que enfeitam este Sodalicio, que aqui se cultua a estética da alma, se libera o incenso da paz, se trabalha o salutar compadrio, se insufla a florada do bem.

O tablado de um lar acadêmico é o espaço sagrado da partilha do pão do companheirismo, é o altar onde se celebra o matrimonio da generosidade com a genialidade, é a universidade do verbo em movimento sob o comando dos reitores do espírito.

Pois bem, estamos hoje aqui para realizar, sob este teto que tem testemunhado tantas comunhões de almas e através do colo maternal da AMLEF, novos companheiros que conosco vêm dividir o amplo terreiro da fraternidade republicana, onde mensalmente nos reunimos em torno da fogueira da amizade.

Recebem o diploma de Acadêmico Honorário três homens já passados na moenda de cana dos fonemas, com largo conhecimento dos castiçais das artes.

O primeiro nasceu na terra das vaquejadas, a acolhedora Itapebussú. Após passar pela prova quádrupla, virou um legitimo toureiro do altruísmo, que se exibe com invulgar desenvoltura em todas as avenidas do serviço a humanidade. Descobriu que "Dar de si antes de pensar em Si" é a melhor filosofia para um exitoso desempenho nos prados da existência terrena. Paralelamente a uma longa trajetória nos birôs bancários, abraçou a militância rotária. Fixou morada na ribeira do Jaguaribe. Daquele vale telúrico, recebe a força para cumprir a missão de governador do Rotary para o Distrito 4490. O advogado José Expedito de Sousa Araújo, que nos prestigiou em outros momentos e já estava vinculado a esta Arcádia pelos vasos comunicantes da consangüinidade, agora se incorpora formalmente as nossas fileiras.

O segundo é um homem de exercito, um lutador incansável, um guerreiro que já correu o mundo todo, um engenheiro civil que sabe como construir um belo edifício relacional, um brasileiro com trinta anos de casado. Ostenta um álbum curricular de sucesso. Dentre outras extraordinárias conquistas, foi vice-campeão cearense de Judô (e quase brasileiro), escolhido aluno do ano em 1973 pela CNEC e classificado em 1º lugar no estágio de instrução do exército, numa turma de 80 aspirantes. Integrante do 23º Batalhão de Caçadores do Exercito Brasileiro, descobriu que o melhor pelotão é o dos homens que semeiam no terreno germinal das virtudes e dos sonhos. Depois de percorrer vários países em missões culturais e de estudo, esmera-se no comando da segunda mais antiga Academia do estado do Ceará, a Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba – ACLA – em Maranguape. Walter de Borba Veloso, cidadão de todos os mundos, é com emocionada alegria que passamos às vossas mãos as chaves que abrem as portas de entrada desta pequena pátria chamada AMLEF, erigida com as gemas preciosas da literatura.

O terceiro – e em igual ordem de importância, apesar de bafejado com mais verdor de idade – também milita no Vale da Batalha, na terra de Capistrano de Abreu. Tal e qual o primeiro, pregou no peito o distintivo "Mais se beneficia quem melhor serve". Mergulha com intensidade nas caudalosas ondas das atividades sociais. Com agregadora simpatia, inseriu-se destacadamente no coreto empresarial e no corredor cultural da cidade que gerou o maior humorista brasileiro. É um operador do direito com amplo conhecimento de todos os códigos da cidadania e da alegria. Comporta-se como um veterano. É um dos nossos. Traz nas mãos um ramo de estrelas. Toma assento entre nós com quem está fadado à ascensão. É o atual vice-presidente da Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba – ACLA. Já está indicado para futuro Governador do Rotary. Uma escada de progresso se estende à sua frente. Suba tranquilamente cada degrau dela, confrade Dejarino Costa Dos Santos Filho.


Por fim, relembro que no dia 15 de julho de 2009, quando Aristides Braga, Assis Almeida, Júlio Lóssio e Roberto Feijó Ribeiro tomaram posse olvidamos de lhes entregar os Diplomas. Hoje, reparamos o equivoco. E concluo esta fala com as mesmas palavras que proferi naquela ocasião:

Sejam bem vindos, amigos do peito, irmãos da alma!

Adentrai, companheiros de sonho!

Vinde para, de mãos conjugadas, compartilharmos o pão da fraternidade, brindarmos o vinho da poesia, nos rendermos aos encantos de um bom conto, tecermos loas à liberdade, sorvermos o manjar da boa prosa e cedermos aos movimentos dos nossos corações.

Obrigado!



(Discurso proferido por Júnior Bonfim no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras, na manhã deste sábado, 22.01.2011)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIOS!

Hoje muita gente boa ergue um brinde à existência e entoa um hino de louvor à vida!

Destaco três:

LAURO: FELIZ ANIVERSÁRIO!



Cada um dos filhos do casal José Bonfim de Almeida e Rosária Rodrigues de Almeida nasceu com uma diferença de dois anos de um para o outro. Eu fui o primeiro. Em seguida, o Lauro.

Lauro Rodrigues Bonfim nasceu no mesmo dia da genitora. Herdou da mãe o amor à família. Preocupa-se com tudo e com todos. É correto e justo, em que pese ser um pouco teimoso. Malgrado ser "cabeça dura", tem o coração mole e a alma leve.

Entrelaçou os sonhos e desposou Suely, sua dedicada companheira de todas as horas. Da união nasceu Dara, uma viva e magnética flor que encanta os parentes e outros pares do mesmo ente.

Saúde, força e fé, Mano!

(Júnior Bonfim)



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Vida longa e saudável, grande Lauro.


Paulo Nazareno

PARABÉNS, GENERAL!


O Luiz Hélio é uma dessas delicadas crianças que nasceu com o talismã da ternura. Cativa todos.

Carinhosamente o chamamos de "General", porque às vezes apresenta o olhar grave e trejeitos típicos de um militar.

É um doce de pessoa. Afável e agradável. Filho da Fatinha e do Stelio, faz a festa das irmãs Iara e Isis. Que continue, sob as graças de Deus, crescendo robusto e saudável!

(Júnior Bonfim)

SAUDADES MATERNAS



O amor deitou sobre ti um cristal de inocência,
Amiga das plantas, filha do luar e da suave alegria,
Por isso me agrada fazer versos com paciência
À montanha iluminada de tua melancolia.

Meu jeito de sol expansivo, pedra solitária
Ou mágico aliado dos secretos elementos
Vem de teu regato, madura Rosária,
Mulher polida na cal do sofrimento.

A liberdade reconhece da luz o sonho dourado.
És minha mãe – assim como o mundo, a poesia,
Rosamada senhora por quem fui lapidado.

Mereces um lugar no trono alto da glória,
Pois fostes generosa para com a história:
Oferecestes ao povo um poeta alado!


(Júnior Bonfim)

OBRIGADO, PARENTE!

Bem, gostaria de me apresentar primeiro, sou Vandehugo Bomfim e percebi que temos um parentesco próximo, sou filho de Izabel, irmã do Gotardo que são filhos do José Nelson.

Como sempre fui muito interessado na nossa imensa família, procuro, pelos meios digitais, parentes que tenham afinidade com esse meio de comunicação.

Na verdade passei só pra dizer um simples oi, para um parente próximo que está distante.

Um abraço!


Vandehugo Bomfim

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CONJUNTURA NACIONAL

Filho inepto

Velhos tempos. Tempos de deboche e criatividade. O deputado Luís Viana Neto estava na tribuna da Câmara:

- Filho e neto de governadores da Bahia...

Lá embaixo, o deputado Francisco Studart (MDB-Rio) gritou:

- Não apoiado!

- Senhor deputado, sou filho e neto de governadores da Bahia.

- Perdão, excelência. Entendi mal. Entendi : "Filho inepto de governadores da Bahia"...

Risadas gerais na Câmara.

Caças da FAB no ar

A questão da aquisição dos caças da FAB está no ar. Ou subiu no telhado, como queiram. A presidente Dilma suspendeu por enquanto a operação. Lula já quase havia se comprometido com os caças Rafale, da França. Agora, além dos franceses, suecos, norte-americanos, os russos, que haviam sido desclassificados, voltarão a participar. O senador americano John McCain, que passou por aqui para fazer um pouco de pressão, disse que a Boeing poderia transferir tecnologia para o Brasil. A análise deste consultor, depois de conversas de bastidores, converge para a seguinte pontuação : 1. Franceses ainda estão em primeiro lugar, com 87 pontos; 2. Os Gripen suecos vêm em segundo lugar, com 72 pontos; 3. Os F18 Super Hornet americanos aparecem em terceiro com 65 pontos; 4. Os russos ainda não receberam cotação. Atenção: a pontuação é deste consultor.

Primeira quinzena com Dilma

Vamos lá. Como Dilma se comportou em sua primeira quinzena? Bem. Melhor do que previsões apontavam. Discrição, expressão contida, exigência de harmonia na equipe, enquadramento geral. Melhor na frente da economia do que na vanguarda dos Direitos Humanos. Na economia e na administração, apontou para controle de gastos, choque de gestão, racionalização, prioridades no PAC etc. Passou bem no teste. Chamou o general José Elito Siqueira, chefe do Gabinete Institucional e pediu para que explicasse o que quis dizer com a declaração de que "os casos de desaparecidos políticos devem ser tratados como fatos históricos". O general disse que não disse o que disse.

Querelas na frente política

Mas o pito no general não teve correspondência em outras áreas. A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres, se disse favorável ao aborto. Sua fala foi entendida como aceitação do governo em defesa do aborto. Na campanha eleitoral, porém, a então candidata Dilma se manifestou contrariamente ao aborto. Na frente política, reside o maior imbróglio. Dilma ainda não se deu conta de que poderá ser atrapalhada mais adiante, caso não contemple satisfatoriamente os partidos que integram a base com os espaços correspondentes ao seu peso. O PT detém 60% dos cargos. O PMDB, 13%.

Papagaio come milho


Por isso mesmo, o PMDB começa a colar no ditado que expressa sua indignação ante a fome petista: papagaio come milho e periquito leva a fama.

Briga boa no PSB


O PSB vive também a sua querela. As alas dos governadores Eduardo Campos, de PE, e Cid Gomes, do CE, lutam para impor seus nomes e fixar territórios no governo Dilma. Campos quer emplacar sua mãe, a deputada Ana Arraes, como líder do PSB. O governador cearense quer outro nome. Campos já havia ganho a parada da indicação do ministro Fernando Bezerra Coelho no Ministério da Integração Nacional. Campos quer dar o troco. E, por falar em Cid, cadê o Ciro Gomes?

O chá? Hidrata

Thirsty? New study says tea hydrates faster than water. Pois é, o chá hidrata mais rápido que a água. Interessante matéria da revista Time.

Mais pérolas do Enem I

- A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.
- Os estuários e os deltas foram os primitivos habitantes da Mesopotâmia.
- O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas.
- A Previdência Social assegura o direito à enfermidade coletiva.
- O Ateísmo é uma religião anônima.

Garcia em tom maior

Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência, ganha mais espaços e poder no governo Dilma. Está mais desenvolto e, ao que parece, menos receoso de trombar com o Itamaraty. Garcia amplia a equipe. E garante que será o intérprete mais próximo de Dilma em matéria de aconselhamento e posicionamento internacional. O Itamaraty formulará e executará a política externa. E ele fará as pontuações e ênfases sobre agenda política não diplomática, atuando ainda como porta-voz para questões internacionais e preparando densos dossiês para a presidente Dilma.

A vida...

Variações sobre a vida: dois homens olham para fora de dentro das grades - um vê o barro, a lama; outro vê as estrelas no céu!

Só no Brasil I

Anotem aí: um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata! Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para subir e descer com os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Só no Brasil II

Um diretor sem diretoria do Senado, que porta um título de direção para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário Federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, com um título de assessoramento para justificar seus ganhos, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, e que dedica seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

Silêncio geral

Flávio Ribeiro, presidente da Assembleia (depois foi governador), estava irritado com as galerias, que aplaudiram e vaiavam durante um debate entre o deputado comunista Santa Cruz e o udenista Praxedes Pitanga. De repente, tocou a campainha, pediu silêncio e avisou, grave:

- Se as galerias continuarem a se manifestar, eu evacuo.

Felizmente, as galerias se calaram.

Coelho censurado?

Afinal, Paulo Coelho foi ou não foi censurado no Irã? Dúvidas. O Ministério de Relações Exteriores diz que não. Outros dizem que sim. Polêmica. Parece que isso é o que deseja Paulo Coelho, o mais consagrado autor brasileiro no exterior em todos os tempos. Censurá-lo seria uma burrice nesses tempos de globalização.

Morrer, dormir.....dormir? Talvez sonhar. Shakespeare

A morte...

Variações sobre a morte. Quase todos os dias, sinto ao redor uma morbidez expressiva: fulano está com isso; sicrano, com aquilo. Está desencantada. Elas, as pessoas referidas pelos interlocutores, estão irreconhecíveis. Essa é a sombra da morte. Que, antigamente, morava mais longe. Em cidades distantes. Hoje, ela está ali na esquina. À espreita. Um passinho mais arriscado, pimba. Leva as pessoas!

Estilhaços de bomba!

Vem mais bomba do canhão do Wikileaks. Um antigo banqueiro suíço deu ao site centenas de contas de clientes suspeitos de evasão fiscal! O banqueiro é Rudolf Elmer, que será julgado na Suíça por romper regras do sigilo bancário. Ricos brasileiros: contenham-se! Evitem o enfarte! Entre os 2000 nomes a serem divulgados estão empresários, artistas e cerca de 40 políticos. Os nomes serão publicados!

Filho do joalheiro

Quem deve aparecer por estas plagas é Alberto Torregiani, filho do joalheiro morto por membros do grupo esquerdista do ex-militante Cesare Battisti. Virá dar sua versão dos fatos. Sua história poderá influenciar na decisão de extraditar o ex-terrorista para a Itália.

A fé em Nhá Chica

No meio de tanta aflição, a semente da fé aponta: Nhá Chica, Francisca de Paula de Jesus, ganha processo de canonização. Nhá Chica nasceu em São João del Rei/MG em 1810. Era descendente de escravos, analfabeta. Passou quase a totalidade de sua vida no município de Baependi/MG, onde se dedicou às obras da Igreja e a ajudar aos mais necessitados. Mais uma brasileira que sobe ao altar da admiração.

Brasil mais doente

Volto a insistir na reflexão: o Brasil deste janeiro está mais doente do que o de janeiro de 2010. Dengue. Leptospirose. Tragédias. Mortes anunciadas. Multiplicam-se as manchetes sobre os custos materiais da tragédia. Agora, são R$ 2 bilhões. E o custo espiritual? Quanto é o custo da dor?

Mais pérolas do Enem II

- A respiração anaeróbica é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos.
- O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.
- Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.
- Caráter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais.

PMDB X PT

Os dois partidos decidiram fazer uma trégua na guerra pela disputa de espaços. O PT já tem 60% dos 21 mil cargos na área federal. PMDB tem 12%. A trégua poderá ser interrompida após a eleição de Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara. Não é verdade que o PMDB esteja tramando algo contra essa candidatura. O partido quer cumprir integralmente o compromisso assumido de eleger, agora, um petista e, no segundo ciclo da legislatura, abrir vez para um peemedebista, no caso, o próprio líder Henrique Alves. Michel Temer, o vice-presidente, faz interlocução com outros partidos, pondo água na fervura.

Ufa, Sakineh viva

Sakineh, ufa, não será enforcada. A primeira boa notícia do ano em matéria de Direitos Humanos. Deputada do Irã comunica decisão a Dilma. Mas o Irã continua a dizer que está tudo na mesma. País misterioso.

O poder?

O poder não é apenas afrodisíaco. O poder é um Viagra!

O DEM com Zé

José Agripino (DEM-RN) deverá ser o novo presidente do DEM. Marco Maciel, que seria o candidato de Jorge Bornhausen e Gilberto Kassab, tem menos chances. Perdeu a eleição para o Senado. Ademais, Kassab está saindo do DEM em direção ao PMDB. Por que se envolveria em mais uma querela interna?

Entupa-se

Francisco Antônio de Maria, Chico Bocão, era presidente da Câmara de Vereadores de Patos. Numa sessão agitada, um assistente deu um aparte lá das galerias. O presidente tocou a campainha:

- Entupa-se. Não aceito apartes de membro de fora.

E o MST, hein?

MST volta a invadir fazendas. Crônica de invasões anunciadas. Justiça: crônica de lentidão anunciada. E assim caminha o Brasil!

Mortes anunciadas?

Sérgio Cabral, no ano passado, disse sobre o desastre de Angra: é a crônica de uma morte anunciada. Hoje: continuamos a ler a mesma crônica. O que Cabral escreveu de novo?

Centrais e a fogueira

Tudo indica que as Centrais Sindicais terão atuação incendiária nos próximos tempos. A temporada do grito começa esta semana com a mobilização pelo salário mínimo de R$ 580,00. O governo já decidiu que o mínimo será de R$ 545,00. As Centrais montarão outras fogueiras mais adiante. E esperam contar com a identidade do futuro presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que tem origem no sindicalismo. Como Lula, foi torneiro mecânico.

Baby Doc

Baby Doc volta ao Haiti depois de 25 anos. Saiu com uma tonelada de dinheiro roubado. Volta nos braços do povo. Festejado pelos Tonton Macoute, a feroz polícia da velha ditadura do Papa Doc, o paizão de Baby. É assim a Humanidade!

Os pastores de Eike

Eike Batista mandou vir de jatinho dos EUA dois pastores alemães. Os cães viajaram sem escalas. Em primeiríssima classe. Eike comunica-se com eles em alemão. Vítimas da tragédia da região serrana do Rio acenam com um SOS na direção do bilionário! Querem um adjutório. Falam a língua dos desesperados.

Conselho aos novos dirigentes

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado às lideranças empresariais. Hoje, volta sua atenção aos novos dirigentes:

1. Em matéria de prevenção de tragédias, deixem o discurso de lado e partam para a ação. Organizem, produzam, coordenem planos de prevenção para todas as áreas de risco de seus territórios.

2. Não deixem para amanhã o que podem fazer agora. E evitem repetir o velho diagnóstico de que as tragédias podem ocorrer se providências não foram tomadas.

3. Assumam o compromisso público nessa matéria. E façam desse compromisso uma crença a ser diariamente lembrada e relembrada.

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(Gaudencio Torquato)