quinta-feira, 28 de julho de 2011

CONVITE


Amig@s,

A Academia de Letras de Crateús abre suas portas para receber uma nova leva de acadêmicos. Tomarão posse no sodalício crateuense Ana Cristina do Vale Gomes, Cheyla Mota, José Maria Bonfim de Morais, José Rodrigues Neto, Juarez Leitão, Karla Gomes, Paulo Nazareno e Silas Falcão. O evento, aberto à população de modo geral, ocorrerá no próximo sábado, dia 30 de julho, às 19:00 hs, no Teatro Rosa Morais.

RELEMBRANDO DOM HELDER CÂMARA, O ÚNICO BRASILEIRO INDICADO QUATRO VEZES PARA O NOBEL DA PAZ

Há doze anos o mundo se despedia de Dom Hélder Câmara, o cearense que se fez bispo dos pobres, santo rebelde, mestre da paz.

Era um homem que teve a rara habilidade de conciliar a condição de ser essencialmente midiático com a de pastor humildemente carismático.

Veja algumas de sua frases:


quarta-feira, 27 de julho de 2011

LANÇAMENTO

Foi extremamente prestigiado o lançamento do livro do poeta Dideus Sales ontem no Centro Cultural OBOÉ.

Dimas Macedo, da Academia Cearense de Letras, foi o cerimonialista. Juarez Leitão, o apresentador. Em belo discurso Juarez ressaltou que a poesia popular - tão bem representada por Dideus - é a fonte primária, é a nascente, é o filete original de todas as poesias.

Ao final, Dideus agradeceu a todos dizendo mais ou menos as seguintes palavras:

"Nunca imaginei que - depois de ceder aos encantos do mundo mágico do sertão e, depois, das serras, do litoral e das urbes – viraria um oleiro da palavra.

Minha modesta poesia é pura terra, terra pura, barro de afeto, argila sentimental. Pois tudo – plantas, aves, seres de todas as cores - tudo vem da terra. Assim, terra sou. Pertenço a esse espaço sagrado da fecundidade.

Todos vocês que me enobrecem esta noite com a honra das suas presenças, só podem ouvir uma palavra da minha boca: obrigado. Grato estou, graças vos dou. Agradeço de coração.

Sou um singelo lavrador que adora lançar sementes de amizade. Foi uma semente de amizade que plantei quando apertei a mão de Juarez Leitão pela primeira vez..."


(E citou quase todos os presentes...)

CONJUNTURA NACIONAL

Quatro chinelas


O médico Francisco Ibiapina, do Jaguaribe, Ceará, tratava com muito zelo de um cliente recém-casado e acometido de forte gripe. O clínico fazia prescrições sobre o regime alimentar e sugeria cautelas para evitar recaída. A um lado, a jovem esposa presenciava a conversa, silenciosa e atenta aos conselhos do médico. Fixando nela os olhos amorosos e não se conformando com a desarrumação de sua lua de mel, o doente cochichou um pedido com voz rouquenha:

- Seu doutô: fazerá mal quatro chinela debaixo da minha rede?

Causo contado pelo historiador Leonardo Mota.


Sinal amarelo


Há um grande sinal amarelo nos faróis que iluminam a trajetória das principais economias mundiais. E esse sinal começa a ser aceso nos Estados Unidos. Dia 2 de agosto é o prazo fatal para sabermos se o sinal é de perigo. A questão gira em torno da dívida interna dos EUA, de US$ 14,3 trilhões. Os republicanos querem aumentar a dívida em apenas (?) US$ 1 trilhão. Os democratas propõem um aumento de US$ 2,4 trilhões e um corte de despesas de US$ 2,7 trilhões. Se o aumento não for suficiente, a Nação de economia mais forte do mundo dará um calote. A economia poderá contrair em até 5% e o resto do mundo, entre 3% e 4%. Os investidores começam a escolher uma moeda para substituir o dólar. Por enquanto, o franco suíço.


E por aqui?


O Brasil, desta feita, receberá impactos mais fortes que os da crise de 2008. O país, dizem os analistas, gastou muita munição para suportar os efeitos daquela crise. A gastança não teve limites. Somos um território cheio de riquezas. O futuro é promissor. Mas, em termos imediatos, não seremos uma ilha de segurança no meio de um oceano revolto.


Dólar baixo


O dólar chegou ao patamar mais baixo desde 1999: R$ 1,54. A exportação brasileira levanta a bandeira do SOS. E a China abocanha os mercados mundiais.


Gasolina pode subir?


Será que este consultor foi contaminado pelo vírus do catastrofismo, aquele que Fernando Henrique identificava quando presidente da República? Pode ser. Mas não dá para fazer leitura otimista, quando vemos, por exemplo, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, fazer a previsão sobre aumento da gasolina. Segundo Gabrielli, com a crise do mercado de etanol e a alta venda de carros flexíveis, que podem usar a gasolina ou o etanol, houve um aumento de 19% da demanda de gasolina em 2010, fazendo com que nossa capacidade de produção desse combustível chegasse ao limite. As refinarias estariam trabalhando no limite e, por isso, o preço doméstico poderá receber reajuste.


A carta de Pagot


Luiz Antônio Pagot saiu magoado do DNIT. O ex-diretor geral do órgão despediu-se em tom amargurado. Foi aplaudido pelos funcionários. E escreveu uma carta pessoal para a presidente Dilma. Lacrou a carta. O conteúdo deve ser bombástico. Ali deve haver um relato de decisões tomadas e atores responsáveis por elas. Pagot quer dizer que não era ele o único a tomar decisões. Infere-se que os nomes de todos os grandes responsáveis pelas decisões e apadrinhados lá estão.


Decifrando Haddad


Há uma grande interrogação nas frentes políticas sobre as razões que levam o ex-presidente Luiz Inácio a escolher o nome de Fernando Haddad, ministro da Educação, como candidato do PT à prefeitura de São Paulo em 2012. Tentemos decifrar as razões: 1. Lula é muito intuitivo. Conhece profundamente a alma eleitoral. Sabe que o povo gosta de novidades. 2. Haddad encarna a novidade que o maior eleitorado do país quer ver, simbolismo encarnado também pela então candidata Dilma Rousseff; 3. Marta Suplicy, com alta rejeição, tende a cair na reta final de campanha; 4. PT precisa sair da velha pista onde correm os mesmos e velhos atletas; 5. A campanha de 2012 deverá ser caracterizada como um palco de novos atores: além de Haddad, deverão aparecer Gabriel Chalita, pelo PMDB, e um perfil também novo, oriundo do PSDB. Da floresta tucana, o único com feição antiga capaz de boa performance seria José Serra. Que rejeita a candidatura.


Prévias


O desafio de Fernando Haddad é passar pelas prévias. Como se sabe, o PT tem defendido, ao longo de sua história, a realização de prévias partidárias, de onde sai o candidato. Lula, mesmo, já passou por elas. Agora, porém, receoso de que seu candidato, Haddad, perca as prévias para Marta Suplicy, Lula estaria minimizando sua importância. Como se trata do dono da flauta petista (quem é dono da flauta, dá o tom), é provável que não haja prévias na seara petista. A turma da Marta deve chiar.


Um Chile de miséria


A presidente Dilma arrumou um novo mote para embalar o programa Brasil Sem Miséria. Promete tirar das margens sociais "Um Chile de miséria", no caso 16 milhões de brasileiros que vivem nas últimas fraldas da pirâmide social. O discurso tem forte apelo de marketing. Sobre o aspecto operacional, há muitas curvas a serem enfrentadas.


Crime contra a Humanidade


Quem diria, hein, o paraíso terrestre com clima de inferno. A Noruega e os países nórdicos se elevam, na visão de muitas Nações, ao patamar mais alto da excelência de vida. A imagem que se tem deles é a de harmonia, equilíbrio, ajustamento social, respeito ao ser humano, solidariedade, paz. O brutal assassinato de 76 pessoas por um descendente de viking - um rapaz alto e louro - com toques de frieza polar arremata a tese de Samuel P. Huntington, de que a maior ameaça às Nações democráticas provém do fundamentalismo de caráter ideológico/religioso. Esse louco desvairado tem uma visão maniqueísta da civilização. Na longa carta que escreveu, para explicar a monstruosidade que cometeu, chega a criticar, inclusive, o Brasil, pela miscigenação de raças. Deve passar 30 anos na prisão. Será condenado por crime contra a Humanidade.


Mexendo com as panelas


Fugir da azáfama cotidiana em troca de minutos de fruição é um permanente desafio das pessoas que militam na esfera pública. A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, refugia-se na cozinha e gosta de fazer coisas complicadas, como folheados. Tem um livro de Receitas Especiais, de 300 páginas. O ministro do Esporte, Orlando Silva, é um artista na cozinha: faz coisas maravilhosas como vatapá e caruru. O senador Aloysio Nunes Ferreira oferece aos convidados um divino risoto de frutos do mar. O advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, faz uma imbatível picanha. Jarbas Vasconcelos, o senador pernambucano, só recebe elogios quando oferece carne de sol aos convidados. Banhada por longas horas no leite. É bom também no cozido. Deve haver uma boa centena de políticos, ministros e juízes que não fariam vergonha nas melhores cozinhas de São Paulo.


A máfia no mundo


Alessandra Dino e Walter Fanganiello Maierovitch, especialistas em matéria de máfias transnacionais, organizaram e lançaram a obra "Novas Tendências da Criminalidade Transnacional Mafiosa". Reúne, em nove perspectivas complementares, as características das organizações criminosas. "A globalização dos mercados aumentou as oportunidades e os modos de colaboração entre máfias e colarinhos brancos". O livro saiu pela Editora UNESP.


Skaf e as concessões


Paulo Skaf, presidente da FIESP/CIESP, ergue a bandeira da democratização no campo da energia. Aciona o TCU para que a Corte faça cumprir a disposição normativa de abrir as concessões no setor elétrico, evitando a prática antidemocrática de renovação automática. Nos anos de 2015/2016, deverão ser renovadas 112 concessões de empresas de geração de energia, 9 linhas de transmissão e 27 linhas de distribuição. A abertura das licitações, segundo estudos realizados pela FIESP, traria muitos benefícios à sociedade, a partir, por exemplo, do barateamento do custo da energia.


"Só quero os ócro"


O oftalmologista Manoel Teixeira de Araújo recebeu a mulher em seu consultório, em São João do Sabugi, para um exame de vista. Convidou a paciente para ler a tabuleta, para a qual a apontava: "Por favor, a senhora pode ler estas letras"? Em sua sertaneja ingenuidade, a mulher respondeu com calma e muita convicção: "Doutor, ler mesmo eu não sei não, mas essa menina que tá aqui pode fazer isso por mim. O que eu quero mermo é os ócro. Só os ócro". Divertido causo narrado por Valério Mesquita.


Recesso e tumulto


Cresce a expectativa na esfera política com o fim do recesso do Congresso. O pano de fundo reúne ingredientes que ainda não foram de todo digeridos pelo corpo parlamentar: a faxina no Ministério dos Transportes, a lerdeza no preenchimento de cargos do segundo escalão; a votação da PEC 300 e da Emenda 29; a pauta fiscal/tributária, encaminhada pelo Executivo. Vai haver certo tumulto. Os líderes começam a encomendar escudos mais duros.


Lixo, prioridade um


A questão do lixo, em São Paulo, foi motivo de uma audiência pública no dia 25 último. A logística para a operação do lixo é muito complicada. Quanto maior a área a ser cuidada, maior a complexidade da operação. A questão é: um grupo novo pode, em pouquíssimo tempo, preparar e apresentar um plano de trabalho de alta envergadura ?


200 aterros


Ainda sobre lixo: o Estado de São Paulo precisa regularizar cerca de 200 aterros sanitários para substituírem os famosos lixões irregulares. Coisa urgente. Uma licença para esta atividade aguarda na fila há quase três anos. A situação carece solução urgente, mas o Poder Público retarda o processo. A continuar assim, a regularização dos aterros não será vista por nenhum dos leitores. Coisa de um século.


Igrejas sortidas


Edir Macedo, o bispo-mor da Igreja Universal e comandante do Grupo Record, pede aos fiéis 20 dias de abstinência de comunicação. Nada de TV, rádio, jornais ou revistas. Como ficaria a Record sem os fiéis da Universal? Bem, muito bem. O contingente de telespectadores é pequeno. A Record captou outros públicos. E, claro, com os fiéis enchendo os cultos, mais dízimo. Ou seja, trata-se de uma operação lucrativa. Já a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, está negociando o uso do SBT nas madrugadas. Por uma bolada de R$ 300 milhões por ano.


Sede de poder


Nordeste, capital da sede
E é com sede que a sede cresce
E o Poder a poder da sede
Não deseja que a sede cesse.

Quem sepulta um cristão na rede
Vai vivendo a poder de prece
É sertão num pé de parede
Vendo tudo morrer de "EDE"
Pois ali já beberam o "S".

(Prosa Morena - Jessier Quirino)


Conselho às autoridades monetárias


Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos pré-candidatos. Hoje, sua atenção se volta às autoridades monetárias:

1. Os EUA estão na iminência de um calote, caso o governo Obama não consiga aumentar o teto da dívida americana em US$ 2,4 trilhões.

2. A Zona do Euro vive intensa expectativa ante a situação crítica da Grécia, que poderá desandar e puxar pela ladeira as pedrinhas do dominó, gerando uma crise em cadeia nas economias interdependentes.

3. Diante dessa moldura, as autoridades monetárias devem abrir todos os sentidos, aproveitando a oportunidade para tomar medidas de precaução, não deixando as decisões essenciais para a última hora.


(Gaudêncio Torquato)

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terça-feira, 26 de julho de 2011

OBSERVATÓRIO


Escrevo esta coluna sob o olhar grave e pleno de autoridade do Padre Cícero Romão Batista. Estou em Juazeiro do Norte. Aqui, como cantou Luiz Gonzaga, olhando para o horto, a gente sente que ele está vivo, o Padre não está morto. Juazeiro, cidade que lidera o arranjo urbanístico, o conglomerado de urbes oficializado como Região Metropolitana do Cariri, conclui efusivamente a celebração do centenário. Em 22 de julho de 1911 nascia a cidade de Juazeiro.

ORIGEM

À margem direita do rio Batateira, na estrada real que ligava Crato a Missão Velha, no local denominado Tabuleiro Grande, havia um imponente e frondoso Juazeiro. Marca de todo pé de juazeiro, aquele também se mantinha verdejante mesmo sob o rigor das maiores secas. (Juazeiro é palavra tupi-portuguêsa: jua ou iu-à significa "fruto de espinho” - em virtude da grande quantidade de espinhos que defendem os ramos da árvore). Defronte a esse imenso Juazeiro, o Padre Pedro Ribeiro de Carvalho erigiu uma capelinha em homenagem a Nossa Senhora das Dores. Em seu entorno, havia um pequeno núcleo de casas. O povoado não teve grande desenvolvimento até o dia em que o Padre Cícero ali fincou seu cajado, há cerca de 130 anos. A fama do vigário se espalhou por todo o Nordeste e, junto com ela, veio o surto progressista do lugar. O resto da história todos conhecem.

A COINCIDÊNCIA

Coincidentemente Crateús também celebra, este ano, o seu centenário. Outra coincidência: a metrópole do Cariri vive um momento de inquietude política. Malgrado a cidade ter sido bafejada com um número significativo de obras (Hospital Regional, Metrô, Universidades, revitalização urbana, praças etc), há um visível processo de desconforto em relação ao Prefeito Municipal, eleito em 2008 com a mais expressiva maioria já registrada no município. É como se exalasse, de cada poro da urbe, um sentimento de decepção. Nada disso, entretanto, evitou que os movimentos organizados da sociedade civil e a população como um todo se empenhassem na realização das comemorações: atos cívicos, debates sociais, eventos religiosos (shows católicos e evangélicos em praça pública), homenagens memoriais, desfiles de rua, apresentações artísticas, competições esportivas, festivais etc.

O MOMENTO

Ambas as cidades se debatem com um momento de angústia em cima de fios extremados: Juazeiro em razão de um vultoso e incontrolável crescimento desacompanhado de uma orientação de planejamento; Crateús em busca de um rumo efetivo e substantivo de crescimento. Com o advento da globalização, esse fenômeno planetário de encurtamento das distâncias, inexiste obstáculos, fronteiras, muros ou limites ao progresso de um povo. Aquela velha argumentação – Crateús é fim de linha - que servia de escudo para justificar nossa acomodação, foi à lona. O interiorano jovem crateuense tem, hoje, acesso às mesmas informações do mais urbanizado europeu simplesmente teclando um computador. Podemos nos libertar de quaisquer amarras. Desenvolvamos sentimentos progressistas. Sonhemos alto.

ACL

A Academia de Letras de Crateús abre suas portas para receber uma nova leva de acadêmicos. Tomarão posse no sodalício crateuense Ana Cristina do Vale Gomes, Cheyla Mota, José Maria Bonfim de Morais, José Rodrigues Neto, Juarez Leitão, Karla Gomes, Paulo Nazareno e Silas Falcão. O evento, aberto à população de modo geral, ocorrerá no próximo sábado, dia 30 de julho, às 19:00 hs, no Teatro Rosa Morais.

LIVRO

A ALC prepara um livro relativo ao centenário de Crateús. A edição da obra contará com o apoio do causídico e empresário Estênio Campelo, atuando como um patrono das letras.

DIDEUS

Por falar em livro, Dideus Sales lança hoje, no Centro Cultural OBOÉ da Rua Maria Tomásia, 531, em Fortaleza, o livro de poemas “Jitiranas de Luz”. Como bem lembra Juarez Leitão, “este livro é uma inspirada e sonorosa viagem pelas coisas sublimes e espontâneas do Ceará. Um abraço generoso às raízes. Uma cuia de água fresca das nascentes telúricas do sertão. O Ceará original”.

PARA REFLETIR

“Em cada sala, um altar; em cada quintal, uma oficina”. (Padre Cícero)

(Júnior Bonfim, na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)


segunda-feira, 25 de julho de 2011

CONVITE

Clique na imagem para visualizar melhor:


O SERTÃO SE FAZ EM VERSOS


Pequenas flores que se abrem em sorrisos azuis-arroxeados, muitas vezes, em tons violetas, esverdeados ou vermelhos-púrpuras, conforme os ângulos de incidência de luz, as Jitiranas são plantas que afloram sob as primeiras carícias das chuvas no sertão. A simplicidade e a beleza delicada desta planta viram metáfora para o poeta Dideus Sales expressar, ao longo de 27 poemas sua admiração pelo interior cearense.

Com o curioso nome de "Jitiranas de Luz", Sales batiza seu 12º livro. A nova coleção de poemas será lançada amanhã, às 19h30, no Centro Cultural Oboé. A obra, cujos poemas haviam sidos publicados primeiramente na revista "Gente de Ação", editada por ele mesmo, fala de gestos, situações, sentimentos, prazeres e dissabores do cotidiano.

Cada poema, é acompanhado por uma ilustração produzida pelo artista plástico cearense Audifax Rios. Ele e o poeta são amigos há mais de 20 anos e a parceria já rendeu aos dois diversos projetos.

Poesia

Dideus Sales começou cedo à carreira no mundo da métrica, ainda, na rádio Educadora de Crateús, sua cidade natal. O poeta apresentava um programa de fim de tarde, no qual recitava poemas, apresentava cantorias e realizava contação de causos. Ali permaneceu por dez anos, partindo em seguida para as rádios Príncipe Imperial, de Crateús; Difusora dos Inhamuns; em Tauá, Itataia; em Santa Quitéria e Canoa FM, em Aracati. Nesta cidade, ele vive há 15 anos, ao lado da esposa, Bel, e dos filhos, Matheus e Vitória.

Além do trabalho como radialista, o despertar para a poesia veio da convivência com importantes nomes da cultura nordestina, como o repentista Geraldo Amâncio e o poeta Patativa do Assaré. Sales revela que a amizade com Patativa foi fundamental para o amadurecimento poético e o gosto pelo gênero popular. "Em 1980, fui á casa de Patativa, mostrei meus versos e ele gostou. Ficamos amigos. Lembro que o acompanhei em algumas viagens por cidades do interior do Ceará. Patativa era uma pessoa muito generosa e simples", diz.

"Jitiranas de Luz" dá sequência ao trabalho realizado por Dideus Sales, a partir de versos laborados por alguém que guarda dentro de si o lirismo e a sabedoria do povo sertanejo. O poeta discursa a própria vida, despontando-se como o intérprete das muitas linguagens e facetas que assomam o sertão, onde personagens saltam em meio aos seus sonhares, anseios e esperanças. O livro apresenta ao leitor poemas de caráter social a exemplo de "O mugido do boi", sobre o sofrimento do sertanejo diante dos rigores da estiagem; e o introspectivo "Cada minuto que morre". Nas palavras do pesquisador Gilmar de Carvalho: "Dideus continua a cantar seu canto, a encantar seus leitores com suas rimas, com sua viola imaginária, cruzando o arco da rabeca, falando dos temas eternos, como o amor, a morte e a terra castigada pelo sol".

O poeta cearense Dideus Sales lança na terça-feira, no Centro Cultural Oboé, seu 12º livro. "Jitiranas de Luz" reúne uma série de poemas inspirados nas belezas e encantos do sertão nordestino

Poema
Jitiranas de Luz
Dideus Sales

EXPRESSÃO GRÁFICA
2011
128 PÁGINAS
R$ 20

Lançamento amanhã, às 19h30, no Centro Cultural Oboé (Rua Maria Tomásia, 531 - Aldeota). Contatos: (85) 3264.7038

ANA CECÍLIA SOARES
REPÓRTER

domingo, 24 de julho de 2011

A BELA ITÁLIA AO SOM DE UMA MÚSICA ITALIANA - Champagne - Peppino di Capri



Champagne
Pepino Di Capri



Champagne per brindare a un incontro
con te che già eri di un'altro
ricordi c´era stato un'invito
stasera si va tutti a casa mia.

Così cominciava la festa
e già ti girava la testa
per me non contavano gli altri
seguivo con lo sguardo solo te.

Se vuoi ti accompagno se vuoi
la scusa più banale per rimanere soli io e te
e poi gettare via i perché amarti come sei
la prima volta l´ultima.

Champagne per un dolce segreto
per noi un amore proibito
ormai resta solo un bicchiere
ed un ricordo da gettare via.

Lo so mi guardate lo so
mi sembra una pazzia
brindare solo senza compagnia
ma io, io devo festeggiare
la fine di un amore
cameriere champagne....

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Champanhe Pepino Di Capri
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Para brindar um encontro
Com você que já era de um outro
Você se lembra que eu te fiz um convite
Esta noite vamos todos para minha casa

Assim começamos a festa
E você já estava tonta
Para mim não contavam os outros
Eu te seguia com o meu olhar

Se você quiser, eu te acompanho
Se você quiser a desculpa mais banal
Para ficarmos somente eu e você
E depois me entregar a você, porque te amar é como se fosse
A primeira vez, e a última

Champanhe para um doce segredo
Para nós um amor proibido
No entanto resta somente um copo
E de uma lembrança da minha ilusão

Eu sei, prestem atenção, eu sei
Que é sempre um tédio
Brindar sozinho sem companhia, mas
Mas eu, eu devo festejar
O final de um amor
Garçom, champanhe

sábado, 23 de julho de 2011

AS ARMADILHAS DA RUA CEL. LÚCIO


Trafegar pela Rua Cel. Lúcio, no trecho compreendido entre as Ruas Firmino Rosa e Cazuza Ferreira, é quase caminhar por campo minado. A cada passo o perigo é iminente. Fluxo intenso de veículos, velocidade excessiva, violações de normas básicas de segurança e descaso do poder público são alguns dos motivos que põem em xeque a vida de inocentes que por lá habitam ou se arriscam diariamente.

A Rua, que liga o centro da cidade ao Bairro da Ilha, um dos bairros de maior densidade populacional de nossa cidade, há muito carece de reformas, ou pelo menos de providências que facilitem e protejam as vidas de habitantes e transeuntes.

Um pequeno passeio, de preferência à pés¹, pelo referido trecho, basta para que se saiba que o alerta que aqui fazemos é verdadeiro e de boa fé. Pena que nossos políticos e autoridades competentes não tenham tempo para gastar sola de sapato por onde trafega o canelau². Façamos o caminho, então...

De saída, antes mesmo de engrenarmos uma segunda³, lado direito, sentido centro-ilha, ops!!! Uma parada! Uma Clínica Médica e uma Loja de Grife fizeram desuas calçadas estacionamentos privativos para funcionários e clientes. Resta-nos descer a rampa (é rampa mesmo) e disputar espaço com motos e carros enraivecidos.

Triste e estarrecedor é saber que as ditas cujas, Clínica e Loja, pertencem a um importante político desta tão maltratada Pólis dos confins do mundo. Mais triste e mais estarrecedor ainda é ouvir o silêncio gritante, a inércia conivente da Prefeitura. Cadê o Código de Postura?! O bicho comeu?!!! Andemos...

Pouquíssimos metros adiante, novo ardil – seis Bocas- de- Lobos, literalmente arreganhadas, prontinhas para devorar o mais incauto e desatento filho de Deus. Três de cada lado da Rua, para que a justiça seja igual para todos, indo ou voltando... Quanto ao mal hálito que exalam, aceitemos com resignação, o mais sombrio e trágico da realidade reside um pouco adiante. Caminhemos...

Eis que chegamos à ponte que sobrepõe nosso amado e contundido Rio... e interliga a Ilha ao centro da centenária Pólis. Aqui, amigos e amigas, Seres humanos e Ceras humanas, reside o imponderável. A dita, construída há quase cinquenta anos atrás, quando nossa frota de veículos se limitava a meia dúzia de jeeps e quatro lambretas, já não atende às necessidades dos dias atuais. Se o cenário é o mesmo, a novela é outra. Hoje, carros e motos à mil, bicicletas e humanos (de todas as idades e credos) disputam brava e acirradamente o exíguo espaço da velha e inapta pinguela. Sérios são os agravantes. 1) uma das laterais, previamente arquitetada e destinada aos bípedes mortais, foi inadvertidamente ocupada por um duto da Cagece. Alguém viu?!!! Outro, mais agravante ainda: Abismos (de verdade mesmo) sem nenhuma parede ou baliza de proteção, antecedem, de ambos os lados, o acesso à ponte. O risco é permanente, a proteção divina, nem sempre.

Caso tenhamos a sorte de sairmos ilesos desta arriscada empreitada, resta o cruzamento com a Cazuza Ferreira...

Depois é caminhar até a Imaculada e agradecer a Deus. E não esqueça, afortunado viajante, de deixar uma moedinha para a Madre Santíssima.

Enxerguemos com os olhos, não com a dor indelével...


1. Ou quem sabe de cadeira de rodas
2. Com a permissão do Poeta e Sociólogo Airton Monte
3. Ao Chico Budu, in memoria


(Edilson Macedo)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CONJUNTURA NACIONAL

Abro a coluna com uma deliciosa historinha de Valério Mesquita, um potiguar contador de "causos", afamado pela verve.

Comício em Brejinho. Terra do folclórico ex-prefeito Avelino Matias, vulgo "Meu Pai", figura conhecida no Agreste do Rio Grande do Norte. No palanque, Avelino discursava inflamado : "Nós vai melhorar a educação do município. Nós vai melhorar a saúde do povo de Brejinho. Nós vai trabalhar pelos mais pobres e nós vai ajeitar as estradas". A filha, prefeita do município, não aguentou tanto erro de concordância e resolveu intervir:

- Pai, empregue o plural.

Avelino, empolgado, soltou-se:

- Nós vai arranjar emprego pro plural, pro pai do plural, pra mãe do plural, pra "famia" toda!

E assim Brejinho elevou a família Plural à Galeria da História Política.

Lula vai à luta

Vocês, leitores, percebem algo errado com o título acima? Ora, Lula sempre esteve no campo de batalha. Como presidente, parecia às vezes líder da oposição. Com um discurso alinhando abordagens de uma luta dos pobres contra os ricos, dos fracos contra os poderosos, dos carentes contra as elites. Lula chegou ao topo das elites políticas. Mas seu discurso é o do brasileiro comprimido na última camada da pirâmide social. Essa é a mágica de Luiz Inácio. Agora, solto na buraqueira - como se diz no vulgo - Lula correrá o país, abrindo palanques para fazer a maior baciada de prefeitos da história do PT.

Longo alcance

Luiz Inácio tem consciência de que funciona como a locomotiva que puxa o trem do PT. Sem ele, os carros não correrão nos trilhos. Por isso, não quer esperar mais um tempinho. Põe lenha na caldeira com a subida aos palanques. Irá ao Nordeste nos próximos dias para mobilizar massas na Bahia e em Pernambuco. Lula quer o PT governando o país pelo menos 16 anos. Claro, defende um segundo mandato para Dilma, sabendo que caso ela tropece na primeira jornada, ele será o estepe. No banco de reservas, pronto para assumir a posição de titular. Recursos para viver uma boa vida, ele descobriu como arrumar : palestras. Cada palestra é bem cobrada : entre R$ 250 mil e R$ 500 mil, dependendo do patrocinador e do lugar.

23 palestras

Pois bem, nos próximos 2 meses, Lula tem engatadas - agendadas - 23 palestras internacionais. Convites chegam de todas as partes. Deverá recusar algumas para ter tempo e se dedicar à pré-campanha das prefeituras.

Acervo de Boal

Brasil grande? Que nada. Brasil medíocre. É o conceito que uso quando vejo situação perversa como essa: a viúva do grande dramaturgo, diretor de teatro e ensaísta carioca, Augusto Boal, que morreu em 2009, levará seu acervo para os Estados Unidos. Aqui, não encontra patrocinadores e apoiadores para escudar o acervo do grande brasileiro. E assim a obra do fundador do Teatro do Oprimido ficará longe da pátria. Perguntinha boba: quem é mesmo a ministra da Cultura? Ou da Curtura?

70% das verbas do porão

Mais um registro do Brasil na lama: 70% das verbas desviadas no território são das áreas da Saúde e da Educação. Dinheiro para reformas de escolas e hospitais, compra de merenda escolar e de remédios, construção de quadras esportivas e procedimentos do SUS. O ralo da corrupção consome parte formidável dos recursos e das energias do país.

DEM homogêneo?

Dizem seus dirigentes que o DEM, mais enxuto, também está mais homogêneo? Claro, é o mínimo que se poderia exigir de um partido estiolado pela saída de muitos quadros. A regra é esta: a homogeneidade aumenta na razão direta da compressão de participantes.

Tucanos unidos? Difícil

Diz-se também que o tucanato toca acordes mais uníssonos. Este consultor discorda. Os tucanos são todos caciques. E caciques exibem autonomia, arrogância, independência, autocontrole. Os grupos são independentes. Há um maestro mais respeitado entre eles, Fernando Henrique, que pouco consegue juntá-los na mesma orquestra. Por isso, Aécio toca sua viola com seu grupo, Serra rege uma bandinha própria, Alckmin tem a sua bateria forte em São Paulo, Tasso brinca de apitar no Nordeste e o presidente Sérgio Guerra, tonto e confuso, acaba ouvindo melodias dissonantes.

Empresa individual

A lei 12.441/2011, que permite a constituição de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, entra em vigor daqui a seis meses, mas já representa uma nova fase para o empreendedorismo brasileiro. O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Chapina Alcazar, entende que a lei é um incentivo à formalidade. "O cidadão que antes precisava recorrer a amigos ou parentes para iniciar um negócio, agora pode colocar seus planos em prática sem o artifício de uma sociedade que, na prática, muitas vezes não existia". Não há limite de faturamento para abrir empresa nesta modalidade; basta comprovar capital social de pelo menos 100 vezes o maior salário mínimo vigente no país, valor que hoje representa R$ 54 mil.

Os argentinos

Mais uma sobre argentinos. Barack Obama, presidente dos EUA, e David Cameron, primeiro ministro inglês, conversam em um jantar na Casa Branca. Hillary Clinton, secretária de Estado, aproxima-se deles e pergunta:

- Qual é o assunto desta conversa tão animada?

- Estamos fazendo planos para a terceira Guerra Mundial, diz Obama.

- Uau!, exclama Hillary. E quais são esses planos?

- Vamos matar 14 milhões de argentinos e um dentista, responde Obama.

Hillary, tão surpresa e intrigada quanto ficou ao saber do affaire de Bill Clinton com Mônica Lewinsky num salão da Casa Branca, pergunta:

- Mas, um dentista ? Por que é que vão matar um dentista?

Cameron dá uma palmada nas costas de Obama e exclama:

- Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos argentinos!

Valente e Jânio

Nelson Valente é um especialista em Jânio Quadros. Lança mais um livro sobre uma das figuras mais interessantes de nossa história política. Jânio Quadros, O Estadista, tem 467 páginas com fotos e bilhetinhos inéditos. Nelson conta: "corri bibliotecas, colhi depoimentos, li e reli centenas de revistas e jornais antigos e conversei muito com o próprio personagem. O ex-presidente sempre foi comigo muito atencioso, relatou-me fatos que hoje tenho por obrigação passar através deste livro. Para a renúncia, há mais de dezoito versões diferentes. As minhas pesquisas indicam que o ex-presidente Jânio da Silva Quadros tentou renunciar pelo menos onze vezes nos mesmos moldes e uma tentativa de deposição em toda a sua vida pública". Nos sete meses de governo, Jânio Quadros despachou cerca de quinhentos bilhetinhos, papeletas ou memorandos altamente enérgicos e exigentes.

A nova classe média

Há uma nova classe média abrindo as portas do consumo. São 20 milhões de brasileiros que ascenderam na escala social, chegando ao habitat da classe C, vindas das margens D e E. Acorrem aos pacotes de lazer e viagem, começam a entrar nos aviões, descobrem as maravilhas dos cruzeiros marítimos, entopem as lojas dos bairros e chegam aos shopping centers. Mas ainda não se apropriaram de outros valores inerentes à classe média B, como ser polo de irradiação de influência e opinião. Ainda não se identificaram com a característica fundamental da classe média : pedra no meio do lago. Jogada no meio de um lago, a pedra forma marolas que chegam até às margens.

Caras novas

A fornada de candidatos para as prefeituras no pleito de 2012 terá muitas caras novas. A cada dia, surgem pré-candidatos. Viva ! O município é a base do edifício político. Brasil tem 5.564 municípios. Seria muito bom um banho geral na velha cara da política.

Reforma fatiada

O governo já prometeu muito e não cumpriu. Promete mais uma vez : no segundo semestre, virão retalhos de uma reforma tributária. As fatias contemplarão situações como extinção da guerra fiscal entre Estados e fim do ICMS para importação. Vamos acompanhar. E avaliar se não haverá nova guerra fiscal a partir da geração de novas tensões e reivindicações.

Quem enxerga melhor?

Que a desindustrialização se faz presente no país, ninguém duvida. Apenas uma autoridade não concorda com essa escancarada realidade: o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Que diz literalmente: não há desindustrialização no país. Os dados lhe são apresentados. Ele diz : não entendo assim. Ontem, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também disse literalmente: "os efeitos da desindustrialização estão bastante marcantes". Quem enxerga melhor?

Chávez, Fidel e Lula

Chávez decidiu tratar seu câncer de próstata em Cuba. Lula chegou a dizer a ele : venha para o Brasil que, se for preciso, cuidarei de você, ficarei na porta para não deixar nenhum intruso entrar. O Brasil dispõe de grandes médicos e o tratamento nessa área é considerado coisa de primeiro mundo. Mas Chávez decidiu pelo sigilo que o tratamento cubano lhe dispensará. Fidel lhe garantiu: aqui, você terá tranquilidade. No Brasil, muito barulho. Razoável o argumento.

Nordeste melhor

O nordeste já não exporta tantos habitantes para o sudeste Maravilha. A região, segundo o IBGE, começa a receber os nordestinos desiludidos com as intempéries encontradas no Eldorado tão sonhado. Viva o nordeste melhor.

Gilberto e DNIT

Nos últimos dias, uma nota foi recorrente na mídia : o patrocinador da continuidade de Luiz Antônio Pagot, no DNIT, seria o ministro Gilberto Carvalho. Teria sido ele o artífice da solução meio-termo encontrada : não se pode demitir um servidor público de férias. Mas a decisão parece tomada pela presidente Dilma : Pagot pagará o pato e não voltará à direção do DNIT.

Advogados

Os advogados entram em peso na militância político-partidária. Na campanha paulistana para a prefeitura, Luiz Flávio Borges D'Urso, Gabriel Chalita e Fernando Haddad são advogados. Chalita é o primeiro candidato sinalizado por um partido: o PMDB. D'Urso é o segundo, a ser lançado dia 6 de agosto pelo PTB. Haddad ainda é um sonho de Lula. Difícil de se concretizar. Marta Suplicy é, hoje, a candidata favorita do PT.

Luiza Trajano

Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, deverá ser convidada pela presidente Dilma para compor o Ministério. Para ela, estaria reservada a Pasta da Micro e Pequena Empresa. Comandante de um império, Luiza, conhecida pelo teor crítico às investidas tributárias do Governo, deverá pensar duas vezes antes de aceitar. Mas tende a fazer a experiência no governo.

Bocarra tributária

Este ano, o brasileiro vai pagar um volume maior de impostos. O economista Amir Khair, especialista em finanças públicas, calcula que a carga tributária deve crescer 1,3 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB), passando de 33,6% em 2010 para 34,9% do PIB em 2011, impulsionada pela arrecadação de impostos e contribuições Federais. Os tributos estaduais devem perder participação em relação ao tamanho da economia e os municipais ficarão praticamente estáveis. O movimento reflete a retirada de desonerações fiscais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a recuperação do valor do Imposto de Renda das empresas, que sofreram queda em 2010, como reflexo da crise de 2009, e à dinâmica favorável da economia.

5 minutos de silêncio

A onda de um minuto de silêncio faz parte da liturgia do poder. Surfam nessa onda políticos de todos os espectros. Vereador, então, usa a onda para capturar todos os votos da família do morto. Vejam este caso que ocorreu na Vila São José, bairro periférico de Macaíba/RN. O ex-vereador e candidato Moacir Gomes, ao usar a palavra, inicia a oração rogando aos assistentes do comício um minuto de silêncio pelo falecimento de um morador do bairro. Seu assessor e cabo eleitoral, ao lado, pensando no tamanho da família do falecido, sopra no ouvido de Moacir:

- Um minuto é pouco. Peça cinco. Tem muito voto lá!

Historinha de Valério Mesquita.

Conselho aos pré-candidatos

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado ao novo ministro dos Transportes. Hoje, sua atenção se volta aos pré-candidatos. O pleito municipal do próximo ano deverá ser um dos mais concorridos. A política abre o apetite de profissionais de todos os campos e espectros. São milhares de candidatos que concorrerão ao cargo de prefeito em 5.564 municípios. Nesse momento, pré-candidatos começam a mobilizar seus times e a azeitar suas estruturas. Para eles, os seguintes conselhos :

1. Procurem fazer uma análise rigorosa das condições que os abrigarão, da situação de eventuais adversários e partidos e do clima ambiental das cidades;

2. Tentem, desde já, estabelecer um cronograma de ações e decisões com vistas à conquista de apoios de entidades e lideranças;

3. Antecipem-se em algumas iniciativas, como as de comprometer o maior número possível de parceiros e aliados no jogo eleitoral.



(Por Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 19 de julho de 2011

POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Confirmação de tendência

Na coluna do dia 9/5 escrevemos que os mercados sinalizavam uma mudança substantiva de tendência. Depois de quase um ano de recuperação do colapso financeiro ocorrido nos países centrais do capitalismo. a partir de agosto de 2008, os mercados refletiram em larga medida o sucesso imediato da adoção de políticas dos governos para evitar que a atividade econômica atingisse patamares de uma crise como a de 1929. Ao final do primeiro trimestre deste ano, quase todos os segmentos do mercado local e mundial apresentaram um desempenho que espelhou este processo inicial de recuperação. Restavam os aspectos estruturais das economias para serem "recuperados" por meio de políticas governamentais. Não foi isto que ocorreu na maioria dos países, incluso o Brasil, que permaneceu letárgico diante de seus problemas.

Sistemas emperrados

A crise europeia, deflagrada pelo colapso da Grécia, é a representação de que a absorção dos "créditos podres" do sistema privado (e estatal) não está cabendo na dimensão da dívida externa e interna dos países. Os investidores que se beneficiaram do socorro do Estado são aqueles que, sem as perdas gigantescas das quais foram protegidos, agora constatam que as dívidas de países como Portugal, Espanha, Irlanda e, até mesmo, Itália e França, podem não ser solventes na sua plenitude. O mesmo raciocínio vale para a os EUA, muito embora a sua posição estratégica lhe permita melhores condições.

O dilema europeu

Há um problema estrutural muito maior que uma conjuntura negativa. A crise é estrutural e requererá um encaminhamento político sobre o qual não temos convicção que os sistemas políticos estão preparados para solver. Portanto, trata-se de uma crise de enormes proporções. A Europa está diante de uma "escolha de Sofia". Ou aprofunda a União Europeia, sonhada destes os anos 50 do século passado, ou dissolverá o seu sistema monetário "jogando ao mar" os países menores do Velho Continente. Angela Merkel e sua visão de um germanismo econômico simboliza a restrição à estratégia pró-aprofundamento. De outro lado, a França e a Inglaterra simbolizam a hesitação na defesa da União. A questão não está apenas mal parada. Ela está ainda sob o impacto da análise de ganhos e perdas.

Os EUA tem a sua própria miopia

O caso norte-americano é ainda mais simbólico do momento decisivo pelo qual passamos. Obama é uma figura política pálida, sem sustentação política no Congresso e incapaz de promover mudanças estruturais no seu próprio sistema econômico. Suas políticas maneiam entre aspectos exclusivamente ideológicos (universalização da saúde e previdência, intervenção do Estado sobre o sistema produtivo, etc.) e aspectos concretos (limites orçamentários e de dívida, apatia dos investimentos privados, desemprego elevado, etc.). Há ainda a constatação que somente as urnas abençoarão a renovação (ou não) da liderança americana e, assim, capacitá-la a mudar o curso do declínio do Império.

China não é fiadora, é outro risco

Até pouco tempo atrás, as colunas dos principais jornais econômicos do mundo atribuíam à China a extraordinária capacidade de mover para cima e para baixo a economia mundial num momento de fraqueza de demanda. Ao aprofundar-se a crise neste momento, fica evidente o que já se sabia: num sistema aberto como o do comércio mundial, não há vencedores quando todos perdem. A desaceleração chinesa já é fruto da fragilidade das economias capitalistas centrais. E tem mais : a China detém 1/3 dos títulos do Tesouro norte-americano e boa parte (algo como ¼) dos títulos dos países europeus. O questionamento da solvência plena das dívidas antes consideradas "certas" impõe dúvidas sobre a China, que resvalarão no seu próprio desempenho econômico. A China não é, portanto, apenas esperança de demanda, é também um sinal de alerta para o mundo, particularmente o ocidental.

Brasil, com os dedos cruzados I

No resumo analítico que fizemos acima, cujo objetivo é apenas qualificar nossas visões, vê-se que estamos diante de um processo estruturalmente complexo e que, inevitavelmente, trará consequências para o Brasil. Muito embora sejamos uma economia relativamente fechada, os vasos comunicantes do preço das commodities e das transações entre os mercados financeiros e de capital são suficientes para nos contaminar. Neste sentido, é preciso reconhecer de saída que em 2008 as condições da economia brasileira eram melhores que as atuais para enfrentar uma conjuntura desfavorável. Atualmente, a crise estrutural é mais grave. O Brasil ainda tem números fiscais razoáveis frente a seus pares europeus e os EUA, mas estes são piores que há dois anos. A nossa maior virtude se concentra no excelente nível das reservas, mas estas estão aplicadas em quase 100% em títulos europeus e norte-americanos. Vê-se que a situação não é simples.

Brasil, com os dedos cruzados II

O maior problema brasileiro é o câmbio. Desde o governo de FHC, passando pelo de Lula e chegando a Dilma, a política cambial carece de cuidados. Não apenas em função da inflação, mas, sobretudo, em função da prometida política de desenvolvimento econômico. A taxa de câmbio é a variável mais sensível para viabilizar (ou não) o desenvolvimento industrial. O que se viu até agora nos últimos dez anos, pelo menos, foi uma total falta de visão estratégica em relação ao tema. Não se discute esta variável para não comprometer o "mercadismo" financeiro e, de outro lado, as forças produtivas internas não se apresentam como viabilizadoras políticas de uma discussão em torno de seus interesses. Afora o fato de que a alta das commodities obscureceu os efeitos estruturais do comércio exterior sobre o processo de desenvolvimento tecnológico e econômico. A conta sempre chega neste campo, estejamos certos disso.

Inflação, boas novas (e ruins)

A inflação projetada cai. Uma boa notícia quando há dois meses especulava-se que os preços podiam tomar um rumo perigoso. Todavia, dois aspectos têm que ser qualificados para que não sejamos tomados de ânimos que não se sustentam logicamente: a inflação caiu porque a atividade econômica está menor (com o BC puxando os juros) e em razão do câmbio comportado e para baixo (o que força os preços domésticos também para baixo). E tem mais : uma taxa de inflação entre 6% e 7% não é baixa. Ao contrário, agrega mais riscos ao cenário atual.

Copom, cheio de opções

Escapemos das análises do mercado sobre o tema e vejamos a questão de um ângulo mais estrutural. O BC tem todas as opções a sua disposição em relação à taxa de juros, mas as dúvidas são grandes. Vejamos: (i) a desaceleração da atividade econômica é evidente - e ficará mais evidente à frente - (ii) - os preços podem cair mais, dependendo do comportamento do câmbio (iii) e, o risco externo está aumentando. Seria prudente o BC esperar para agir, pois o cenário é muito incerto e a taxa de juros, convenhamos, um presente dos céus para quem tem recursos aplicados no Brasil... De todo modo, amanhã o Copom deve aplicar mais 0,25% na Selic, para desgosto de certas áreas oficiais. O dito mercado ainda aposta em outro 0,25 até o fim do ano, mas então tudo é incerto.

Por tudo isso...

Estamos reforçando a nossa visão negativa (desde 9/5/11) em relação ao desempenho econômico mundial e brasileiro, cujos efeitos sobre os mercados são igualmente negativos, muito embora muito difíceis de serem dimensionados.

Feliz 2013

Não há muitas dúvidas, a não ser que o BC dê um grito de autonomia, que no momento não está a seu alcance: a meta oficiosa é só levar a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2013. 2012 tem eleição municipal, com as consequências já conhecidas, ainda mais que petistas e aliados querem ampliar suas forças com vistas a 2014, e há bombas contratadas como o aumento de cerca de 14%, cerca de 8 pontos reais acima da inflação, para o salário mínimo. E em 2011, além de ainda influenciado pelos ares de otimismo que Lula espalhou antes de sair do governo e está alimentando depois dele, de que o Brasil já entrara na rota do paraíso, há a necessidade de a presidente Dilma de firmar-se sobre suas próprias pernas. Antes disso, ela não pode bater forte na política nem na economia.

Política e economia

A dúvida de alguns especialistas é simples : a presidente não pode "bater" duro este ano nos fantasmas econômicos - casos do câmbio em que ela precisa se equilibrar entre proteger a indústria brasileira e a ajuda que o dólar desvalorizado dá ao combate à inflação e do próprio juro - por razões de ordem política. Não estaria ela, no entanto, apenas comprando um problema para o ano eleitoral? Não seria melhor ser dura agora para respirar em 2012?

Lá como cá

Se alguém julga que serve de consolo: parte da queda de braço entre Obama e os adversários republicanos tem, de fato, a ver com princípios ideológicos, com opções de ordem econômica. Parte, porém, como lembrou o economista (democrata) Paulo Krugman, tem a ver com as disputas eleitorais de 2012. Já não se fazem países do lado de cima do equador como antigamente!

Transportes congestionados

Destaca-se a oficial e oficiosamente diferença entre as ações da presidente Dilma no caso Palocci, no qual ela demorou 23 dias para livrar-se do bem sucedido consultor de empresas, e o episódio dos ministérios dos Transportes, no qual no mesmo dia da notícia da "farra dos aditivos" ela já mandou para casa três suspeitos e aceitou as "férias" de um terceiro - em dois dias mandou de volta para o senado o próprio ministro Alfredo Nascimento. As razões levantadas pelas vozes que fazem questão de apontar tais diferenças são três:

1. Dilma percebeu que as vacilações na ocorrência Palocci pegou mal para certos setores da sociedade, especialmente a classe média conservadora.
2. Aproveitou para livrar-se de um grupo que nunca foi o dela.
3. Aaproveitou também a situação para firmar sua própria liderança, à revelia do próprio padrinho e de aliados.


Não seria bem assim

Os adversários das interpretações acima e aqui não se trata da oposição, pois esta... contestam com outros argumentos:

1. Palocci era do PT, a turma em desgraça nos Transportes era (e é) de outra freguesia. Se fosse um petista no lugar de Nascimento e troupe Costa Neto, haveria a mesma eficiência?

2. A escolha de Paulo Sérgio Passos para o lugar de Nascimento, também como (ainda que formalmente) como homem do PR, mostra os limites do tal grito de independência política.

3. A demora de fazer uma profilaxia total no ministério dos Transportes, com Luis Antonio Pagot e todo o DNIT, incluindo um petista gaúcho citado por Pagot como um homem muito poderoso no departamento, sinaliza dificuldades e necessidade de muitas negociações.


Efeito colateral

Quando Dilma age, como está agindo no ministério dos Transportes, para efeito externo (opinião pública) e como efeito demonstração (público interno), afastando ou demitindo à primeira denúncia, ela, ao mesmo tempo, está criando um ambiente de insegurança em muita áreas sob seu comando e incentivando o velho e corrosivo fogo amigo. "Publicou, caiu. Então, vamos soltar as labaredas" pode ser o novo lema das "pacificadas e unidas" forças governistas.

Otelo

Como escreviam os colunistas de outros tempos, "causou espécie" nas áreas a quem se julga de direito, os elogios que a presidente Dilma fez ao ex-presidente FHC e ao governo dele, em carta pela celebração dos 80 anos do tucano. Não foi por outra razão que a presidente, que andava avara em referências ao patrono, numa semana fez três citações ao ex-presidente Lula. E ainda falou em "herança bendita" em pleno desenvolvimento da crise do ministério dos Transportes, mandada e comandada por gente e acordos recebidos do passado. Não foi à toa ainda que o ex-presidente petista insurgiu-se novamente - seu tema recorrente - contra a imprensa em evento oficioso (tal o patrocínio estatal) da UNE em Goiás, entre outras coisas, por tentar "intrigar" criador de criatura. Quem tem paredes com bons ouvidos em São Paulo e em Brasília sabe o que se passa no mundo real. E sabe, de lado a lado, de onde sopram as "intrigas".

Apelidos delicados

No meio das ferrovias, havia um Juquinha incômodo, mandado definitivamente pelo desvio em que o PR foi metido (temporariamente ou para sempre?) No caminho dos armazéns nos quais o governo fez estoques alimentícios, há um Juca (com acento no "a" muito familiar) da cota do maior, e no momento mais estridentemente silencioso, partido da base aliada.

O perigoso terreno da galhofa

Ridículo é pouco para classificar certos gestos e atos públicos destinados transmitir para o distinto público sinais de que nas hostes políticas oficiais os aliados vivem na maior harmonia. Como, por exemplo, o bolo de noiva (Dilma e Temer nos papéis principais) cortado entre o PMDB e o PT; e os coquetéis e jantares agora oferecidos pela presidente, antes avessa a esse tipo de coisa, aos políticos aliados, nos quais, ao modo dos call centers, ela diz aos neoamigos, "vocês são muito importantes para mim". O risco é descambar para a galhofa.

Sherlock Holmes

A serviço do país não seria o caso de contratar o personagem de Conan Doyle e outras criaturas como Hercule Poirot, de Agatha Christie, numa convenção dos grandes detetives ficcionais da história, para descobrir os ritmos da oposição brasileira? Antes que ela própria vire apenas uma ficção?

Jornalismo em choque e em xeque

Ruppert Murdoch, para o jornalismo de respeito, é e sempre foi uma excrescência. Mas que há uma certa dose de hipocrisia, acolá e aqui, em relação às revelações sobre os métodos do Publisher (se assim se pode chamá-lo). Basta ver o teor (se alguns conteúdos assim merecem a classificação) de certas publicações de sucesso e o lixo eletrônico que toma as tardes nacionais e estrangeiras. Além de cair em cima de Murdoch seria com que cada um, publicações, publicadores e público fizéssemos uma passagem pelo confessionário. A propósito, valeria, para jornalistas (e advogados) a leitura de "O jornalista e o assassino", da jornalista norte-americana Janet Malcolm, edição da Cia. das Letras.


(Por Francisco Petros e José Márcio Mendonça)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CURIOSIDADE!!!

Para a sabedoria infinita o numero de frequência máxima é 3= 1+1+1 - SERÁ SOMENTE COINCIDÊNCIA

Este ano vamos experimentar quatro datas incomuns: 1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e tem mais!!!

Pegue os últimos 2 dígitos do ano em que nasceu mais a idade que você vai ter este ano e será igual a 111 para todos!

ALGUEM EXPLICA O QUE É ISSO????

USE A BOCA PARA PROFERIR PALAVRAS DOCES E GENTIS

Compreenda que o melhor papel a desempenhar é a sua própria missão de vida! E você deve ter uma missão importante e só sua, tá? É por isso que quanto antes você assumir sua consciência de que tem toda responsabilidade pelos pensamentos, pelas palavras e ações, mais rápido vai encontrar a paz que tanto procura!

Pare imediatamente de falar que a vida é complicada e coisas desse tipo. Veja com mais clareza a simplicidade das coisas. Veja como é melhor e mais fácil levar a vida quando se dispõe a fazer só duas coisinhas: assumir de vez a sua vida e procurar servir ao outro!

Você é sim dono do seu destino, viu? E sempre será! Você veio para este mundo sozinho e sozinho dele partirá deixando as suas próprias marcas!

Pois quando você compreender melhor o seu papel nesta vida, mais cedo descobrirá que tem uma missão a ser cumprida! Talvez a missão de amar sem reservas. Ou talvez a missão de modificar o mundo à sua volta!

Saiba também que a palavra é forte porque ela representa o seu pensamento e este representa a sua alma em ação! E se você tiver sempre palavras duras, com certeza vai colher respostas duras! Mas se você plantar palavras otimistas vai ter flores e frutos em sua vida! Palavras otimistas querem que a vida fique mais bela, sabia?

Nunca deixe que uma palavra ríspida que ouviu, fique guardada em sua memória, tá? É melhor calar do que machucar. É melhor morder a própria língua do que soltar veneno por ela. Que de sua boca saiam só o elogio e palavras doces e gentis.

Ao falar palavas duras, você vai colher respostas duras"


Mensagem de Luis Carlos Mazzini

PARA REFLETIR

"Não se pode ser justo, quando não se é humano."

Vauvenargues

domingo, 17 de julho de 2011

IMAGINE - O HINO À PAZ DE JOHN LENNON

Domingo é dia de lazer, repouso, diletantismo e sonho.

Permitam-me compartilhar o mais belo, suave e vigoroso hino da lavra de John Lennon, lançado há quatro décadas.

Em votação da revista Rolling Stone, a música foi eleita a terceira melhor de todos os tempos.

John Lennon descreve a canção como sendo anti-religiosa, anti-nacionalista, anti-convencional e anti-capitalista. Na canção ele pede para imaginar um mundo sem religião ("no religion"), sem países ("no country"), sem possessões ("no possessions"). A letra foi inspirada em um desejo de Lennon de ver um mundo em paz.

De acordo com os jornais The Sunday Times e The Guardian, Yoko Ono teria influenciado o refrão da canção, pois ele aparece em vários poemas escritos por ela na década de 60 e em seu livro intitulado Grapefruit: "imagine a raindrop...".

Depois da morte de John Lennon, foi construído em sua homenagem um mosaico contendo a palavra Imagine no Central Park de Nova Iorque, em uma parte que fica em frente ao prédio que Lennon morava e foi brutalmente assassinado, o edifício Dakota.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

A PALAVRA DO DIA: "O FILHO DO HOMEM É SENHOR DO SÁBADO!"

Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer.

Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: 'Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!'

Jesus respondeu-lhes: 'Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome?

Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes?

Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?

Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo.

Se tivésseis compreendido o que significa: 'Quero a misericórdia e não o sacrifício', não teríeis condenado os inocentes.

De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado.'


Este é um dos trechos, ao meu sentir, mais profundos do Evangelho.

Narra a cena em que Jesus e seus discípulos passavam no meio de uma plantação, em um dia de sábado, os discípulos começaram a apanhar espigas para comer, porque estavam com fome. Os doutores da lei de então levantaram o brado de protesto, porque consideravam trabalho o fato de colher espigas, e no sábado era proibido trabalhar. Jesus dá dois exemplos, mostrando que a vida humana está acima da Lei.

Fica evidente, aqui, a preocupação de Jesus com o essencial: a vida humana, colocando-a acima de qualquer lei, civil ou religiosa, pois a lei do sábado era ao mesmo tempo civil e religiosa.

Salta aos olhos que, para o Jovem de Nazaré, o mais importante é perscrutar o espírito da Lei, que é promover a liberdade humana. Quando a Lei é usada para impor grilhões e condenar inocentes, ela está descurando do seu verdadeiro sentido.

(Evangelho de Mateus, 12,1-8)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

SERRA DO LUAR




Composição: Walter Franco

Amor, vim te buscar
Em pensamento
Cheguei agora no vento
Amor, não chora de sofrimento
Cheguei agora no vento
Eu só voltei prá te contar
Viajei...Fui prá Serra do Luar
Eu mergulhei...Ah!!!Eu quis voar
Agora vem, vem prá terra descansar

Viver é afinar o instrumento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

Amor, vim te buscar
Em pensamento
Cheguei agora no vento
Amor, não chora de sofrimento
Cheguei agora no vento
Eu só voltei prá te contar
Viajei...Fui prá Serra do Luar
Eu mergulhei...Ah!!!Eu quis voar
Agora vem, vem prá terra descançar

Viver é afinar o instrumento (de dentro)
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CONJUNTURA NACIONAL

Plena absolvição

O rapaz, advogado novo em Princesa Isabel, Paraíba, ia defender um criminoso de morte a faca. Procurou o coronel Zé Pereira, dono da cidade:
- Coronel, preciso conseguir pena mínima para meu cliente. Se não conseguir, não tenho carreira aqui.
O coronel prometeu. Terminou o julgamento, pena mínima. O advogado foi agradecer a vitória ao coronel, que valorizou a ajuda:
- Doutor, o senhor não calcula a força que eu fiz para conseguir a pena mínima. Todo mundo queria absolver o homem.

Mais uma vez, historinha da coleção do amigo Sebastião Nery.

E Gurgel, hein?

Pois bem, a presidente Dilma decidiu reconduzir Roberto Gurgel ao cargo de procurador-geral da República. Até aí tudo bem. Gurgel acaba de fazer a denúncia formal contra os mensaleiros. Confirma o laudatório do procurador anterior. Pergunta: o que os senadores petistas farão? Aprovarão ou não a recondução de Gurgel? Já as oposições alegam: ele foi muito governista. Não quis ir a fundo no caso Palocci. Pergunta: como as oposições avaliarão a recondução? Parecer deste consultor: há muita firulação. Gurgel deve passar na prova que o Senado fará a ele em agosto. A conferir!

Crises intermitentes

Sai o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e a mídia abre as trombetas: segunda crise ameaça governo Dilma. Ora, mais crises virão. Todas muito previsíveis. O presidencialismo de coalizão obedece a um fluxo de idas e vindas, marés vazantes e marés enchentes. As bases do governo sempre vão fazer pressão ou contrapressão. Trata-se de um jogo. Os partidos querem inserir seus quadros na administração. Os perfis nem sempre agem de acordo com a agenda ética. Por outro lado, o DNA da corrupção se espraia pelas três instâncias federativas. Ante a repercussão negativa, a dona da caneta não tem alternativa que a de despachar os indiciados.

O sal da terra

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que há de se salgar ? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens". (Cristo, em O Sermão da Montanha)

O novo ministro

Paulo Sérgio Passos é um nome da presidente Dilma. Que quer limpar influência e mando do deputado Valdemar Costa Neto. O PR teve de endossá-lo. Trata-se de um técnico que fez amizade com a presidente. Que o trata por Paulinho. Ele é marido da cantora Rosa Passos.

Reforma ministerial

O Ministério que inaugura um governo é a primeira moldura. Que, ao longo do tempo, vai sofrendo desgastes. Há quadros mal colocados na parede; alguns são muito esmaecidos, outros se quebram ao sabor do vento. As peças vão sendo remodeladas ao longo do tempo. Dilma pensava em fazer a primeira alteração ao final do ano. E ainda conserva esta ideia. A saída de dois ministros antecipa a revisão de quadros. Ante a versão de que coloca no escanteio alguns ministros, a presidente poderá, até, adiar a reforma que imagina e começar a prestigiar perfis considerados marginalizados. É evidente que alguns nomes ainda não mostraram eficiência.

Superfaturamento?

Costume por estas bandas. Fecha-se o contrato por X. Depois de algum tempo, aparecem os aditivos. E o preço sobe a montanha.

A ousadia

"Desde o condutor dos transportes e o tocador de tambor até o general, a ousadia é a mais nobre das virtudes, o aço verdadeiro que dá à arma o seu gume e o seu brilho". (Clausewitz, em Da Guerra)

Oposições mais fortes

O poder é um jogo de soma zero. A perda de um jogador é o ganho de outro. Cada vez que um episódio negativo bate no corpo do governo, este perde pontos e as oposições se fortalecem. É o que temos percebido. O governo Dilma, em seis meses, perdeu uns pontinhos. Foi bem até o terceiro/quarto mês. E a indicação apontava para taxas crescentes, sob o conceito de que Dilma é uma presidente técnica, equilibrada e educada com seus acenos bem vistos para Fernando Henrique, a quem escreveu uma carta carregada de encômios. Nos últimos dois meses, o governo entrou numa curva. Que começou com o carro desembestado do ex-ministro Palocci. Por enquanto, a locomotiva governamental ainda desce a ladeira.

Embates conceituais

Fernando Henrique produziu aquele texto onde procurou descrever o papel das oposições. Sua tese é a de que as oposições cairão do cavalo ao procurarem a montaria do povão. Foi dizer isso e o pau caiu sobre ele. FHC sugeriu que as oposições fixassem o foco nas classes médias. Escrevi um artigo no Estadão reforçando este ponto de vista, mostrando o poder de irradiação de influência das classes médias. Que funcionam como a pedra jogada no meio do lago. Fazem marolas que chegam às margens. Agora, é Zé Dirceu quem faz um texto em resposta à FHC. Li o documento. Trata-se de um arrazoado sobre os programas sociais do PT e uma forçada de barra conceitual na tentativa de enquadrá-los no escopo do socialismo. Pura bobagem. Dirceu faz parte de um time que joga com bolas furadas. Apega-se ao velho vocabulário para discorrer sobre o escudo protecionista que os governos - qualquer um - têm obrigação de formar em defesa das classes mais carentes.

A emoção

"A emoção é necessária, porque sem ela não se pode viver. O importante é sonhar e ser sincero com seu sonho". (Jorge Luis Borges)


Crise externa

A Europa enfrenta novamente a ameaça de crise. Itália, Espanha e Portugal temem que suas economias sejam as primeiras a se romper, caso a gigantesca sombra que paira sobre a Grécia chegue até seus territórios. Os EUA também estão ameaçados. O desemprego não cede. O Brasil, por seu lado, parece esbanjar oportunidades. Há muitos buracos que precisam ser tapados e a gastança chega aos píncaros. Não por acaso, Mantega e sua equipe econômica roem as unhas para evitar ondas mais altas na praia da inflação. Juros altos seguram a barra. Mas a produção brasileira sofre duramente com o dólar pedindo esmola e o real esbanjando pujança.

O centro


"O centro vale mais que os extremos". (Cardeal Mazarino, em Breviário dos Políticos)

PR sairá da base?

PR ameaça sair da base do governo. Essas ameaças partem de fontes não identificadas, que se valem do genérico: parlamentar que não deseja se identificar, um líder partidário, fontes do Congresso, etc. Bobagem. PR é governista de corpo e alma. Seus participantes jamais trocariam o bem-bom do governismo pela fonte seca do oposicionismo. Seria mais fácil o sol não aparecer, amanhã, que o PR abandonar o curral governista. Por isso, as sinalizações de fontes não identificadas servem apenas como expressão de barganha.

Ensaios para 2012

Lula quer puxar Fernando Haddad, ministro da Educação, para o palco paulistano. Haddad já bebeu muita água no copo governamental e, ao que tudo indica, quer colocar seus lábios em novas taças. É o candidato de Lula a prefeito de São Paulo. Luiz Inácio crê em caras novas. Atenção: ele tem faro. Mas o ex-presidente confessou a um amigo, semana passada: será difícil tirar Marta Suplicy do jogo. Trata-se do perfil com maior recall e índice de votos do PT na capital. E a senadora está muito motivada. Marta mostra-se enjoada com o palavrório do Senado. Gosta mesmo do Executivo. Há uma vírgula em sua pontuação: a rejeição é alta. Se detém, hoje, uns 30% de intenção de voto, registra o mesmo índice na área da rejeição. Pode diminuir? Sim. Tudo vai depender do clima ambiental: economia, satisfação geral, violência social, imagens dos governos estadual e municipal, polarização entre PSDB e PT, e adversários.

Surpresa

"Nem sempre vale a pena ser o primeiro a atacar; mas se o inimigo atacar primeiro você pode inverter a situação. Na estratégia, ganha mais quem surpreende o inimigo". (Miyamoto Musashi, em Um Livro de Cinco Anéis)

Safra governamental

Quem está bem nos governos estaduais? As leituras que faço dão conta de que os governadores, quase todos sem exceção, estão às voltas com a carência de recursos. Estendem o pires na mão no Planalto Central. Afluem aos Ministérios. Que não têm ordem - nem orçamento - para liberar recursos. Não sei quem tem avaliação acima de 7. Regular.

Pastore e os ex-detentos

José Pastore é um dos mais preparados scholars do país. Tem as mais completas planilhas sobre o mundo do trabalho. Professor renomado da nossa USP, consultor de diversas entidades, a partir da CNI, Pastore lança, em breve, um novo livro: "Trabalho para Ex-Infratores", 158 páginas, Editora Saraiva. Trata-se de uma obra que relata os resultados de uma pesquisa sobre a reinserção de ex-detentos no mundo do trabalho. Ao examinar os determinantes do crime e da reincidência, o autor procura desvendar o que de melhor pode ser feito em prol da recuperação dos que cumpriram suas penas ou estão em vias de cumpri-la. E apresenta sugestões aos que desejam operar programas de reintegração de ex-detentos, além de recomendações práticas para sua execução.

Suplentes sob sombras

A senadora Marisa Serrano, do PSDB, deixa o cargo no Senado para ser conselheira do TCE/MS. Seu suplente é o empresário Antônio Russo Netto. Russo é dono do frigorífico Independência, que entrou em recuperação judicial em 2009, deixando uma enorme lista de credores às portas do Judiciário, até hoje. Com a morte do senador Itamar Franco, o suplente Zezé Perrella ganha um mandato de senador por 7,5 anos. Perrella é presidente do Cruzeiro. Pesa sobre ele denúncia de enriquecimento ilícito.

Criando necessidades

"Um príncipe sábio deve encontrar um modo pelo qual seus cidadãos, sempre e em qualquer tempo, tenham necessidade do Estado e dele; assim, eles sempre lhe serão fiéis". (Maquiavel)

O grito do Capibaribe

O psiquiatra e escritor Luiz Carlos Albuquerque acaba de lançar em Pernambuco o segundo livro voltado para o público jovem. O primeiro, "A Guerra dos Bichos", está na sétima edição e mais de quarenta mil exemplares, fazendo parte de programas MEC e Secretaria de Educação de São Paulo. No recém-lançado "Batra, o Sapo", o autor conta as peripécias de um espécime que nasce no interior de Pernambuco junto aos olhos d'água que dão início ao rio Capibaribe e sente que acompanhar o rio até o mar será o seu destino, a jornada de sua vida. O longo percurso é feito de lenda, ação, humor, perigos e aprendizagem. O sapo é também um animal político.

Bom senso

A presidente Dilma chamou Luciano Coutinho e ordenou : tire o BNDES desse jogo do Pão de Açúcar com Carrefour. O banco passou mal no teste da opinião pública. A presidente usou o bom senso.

Turismo

O turismo brasileiro atravessa um ciclo de decepções. E demissões. Mais um nome sai da frente turística: a secretária de Turismo e Fomento de Ilhabela, Djane Vitoriano de Jesus, após um ano e três meses de mandato, deixou o cargo na manhã de ontem. Junta-se ao conjunto de outros secretários que abandonaram cargos nos últimos meses, em Búzios, São Francisco do Sul e Angra dos Reis.

Desindustrialização

A FIESP defende posições avançadas (e corajosas) do governo no território tributário. Mas o governo não está disposto a atender a algumas sugestões da entidade. A Federação defende desoneração total dos encargos trabalhistas da indústria de transformação, transferindo essa carga tributária sobre a folha de pagamento para outros setores da economia. O presidente da FIESP, Paulo Skaf, põe as coisas no devido lugar: "O Brasil enfrenta um processo de desindustrialização precoce. Para revertê-lo, a nova política industrial é fundamental, mas não suficiente. É preciso modificar a política macroeconômica".

Reputação

"Aquele que troca reputação pelos negócios perde os negócios e a reputação". (Quevedo y Villegas)

Conselho ao novo ministro dos Transportes

1. Faça uma radiografia das obras Federais em todos os pontos do território. Veja orçamentos iniciais e finais.
2. Procure saber como, onde e por que as obras estão atrasadas, são ou foram superfaturadas e os responsáveis pelos projetos - planejamento e execução.
3. Convoque a mídia e mostre resultados da planilha de obras a cargo do Ministério dos Transportes. Indicando o nome dos prestadores de serviços.
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(Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 12 de julho de 2011

POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Uma transamazônica de problemas


Embora parcela dos analistas e, obviamente, os empedernidos governistas tenham entendido que Dilma agiu com eficiência nas suspeitas envolvendo o ministério dos Transportes, a interpretação é bondosa em demasia. É fato que não seguiu o padrão "episódio Palocci", mas as vacilações foram - e ainda são as mesmas - uma demonstração de que o governo, sem tutelas, sem temores e sem titubeios ainda não foi ainda inaugurado pra valer. O simples fato de a presidente ter "prestigiado" inicialmente o ministro Alfredo Nascimento, entregando a ele a investigação das supostas irregularidades, para depois forçá-lo a se demitir e, em seguida, convidar outro condestável do partido (PR) para o cargo e considerar ainda o ministério dos Transportes um feudo dos comandados de Valdemar da Costa Neto já diz sobre o grau de amarras que cercam S. Exa..


Asfalto movediço


Tem mais a demonstrar os grilhões do governo:

1. Luiz Antonio Pagot foi dado como demitido, amuou e então foi aceito como estando de férias.

2. O movimento para barrar uma possível CPI do DNIT que uma oposição combalida ameaça, sem nenhuma chance, convocar.

3. A preocupação com a reação do PR.



O que ele fez, fazia e agora vai fazer


Na estrutura dos ministérios, o secretário executivo é apontado como vice-ministro, o homem que toca o expediente, substitui o titular e coisas assim. No ministério dos Transportes, Paulo Sergio Passos exerce esta função desde a era de Lula. Já foi até ministro interino, quando o agora ex-Alfredo Nascimento saiu para concorrer ao Senado e depois ao governo do Amazonas. Guardou o lugar do titular. No caso levantado pela "Veja" o que viu Passos? Ou não viu? Ou fingiu-se de técnico apenas? Ou contou tudo para alguém e viu o circo explodir? Quais dessas credenciais fizeram de Passos o novo ministro, como o Palácio do Planalto anunciou ontem à noite.


Curvas traiçoeiras


Pelas primeiras indicações, a crise foi jogada temporariamente para debaixo do tapete. É uma tentativa de acomodação política. Pelo ambiente do mundo de fora, Dilma precisa dar um murro geral na mesa. O Congresso e os partidos estão abarrotados de escaninhos e curvas traiçoeiras. Esta semana vota-se a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Com armadilhas para pegar onça pintada.


E ele, o que é?


Pouca gente, pelo menos quem não é do "ramo", conseguiu entender ainda o papel do secretário geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, no governo Dilma. Ele está em todas (ou quase todas) as exposições para a mídia, ao contrário do discreto e eficiente mineiro Luiz Dulci no posto palaciano com Lula. Foi de Carvalho a solução (temporária) das férias de Pagot, depois de o Planalto ter saído com a notícia da demissão imediata do homem do DNIT. Disseram a jornalistas que Dilma teria ficado irritada com o auxiliar direto por isso. Mas ficou irritada apenas neste caso?


O silêncio dos inocentes - O retorno


Ativos no episódio Palocci, um muito diretamente, o outro mais nos bastidores, o presidente de honra do PT e ex-presidente da República, Lula da Silva, e o presidente licenciado do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, guardaram obsequiosa e silenciosa distância do asfalto selvagem do ministério dos Transportes. Afinal, o negócio Palocci, embora atingisse indiretamente o governo, era mais uma questão pessoal. Já rodovias, ferrovias e tais... Em tempo: o PMDB, na fase de formação do governo Dilma, teve entre seus ministérios mais cobiçados o dos Transportes.


A foice está solta


Na esfera oficial o jogo já está feito para 2014: como na loteria zoológica inventada pelo Barão de Drummond, "na cabeça vai dar", fora imprevistos pouco prováveis, Dilma ou Lula. Não necessariamente nessa ordem de preferência. As caneladas ficam por conta do segundo lugar, já em plena disputa, despontado na frente o atual donatário, o PMDB e, em segundo, o PSB. Por essas e outras é que, tirando o lado da tragédia familiar e pessoal pela qual ele passou recentemente, ninguém nesse mundo está se comovendo com as agruras do governador Sérgio Cabral, do Rio, amigo e cópia carbono mal tirada do ex-presidente Lula. Solidariedade política ele não está tendo nem de seu partido. Vale o oposto também.


Uma falsa calmaria


Quem olha o PMDB só pela superfície, vê hoje quase "um manso lago azul sem ondas nem espuma". Nada mais falso - o que talvez explique o retraimento de alguns de seus caciques, temporariamente aposentados da mídia. Ou a nova postura de Sarney a cobrar explicações de quem aparece no governo encalacrado, como fez na semana passada com Alfredo Nascimento, o oposto do que havia feito com Palocci semanas atrás. A razão é que ganham corpo e consistência duas dissidências dentro das bancadas do partido na Câmara e no Senado, não apenas contra os pajés que tudo podem e tudo levam, mas em defesa de uma nova imagem para a legenda. No Senado, oito senadores "independentes" já vão longe nas discussões de que posições devem tomar, sem radical oposicionismo ao governo. Na Câmara o movimento é mais incipiente, mas já ocorreram reuniões de debates com a presença de cerca de 20 deputados.


É a política


O julgamento do "mensalão", que começou a entrar nos "finalmentes", tem aspectos político-institucionais infinitamente mais relevantes que todos os aspectos técnico-jurídicos que engloba: o seu resultado vai definir o país democrático, republicano que queremos ter. O Supremo, com muitos de seus titulares agraciados mais ao gosto político-partidário-emocional do que jurídico, terá de mostrar, coletiva e individualmente, qual sua real dimensão como Corte Suprema.


A calmaria é real


A oposição está parecendo a seleção do Mano Menezes: não é uma equipe, não tem conjunto, não tem plano de jogo e é incapaz de transformar em fatos e ações (gols) de interesse nacional as oportunidades que os adversários (os governistas) lhes entregam gratuitamente. Dão sempre um drible a mais ou tentam as surradas soluções que não levam a nada.


Propaganda enganosa


Chega ao limite do deboche, para dizer o "menos pior", a propaganda que algumas ditas (mas não provadas) instituições de ensino fizeram publicar nos últimos dias celebrando o desempenho de seus alunos no último exame da OAB. É caso, isto sim, para luto fechado da sociedade e da comunidade jurídica nacional e para uma ação sumária, cirúrgica das autoridades. Mas o MEC, entenda-se, é uma entidade política...


É a economia


O governo Dilma está na berlinda, desde o seu começo - já lá se vão mais de seis meses- por razões de política e adjacências. É o acerto partidário nunca concluso, é a cobrança no Congresso, é o caso Palocci, é o caso Mercadante-aloprados, é o caso do ministério dos Transportes, são as idiossincrasias dos aliados, os amuos dos que se acham donatários de ministérios e cargos, e outras historinhas menos votadas. Mas no horizonte real, para cidadãos e agentes econômicos empresariais e particulares, é um crescente incômodo econômico, com ameaça de inflação, juros em alta, crédito limitado, câmbio escorregadio e crescimento da concorrência externa que vão trazendo uma inquietação crescente fora do mundo da política. Por razões que vão do otimismo exacerbado de alguns auxiliares de Dilma às atitudes boquirrotas de outros, passando por desentendimentos conceituais entre os setores oficiais, deixam a impressão da falta de uma política econômica orgânica e de longo prazo e de pesadas doses de improvisação e remendos. Não pode um ministro dizer que está assustado com o câmbio, por exemplo!


A fila anda


Os mercados comemoraram na semana passada a "salvação" da Grécia depois da liberação de novos recursos da União Européia em função da aprovação de mais um pacote de austeridade. Não se passaram dois ou três pregões para que os especuladores de mercado mirassem no pequeno Portugal e na Itália. Discute-se em relação a ambos os países a possibilidade de seus créditos serem insuportáveis no que tange à solvência. As agências de ratings, apesar de muito questionadas durante a crise norte-americana de 2008, voltaram a prestar seus serviços e a opinar sobre a dívida alheia em plena erupção do magma especulativo. Soa no mínimo estranho...


Sem solução no curto prazo


Uma coisa é certa: a Europa ainda vai viver durante um bom tempo sob forte escrutínio do tal do mercado. A Grécia irá, de alguma forma, reescalonar (ou reestruturar) a sua dívida. Poucos cálculos aritméticos são necessários para se verificar que o país não terá condições de honrar seus compromissos, apesar de já ter jogado quase 25% de sua população economicamente ativa no desemprego. Portugal e Espanha dependerão da "boa vontade" do mercado, coisa que não existe na prática. Irlanda está quebrada também. Até mesmo a França tem lá suas imbricações entre o sistema financeiro e seu setor produtivo, uma fonte constante de problemas para a higidez do sistema financeiro. Muitas análises ainda trazem estimativas/avaliações sobre as possibilidades de Grécia, Portugal, Espanha e cia. voltarem a ter paz para obter crédito. Tais avaliações não passam de uma cortina de fumaça sobre a realidade. Tudo com anuência da Alemanha, a sócia rica da UE e eterna fonte de problemas para a efetivação de uma política econômica consolidada no Velho Continente. Os alemães, quando o assunto é economia, se comportam como uma raça superior. Infelizmente. A tensão vai continuar.


Obama pede, os republicanos respondem


Enquanto Obama pavimenta seu caminho para disputar a reeleição, também pede que os republicanos que aceitem aumentos de impostos para minimizar os efeitos do gigantesco déficit fiscal utilizado para salvar o país do colapso de seu sistema financeiro. A resposta republicana vem em doses pouco homeopáticas: aponta o corte para os programas de universalização da saúde e da previdência. Algo duro para os democratas. A possibilidade mais efetiva é que tudo fique "no meio do caminho", nem muito ao déficit e nem muito aos impostos. O que significa que a dívida pública do país vai continuar gravitando acima de seu PIB, algo como US$ 14 trilhões. Neste ambiente, a coisa mais provável de ocorrer é o pessimismo continuar em alta no país.


(Por Francisco Petros e José Marcio Mendonça)

domingo, 10 de julho de 2011

PARABÉNS, FILHA!



Parabéns prá você, minha doce Marguê! Neste dia em que aniversarias, peço que Deus continue a te cobrir com suas bençãos, aspergindo sobre o teu ser o óleo da bem-aventurança.

Marguerrite Freire Bonfim, a Marguê, tem um coração mineral, uma alma generosa. Sua radiosa mente é um pomar de sonhos! Sonhos doirados! Imagino que nasceu de uma costela telúrica minha, se é que a tenho. Ou do ventre abençoado de sua mãe, uma fibrosa mulher. Quem sabe da combinação harmoniosa das duas!...

Desde as espumas flutuantes da sua infância que identificamos sua inclinação oceânica, o marítimo amor que carrega. Congênito é o gosto pelo cultivo das plantas permanentes que alimentam sua flora humanística. É um manancial de doçura.

Incorrigivelmente solidária, é capaz de gestos de profunda doação em favor de quem necessite. É, porém, uma flor possessiva em relação aos que ama. Deixou a árvore da pureza assentar suas raízes colossais no recanto mais profundo de si mesma.

Nos campos da infância, era sinônimo de bem-me-quer, malmequer. Batia e afagava com igual intensidade. Hoje, esparrama-se em delicadezas. É um vulcão de bondade.

Destemida amante da família, quando se depara com um parente adora perscrutar sobre qual galho do pau d’arco genealógico pertence.

Como um isolado penhasco de saudade, gosta de se recolher à camarinha doméstica. Aí se sente mais livre. Talvez seu faro de pássaro tema a gaiola da vida externa...

Nos últimos tempos, tem escalado com fervor os monólitos da superação. Já remove, sozinha, os arenitos do caminho e mira o sol de frente. Alimenta o desejo de firmar-se em uma carreira que possa servir os semelhantes.

Minha bela Margarida, desejo que o Homem de Nazaré – fermento na massa, sal da terra, luz do mundo - te ajude a palmilhar essa vereda fulgurante, ladrilhada com pedrinhas de brilhantes. Pois eu te amo. Parabéns, filha!


Júnior Bonfim