Uma infelicidade
Em Caruaru, PE, o Coronel João Guilherme, senador estadual e chefe político, comprou a um matuto um cavalo de sela. Cavalo bonito, mas com a pálpebra caída. Cego de uma das vistas. Ao descobrir o logro, o Coronel ficou indignado. Fez vir à sua presença o espertalhão. Ameaçou-o de cadeia.
- Você teve a coragem de me vender um cavalo cego dum olho! Isso é uma falta de seriedade! Você fez negócio com um homem e não com um tratante da sua laia! Por que você não teve a franqueza de me dizer que o cavalo tinha esse defeito?
- Mas, seu Coronéu, Vamincê me desculpe que eu lhe diga: o cavalo que eu lhe vendi não tem defeito, não!
- Não tem defeito? Não tem defeito? Então, você acha que um cavalo cego dum olho não tem defeito?
- Seu Coronéu, Vamincê me desculpe, mas eu acho que não tem não! Ser cego não é DEFEITO: ser cego é uma INFELICIDADE...
(Historinha de Leonardo Mota em Sertão Alegre)
O estilo Dilma
A presidente Dilma começa a imprimir marca forte ao governo. E que marca é esta? Gestão. Por todos os lados, os conceitos-chave são: controle, monitoramento, cobrança. Um olho aqui, outro ali. Para enfrentar distúrbios gerados pelo agravamento da crise mundial, a presidente determina corte em receitas extras. E assim o país economiza R$ 10 bilhões. Esta semana, Dilma recomeça o périplo pelos Estados. Não o faz no estilo Lula, com subidas aos palanques e discursos exacerbados, mas com palavras medidas. O esforço para escapar do corredor de pressões e contrapressões do Congresso é visível. Não quer ficar refém das circunstâncias. Conta com a ajuda do vice, Michel Temer. A fixação de um estilo próprio vai sendo desenvolvida de maneira natural, de forma a não amedrontar parceiros e correligionários, saudosos dos tempos fartos de Lula.
Aécio vai à rua
Aécio Neves abre um segundo ciclo em sua vida senatorial. Digamos que o primeiro tenha se fixado na lição de casa, no estudo das ideias correntes, dos grupos que se formam ali nos corredores do Salão Azul do Senado. Aécio chegou a fazer dois discursos fortes. Um deles teve como foco uma análise do governo Dilma. Mas não tem usado a contundência de que José Serra tem se valido para bater no governo. Aécio mede as coisas no seu tempo. Pensar em ser uma espécie de candidato curinga, capaz de atrair gregos e troianos, ou seja, a base oposicionista e parte da base aliada. Sonha em fazer aliança com PMDB e PSB, onde tem muitos amigos. O novo ciclo de Aécio será dedicado a contatos, articulação, viagens pelos Estados e mais presença nos polos decisórios e midiáticos do país, a partir de São Paulo.
A lei da liderança: é melhor ser o primeiro do que ser o melhor. (Al Ries& Jack Trout)
José Serra
José Serra está consciente do que lhe resta como opção na esfera política: a vaga de candidato das oposições em 2014 para a presidência da República. Serra afasta a ideia de se candidatar a prefeito. Queria, isso sim, que Aloysio Nunes Ferreira fosse o candidato. Mas este refuga. Está feliz e tranquilo no Congresso. Serra é um político racional que adora fazer contas. Teme sua alta rejeição como candidato à prefeitura. Bem perto da rejeição da Marta, por volta dos 30%. Como candidato a prefeito, chegou a registrar, em cartório, um documento dando conta de seu compromisso de continuar até o final do mandato. Foi eleito prefeito e deixou o cargo no meio para se candidatar ao governo. Receia que todas essas histórias venham à tona. Sob essa moldura, Serra divisa os horizontes de 2014. Um rio nunca corre duas vezes no mesmo lugar. Daqui a três nos, o Brasil se banhará em outras águas. Aperta-se, a cada dia, o beco de Serra na vida política. Em contraponto, alarga-se a via de Aécio.
Sopro de renovação
Os ventos da política sopram na direção dos horizontes da renovação. Para onde se olhe, aparece uma figura nova, um perfil com as vestes do novo. São Paulo deverá ser o espelho mais largo dessa tendência. Fundamento da alternativa: água transbordando no copo da mesmice; saturação dos velhos discursos; rejeição de velhas figuras; obsolescência dos discursos bolorentos; oxigenação de pulmões intoxicados pela fumaça do passado. Teremos, em 2012, um amplo espectro de perfis novos.
PSDB versus PT
Luiz Inácio Lula da Silva é o arquiteto-mor da construção petista nos amplos espaços de 2012 com vista para os horizontes de 2014. Lula montou um Instituto em São Paulo para legitimar as operações políticas que aprecia desenvolver. Uma boa grana, ele já acumulou, fruto de palestras pagas a peso de ouro. E continuará a locupletar o cofre. Mas a atenção central se volta para o pleito de 2012. O ex-presidente quer fazer a maior baciada de prefeitos da história do PT, uma meta em torno de 2 mil. Hoje, quem tem mais prefeito é o PMDB, com 1.200. Lula imagina que, tendo a maior fatia de prefeitos nas bordas do território, poderá vir de lá com tudo em 2014. Claro, Dilma ou ele.
Não há coisa tão segura como a humildade nem mais arriscada do que a soberba. (Padre Manuel Bernardes)
Dilma ou Lula?
Ora, a presidente é a candidata natural em 2014. Mas será uma personagem rodeada de circunstâncias, dentre elas, a configuração da nossa economia ante a moldura da crise intermitente que se projeta nos quadrantes do planeta. A economia é a locomotiva que puxará o trem da política. Significando: maior ou menor conforto social; mais vazios ou mais cheios os bolsos das classes médias; maior ou menor PNBF, Produto Nacional Bruto da Felicidade; maior ou menor satisfação com os serviços públicos, particularmente nos mais de 2 mil municípios acima de 50 mil e até 100 mil habitantes; maior ou menor segurança nas metrópoles. Qualquer que seja o candidato, essa paisagem é que medirá a pressão e o tamanho das urnas dos candidatos.
Lula na água corrente
Já lembrei anteriormente: o rio nunca corre duas vezes no mesmo lugar. As águas estão sempre se renovando. Uma pessoa nunca atravessa um rio duas vezes no mesmo lugar. Lula pensa que o Brasil de 2014 será o mesmo de 2006 ou de 2002. Ele imagina que tendo o mesmo discurso, desenvolvendo no palco o mesmo papel, fazendo a mesma performance, chegará novamente ao mesmo altar da glorificação. Improvável. Claro, em política, tudo pode acontecer, mesmo o imponderável cedendo temporariamente lugar ao previsível.
No plural
Eneas da Cruz Nunes foi nomeado funcionário público. Saiu no Diário Oficial "Ênea". Correu ao governador do Rio de Janeiro: "governador, quero que o jornal conserte. Todo mundo sabe que meu nome é no plural".
Nêumanne e Lula
José Nêumanne Pinto lançou o mais contundente livro sobre Luiz Inácio Lula da Silva: "O Que Sei de Lula". Trata-se de um precioso relato sobre o mito e o homem. Ou a escalada de um perfil conservador que, por qualidades e méritos, conseguiu driblar a massa dos atores políticos para aparecer como, diz o autor, no mais competente e genial político brasileiro de todos os tempos. A obra é arrojada. Atém-se aos fatos. Que viu, ouviu de fonte direta, ou resgata de fontes indiretas. Emerge o perfil de Lula, emoldurado por um jogo de cores que assombra apenas os desavisados: o conservador/reacionário; o oportunista que se aproveita da teoria da mais-valia para auferir benefícios, engabelando companheiros; o comunicador e o conciliador, que sempre tirava proveito de abordagens divergentes que ele mesmo incentivava; o governante que "comprou" a governabilidade (o mensalão? Coisa corriqueira do Caixa 2); enfim, o homem que aprendeu com as derrotas e utilizou o poder até o limite.
Uma obra de peso
Já se produziram muitos livros sobre Lula, alguns citados por Nêumanne. Mas a obra produzida pela verve do poeta, escritor e, sobretudo, pela aguda percepção do acurado e inquieto repórter é, seguramente, a mais abrangente. E densa. Pela teia de fios e relações que estabelece em torno do retirante "filho do Brasil dos pais canalhas, que sobreviveu por obra e graça das mães heroínas, quase mártires"; por mostrar que Lula é "filho da mentalidade brasileira que produziu JK: a pressa que levou à imperfeição, a opção pelo ocasional em detrimento do permanente, do que pode vir para ficar, a submissão ao charme, ao encanto pessoal..."; por saber abrir canais proveitosos com os "300 picaretas" da Câmara; por ser "muito maior que o PT, este é que não sabia"; e pela insensibilidade demonstrada ante os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT, envolvidos em tramas sórdidas, conforme se depreende do pungente relato ouvido de familiares dos ex-prefeitos de Santo André e Campinas.
"Nunca antes..."
De fato a fato, na esteira de uma narrativa plena de nomes, datas e enredos, Nêumanne entra nas profundezas da administração petista para concluir que sua prática "tem sido a reafirmação de tudo o que de nobre e sórdido a política profissional tem produzido no Brasil desde os tempos da Colônia até hoje". Moldura convenientemente pintada com a maior falácia de todos os tempos do marketing político: "nunca na história desse país".
Baixinho, argila segredou ao oleiro que a trabalhava: "não esqueças que já fui como tu... não me maltrates". (Omar Kháyyán)
PSDB versus PT?
Há quem aposte que o clima eleitoral de 2012 será medido pela "eterna" polarização entre PSDB e PT. Em algumas praças, isso até pode ocorrer. São Paulo, capital, é, por excelência, o espaço dessa renhida luta. Mas sinais de esgotamento dessa possibilidade já aparecem. Inclusive, por meio de iniciativas suprapartidárias, como a integração de ações federais e estaduais, como é o caso do Brasil sem Miséria, lançado no Palácio dos Bandeirantes, com a presença da presidente Dilma, governador Geraldo Alckmin e Fernando Henrique.
Cronograma da copa
Discurso do governo sob foco da lupa: 9 estádios para a Copa de 2014 ficarão prontos até dezembro de 2012; as obras nos aeroportos serão concluídas em 2013; e 6 aeroportos já começaram as obras de ampliação/modernização. E 5 estão em fase de licitação. Vamos acompanhar o cronograma.
Chove por aqui
Agamenon Magalhães, interventor de Pernambuco. A seca assolava o Nordeste. De repente, começou a chover na região do São Francisco. Um prefeito aproveitou para bajular: "chove copiosamente na região graças à profícua administração de V.Excia". Agamenon não teve dúvidas. Demitiu o alcaide.
Lupa da FIESP
Aliás, a FIESP planeja formar um amplo Observatório sobre a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Com destaque para cronogramas de obras, preparação de sistemas de segurança, avaliação de pontos fortes e pontos fracos em cada cidade que sediará os eventos.
Pé de pezão na estrada
O mais certeiro nome para a candidatura ao governo, em 2014, é o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Na verdade, é o executor dos programas. Sérgio Cabral é o Relações Públicas/Embaixador do Governo. Pezão vai ao campo, controla, fiscaliza, cobra, toma providências. Cabral, vez ou outra, entre suas inúmeras viagens internacionais, acompanha Pezão.
Eu e Deus
O "causo" ocorreu em Conchas/SP. Era a audiência de um processo - requerimento do Benefício Assistencial ao Idoso para um senhor alto, velho, magro, negro, humilde e muito simpático, tipo folclórico da cidade. Antes da audiência, o advogado lembrou ao seu cliente para afirmar perante o juiz morar sozinho e não ter renda para manter a subsistência. Nisso residia o sucesso da causa. Na audiência, veio a pergunta:
- O senhor mora sozinho?
- Não! respondeu ele (o advogado sentiu que a coisa ia degringolar).
- Hum, não? Então, com quem o senhor mora?
- Eu e Deus, respondeu o matreiro velhinho.
O advogado tomou um baita susto. Mas a causa foi ganha. O juiz considerou procedente ação.
(Historinha enviada por Éder Caram e contada pelo pai dele)
Conselho à presidente Dilma
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos tucanos. Hoje, sua atenção se volta à presidente Dilma:
O governo carece de uma ampla pauta positiva, após a bateria de denúncias, escândalos e trocas de ministros. A sociedade clama por melhoria de serviços sociais, educação mais qualificada, sistema de saúde aparelhado para atender as demandas, segurança pública de maior envergadura para atenuar as ondas de violência e criminalidade. Nessa direção, algumas sugestões parecem óbvias:
1. Convocar as áreas responsáveis pelas ações e programas nas frentes sociais e cobrar um amplo conjunto de ações com vistas às demandas mais imediatas;
2. O governo pode se amparar em sistemas de mutirões para sanar as dificuldades nas estruturas de atendimento social, a partir do sistema de saúde;
3. Abrir pontes largas com a sociedade organizada, convocando entidades representativas de grupos organizados para ouvir demandas e reclamações, acolher sugestões e tomar as providências necessárias e imediatas. Exemplo: posicionar o governo face aos problemas enfrentados nas áreas dos Planos de Saúde e demandas dos grupos profissionais?
(Gaudêncio Torquato)
Este espaço se quer simples: um altar à deusa Themis, um forno que libere pão para o espírito, uma mesa para erguer um brinde à ética, uma calçada onde se partilhe sonho e poesia!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
SOU FILHA DO REI
Nasci na terra da luz
Pegando sol na moleira
Tomando banho de açude
Pulando da ribanceira
Brincando de tibungar
Nos rios do meu lugar
Na meninice brejeira.
*
Em noite de lua cheia,
Sob o luar do sertão
Serenatas escutei
Nos acordes da paixão
Presente de namorados,
Poéticos, apaixonados,
Escravos do coração.
*
Feliz eu era e sabia
Nas terras de Alencar
No leque da carnaúba
Ouvia o vento cantar
Assobiando bonito
No entre palmas um agito
Formando um grácil bailar.
*
Nasce detrás de um serrote,
O rei sol na minha terra,
Mas na boquinha da noite
Quanta beleza ele encerra
Com a sua vermelhidão
Tinge de rubro o sertão
E se esconde atrás da serra.
*
No sertão do Ceará
Eu nasci e me criei.
Já andei por muitos reinos
Mas lá sou filha do rei!
No condado de Ipueiras
Depois de romper barreiras
Meu palacete montei.
--
Dalinha Catunda
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
50 ANOS DE MISTÉRIO
Esmerino Arruda esteve no centro dos acontecimentos que antecederam a renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Ele garante: se a carta tivesse passado por suas mãos mudaria a história, rasgando-a.
Era madrugada de 25 de agosto de 1961, exatos 50 anos atrás. Deputado federal pelo Ceará, Esmerino Arruda tomava uísque na casa do então ministro da Justiça, Pedroso Horta. Saiu de lá às 4 horas e seguiu para descansar no Palace Hotel. Nem imaginava as surpresas que o dia lhe reservava. Chegou às 11 horas à Câmara Federal, quando o deputado Abelardo Jurema lia um texto para a Casa lotada. “Um alvoroço doido”. Para seu espanto e dos colegas, era a carta de renúncia do presidente Jânio Quadros.
“Foi uma decepção muito grande. Como é que o sujeito renuncia sem dar satisfação a ninguém?”, questiona. Para Esmerino, ninguém na festa, que teve início na noite do dia 24 e varou a madrugada, podia prever a atitude que Jânio Quadros estava prestes a tomar. Se estivesse na Casa no momento em que a carta chegou, ele acredita que teria mudado a história. “Se eu estivesse lá, tinha rasgado essa renúncia”, admite.
Hoje, com 89 anos, ainda ativo na política e prefeito licenciado de Granja, Esmerino tem suas teorias para explicar a atitude de Jânio. Para ele, tratou-se de uma tentativa fracassada de “golpe”.
Por dentro
Esmerino Arruda trabalhou na campanha do “Vassourinha” e sabia dos bastidores. Presidente e vice-presidente eram eleitos em votos diferentes. Oficialmente, Jânio declarava apoio a Milton Campos para ser seu vice. “Mas ele mandava a gente botar (apoio a João Goulart) por trás. Era Jan Jan, Jânio e Jango”, conta Esmerino, mostrando a foto do veículo usado na campanha com os nomes de Jânio Quadros e João Goulart como se formassem uma chapa única.
No entender de Esmerino, quando Jânio decidiu apoiar Jango como vice, já estava “maquinando” a renúncia. “Jango não tinha a simpatia dos militares e Jânio sabia que as forças armadas não o aceitavam. Ele fantasiou a renúncia achando que ninguém ia aceitar. Já fez isso de malandro”, interpreta Esmerino. João Goulart havia viajado para China. Seria o momento perfeito. Jânio imaginava que o povo e os militares não aceitariam sua renúncia e clamariam por sua volta. “Se voltasse, Jânio ia pedir plenos poderes”, especula Esmerino. Não foi o que aconteceu.
O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzili, assumiu a presidência. O povo também não reagiu. Segundo Esmerino, os militares dificultaram a entrada de João Goulart ao país, retardando sua posse.
Na sua lembrança, Jânio era um homem de grande autoridade, muito inteligente, falava corretamente o português, tinha o prestígio dos militares, mesmo que tivesse desagradado a classe quando condecorou Che Guevara e recebeu a visita de Fidel Castro. Tinha oscilações de humor. “Ele era uma pessoa estranha. Mudava da água pro vinho, coisa de doido”, ri.
Jânio foi vereador, deputado estadual, prefeito da maior cidade da nação, São Paulo, governador, deputado federal e chegou a presidente da República, num curto intervalo de tempo. Governou o país por apenas sete meses. No reencontro com Jânio, Esmerino não se satisfez com as explicações. “Falei com ele depois, mas ele não se justificava, sabe? Dizia que foi por forças ocultas. Mas isso não existia”, garante.
Lucinthya Gomes
lucinthya@opovo.com.br
(Publicado no Jornal O POVO, em 25.08.2011)
“UM POUCO DE CIÊNCIA NOS AFASTA DE DEUS… MUITO, NOS APROXIMA"
Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo a seu lado um jovem universitário que lia um livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.
Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos… Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal.
Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas me deixe o seu cartão, que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma “ameba bêbada”… No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas – Universidade Nacional da França – Cartão de visitas.
- Fato verdadeiro ocorrido em 1892 e integrante da biografia de Pasteur.
‘Um pouco de ciência nos afasta de Deus… Muito, nos aproxima.’
- Louis Pasteur.
(Enviado por Raimundo Cândido)
Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos… Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal.
Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas me deixe o seu cartão, que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma “ameba bêbada”… No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas – Universidade Nacional da França – Cartão de visitas.
- Fato verdadeiro ocorrido em 1892 e integrante da biografia de Pasteur.
‘Um pouco de ciência nos afasta de Deus… Muito, nos aproxima.’
- Louis Pasteur.
(Enviado por Raimundo Cândido)
HOJE É O DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO
LEI Nº 7.488, DE 11 DE JUNHO DE 1986
Institui o "Dia Nacional de Combate ao Fumo".
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte lei:
Art. 1º O Dia Nacional de Combate ao Fumo será comemorado, em todo o território nacional, a 29 de agosto de cada ano.
Parágrafo único. O Poder Executivo, através do Ministério da Saúde, promoverá, na semana que anteceder aquela data, uma campanha de âmbito nacional, visando a alertar a população para os malefícios advindos com o uso do fumo.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 11 de junho de 1986; 165º da Independência e 98º da República.
JOSÉ SARNEY
Roberto Figueira Santos
Institui o "Dia Nacional de Combate ao Fumo".
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte lei:
Art. 1º O Dia Nacional de Combate ao Fumo será comemorado, em todo o território nacional, a 29 de agosto de cada ano.
Parágrafo único. O Poder Executivo, através do Ministério da Saúde, promoverá, na semana que anteceder aquela data, uma campanha de âmbito nacional, visando a alertar a população para os malefícios advindos com o uso do fumo.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 11 de junho de 1986; 165º da Independência e 98º da República.
JOSÉ SARNEY
Roberto Figueira Santos
sábado, 27 de agosto de 2011
QUER SE RELACIONAR BEM? NO MÍNIMO...
…se não consegue extinguir, pelo menos diminua sua expectativa em relação aos outros. Amar, pressupõe aceitar a pessoa como ela é;
…tem algo para resolver, resolva. Não guarde, não espere o outro falar, tome a iniciativa, abra o diálogo. Não espere que o outro perceba ou interprete o que você sente. Procure e fale;
...ouça com atenção, inclusão e silêncio. Inclua o outro através de uma “escutatória” que acolha de fato o que se está dizendo. Quem só sabe falar, não está preparado para se relacionar;
…seja pródigo(a) em elogios e econômico(a)em críticas. A legitimidade para criticar vem de uma caminhada de presença e reconhecimento. E ninguém aguenta um crítico de plantão;
…aprenda com as dificuldades e defeitos, mas minimize o impacto disso, enquanto forem menores do que as virtudes. E são menores. Não deixe de aprender com sua própria dificuldade e a do outro, mas minimize;
…saiba que toda situação é transitória, tanto as boas, quanto as ruins. Sua decisão de como vai passar por ela determinará seu sucesso ou insucesso, independente da circunstância. E a busca pelo “sucesso interior” é sempre a melhor decisão. “Não importa o que a vida fez com você, mas o que você faz com o que a vida fez com você”;
…não lamente o passado. Aprenda, mas não faça dele um fantasma que imobiliza e assombra sua relação presente ou o presente de tua relação;
…não esconda coisas profundas de pessoas com as quais quer estabelecer relacionamentos profundos. O diabo domina as sombras, mas Jesus é o Senhor da luz. Traga as coisas para a luz, confesse, elucide, conte. Elimine a possibilidade do outro “descobrir” algo sem ser por você mesmo(a);
…considere que o futuro do pretérito e o pretérito do subjuntivo não existem e, quando os inserimos em nossas vidas, vivemos lamentado o que “poderia ter sido”. Se poderia, não foi. Se poderia, não pode mais… Afirmações como “se você tivesse”, “se você fizesse” fazem muito mal. “Se” não existe;
…emancipe o outro. Que o outro seja uma pessoa melhor por estar com você, do que seria se não se relacionasse contigo. Quer ser uma pessoa melhor, faça do outro um “outro” melhor;
…nunca se familiarize com detalhes que, apesar de detalhes, são importantes. Fale sempre: “por favor” e “obrigado”; Bastante: elogios e expressões de carinho; De vez em quando: escreva uma carta pessoal;
… seja cordial e educado(a) com todos. Trate gente como gente deve ser tratada. Qual o nome do porteiro do seu prédio, de seu vizinho, do garçom que sempre te atende? Certamente o nome de seu chefe você sabe né?! Pergunte o nome, olhe nos olhos, aperte a mão com firmeza e singeleza.
Por hoje é só!
(Enviada por Arnaud Cavalcante)
…tem algo para resolver, resolva. Não guarde, não espere o outro falar, tome a iniciativa, abra o diálogo. Não espere que o outro perceba ou interprete o que você sente. Procure e fale;
...ouça com atenção, inclusão e silêncio. Inclua o outro através de uma “escutatória” que acolha de fato o que se está dizendo. Quem só sabe falar, não está preparado para se relacionar;
…seja pródigo(a) em elogios e econômico(a)em críticas. A legitimidade para criticar vem de uma caminhada de presença e reconhecimento. E ninguém aguenta um crítico de plantão;
…aprenda com as dificuldades e defeitos, mas minimize o impacto disso, enquanto forem menores do que as virtudes. E são menores. Não deixe de aprender com sua própria dificuldade e a do outro, mas minimize;
…saiba que toda situação é transitória, tanto as boas, quanto as ruins. Sua decisão de como vai passar por ela determinará seu sucesso ou insucesso, independente da circunstância. E a busca pelo “sucesso interior” é sempre a melhor decisão. “Não importa o que a vida fez com você, mas o que você faz com o que a vida fez com você”;
…não lamente o passado. Aprenda, mas não faça dele um fantasma que imobiliza e assombra sua relação presente ou o presente de tua relação;
…não esconda coisas profundas de pessoas com as quais quer estabelecer relacionamentos profundos. O diabo domina as sombras, mas Jesus é o Senhor da luz. Traga as coisas para a luz, confesse, elucide, conte. Elimine a possibilidade do outro “descobrir” algo sem ser por você mesmo(a);
…considere que o futuro do pretérito e o pretérito do subjuntivo não existem e, quando os inserimos em nossas vidas, vivemos lamentado o que “poderia ter sido”. Se poderia, não foi. Se poderia, não pode mais… Afirmações como “se você tivesse”, “se você fizesse” fazem muito mal. “Se” não existe;
…emancipe o outro. Que o outro seja uma pessoa melhor por estar com você, do que seria se não se relacionasse contigo. Quer ser uma pessoa melhor, faça do outro um “outro” melhor;
…nunca se familiarize com detalhes que, apesar de detalhes, são importantes. Fale sempre: “por favor” e “obrigado”; Bastante: elogios e expressões de carinho; De vez em quando: escreva uma carta pessoal;
… seja cordial e educado(a) com todos. Trate gente como gente deve ser tratada. Qual o nome do porteiro do seu prédio, de seu vizinho, do garçom que sempre te atende? Certamente o nome de seu chefe você sabe né?! Pergunte o nome, olhe nos olhos, aperte a mão com firmeza e singeleza.
Por hoje é só!
(Enviada por Arnaud Cavalcante)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
EDMILSON PROVIDÊNCIA LANÇA LIVRO E CD
A Academia de Letras de Crateús tem se constituído em celeiro de revelação de talentos literários na cidade beijada pelo Rio Poty.
Edmilson Providência, que a integra, estará vivendo a especial emoção de lançar um livro - Sertanejo, Oh! Xente - pela vez primeira às 19:00 hs do sábado de 10 de setembro.
Parabéns!
**********************************************
O Cabra da Peste do Providência,
Poeta-compositor de competência,
se presta a sua terra, a sua gente
exaltando um centenário, Oh, Xente!
Parabéns, ao amigo Edmilson!
(Raimundo Candido)
SALVO PELA GENTILEZA
Conta-se uma história de um empregado em um frigorífico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?.
Ele explicou:
Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse“Bom dia” quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei..
Pergunta: E VOCÊ, SERIA SALVO?
(enviada por Arnaud Cavalcante)
DECISÃO LIMITA EM 10% TAXA PARA REMARCAR PASSAGEM AÉREA
A companhia aérea TAM vai recorrer da decisão da Justiça Federal que limitou em 10% do valor da passagem a tarifa para remarcação e cancelamento de bilhetes. A decisão judicial, publicada nesta quinta-feira (25/8) no Diário Oficial da União, atendeu a pedido do Ministério Público Federal, que denunciou a cobrança de tarifas de até 80% pelas alterações.
Em nota, a TAM informou que discorda da decisão da Justiça e que já entrou com recurso contra a limitação na cobrança. "Sobre as atuais taxas para a remarcação de passagens, a companhia informa que hoje os valores para remarcação de bilhetes variam de acordo com o tipo de voo — domésticos ou internacionais — e com os perfis de tarifa do bilhete adquirido, sendo que os clientes são informados sobre as condições da tarifa no momento da compra do bilhete."
Já a companhia aérea Gol, que também foi condenada, informou que "só se manifestará nos autos do processo".
Entidades representativas das agências de turismo comemoraram a decisão da Justiça e consideram a medida um avanço na defesa dos direitos dos usuários de serviços de transporte aéreo. "Embora seja cedo para festejar, pois cabe recurso, o fato constitui um marco na proteção ao consumidor, de quem vem sendo cobradas diversas taxas criadas ao bel-prazer das empresas", segundo nota de representantes do setor, entre elas a Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo e Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas.
"Que venha, agora, a eliminação das taxas cobradas a título de segurança, combustível, assento confortável, entre outras. Obrigações básicas do transporte aéreo, mas cobradas como se fossem exceções", pedem os representantes das agências. Com informações da Agência Brasil.
Revista Consultor Jurídico, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
CONJUNTURA NACIONAL
O promotor e o senador
Participando de uma solenidade na cidade de Jardim de Piranhas, no Seridó, o senador Dinarte Mariz é ovacionado por dezenas de pessoas. Uma festa de popularidade. Integrando o evento, um jovem promotor público é apresentado ao "Velho Dida", apelido carinhoso dado ao senador. O cumprimento passa da formalidade.
- Senador, eu soube que o senhor teve pouco estudo. Imagino se tivesse estudado, o que o senhor não seria, hein? - comenda o promotor, sem qualquer má-fé.
Com seu jeito espontâneo e inteligência à produção de frases lapidares, instantaneamente Dinarte emenda:
- Seria promotor em Jardim de Piranhas...
(Carlos Santos - "Só Rindo 2")
E mais esta do mesmo contador de "causos"
Governador do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz chega com pompa a Macau. A cidade faz festa para recebê-lo à inauguração da cadeia pública. O prefeito Venâncio Zacarias, advindo do movimento sindical salineiro, empresta sua eloquência à recepção da autoridade no evento:
- Governador, a cadeia está inaugurada e o senhor pode se sentir em sua "casa".
Sinais de um tempo
Muita fumaça continua a empanar a imagem da Esplanada dos Ministérios. A bateria de denúncias agora se volta contra o Ministro das Cidades, Mário Negromonte, do PP, atingido pela acusação de ter implantado um "mensalão" com o objetivo de cooptar o apoio de correligionários. Surpreende o fato de surgir essa execrável figura do "mensalão", depois que esse instrumento fracionou a imagem do PT, nos tempos do todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu. Seria isso possível? Na verdade, a competitividade intra e inter partidos está mais incrementada. Sinais de um tempo em que ninguém tem mais vergonha de criar e engordar os bichos que se alimentam na mesa da corrupção.
Turismo na mira
O bombardeio sobre o Ministério do Turismo continua implacável, sob a tênue defesa de um grupo de parlamentares que alega não haver nada que comprometa o ministro Pedro Novais. O ministro deverá permanecer no cargo. Balança mas não cai. Saiu-se muito bem no Senado, ontem. Blindado e amparado. Poderia, agora, ir a público e anunciar a suspensão de convênios suspeitos com organizações fajutas. Seria mesmo aconselhável que um rolo compressor fosse empurrado em todas as áreas para expurgar detritos e afastar as impurezas que assolam aquele pedaço da Esplanada. Não houve nenhum problema de convênios efetuados com organizações que fazem parte do Conselho Nacional do Turismo. Ministro Novais, separe o joio do trigo.
CPI da corrupção?
Difícil sair a CPI da corrupção porque a base governista no Senado a impede. O senador Cristovam Buarque (PDT), mesmo fazendo parte da base, promete buscar assinaturas para criar a CPI caso a presidente Dilma suspenda a faxina que faz em cozinhas e salas de estar de alguns Ministérios. Buarque, porém, usa essa promessa como aríete para abrir fendas nos desvãos da visibilidade.
Mendes, amigo
Mendes Ribeiro (PMDB-RS), elevado ao cargo de ministro da Agricultura, foi saudado pela presidente Dilma como velho amigo. Foi agraciado com uma forte palavra de confiança em seu trabalho.
Rossi, elogiado
Wagner Rossi, por sua vez, foi bastante elogiado pela presidente. Que agradeceu por duas vezes sua ação no comando do Ministério da Agricultura. Rossi era considerado um dos melhores ministros pela presidente Dilma.
PSDB sindicalista
O evento quase passou despercebido. O PSDB acaba de abrir um capítulo novo no livro de sua história. Partido elitista, cheio de intelectuais e professores, que circundam em torno do ex-presidente Fernando Henrique, começa a fincar eixos nos espaços do sindicalismo. O tucanato decidiu filiar trabalhadores e arrumar um discurso nesse meio, seguramente como contraponto ao contingente sindical que continua a manobrar importantes eixos do PT. O que estranha é o fato de que FHC, sempre que pode, aperta seu canhão contra o sindicalismo burocrático brasileiro, que mama nas tetas do Estado. O sociólogo, aliás, elegera esse vértice de poder como alvo predileto para treinar seu arsenal verborrágico. Agora, ao que parece, o PSDB entrou na teia.
Rose candidata?
Rose de Freitas (PMDB-ES) se movimenta para ser candidata do PMDB à presidência da Câmara. Desse modo, começa a obstruir os caminhos do líder do partido, Henrique Alves, "eterno" candidato àquele cargo. Ocorre que Henrique tem sido muito criticado por parcela da bancada peemedebista na Câmara por não consultar as bases e tomar decisões unilaterais. Rose de Freitas, por seu lado, sentindo o vácuo, começa a se mexer. Como vice-presidente da Câmara, acha-se no direito de reivindicar o comando da Casa. Foi assim, aliás, com Marco Maia, que substituiu o vice-presidente Michel Temer. O sonho de Henrique é o de presidir a Câmara. Se conseguir administrar a rebeldia de um grupo de deputados - uns 20 - pode voltar a sonhar.
PMDB sai de Furnas
O PMDB deixa mais um de seus tradicionais territórios. Desta feita, perde duas diretorias em Furnas. O atual presidente, Flávio Decat, quer formar sua equipe na estatal com nomes de sua confiança, conservando, porém, os quadros do PT. Mais uma fogueira a jogar fumaça nas relações PMDB/Governo.
Os lençóis de Bernardo
Ninguém pode se considerar seguro dentro da moldura ministerial. Mas o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pode ser a exceção. Marido da ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Bernardo demonstra tranquilidade com a informação de que usou, por mais de uma vez, o jato da construtora Sanches Tripoloni, empresa que recebeu do governo Federal R$ 267 milhões. Em nota, o ministro disse que usou aviões fretados durante a campanha de Gleisi ao Senado. E se houver provas de que teria pegado carona no avião da construtora? Se Paulo Bernardo faz uma nota com a ênfase que deu, é porque ampara-se em fortes argumentos. Sob pena de ser pego com a boca na botija. Não cometeria ele esse desatino. O ministro tenta se desvencilhar dos maus lençóis. E, ao que parece, vai conseguir.
Marta rebelde
Marta Suplicy, apesar de gostar de ser senadora, parece apreciar mais a paisagem do Vale do Anhangabaú. Quer porque quer voltar ao comando da maior capital do país. Lula a recebeu esta semana. E lhe disse com todas as letras que o PT precisa entrar na campanha de 2012 com uma "cara nova". Em outras palavras, Fernando Haddad. Lula também recebeu os "novatos" Carlos Zarattini e Jilmar Tatto, que também pleiteiam a candidatura à prefeitura. Claro, são caras novas, mas a nova cara que Lula quer emplacar é a do ministro da Educação, Fernando Haddad. Marta saiu da reunião, anunciando que é "candidatíssima". Forma de dizer, "vou lutar, mas sei que vou perder para o Lula". A rebeldia de Marta não será suficiente para enfrentar o deus petista. Bingo!
Palestras
Bill Clinton ganha em um ano dez vezes mais que ganhava como presidente. Faz 43 palestras em 14 países, cobrando entre 150 mil a 350 mil dólares, cada uma. Tony Blair, ex-primeiro ministro inglês, cobra ainda mais: em 36 horas nas Filipinas, com duas palestras, faturou 600 mil dólares, 9 mil por minuto. O que ele diz nessas palestras? Coisas como: a política realmente importa ; a religião é uma fonte de inspiração ou uma desculpa para o mal. E Lula, hoje, cobra entre 200 mil a 500 mil reais. Os ex-governantes enriquecem facilmente.
Negromonte, ser ou não ser?
Esta coluna apurou que Mário Negromonte, ministro das Cidades, tem os dias contados. O Planalto não quer um ministro que perdeu o apoio da bancada. Mas ele garante que não perdeu. A conferir!
Temer, algodão entre vidros
O vice-presidente da República, Michel Temer, intensifica sua atuação como bombeiro para apagar incêndios, a partir de seu próprio partido, o PMDB. A presidente Dilma o aciona constantemente. Temer acalma um grupo, aqui, põe um bandaid noutro, acolá. E assim, as feridas vão sendo cicatrizadas.
Campinas sob Vilagra
Campinas troca o dr. Hélio, do PDT, por Vilagra, do PT. O prefeito foi cassado, assume o vice Demétrio Vilagra. Que está carecendo de muita força para se manter firme no cargo. O vice defende as investigações do Ministério Público. O prefeito foi cassado por conta de infrações e atos de corrupção praticados na Sanasa, irresponsabilidade legal e política na defesa de bens e direitos do município no caso do parcelamento do solo e comportamento incompatível com o decoro do cargo. E Vilagra é acusado pelo Ministério Público dos supostos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e fraudes de licitações. Ele se defende: "Espero que eu seja absolvido de todos esses indícios. Sou uma pessoa limpa. Existe uma diferença entre ser investigado e ser culpado".
Grana em casa
Vilagra falou sobre os R$ 60 mil em dinheiro encontrados em sua casa. "Eu tenho receita (para ter o dinheiro)". E explica que guarda o dinheiro em casa porque na época do governo militar, quando era funcionário da Petrobras, foi impedido de poupar dinheiro. Adquiriu, então, o hábito de guardar dinheiro - hábito que mantém até hoje.
Lembrete: o prefeito Toninho, do PT, foi assassinado em setembro de 2001, na esteira de um episódio nebuloso. Tentativa de assalto (versão oficial) ou vingança política (versão oficiosa).
Cenários do amanhã
Aécio Neves seria o candidato tucano contra Lula. Se este, claro, quiser voltar. Serra não abandonou o sonho. Vai lutar para ser o candidato tucano caso a presidente Dilma pleiteie a reeleição. Antes, porém, há uma curva: São Paulo, capital. Mas quem o conhece bem garante: não vai se candidatar à prefeitura. Aécio tem um plano B. Voltar, em 2014, a se candidatar ao governo de Minas, pois Anastasia não poderá ser reeleito. Um olho de Aécio está virado para o Planalto, outro para a planície mineira. E Serra ficará na tocaia.
Aloysio Nunes
O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira poderá unir o governador Alckmin, o ex-governador Serra e o prefeito Kassab. É o único candidato a prefeito de São Paulo com esta condição. Nenhum outro tucano possui essa cola. Mas o senador está satisfeito com o Senado. Um paraíso. Ocorre que não perderá nada caso não tenha sucesso no pleito paulistano. Voltará ao Senado. E ele, sim, tem boas chances no pleito.
Caras novas
Este consultor tem dito e repetido: a campanha para a Prefeitura de São Paulo será muito diferente de outras. A começar pelas caras novas: Chalita, Haddad, D'Urso. Os debates ganharão uma linguagem nova. Lula, que respira política pelos poros, tem razão. O copo transbordou de gente velha. O povo quer ver caras novas.
Groucho
Diante de uma bela dama, Groucho Marx perguntou: "você quer se casar comigo? Você é rica?". E antes da moça responder, completava: "responda primeiro a segunda pergunta".
Conselho aos tucanos
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos partidos. Hoje, sua atenção se volta aos tucanos:
1. O momento político sugere a arrumação de um discurso de oposição. O PSDB ainda não o tem. Fazer CPI não é discurso, é barulho. Qual a ideia central do partido para o país?
2. O ex-presidente Fernando Henrique, com seu bom senso, dá apoio à faxina que a presidente Dilma faz na Esplanada dos Ministérios. Mas com seu gesto de boa vontade, cria uma ponte de aproximação/identificação com o governo. Será entendido como apoiador do governo.
3. O PSDB sempre careceu, e nunca conseguiu, formar uma base política com a militância das massas municipais e periféricas. Trata-se de um partido formado com o apoio das classes médias e do topo. Enquanto não descer à base da pirâmide, será sempre um partido de muitos caciques e poucos índios.
(Gaudêncio Torquato)
Participando de uma solenidade na cidade de Jardim de Piranhas, no Seridó, o senador Dinarte Mariz é ovacionado por dezenas de pessoas. Uma festa de popularidade. Integrando o evento, um jovem promotor público é apresentado ao "Velho Dida", apelido carinhoso dado ao senador. O cumprimento passa da formalidade.
- Senador, eu soube que o senhor teve pouco estudo. Imagino se tivesse estudado, o que o senhor não seria, hein? - comenda o promotor, sem qualquer má-fé.
Com seu jeito espontâneo e inteligência à produção de frases lapidares, instantaneamente Dinarte emenda:
- Seria promotor em Jardim de Piranhas...
(Carlos Santos - "Só Rindo 2")
E mais esta do mesmo contador de "causos"
Governador do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz chega com pompa a Macau. A cidade faz festa para recebê-lo à inauguração da cadeia pública. O prefeito Venâncio Zacarias, advindo do movimento sindical salineiro, empresta sua eloquência à recepção da autoridade no evento:
- Governador, a cadeia está inaugurada e o senhor pode se sentir em sua "casa".
Sinais de um tempo
Muita fumaça continua a empanar a imagem da Esplanada dos Ministérios. A bateria de denúncias agora se volta contra o Ministro das Cidades, Mário Negromonte, do PP, atingido pela acusação de ter implantado um "mensalão" com o objetivo de cooptar o apoio de correligionários. Surpreende o fato de surgir essa execrável figura do "mensalão", depois que esse instrumento fracionou a imagem do PT, nos tempos do todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu. Seria isso possível? Na verdade, a competitividade intra e inter partidos está mais incrementada. Sinais de um tempo em que ninguém tem mais vergonha de criar e engordar os bichos que se alimentam na mesa da corrupção.
Turismo na mira
O bombardeio sobre o Ministério do Turismo continua implacável, sob a tênue defesa de um grupo de parlamentares que alega não haver nada que comprometa o ministro Pedro Novais. O ministro deverá permanecer no cargo. Balança mas não cai. Saiu-se muito bem no Senado, ontem. Blindado e amparado. Poderia, agora, ir a público e anunciar a suspensão de convênios suspeitos com organizações fajutas. Seria mesmo aconselhável que um rolo compressor fosse empurrado em todas as áreas para expurgar detritos e afastar as impurezas que assolam aquele pedaço da Esplanada. Não houve nenhum problema de convênios efetuados com organizações que fazem parte do Conselho Nacional do Turismo. Ministro Novais, separe o joio do trigo.
CPI da corrupção?
Difícil sair a CPI da corrupção porque a base governista no Senado a impede. O senador Cristovam Buarque (PDT), mesmo fazendo parte da base, promete buscar assinaturas para criar a CPI caso a presidente Dilma suspenda a faxina que faz em cozinhas e salas de estar de alguns Ministérios. Buarque, porém, usa essa promessa como aríete para abrir fendas nos desvãos da visibilidade.
Mendes, amigo
Mendes Ribeiro (PMDB-RS), elevado ao cargo de ministro da Agricultura, foi saudado pela presidente Dilma como velho amigo. Foi agraciado com uma forte palavra de confiança em seu trabalho.
Rossi, elogiado
Wagner Rossi, por sua vez, foi bastante elogiado pela presidente. Que agradeceu por duas vezes sua ação no comando do Ministério da Agricultura. Rossi era considerado um dos melhores ministros pela presidente Dilma.
PSDB sindicalista
O evento quase passou despercebido. O PSDB acaba de abrir um capítulo novo no livro de sua história. Partido elitista, cheio de intelectuais e professores, que circundam em torno do ex-presidente Fernando Henrique, começa a fincar eixos nos espaços do sindicalismo. O tucanato decidiu filiar trabalhadores e arrumar um discurso nesse meio, seguramente como contraponto ao contingente sindical que continua a manobrar importantes eixos do PT. O que estranha é o fato de que FHC, sempre que pode, aperta seu canhão contra o sindicalismo burocrático brasileiro, que mama nas tetas do Estado. O sociólogo, aliás, elegera esse vértice de poder como alvo predileto para treinar seu arsenal verborrágico. Agora, ao que parece, o PSDB entrou na teia.
Rose candidata?
Rose de Freitas (PMDB-ES) se movimenta para ser candidata do PMDB à presidência da Câmara. Desse modo, começa a obstruir os caminhos do líder do partido, Henrique Alves, "eterno" candidato àquele cargo. Ocorre que Henrique tem sido muito criticado por parcela da bancada peemedebista na Câmara por não consultar as bases e tomar decisões unilaterais. Rose de Freitas, por seu lado, sentindo o vácuo, começa a se mexer. Como vice-presidente da Câmara, acha-se no direito de reivindicar o comando da Casa. Foi assim, aliás, com Marco Maia, que substituiu o vice-presidente Michel Temer. O sonho de Henrique é o de presidir a Câmara. Se conseguir administrar a rebeldia de um grupo de deputados - uns 20 - pode voltar a sonhar.
PMDB sai de Furnas
O PMDB deixa mais um de seus tradicionais territórios. Desta feita, perde duas diretorias em Furnas. O atual presidente, Flávio Decat, quer formar sua equipe na estatal com nomes de sua confiança, conservando, porém, os quadros do PT. Mais uma fogueira a jogar fumaça nas relações PMDB/Governo.
Os lençóis de Bernardo
Ninguém pode se considerar seguro dentro da moldura ministerial. Mas o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pode ser a exceção. Marido da ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Bernardo demonstra tranquilidade com a informação de que usou, por mais de uma vez, o jato da construtora Sanches Tripoloni, empresa que recebeu do governo Federal R$ 267 milhões. Em nota, o ministro disse que usou aviões fretados durante a campanha de Gleisi ao Senado. E se houver provas de que teria pegado carona no avião da construtora? Se Paulo Bernardo faz uma nota com a ênfase que deu, é porque ampara-se em fortes argumentos. Sob pena de ser pego com a boca na botija. Não cometeria ele esse desatino. O ministro tenta se desvencilhar dos maus lençóis. E, ao que parece, vai conseguir.
Marta rebelde
Marta Suplicy, apesar de gostar de ser senadora, parece apreciar mais a paisagem do Vale do Anhangabaú. Quer porque quer voltar ao comando da maior capital do país. Lula a recebeu esta semana. E lhe disse com todas as letras que o PT precisa entrar na campanha de 2012 com uma "cara nova". Em outras palavras, Fernando Haddad. Lula também recebeu os "novatos" Carlos Zarattini e Jilmar Tatto, que também pleiteiam a candidatura à prefeitura. Claro, são caras novas, mas a nova cara que Lula quer emplacar é a do ministro da Educação, Fernando Haddad. Marta saiu da reunião, anunciando que é "candidatíssima". Forma de dizer, "vou lutar, mas sei que vou perder para o Lula". A rebeldia de Marta não será suficiente para enfrentar o deus petista. Bingo!
Palestras
Bill Clinton ganha em um ano dez vezes mais que ganhava como presidente. Faz 43 palestras em 14 países, cobrando entre 150 mil a 350 mil dólares, cada uma. Tony Blair, ex-primeiro ministro inglês, cobra ainda mais: em 36 horas nas Filipinas, com duas palestras, faturou 600 mil dólares, 9 mil por minuto. O que ele diz nessas palestras? Coisas como: a política realmente importa ; a religião é uma fonte de inspiração ou uma desculpa para o mal. E Lula, hoje, cobra entre 200 mil a 500 mil reais. Os ex-governantes enriquecem facilmente.
Negromonte, ser ou não ser?
Esta coluna apurou que Mário Negromonte, ministro das Cidades, tem os dias contados. O Planalto não quer um ministro que perdeu o apoio da bancada. Mas ele garante que não perdeu. A conferir!
Temer, algodão entre vidros
O vice-presidente da República, Michel Temer, intensifica sua atuação como bombeiro para apagar incêndios, a partir de seu próprio partido, o PMDB. A presidente Dilma o aciona constantemente. Temer acalma um grupo, aqui, põe um bandaid noutro, acolá. E assim, as feridas vão sendo cicatrizadas.
Campinas sob Vilagra
Campinas troca o dr. Hélio, do PDT, por Vilagra, do PT. O prefeito foi cassado, assume o vice Demétrio Vilagra. Que está carecendo de muita força para se manter firme no cargo. O vice defende as investigações do Ministério Público. O prefeito foi cassado por conta de infrações e atos de corrupção praticados na Sanasa, irresponsabilidade legal e política na defesa de bens e direitos do município no caso do parcelamento do solo e comportamento incompatível com o decoro do cargo. E Vilagra é acusado pelo Ministério Público dos supostos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e fraudes de licitações. Ele se defende: "Espero que eu seja absolvido de todos esses indícios. Sou uma pessoa limpa. Existe uma diferença entre ser investigado e ser culpado".
Grana em casa
Vilagra falou sobre os R$ 60 mil em dinheiro encontrados em sua casa. "Eu tenho receita (para ter o dinheiro)". E explica que guarda o dinheiro em casa porque na época do governo militar, quando era funcionário da Petrobras, foi impedido de poupar dinheiro. Adquiriu, então, o hábito de guardar dinheiro - hábito que mantém até hoje.
Lembrete: o prefeito Toninho, do PT, foi assassinado em setembro de 2001, na esteira de um episódio nebuloso. Tentativa de assalto (versão oficial) ou vingança política (versão oficiosa).
Cenários do amanhã
Aécio Neves seria o candidato tucano contra Lula. Se este, claro, quiser voltar. Serra não abandonou o sonho. Vai lutar para ser o candidato tucano caso a presidente Dilma pleiteie a reeleição. Antes, porém, há uma curva: São Paulo, capital. Mas quem o conhece bem garante: não vai se candidatar à prefeitura. Aécio tem um plano B. Voltar, em 2014, a se candidatar ao governo de Minas, pois Anastasia não poderá ser reeleito. Um olho de Aécio está virado para o Planalto, outro para a planície mineira. E Serra ficará na tocaia.
Aloysio Nunes
O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira poderá unir o governador Alckmin, o ex-governador Serra e o prefeito Kassab. É o único candidato a prefeito de São Paulo com esta condição. Nenhum outro tucano possui essa cola. Mas o senador está satisfeito com o Senado. Um paraíso. Ocorre que não perderá nada caso não tenha sucesso no pleito paulistano. Voltará ao Senado. E ele, sim, tem boas chances no pleito.
Caras novas
Este consultor tem dito e repetido: a campanha para a Prefeitura de São Paulo será muito diferente de outras. A começar pelas caras novas: Chalita, Haddad, D'Urso. Os debates ganharão uma linguagem nova. Lula, que respira política pelos poros, tem razão. O copo transbordou de gente velha. O povo quer ver caras novas.
Groucho
Diante de uma bela dama, Groucho Marx perguntou: "você quer se casar comigo? Você é rica?". E antes da moça responder, completava: "responda primeiro a segunda pergunta".
Conselho aos tucanos
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos partidos. Hoje, sua atenção se volta aos tucanos:
1. O momento político sugere a arrumação de um discurso de oposição. O PSDB ainda não o tem. Fazer CPI não é discurso, é barulho. Qual a ideia central do partido para o país?
2. O ex-presidente Fernando Henrique, com seu bom senso, dá apoio à faxina que a presidente Dilma faz na Esplanada dos Ministérios. Mas com seu gesto de boa vontade, cria uma ponte de aproximação/identificação com o governo. Será entendido como apoiador do governo.
3. O PSDB sempre careceu, e nunca conseguiu, formar uma base política com a militância das massas municipais e periféricas. Trata-se de um partido formado com o apoio das classes médias e do topo. Enquanto não descer à base da pirâmide, será sempre um partido de muitos caciques e poucos índios.
(Gaudêncio Torquato)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
CENTENÁRIA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CRATEÚS - PATRIMÔNIO AMEAÇADO
Causa tristeza e indignação cruzar os caminhos de ferro à altura de nossa velha Estação Ferroviária. Quem, como eu, cruzou a linha dos cinquenta, e tem um pouco de poesia nas veias, não pode deixar que a tristeza lhe invada a alma ao ver a degradação criminosamente imposta a este belo e importante Patrimônio Histórico de nossa Cidade. Estes antigos trilhos de ferro, onde tantas memórias estão incrustadas, partiram de Camocim, chegaram aqui em 1912, a exatos cem anos, quando, de Vila Imperial, passamos à então Cratheús, tal qual está escrito em alto relevo no pardieiro principal, ali onde comprávamos os bilhetes, de primeira ou segunda classe... passaporte para mundos distantes, insondáveis, que víamos pelas janelas...
Antes o trem transportava passageiros e seu patrimônio material era tratado com zelo devido. Hoje o descaso e o abandono põem-no em ruínas. Aquilo que o tempo, por si só, leva à bancarrota não é reparado, e o que insiste em resistir ao seu labor a Empresa Ferroviária e atual Concessionária vai, aos poucos, sem que ninguém dê um pio, transformando em escombros.
Há pouco tempo atrás uns vagões carregados com enormes pneus arrebentaram os alpendres da lateral esquerda (sentido Crateús – Piauí) e a única providência da tal Empresa foi, depois de várias semanas, recolher o entulho, restos de telhas e madeiras, que foram abaixo num ato, a meu ver, de vandalismo institucionalizado – a Empresa tinha conhecimento prévio da impossibilidade do tráfego, dado o tamanho descomunal da mercadoria. Os belos alpendres, construídos em madeira- de- de- lei e antiga arquitetura denominada “Mão-Francesa” viraram ruínas. Com eles, também, um pouco de nossa história e dignidade... Este crime permanecerá impune? Até quando o interesse financeiro suplantará os valores históricos e mesmo material de um povo?...
Um carro em desgoverno bateu em galpão que funciona como oficina. A construção rija rachou, não caiu, foi por uns dias interditada, como continuou de pé, voltou a funcionar normalmente... as rachaduras expostas, como ossos fraturados, esperam, por certo, providências divina...
As velhas e inabaláveis pontes em ferro e aço, importadas da Inglaterra, resistem como podem, mas sofrem avarias em pontos vulneráveis. As chapas de zinco que cobriam os dormentes e facilitavam a passagem de pedestres há muito sumiram. Quem por lá se aventura (e não são poucos os desvalidos) andam em corda bamba sobre abismo tenebroso. Dormentes soltos, apodrecidos, fendas enormes, fazem o martírio de quem por lá trafega, sejam crianças ou velhinhos. O constante resfolegar das locomotivas completam o ato de terror a que são submetidos. À noite, à falta de iluminação e sinalização de advertência em caso de aproximação dos comboios, o terror ganha status de bandeira dois. Há quem diga e argumente que as pontes não foram projetadas para tráfego humano. Esquecem, os incautos, que, além de destituídos de asas, nossa pouca fé nos impossibilita de caminhar sobre águas, ainda que poluídas...
A Empresa Concessionária é protagonista ainda de outros tantos atos criminosos contra nossa gentil aldeia. Destruiu, sem nenhuma explicação, batentes outrora edificados para facilitar a vida de pedestres entre o Centro da Cidade e Bairro São Vicente. Alguém pode explicar tamanha e desumana barbárie?...
Diariamente comboios intermináveis de vagões, em movimento ou simplesmente estacionados, impedem a passagem de quem por ali precisa se locomover... ás vezes temos de escalar até três filas de carros estacionados paralelamente... haja coragem e coluna, meu santo do Bonfim!
Os pátios, imundos, repletos de lixo e onde o mato viceja à rédeas soltas, sem nenhuma iluminação, estão agora repletos de valas abertas... como se não bastasse a distância que nos separa das oficinas de concertar ossos...
A sinalização na passagem da tão movimentada Avenida Sargento Hermínio, cadê? Se antes, quando nosso transito era mínimo, existia, que razões fazem hoje desmerece-la?
Enfim, amigos e amigas, seres e ceras, pergunto:
- Quem deu tanto poder a esta empresazinha para que ela destrua impunimente nosso patrimônio e ponha em risco constante a vida de pessoas inocentes sem dá satisfação a ninguém?
- Até quando esta Empresa continuará perturbando nossas vidas, manchando nossa história e zurrando pra nossa cultura?¹
No ano de nosso Centenário, que maravilhoso presente seria a restauração de nossa Centenária Gare, com suas belíssimas Pontes iluminadas... brilhando sobre nosso indômito Rio... alumiando nosso futuro... clareando nossos passos...
Quanto custa? Muito, muitíssimo menos que uma vida humana...
1. Com todo respeito aos nossos jegues, claro!
(Edilson Macedo)
A BATALHA INTERIOR!
Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- "Aquele que você alimenta! "
(mensagem enviada por Arnaud Cavalcante)
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
MORREU O "DOUTOR MARQUINHOS!"
Crateús hoje ficou chocada com a dolorida informação de que o Marquinho, filho do José Mendes, partiu para o Céu.
Digo que foi para o espaço sagrado onde trafegam os astros e estrelas porque sua presença entre nós indicava isso. Era uma figura agradável, cuja lembrança invariavelmente nos remete ao reino da infância, às trilhas da bondade, à feição pura da vida.
Nos últimos anos, a partir de uma amizade estreita com o médico Júnior Fernandes, fez do Hospital São Lucas a segunda residência. Chegava pedalando a bicicleta, acompanhado do indefectível rádio de pilha. Ali incorporou o fenótipo de médico e, usando bata, ganhou o cognome “doutor Marquinho”.
Era presença ativa no grupo de amigos do doutor Júnior Fernandes. Também participava do programa do Jorge Cury, na Super Vale. Fazia a festa da turma, cantando e emitindo suas inusitadas opiniões, em especial sobre futebol.
Foi convocado muito cedo para o estádio celestial.
Minha solidariedade à família.
(Júnior Bonfim)
A CARTA RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS FOI ENTREGUE AO MINISTRO DA JUSTIÇA, PEDROSO HORTA, EM 22 DE AGOSTO DE 1961
Doente, deitado num quarto do Hospital Israelita Albert Einstein, no dia 25 de agosto de 1991, no trigésimo aniversário da renúncia, Jânio Quadros revelou ao neto os reais motivos porque renunciou à Presidência da República. A certa altura, revela que entregou a Carta Renúncia no dia 22 de agosto de 1961. Confira:
‘’Quando assumi a presidência, eu não sabia da verdadeira situação político-econômica do País. A minha renúncia era para ter sido uma articulação: nunca imaginei que ela seria de fato aceita e executada. Renunciei à minha candidatura à presidencia, em 1960. A renúncia não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 25 de agosto de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana do país, o maior erro que cometi(...)Tudo foi muito bem planejado e organizado. Eu mandei João Goulart (N:vice-presidente) em missão oficial à China, no lugar mais longe possível. Assim,ele não estaria no Brasil para assumir ou fazer articulações políticas. Escrevi a carta da renúncia no dia 19 de agosto e entreguei ao ministro da Justica, Oscar Pedroso Horta,no dia 22. Eu acreditava que não haveria ninguém para assumir a presidência. Pensei que os militares,os governadores e,principalmente,o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder. Jango era,na época,semelhante a Lula : completamente inaceitável para a elite. Achei que era impossével que ele assumisse, porque todos iriam implorar para que eu ficasse(...) Renunciei no dia do soldado porque quis senbilizar os militares e conseguir o apoio das Forças Armadas. Era para ter criado um certo clima político. Imaginei que,em primeiro lugar,o povo iria às ruas, seguido pelos militares. Os dois me chamariam de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Achei que voltaria de Santos para Brasília na glória. Ao renunciar, pedi um voto de confianca à minha permanencia no poder. Isso é feito frequentemente pelos primeiros-ministros na Inglaterra.Fui reprovado.O País pagou um preço muito alto. Deu tudo errado’’.
EIS O TEOR DA CARTA:
Fui vencido pela reação e, assim, deixo o Governo. Nestes sete meses, cumpri meu dever. Tenho-o cumprido, dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções nem rancores. Mas, baldaram-se os meus esforços para conduzir esta Nação pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, o único que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.
Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou indivíduos, inclusive, do exterior. Forças terríveis levantam-se contra mim, e me intrigam ou infamam, até com a desculpa da colaboração. Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, e indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo, que não manteria a própria paz pública. Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes e para os operários, para a grande família do País, esta página de minha vida e da vida nacional. A mim, não falta a coragem da renúncia.
Saio com um agradecimento, e um apelo. O agradecimento, é aos companheiros que, comigo, lutaram e me sustentaram, dentro e fora do Governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade.
O apelo, é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios para todos; de todos para cada um.
Somente, assim, seremos dignos deste País, e do Mundo.
Somente, assim, seremos dignos da nossa herança e da nossa predestinação cristã.
Retorno, agora, a meu trabalho de advogado e professor.
Trabalhemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria.
Brasília, 25-8-61.
a) J. Quadros
domingo, 21 de agosto de 2011
REDE NO ALPENDRE
Uma rede num alpendre
E um ventinho sedutor
Vento que vem do açude
Para abanar meu calor
São delícias que desfruto
Quando estou no interior.
*
Vejo o voo das marrecas
Em bando ao entardecer
Num mágico ritual
Girando antes de descer
Para pernoitar nas águas,
Como costumam fazer.
*
No balançado da rede
No sertão é lindo ver
O fim do dia chegando
Com o sol a esmorecer,
Cedendo lugar a lua
Que não tarda a aparecer.
*
Um bando de pirilampos
Bordando a escuridão
Enriquecem o cenário,
Das noites do meu rincão
Da minha rede eu vejo
Quão mágico é meu sertão!
*
--
Dalinha Catunda
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com
sábado, 20 de agosto de 2011
DIA DO MAÇOM
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A MISSÃO DA MAÇONARIA NO SÉCULO XXI
Saudações Protocolares:
Excelentíssimo Senhor Senador Mozarildo Calvalcante;
Excelentíssimo Senhor Senador Cristovam Buarque;
Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Izalci Lucas;
Soberano Irmão Marcos José da Silva, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil;
Irmão Vanderlei Freitas Valente, Secretário-Geral da CMSB;
Irmão Rubens Ricardo Franz, Secretário-Geral da COMAB;
Eminente Irmão Mário José Ribeiro Chaves, Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal;
Autoridades Civis, Militares e Maçônicas presentes;
Representantes de entidades paramaçônicas;
Senhoras, Senhores;
Minhas cunhadas, sobrinhos, meus Irmãos,
Já se tornou uma rotina prazerosa a comemoração do Dia do Maçom no Senado da República, sempre a convite do Senador Mozarildo Cavalcanti, maçom filiado a Loja Maçônica “20 de Agosto” nº. 1818, Federada ao Grande Oriente do Brasil, na capital Boa Vista (RR). Nesta data Magna venho, hoje, representar o Grande Oriente do Distrito Federal e consequentemente, o Eminente Ir. Jafé Torres nosso Grão-Mestre que, por motivos particulares, encontra-se licenciado do cargo. Sou Lucas Francisco Galdeano, Grão-Mestre Distrital em exercício.
Irmão e amigo Senador Mozarildo receba, por meu intermédio, o carinho agradecido de todas as Lojas Maçônicas da nossa jurisdição, por essa Sessão Solene em homenagem ao Maçom brasileiro.
Minha alegria hoje é dupla: a comemoração desta data magna e por estar presente no Senado da República.
A Maçonaria Brasileira sempre esteve presente nesta Casa desde a Independência, o Segundo Reinado, a República (da Proclamação até a presente data). Por esta Instituição vários maçons, no passado e no presente, deram a sua contribuição à construção do Brasil.
Para se entender o Brasil atual é de bom alvitre recordar os quatro vetores da formação da Nação Brasileira: a Coroa, a Cruz, a Espada e o Esquadro e o Compasso. A Coroa nos unificou enquanto a América Espanhola se esvaía em guerras civis; a Cruz era a religião do Estado até a Proclamação da República; a Espada era a garantidora da integridade nacional; qual seria então o papel do Esquadro e do Compasso?
Não é demais recordar que a Maçonaria ajudou o Brasil a se tornar uma monarquia constitucional, desde a sua independência (1822) até a proclamação da República (1889). Envidamos esforços à formação do Estado-Nação brasileiro.
Ao contrário dos outros países da América Hispânica que tiveram um processo de independência extremamente cruento, pois lutaram contra a Coroa espanhola, contra a Igreja Católica, tentaram abolir a escravidão e implantar uma reforma agrária, ou seja, um processo de ruptura na acepção da palavra, infelizmente incompleto. O processo brasileiro foi bem diferente: o filho do Rei de Portugal – D. Pedro – proclamou a independência, manteve-se a religião católica como religião de Estado, não se tocou no estatuto da escravidão e as relações jurídicas da grande propriedade rural ficaram intactas, ou seja, um processo de transição e não de ruptura.
Em seus 67 anos de monarquia constitucional o Brasil construiu e fortaleceu o Estado-Nação enquanto a América Hispânica estava mergulhada em guerras civis republicanas. A Coroa Imperial Brasileira foi o grande fator aglutinador que manteve a unidade territorial brasileira, e estivemos presentes desde o início.
A Maçonaria brasileira ajudou, e muito, à Coroa manter a unidade territorial brasileira e criar as instituições que nos regem até os dias atuais. Tanto que o plano secreto maçônico no Segundo Império (1840-1889), segundo nosso Ir. Davi Gueiros rezava o seguinte:
- conservar a Nação unida a qualquer preço usando o Trono como seu ponto de apoio;
- controlar a Igreja Católica no Brasil, conservando-a liberal, dominada pela Coroa, com um clero não educado e, sobretudo, não ultramontano;
- lutar pelo “progresso” do Brasil por meio do desenvolvimento da educação leiga, da expansão do conhecimento científico e técnico (não estorvado pela teologia) e da importação de imigrantes “progressistas” e tecnicamente educados, dos estados germânicos, da Inglaterra e de outras Nações protestantes.
Fizemos a nossa parte no passado. Trata-se agora de ajudar a preparar o Brasil para ser a quinta economia mundial dentro de alguns anos.
Qual deverá ser então a nossa missão no presente? No meu modesto entender seria o de ajudar a finalizar o processo de implantação das idéias republicanas em termos político-institucionais e contribuir para extirparmos a pobreza absoluta no nosso país.
O Brasil proclamou a República, mas os nossos valores ainda não são plenamente republicanos. Se não são plenamente republicanos, o que seriam então? Nossos valores ainda são eivados de patrimonialismo e corporativismo.
O patrimonialismo é a característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Herança comum de nossa formação do absolutismo português.
O monarca gastava as rendas pessoais e as rendas obtidas pelo governo de forma indistinta, ora para assuntos que interessassem apenas a seu uso pessoal (tais como compra de roupas ou itens de despesa da Casa Real), ora para assuntos de governo (como a construção de uma estrada). Como o termo sugere, o Estado acaba se tornando um patrimônio de seu governante.
Os estudiosos do patrimonialismo revelam que a moral social desenvolvida no Brasil foi verticalmente formulada. Não importa se elaborada pela Igreja Católica ou pelo Estado Centralizador, em ambos os casos ficaram fora de sua elaboração as forças sociais vivas da Nação.
A maçonaria atua de modo a fortalecer a moral social nacional, tornando-a robusta e participativa em todos os segmentos da sociedade brasileira, removendo tais vícios históricos de maneira a elevar o conceito de cidadania.
O segundo ponto que a Maçonaria poderá auxiliar, será no de ajudar o governo e as forças vivas da Nação a extinguir a pobreza absoluta. Se conseguirmos formar um mutirão entre governo e sociedade poderemos acabar com a miséria absoluta antes de dez anos.
Do mesmo modo que hoje se pergunta como o Brasil pode conviver com a escravidão durante tanto tempo, sendo um dos últimos países a abolí-la: daqui a alguns anos os nossos pósteros se perguntarão como pudemos conviver com esse mal em pleno século XXI.
Em suma, senhor Presidente Senador Mozarildo, a Grande Obra da Maçonaria Brasileira para este século XXI será a de nos próximos anos auxiliar a Nação na sua reforma político-institucional para que tenhamos um encontro marcado com os valores republicanos e contribuir para que antes de 10 anos façamos todos, Estado e sociedade, a extirpação do câncer da miséria absoluta.
Que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO nos ilumine e guarde nesta empreitada. Muito obrigado.
(Lucas Francisco Galdeano - DISCURSO proferido na Sessão Solene em Homenagem ao Dia do Maçom NO SENADO FEDERAL em 19/Agosto/2011)
SOBRE O DR. LUIZ CHAVES
"Nossa felicidade será naturalmente proporcional à felicidade que fizermos para os outros".
(Dr. Luiz Chaves e Mello, médico, estudioso do espiritismo, filho de Crateús)
Caro amigo Júnior Bonfim,
Acabo de ler, em seu Blog, parte da biografia do Dr. Luiz Chaves, médico de Crateús, belamente escrita pelo estimado amigo, poeta e escritor Raimundo Cândido, filho de nossa não menos querida Professora, Dona Delite.
Fiquei deveras emocionado. Confesso que o Raimundinho me fez refluir a uma infância linda, tão linda que mesmo longe continua em mim ainda.
Morei, além de outras, na rua da Pimenta e, depois, na rua do Barrocão, em Crateús. Ambas me ofertaram a alegria de passar diariamente em frente ao casarão do Dr. Luiz Chaves, ao dirigir-me ao centro da cidade.
Ouvi muitas histórias bonitas sobre a exacerbada bondade do Dr. Luiz Chaves, homem culto e de uma humildade extremada. "Passou praticando o bem" (Pertransit beneficiendo).
E esse praticar o bem teve continuidade com seu filho, Dr. Elpídio, farmacêutico dos pobres, que proporcionou muita felicidade aos alijados do processo social, máxime quando prorrompia em escrachadas e sonoras gargalhadas.
Em verdade, o Professor Raimundinho está de parabéns, pois foi imensamente feliz ao encantar seus leitores com a poesia biográfica sobre o Dr. Luiz Chaves e Mello.
As palavras do Raimundo Cândido vieram complementar o pouco que sabíamos do grande humanista e humanitário médico, Dr. Luiz Chaves.
Saúde e Paz,
Boaventura Bonfim.
(Dr. Luiz Chaves e Mello, médico, estudioso do espiritismo, filho de Crateús)
Caro amigo Júnior Bonfim,
Acabo de ler, em seu Blog, parte da biografia do Dr. Luiz Chaves, médico de Crateús, belamente escrita pelo estimado amigo, poeta e escritor Raimundo Cândido, filho de nossa não menos querida Professora, Dona Delite.
Fiquei deveras emocionado. Confesso que o Raimundinho me fez refluir a uma infância linda, tão linda que mesmo longe continua em mim ainda.
Morei, além de outras, na rua da Pimenta e, depois, na rua do Barrocão, em Crateús. Ambas me ofertaram a alegria de passar diariamente em frente ao casarão do Dr. Luiz Chaves, ao dirigir-me ao centro da cidade.
Ouvi muitas histórias bonitas sobre a exacerbada bondade do Dr. Luiz Chaves, homem culto e de uma humildade extremada. "Passou praticando o bem" (Pertransit beneficiendo).
E esse praticar o bem teve continuidade com seu filho, Dr. Elpídio, farmacêutico dos pobres, que proporcionou muita felicidade aos alijados do processo social, máxime quando prorrompia em escrachadas e sonoras gargalhadas.
Em verdade, o Professor Raimundinho está de parabéns, pois foi imensamente feliz ao encantar seus leitores com a poesia biográfica sobre o Dr. Luiz Chaves e Mello.
As palavras do Raimundo Cândido vieram complementar o pouco que sabíamos do grande humanista e humanitário médico, Dr. Luiz Chaves.
Saúde e Paz,
Boaventura Bonfim.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
DR. LUIZ, ALÉM DE TUDO, HUMANO!
Nunca achei decente começar uma narrativa parafraseando uma citação de efeito de algum outro escriba, principalmente quando nem se sabe que admirável índole a produziu. Louvo quem a gerou e alço-me de uma coragem, como a de quem furta, mas peço desculpas por descerrá-la, adulterada assim: “Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma estação, plante flores. Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma vida, plante árvores. Se quiseres fazer alguma coisa para durar uma eternidade, se propale, você mesmo, como uma semente do bem, no coração do um povo e sua obra será ressoada nos ecos do tempo, como uma agradável recordação, num perfumado hálito benfazejo em todas as dobras ferruginosas das longínquas eras!”
Na comunidade em que vivemos, não somos obrigados a ser médico, a ser professor, político, mestre de obra, ou exercer qualquer outra atividade vantajosa, mas somos obrigados, sim, a ser cidadão! E antes de nos tornamos cidadão, a natureza nos faz homens, e antes de sermos feitos homens, já éramos, como somos e seremos, sempre, espíritos à luz de uma Força Maior!
Hoje, nesta diminuta área delimitada por uma simples e branca folha de papel, numa tarefa demasiadamente difícil, tento derramar algumas singelas palavras, de modo fiel e convincente, na esperança de que elas sejam suficientes para traduzir numa linguagem cordial e real uma figura ímpar na história de Crateús, que carregava a autêntica humildade sobre uma grandiosa capacidade humana e espiritual.
No final década de 30, o mundo se agitava num período de intranquilidade e violência. Na Europa, tinha começado o horrendo genocídio chamado holocausto e iniciava-se a sangrenta Segunda Grande Guerra Mundial. Nesta época, assim conturbada, se um casual forasteiro, displicentemente caminhasse pela rua Cel. Zezé e chegasse na esquina da João Tomé, seria compelido a olhar, inevitavelmente, para um imenso casarão amarelado, com uma larga alameda na frente e um tapete pavimentado, margeado por terrenos ajardinados que dava para um imponente alpendre de grossas colunas, como a dizer: Isto aqui é uma fortaleza, tome cuidado! Mas o viajante estranharia aquele vai-e-vem, num entra e sai diuturno de gente com uma felicidade estampada no rosto e para sua surpresa perceberia que aquele castelo, com fama de mal-assombrado, era a casa da humildade, a senhorial residência da bondade. Um edifício com altas e largas portas abertas para atender o que quer que fosse de necessidade. Era o lar de um cidadão formado em medicina pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, uma aventura impensável para a época, mas o que ele realmente ostentava era um título de Nobreza de Espírito. Também dependurado na parede de sua sala, como se já não bastasse o de doutor, outro Diploma de Farmacêutico, pela antiga Escola de Farmácia do Estado do Pará, mas a honraria principal surgia de sua alma como um invisível sustentáculo de benevolência, confirmando a asserção de Alan Kardec “Fora da caridade não há salvação!”
Quantas vezes Dona Sancha, sua esposa, ia buscá-lo, na linha do trem, depois que ele tinha distribuído para uma enfileirada pobreza, quase todo o dinheiro apurado com suas receitas, quando recebia por estas consultas, pois na realidade, a maioria dos pacientes levava até os remédios, de graça. Dizia: - Não reclame não, minha querida, o nosso ficou lá! Vamos para casa, baixinha! A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. Repetia esta frase como base para os dois livros espíritas que logo viria a escrever.
Numa certa tarde, em que lia um de seus livros favoritos, sentado numa
cadeira de balanço, entra um molecote com um anzol enfiado na perna, e ele logo o tranquiliza: - Não chore não, Prego Dourado, não vai doer nada, não! Era o Elias Vieira, um menino traquina, que chegou chorando da pescaria do rio, mas logo saiu contente e ainda com umas moedas de tostões no Bolso. Hoje, Elias relembra quando sua mãe, Dona Maria Vieira, gravemente enferma, procurou Dr. Luiz. Este apertou firmemente sua barriga com as mãos e detectou uma criança que estava lá, há mais de 10 anos, por causa de um trabalho mal feito por uma parteira. Sua influência com o Dr. Cesar Cals , presidente do Centro Médico Cearense, foi primordial para que conseguisse uma das primeiras cirurgias para extração deste esqueleto fetal no Ceará, a qual o Jornal fortalezense Gazeta de Noticias , do dia 4 de abril de 1939, estampava em primeira página esta notícia fenomenal.
De outra feita, atendendo ao clamor do povo, se candidata a prefeito, pelo Partido Social Democrático para fazer frente ao forte udenista João Afonso. Não o elegeram, mas se divertiram muito cantando pelas ruas: Eu vou votar é no Dr. Luiz/ é o que o povo diz/ ele é um médico popular/ ele receita o rico e o pobre/ e o remédio ainda dá.
Do casarão amarelo só um cacimbão restou, um poço como a sabedoria do Dr. e que nunca esgotou, nem na seca de 42, quando uma sequidão invadiu o mundo. O povo chegava com suas latas na cabeça para retirar água de lá, e ainda tinha o direito a tomar um cafezinho com pão que ficavam expostos numa grande mesa. Um de seus herdeiros, material e moral, o bonachão Elpídio ou o moderado Cornélio, ia comprar o saco grande de pão na padaria de seu Norberto, pai de nosso querido Ferreirinha que trabalhava no balcão.
Quem passa por aquela esquina, agora ouve um longo silêncio. É o som mais doce que há, pois é o som da alma, no limiar da grandiosidade entre a vida e morte, neste universo que é obra de Deus... ou será o próprio Deus? Com certeza o Dr. Luiz Chaves e Mello, nos diria! Ou nos dirá?
(Raimundo Candido)
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Caro Raimundinho:
Fiquei encantado com o seu pergaminho telúrico e tomei a liberdade de postá-lo no meu blog.
Quando comecei a escrever crônicas exaltando pessoas que, no seu micro ou macro universo, salpicaram luz na nossa urbe, fui às vezes incompreendido. Por isso, fico feliz em ver essa cultura da difusão das sílabas do bem ganhar força e vigor. Parabéns!
Fraternalmente, faço apenas uma ponderação em relação ao juízo emitido no parágrafo inicial. Jamais se melindre de citar outros lavradores da escrita. Começar uma narrativa citando outro escriba é bom sinal, de sabedoria, de agregação e de humildade, qualidades que você mansamente ostenta.
Paz!
Júnior Bonfim
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A HUMILDADE E O EQUILÍBRIO
A verdadeira humildade é o equilíbrio. Haverá alguém capaz de concordar comigo nessa constatação? A humildade como habitualmente concebida, representa o pólo oposto da soberba. E o que é pólo oposto pertence ao mesmo eixo.
Como pode o pólo oposto de um eixo deixar de contaminar-se com o sistema ao qual pertence? Mesmo quando algo se opõe, por isso mesmo, faz parte do sistema dentro do qual de alguma forma é oposição. A humildade como anulação do ego sempre pretende o reconhecimento ou o mérito. Destarte, "humildade" entendida como ausência de vontade, humildade não é.
Ela é "nobre" por contrariar a soberba e assim se afirma, mas tudo o que se afirma e se destaca, por ser elevado, nobre, etc. de algum modo exalta-se, logo não é humildade plena.
Já o equilíbrio, este não visa o reconhecimento nem o aplauso oriundo da humildade entendida no sentido acima: o de oposto da soberba pela ablação da vontade. Nem, por outro lado, adota as táticas vitoriosas provenientes da sensação de onipotência, superioridade, arrogância ou soberba.
O equilíbrio não busca os louros nem os aplausos de qualquer dos dois pólos dessa complexa relação: ele aceita as energias necessárias à vitória e quando a obtém não comemora nem se sente superior pelo fato e - ao mesmo tempo - o equilíbrio sabe incorporar os elementos de modéstia inerentes à humildade. Em síntese: não se vangloria nem se anula. Vive a necessidade de compreender suas limitações, falhas e pequenezas em silêncio e introspecção sem alardear.
O verdadeiro equilíbrio passa despercebido. Nem recebe os louros soberbos da vitória nem o aplauso e reconhecimento do mérito que vem quando há a humildade, no sentido tradicional de anulação do "ego". O equilíbrio é silencioso, não é comemorado e (aqui a humildade verdadeira): não é compreendido.
Seu labor de buscar os aspectos positivos da energia necessária ao êxito e as virtudes de contenção indispensáveis à humildade, leva-o a ser um agente integrador dos dois pólos, desagradando, até, a ambos mas propiciando a fusão salvadora. É atitude bem mais complexa e profunda. Quem a compreenderá?
Artur da Távola
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
MONSENHOR MORAES: CURA CENTENÁRIO!
Monsenhor Francisco de Moraes neste agosto completaria 100 anos de idade, se não tivesse ido há dois anos. Foi quando se encontrava na terceira margem do rio da vida, como dizia Guimarães Rosa.
Nasceu em Crateús que seria elevada à condição de cidade quatro meses depois. Não nasceu na sede do município. Preferiu o murmúrio do campo. O esplendor e a calma que esverdinhavam a mata. Escolheu agosto. Quando a lua merencória se desfaz em beleza. De um céu pincelado de azul, quase em desmaio. Lá longe já se escutava o balido das ovelhas. Os eflúvios do verde pincelavam a aurora que já se anunciava.
Foi assim que a natureza recebeu este homem prodigioso que escreveria uma história de vida notável. Trilhou o caminho do sacerdócio. Foi o evangelizador robusto. O semeador competente. O pregador convincente. Tomou o arado e partiu para trabalhar na vinha do Senhor.
Ancorou-se na cidade do Ipu. Lá, escreveu seu apostolado. Homem de profunda fé erigiu torres vivas e inquebrantáveis. Partiu de Crateús como um profeta. Foi praticamente o construtor do Ipu. Lá, deixou a marca do seu imenso destemor. Construiu o Patronato, o Colégio Ipuense, o Salão Paroquial, maternidades, hospitais, estradas de rodagens, capelas e casas do menor abandonado. Porém, foi no recôndito dos templos que se fez arauto de Deus. Pregação profunda e profícua. Foi um mensageiro de uma intensa fé. No altar, nas ruas e nos recônditos mais distantes vivia envasado de Deus. Deixou uma lacuna impreenchível. Mesmo ao ir se já com uma vida tão longeva.
Pranteamos hoje a sua memória. Dissecamos sua vida tão cheia de luz. Rememoramos que Moraes passou por esta vida, mas não passou em vão. Deixou marcas indeléveis de trabalhador incansável. Foi promotor de dignidade e de libertação. Não se conteve nas prédicas dos tabernáculos, foi à procura do seu rebanho, para elevá-lo, tirá-lo da miséria. Trouxe-lhe uma centelha de luz. Exerceu esta sua missão embriagado de Deus. Eivado dos princípios maiores de respeitabilidade a todos, inclusive os mais carentes. Deixou saudades. Mas plantou, naquela bela cidade, sementes que frutificarão para sempre.
(José Maria Bonfim de Morais - médico cardiologista, no Diário do Nordeste, 16/08/2011)
OBSERVATÓRIO
Na legislatura de 1989 a 1992 Joaquim de Sousa Braz exerceu mandato de vereador por Crateús representando a região de Lagoa das Pedras dos Braz. Eleito na coligação que enfrentou o Prefeito eleito, José Almir, integrava a bancada oposicionista. Um dia Joaquim surpreende os colegas ao dizer que iria se inscrever para usar a tribuna e elogiar o Prefeito. Motivo: o alcaide havia inaugurado um calçamento em Lagoa das Pedras e o povo estava muito satisfeito. Como representante daquela população iria ecoar o sentimento popular... E se inscreveu. Ao se dirigir à tribuna, o edil Chico Prudêncio, seu correligionário, o interrompe: - Joaquim, é verdade que você vai elogiar o Prefeito? Ao receber a confirmação do interlocutor, Chico Prudêncio o adverte: - Deixe disso, Joaquim, vereador de oposição nunca elogia Prefeito. Invente outro assunto. Meio atabalhoado, Joaquim Braz usou a tribuna e, para o deleite bem humorado dos presentes, narrou uma partida de futebol entre o CELP de Lagoa das Pedras e o Palmeiras de Rosário...
A REPETIÇÃO
É lamentável, mas ainda predomina essa idéia equivocada. Há muito tempo venho alertando que um dos nossos males políticos da nossa terra reside no fato de que todos ou quase todos, indistintamente, se acomodam nessa arena inflamável e inflamada da defesa e agressão (me defendo agredindo e vice versa). Defini-a como política do amor e ódio. Chamo política do amor e ódio essa prática crônica e irracional de, nos correligionários, só enxergar virtudes; nos adversários, apenas defeitos. Um dia, coligados, juras de amor; outro dia, rompidos, larvas de ódio. Esse itinerário irascível leva a outra vereda perigosa: a da agressão pessoal, pavimentada pela injúria, calúnia e difamação. Nossa gente é naturalmente pacata, hospitaleira, agradável, aberta e generosa. Essa virtuosa habilidade relacional precisa se expandir para o campo das relações políticas. Por que as diferenças ideológicas ou políticas precisam ser vistas como um obstáculo à pavimentação de relações respeitosas e sadias?
ENCONTRO
Semana passada, em um restaurante de Fortaleza, encontrei-me casualmente com o Prefeito Carlos Felipe e seus dois principais secretários, Mauro Soares e Elder Leitão. De cara, procurei quebrar o gelo e exclamei: - Olhem, a eleição está ganha! E, após um rápido suspense, completei: - Não sei para qual lado... Todos riram. Após os cumprimentos, conversamos rapidamente sobre o centenário da cidade e uma revista que a Prefeitura quer lançar, a definição de candidaturas para o ano que vem e a linha dos blogs locais.
CENTENÁRIO
Disse para eles que lamentava a Prefeitura não ter fechado com a Academia de Letras de Crateús uma proposta comum para tratar de uma produção literária específica do centenário. Adiantei que estava fazendo, a pedido da ALC, um levantamento sobre os Prefeitos da cidade centenária. Disse que Felipe é o nosso 40º (quadragésimo) alcaide, o que permite deduzir que tivemos neste século de urbe, em média, um prefeito a cada dois anos e meio. Olhei para o Mauro e Elder e disse: - Tenham cuidado, homens fortes do governo. Descobri outro detalhe: nunca um secretário poderoso conseguiu virar Prefeito. Citei o exemplo de Toinho Contábil, o nome forte de Leandro Martins. Mauro olhou para o Elder e brincou: - Prefeito, demita logo a gente para ver se chegamos lá...
CANDIDATO
Indaguei Felipe se ele era mesmo o candidato. Ele olhou para os dois secretários como quem não queria ferir susceptibilidades... Ante sua hesitação, aparei: - acho que você é o candidato, mas se for um destes dois anuncie logo. A demora pode lhe ser prejudicial. E citei exemplos de conduções em que a definição antecipada se revelou exitosa. Externei-lhes que, hoje, vejo essa história de candidatura a prefeito sem o véu da empolgação. Ser Prefeito, no contexto atual, é ação de alto risco. Quem se propõe a encará-la, deve deixar de lado o êxtase com o status ou os arroubos da aventura. Ser homem público é missão. Séria, delicada, exigente. Acompanho ex-gestores que sofrem profundamente. Há cidadãos que, embora tenham agido sob o pálio da boa intenção, despendem enormes sacrifícios e realizam uma verdadeira peregrinação jurídica para provar sua correção. Os órgãos de fiscalização agem integradamente e com o beneplácito da internet, essa fantástica ferramenta de disponibilização de informações. Cresce, a cada dia, o rigor fiscalizatório e a pressão da opinião pública. Tudo isso é positivo e nos deixa uma certeza: quem deseja ser candidato sem pagar um alto preço, deve encarar a coisa pública como um sacrifício – que, no latim é sacro oficium, ou seja, tornar sagrado o ofício.
CONCLUSÃO
Qual a conclusão a que se chega? O atual Prefeito foi vitorioso no embalo de uma grande onda de esperança. Houve um verdadeiro movimento de massa em favor da inauguração de um novo ciclo, de uma era diferente, de uma nova vida. Poderia ter feito uma gestão modelar e agregadora. Entrou na Prefeitura sem qualquer amarra. Poderia ter convocado o povo para o exercício da grande política. Higienizado as relações da Prefeitura com os partidos políticos e os segmentos organizados. Governar sem fazer concessões à barganha. Sem demonizar o passado ou estimular rivalidades inúteis. Porém, a despeito de ter mostrado serviço e viabilizado muitas obras, Felipe cedeu às velhas práticas que houvera condenado em campanha. Isto decepcionou muita gente, sobretudo os segmentos mais exigentes e livres que o apoiaram. Einstein ensinou, há muitos anos atrás, que ninguém pode obter um resultado diferente se repete o que sempre foi feito. Eis o senão: reproduziu, na sua prática política, a mesma conduta dos outros.
ALC
Todos os povos que galgaram posição de superioridade no concerto das nações guardam um ponto em comum: o apoio à ciência e tecnologia, o investimento certeiro na educação e na cultura. A fundação da Academia de Letras de Crateús é tento relevante na vida cultural de Crateús. No último dia 30 de julho, em solenidade no Teatro Rosa Morais, a Academia recepcionou oito novos membros: Ana Cristina, Cheyla Mota, José Maria B. de Moraes, José Rodrigues Neto, Juarez Leitão, Karla Gomes, Paulo Nazareno e Silas Falcão. Foi uma festa bonita, de emoção e gala. Porém, poderia ter sido mais prestigiada, sobretudo pelas autoridades maiores da nossa cidade e pelos dirigentes dos setores de educação e cultura.
PARA REFLETIR
"Sou, na verdade, um viajante solitário, e os ideais que iluminaram meu caminho e que proporcionaram uma vez ou outra novo valor para enfrentar a vida foram a beleza, a bondade e a verdade". (Albert Einstein)
(Júnior Bonfim, na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
O TEMPO
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(Mário Quintana)
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
(Mário Quintana)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
A GRANDE REFLEXÃO DO DIA DOS PAIS: "É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ"
Pais E Filhos
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá
Estátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.
Dorme agora,
é só o vento lá fora.
Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Sou uma gota d'água,
sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?
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