sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

GOVERNADOR NA ACADEMIA

O Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras e dos principais Sodalícios de Letras de Fortaleza, recebeu ontem o Governador Cid Gomes.

O Chefe do executivo estadual foi receber o diploma de Amigo da Literatura e a medalha Raquel de Queiroz.

Em seu discurso, Cid Gomes anunciou um Projeto de Revitalização do quadrílatero onde está localizada a Praça dos Leões e a ACL, bem como a efetivação de uma parceria para o custeio das atividades acadêmicas.

O acadêmico José Augusto Bezerra fez a saudação ao Governador, sequenciado pelo ministro Ubiratan Aguiar.

A AMLEF, que integro, também se fez presente com um grande número de confrades, capitaneados pelo nosso Presidente Anizio Araujo.


D. FRAGOSO - 90 ANOS!


"Caro Júnior Bonfim:

Hoje, 10.12.2010, é aniversário de 90 anos do nosso querido e inolvidável Dom Fragoso.

Abs

Boaventura Bonfim"



Para o imortal bispo-profeta do Crateús, que me ensinou lições indeléveis de amor às grandes causas humanas, esculpi a seguinte crônica:

Jamais olvidarei sua silhueta severa e simples: a metálica voz, o andar inconfundível, o olhar cortante, a firmeza de aço na defesa dos ideais, a verdejante convicção brotando da alma árida de sertanejo.

Corria o ano de 1980 quando o conheci pessoalmente. Era o segundo ano da chamada “seca verde” (as chuvas eram suficientes para tornar verde a paisagem, mas insuficientes para gerar fartura). No País, muitas bocas falavam em “abertura”, palavra que eu pouco entendia. A eufórica expectativa nacional estava voltada para a viagem que o Papa João Paulo II faria ao Brasil.

Nessa ambiência de política e religiosa efervescência fui levado a Dom Antonio Batista Fragoso. Pensava, à época, em ser padre e subir ao altar da vida religiosa, que imaginava tranqüila, recatada e distante das tentações mundanas. Quanta ignorância!... O bispo me mostrou que, diferentemente do que eu imaginava, servir a Cristo era, sobretudo, servir à Justiça. Ao invés de velejar sobre águas tranqüilas, deveria me preparar para mergulhar num oceano de ondas tempestuosas.
(Logo comecei a ver o mundo com outros olhos e abri o meu coração à luz da vida: descobri a raiz do mal, as raízes do antagonismo de classes na sociedade piramidal, a engrenagem que gera a injustiça, o sonho de transformação, a festa do mundo, o pão da poesia!).

O menino de Teixeira, na Paraíba, fez-se Profeta no mais genuíno sentido bíblico. Nascido aos 10 de dezembro de 1920 no sítio do Riacho Verde, era o filho mais velho do agricultor José Fragoso. Entrou no Seminário Arquidiocesano da Paraíba em João Pessoa no ano de 1934 - onde trabalhou como porteiro – ordenando-se sacerdote no dia 02 de julho de 1944. De 1945 a 1948 foi Assistente Eclesiástico do Círculo Operário de João Pessoa. De 1948 a 1957 foi Assistente Eclesiástico da Juventude Operária Católica (JOC) do Nordeste. De 1944 a 1957 foi professor no Seminário Arquidiocesano da Paraíba.

Sagrou-se Bispo na Catedral de Nossa Senhora das Neves no dia 30 de maio de 1957, assumindo logo em seguida a função de Bispo Auxiliar de São Luiz do Maranhão, onde permaneceu de 1957 a 1964. Foi “Padre Conciliar” no Vaticano II, de 1962 a 1965. Nomeado Bispo Diocesano de Crateús em 1964, chocou a sociedade local com a proposta de uma Igreja Libertadora, que acabou com o privilégio dos ricos, despojou-se da ânsia patrimonialista e enfrentou, com ira evangélica, a ação dos mercenários de templos.

Durante o seu bispado em Crateús, no período mais ostensivo da ditadura, abriu aqui trincheiras de resistência democrática e hospedou, nos prédios diocesanos, amantes da liberdade dos mais diferentes credos. Escreveu vários livros, traduzidos em diversos idiomas. Teve o seu nome cotado para o Nobel da Paz. Proferiu palestras em quase todos os continentes do planeta. Ainda como padre novo, fez uma palestra em Paris que levou Rafael de Oliveira a dizer no jornal da Paraíba: “O menino pobre do Teixeira brilha em Paris”.

A eletricidade da coerência impulsionou toda sua trajetória. Fiel à sua profunda fibra existencial, foi residir nos últimos anos num bairro popular de João Pessoa. Faleceu em 12 de agosto de 2006.

Arquitetou um modelo de Igreja que priorizava a iluminação das consciências. Não erigiu prédios. Absteve-se de construir visíveis edifícios de concreto; ergueu templos à virtude no chão invisível das almas sensíveis. É impossível divisar sua obra em placas, estandartes ou exposições. Como os lençóis freáticos que, sem alarde, abrigam a água vital nos subterrâneos do nosso sertão, sua ação heróica repousa nos âmagos sublimes. Como ensinou Saint Exupéry, só a enxergamos com o coração!


(Júnior Bonfim)


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O seu poder de síntese do Douto Boaventura Bonfim, é, realmente, contagiante!

Inolvidável é o mínimo que se poder dizer de Dom Fragoso!

Ticuá - RJ

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NOVA DATA DO LANÇAMENTO DO LIVRO DE MARIA OLIVIA EM BRASILIA

Com sua habitual lhanheza, o Eduardo Paula Rodrigues, Presidente da ABPAT-Brasília, me pede para divulgar no Blog a nova data de lançamento do livro "Bonfim e Bezerra - no início uma só família".

Será no sábado, 18 de dezembro, às 16 horas, na Escola Classe da Quadra 206, na Asa Sul, Brasília, Distrito Federal.

Toda a colônia cearense e, em especial, a família Bonfim/Bezerra deverá comparecer.

A VAQUEIRA DINA

No Ceará tem mulheres,

Que merecem atenção.

Conheça Mestre Dina,

Vaqueira do sertão,

Que usa chapéu e chicote,

E joga o boi no chão.

*

Dina Mulher guerreira

Vaqueira por tradição.

Seu aboio feminino

É melodia no sertão.

Mas é firme feito macho,

Nas festas de apartação.

*

Monta bem o seu cavalo

Esta sertaneja de fé.

Dina mulher vaqueira,

Orgulho de Canindé,

Que pega a rês no laço

Porque sabe como é.

*

Essa mulher vaidosa,

Que não esquece o batom

Carrega coragem no laço

Ao aboio dá seu tom.

Com seu aboio de fêmea

Faz diferença no som.

*

Há muito tempo atrás,

Numa missa do vaqueiro.

Mestra Dina desafiou

Um famoso sanfoneiro.

Era o rei Luiz Gonzaga

Que aceitou prazenteiro.

*

Dina Maria Martins,

Que de Lima é também,

Conhecida mestre Dina,

Que seu ofício faz bem,

Orgulho do nordestino

Que meu Ceará detém.
*


Quer comentar??? está lá no www.cantinhodadalinha.blogspot.com

Um abraço a todos,

Dalinha Catunda

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CONJUNTURA NACIONAL

Empatando com Deus

Zé Baioneta, sapateiro e muito prendado lá de Remanso/BA, bebia muito. Bebia demais. Recebeu um dinheiro do cabo chefe do destacamento policial para fazer uma bota, bebeu o dinheiro, não conseguiu comprar o couro, começou a se esconder do cabo. Uma tarde, já noitinha, ia voltando para casa bem chumbado, encontra o cabo na esquina.

- Zé Baioneta, e minha bota?
- Vou fazer, seu cabo. Tive uns problemas, mas vou fazer.
- Faça logo, urgente. Você recebeu meu dinheiro e está me deixando desmoralizado na cidade com essa bota toda estragada, toda furada, uma vergonha.
- Nada disso, seu cabo. Pois eu vou lhe dizer uma coisa. Aqui em Remanso não tem ninguém quanto o senhor. O senhor é mais importante do que o prefeito Marcelino Régis, mais importante do que o deputado Carlos Ribeiro.
- E do que Deus?

Zé Baioneta pensou um pouco:

- Aí empata.

(Da verve do amigo Sebastião Nery).

Dilma abre o leque

A presidente Dilma começa a abrir o leque. E a esboçar os primeiros traços de sua identidade. A declaração de que não admite a repressão contra as mulheres, no Irã, e que não concorda com a posição brasileira de leniência em relação às retrógradas posições adotadas por aquele país causou impacto positivo no conjunto das grandes nações democráticas. E assim, a presidente começa a mostrar posições próprias que a distinguem da política de "acomodação pragmática" do governo Lula. Foi uma discordância explícita à geopolítica comandada por Celso Amorim.

PAC no Planejamento

Faz bem tirar o PAC do terreno da Casa Civil e transferi-lo para o Ministério do Planejamento. De um lado, Palocci terá mais tempo e condições de fazer a coordenação do governo. O PAC toma muito tempo e carece de um sistema de ajustes e monitoramento mais rígido. De outro, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, é considerada muito eficiente nas atividades que exigem controles mais apurados. Nesse sentido, até conserva alguma semelhança com Dilma. O PAC também é tido como uma frente de polêmicas e críticas. E Palocci é um político preocupado em limpar entulhos de sua frente. Juntando uma coisa com outra, extrai-se o argumento para a transferência do PAC de uma pasta para outra.

Favas contadas


A expressão, que significa coisa certa, infalível, inevitável, indicando não haver qualquer dúvida quanto a um fato referido ("são favas contadas") tem origem eleitoral, quando a votação se realizava com a utilização de favas, brancas e pretas. Era vitorioso o candidato que somasse mais favas brancas, os eleitores se servindo das favas pretas como sinal de não aprovação. (Explicação do advogado e ex-juiz do TSE, Walter Costa Porto, amigo de longa data).

Lula cheio de saudades

Lula não consegue disfarçar as saudades que levará do centro das atenções. Em todos os dias de seu mandato, tem sido notícia. Usou o palanque de maneira intensa. Disse o que lhe veio à cabeça sem pensar em consequências. Abusou de metáforas. Abriu largas avenidas para atrair a simpatia das massas. Foi interlocutor dos mais importantes líderes mundiais da última década. E passou perto de 500 dias viajando mundo a fora. Diz, agora, que terá tempo para tomar "umas canas". Bem, terá, sim, muito tempo. Mas terá também muitas saudades. Dentre elas, a de pegar o Aerolula e sair por aí olhando o mundo do alto.

E o Aerolulão?

De tanto gostar de viajar, Lula quer, agora, adquirir um avião mais potente, que possa ser abastecido em pleno vôo. Não está satisfeito com as 12 horas de autonomia do Aerolula. Este avião (lembram-se?) foi comprado porque o Sucatão era uma vergonha para o Brasil. Fazia um barulho desgraçado e muitas capitais do mundo já não autorizavam sua descida. Comprou-se um moderníssimo avião. Foi, na época, um bafafá. Era a modernidade chegando em forma de transporte aéreo. Lula, agora, acha pouco a autonomia de 12 horas. O presidente de um país poderoso como o Brasil não pode passar vergonha de fazer escala. Quem diria, hein? Pois bem, em momento de corte de despesas e ajustes fiscais importantes, gastar R$ 500 milhões em um avião maior e mais rápido é, convenhamos, um disparate. E Lula não quer passar esse imbróglio para Dilma. Quer comprar a aeronave já, do alto de seu prestígio. Dará tempo? Possivelmente, não.

PMDB magoado

Um ministério a mais não conseguirá apaziguar os ânimos peemedebistas. O partido está magoado. Não se trata de número de pastas, mas da qualidade e porte delas. O PMDB tinha, além de Minas e Energia, os Ministérios das Comunicações, Integração Nacional e Agricultura, além do Ministério da Saúde e da Defesa. Esses dois últimos, dizia-se, fazia parte da cota de Lula. Mas a Saúde acabou se incorporando aos espaços do partido. Agora, perdendo importantes Ministérios, o partido se considera desidratado. Turismo e Previdência não compensariam as densidades das pastas perdidas para outros partidos. Além do fato de o Ministério da Previdência ser considerado um mico. Um rombo de R$ 40 bilhões pavimenta a previdência.

"Ainda perante os tribunais marciais, não há condenação sem defesa." (Rui Barbosa)

SAE sem embocadura

A Secretaria de Assuntos Estratégicos, que tem status de Ministério, foi oferecida ao ex-deputado Moreira Franco, braço direito do presidente do PMDB e vice-presidente eleito da República, Michel Temer. Esta pasta tem a função primordial de pensar e planejar o país do amanhã. Em se tratando, porém, de Brasil, sua importância é desprezada porque, entre nós, os Ministérios respeitados e considerados são aqueles que dispõem de recursos e estrutura. Sem embocadura, a SAE é um presente de grego. Moreira Franco aceitaria a missão, com sacrifício, caso a ela fossem atribuídas tarefas substantivas na operação do cotidiano nacional. A absorção do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social daria à pasta maior densidade.

DEM sem oxigênio

O DEM atravessa a maior crise de sua existência. Rodrigo Maia não consegue robustecer a sigla. E não quer passar a bola adiante. José Agripino, o senador potiguar, deverá assumir a presidência em caso de antecipação do mandato de Maia, que comandaria o partido ainda em 2011. A falta de oxigênio será muito sentida quando o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, desembarcar da sigla e tomar o rumo do PMDB. Kassab tem sido o maior suporte do DEM. Em seus planos, a rota de saída está traçada para fevereiro do próximo ano.

Aviação profissional

Dilma quer profissionalizar a Infraero. Aliás, quer profissionalizar todo o setor da aviação. Para tanto, pretende criar uma Secretaria Especial de Aviação Civil, ligada à presidência da República, que abrigaria a Infraero e a ANAC. Um executivo do mercado privado comandaria a Infraero. Ocorre que os pretendentes da área política fazem muita pressão para ficar com este pedaço. A questão está posta.

"Viver é ser do seu tempo, estar no seu momento histórico, ajudar na criação social do seu século, sentir a comunhão das ideias novas." (Eça de Queirós)

Novais no Turismo

O deputado Pedro Novais (PMDB/MA) foi indicado e convidado para comandar o Ministério do Turismo. Um nome aceito pela bancada do partido na Câmara.

Tucanos refazem os bicos

A tucanada se prepara para refazer os bicos. A ideia original partiu do tucano de bico grande, Fernando Henrique. Ele sugere a "refundação do PSDB". Tem lógica. O partido da social democracia perdeu o eixo. Não abriu caminhos para chegar às massas. Não tem um programa social democrata para o país. Virou um partido de caciques. Índios praticamente inexistem em suas tribos estaduais. Aécio e Alckmin, os dois governadores dos dois maiores colégios eleitorais do país, serão os líderes da "refazenda" partidária. E se defrontam com a questão: o que fazer com Serra? Este deseja presidir a sigla. Voluntarioso, autosuficiente, Serra não é bem visto pelos dois governadores como comandante da estratégia de refundação. Grandes nomes estão à margem como Arthur Virgílio e Tasso Jereissati.

Garibaldi na Previdência?

Eduardo Braga, senador do PMDB do Amazonas, não aceitou o ministério da Previdência. Comemorava os 50 anos de vida quando falei com ele. E lembrava o imbróglio no entorno da Previdência. Mas o senador Garibaldi Alves do PMDB do RN, me garante, que, convidado, aceitará o desafio. A conferir.

Vaccarezza no comando

Cândido Vaccarezza deverá comandar a Câmara dos Deputados no primeiro biênio da próxima legislatura, a ter início em 1º de fevereiro de 2011. Vaccarezza cumpriu com eficiência e eficácia a missão de líder do governo na Câmara dos Deputados. Trata-se de um dos melhores quadros do PT. Conciliador, articulador, sabe ouvir, argumentar e ponderar. Considerado lã entre cristais : evita atritos.

De costas para a política?

O que farão os políticos sem mandato? Quem tem grandes negócios, como Tasso Jereissati, empregará seu tempo no comando dos empreendimentos. Mas pessoas como o jornalista Hélio Costa, que perdeu a eleição para o governo de Minas Gerais? Saiu do Ministério das Comunicações e, sem mandato, não tem cacife suficiente para reivindicar cargo de monta. Poderá voltar para a TV. Teria recebido convite da Rede Record. Pelo visto, o grande repórter da Rede Globo, do final dos anos 70, reingressa na TV com tamanho menor do que tinha.

Assange, boca no mundo

Julian Assange, o criador do site WikiLeaks, foi preso na Inglaterra, por conta de mandado de busca e prisão feita na Suécia, onde teria cometido crimes de estupro e assédio sexual. Assange botou a boca no mundo com as informações que deixam em maus lençóis a diplomacia mundial. Os Estados Unidos e outros países saem mal na fita. A essa altura, as atividades de Assange já estão provocando um realinhamento nas redes diplomáticas. Nada hoje tem segurança. A pescaria de dados sigilosos se generaliza na Telépolis, a cidade sem fronteiras, onde milhões de pessoas transitam nas redes sociais.

As três pessoas

No confessionário, Monsenhor era rápido. Não gostava de ouvir muita lengalenga. Ia logo perguntando o suficiente e sapecava a penitência que, sempre, era rezar umas ave-marias em louvor de N. S. do Rosário. Fugindo ao seu estilo, certa feita ele resolve perguntar ao confessando quantos eram os mandamentos da lei de Deus.

- São 10, Monsenhor.
- E quantos são os sacramentos da Santa Madre Igreja?
- São 7, Monsenhor.
- E as pessoas da Santíssima Trindade, quantas são?
- São 3, Monsenhor.

Monsenhor, notando que o confessando só sabia a quantidade, pergunta rápido:

- E quais são essas pessoas?

A resposta encerrou a confissão:

- As três pessoas são o senhor, o Dr. Didico e o Dr. Zé Augusto.

Historinha contada por José Abelha em "A Mineirice".

Conselho às companhias de aviação

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado à presidente Dilma. Hoje, volta sua atenção às companhias de aviação:

1. O final de ano se aproxima. E o caos aéreo começa a povoar os horizontes dos viajantes. Procurem, portanto, administrar as demandas extraordinárias, propiciadas pela economia que expande o consumo.

2. Não vendam passagens acima da oferta de assentos. Façam uma programação extra de voos.

3. Contratem mão de obra qualificada para fazer um bom atendimento nos guichês evitando tumultos e reclamações.

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(Por Gaudencio Torquato)

BODAS DE PORCELANA


Há vinte anos trocava alianças, na Igreja de Tamboril, com Francisca Maria (Dinga).

Hoje nosso calendário afetivo assinala vinte anos de matrimônio. Bodas de Porcelana.

Segundo Antoine de Saint-Exupéry, “o significado das coisas não reside nas próprias coisas, mas na nossa atitude relativamente a elas”.

A porcelana, símbolo das duas décadas de união conjugal, é reconhecida por sua delicadeza. Delicadeza que gera o espasmo da admiraçãjavascript:void(0)o, a serenidade da apreciação, a profundidade da contemplação.

As peças mais delicadas – assim como as pessoas - suscitam em nós o olhar carinhoso, o zelo amoroso, a ternura do cuidado. E é essa atitude que garante a sustentabilidade do relacionamento.

Certa feita ouvi alguém dizer que quem sustenta um casamento, via de regra, é a mulher. Concluo, por vivência própria, que é verdadeira essa assertiva.

A você, minha querida Dinga, que tem sido tolerante com os meus defeitos e que tem desbastado as pedras brutas da minha alma, muito obrigado. Que Deus mantenha sempre acesa a brasa da Justiça que arde em teu peito e me bafeje com a graça de poder ao teu lado - dos filhos que amamos, dos familiares e amigos que cultivamos - render graças à vida!

(Júnior Bonfim)


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Parabéns, amigo blogueiro, rumo às bodas de ouro.

Zacarias
Do blog do Zaca


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Olá Meu caro Júnior,

Que o sentimento maior,
Seja a compreensão.
Que nunca falte amor
Nessa estável união.
Que seja farto o carinho
Envolvendo o caminho,
Do casal em comunhão.

São os votos de sua amiga,


Dalinha Catunda

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Parabéns ao casal Júnior Bonfim e Francisca Maria pelo 20 anos de união matrimonial.

Aos "noivos" e filhos, desejo muita Saúde, Paz, Amor, Sucesso e Prosperidade. Grande

abraço do primo Gotardo Bomfim

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

OBSERVATÓRIO

O ano era 1990. Um grupo de vereadores de Crateús havia sido convidado para um jantar com o proprietário da fazenda Pocinhos, no distrito de Irapuá. Lá estavam este escriba, Edi Pinto, Chico Barros, Osvaldo Oliveira, Tobias das Flores, Lisboa do Vale, dentre outros. À época, a fazenda Pocinhos – depois transformada em Assentamento – vivia o seu auge. Da varanda do amplo casarão principal mirávamos a lua se esparramando pelas águas do açude e desenhando um quadro paisagístico deslumbrante. Inspirado por esse cenário lúdico, o anfitrião nos brindou com flashes de sua longeva trajetória política. Lembrou, por exemplo, um encontro com o ex-presidente Juscelino Kubistchek em um restaurante de Paris. Exilados e saudosos, compartilharam um desejo comum: possuir tapetes mágicos que os transportassem para os rincões de origem. Expedito Machado era o nosso anfitrião. Em 1990 representava o Ceará no Congresso Nacional. Como Deputado Federal havia se sobressaído no processo constituinte por liderar um numeroso grupo de deputados que se reuniu em torno de um projeto chamado Centro Democrático, popularmente conhecido como “Centrão”. Antes, havia protagonizado outras cenas de destaque no palco da vida política nacional.

EXPEDITO MACHADO I

Expedito Machado de Ponte nasceu em nossa Crateús no dia 15 de junho de 1919. O engenheiro e empresário adentrou no oceano da política segurando o remo do barco que por muitos anos pertenceu ao seu cunhado Walter de Sá Cavalcante. Elegeu-se deputado estadual em outubro de 1954 e deputado federal em outubro de 1958. Reeleito em 1962, foi nomeado para o Ministério da Viação e Obras Públicas em junho de 1963. Licenciou-se então da Câmara dos Deputados para integrar o segundo gabinete ministerial presidencialista do governo João Goulart, ocasião em que viabilizou importantes obras e benefícios para sua terra. Após o golpe militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente, foi afastado da pasta, retornando à Câmara. Em 13 de junho teve o mandato parlamentar cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

EXPEDITO MACHADO II

Exilou-se em Paris. Nesse período estreitou laços com o político mais popular do Brasil: Juscelino Kubistchek. Com a extinção do bipartidarismo, já anistiado, foi um dos fundadores do Partido Popular (PP), no Ceará, que, em fevereiro de 1982, incorporou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Na eleição de 1986 disputou vaga de deputado federal constituinte pela legenda do PMDB. Com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, deu continuidade ao seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até o final da legislatura, em janeiro de 1991, sem ter concorrido à reeleição. Em seguida, retornou à seara empresarial. Tombou na noite de 25 de novembro de 2010. Dos filhos vivos de Crateús, era um dos poucos homens de destaque.

MANOEL VERAS I

Outro que tem construído com zelo e dedicação a cartilha curricular é Manoel Bezerra Veras. Após exercer vários mandatos na Assembléia Legislativa, foi eleito Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM. Na última quinta-feira, dia 02 de dezembro, foi guindado por unanimidade à Presidência daquela Corte de Contas. Com a experiência de quem já foi professor, diretor e proprietário de colégio, Secretário de Estado e Deputado Estadual, Veras assume agora a posição de maior visibilidade de sua carreira e, fiel ao próprio estilo, dará o melhor de si para desenvolver uma gestão profícua e operosa.

MANOEL VERAS II


A trolha do tempo construiu um consenso em Crateús: Manoel Veras, como homem público, deu mais em favor de sua terra natal do que recebeu em termos de tradução eleitoral. As votações que Manoel recebeu sempre foram inversamente proporcionais ao grau de dedicação que despendeu. Porém, ainda há tempo para se reparar esse equívoco. A sua ascensão ao comando do Tribunal de Contas dos Municípios pode ser o mote para que os diversos segmentos da cidade promovam uma justa e merecida homenagem a um dos mais ilustres filhos da terra do Senhor do Bonfim.

CONEGUNDES


Conegundes Soares é o Presidente eleito da Câmara Municipal de Crateús. Venceu o arsenal situacionista. O empate, como havíamos anunciado, contava a seu favor. Um imbróglio surgiu em seguida: se houve empate, como ficariam os demais cargos? É óbvio que, pelo princípio da unicidade da chapa, quem está na cabeça puxa os demais integrantes. Diferentemente do atual Presidente, que é do círculo íntimo do Prefeito, Conegundes sempre manteve postura de eqüidistância. Levantou bandeira oposicionista. Por força do cargo, deverá dialogar institucionalmente com o Chefe do Executivo. Ninguém espere, no entanto, que o novo Presidente da Câmara se dobre aos caprichos prefeiturais. Conegundes tem o pescoço grosso e a língua afiada. É firme e independente. Deveremos ter, literalmente, “vida nova” na relação do Legislativo com o Executivo.

UM LIVRO E TANTO


A crateuense Maria Olivia Beserra Macedo, que fez a vida em outras paragens, notadamente em Belém do Pará, voltou à beira do rio em que nasceu para pontificar estrelada estréia na literatura. Lançou um belo livro capa dura onde desenha detalhadamente toda a imensa árvore dos Bezerra e Bonfim, que no inicio constituíam uma só família.

PARA REFLETIR

“Cultive o hábito da preferência pelas pessoas que são gratas pelo fato dos espinhos conterem rosas, mais do que pelas pessoas que vivem se queixando de que as rosas têm espinhos.” (Thelma Guttyerre)

(Júnior Bonfim, na edição de hoje do Jornal GAZETA DO CENTRO OESTE, Crateús, Ceará)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MARIA OLIVIA LANÇA HOJE, NO TEATRO ROSA MORAIS, EM CRATEÚS, O LIVRO "BONFIM E BEZERRA - NO INÍCIO UMA SÓ FAMÍLIA". SÁBADO SERÁ A VEZ DE BRASÍLIA!

Foi com muita alegria e satisfação que li hoje em seu Blog a notícia do lançamento do livro da nossa família. Melhor ainda foi ler o resumo biográfico da Maria Olívia.

A pessoa da Maria Olívia e seu trabalho em prol da nossa família muito nos orgulha e envaidece.

Parabéns pelo seu trabalho nesse tão importante instrumento de comunicação.

Peço-lhe a gentileza de divulgar o lançamento do mesmo livro em Brasília no próximo sábado, 11 de dezembro, às 16 horas na Escola Classe da Quadra 206, na Asa Sul.

Um forte abraço do amigo,

Eduardo Paula Rodrigues

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A capa está belíssima e a saga vivida pelos nossos antepassados e contemporâneos, após longa e criteriosa pesquisa, é relatada e interpretada com maestria por Maria Olívia, que merece todo nosso prestígio.

Adriana Bonfim
Brasília

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CONVITE - LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE A FAMÍLIA BONFIM


NESTE SÁBADO, 04 DE DEZEMBRO DE 2010, MARIA OLIVIA BESERRA MACEDO LANÇA UM LIVRO QUE MOSTRA DETALHADAMENTE TODA A ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA BONFIM/BEZERRA.

FRUTO DE ANOS DE PESQUISA, A OBRA SERÁ LANÇADA ÀS 19:00 HORAS NO SALÃO DE FESTAS DO PRÉDIO ONDE RESIDE O GOTARDO BONFIM, NA AVENIDA RUI BARBOSA, 2160, FORTALEZA, CEARÁ.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS.

(ABAIXO, O TEXTO QUE ESCREVI PARA A CONTRACAPA DO LIVRO)

ENFIM, UMA PÁTRIA CHAMADA “BONFIM”


A primeira tratativa sobre o assunto me veio do Joatan Bonfim. Efusivo e camarada, corpulento e generoso, brindou-me com sua dilatada fraternidade e me fez seu hóspede por uns dias. Em seu habitat, uma ampla cabine na asa norte do avião brasiliense, ele me falou sobre uma faina de pesquisa a respeito da nossa oiticica familiar, uma caudalosa árvore que se ergueu na ribeira do Poty e espargiu frutos por todo o mundo.

Disse que havia colocado esse trabalho nas delicadas mãos de Maria Olívia Beserra Macedo.

Aparentemente frágil, Olivia se revelou prodigiosa nesse lavor. Aliás, nenhuma surpresa foi para aqueles que conhecem sua saga pessoal. Filha de Ester e Josué Beserra Bonfim e nascida na Vitória, pequena localidade à margem do rio Serrote, interior de Crateús, Ceará, tornou-se cidadã do mundo e irmã das condutas exitosas.

Com apenas sete janeiros de existência, atraída pela ternura da tia Nanana, sua avó materna, migrou para Codó, no Maranhão, onde viveu até os vinte e oito anos. Concluiu o ensino fundamental e médio. Tornou-se funcionária do Banco da Amazônia. Em 1973, lá estava ela cursando a Faculdade de Ciências Contábeis na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Data desse período, também, a união por amor com Milton Rêgo Macedo, de quem havia se enamorado em Codó.

Em 1977, por razões profissionais, o casal fixou morada na metrópole da Amazônia, a morena cidade de Belém do Pará. Foi de lá que Maria Olivia comandou esse extraordinário movimento bandeirante, varando fronteiras reais e virtuais, agregando informações dispersas e recompondo a unidade essencial da parentada. Doou-se nessa empreitada com afeto maternal. Com extrema dedicação, singular desprendimento e indizível sacrifício, gestou um rebento coletivo. Com humildade marítima, foi abrindo espaço para fluir cada leito sanguíneo até constituir esse sedutor oceano familiar.

Como Ruy Barbosa, descobriu que, “multiplicando a família, chegamos à Pátria”. Ou que “a Pátria é a família amplificada”. Parabéns, Olívia. Como judeus errantes, vivíamos dispersos pelo continente. Temos agora um espaço único. Teu livro é o nosso território comum: uma Pátria chamada “Bonfim”!


(Júnior Bonfim, na contracapa do livro)

NENEN COELHO COMEMORA ESCOLHA DE MANOEL VERAS PARA A PRESIDÊNCIA DO TCM


O deputado Nenen Coelho (PSDB) comemorou nesta quinta-feira (02/12), em plenário, a escolha do conselheiro Manoel Bezerra Veras para o cargo de presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Ele destacou que entre as inúmeras responsabilidades a que lhe cabe está a de dar continuidade às “grandes mudanças” que a corte fiscalizadora vem passando. “Sabemos como evoluíram as fiscalizações dos tribunais de contas do Estado e Municípios e isso se deve a coragem dos homens que assumiram o comando destas casas”, ressaltou. "Vindo dos sertões de Crateús, mais precisamente do distrito de Queimadas, Manoel Veras é conhecido por ser um homem íntegro e probo”.

O parlamentar leu uma crônica sobre a história do presidente eleito. De acordo com o documento, mesmo obtendo êxito na vida e prosperidade profissional, o conselheiro ingressou na vida pública a fim de sanar as mazelas do povo cearense ao se eleger deputado estadual em 1990. Um ano depois foi convidado pelo então governador Ciro Gomes a assumir a pasta da Administração, onde passou quatro anos.

Nenen Coelho disse que mesmo assim Veras não deixou de lado a preocupação em lutar pelos interesses do Estado. O tucano disse ainda que nos 13 anos de mandato parlamentar, Manoel Veras se destacou pelo trabalho junto às bases e pela intermediação constante, levando grandes benefícios para comunidades carentes, entre os quais, luz, água, escolas e estradas para escoar a produção.

o deputado registrou que na sua trajetória no Parlamento, Veras ocupou a Primeira Secretaria da Assembleia Legislativa, o segundo cargo mais importante da Casa. Foi presidente da Comissão de Serviços Públicos e líder do então governador Tasso Jereissati. No TCM, já ocupou a vice-presidência e hoje foi eleito por unanimidade o seu próximo presidente.

Em aparte, o deputado Heitor Férrer (PDT) disse estar feliz em saber da nomeação de Manoel Veras para a presidência do TCM. Segundo o pedetista, o conselheiro foi deputado por várias legislaturas e se destacou por adotar uma postura “correta, de transparência e mantendo uma coerência na vida pública”.

Heitor acredita que MAnoel Veras não só vai manter a mesma linha trazida pelo ex-presidente Ernesto Sabóia como também inovar. “Quero parabenizá-lo, desejando uma administração profícua tendo como meta o bem estar do povo do Ceará”, congratulou, registrando que uma das grandes contribuições dadas pelo conselheiro ao TCM foi a implantação do Portal da Transparência.

(Site da Assembléia Legislativa)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MANOEL VERAS É O NOVO PRESIDENTE DO TCM - CEARÁ


MANOEL BEZERRA VERAS É O NOVO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS – TCM.

ELEITO HOJE POR UNANIMIDADE, MANOEL PRESIDIRÁ A CORTE DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS CEARENSES PELOS PRÓXIMOS ANOS.

É O PRIMEIRO CRATEUENSE A OCUPAR A PRESIDÊNCIA DAQUELE SODALICIO DAS CONTAS MUNICIPAIS CEARENSES.

QUEM CONHECE O EMPENHO, A DEDICAÇÃO E A FORÇA DE VONTADE COM QUE MANOEL ABRAÇA AS CAUSAS PARA AS QUAIS É CONVOCADO, TEM PLENA CERTEZA DE QUE ELE REALIZARÁ UMA PROFÍCUA GESTÃO.

DESEJAMOS TODO SUCESSO A ESSE GRANDE HOMEM PÚBLICO CEARENSE.

PAZ E LUZ, DOUTOR MANOEL!

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Caro Junior,

aproveito o seu prestigiado Blog, para cumprimentar o prezado amigo Manoel Veras, agora presidente eleito do TCM.

Sem dúvidas, será uma gestão profícua e competente.

Boa sorte e felicidades, Manoel!!!

Sergio Moraes


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Parabenizo o nosso Grande amigo Manoel Veras por tão merecedora eleição.

José de Melo Neto (Zéneto)


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Júnior,

Tenho muito orgulho de minha família, por serem pessoas íntegras e honestas. Meu tio e meu pai são exemplos disso.Homens probos que deixaram esses ensinamentos aos seus filhos.

Parabéns, Tio!

Que o Sr. continue brilhando cada vez mais.

Karine Veras

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Nos, servidores do TCM-CE nos regozijamos com a eleiçao do Cons. Manoel Veras, esperando que o mesmo colabore, conosco, no avanço das nossas conquistas.

Que a sua gestão seja ABENÇOADA, e, juntos, CONSTRUAMOS um TCM-CE fortalecido, a serviço da sociedade.

Parabéns, Conselheiro!


Wilson Silva

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Gostaria de reconhecer e parabenizar Manoel Veras.

É motivo de orgulho ver um conterrâneo ,filho de queimadas , galgando tão elevado posto.

Edmilson Providencia

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Prezado Júnior,

O Conselheiro Manoel Veras registrará na história, com seu espírito inovador e sua competencia, uma nova era para o TCM.

Parabenizo o ilustre conterraneo pela merecida eleição, unâmime entre seus pares!

Ivan Claudino

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CONJUNTURA NACIONAL

O frio aperto de mão

O deputado baiano mandou cartão de Natal para uma mulher que morrera há muito tempo. A família, irritada, retribuiu: "Prezado amigo, embora jamais o tenha conhecido durante os meus 78 anos de vida terrena, daqui de além-túmulo, onde me encontro, agradeço o seu gentil cartão de boas festas, esperando encontrá-lo muito em breve nestes páramos celestiais para um frio aperto de mão. Purgatório, Natal de 2005." O deputado recebeu a resposta. E espera, angustiado e insone, pelo aperto de mão.

A cara de Dilma

Lula disse: o Ministério tem de ter a cara da presidente. Lógico. Será ela a dar o tom da orquestra. Mas, convenhamos, é operação complexa montar um Ministério sem os traços do grande fiador e patrocinador da eleita, Luiz Inácio. Por isso mesmo, a fisionomia está assim esboçada: coração do governo - núcleo duro/economia: lulismo/petismo. Nomes: Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Miriam Belchior (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Tombini (BC). Luciano Coutinho (BNDES); o núcleo político do governo contará com a participação direta do vice-presidente eleito, Michel Temer. Nos braços do Estado deverão estar : Defesa (Nelson Jobim), Relações Exteriores (Antonio Patriota ou uma diplomata). Corpo do governo: repartição entre partidos aliados.

A identidade governamental

Todo governo precisa de uma identidade. Sob pena de espalhar fumaça na opinião pública e acabar sendo tragado pela corrosão da imagem. Pelo que se infere, Dilma pretende ter uma política de relações exteriores não muito comprometida com ditaduras ou sistemas fechados. Gostaria de ampliar as portas para os parceiros históricos da Europa e o próprio Estados Unidos. Na área econômica, gostaria de dar mais apoio aos sistemas produtivos, por meio, principalmente, da alavanca dos juros menores. Na frente política, vai se esforçar para administrar as voracidades dos parceiros partidários de forma a plasmar uma identidade mais técnica e menos conduzida pelo viés político.

"Quando eu disse ao coração da laranja que dentro dela dormia um laranjal, ele me olhou estupidamente incrédulo." (Hermógenes, filósofo grego, século V antes de Cristo)

PT e PMDB

Os dois maiores partidos vão acabar acertando os ponteiros. O PT deverá ficar com a presidência da Câmara dos Deputados logo no primeiro biênio. Trata-se da maior bancada. No passado, o PMDB, mesmo tendo a maior bancada, cedeu a vez ao PT. Mas, naquela época, o PMDB não alcançara a posição que ocupa na vice-presidência da República. Mas, para que o pacote seja fechado, o PMDB exige a assinatura de um documento onde o PT se comprometa a apoiá-lo no 2º biênio. O provável futuro presidente da Casa, Cândido Vaccarezza, pondera com seu bom senso: primeiro, precisamos ter um nome consensual; depois, devemos fechar posições com nossos parceiros e, cumprido esse ritual, assinaremos o documento com o PMDB. Vaccarezza é quem hoje agrega mais apoios no PT.

E os Ministérios, hein?

É compreensível que os partidos aliados entrem em disputa - intensa - pelos Ministérios. A lógica que se impõe neste jogo de pressão e contrapressão leva em conta os saldos eleitorais alcançados pelas siglas em outubro passado. PT e PMDB disputam as melhores fatias. O PMDB costuma dizer que deseja apenas conservar os espaços já ocupados no ciclo Lula. Mas emerge a interpretação do PT. Seguinte : nem todos os espaços ocupados pelo PMDB podem ser rigorosamente creditados na conta do partido, porque alguns ministros foram escolhidos diretamente por Lula. Sem consulta prévia ao partido. Depois, o PMDB teria avalizado. Entre esses, contam-se Temporão, na Saúde; Jobim, na Defesa e até Hélio Costa, que ficou um bom período no Ministério das Comunicações. Em resumo, o PT acha que a cota do PMDB não é 6, mas 3. É evidente que os peemedebistas veem a questão com outros olhos.

Conchavo

Premido pelos casuísmos, Tancredo Neves foi obrigado a fundir o seu PP com o MDB de Itamar. Alguns pepistas pularam do barco e protestaram alegando conchavo. Tancredo foi curto e seco: "Conchavo é a identificação de ideias divergentes formando ideias convergentes." Tinha razão. Há curvas que desembocam em retas.

Placa

Placa em uma barbearia de beira de estrada na BR 116: "Curtume de cabelo e façume de bauba".

Refundação tucana

O PSDB vive uma crise. Por mais que seus caciques queiram escondê-la. Muitos falam em refundação do partido. Outros sinalizam para uma aproximação do partido com a sociedade. A verdade é: os tucanos sempre posaram no alto das copas das árvores; não podem ser considerados um partido de massas, mas um partido de grupos; não interpretam as demandas mais sensíveis das massas urbanas e rurais; trata-se de uma tribo dividida entre muitos caciques. E há pouco índio para tanto mando. São Paulo, até hoje, dá o tom do tucanato.

Aécio entre a dívida e a dúvida

Aécio Neves tem uma dívida de reconhecimento a algumas pessoas, que considera amigas e prioritárias no PSDB. A primeira figura é a de Fernando Henrique. Preza ainda Tasso Jereissati. Mas conserva alguma aversão - não manifesta claramente - ao tucanato paulista, que considera fechado e pouco sensível à correnteza nacional. O recém eleito senador por Minas Gerais, não tivesse um apreciável acervo de amizade, estaria, hoje, confortável para criar uma nova sigla ou mesmo ser o artífice de uma grande fusão interpartidária. Comungam de sua mesa Eduardo Campos, Ciro e Cid Gomes, do PSB.

Custo das eleições

As eleições custaram R$ 3 bilhões. Que divididos por 16.683 candidatos, dá um gasto médio de R$ 20,41 por eleitor. Há 10 anos esse número estava em torno de R$ 12,00. No 1º turno, o voto mais barato foi da Bahia: R$ 13,53; o mais alto foi o de Tocantins: R$ 54,09.

Battisti

Lula deverá decidir sobre Cesare Battisti. Não gostaria de deixar o pepino para Dilma. Infere-se que deverá conceder asilo político na contramão da decisão do STF, que decidiu pela extradição do italiano. Como o presidente da República pode não acatar decisão da Corte, tudo indica que ele ficará por estas plagas.

O rombo da Previdência

Um dado que deve ser guardado na cachola. O rombo da Previdência é de R$ 42,678 bilhões. A maior parte do rombo provem da Previdência rural, coisa de R$ 37,780 bilhões.

Pasta para as microempresas

A nova presidente vai abrir uma pasta para administrar as questões relativas às micro e pequenas empresas. Pela primeira vez no país, esse setor será contemplado com um órgão em nível ministerial. Aplausos ! E que não fique apenas no terreno das intenções. Dois nomes estão no jogo das indicações : Alessandro Teixeira, um dos coordenadores do programa de Dilma e o senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE). Se for o senador, abre-se uma vaga para José Eduardo Dutra voltar ao Senado.

"Os velhos amigos são os melhores. O rei Jonas costumava pedir os seus velhos sapatos, porque eram mais folgados para os seus pés." (John Selden, jurista inglês)

Guerra no Rio

A primeira batalha contra a bandidagem - não a guerra - foi ganha pelas Forças Policiais no Rio de Janeiro. Fator do sucesso : a integração de todas as Forças - PM, Bope, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica, etc. Com apoio da sociedade civil organizada. Comando Vermelho teria sido a facção mais combalida na Operação. Resta escalar outros morros, outros territórios da bandidagem. Prejuízo material - por enquanto - do tráfico : R$ 50 milhões.

Cabralina

Sérgio Cabral se acha o dono do pedaço. Emplaca o médico Sérgio Côrtes no Ministério da Saúde e não tem nenhum pudor em descartar qualquer indicação vinda do presidente do PMDB. Essa é a interpretação que se pode dar à frase que teria pronunciado a respeito da possibilidade de Moreira Franco, muito ligado a Michel Temer, ser cogitado para o Ministério de Dilma : "eu nem penso nessa possibilidade. Isso não é possível". Só faltava, agora, o menor mandar mais que o maior. Sérgio Cabral é também conhecido por passar boa parte do ano em périplos no exterior.

"Político mineiro é como cola adesiva. Adere, depois começa a melar e finalmente descola; aí, desprega." (Ouvida na esquina do Café Pérola, em BH, pinçada por Zé Abelha)

Brasil em números

Eis o tamanho do Brasil : 190.732.694 habitantes; 97.342.162 mulheres (51,03%); 93.390.532 homens (48,96%); população urbana, 84,35%; população rural, 15,65%.

Infraero mais solta

Dilma despolitizará a Infraero. Deverá abrir a concessão de 7 aeroportos ao setor privado. E mais : vai tomar medidas para apressar as licitações.

Natureza animal

Instintos bestiais rondam o gênero humano. Um cara da elite da Polícia, um PM do Gate, Rodrigo Medina, foi indiciado pelo sequestro e assassinato da jornalista Luciana Montanhana. O cara pertencia a um grupo que tinha, entre os encargos, desvendar os crimes de sequestro. Pois ele caiu na rede criminal que combatia. Barbárie!

"Entendida como deve ser a profissão de jornalismo confina com o exercício do sacerdote." (Getúlio Vargas)

Amnésia eleitoral

Boa parte do eleitorado não sabe em quem votou para deputados - estadual, Federal - e até governadores. Significação: descrença na política, profusão de candidaturas, geleia partidária, pasteurização programática.

"Como se há de contar a uma mulher que se sonha com ela, senão em verso ?" (Eça de Queirós)

Serra à procura

José Serra procura um emprego. Na Secretaria de Alckmin ? Um risco. Na presidência do PSDB? Ameaça ao projeto Aécio. No Instituto Teotônio Vilela? Poderia, mas é pouco. Consultoria por conta própria? Mercado ressabiado. Palestras, exposições? Talvez. Convites não muito generosos.

Brigas de galo

Jânio Quadros assumiu a Presidência da República, proibiu brigas de galo. A ordem era irrecorrível: "Se cantar, terreiro. Se brigar, panela." José Resende de Andrade, delegado em Belo Horizonte, era janista, zeloso e fiel executor da lei. Mandou prender todos os galos de briga da região metropolitana. José Resende levou a galada para os fundos da delegacia, na praça da Liberdade. De madrugada, começou a alvorada cantante. Magalhães Pinto, governador do Estado, dormindo próximo, no Palácio da Liberdade, foi despertado pela orquestra de José Resende, mandou dar um jeito imediato na zoeira. José Resende recebeu a ordem, não discutiu. Matou todos. Um galicídio. Até hoje os amigos o chamam de Zé Cocó, o mata-galo. E ele, muito mineiramente, sorri modesto: "O dever não distingue o canto do infrator." (Historinha narrada pela verve de Sebastião Nery)

Conselho à presidente Dilma

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado à ANAC. Hoje, volta sua atenção à presidente Dilma:

Por maior que seja a necessidade de agradecer ao patrocinador, Lula, vale lembrar que, doravante, o sucesso ou a derrota será atribuída ao seu desempenho. Por isso, a formação do Ministério deve levar em consideração não o passado, mas o futuro. Sob esse argumento, vale lembrar:

1. O Ministério como um todo precisa encarnar o espírito de um novo governo. A sombra de Lula poderá ensejar um continuísmo sem novidades.

2. Para atingir essa meta, algumas pastas devem atender aos novos desafios e metas da administração.

3. A identidade técnica deve ser tão importante como a identidade política, buscando-se preservar os fatores da eficiência, da eficácia e da integração de linguagens entre setores e espaços.

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(Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A ARTE IMITA A VIDA!

Quem pensa que as estrelas das novelas e revistas são seres “alienígenas” ao cotidiano de um simples cidadão vai ficar surpreso!

O badalado ator Selton Mello, uma das principais figuras do cinema brasileiro, entrou na Justiça para pleitear uma indenização contra uma companhia área, que segundo o astro, teria falhado na prestação de serviço.

Consta no processo que o ator sofreu com atrasos e perda de bagagem. O resultado, embora parcial, é uma indenização de R$ 10.000, 00 (dez mil reais).

Lição para todos: quem quer que seja será sempre consumidor, quem quer que seja tem que lutar pelos seus direitos. A atitude vale mais que qualquer recompensa!

(Do site PRO TESTE)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O RIO CONTRA O CRIME


Rio - Nos últimos dias, a região metropolitana do Rio de Janeiro e municípios adjacentes foi tomada por uma onda de episódios violentos, que trouxeram terror à população.

Os ataques, definidos, a partir da conceituação do sistema ONU, como “terroristas”, estão sendo associados às iniciativas de repressão ao tráfico de drogas e ao uso ostensivo de armamentos pesados nas favelas ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A estratégia dos traficantes seria ambiciosa: propagar um clima de insegurança generalizada, desgastar a imagem pública do comando da polícia e desestabilizá-lo até sua queda ou até a retração das políticas de ocupação.

A suposição é o que chama a atenção. Qual o nível de apoio popular às UPPs e qual a tolerância para seus “efeitos colaterais”, como a onda de terror implantada?

Os últimos dias têm revelado uma intolerância do carioca com a violência. Os pedidos desesperados de paz e a colaboração com a polícia, medida através das ligações remetidas ao Disque Denúncia, confirmam essa tendência.

Ainda no que tange ao apoio às ocupações policiais permanentes, é importante ter a lucidez de que as UPPs gozarão de prestígio à medida em que se espraiem por outras regiões além da Zona Sul.

Se desde os anos 1990 percebia-se a relação da violência com a divisão entre morro e asfalto, a concentração das UPPs em uma dada região poderá reforçar a cisão entre Zona Norte (conflagrada) e Zona Sul (pacificada).

À medida que áreas não-nobres, ou menos valorizadas imobiliariamente, sejam pacificadas, a tendência é que o apoio às ocupações cresça e que as UPPs se consolidem como política de Estado e não só de governo.

(Por Fabiano Dias Monteiro, pesquisador do Viva Rio)

domingo, 28 de novembro de 2010

MUITOS ANOS DE VIDA, WILSON E GUSTAVO!



Hoje é dia de abraçar meus diletos e estimados parceiros de faina advocatícia Wilson e Gustavo Vicentino. Pai e filho nasceram e celebram a vida no mesmo vigésimo oitavo dia de novembro.

Wilson é um pai extremado, protetivo e generoso, que venera cada um dos filhos (Gustavo, Wilson Júnior, Cindy, Caio, Mateus e Vítor) com admirável singularidade.

Gustavo é o primogênito. Bonachão, corpulento, tem um largo coração. É figura do bem.

Wilson Vicentino é um dos mais destacados operadores do direito no Ceará. Agrega às atividades típicas do causídico (advocacia e consultoria) o diferencial da estratégia. É um estrategista legal. Entra nas causas que abraça com a desenvoltura e a paixão de um mergulhador de águas profundas. Vai ao fundo do oceano jurisdicional. Perscruta cada detalhe.

Muito tenho aprendido com o pai e, por extensão, com o filho.

Que Deus os bafeje com muitos anos de vida! Parabéns!

(Júnior Bonfim)

sábado, 27 de novembro de 2010

SOBRE EXPEDITO MACHADO

Expedito Machado da Ponte, um crateunse que brilhou no cenario politico Nacional.

Conheci de perto este ferrenho pessedista.

Em 1958 vivi a sua campanha para deputado federal juntamente com Jose Parsifal Barroso para governador do Ceará, ambos eleitos.

Na campanha de 1962 conheci, em um monumental comicio no centro de Crateus, juntamente com Expedito Machado o famoso Tenorio Cavalcante, RJ, o homem da capa preta e sua metralhadora "lurdinha".

Caro JB, eu com onze anos de idade ja era udenista.

(Luiz Bonfim)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MORREU EXPEDITO MACHADO



Saí há pouco da Funerária Ternura, na avenida Padre Valdevino, em Fortaleza, onde está sendo velado o corpo de Expedito Machado da Ponte. Vários amigos da família lá estavam prestando a sua solidariedade. Transmiti minhas condolências ao seu filho Sérgio Machado.

O ex-deputado federal e ex-ministro da Viação e Obras Públicas do Governo João Goulart, Expedito Machado da Ponte, faleceu nesta quinta-feira (26), aos 92 anos, no Hospital Monte Klinikun, em Fortaleza, vítima de câncer.

Eleito deputado federal, Expedito organizou e liderou o Centro Democrático, conhecido como “Centrão”, constituído por 178 parlamentares favoráveis a uma Constituição liberal. O ex-ministro deixou a carreira política em 1991, ao fim da legislatura na Câmara dos Deputados, se dedicando a atividades empresariais.

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Expedito Machado de Ponte nasceu no dia 15 de junho de 1919, em Cratéus (CE), filho de Francisco de Assis Machado e de Maria Melo Machado.

Entre 1938 e 1940, cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, formando-se, posteriormente, em agronomia. Militante do Partido Social Democrático desde 1946, membro do diretório regional do Ceará, elegeu-se deputado estadual em outubro de 1954, e deputado federal em outubro de 1958. .

Reeleito em 1962, foi nomeado para o Ministério da Viação e Obras Públicas em junho de 1963. Licenciou-se então da Câmara dos Deputados para integrar o segundo gabinete ministerial presidencialista do governo João Goulart. Após o golpe militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente, foi afastado da pasta, retornando à Câmara. Em 13 de junho teve seu mandato parlamentar cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 1, editado em 9 de abril de 1964. Exilou-se em Paris, onde permaneceu por 11 meses.

Voltou à política graças à anistia decretada em 28 de agosto de 1979, e com a extinção do bipartidarismo, em novembro, foi um dos fundadores do Partido Popular (PP), no Ceará, um ano depois. Em fevereiro de 1982, quando o PP incorporou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, filiou-se a esta agremiação. No pleito de novembro de 1986 disputou uma vaga de deputado federal constituinte pela legenda do PMDB. Eleito, tomou posse em 1º de fevereiro do ano seguinte, organizando e liderando o Centro Democrático — chamado Centrão —, constituído por 178 parlamentares conservadores, favoráveis a uma Constituição mais liberal e menos estatizante. Com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, deu continuidade ao seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até o final da legislatura, em janeiro de 1991, sem ter concorrido à reeleição.

Abandonando a carreira política, dedicou-se a atividades empresariais.

Casado com Daisi de Oliveira Machado, teve cinco filhos.

Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CONJUNTURA NACIONAL

Lei da Gravidade

A Lei da Gravidade, de vez em quando, dá dor de cabeça aos mineiros. E a lei da gravidez, essa, nem se fala. Na Câmara Municipal de Caeté, terra da família Pinheiro, de onde saíram dois governadores, discutia-se o abastecimento de água para a cidade. O engenheiro enviado pelo governador Israel Pinheiro deu as explicações técnicas aos vereadores, buscando justificar a dificuldade da captação: a água lá em baixo e a cidade, lá em cima. Seria necessário um bombeamento que custaria milhões e, sinceramente, achava o problema de difícil solução a curto prazo, conforme desejavam:

- Mas, doutor - pergunta o líder do prefeito - qual é o problema mesmo?
- O problema mesmo - responde o engenheiro - está ligado à Lei da Gravidade.
- Isso não é problema - diz o líder - nós vamos ao doutor Israel e ele, com uma penada só, revoga essa danada de lei que, no mínimo, deve ter sido votada pela oposição, visando perseguir o PSD.

O líder da oposição, em aparte, contesta o líder do prefeito e informa à edilidade, em tom de deboche, que "o governador Israel nada pode fazer, visto ser a Lei da Gravidade de âmbito Federal". E está encerrada a sessão. (A historinha é de José Flávio Abelha, em seu livro A Mineirice).

CUT ou Força Sindical?


Uma grande peleja se aguarda. Será entre a CUT e a Força Sindical. A luta será pelos domínios do MTE. Esta seara tem sido administrada pelos pedetistas, comandados por Carlos Lupi e por Paulinho Pereira da Silva, presidente da Força. Paulinho acaba de ser reeleito deputado, lidera o partido e, evidentemente, quer continuar o mando naquele Ministério. Carlos Lupi, portanto, dependerá não apenas da força que tem no PDT, mas do apoio de Paulinho. Ocorre que a CUT quer emplacar no MTE o nome de Arthur Henrique, presidente da CUT. O ciclo Dilma será bastante movimentado no capítulo das relações trabalhistas. As Centrais Sindicais querem balizar os acontecimentos nessa área.

Projeto delgado


O deputado Paulo Delgado, uma das cabeças pensantes do PT, conseguiu chegar a um projeto sobre a terceirização de serviços, considerado o melhor entre os que tramitam na Câmara dos Deputados. Delgado discutirá este projeto, amanhã à tarde, com um grupo de sindicalistas e empresários. Serão analisados aspectos positivos e negativos. O deputado mineiro deverá fazer o aconselhamento e as indicações para que seu projeto entre na pauta de urgência da Câmara. Infelizmente, Paulo Delgado não conseguiu se reeleger. Mas será certamente um ativo participante dos eventos em torno da terceirização de serviços.

Meirelles

O presidente do BC, Henrique Meirelles, anda dizendo que só aceitará permanecer à frente da instituição, caso mantenha sua relativa independência. Conversa morna para acalentar bovinos. Meirelles até que gostaria de continuar. Mas, depois de 8 anos, entra na faixa da mesmice. Ganhou independência, não reduziu os juros como o setor produtivo sempre defendeu, foi firme em sua determinação de seguir à risca a rigidez da política cambial e de juros. Diz-se que Dilma não preza a inflexibilidade de Meirelles. Mas o Diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini, com o maior cacife foi o convidado.

E na infraestrutura? É possível?


Mas Henrique Meirelles conseguiu produzir um figurino de respeito. Que não pode ser jogado simplesmente fora. Dilma, a presidente, poderá aproveitá-lo em uma Pasta da Infraestrutura. Nos últimos tempos, ele tem se aproximado do PMDB, procurando o presidente Michel Temer para sondagens. Mas o partido sempre o considerou uma carta do baralho de Lula. De qualquer maneira, se vier a ser escolhido, o PMDB deverá dar o endosso.

Mangabeira


Já o ex-ministro Mangabeira Unger não arreda pé dos espaços ocupados pelo presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer. O professor é um homem muito preparado. Culto e inteligente. Mas seu sonho de vir a ocupar o Ministério das Relações Exteriores é irrealizável. Não apenas porque este Ministério faz parte da cota pessoal da presidência, mas porque Mangabeira carrega muita polêmica em seu perfil. Coisa que não combina com as Relações Exteriores. Pode ganhar algum cargo de assessoramento. Algo que não esteja muito à vista.

Belchior

Cumprindo a meta de adensar o Ministério com a participação de mulheres, a presidente Dilma convidou Miriam Belchior para o Planejamento. Hoje, ela coordena o PAC.

Rossi

Wagner Rossi é um dos quadros qualificados do PMDB. Exerceu com discrição e competência as altas funções de ministro da Agricultura, após o afastamento de Reinhold Stephanes, reeleito deputado pelo PMDB do Paraná. Rossi é o nome que o PMDB defende para continuar à frente do Ministério da Agricultura. A conferir!

Kassab e o futuro

Hábil articulador, Gilberto Kassab quer fazer um bloco reunindo PDT, PC do B e PSB, ao lado do PMDB, onde deverá ingressar nos próximos meses. A ideia é formar uma frente para abrir horizontes políticos, a partir de 2011. Para tanto, o prefeito de São Paulo inicia conversações para todos os lados.

A ala quercista

Agora, um pequeno grupo ligado a Quércia quer avaliar a entrada de Kassab no PMDB. Como se sabe, este partido foi praticamente destroçado em São Paulo no ciclo quercista. Elegeu, no último pleito, apenas um deputado Federal. O comandante Orestes Quércia está convalescendo. E ainda mantém o domínio do partido. Kassab representa sangue novo. Traria, de pronto, cerca de 10 deputados Federais para engrossar a sigla. Mas o prefeito Marcelo Barbieri, de Araraquara, ligado a Quércia, parece querer conservar a sigla magra, mas com um dono só. Cada qual com sua pequenez.

Comando do Senado


José Sarney está quase inclinado a aceitar a convocação para voltar ao comando do Senado em 2011. Falta o 'SIM' de dona Marly.

Pacote regulamentador

Espera-se até final de dezembro o pacote de regulamentação das telecomunicações. Que viria com as definições sobre a produção de conteúdos pelas teles. O temor é que o pacote chegue a abrigar controles de conteúdos nas mídias tradicionais.

Acordão PT/PMDB

Este consultor conhece os principais interlocutores do PT e do PMDB em matéria de presidência da Câmara. São três pessoas: os líderes Henrique Alves - PMDB, Cândido Vaccarezza - PT e o presidente da Câmara e vice-presidente eleito da República, Michel Temer. Pois bem, Henrique e Vaccarezza começaram a conversar. Vão analisar pontos positivos e negativos de cada ciclo e de cada candidatura (a deles mesmo) e acertar um rumo. A seguir, farão chegar ao presidente Temer a decisão. E se a coisa der empate - ou uma situação de inflexibilidade das partes - Temer entrará no circuito, agora como juiz.

Valle de Los Caídos


Quem vai à Espanha, é levado a conhecer o Valle de Los Caídos, o memorial franquista monumental e complexo, erguido entre 1940 e 1958, a cerca de 40 km de Madrid, em memória dos mortos na Guerra Civil Espanhola, de 1936 a 1939. Sua construção demorou 18 anos para ser concluída, formando um complexo composto de basílica, abadia e hospedaria. O Valle de los Caídos foi erigido para ser o panteão dos soldados franquistas "caídos" (ou seja, mortos em combate) durante a Guerra Civil Espanhola.

Vale brasileiro

No Brasil, o Valle de Los Caídos é a expressão usada para designar o cemitério dos derrotados na última campanha. Pois bem, os "mortos" acorrem vivamente na direção dos vitoriosos. Para clamar por uma fatia, um pedaço, uma nesga de poder. Querem um cargo público, se possível em uma estatal de proa. Os lobbies estão apertando os donos dos maiores latifúndios. O cemitério dos caídos é abrigo de representantes de todos os partidos. Os governadores eleitos estão sendo igualmente assediados.

Cardozo

José Eduardo Cardozo, preparado, sensível, pessoa educada, está a um passo da cadeira de ministro da Justiça.

Abílio? Não quer

Se Abílio Diniz quisesse, há muito seria ministro. Agora, seu nome volta à tona, desta feita para substituir o jornalista Miguel Jorge no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Diniz não quer. Tem muita coisa a fazer no seu império. Dá orientação estratégica, dirige reuniões, participa de eventos e faz, religiosamente, seus exercícios físicos. Deixar tudo isso para ser um burocrata não estaria na sua índole. Se topar, é porque a missão cívica venceu a parada.

Gabrielli


Sergio Gabrielli ficará mais um tempinho comandando a Petrobras. Depois, voltará à Bahia para integrar o governo de Jaques Wagner. Que lhe dará uma pasta de muita visibilidade e dinheiro. Gabrielli estará se preparando para ser o candidato de Wagner ao governo em 2014.

Dilma no parlatório

Dilma fará seu discurso de posse do Parlatório, em frente à Praça dos Três Poderes. E Lula, esta é a novidade, deverá falar. Geralmente, presidentes que se despedem, não falam. Mas Lula é... Lula.

McCartney pleonástico


Paul McCartney é um pleonasmo. Seu show, na segunda-feira, com o Morumbi todo ocupado, foi antológico, apoteótico, maravilhoso, fantástico. O maior e melhor que já vi em minha vida. Quase 3 horas de show ininterrupto, 40 músicas, belíssimas, e o cara nem um copo d'água tomou. Um monumento ao preparo físico. Um exemplo de músico completo.

Lula dá o tom


Guido Mantega no Ministério da Fazenda? Indicação de Lula para permanecer. Gabrielli continuando na Petrobras? Dizem que é sugestão de Lula. Aproveitar bem o Palocci? Mais uma vez, a voz de Lula. E no BNDES? Se Luciano Coutinho continuar, a sombra de Lula será também vista.

Alckmin e o serrismo


Tenho ouvido nos bastidores: Geraldo Alckmin vai formar um secretariado que seja espelho de seu DNA político. Quer dizer, não dará muito prestígio aos serristas. Alckmin sempre foi olhado de soslaio pelo grupo serrista. As alas só se dão bem nas aparências. O governador, por sua vez, sente-se agradecido a Serra por tê-lo trazido de volta ao batente da visibilidade. Pode retribuir, de leve, mas sem grandes afagos.

Conselho à ANAC


Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos comandos estaduais. Hoje, volta sua atenção à ANAC:

O fim de ano se aproxima. As nuvens pesadas ameaçam paralisar não apenas as pistas dos aeroportos, mas os próprios saguões. Que estarão superlotados. Chega a informação de que a Agência Nacional de Aviação Civil proibirá as companhias aéreas de praticar o overbooking - venda de mais passagens que os assentos disponíveis nos aviões. Pois bem, para que esta informação não caia no vazio, urge:

1. Baixar imediatamente Portaria nesse sentido e fazer ampla divulgação na mídia.

2. Disponibilizar nos aeroportos guichês para acompanhamento, monitoramento e controle da situação aérea neste final de ano.

3. Implantar sistemas capazes de administrar tempestivamente quaisquer eventos que impliquem caos aéreo com a punição imediata dos responsáveis.

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(Gaudêncio Torquato)

HUMILDADE E ELEVAÇÃO

A vaidade enlouquece.
A revolta dificulta.
A dor regenera.
A facilidade perturba.
O trabalho educa.
A humildade eleva sempre


Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier. Do livro: A semente da mostarda.