Caro primo e amigo Junior.
Realmente é uma honra muito grande para a familia Bezerra Bomfim, e tambem Martins Araujo.
O Nobre Juiz é Filho de Antonina e esta filha de Ana(Naninha).
Antonina foi criada pela tia Joaninha, irmã de Ana.
Antonina é prima de Izabel Moreira Bomfim de Araujo, minha mãe. Ana e Maria Teodora, minha avó materna, são irmas (Maria Teodora filha de Ana Francisca de Sena Vieira e Felipe Ferreira Barros e Naninha filha de Ana Francisca e João Moreira do Bomfim.
O Pai do novo Dezembargador Francisco Araujo (Chico) é primo de meu Pai Francisco Martins de Araujo e de meu sogro Joaguim Martins Leite de Araujo.
O Ze Almir, que tambem é Martins Araujo (P0) tem parentesco com festejado Juiz Luiz Araujo. O Chico Araujo é primo de Marieta, mãe de Maria Estela e Maria Estela mãe de Jose Almir.
Eu tenho um outro primo juiz (Martins Araujo)que poderá tambem chegar a Corte Estadual.
Registre-se poderá vir a ter qualquer valia.
Quem tem maior aproximação com o Juiz são: Joaninha(viuva do Tio Zeze) Madalena, Toty todos os filhos de Fransquinha.
(Luiz Bonfim)
Este espaço se quer simples: um altar à deusa Themis, um forno que libere pão para o espírito, uma mesa para erguer um brinde à ética, uma calçada onde se partilhe sonho e poesia!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
WASHINGTON LUIS BEZERRA DE ARAÚJO É O PRIMEIRO "BONFIM" DESEMBARGADOR NO CEARÁ

Esta semana recebi um telefonema do meu dileto parente Joatan Bonfim. De Brasília, Joatan me instava a pesquisar mais sobre o doutor Washington Luis Bezerra de Araújo, que a partir de hoje passa a integrar os quadros da mais alta Corte de Justiça Cearense.
Eterno “caçador de Bonfim”, Joatan me alertava para o fato de que o doutor Washington é o primeiro parente nosso a assumir uma cadeira de desembargador. Antes disso, o meu irmão Lauro havia me brindado com igual informação, obtida do Gotardo e da Regina.
Visitando o blog do Zacarias Bezerra, encontrei a seguinte postagem:
Toma posse hoje, ás 17 horas, o desembargador Washington Luis Bezerra de Araújo, no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, Cambeba. Juiz Titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, o dembargador Washington foi o mais votado entre os três deembargadores escolhidos por merecimento em reunião extraordinária do Pleno do Tribunal de Justiça.
Filho de Chico Araújo e Antonina Bezerra, Washington tem como avós maternos os cearenses dos sertões dos Inhamuns e de Crateús, Barra do Riacho Seco, Luiz Bezerra de Menezes Lima e Ana de Sena Bonfim. Nascido em Campo Maior, Piauí, após formar-se em direito e prestar concurso para juiz, o desembargador Washington atuou em diversas comarcas até chegar à capital, Fortaleza.
Tenho certeza que o velho Chico Araújo, lá de onde estiver, e Antonina Bezerra, ambos, os grandes homenageados in memoriam nessa festa de hoje, estão orgulhosos de seu filho, que o pai, um dia, pensou em ver esculápio, mas da área da medicina. Tem agora, um doutor na área jurídica, que, por mérito próprio, chega ao topo da carreira dentro da Justiça do Estado do Ceará. Com certeza, pelo brilho que tem, o desembargador Washington Luís Bezerra de Araújo chegará a presidente do Tribunal e tem respaldo para, no futuro, ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça.
Tios e tias, irmãos e irmãs, parentes e amigos, alguns vindos de bem longe, hoje se engalanam para prestigiar a solenidade de posse e prestar a mais justa homenagem pelo grande feito desse personagem ilustre da família. De parabéns está toda a família, em especial, rendemos homenagem à Dra. Gilda Leite, a esposa, que o acompanha e apoia em toda essa jornada. De parabéns também está a Justiça do Estado do Ceará por ter em seus quadros uma pessoa de tão alta qualificação.
Parabéns, Doutor Washington, e muito sucesso!
(Do blog do Zacarias Bezerra)
ANIVERSÁRIO DA LEI DO VOLUNTARIADO
Há treze anos era publicada a Lei do Serviço Voluntário. Vale a pena relê-la:
Lei do Voluntariado Nº 9.608 de 18/02/98
Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1º - Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos e de assistência social, inclusive mutualidade.
Parágrafo único: O serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
Art. 2º - O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade, publica ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições do seu serviço.
Art. 3º - O prestador do serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades voluntárias.
Parágrafo único: As despesas a serem ressarcidas deverão estar expressamente autorizadas pela entidade a que for prestado o serviço voluntário.
Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 18 de fevereiro de 1998; 177º da Independência da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Paiva
Lei do Voluntariado Nº 9.608 de 18/02/98
Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1º - Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos e de assistência social, inclusive mutualidade.
Parágrafo único: O serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
Art. 2º - O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade, publica ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições do seu serviço.
Art. 3º - O prestador do serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades voluntárias.
Parágrafo único: As despesas a serem ressarcidas deverão estar expressamente autorizadas pela entidade a que for prestado o serviço voluntário.
Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 18 de fevereiro de 1998; 177º da Independência da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Paiva
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O CHOCOLATE É TÃO SAUDÁVEL QUANTO ALGUMAS FRUTAS

A notícia que os chocólatras tanto sonhavam: o chocolate foi classificado como um superalimento, ou seja, que fortalece o sistema imunológico de forma natural.
Pesquisas mostram que o chocolate amargo é mais rico em antioxidantes do que sucos feitos a partir de frutas como cerejas, amoras, açaí, framboesas e outras chamadas de “superfrutas”. Mesmo o cacau sendo uma semente, os pesquisadores dizem que não precisamos parar de consumir chocolate e substituir pelas “superfrutas”. O que não se pode fazer é adicionar açúcar e leite ao chocolate amargo, pois assim os benefícios são diminuídos.
O estudo foi realizado por cientistas do Centro Hershey’s nos EUA. O estudo mostra que as barras pequenas de chocolate amargo se destacaram em todos os testes de flavonóides, componentes de baixo peso molecular encontrados em diversas espécies vegetais que previnem rugas e diminuem o risco de doenças cardíacas.
Outras pesquisas realizadas recentemente mostraram que apenas um pedacinho de chocolate amargo por dia pode reduzir o risco de doenças cardíacas em até um terço.
O consumo de chocolate ainda deve ser feito de forma moderada. O chocolate só é indicado em tratamentos de reeducação alimentar como parte de uma dieta equilibrada, rica em alimentos menos atraentes, como arroz integral, legumes e frutas.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
CONJUNTURA NACIONAL
Lugar de almirante
Sandra Cavalcanti era deputada da Arena, foi ao interventor Faria Lima:
- Almirante, tenho três reivindicações do partido para tratar com o senhor.
- Pois não, deputada.
- A primeira é a transferência de um fiscal do Estado para a capital. Ele está no interior, mas é um funcionário antigo e já merece uma posição melhor.
- Deputada, lugar de fiscal é na fiscalização. Qual é a segunda reivindicação?
- É um gari doente, governador. Não pode ficar tomando chuva. Queríamos levá-lo para a sede da Comlurb, mas o Marcos Tamoyo não concorda. O senhor podia falar com ele?
- Deputada, lugar de gari é na rua. Qual é a terceira?
- Uma professora de Campo Grande. Por problemas de família, precisa vir para a Secretaria.
- Lugar de professora é na escola, deputada. Só isso?
- Só, governador. Muito obrigada, até logo. E antes que me esqueça: lugar de almirante é no navio.
E foi embora. Quem conta é o amigo Sebastião Nery.
Contenção e alerta
Ainda não dá para fazer grande retrato sobre o governo Dilma. A própria permanece contida. Fez uma fala em cadeia nacional de TV, com abordagens já conhecidas, puxando o fio da confiança. O empresariado está quieto, em estado de alerta, procurando desvendar detalhes, esboços, pensamentos. No geral, os setores produtivos estão na expectativa. Há uma queixa, sim, sobre a expansão dos importados. Abarrotam as nossas prateleiras. Há uma reivindicação maior por parte da produção: desonerar a folha. E isso, anotem todos, isso vai ocorrer. Certo alívio vai ser proporcionado. A questão é o timing.
Mantega sob pressão
O ministro Guido Mantega permaneceu na equipe por sugestão especial do presidente Lula. Uma espécie de fiador da continuidade. Mas ele nunca foi totalmente palatável por Palocci, que age como primeiro-ministro do governo. Mantega é (ou era) considerado um ministro do bolso largo, gastador. Agora, vive sob pressão. Seus ouvidos recebem apelos constantes e intensos: segure a barra, não deixe a inflação disparar. E Dilma decide cortar R$ 50 bilhões do orçamento. Onde serão os cortes ? Nas verbas destinadas a projetos dos deputados. Vai haver chiadeira? Vai, sim. Mas governo iniciante tem capacidade de prender as lágrimas, conter as pressões. Por enquanto.
Salário mínimo
A prova da tese acima exposta é o próprio salário mínimo. Núcleos da própria base governista gostariam de trabalhar com a proposta de R$ 560. Mas Dilma fechou questão em torno dos R$ 545. E vai ser mesmo o salário. Deve haver um furo entre 130 a 150 votos contrários. Mas o rolo compressor do governo empurrará o salário pela garganta dos descontentes.
Lupi sob cabresto
Quem não está numa posição confortável é o ministro Carlos Lupi, do Trabalho. É evidente que sua posição é a do cara espremido entre a cruz e a caldeirinha. Seu PDT, liderado por Paulinho da Força, aparece defendendo o salário de R$ 560. Lupi chegou a se manifestar nessa direção, mas a presidente o enquadrou. Eis aqui algo interessante e que pode abrir cenários para especulação. Temos um ministro endossado pelas Centrais Sindicais. Essas entidades não mantêm com o governo Dilma a mesma aproximação que tinham com o governo Lula. Dilma as conserva à distância. Lupi é um perfil corporativo. E os perfis corporativos não estão se dando muito bem na atual administração.
Sólido e líquido
Uma grande indagação se incrusta nos horizontes do amanhã: qual e como será o papel das Centrais Sindicais no governo Dilma? Se continuarem a fazer manifestações nas ruas e nos corredores congressuais, poderão dar ideia de que estão agindo contra o governo. Na gestão anterior, elas conseguiram praticamente tudo o que reivindicavam. Agora, encontram resistências. Como ficará Lupi? Do lado das Centrais, que endossam sua manutenção no cargo, ou do lado do governo? Se a opção for por este, deverá continuar sólido, sob a contrariedade das Centrais; se optar por estas, deverá ser "líquido", e nessa condição, teria dificuldades para se manter na posição.
Mineirice, segundo Zé Abelha
Político mineiro é como essas fitas adesivas. Adere, depois começa a melar e finalmente descola. Aí, desprega.
Em matéria de sexo eu não aceito as novidades. Eu sou antiquado. Sexo pra mim é como o jogo de pingue-pongue: só dá pra dois.
Perfis corporativos
Na sequência do desenho acima, podemos desviar os olhos para os partidos políticos. A presidente não tem se curvado às pressões partidárias, deixando de nomear certas pessoas para cargos no governo. O exemplo mais forte é da indicação dos nomes do PMDB - leia-se Eduardo Cunha - para ocuparem diretorias em Furnas. O sentido corporativista está sendo realinhado neste governo Dilma. Não significa que ela fechará portas aos partidos. Continuará a governar com eles. Mas não aceita imposições. Os nomes devem ser ilibados, com carimbo técnico, e reconhecida experiência. Trata-se de um diferencial significativo da atual administração, comparando-se com o conceito de "terra arrasada", que predominava no governo anterior.
Segundo escalão
A presidente age nesse momento para evitar rompimento dos diques governamentais. Cada coisa no seu devido canto e no adequado tempo. As nomeações para o segundo escalão vão ocorrer, claro. Mas de maneira menos atabalhoada e mais focada nas adequações dos perfis aos cargos. Os perfis do PMDB com mais condições de ganharem cargos, logo após a votação do salário mínimo, são os de Geddel Vieira Lima, José Maranhão, Hélio Costa, Rodrigo Rocha Loures, Orlando Pessuti e Iris Rezende. Os outros partidos também encaminharam nomes. A relação está sendo analisada pelos ministros Antônio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).
DEM com chapa única
O DEM deverá ter chapa única na convenção de 15 de março, que definirá o novo comando do partido. José Agripino ou Marco Maciel deverão encabeçar a chapa.
Pelas curvas mineiras
No dia 31 de março de 64, Benedito Valadares encontra José Maria Alkmin e Olavo Drummond no aeroporto de Belo Horizonte:
- Alkmin, para onde você vai?
- Para Brasília.
- Para Brasília, ah, sim, para Brasília.
Saem os três andando para o cafezinho. Benedito põe a mão no ombro de Olavo:
- O Alkmin está dizendo que vai para Brasília para eu pensar que ele vai para o Rio. Mas ele vai é para Brasília mesmo.
Mineiro diz que vai entrar na curva, mas entra mesmo é na reta.
Kassab vai para onde?
Gilberto Kassab é um dos mais argutos políticos deste país. Tem tino e alta sensibilidade para captar mudanças de vento e de estação. Quer sair do DEM, mas dá débil sinal de que poderá nele permanecer; quer entrar no PMDB, mas pisca um olho para o PSB; acena com a possibilidade de criar um novo partido para, mais adiante, fazer sua fusão com... PMDB ou o próprio PSB. O PMDB percebeu sua movimentação e começa a dar sinais de inquietação. Espera que ele ingresse no partido em março. Já o PSB, de Eduardo Campos, tem grande interesse em cooptar Kassab. Vejamos as razões.
Mineirices, uai
Mineiro não adere, se acomoda. Depois, se incomoda e dá o troco.
Mineiro prefere não saber a dizer.
Três coisas preocupam: mineiro falando, mineiro escutando e mineiro calado.
A atração do PSB
O PSB é um partido de esquerda. Hoje, dirigido pelo governador Eduardo Campos, sua estrela mais ascendente, o partido tem forte inserção no Nordeste. Precisaria ter uma contrapartida no Sudeste, junto aos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas. Kassab entraria como luva na mão nesse projeto. Poderia se transformar na ponta avançada de uma estratégia para ocupar espaços dominados pelo PSDB e pelo PT. Esses dois partidos começam a dar sinais de saturação. O PSB, engordado com a fusão do PDB, Partido da Democracia Brasileira, seria algo novo, a bola da vez, a sigla que poderia cooptar as classes médias urbanas, núcleos intelectuais insatisfeitos com as velhas siglas, etc. Diz-se que Lula estaria incentivando esse maquiavélico projeto, que é uma alavanca para quebrar a fortaleza tucana em São Paulo.
Voto facultativo
É bem provável que mudanças na área da política abriguem o voto facultativo. Já estamos maduros para aprovar a ideia.
E o PMDB?
O PMDB poderia ser também o partido a abrigar o PDB de Kassab. O problema é a garantia da vaga para a candidatura ao governo em 2014. Kassab teme que o partido não lhe abra todas as portas. Hoje, o partido está sob o controle do vice-presidente Michel Temer. Que tem boa relação com o prefeito de São Paulo. Michel apenas expressa um aviso: há no partido alguns grupos que devem ser considerados e respeitados, a partir do grupo comandado pelo ministro Wagner Rossi, da Agricultura. Seu filho, Baleia Rossi, preside, hoje, a Comissão Provisória, eis que o Diretório Estadual foi auto-dissolvido. Kassab prefere o PMDB por ser um partido com maior capilaridade. A questão é : a janela que propiciaria sua migração. Trata-se de uma alternativa, mas é muito difícil sua aprovação logo agora em março. Esse é o X da questão. Nesse caso, a criação de um novo partido volta a ser a opção mais forte.
Atraso?
Sei não. A base para a Copa e as Olimpíadas está cheia de buracos. As equipes olham para os espaços e não sabem por onde começar.
Os Gomes e as viagens
Os Gomes do Ceará, Cid, o governador, e Ciro, o irmão, ex-ministro, ex-deputado e ex-candidato a muita coisa, apreciam viajar pelo mundo afora. Vez ou outra o governador Cid é flagrado em viagens que abrem críticas. Agora, esteve no exterior, viajando em um Falcon do Grupo Grendene. Grupo que recebe incentivos fiscais do governo do Ceará.
Mais mineirice
A velhice tem duas vantagens: não ir pra guerra e acreditar nos planos do governo.
Mineiro só tem medo de quatro coisas, porque são imprevisíveis: caneta de Juiz, bunda de neném, vaca prenha e urna.
Político mineiro não adere a político grande pra não ficar pequeno.
Fux e o ficha limpa
Esse ministro Luiz Fux deverá fazer bonito no STF. Preparado, culto, esforçado, aberto. Respira ares de modernidade. Trata-se de um ministro que assume compromissos sérios com a meta de administração da Justiça. E já se diz plenamente favorável ao projeto ficha limpa. Com ele a decisão: a lei valerá para as eleições do ano passado? Hoje, o caso está empatado.
Paes contra Meirelles
Henrique Meirelles, escolhido por Dilma para ser Autoridade Pública Olímpica (APO), responsável pelos programas da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, começa ser bombardeado. Desta feita, pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que gostaria de ver pessoa mais ligada a ele no comando daquelas operações. Sua alegação é a de que o Rio terá papel de vanguarda na realização do programa. Orlando Silva, o bom ministro dos Esportes, é outra pessoa inconsolável com a perda dessa operação.
Padilha
O ministro Padilha, da Saúde, faz bom trabalho nesse início. Sem alardes, mas elegendo prioridades.
Conselho aos vereadores
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado às Centrais Sindicais. Hoje, volta sua atenção aos vereadores:
1. A Casa Parlamentar dos Municípios é construída com os tijolos da base do edifício político do país. Deve ser, por excelência, a casa mais aberta às demandas do povo.
2. Por isso, no momento em que o país inaugura um novo ciclo político-administrativo, urge que as Câmaras de vereadores procurem respirar o ar das municipalidades, interpretando os sentimentos e expectativas das comunidades.
3. Em vez de debater questões individuais ou de abrir polêmica sobre apoios e oposições aos prefeitos, as Casas Legislativas deveriam organizar pautas de alta significação social, a partir da infraestrutura física e da rede de serviços sociais.
____________
(Gaudêncio Torquato)
Sandra Cavalcanti era deputada da Arena, foi ao interventor Faria Lima:
- Almirante, tenho três reivindicações do partido para tratar com o senhor.
- Pois não, deputada.
- A primeira é a transferência de um fiscal do Estado para a capital. Ele está no interior, mas é um funcionário antigo e já merece uma posição melhor.
- Deputada, lugar de fiscal é na fiscalização. Qual é a segunda reivindicação?
- É um gari doente, governador. Não pode ficar tomando chuva. Queríamos levá-lo para a sede da Comlurb, mas o Marcos Tamoyo não concorda. O senhor podia falar com ele?
- Deputada, lugar de gari é na rua. Qual é a terceira?
- Uma professora de Campo Grande. Por problemas de família, precisa vir para a Secretaria.
- Lugar de professora é na escola, deputada. Só isso?
- Só, governador. Muito obrigada, até logo. E antes que me esqueça: lugar de almirante é no navio.
E foi embora. Quem conta é o amigo Sebastião Nery.
Contenção e alerta
Ainda não dá para fazer grande retrato sobre o governo Dilma. A própria permanece contida. Fez uma fala em cadeia nacional de TV, com abordagens já conhecidas, puxando o fio da confiança. O empresariado está quieto, em estado de alerta, procurando desvendar detalhes, esboços, pensamentos. No geral, os setores produtivos estão na expectativa. Há uma queixa, sim, sobre a expansão dos importados. Abarrotam as nossas prateleiras. Há uma reivindicação maior por parte da produção: desonerar a folha. E isso, anotem todos, isso vai ocorrer. Certo alívio vai ser proporcionado. A questão é o timing.
Mantega sob pressão
O ministro Guido Mantega permaneceu na equipe por sugestão especial do presidente Lula. Uma espécie de fiador da continuidade. Mas ele nunca foi totalmente palatável por Palocci, que age como primeiro-ministro do governo. Mantega é (ou era) considerado um ministro do bolso largo, gastador. Agora, vive sob pressão. Seus ouvidos recebem apelos constantes e intensos: segure a barra, não deixe a inflação disparar. E Dilma decide cortar R$ 50 bilhões do orçamento. Onde serão os cortes ? Nas verbas destinadas a projetos dos deputados. Vai haver chiadeira? Vai, sim. Mas governo iniciante tem capacidade de prender as lágrimas, conter as pressões. Por enquanto.
Salário mínimo
A prova da tese acima exposta é o próprio salário mínimo. Núcleos da própria base governista gostariam de trabalhar com a proposta de R$ 560. Mas Dilma fechou questão em torno dos R$ 545. E vai ser mesmo o salário. Deve haver um furo entre 130 a 150 votos contrários. Mas o rolo compressor do governo empurrará o salário pela garganta dos descontentes.
Lupi sob cabresto
Quem não está numa posição confortável é o ministro Carlos Lupi, do Trabalho. É evidente que sua posição é a do cara espremido entre a cruz e a caldeirinha. Seu PDT, liderado por Paulinho da Força, aparece defendendo o salário de R$ 560. Lupi chegou a se manifestar nessa direção, mas a presidente o enquadrou. Eis aqui algo interessante e que pode abrir cenários para especulação. Temos um ministro endossado pelas Centrais Sindicais. Essas entidades não mantêm com o governo Dilma a mesma aproximação que tinham com o governo Lula. Dilma as conserva à distância. Lupi é um perfil corporativo. E os perfis corporativos não estão se dando muito bem na atual administração.
Sólido e líquido
Uma grande indagação se incrusta nos horizontes do amanhã: qual e como será o papel das Centrais Sindicais no governo Dilma? Se continuarem a fazer manifestações nas ruas e nos corredores congressuais, poderão dar ideia de que estão agindo contra o governo. Na gestão anterior, elas conseguiram praticamente tudo o que reivindicavam. Agora, encontram resistências. Como ficará Lupi? Do lado das Centrais, que endossam sua manutenção no cargo, ou do lado do governo? Se a opção for por este, deverá continuar sólido, sob a contrariedade das Centrais; se optar por estas, deverá ser "líquido", e nessa condição, teria dificuldades para se manter na posição.
Mineirice, segundo Zé Abelha
Político mineiro é como essas fitas adesivas. Adere, depois começa a melar e finalmente descola. Aí, desprega.
Em matéria de sexo eu não aceito as novidades. Eu sou antiquado. Sexo pra mim é como o jogo de pingue-pongue: só dá pra dois.
Perfis corporativos
Na sequência do desenho acima, podemos desviar os olhos para os partidos políticos. A presidente não tem se curvado às pressões partidárias, deixando de nomear certas pessoas para cargos no governo. O exemplo mais forte é da indicação dos nomes do PMDB - leia-se Eduardo Cunha - para ocuparem diretorias em Furnas. O sentido corporativista está sendo realinhado neste governo Dilma. Não significa que ela fechará portas aos partidos. Continuará a governar com eles. Mas não aceita imposições. Os nomes devem ser ilibados, com carimbo técnico, e reconhecida experiência. Trata-se de um diferencial significativo da atual administração, comparando-se com o conceito de "terra arrasada", que predominava no governo anterior.
Segundo escalão
A presidente age nesse momento para evitar rompimento dos diques governamentais. Cada coisa no seu devido canto e no adequado tempo. As nomeações para o segundo escalão vão ocorrer, claro. Mas de maneira menos atabalhoada e mais focada nas adequações dos perfis aos cargos. Os perfis do PMDB com mais condições de ganharem cargos, logo após a votação do salário mínimo, são os de Geddel Vieira Lima, José Maranhão, Hélio Costa, Rodrigo Rocha Loures, Orlando Pessuti e Iris Rezende. Os outros partidos também encaminharam nomes. A relação está sendo analisada pelos ministros Antônio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).
DEM com chapa única
O DEM deverá ter chapa única na convenção de 15 de março, que definirá o novo comando do partido. José Agripino ou Marco Maciel deverão encabeçar a chapa.
Pelas curvas mineiras
No dia 31 de março de 64, Benedito Valadares encontra José Maria Alkmin e Olavo Drummond no aeroporto de Belo Horizonte:
- Alkmin, para onde você vai?
- Para Brasília.
- Para Brasília, ah, sim, para Brasília.
Saem os três andando para o cafezinho. Benedito põe a mão no ombro de Olavo:
- O Alkmin está dizendo que vai para Brasília para eu pensar que ele vai para o Rio. Mas ele vai é para Brasília mesmo.
Mineiro diz que vai entrar na curva, mas entra mesmo é na reta.
Kassab vai para onde?
Gilberto Kassab é um dos mais argutos políticos deste país. Tem tino e alta sensibilidade para captar mudanças de vento e de estação. Quer sair do DEM, mas dá débil sinal de que poderá nele permanecer; quer entrar no PMDB, mas pisca um olho para o PSB; acena com a possibilidade de criar um novo partido para, mais adiante, fazer sua fusão com... PMDB ou o próprio PSB. O PMDB percebeu sua movimentação e começa a dar sinais de inquietação. Espera que ele ingresse no partido em março. Já o PSB, de Eduardo Campos, tem grande interesse em cooptar Kassab. Vejamos as razões.
Mineirices, uai
Mineiro não adere, se acomoda. Depois, se incomoda e dá o troco.
Mineiro prefere não saber a dizer.
Três coisas preocupam: mineiro falando, mineiro escutando e mineiro calado.
A atração do PSB
O PSB é um partido de esquerda. Hoje, dirigido pelo governador Eduardo Campos, sua estrela mais ascendente, o partido tem forte inserção no Nordeste. Precisaria ter uma contrapartida no Sudeste, junto aos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas. Kassab entraria como luva na mão nesse projeto. Poderia se transformar na ponta avançada de uma estratégia para ocupar espaços dominados pelo PSDB e pelo PT. Esses dois partidos começam a dar sinais de saturação. O PSB, engordado com a fusão do PDB, Partido da Democracia Brasileira, seria algo novo, a bola da vez, a sigla que poderia cooptar as classes médias urbanas, núcleos intelectuais insatisfeitos com as velhas siglas, etc. Diz-se que Lula estaria incentivando esse maquiavélico projeto, que é uma alavanca para quebrar a fortaleza tucana em São Paulo.
Voto facultativo
É bem provável que mudanças na área da política abriguem o voto facultativo. Já estamos maduros para aprovar a ideia.
E o PMDB?
O PMDB poderia ser também o partido a abrigar o PDB de Kassab. O problema é a garantia da vaga para a candidatura ao governo em 2014. Kassab teme que o partido não lhe abra todas as portas. Hoje, o partido está sob o controle do vice-presidente Michel Temer. Que tem boa relação com o prefeito de São Paulo. Michel apenas expressa um aviso: há no partido alguns grupos que devem ser considerados e respeitados, a partir do grupo comandado pelo ministro Wagner Rossi, da Agricultura. Seu filho, Baleia Rossi, preside, hoje, a Comissão Provisória, eis que o Diretório Estadual foi auto-dissolvido. Kassab prefere o PMDB por ser um partido com maior capilaridade. A questão é : a janela que propiciaria sua migração. Trata-se de uma alternativa, mas é muito difícil sua aprovação logo agora em março. Esse é o X da questão. Nesse caso, a criação de um novo partido volta a ser a opção mais forte.
Atraso?
Sei não. A base para a Copa e as Olimpíadas está cheia de buracos. As equipes olham para os espaços e não sabem por onde começar.
Os Gomes e as viagens
Os Gomes do Ceará, Cid, o governador, e Ciro, o irmão, ex-ministro, ex-deputado e ex-candidato a muita coisa, apreciam viajar pelo mundo afora. Vez ou outra o governador Cid é flagrado em viagens que abrem críticas. Agora, esteve no exterior, viajando em um Falcon do Grupo Grendene. Grupo que recebe incentivos fiscais do governo do Ceará.
Mais mineirice
A velhice tem duas vantagens: não ir pra guerra e acreditar nos planos do governo.
Mineiro só tem medo de quatro coisas, porque são imprevisíveis: caneta de Juiz, bunda de neném, vaca prenha e urna.
Político mineiro não adere a político grande pra não ficar pequeno.
Fux e o ficha limpa
Esse ministro Luiz Fux deverá fazer bonito no STF. Preparado, culto, esforçado, aberto. Respira ares de modernidade. Trata-se de um ministro que assume compromissos sérios com a meta de administração da Justiça. E já se diz plenamente favorável ao projeto ficha limpa. Com ele a decisão: a lei valerá para as eleições do ano passado? Hoje, o caso está empatado.
Paes contra Meirelles
Henrique Meirelles, escolhido por Dilma para ser Autoridade Pública Olímpica (APO), responsável pelos programas da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, começa ser bombardeado. Desta feita, pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que gostaria de ver pessoa mais ligada a ele no comando daquelas operações. Sua alegação é a de que o Rio terá papel de vanguarda na realização do programa. Orlando Silva, o bom ministro dos Esportes, é outra pessoa inconsolável com a perda dessa operação.
Padilha
O ministro Padilha, da Saúde, faz bom trabalho nesse início. Sem alardes, mas elegendo prioridades.
Conselho aos vereadores
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado às Centrais Sindicais. Hoje, volta sua atenção aos vereadores:
1. A Casa Parlamentar dos Municípios é construída com os tijolos da base do edifício político do país. Deve ser, por excelência, a casa mais aberta às demandas do povo.
2. Por isso, no momento em que o país inaugura um novo ciclo político-administrativo, urge que as Câmaras de vereadores procurem respirar o ar das municipalidades, interpretando os sentimentos e expectativas das comunidades.
3. Em vez de debater questões individuais ou de abrir polêmica sobre apoios e oposições aos prefeitos, as Casas Legislativas deveriam organizar pautas de alta significação social, a partir da infraestrutura física e da rede de serviços sociais.
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(Gaudêncio Torquato)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
DICAS PARA MELHORAR A SUA PRODUTIVIDADE

Quero falar um pouco com você sobre como melhorar a sua produtividade.
Produtividade hoje em dia é fundamental, já que todo profissional que queira ser um campeão na sua área tem de administrar muitas facetas em sua carreira: precisa ser um especialista em sua área, tornar-se um escritor é importante, lidar bem com todos os tipos de contatos no seu desempenho profissional, tornar-se uma referência para a mídia.
Todos esses lados do profissional precisam ser treinados, trabalhados e alimentados todos os dias.
Mas só dá para ser bem-sucedido em todos esses aspectos se você administrar bem o seu tempo. Afinal, o dia só tem 24 horas e você tem que usá-las com sabedoria.
Veja algumas dicas para usar bem o seu tempo e aumentar a sua produtividade:
1. Livre-se dos ladrões do tempo
O principal “ladrão de tempo” da atualidade é o computador conectado na internet: Chats, redes sociais, skype, messengers, curiosidades… Tudo isso tira sua atenção, sabota seu foco e dificulta a realização de tarefas. Desconecte-se da internet sempre que estiver envolvido em alguma tarefa específica. Reserve um tempo no seu dia para cuidar dos seus e-mails e relacionamentos, mas não permaneça 100% do tempo conectado.
2. Faça um download no seu cérebro
Uma das coisas que destrói a produtividade é ter excesso de tarefas e projetos ocupando seu cérebro ao mesmo tempo. A solução é fazer um “download”, ou seja, esvaziar seu cérebro e transferir tudo para uma lista, todas as noites. Dessa forma, essas preocupações “desocupam seu cérebro”, permitem que você descanse, sabendo que as coisas estão lá, seguras, e não serão esquecidas. Você vai dormir melhor e estar mais preparado para o dia seguinte.
3. Organize suas pendências
Ao acordar, organize a lista da noite anterior: estabeleça prioridades, distribua as tarefas e planeje o dia, sempre acompanhado da sua lista de pendências. Depois execute o que planejou, uma coisa de cada vez.
4. Crie rituais
Criar rituais faz com que você determine como será o seu dia. Os rituais devem ser praticados ao acordar e antes de dormir. Fazendo tudo na mesma ordem (por exemplo: alimentação, banho, alguma prática espiritual), você determina como será seu dia antes de começar a “batalha diária”.
5. Trabalhe em blocos de tempo
Quem faz tudo ao mesmo tempo não faz nada em tempo nenhum. Quando tiver algo para fazer, estabeleça o tempo (30 minutos, 40 minutos, 1 hora), desligue tudo e se concentre fazendo só essa única tarefa.
Avalie como você lida com o seu tempo e o quanto pode estar perdendo em produtividade, por não ter um método bom para trabalhar.
Um abraço,
Roberto Shinyashiki
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A VELA

“Vós acendeis uma vela... A sua chama dar-vos-á luz enquanto for alimentada pela cera que é consumida.
Esta combustão é, de certa forma, um sacrifício. Sem sacrifício não existe luz. O fogo necessita de alimento e a cera da vela é precisamente esse alimento.
Vós sabeis isso. O que não sabeis é que o ser humano pode ser comparado a uma vela, pois possui todos os materiais necessários para alimentar a chama nele. Esses materiais são os da sua natureza inferior: o egoísmo, a vaidade, a intolerância, o apego, o orgulho, a agressividade do poder, etc. Ele deve sacrificá-los para alimentar a sua chama.
O que impede os humanos de fazer esse sacrifício é o medo de desaparecerem. É certo que algo em nós desaparecerá, mas esse algo deve desaparecer para que outra coisa, mais pura, mais luminosa, apareça. Exatamente como a matéria da vela desaparece para que a luz continue a brilhar. Vós direis que, ao fim de um certo tempo, nada restará da vela. Sim, mas o homem pode arder indefinidamente. Uma vez aceso, ele já não pode apagar-se, pois a sua matéria combustível é inesgotável."
Omraam Mikhaël Aïvanhov
EFEMÉRIDE

Hoje é Dia de São Valentim. Festa para os enamorados, é o "Valentine's day". Conta-se que São Valentim tornou-se o padroeiro dos enamorados. Ele foi condenado à morte no ano 269 por desafiar o decreto do imperador Cláudius II (214-270), que proibiu novos casamentos na Roma antiga em tempos de guerra. A razão do decreto é que se desconfiava que os soldados casados eram menos valentes. Valentim, padre católico romano, desrespeitou o decreto e continuou casando os apaixonados... Séculos depois de sua condenação à morte foi canonizado pelo Papa Gelásio I.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
PARA REFLETIR
"Ninguém é grande nem pequeno neste mundo pela vida que leva, pomposa ou obscura. A categoria em que temos de classificar a importância dos homens deduz-se do valor dos atos que eles praticam, das ideias que difundem e dos sentimentos que comunicam aos seus semelhantes."
Ramalho Ortigão
Ramalho Ortigão
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
UMA LENDA!

"Certa vez, na Índia, um sábio passeava, com seu discípulo, à margem do rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava. Ele então correu e, com a mão, retirou o animalzinho e o trouxe à terra firme. Naquele instante, o escorpião o picou...
Dizem que é uma dor terrível... Inchou a mão do sábio. Assim que ele o colocou no chão, pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já inchada e aquelas dores violentas, vai e o retira novamente. E o discípulo a observar...
Numa terceira vez que ele traz o escorpião, já com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais distante em terra.
Aí, o discípulo já não suporta mais aquilo, e diz:
"Mestre, eu não estou entendendo... este animal... é a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua mão dessa maneira. O senhor deve estar sofrendo dores horríveis...".
E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e de renúncia no coração, que têm a visão das verdades celestes, vira-se para o discípulo e diz:
“Meu filho, por enquanto a natureza dele é de picar, mas a minha é de salvar.”
(Autor desconhecido)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
CONJUNTURA NACIONAL
Lei-te, Murilo, Lei-te
Sebastião Nery conta que Jânio estava hospedado na casa do deputado Murilo Costa Rego, no Recife, na campanha para presidente da República. Acordou com sede:
- Murilo, tu podes providenciar-me um uísque?
Murilo providenciou. Quando o garçom chega com a garrafa, está entrando na sala uma comissão de prefeitos pernambucanos. Jânio não se perturba:
- Eu disse leite, Murilo. Lei-te. Veio o "lei-te". Que o candidato sorveu com prazer! Para tristeza da cabeça.
Centrais x Dilma
Essa eu quero assistir de camarote: Centrais Sindicais contra governo Dilma. Centrais soltaram documento indicando rompimento com a presidente. Coisa para inglês ver. Se esse rompimento tivesse uma base mínima de solidez, deveriam as Centrais sair de todos os espaços que ocupam na administração Federal, a partir do Ministério do Trabalho, onde a Força Sindical implantou o ministro Carlos Lupi. As Centrais defendem o salário mínimo de R$ 580,00, sinalizando, porém, um acordo no patamar de R$ 560,00. Dizer que Dilma está rompendo com 8 anos de gestão Lula em favor de interesses do setor financeiro é uma grande besteira. Imaginem se Dilma fosse ceder a todas as pressões das Centrais.
Lula puxa a orelha
Se Lula, segundo as Centrais, foi o máximo na defesa dos interesses dos trabalhadores, agora puxa as orelhas dos sindicalistas. Pois nessa matéria do salário mínimo, em sua viagem ao Senegal para participar do Fórum Social Mundial, Lula simplesmente disse que os sindicalistas estão sendo "oportunistas". Nesse caso, o documento das Centrais contra Dilma acaba sendo um bumerangue. Bate, de volta, na casa das Centrais. Que, meio confusas, saem com esta: "Lula perdeu a chance de ficar calado".
PMDB Serrista
Há um grupo de 12 peemedebistas que querem se "vestir" de autênticos. Liderados por Osmar Serraglio, do Paraná, fazem agora um manifesto criticando o "fisiologismo" do PMDB. Esquecendo que nenhum partido viceja, hoje, sem entrar nos espaços da administração. Procurei fundamentos para entender as razões do Grupo. E constatei: são remanescentes do Grupo Serrista. Eleitores que votaram em José Serra para presidente. Perderam a eleição, ficaram sem rumos e espaços no partido. Mas fazem barulho e vão continuar abrindo visibilidade.
Lula com Chávez
Lula passará 5 dias com Chávez na Venezuela. Ainda este mês. Vão fazer exercícios de alongamento nas falas do programa presidencial na TV.
Bahia sem todos os santos
A Bahia já não é cantada como Terra de Todos os Santos. Há muito, se diz que virou Terra de Todos os Pecados. Brincadeiras à parte, a Bahia virou, agora, terra da violência. O dado é estarrecedor: 61 mortos para cada 100 mil habitantes, índice que assusta até o ranking da ONU. Fico imaginando os efeitos dos programas de distribuição de renda no Nordeste, a partir do Bolsa Família : era para termos um ambiente mais amigo, solidário, igualitário. O que vemos é a barbárie dos assassinatos. O que está acontecendo, Jaques Wagner? Cadê você, Jaques Wagner?
Cristina traída
Cristina Kirchner acaba de receber uma boa notícia: Nestor, o marido falecido, tinha uma amante, uma ex-secretária que agora revela o segredo. A moça bota no ar aquele roteiro mais que conhecido: veio do Sul, deixou tudo para ficar perto do amante. Eram apaixonados. Cristina traída será uma Cristina vítima. Que receberá a solidariedade de milhares de argentinas e de famílias conservadoras. Será mais uma injeção para vitaminar a reeleição da presidente no próximo outubro. A conferir!
Romário
Em matéria de política, Romário bate um bolão!!!
Lula e Mubarak
Em 2003, Lula visitou o Egito e festejou a ditadura de Osni Mubarak. Nessa semana, no Fórum Social Mundial, no Senegal, Lula execrou o ditador. Minha velha mãe, do alto dos seus mais que respeitados 94 anos, sempre me lembra: "meu filho, nunca diga - desta água não beberei".
Crueldades
Um turco se encontra com um canibal. "Sois muito cruéis", disse o maometano. "Comeis os cativos que fazeis na guerra". Ao que o canibal replicou: "E o que fazeis dos vossos?" Resposta: "Ah, nós os matamos, mas, depois que estão mortos, não os comemos". Montesquieu, autor desta historinha, arremata: "Não há povo que não tenha sua crueldade particular".
Levantando a poeira
Apreciei bastante o Pai Nosso rezado pelos sambistas do Rio de Janeiro no meio das cinzas e da fumaça do incêndio que devastou as tendas de 3 Escolas de Samba. Prejuízo calculado em R$ 20 milhões. Mas não há dinheiro para pagar o esforço, a criatividade, a união de pessoas e comunidades que, há um ano, dão o melhor de si para abrilhantar o desfile de suas Escolas. O Pai Nosso rezado sob as cinzas abre as esperanças que o carnaval carioca, mesmo sob forte impacto, desfilará soberbo, garboso, exuberante na passarela do Samba.
Quer ver?
Padre Aneiko, deputado estadual pelo PDC, vinha do Paraguai. Na fronteira de Foz do Iguaçu, encontrou-se com duas amigas, que lhe pediram para passar com uns perfumes de contrabando. Arrumou no cinturão, embaixo da batina. Na Alfândega, o fiscal pergunta:
- Alguma mercadoria, padre?
- Não.
- E aí embaixo da batina ?
- O que tem aqui embaixo é dessas duas moças. Quer ver?
O fiscal não quis.
Imbróglio à vista
A mesa da Câmara tomou a decisão de dar posse aos suplentes eleitos pelas coligações e não aos nomes dos partidos, isoladamente. O imbróglio está no ar. Em 2007, o TSE, respondendo a uma consulta sobre fidelidade partidária, fixou que o mandato no sistema proporcional pertence ao partido. De lá para cá, a confusão se estabeleceu. Até o momento, o STF não julgou o mérito dessa questão. Decisões dadas às liminares individuais foram no sentido de dar ao partido o direito à suplência. O poder político, exercido pela Câmara, tem interpretação divergente. Essa pendenga deverá ser decidida em breve. Este consultor já escreveu artigo sobre o tema. Se a coligação existe e elege, é a ela que deve caber a vaga.
Táticas
Conselhinhos para o cotidiano. Em terreno dispersivo, não lute. Em terreno fácil, não pare. Em terreno controverso, não ataque. Em terreno aberto, não tente barrar o caminho do inimigo. Em terreno de estradas cruzadas, una-se aos aliados. Em terreno seco, saqueie. Em terreno difícil, marche sempre. Em terreno cercado, recorra a estratagemas. Em terreno desesperador, lute.
Tiririca
Quando perguntaram a Tiririca qual seria seu primeiro projeto na Casa? Ele gaguejou...
- Na ...Casa, nesta Casa......? Fazer uns esticadinhos para botar mais 2 banheiros no Gabinete.
PT dividido
Não é apenas o PMDB o partido de querelas e divergências. No PT, as brigas entre alas se ampliam. Há um grupo descontente com a presidente Dilma. Integrado por Arlindo Chinaglia, Jilmar Tatto, Henrique Fontana e Odair Cunha, entre outros. Fizeram campanha contra Vaccarezza, reconduzido à liderança do Governo na Câmara, em reconhecimento ao seu bom trabalho.
Pressa de chegar
"Só quem realmente deu a volta ao mundo inteiro tem pressa de chegar em casa". (Chesterton)
ACM Neto segura?
O novo líder do DEM, deputado ACM Neto, é ágil, faz boa articulação, perfil respeitado. Conseguirá, com todo esse aparato, segurar as forças do DEM que pretendem se desvencilhar do partido? Acho difícil. O DEM perde substância a cada ciclo legislativo. Não tem discurso. Como, aliás, todos os outros partidos. Não faz oposição como deveria fazer. Falta a ele visão estratégica. Poderia renascer com a vitamina de uma reforma política. Por isso, acho que Kassab, prefeito de SP, e Colombo, governador de SC, mais cedo ou mais tarde, procurarão outros nichos.
Pena mínima
O rapaz era advogado novo em Princesa Isabel/PB, ia defender um criminoso de morte a faca. Procurou o coronel Zé Pereira, dono da cidade:
- Coronel, preciso conseguir pena mínima para meu cliente. Se não conseguir, não tenho carreira aqui.
O coronel prometeu. Terminou o julgamento, pena mínima. O advogado foi agradecer a vitória ao coronel, que valorizou a ajuda:
- Doutor, o senhor não calcula a força que eu fiz para conseguir a pena mínima. Todo mundo queria absolver o homem.
Salário mínimo
Prova de fogo do governo Dilma será na próxima semana, quando será votado projeto de lei, em regime de urgência, sobre salário mínimo de R$ 545,00. Prova de fogo do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.
Meirelles
Informei em primeira mão que Henrique Meirelles havia sido escolhido para ser a Autoridade Pública Olímpica, o comandante dos programas para a Copa e Olimpíadas. Pois bem: continua convidado. Mas o PC do P chiou. Quer que a área continue sob sua égide. O bom ministro Orlando Silva bem que gostaria de acumular as funções de APO e ministro dos Esportes. A presidente Dilma pediu para Meirelles esperar um pouco mais.
Parábola
O sujeito encontra um tesouro escondido no campo. O que faz? Esconde-o de novo. Cheio de alegria, corre, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.
Suplentes de senadores
Agoniza a tese dos suplentes sem voto que assumem o mandato na vaga do titular. Este consultor aposta na tese de que os suplentes sem voto têm os dias contados. Os que estão na planilha, claro, têm direitos adquiridos. Mas há uma forte indicação de que as vagas, no impedimento do titular, serão preenchidas pelos candidatos votados, obedecendo-se à escala do mais votado ao menos votado.
Maluf
O pedinte se aproximou de Maluf quando ele chegava à Câmara dos Deputados e tascou:
- Deputado, me arranje um cinquinho para um lanche.
Maluf, apressado, responde na lata:
- Não, meu amigo, não podemos dar gorjeta. Somos proibidos. A lei não permite. Vão dizer que estou comprando votos.
O pedinte não se conform:
- Mas doutor, ninguém tá vendo. Ninguém. Só nós dois.
Maluf, olhar matreiro, aponta o polegar para o céu:
- Você se engana, meu amigo. Somos nós dois e Ele. Ele, lá em cima, está nos vigiando.
Sorrateiro, deixou o pedinte a olhar para os céus.
A transparência de Netinho
José Police Neto, o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, é um perfil que respira o cheiro do tempo. Antenado ao clima e às circunstâncias. Acaba de criar a figura do Ouvidor da Câmara. Pessoa que agirá como "os sentidos" do corpo legislativo municipal. Netinho quer implantar uma estrutura comprometida com todos os ideais republicanos: transparência, clareza, agilidade, dinamismo, operacionalidade, integração de áreas e espaços, participação do cidadão no processo legislativo. Netinho expressa modernidade institucional. Na esteira do Brasil das Reformas.
Verlaine
"Violinos com seu choro assombram o outono e eu, corpo morto de torpor, me abandono" ( Les sanglots longs des violons de l"automne blessent mon coeur d'une languer monotone - Paul Verlaine)
Conselho às Centrais Sindicais
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos congressistas. Hoje, volta sua atenção às Centrais Sindicais:
1. Tenham cuidado na formatação de propostas em relação ao salário mínimo e a outras demandas de natureza econômica.
2. Não exijam um salto maior que as pernas do país podem dar.
3. Os avanços e conquistas do sindicalismo nos últimos tempos chegam a assombrar por sua dimensão e expressão. Cuidado: tudo de mais é veneno. O ciclo político que se abre convida a decisões parcimoniosas e equilibradas. Sem exageros e radicalismos.
(Gaudêncio Torquato)
Sebastião Nery conta que Jânio estava hospedado na casa do deputado Murilo Costa Rego, no Recife, na campanha para presidente da República. Acordou com sede:
- Murilo, tu podes providenciar-me um uísque?
Murilo providenciou. Quando o garçom chega com a garrafa, está entrando na sala uma comissão de prefeitos pernambucanos. Jânio não se perturba:
- Eu disse leite, Murilo. Lei-te. Veio o "lei-te". Que o candidato sorveu com prazer! Para tristeza da cabeça.
Centrais x Dilma
Essa eu quero assistir de camarote: Centrais Sindicais contra governo Dilma. Centrais soltaram documento indicando rompimento com a presidente. Coisa para inglês ver. Se esse rompimento tivesse uma base mínima de solidez, deveriam as Centrais sair de todos os espaços que ocupam na administração Federal, a partir do Ministério do Trabalho, onde a Força Sindical implantou o ministro Carlos Lupi. As Centrais defendem o salário mínimo de R$ 580,00, sinalizando, porém, um acordo no patamar de R$ 560,00. Dizer que Dilma está rompendo com 8 anos de gestão Lula em favor de interesses do setor financeiro é uma grande besteira. Imaginem se Dilma fosse ceder a todas as pressões das Centrais.
Lula puxa a orelha
Se Lula, segundo as Centrais, foi o máximo na defesa dos interesses dos trabalhadores, agora puxa as orelhas dos sindicalistas. Pois nessa matéria do salário mínimo, em sua viagem ao Senegal para participar do Fórum Social Mundial, Lula simplesmente disse que os sindicalistas estão sendo "oportunistas". Nesse caso, o documento das Centrais contra Dilma acaba sendo um bumerangue. Bate, de volta, na casa das Centrais. Que, meio confusas, saem com esta: "Lula perdeu a chance de ficar calado".
PMDB Serrista
Há um grupo de 12 peemedebistas que querem se "vestir" de autênticos. Liderados por Osmar Serraglio, do Paraná, fazem agora um manifesto criticando o "fisiologismo" do PMDB. Esquecendo que nenhum partido viceja, hoje, sem entrar nos espaços da administração. Procurei fundamentos para entender as razões do Grupo. E constatei: são remanescentes do Grupo Serrista. Eleitores que votaram em José Serra para presidente. Perderam a eleição, ficaram sem rumos e espaços no partido. Mas fazem barulho e vão continuar abrindo visibilidade.
Lula com Chávez
Lula passará 5 dias com Chávez na Venezuela. Ainda este mês. Vão fazer exercícios de alongamento nas falas do programa presidencial na TV.
Bahia sem todos os santos
A Bahia já não é cantada como Terra de Todos os Santos. Há muito, se diz que virou Terra de Todos os Pecados. Brincadeiras à parte, a Bahia virou, agora, terra da violência. O dado é estarrecedor: 61 mortos para cada 100 mil habitantes, índice que assusta até o ranking da ONU. Fico imaginando os efeitos dos programas de distribuição de renda no Nordeste, a partir do Bolsa Família : era para termos um ambiente mais amigo, solidário, igualitário. O que vemos é a barbárie dos assassinatos. O que está acontecendo, Jaques Wagner? Cadê você, Jaques Wagner?
Cristina traída
Cristina Kirchner acaba de receber uma boa notícia: Nestor, o marido falecido, tinha uma amante, uma ex-secretária que agora revela o segredo. A moça bota no ar aquele roteiro mais que conhecido: veio do Sul, deixou tudo para ficar perto do amante. Eram apaixonados. Cristina traída será uma Cristina vítima. Que receberá a solidariedade de milhares de argentinas e de famílias conservadoras. Será mais uma injeção para vitaminar a reeleição da presidente no próximo outubro. A conferir!
Romário
Em matéria de política, Romário bate um bolão!!!
Lula e Mubarak
Em 2003, Lula visitou o Egito e festejou a ditadura de Osni Mubarak. Nessa semana, no Fórum Social Mundial, no Senegal, Lula execrou o ditador. Minha velha mãe, do alto dos seus mais que respeitados 94 anos, sempre me lembra: "meu filho, nunca diga - desta água não beberei".
Crueldades
Um turco se encontra com um canibal. "Sois muito cruéis", disse o maometano. "Comeis os cativos que fazeis na guerra". Ao que o canibal replicou: "E o que fazeis dos vossos?" Resposta: "Ah, nós os matamos, mas, depois que estão mortos, não os comemos". Montesquieu, autor desta historinha, arremata: "Não há povo que não tenha sua crueldade particular".
Levantando a poeira
Apreciei bastante o Pai Nosso rezado pelos sambistas do Rio de Janeiro no meio das cinzas e da fumaça do incêndio que devastou as tendas de 3 Escolas de Samba. Prejuízo calculado em R$ 20 milhões. Mas não há dinheiro para pagar o esforço, a criatividade, a união de pessoas e comunidades que, há um ano, dão o melhor de si para abrilhantar o desfile de suas Escolas. O Pai Nosso rezado sob as cinzas abre as esperanças que o carnaval carioca, mesmo sob forte impacto, desfilará soberbo, garboso, exuberante na passarela do Samba.
Quer ver?
Padre Aneiko, deputado estadual pelo PDC, vinha do Paraguai. Na fronteira de Foz do Iguaçu, encontrou-se com duas amigas, que lhe pediram para passar com uns perfumes de contrabando. Arrumou no cinturão, embaixo da batina. Na Alfândega, o fiscal pergunta:
- Alguma mercadoria, padre?
- Não.
- E aí embaixo da batina ?
- O que tem aqui embaixo é dessas duas moças. Quer ver?
O fiscal não quis.
Imbróglio à vista
A mesa da Câmara tomou a decisão de dar posse aos suplentes eleitos pelas coligações e não aos nomes dos partidos, isoladamente. O imbróglio está no ar. Em 2007, o TSE, respondendo a uma consulta sobre fidelidade partidária, fixou que o mandato no sistema proporcional pertence ao partido. De lá para cá, a confusão se estabeleceu. Até o momento, o STF não julgou o mérito dessa questão. Decisões dadas às liminares individuais foram no sentido de dar ao partido o direito à suplência. O poder político, exercido pela Câmara, tem interpretação divergente. Essa pendenga deverá ser decidida em breve. Este consultor já escreveu artigo sobre o tema. Se a coligação existe e elege, é a ela que deve caber a vaga.
Táticas
Conselhinhos para o cotidiano. Em terreno dispersivo, não lute. Em terreno fácil, não pare. Em terreno controverso, não ataque. Em terreno aberto, não tente barrar o caminho do inimigo. Em terreno de estradas cruzadas, una-se aos aliados. Em terreno seco, saqueie. Em terreno difícil, marche sempre. Em terreno cercado, recorra a estratagemas. Em terreno desesperador, lute.
Tiririca
Quando perguntaram a Tiririca qual seria seu primeiro projeto na Casa? Ele gaguejou...
- Na ...Casa, nesta Casa......? Fazer uns esticadinhos para botar mais 2 banheiros no Gabinete.
PT dividido
Não é apenas o PMDB o partido de querelas e divergências. No PT, as brigas entre alas se ampliam. Há um grupo descontente com a presidente Dilma. Integrado por Arlindo Chinaglia, Jilmar Tatto, Henrique Fontana e Odair Cunha, entre outros. Fizeram campanha contra Vaccarezza, reconduzido à liderança do Governo na Câmara, em reconhecimento ao seu bom trabalho.
Pressa de chegar
"Só quem realmente deu a volta ao mundo inteiro tem pressa de chegar em casa". (Chesterton)
ACM Neto segura?
O novo líder do DEM, deputado ACM Neto, é ágil, faz boa articulação, perfil respeitado. Conseguirá, com todo esse aparato, segurar as forças do DEM que pretendem se desvencilhar do partido? Acho difícil. O DEM perde substância a cada ciclo legislativo. Não tem discurso. Como, aliás, todos os outros partidos. Não faz oposição como deveria fazer. Falta a ele visão estratégica. Poderia renascer com a vitamina de uma reforma política. Por isso, acho que Kassab, prefeito de SP, e Colombo, governador de SC, mais cedo ou mais tarde, procurarão outros nichos.
Pena mínima
O rapaz era advogado novo em Princesa Isabel/PB, ia defender um criminoso de morte a faca. Procurou o coronel Zé Pereira, dono da cidade:
- Coronel, preciso conseguir pena mínima para meu cliente. Se não conseguir, não tenho carreira aqui.
O coronel prometeu. Terminou o julgamento, pena mínima. O advogado foi agradecer a vitória ao coronel, que valorizou a ajuda:
- Doutor, o senhor não calcula a força que eu fiz para conseguir a pena mínima. Todo mundo queria absolver o homem.
Salário mínimo
Prova de fogo do governo Dilma será na próxima semana, quando será votado projeto de lei, em regime de urgência, sobre salário mínimo de R$ 545,00. Prova de fogo do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.
Meirelles
Informei em primeira mão que Henrique Meirelles havia sido escolhido para ser a Autoridade Pública Olímpica, o comandante dos programas para a Copa e Olimpíadas. Pois bem: continua convidado. Mas o PC do P chiou. Quer que a área continue sob sua égide. O bom ministro Orlando Silva bem que gostaria de acumular as funções de APO e ministro dos Esportes. A presidente Dilma pediu para Meirelles esperar um pouco mais.
Parábola
O sujeito encontra um tesouro escondido no campo. O que faz? Esconde-o de novo. Cheio de alegria, corre, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.
Suplentes de senadores
Agoniza a tese dos suplentes sem voto que assumem o mandato na vaga do titular. Este consultor aposta na tese de que os suplentes sem voto têm os dias contados. Os que estão na planilha, claro, têm direitos adquiridos. Mas há uma forte indicação de que as vagas, no impedimento do titular, serão preenchidas pelos candidatos votados, obedecendo-se à escala do mais votado ao menos votado.
Maluf
O pedinte se aproximou de Maluf quando ele chegava à Câmara dos Deputados e tascou:
- Deputado, me arranje um cinquinho para um lanche.
Maluf, apressado, responde na lata:
- Não, meu amigo, não podemos dar gorjeta. Somos proibidos. A lei não permite. Vão dizer que estou comprando votos.
O pedinte não se conform:
- Mas doutor, ninguém tá vendo. Ninguém. Só nós dois.
Maluf, olhar matreiro, aponta o polegar para o céu:
- Você se engana, meu amigo. Somos nós dois e Ele. Ele, lá em cima, está nos vigiando.
Sorrateiro, deixou o pedinte a olhar para os céus.
A transparência de Netinho
José Police Neto, o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, é um perfil que respira o cheiro do tempo. Antenado ao clima e às circunstâncias. Acaba de criar a figura do Ouvidor da Câmara. Pessoa que agirá como "os sentidos" do corpo legislativo municipal. Netinho quer implantar uma estrutura comprometida com todos os ideais republicanos: transparência, clareza, agilidade, dinamismo, operacionalidade, integração de áreas e espaços, participação do cidadão no processo legislativo. Netinho expressa modernidade institucional. Na esteira do Brasil das Reformas.
Verlaine
"Violinos com seu choro assombram o outono e eu, corpo morto de torpor, me abandono" ( Les sanglots longs des violons de l"automne blessent mon coeur d'une languer monotone - Paul Verlaine)
Conselho às Centrais Sindicais
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos congressistas. Hoje, volta sua atenção às Centrais Sindicais:
1. Tenham cuidado na formatação de propostas em relação ao salário mínimo e a outras demandas de natureza econômica.
2. Não exijam um salto maior que as pernas do país podem dar.
3. Os avanços e conquistas do sindicalismo nos últimos tempos chegam a assombrar por sua dimensão e expressão. Cuidado: tudo de mais é veneno. O ciclo político que se abre convida a decisões parcimoniosas e equilibradas. Sem exageros e radicalismos.
(Gaudêncio Torquato)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
CRATEÚS E QUIXADÁ SEDIAM ENCONTRO SOBRE DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Os municípios de Quixadá e Crateús recebem nesta semana os Seminário Regionais sobre Promoção, Defesa e Controle Social dos Direitos da Criança e do Adolescente, promovidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Secretaria da Educação do Estado (Seduc).
O evento é aberto para participação de educadores, técnicos das áreas de assistência social e saúde e representantes de entidades não governamentais com atuação na área.
O seminário em Quixadá ocorrerá na terça-feira (8) e na quarta-feira (9). As atividades do primeiro dia ocorrerão na sede da Câmara Municipal (Travessa Tiradentes, 515) e serão voltadas especificamente para os educadores das redes estadual e de 27 municípios das regiões jaguaribana e sertão central, tratando do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca).
Já o segundo dia será sediado no Centro Vocacional da Diocese de Quixadá (Sítio Combate) e abordará o sistema de garantia de direitos e a defesa do conjunto de direitos da criança e do adolescente, quando será aberto a, além dos educadores, técnicos e interessados dos segmentos de saúde, assistência social e ONGs.
Em Crateús, o seminário ocorrerá na quinta-feira (10), e na sexta-feira (11), na sede da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede 13), da Seduc, que fica no Km 03, da BR 226 (bairro Venâncios).
O evento reunirá representantes de 16 municípios do sertão de Crateús e região dos Inhamuns, organizado com o mesmo formato e programação do seminário de Quixadá (primeiro dia voltado aos educadores e segundo dia aberto aos demais interessados).
“Com estes seminários, estamos formando melhor importantes atores sociais para exigir e fortalecer políticas públicas em favor das crianças e adolescentes de todo o nosso Estado”, afirma Antonio de Oliveira Lima.
Ele afirma que os dois primeiros seminários já realizados (em Sobral e em Itapipoca, no final de janeiro) capacitaram cerca de 440 participantes. O procurador ressalta que outros três seminários ainda serão realizados, além dos de Quixadá e de Crateús: em Juazeiro do Norte (22 e 23/2), Iguatu (24 e 25/2) e em Fortaleza (dias 22 e 23/3).
(Por Luciano Augusto)
O evento é aberto para participação de educadores, técnicos das áreas de assistência social e saúde e representantes de entidades não governamentais com atuação na área.
O seminário em Quixadá ocorrerá na terça-feira (8) e na quarta-feira (9). As atividades do primeiro dia ocorrerão na sede da Câmara Municipal (Travessa Tiradentes, 515) e serão voltadas especificamente para os educadores das redes estadual e de 27 municípios das regiões jaguaribana e sertão central, tratando do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca).
Já o segundo dia será sediado no Centro Vocacional da Diocese de Quixadá (Sítio Combate) e abordará o sistema de garantia de direitos e a defesa do conjunto de direitos da criança e do adolescente, quando será aberto a, além dos educadores, técnicos e interessados dos segmentos de saúde, assistência social e ONGs.
Em Crateús, o seminário ocorrerá na quinta-feira (10), e na sexta-feira (11), na sede da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede 13), da Seduc, que fica no Km 03, da BR 226 (bairro Venâncios).
O evento reunirá representantes de 16 municípios do sertão de Crateús e região dos Inhamuns, organizado com o mesmo formato e programação do seminário de Quixadá (primeiro dia voltado aos educadores e segundo dia aberto aos demais interessados).
“Com estes seminários, estamos formando melhor importantes atores sociais para exigir e fortalecer políticas públicas em favor das crianças e adolescentes de todo o nosso Estado”, afirma Antonio de Oliveira Lima.
Ele afirma que os dois primeiros seminários já realizados (em Sobral e em Itapipoca, no final de janeiro) capacitaram cerca de 440 participantes. O procurador ressalta que outros três seminários ainda serão realizados, além dos de Quixadá e de Crateús: em Juazeiro do Norte (22 e 23/2), Iguatu (24 e 25/2) e em Fortaleza (dias 22 e 23/3).
(Por Luciano Augusto)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
TEMPO DE MUDA - por Fernando Henrique Cardoso

Novo ano, nova presidente, novo Congresso atuando no Brasil de sempre, com seus êxitos, suas lacunas e suas aspirações. Tempo de muda, palavra que no dicionário se refere à troca de animais cansados por outros mais bem dispostos, ou de plantas que dos vasos em viveiro vão florescer em terra firme. A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito é outro. Mais discreta, com menos loquacidade retórica. Mais afeita aos números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança braba de seu patrono e de si mesma. Nem bem assume e seus porta-vozes econômicos já têm que apelar às mágicas antigas (quanto foi mal falado o doutor Delfim, que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o que todos sabiam!) porque a situação fiscal se agravou. Até os mercados, que só descobrem estas coisas quando está tudo por um fio, perceberam. Mesmo os velhos bobos ortodoxos do FMI, no linguajar descontraído do ministro da Fazenda, viram que algo anda mal.
Seja no reconhecimento maldisfarçado da necessidade de um ajuste fiscal, seja no alerta quanto ao cheiro de fumaça na compra a toque de caixa dos jatos franceses, seja nas tiradas sobre os até pouco tempo esquecidos “direitos humanos”, há sinais de mudança. Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula.
Aos novos sinais, se contrapõem os amores antigos: Belo Monte há de vir à luz com cesariana, esquecendo as preocupações com o meio ambiente e com o cumprimento dos requisitos legais; as alianças com os partidos da “governabilidade” continuarão a custar caro no Congresso e nos ministérios, sem falar no “segundo escalão”, cujas joias mais vistosas, como Furnas (está longe de ser a única), já são objeto de ameaças de rapto e retaliação. Diante de tudo isso, como fica a oposição?
Digamos que ela quer ser “elevada”, sem sujar as mãos (ou a língua) nas nódoas do cotidiano nem confundir crítica ao que está errado com oposição ao país (preocupação que os petistas nunca tiveram quando na oposição). Ainda assim, há muito a fazer para corresponder à fase de “muda”. A começar pela crítica à falta de estratégia para o país: que faremos para lidar com a China (reconhecendo seu papel e o muito de valioso que podemos aprender com ela)? Não basta jogar a culpa da baixa competitividade nas altas taxas de juro. Olhando para o futuro, teremos de escolher em que produtos poderemos competir com China, Índia, asiáticos em geral, Estados Unidos, etc. Provavelmente serão os de alta tecnologia, sem esquecer que os agrícolas e minerais também requerem tal tipo de conhecimento. Preparamo-nos para a era da inovação? Reorientamos nosso sistema escolar nesta direção? Como investir em novas e nas antigas áreas produtivas sem poupança interna? No governo anterior, os interesses do Brasil pareciam submergir nos limites do antigo “Terceiro Mundo”, guiados pela retórica do Sul-Sul, esquecidos de que a China é Norte e nós, mais ou menos. Definimos os Estados Unidos como “o outro lado” e percebemos agora que suas diferenças com a China são menores do que imaginávamos. Que faremos para evitar o isolamento e assegurar o interesse nacional sem guiar-nos por ideologias arcaicas?
Há outros objetivos estratégicos. Por exemplo, no caso da energia: aproveitaremos de fato as vantagens do etanol, criaremos uma indústria alcoolquímica, usaremos a energia eólica mais intensamente? Ou, noutro plano, por que tanta pressa para capitalizar a Petrobras e endividar o Tesouro com o pré-sal em momento de agrura fiscal? As jazidas do pré-sal são importantes, mas deveríamos ter uma estratégia mais clara sobre como e quando aproveitá-las. O regime de partilha é mesmo mais vantajoso? Nada disso está definido com clareza.
O governo anterior sonegava à população o debate sobre seu futuro. O caminho a ser seguido era definido em surdina nos gabinetes governamentais e nas grandes empresas. Depois se servia ao país o prato feito na marcha batida dos projetos-impacto tipo trem-bala, PACs diversos, usinas hidrelétricas de custo indefinido e serventia pouco demonstrada. Como nos governos autoritários do passado. Está na hora de a oposição berrar e pedir a democratização das decisões, submetendo-as ao debate público.
Não basta isso, entretanto, para a oposição atuar de modo efetivo. Há que mexer no desagradável. Não dá para calar diante da Caixa Econômica ter se associado a um banco já falido que agora é salvo sem transparência pelos mecanismos do Proer e assemelhados. E não foi só lá que o dinheiro do contribuinte escapou pelos ralos para subsidiar grandes empresas nacionais e estrangeiras, via BNDES. Não será tempo de esquadrinhar a fundo a compra dos aviões? E o montante da dívida interna, que ultrapassa um trilhão e seiscentos bilhões de reais, não empana o feito da redução da dívida externa? E dá para esquecer dos cartões corporativos usados pelo Alvorada que foram tornados “de interesse da segurança nacional” até o final do governo Lula para esconder o montante dos gastos? Não cobraremos agora a transparência? E o ritmo lento das obras de infraestrutura, prejudicadas pelo preconceito ideológico contra a associação do público com o privado, contra a privatização necessária em casos específicos, passará como se fosse contingência natural? Ou as responsabilidades pelos atrasos nas obras viárias, de aeroportos e de usinas serão cobradas? Por que não começar com as da Copa, libertas de licitação e mesmo assim dormindo em berço esplêndido?
Há, sim, muita coisa para dizer nesta hora de “muda”. Ou a oposição fala e fala forte, sem se perder em questiúnculas internas, ou tudo continuará na toada de tomar a propaganda por realização. Mesmo porque, por mais que haja nuances, o governo é um só Lula-Dilma, governo do PT ao qual se subordinam ávidos aliados.
*Ex-presidente da República
sábado, 5 de fevereiro de 2011
PAUSA PARA RIR: O PADRE E O SECADOR DE CABELOS

Uma Senhora muito distinta estava em um avião vindo da Suíça.
Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou:
- Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor?
- Claro, minha filha, o que posso fazer por você?
É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro.
Eu realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega.
Será que o senhor poderia levá-lo debaixo de sua batina?
Claro que posso, minha filha, mas você deve saber que eu não posso mentir!
O senhor tem um rosto tão honesto, Padre, que estou
certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E lhe deu o secador.
O avião chegou a seu destino.
Quando o padre se apresentou à Alfândega, lhe perguntaram:
-Padre, o senhor tem algo a declarar?
O padre prontamente respondeu:
- Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho.
Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou:
- E da cintura para baixo, o que o senhor tem?
- Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado.
Caindo na risada, o fiscal exclamou:
- Pode passar, Padre! O próximo...!!!
A inteligência faz a diferença.
Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.
(Enviada por Tião Machado - BSB-DF)
VISITA DE CONTERRÂNEO
Passando pra expressar meu apreço por este blog, de altissima qualidade e deixar o meu aqui pra vcs verem:
http://edsoncrat.blogspot.com/
Edson Alves
Miscelânea do Edson
Universo cultural ao meu redor!
http://edsoncrat.blogspot.com/
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
EXAME DE ORDEM PROTEGE CIDADÃO QUE PRECISA DE ADVOGADO
Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) junto aos bacharéis em Direito que realizaram a primeira fase do mais recente Exame de Ordem traz revelações importantes para a compreensão de quem realmente se opõe ao certame de ingresso na Advocacia e a quem interesse a controvérsia criada em torno do tema.
Nada menos do que 83% dos entrevistados consideram o Exame importante ou muito importante para manter o bom nível da Advocacia. Nitidamente favoráveis à realização do Exame correspondem a 82%, enquanto 86% preferem o modelo unificado em todo o país, como o que vem sendo adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sua utilidade é reconhecida por 75% dos bacharéis, 62% consideraram acertada a contratação da FGV para a aplicação das provas, e 57% apontam como causas para o elevado índice de reprovação tanto o fraco desempenho de qualidade das faculdades quanto o próprio despreparo dos alunos. Apenas 26% consideram ruim ou péssimo o atual formato do certame.
A pesquisa, realizada pela FGV Projetos, na qual foram ouvidos 1.500 bacharéis de Direito em todas as regiões do país, expõe a majoritária aceitação do Exame de Ordem pelos próprios examinados. Registre-se que entre os entrevistados, 80% já tinham se submetido a um ou mais Exame. Trata-se de um público composto por pessoas que foram reprovadas em pelo menos um teste. Se tal pesquisa fosse aplicada entre os que lograram êxito no Exame, tal índice seria de quase completa aprovação.
A questão a ser posta, então, é saber quem são os reais oponentes do Exame e os verdadeiros interessados nesta polêmica. Tal resposta pode ser buscada em outro dado estatístico, referente ao índice de aprovação no Exame por instituição de ensino superior. As Universidades Federais possuem uma média de aprovação superior a 60%. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para ficar apenas em um exemplo, aprovou 72% de seus alunos no último Exame de Ordem. Algumas faculdades particulares, conhecidas por sua excelência de ensino, também alcançam uma expressiva aprovação.
Entretanto, um número significativo de faculdades não conseguem ultrapassar o percentual de 5% de aprovação. Não é de hoje, a Comissão de Ensino Jurídico da OAB vem denunciando essa situação, alertando para a necessidade de uma fiscalização mais efetiva junto a essas instituições e até mesmo propondo o fechamento daquelas que se revelam como meras fábricas de diplomas, sem nenhum comprometimento com a qualidade de ensino. Mesmo assim, não tem sido suficiente para assegurar a moralização do setor, que abriga o gigantesco número de mais de mil faculdades em funcionamento do país.
Conforme os números demonstram, as faculdades particulares que investem em seus quadros profissionais e em infraestrutura constituem exemplos notáveis de desempenho, ao lado das tradicionais instituições públicas, sendo os cursos de ocasião, cujo objetivo é exclusivamente mercantil, aqueles que mais se opõem e lançam críticas ao Exame. Com isso, não apenas prestam um desserviço à sociedade, como se mostram incompetentes ao não reconhecer na qualidade de ensino um atrativo aos estudantes que buscam uma carreira de sucesso no Direito.
Infelizmente, alguns bacharéis menos avisados tornam-se presas fáceis dos artifícios montados pelos opositores do Exame e buscam a todo custo forçar uma situação que lhes permitam ingressar na carreira, incorrendo prematuramente no grave delito de burlar a legislação federal (Lei 8.906), segundo a qual a Exame é necessário para o exercício da Advocacia.
O Exame, afinal, protege o cidadão que necessita da Advocacia, mais ainda de uma Advocacia de qualidade, devidamente aparelhada para a defesa de sua liberdade e de seus bens. No sistema jurídico, não basta possuir direito; imprescindível se faz a defesa adequada, sob pena de seu perecimento.
Se a OAB usasse da mesma lógica mercantil que move as “fábricas de diploma”, o ingresso de três milhões de novos advogados em seus quadros quadruplicaria, ou quintuplicaria, a arrecadação por meio das anuidades que lhes são cobradas. Entretanto, não somente estaria contribuindo para o mais escandaloso quadro de estelionato educacional, como negando sua própria origem e compromisso com a grandeza de nossa cultura jurídica. Os 80 anos da entidade são testemunhos da opção preferencial da OAB pela defesa da sociedade brasileira.
(Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Ophir Cavalcante Júnior)
Nada menos do que 83% dos entrevistados consideram o Exame importante ou muito importante para manter o bom nível da Advocacia. Nitidamente favoráveis à realização do Exame correspondem a 82%, enquanto 86% preferem o modelo unificado em todo o país, como o que vem sendo adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sua utilidade é reconhecida por 75% dos bacharéis, 62% consideraram acertada a contratação da FGV para a aplicação das provas, e 57% apontam como causas para o elevado índice de reprovação tanto o fraco desempenho de qualidade das faculdades quanto o próprio despreparo dos alunos. Apenas 26% consideram ruim ou péssimo o atual formato do certame.
A pesquisa, realizada pela FGV Projetos, na qual foram ouvidos 1.500 bacharéis de Direito em todas as regiões do país, expõe a majoritária aceitação do Exame de Ordem pelos próprios examinados. Registre-se que entre os entrevistados, 80% já tinham se submetido a um ou mais Exame. Trata-se de um público composto por pessoas que foram reprovadas em pelo menos um teste. Se tal pesquisa fosse aplicada entre os que lograram êxito no Exame, tal índice seria de quase completa aprovação.
A questão a ser posta, então, é saber quem são os reais oponentes do Exame e os verdadeiros interessados nesta polêmica. Tal resposta pode ser buscada em outro dado estatístico, referente ao índice de aprovação no Exame por instituição de ensino superior. As Universidades Federais possuem uma média de aprovação superior a 60%. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para ficar apenas em um exemplo, aprovou 72% de seus alunos no último Exame de Ordem. Algumas faculdades particulares, conhecidas por sua excelência de ensino, também alcançam uma expressiva aprovação.
Entretanto, um número significativo de faculdades não conseguem ultrapassar o percentual de 5% de aprovação. Não é de hoje, a Comissão de Ensino Jurídico da OAB vem denunciando essa situação, alertando para a necessidade de uma fiscalização mais efetiva junto a essas instituições e até mesmo propondo o fechamento daquelas que se revelam como meras fábricas de diplomas, sem nenhum comprometimento com a qualidade de ensino. Mesmo assim, não tem sido suficiente para assegurar a moralização do setor, que abriga o gigantesco número de mais de mil faculdades em funcionamento do país.
Conforme os números demonstram, as faculdades particulares que investem em seus quadros profissionais e em infraestrutura constituem exemplos notáveis de desempenho, ao lado das tradicionais instituições públicas, sendo os cursos de ocasião, cujo objetivo é exclusivamente mercantil, aqueles que mais se opõem e lançam críticas ao Exame. Com isso, não apenas prestam um desserviço à sociedade, como se mostram incompetentes ao não reconhecer na qualidade de ensino um atrativo aos estudantes que buscam uma carreira de sucesso no Direito.
Infelizmente, alguns bacharéis menos avisados tornam-se presas fáceis dos artifícios montados pelos opositores do Exame e buscam a todo custo forçar uma situação que lhes permitam ingressar na carreira, incorrendo prematuramente no grave delito de burlar a legislação federal (Lei 8.906), segundo a qual a Exame é necessário para o exercício da Advocacia.
O Exame, afinal, protege o cidadão que necessita da Advocacia, mais ainda de uma Advocacia de qualidade, devidamente aparelhada para a defesa de sua liberdade e de seus bens. No sistema jurídico, não basta possuir direito; imprescindível se faz a defesa adequada, sob pena de seu perecimento.
Se a OAB usasse da mesma lógica mercantil que move as “fábricas de diploma”, o ingresso de três milhões de novos advogados em seus quadros quadruplicaria, ou quintuplicaria, a arrecadação por meio das anuidades que lhes são cobradas. Entretanto, não somente estaria contribuindo para o mais escandaloso quadro de estelionato educacional, como negando sua própria origem e compromisso com a grandeza de nossa cultura jurídica. Os 80 anos da entidade são testemunhos da opção preferencial da OAB pela defesa da sociedade brasileira.
(Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Ophir Cavalcante Júnior)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
PARA REFLETIR

No nosso corpo físico, a cabeça é a sede do saber, enquanto o poder encontra-se nos braços e nas pernas: a pessoa age e se move...
Entre a cabeça e os membros, está o coração.
Na ausência do coração, a cabeça e os membros não seriam capazes de funcionar. É o coração que os mantém em atividade: contrai-se e dilata-se constantemente para que o sangue, ou seja, a vida continue a circular. Se o coração para, todo o resto também para.
Mas os seres humanos abandonaram o coração, simbolicamente falando, e buscam
o poder.
E como o dinheiro dá muito poder, eles fazem de tudo para ganhar o máximo possível sem considerar a que submetem os outros, e assim o coração deles endurece.
Buscam também o saber, mas como o seu objetivo não é desinteressado, esse saber só serve para afastá-los do caminho.
É por isso que não são felizes.
São, certamente, mais poderosos e mais instruídos, mas não são felizes.
Para serem felizes, devem adquirir as qualidades do coração: a bondade, a doçura, a generosidade, a compaixão, a solidariedade, o perdão.
Omraam Mikhaël Aïvanhov
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
CONJUNTURA NACIONAL
Compre um paraquedas
Na Escola Superior de Cinema da PUC de Minas Gerais, o professor Pedro Paulo Santos lecionava a filosofia da arte. Inteligência fulgurante. Dominava os alunos com charme e cultura. Não conseguia, porém, transmitir aos futuros cineastas os seus conhecimentos, muito além da capacidade da turma. Certo dia, Pedro Paulo, absorto, desligado, voava alto nas suas considerações sobre a imagem cinematográfica. De repente, uma interrupção:
- Professor, quando o senhor terminar toda a matéria, nós vamos receber diploma ou brevet?
Pedro Paulo, com a sua proverbial elegância, apenas murmura:
- Quem não estiver preparado, que compre um paraquedas!
Melhor que a encomenda
Este consultor tem ouvido por aqui e por ali: Dilma está indo bem; está melhor que a encomenda. Pinço as razões: discreta, sem açodamentos, sem o uso (nem abuso) do palanque de Lula; fazendo, até o momento, um gerenciamento eficaz. E as pressões dos partidos, como são administradas? Via Palocci. O Chefe da Casa Civil tem funcionado como o balcão de procura e oferta, o organizador dos espaços. Quando as pressões são mais contundentes, principalmente por parte dos grandes partidos, como PMDB, o vice-presidente, Michel Temer, entra em cena. Michel tem feito o papel de algodão entre cristais.
Furnessiês
Pois é, o neologismo acima quer dizer: os dossiês de Furnas. O ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, recebeu um dossiê apócrifo, de 3 laudas, contendo desvios e impropriedades que teriam sido cometidas por indicados do PMDB. A encomenda foi empacotada para derrubar o atual presidente, Carlos Nadalutti, ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Foi enviada ao ministro por Jacob Bittar, que é do PT e exerce o cargo de secretário de Habitação da Prefeitura do Rio, cujo prefeito é Eduardo Paes, do PMDB. Cunha, não conformado com o balaço, levantou a questão dos aloprados. Aí a coisa esquentou. A presidente Dilma pediu ao vice Michel e a Palocci que equacionassem a questão. O ministro Lobão, das Minas e Energia, tem a solução "técnica" nas mãos.
Em busca do Eldorado
Na verdade, os partidos - todos - buscam o Eldorado, os espaços recheados de tesouros do governo Dilma. Orçamento de Investimentos nas Estatais: R$ 107,5 bilhões. Grupo Petrobrás, R$ 91,3 bilhões; Grupo Eletrobrás, R$ 8,1 bilhões; Furnas (grupo Eletrobrás), R$ 1,26 bilhão; Chesf, R$ 1,5 bilhão; Eletrosul, R$ 445 milhões; Companhia Docas, R$ 705 milhões; Conab, R$ 2,8 bilhões; DNIT, R$ 15,5 bilhões; DNOCS, R$ 892,8 milhões. Essa é a montanha que os partidos tentam escalar.
Os Capiberibes
Este consultor sempre teve os Capiberibes, do Amapá, em bom conceito. E acredita que eles são vítimas de armação política, coisa sórdida que se espraia no país, na esteira da competitividade eleitoral. Há mais de 4 anos, o casal Janete e João, ela deputada, ele, senador, passam por um corredor polonês armado para corroer sua identidade. João foi eleito senador em 2002 e Janete, eleita deputada em 2006. Processo contra eles: teriam comprado 2 votos de duas empregadas domésticas por R$ 26, cada uma. Foram cassados em 2008. Processo que se revelaria cheio de fantasias. Nas últimas eleições, João foi novamente consagrado nas urnas. Janete, deputada mais votada. Ganharam novo processo. E o TSE os cassou novamente. A cassação de João refere-se a um caso do mandato anterior. E agora? Os próximos 8 anos são também cassados? Sei não. Parece emboscada. STF dará palavra final.
Eleitores negam
Suprema Corte deverá examinar melhor as curvas das denúncias. Processo contra João e Janete tem coisas inconsistentes: 6 eleitores que constam como testemunhas negam ter recebido dinheiro para votar no senador e na deputada. Jeito de armação.
Meirelles, o Apo
Henrique Meirelles deverá ser a Autoridade Pública Olímpica. Em termos mais legíveis: o comandante da avalanche de obras para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. De expert em finanças, câmbio e juros, para obreiro mor dos esportes nacionais. Meirelles é um quadro que não poderia ficar dependurado na parede.
Socorro, socorro!
João Botelho, candidato a prefeito de Belém, passou o dia inteiro anunciando um comício, à noite, na praça Brasil. Chegou na praça, não havia ninguém. Será que estou no lugar errado? pensou. Será que não estou enganado? Perguntou ao assessor.
- Não houve engano não, deputado, a praça é esta mesma.
Foi ao bar mais perto, pediu dois caixotes de madeira, pôs no centro da praça, subiu e passou a berrar alucinado:
- Socorro, Socooorro, Socoooooooro!
Correu gente de todo lado para ver o que era. Plateia arrumada, Botelho começou o comício:
- Socorro para um candidato...
E fez o comício.
Posse e afastamento
Ontem, tomaram posse os 513 deputados e os 54 senadores da 54ª legislatura. Muitos deputados pedirão imediatamente licença para voltar aos Executivos Estaduais. Constituem uma reserva técnica dos governadores. Reassumirão o cargo no Parlamento sempre que necessário para aprovação/desaprovação de matérias de alta prioridade.
Sarney e a promessa
Registro histórico: Sarney se reelege mais uma vez como presidente do Senado. Promete lutar pela reforma política. E diz que é a última vez como presidente. A conferir.
Maia regimental
Rodrigo Maia adaptou o regimento do DEM para harmonizar a expressão do partido. É o que alega. Mas a tal harmonização teve esta medida: diminuição do poder do Conselho do Partido em detrimento do aumento da força do presidente. Coisa ardilosa. Para coibir quaisquer decisões que pudessem atrapalhar as intenções do presidencialismo partidário.
Janela para Kassab
O prefeito Gilberto Kassab carece de uma janela para fazer a migração partidária entre DEM e PMDB. Sob o prisma de mera migração pessoal - sua saída para o PMDB - diz que tem motivos fortes. E ancorados em pareceres jurídicos. Essa harmonização de linguagem feita pelo presidente Rodrigo Maia, por exemplo, poderia ser mais um argumento para justificar a saída do prefeito. Ocorre que Kassab não quer migrar sozinho. Gostaria de levar um bom conjunto, algo como 20 parlamentares, 50 prefeitos e até um ou outro senador. Por isso, precisaria de uma janela mais segura.
O galo, doutor
Newton Rique era candidato a prefeito de Campina Grande, em 63, contra o deputado Langstine Almeida. Foi fazer comício no bairro de Casa da Pedra. Mandou bala no aumento do custo de vida:
- Imaginem que uma galinha está custando mil cruzeiros. Quem pode comer uma galinha de mil cruzeiros?
Lá no fundo, um bêbado gritou:
- O galo, doutor!
Acabou o comício.
Projeto Dornelles
A ferramenta mais adequada para abrir a janela tão ansiada por Kassab seria o projeto do voto majoritário, de autoria do senador Dornelles. Esse projeto está entrando na pauta do senado. Acaba com o voto proporcional, consequentemente com as coligações proporcionais, e estabelece o voto majoritário. Os mais votados em cada Estado serão os eleitos, dentro das cotas estaduais. Pois bem, como se trata de matéria constitucional, estaria claramente justificado o argumento para a migração partidária. Abrir-se-ia, por exemplo, a janela de um mês para reajustamento das camadas parlamentares. Novo regime, novas disposições. A janela constaria das medidas transitórias.
Ciro Gomes
Depois de rodar boa quilometragem no espaço das especulações, deverá sobrar para Ciro Tiroteio Gomes a coordenação da Zona de Exportação (ZPE) do porto de Pecém, no Ceará. Estado governado pelo irmão Cid Gomes.
Papel tem pernas
O cidadão chega à repartição e pede para ver seu processo. Ouve:
- "Ah, tem muitos outros na frente. Vai demorar um tempão até ser despachado. Papel, doutor, não tem pernas".
Agastado, o interlocutor reage:
- "E quanto o senhor quer para por duas pernas nesse papel?"
Tiro e queda. O adjutório fez o papel correr rapidinho.
Movimentos sociais
Os Movimentos Sociais e as Centrais Sindicais estão meio desconfiados da presidente Dilma. Que não tem feito, pelo menos até o presente, encenações demagógicas para atrair a simpatia dos movimentos. A presidente tem sido recatada. Não posou com boné do MST, não fez mesuras para as Centrais, e tem tratado de maneira litúrgica as pressões e demandas de setores organizados. Vamos ver se os Movimentos, tão acariciados por Lula, farão movimentações paredistas.
Marta e Pimentel
Marta, um ano, e José Pimentel, também um ano: esse foi o pacto assumido por Marta Suplicy e José Pimentel no rodízio da vice-presidência do Senado. Trata-se de uma inovação. O PT quer dar vez aos seus representantes na mesa do poder. Marta e Pimentel chegam com muita sede ao pote.
2º escalão
Eis alguns nomes e pleitos do PT: Claudio Vignatti (SC), derrotado ao Senado, disputa a presidência da Eletrosul; Zeca do PT (MS), candidato derrotado ao governo, quer ir para uma diretoria da Itaipu; Rodrigo Soares (PB), candidato a vice derrotado, deseja dirigir a SUDENE; Paulo Rocha (PA), candidato impugnado ao Senado, quer ir para a Eletronorte. Eis alguns nomes e pleitos do PMDB: Geddel Vieira Lima (BA), candidato derrotado ao governo, quer presidir a CHESF, mas também enxerga a BR Distribuidora ou a CBTU; José Maranhão (PB), derrotado ao governo, pode ir para a vice-presidência de loterias da CEF: Orlando Pessuti (PR), ex-governador, gostaria de ir para uma diretoria de Itaipu; Rocha Loures (PR), ex-deputado e candidato derrotado ao cargo de vice-governador, ainda não tem destino.
Prioridades da CNI
A Confederação Nacional da Indústria quer liderar duas frentes: projeto que concede autonomia financeira para as Agências Reguladoras e projeto para Regulamentação do Trabalho Terceirizado.
Fidelidade partidária
Guararé era cabo eleitoral do governador do Maranhão, Sebastião Archer. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé puxa o argumento:
- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.
Tucanos se bicam
Sérgio Guerra se lançou candidato à presidência do PSDB. Mas José Serra quer o mesmo cargo. Porque precisa de visibilidade para se manter na cena política. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, garante que se Serra desejar, terá seu apoio. Mas os alckmistas não fecham essa corrente. A briga dos tucanos é de quebrar o bico. Aécio Neves, o senador todo poderoso dos tucanos, não quer ver Serra dirigindo o partido. Nem Tasso Jereissati. Ou seja, Serra vai ter de rebolar para subir o serrote do poder.
E Lula, hein?
Vi uma foto de Lula no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo, onde liderou assembleias de metalúrgicos nos anos 70. Desta feita, Lula assistia à partida entre Corinthians e São Bernardo. O fato é este: na foto, Lula dava uma entrevista. Usando a gesticulação de comício. Mão direita bem ao alto, mão esquerda segurando dois microfones, boné sobre a cabeça e boca muito aberta, na expressão de um grito palanqueiro. Dizia ele, sincero:
- Tenho de desencarnar da presidência.
E tem mesmo. Lula continua circunscrito à ideia do poder central e absoluto.
Conselho aos novos congressistas
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos dirigentes. Hoje, volta sua atenção aos novos congressistas:
1. Procurem enxergar as asas do tempo. Que voam rápidas. Vejam que caminhos seguem. Que ares ocupam.
2. A dinâmica social no Brasil é intensa. Novas demandas, novas pressões, sentimentos inovados. Procurem auscultar a alma social.
3. As redes sociais estão multiplicando o estado de atenção no país. Lupas estão sendo focadas para o Parlamento. É hora de ajustar a cabeça para evitar cabeçadas. Pensem com a cabeça e arremetam com o coração. Evitem a síndrome do touro: que faz exatamente o contrário.
____________
(Gaudêncio Torquato)
Na Escola Superior de Cinema da PUC de Minas Gerais, o professor Pedro Paulo Santos lecionava a filosofia da arte. Inteligência fulgurante. Dominava os alunos com charme e cultura. Não conseguia, porém, transmitir aos futuros cineastas os seus conhecimentos, muito além da capacidade da turma. Certo dia, Pedro Paulo, absorto, desligado, voava alto nas suas considerações sobre a imagem cinematográfica. De repente, uma interrupção:
- Professor, quando o senhor terminar toda a matéria, nós vamos receber diploma ou brevet?
Pedro Paulo, com a sua proverbial elegância, apenas murmura:
- Quem não estiver preparado, que compre um paraquedas!
Melhor que a encomenda
Este consultor tem ouvido por aqui e por ali: Dilma está indo bem; está melhor que a encomenda. Pinço as razões: discreta, sem açodamentos, sem o uso (nem abuso) do palanque de Lula; fazendo, até o momento, um gerenciamento eficaz. E as pressões dos partidos, como são administradas? Via Palocci. O Chefe da Casa Civil tem funcionado como o balcão de procura e oferta, o organizador dos espaços. Quando as pressões são mais contundentes, principalmente por parte dos grandes partidos, como PMDB, o vice-presidente, Michel Temer, entra em cena. Michel tem feito o papel de algodão entre cristais.
Furnessiês
Pois é, o neologismo acima quer dizer: os dossiês de Furnas. O ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, recebeu um dossiê apócrifo, de 3 laudas, contendo desvios e impropriedades que teriam sido cometidas por indicados do PMDB. A encomenda foi empacotada para derrubar o atual presidente, Carlos Nadalutti, ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Foi enviada ao ministro por Jacob Bittar, que é do PT e exerce o cargo de secretário de Habitação da Prefeitura do Rio, cujo prefeito é Eduardo Paes, do PMDB. Cunha, não conformado com o balaço, levantou a questão dos aloprados. Aí a coisa esquentou. A presidente Dilma pediu ao vice Michel e a Palocci que equacionassem a questão. O ministro Lobão, das Minas e Energia, tem a solução "técnica" nas mãos.
Em busca do Eldorado
Na verdade, os partidos - todos - buscam o Eldorado, os espaços recheados de tesouros do governo Dilma. Orçamento de Investimentos nas Estatais: R$ 107,5 bilhões. Grupo Petrobrás, R$ 91,3 bilhões; Grupo Eletrobrás, R$ 8,1 bilhões; Furnas (grupo Eletrobrás), R$ 1,26 bilhão; Chesf, R$ 1,5 bilhão; Eletrosul, R$ 445 milhões; Companhia Docas, R$ 705 milhões; Conab, R$ 2,8 bilhões; DNIT, R$ 15,5 bilhões; DNOCS, R$ 892,8 milhões. Essa é a montanha que os partidos tentam escalar.
Os Capiberibes
Este consultor sempre teve os Capiberibes, do Amapá, em bom conceito. E acredita que eles são vítimas de armação política, coisa sórdida que se espraia no país, na esteira da competitividade eleitoral. Há mais de 4 anos, o casal Janete e João, ela deputada, ele, senador, passam por um corredor polonês armado para corroer sua identidade. João foi eleito senador em 2002 e Janete, eleita deputada em 2006. Processo contra eles: teriam comprado 2 votos de duas empregadas domésticas por R$ 26, cada uma. Foram cassados em 2008. Processo que se revelaria cheio de fantasias. Nas últimas eleições, João foi novamente consagrado nas urnas. Janete, deputada mais votada. Ganharam novo processo. E o TSE os cassou novamente. A cassação de João refere-se a um caso do mandato anterior. E agora? Os próximos 8 anos são também cassados? Sei não. Parece emboscada. STF dará palavra final.
Eleitores negam
Suprema Corte deverá examinar melhor as curvas das denúncias. Processo contra João e Janete tem coisas inconsistentes: 6 eleitores que constam como testemunhas negam ter recebido dinheiro para votar no senador e na deputada. Jeito de armação.
Meirelles, o Apo
Henrique Meirelles deverá ser a Autoridade Pública Olímpica. Em termos mais legíveis: o comandante da avalanche de obras para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016. De expert em finanças, câmbio e juros, para obreiro mor dos esportes nacionais. Meirelles é um quadro que não poderia ficar dependurado na parede.
Socorro, socorro!
João Botelho, candidato a prefeito de Belém, passou o dia inteiro anunciando um comício, à noite, na praça Brasil. Chegou na praça, não havia ninguém. Será que estou no lugar errado? pensou. Será que não estou enganado? Perguntou ao assessor.
- Não houve engano não, deputado, a praça é esta mesma.
Foi ao bar mais perto, pediu dois caixotes de madeira, pôs no centro da praça, subiu e passou a berrar alucinado:
- Socorro, Socooorro, Socoooooooro!
Correu gente de todo lado para ver o que era. Plateia arrumada, Botelho começou o comício:
- Socorro para um candidato...
E fez o comício.
Posse e afastamento
Ontem, tomaram posse os 513 deputados e os 54 senadores da 54ª legislatura. Muitos deputados pedirão imediatamente licença para voltar aos Executivos Estaduais. Constituem uma reserva técnica dos governadores. Reassumirão o cargo no Parlamento sempre que necessário para aprovação/desaprovação de matérias de alta prioridade.
Sarney e a promessa
Registro histórico: Sarney se reelege mais uma vez como presidente do Senado. Promete lutar pela reforma política. E diz que é a última vez como presidente. A conferir.
Maia regimental
Rodrigo Maia adaptou o regimento do DEM para harmonizar a expressão do partido. É o que alega. Mas a tal harmonização teve esta medida: diminuição do poder do Conselho do Partido em detrimento do aumento da força do presidente. Coisa ardilosa. Para coibir quaisquer decisões que pudessem atrapalhar as intenções do presidencialismo partidário.
Janela para Kassab
O prefeito Gilberto Kassab carece de uma janela para fazer a migração partidária entre DEM e PMDB. Sob o prisma de mera migração pessoal - sua saída para o PMDB - diz que tem motivos fortes. E ancorados em pareceres jurídicos. Essa harmonização de linguagem feita pelo presidente Rodrigo Maia, por exemplo, poderia ser mais um argumento para justificar a saída do prefeito. Ocorre que Kassab não quer migrar sozinho. Gostaria de levar um bom conjunto, algo como 20 parlamentares, 50 prefeitos e até um ou outro senador. Por isso, precisaria de uma janela mais segura.
O galo, doutor
Newton Rique era candidato a prefeito de Campina Grande, em 63, contra o deputado Langstine Almeida. Foi fazer comício no bairro de Casa da Pedra. Mandou bala no aumento do custo de vida:
- Imaginem que uma galinha está custando mil cruzeiros. Quem pode comer uma galinha de mil cruzeiros?
Lá no fundo, um bêbado gritou:
- O galo, doutor!
Acabou o comício.
Projeto Dornelles
A ferramenta mais adequada para abrir a janela tão ansiada por Kassab seria o projeto do voto majoritário, de autoria do senador Dornelles. Esse projeto está entrando na pauta do senado. Acaba com o voto proporcional, consequentemente com as coligações proporcionais, e estabelece o voto majoritário. Os mais votados em cada Estado serão os eleitos, dentro das cotas estaduais. Pois bem, como se trata de matéria constitucional, estaria claramente justificado o argumento para a migração partidária. Abrir-se-ia, por exemplo, a janela de um mês para reajustamento das camadas parlamentares. Novo regime, novas disposições. A janela constaria das medidas transitórias.
Ciro Gomes
Depois de rodar boa quilometragem no espaço das especulações, deverá sobrar para Ciro Tiroteio Gomes a coordenação da Zona de Exportação (ZPE) do porto de Pecém, no Ceará. Estado governado pelo irmão Cid Gomes.
Papel tem pernas
O cidadão chega à repartição e pede para ver seu processo. Ouve:
- "Ah, tem muitos outros na frente. Vai demorar um tempão até ser despachado. Papel, doutor, não tem pernas".
Agastado, o interlocutor reage:
- "E quanto o senhor quer para por duas pernas nesse papel?"
Tiro e queda. O adjutório fez o papel correr rapidinho.
Movimentos sociais
Os Movimentos Sociais e as Centrais Sindicais estão meio desconfiados da presidente Dilma. Que não tem feito, pelo menos até o presente, encenações demagógicas para atrair a simpatia dos movimentos. A presidente tem sido recatada. Não posou com boné do MST, não fez mesuras para as Centrais, e tem tratado de maneira litúrgica as pressões e demandas de setores organizados. Vamos ver se os Movimentos, tão acariciados por Lula, farão movimentações paredistas.
Marta e Pimentel
Marta, um ano, e José Pimentel, também um ano: esse foi o pacto assumido por Marta Suplicy e José Pimentel no rodízio da vice-presidência do Senado. Trata-se de uma inovação. O PT quer dar vez aos seus representantes na mesa do poder. Marta e Pimentel chegam com muita sede ao pote.
2º escalão
Eis alguns nomes e pleitos do PT: Claudio Vignatti (SC), derrotado ao Senado, disputa a presidência da Eletrosul; Zeca do PT (MS), candidato derrotado ao governo, quer ir para uma diretoria da Itaipu; Rodrigo Soares (PB), candidato a vice derrotado, deseja dirigir a SUDENE; Paulo Rocha (PA), candidato impugnado ao Senado, quer ir para a Eletronorte. Eis alguns nomes e pleitos do PMDB: Geddel Vieira Lima (BA), candidato derrotado ao governo, quer presidir a CHESF, mas também enxerga a BR Distribuidora ou a CBTU; José Maranhão (PB), derrotado ao governo, pode ir para a vice-presidência de loterias da CEF: Orlando Pessuti (PR), ex-governador, gostaria de ir para uma diretoria de Itaipu; Rocha Loures (PR), ex-deputado e candidato derrotado ao cargo de vice-governador, ainda não tem destino.
Prioridades da CNI
A Confederação Nacional da Indústria quer liderar duas frentes: projeto que concede autonomia financeira para as Agências Reguladoras e projeto para Regulamentação do Trabalho Terceirizado.
Fidelidade partidária
Guararé era cabo eleitoral do governador do Maranhão, Sebastião Archer. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé puxa o argumento:
- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.
Tucanos se bicam
Sérgio Guerra se lançou candidato à presidência do PSDB. Mas José Serra quer o mesmo cargo. Porque precisa de visibilidade para se manter na cena política. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, garante que se Serra desejar, terá seu apoio. Mas os alckmistas não fecham essa corrente. A briga dos tucanos é de quebrar o bico. Aécio Neves, o senador todo poderoso dos tucanos, não quer ver Serra dirigindo o partido. Nem Tasso Jereissati. Ou seja, Serra vai ter de rebolar para subir o serrote do poder.
E Lula, hein?
Vi uma foto de Lula no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo, onde liderou assembleias de metalúrgicos nos anos 70. Desta feita, Lula assistia à partida entre Corinthians e São Bernardo. O fato é este: na foto, Lula dava uma entrevista. Usando a gesticulação de comício. Mão direita bem ao alto, mão esquerda segurando dois microfones, boné sobre a cabeça e boca muito aberta, na expressão de um grito palanqueiro. Dizia ele, sincero:
- Tenho de desencarnar da presidência.
E tem mesmo. Lula continua circunscrito à ideia do poder central e absoluto.
Conselho aos novos congressistas
Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos dirigentes. Hoje, volta sua atenção aos novos congressistas:
1. Procurem enxergar as asas do tempo. Que voam rápidas. Vejam que caminhos seguem. Que ares ocupam.
2. A dinâmica social no Brasil é intensa. Novas demandas, novas pressões, sentimentos inovados. Procurem auscultar a alma social.
3. As redes sociais estão multiplicando o estado de atenção no país. Lupas estão sendo focadas para o Parlamento. É hora de ajustar a cabeça para evitar cabeçadas. Pensem com a cabeça e arremetam com o coração. Evitem a síndrome do touro: que faz exatamente o contrário.
____________
(Gaudêncio Torquato)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
VALMIR CAMPELO

Todos os principais profetas e poetas da humanidade elegeram o amor como o tema essencial da nossa trajetória existencial. O maior dos profetas, o Jovem Galileu, bradou que toda a sua doutrina se resumia no amor. Camões, o iluminado poeta da alma lusitana, sintetizou a contraditória unidade dessa imperscrutável gruta da intimidade: “É dor que desatina sem doer”. O amor é, portanto, o sol e o sal da terra. Quando inocula a veia do coração de um homem, transforma a sua história pessoal.
O amor entrou na vida de Valmir Campelo como um nó de gravata. Ou melhor, através de um nó de gravata. Não de um nó qualquer, mas um clássico nó de Windsor, aquele que exala o charme e a elegância britânicos.
Tinha treze anos e vivia a aurora juvenil. Pisava o paralelepípedo de sua terra natal, Crateús, na Rua Coronel Lúcio, quando se viu atraído pela beleza magnética de Marizalva, uma amiga das suas irmãs, flor menina de 10 anos de idade. Certa noite, antes de sair para uma festa no Clube Caça e Pesca, pediu que “Zalva” (como carinhosamente se refere a ela) puxasse o nó da gravata. Quando ela concluiu, ele sentenciou: “Vá se acostumando, porque vou casar com você”. Ela saiu em disparada...
Quando a donzela completou 17 anos, ficaram noivos. Um ano depois casaram. Foi em um baile carnavalesco, após alguns goles de cerveja, que Valmir armou-se de coragem e, ao som da marchinha Máscara Negra, sincronizou os passos para pedir a mão da moça em casamento. O pai, o lendário e carismático médico Olavo Cardoso, escorado no arame da cerca do Clube Caça e Pesca, nada falou. A única reação foi chorar. As lágrimas que derramou, no entanto, eram de alegria. Sabia que aquele casal receberia a promissora unção de uma vida abençoada. Em 17 de julho de 1968 subiram, um a um, os degraus do altar do matrimônio.
Subir religiosamente cada degrau da escada da vida é a principal imagem que Valmir verbaliza ao relembrar sua épica trajetória. Com dezessete anos mudou-se para o cérebro das decisões nacionais, a capital que nascia, Brasília, a fim de acompanhar a irmã, Maria Valdira, que tinha sido aprovada em concurso para a Câmara dos Deputados. Dentre os onze irmãos, fora escolhido porque era o único que estava concluindo o Ginásio. Como qualquer pioneiro, sobretudo originário do Nordeste, conheceu as intempéries que desafiam os bandeirantes. E foi subindo cada degrau, sempre dando passos proporcionais à própria força. Começou como auxiliar no Governo do Distrito Federal (GDF), passou a escriturário, na seqüência a chefe de serviço, depois chefe de divisão, em seguida chefe de departamento e, por fim, Secretário de Governo.
O mesmo percurso ascendente caracterizou sua experiência como Administrador Regional (que equivale a Prefeito nas demais unidades da federação). Iniciou na menor cidade do DF, Brazlândia, como o mais jovem dos Administradores. De lá foi para o Gama, de nível intermediário, onde ficou de 1974 a 1981. Coroou essa experiência comandando o maior conglomerado urbano do DF, Taguatinga, no período de 1981 a 1985. Nessa quadra uma grande seca se abateu sobre o Nordeste e Valmir se notabilizou por liderar um arrojado movimento de solidariedade às vítimas da estiagem. Lembra ele que, após a seca, igual estrago foi causado por um grande inverno, ensejando nova arrancada de comunhão solidária.
A imagem solene da escada e a obediência meticulosa ao seu escalonamento acompanharam o filho da senhora Raimunda Campelo Bezerra (que, nonagenária, deixou este mundo há pouco meses) quando se sentiu atraído por aquilo que os gregos chamavam de ‘pólis’. Nas eleições de 1986, embora o seu nome disparasse nas pesquisas para o Senado da República, resolveu começar pelo degrau inferior: Deputado Federal. Foi o parlamentar mais votado da história de Brasília, consagrado por mais de 10% (dez por cento) do eleitorado. Em 1990, manteve a performance: elegeu-se Senador. De cada três brasilienses, dois votaram nele. Em 1994, estava pronto para pisar o último degrau de político pioneiro. Candidato a Governador após vencer enormes resistências internas, conseguiu o maior número de sufrágios no primeiro turno. No segundo, todas as demais correntes se uniram para impedir sua vitória.
Em 1997, pela unanimidade dos seus pares, é indicado Ministro do Tribunal de Contas da União. Na mais alta Corte de Contas do País manteve o ritual de pisar formal e paulatinamente cada escalão da série de nível: Presidente de Câmara, Corregedor, Vice-Presidente e Presidente. É o decano da Casa. Sente-se confortado em saber que colaborou diretamente para evitar que, só no ano passado, mais de 50 bilhões de reais fossem desviados dos cofres públicos. A madureza dos anos permitiu discernir que esse labor contraria interesses poderosos, que vez por outra manifesta a insatisfação plantando notícias caluniosas nos órgãos de imprensa.
Mantêm-se firme como os rochedos da terra que lhe brindou com a luz. Sabe que transmitiu aos três filhos – Frederico, Ricardo e Luis Henrique – a mesma educação obreira herdada do seu pai, o senhor João Amaro Bezerra. Aos dezoito anos todos já estavam mergulhados no oceano do trabalho. Com dois diplomas universitários cada um, ocupam posições de liderança e relevo na esfera pública e na iniciativa privada.
O julgador das contas públicas da União evita decidir em cima da letra fria do processo. Sente muito quando tem que usar o tacão punitivo. Na balança dos Éditos que lavra, busca o equilíbrio entre razão e sensibilidade. Sensibilidade que aflora quando abre o álbum das recordações. Recordações dos sofrimentos e alegrias dos conterrâneos. Conterrâneos com os quais jogava bola depois das aulas. Aulas de professoras como a Madrinha Francisca Rosa, a primeira professora, e outras como a dona Natália, Iramir Rego, Rosa Morais, Rosa Virginia e outras. Outras eram também as parcerias nas tertúlias, nas quadrilhas, no Rádio Baile Expedito Machado e nas fogueiras. Fogueiras que permanecem no terreiro da alma e nas noites amenas do coração. Coração despido de mágoa e ressentimento. Ressentimento que nunca o atingiu nem mesmo quando obstruíram o sonho de governar Brasília, pois – formado em Comunicação Social pela UNB, com cursos de Administração Pública na Alemanha e uma história de vida sem rival – era de longe o mais preparado. Preparado continua. Continua com o principal: o amor!
(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)
OBSERVATÓRIO
Começou o segundo tempo da Administração Municipal de Crateús. É chegado o momento de uma imersão reflexiva sobre o primeiro tempo e colocar na prancheta as estratégias para a reta final da partida. Qual o sentimento que permeia o coração das pessoas mais esclarecidas, aquelas que cultivam a liberdade de pensamento e a nobreza dos ideais? Qual a avaliação essencial? O que se vislumbra para o futuro?
DESILUSÃO
É a palavra que resume o atual estágio analítico que a mais expressiva parcela da população – a que constrói a opinião crítica – faz da atual gestão. É inegável que o Prefeito, um homem disposto e trabalhador, fez várias obras. Foi além do que estava posto; porém, está muito aquém da expectativa que gerou. A desilusão decorre menos da insatisfação que domina o presente e mais da angústia que se descortina para o futuro. Carlos Felipe foi um sedutor extraordinário. Com um discurso inovador, praticamente hipnotizou a quase totalidade do eleitorado crateuense na última eleição municipal. Propôs aquilo que todos almejavam depois de um processo de saturação: Vida Nova. No entanto, após assumir o comando da municipalidade, renovou a maioria das portarias que caracterizaram a vida velha.
A CGU -
Controladoria Geral da União – divulgou recentemente um relatório sobre a aplicação dos recursos federais repassados ao Município de Crateús onde se configura o quadro de dificuldades operacionais que a gestão municipal enfrenta. A análise detalhada e pontual das ações e programas está no site http://www.cgu.gov.br/, ícone Fiscalização (Programa de Fiscalização a partir de sorteios públicos) em Relatório de 110 páginas. Nada muito diferente daquilo que se viu em gestões pretéritas. No entanto, algo que deve sacudir a consciência de quem prometeu e se comprometeu nas praças populares a promover uma revolução na forma e no conteúdo da condução da coisa pública.
A INQUIETAÇÃO
Com o futuro reside no fato que praticamente inexiste uma liderança catalisadora da esperança. Esperança de uma alternância de poder para melhor. Os quadros mais qualificados do Município estão fortemente desestimulados. A atividade política virou um redemoinho em que dificilmente alguém, por mais bem intencionado que seja, consegue sair ileso. A futrica substitui o bom debate. O vil metal substitui o brilho do ideal. Está rareando os que topam se arriscar. Porque esse risco inclui, inclusive, a possibilidade de lançar ao relento uma reputação profissional construída à custa de muito sangue, suor e lágrimas. Em um cenário desses, mesmo com todos os reveses, a despeito de frustrações ou decepções, o Prefeito Carlos Felipe poderá ser reeleito. As oposições precisam se sentar e redirecionar o rumo.
HOUVE
Um tempo, e ele não está muito distante da nossa memória, em que Crateús tinha, na mesma legislatura, sete Deputados Federais e três Senadores. A pujança da nossa representação era motivo de saudável orgulho. Hoje, nenhum filho da terra tem assento no Congresso Nacional. Vivemos um momento de crise de representatividade. Dizem os orientais que crise é, também, sinônimo de oportunidade. É hora de levantar desse estado de letargia, sacudir a poeira das desilusões e dar volta por cima das dificuldades. Sempre há um candeeiro a ser posto na mesa das proposições. Como ensinavam os romanos, Fiat Lux! Faça-se a Luz!
ILUMINADA
Foi a idéia do grupo Mandacaru Beleza ao escolher como homenageado, no Carnaval deste ano, o historiador Norberto Ferreira Filho, o Ferreirinha. Fotógrafo de mentes, caricaturista de almas, pintor de corações - o Sr. Ferreirinha sempre nos brindou com uma galeria de quadros com suas pinturas prediletas: homens e mulheres que fizeram e/ou fazem a história dos sertões de Crateús. Até bem pouco tempo, quando a saúde o favorecia, expunha os dotes de memorialista admirável: sacudia-nos com a abundância de informações, a precisão de detalhes, o manancial de dados armazenados. É uma torre histórica da nossa terra!
ESTUPEFATO
Fiquei quando soube que o Rodrigues Vale havia deixado a trincheira da sua vida, a tribuna do rádio. No microfone, nunca abriu mão da liberdade jornalística. Mesmo vinculado a um esquema político específico, nunca descurou de exercitar a fortuna crítica que caracteriza os grandes homens de imprensa. Como uma peixeira afiada, sua palavra cortante ia direto ao coração dos problemas e desconcertava a alma dos criticados. Quem desfruta da sua intimidade, sabe que é, no mais recôndito de si mesmo, uma figura do bem, que se embevece com as coisas simples da vida porque estas são, de fato, as mais profundas: a ambiência do lar, o papo desinteressado, um brinde no bar do “beiju”, o convívio com os amigos, as especulações de imprensa e o amor da família. Crateuenses: o nosso conterrâneo Rodrigues Vale, por tudo o que encarnou na imprensa local, merece um preito de reconhecimento, um ato público de gratidão. Será um gol da cidade em homenagem ao nosso eterno “goleiro”.
PARA REFLETIR
“A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)
(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)
DESILUSÃO
É a palavra que resume o atual estágio analítico que a mais expressiva parcela da população – a que constrói a opinião crítica – faz da atual gestão. É inegável que o Prefeito, um homem disposto e trabalhador, fez várias obras. Foi além do que estava posto; porém, está muito aquém da expectativa que gerou. A desilusão decorre menos da insatisfação que domina o presente e mais da angústia que se descortina para o futuro. Carlos Felipe foi um sedutor extraordinário. Com um discurso inovador, praticamente hipnotizou a quase totalidade do eleitorado crateuense na última eleição municipal. Propôs aquilo que todos almejavam depois de um processo de saturação: Vida Nova. No entanto, após assumir o comando da municipalidade, renovou a maioria das portarias que caracterizaram a vida velha.
A CGU -
Controladoria Geral da União – divulgou recentemente um relatório sobre a aplicação dos recursos federais repassados ao Município de Crateús onde se configura o quadro de dificuldades operacionais que a gestão municipal enfrenta. A análise detalhada e pontual das ações e programas está no site http://www.cgu.gov.br/, ícone Fiscalização (Programa de Fiscalização a partir de sorteios públicos) em Relatório de 110 páginas. Nada muito diferente daquilo que se viu em gestões pretéritas. No entanto, algo que deve sacudir a consciência de quem prometeu e se comprometeu nas praças populares a promover uma revolução na forma e no conteúdo da condução da coisa pública.
A INQUIETAÇÃO
Com o futuro reside no fato que praticamente inexiste uma liderança catalisadora da esperança. Esperança de uma alternância de poder para melhor. Os quadros mais qualificados do Município estão fortemente desestimulados. A atividade política virou um redemoinho em que dificilmente alguém, por mais bem intencionado que seja, consegue sair ileso. A futrica substitui o bom debate. O vil metal substitui o brilho do ideal. Está rareando os que topam se arriscar. Porque esse risco inclui, inclusive, a possibilidade de lançar ao relento uma reputação profissional construída à custa de muito sangue, suor e lágrimas. Em um cenário desses, mesmo com todos os reveses, a despeito de frustrações ou decepções, o Prefeito Carlos Felipe poderá ser reeleito. As oposições precisam se sentar e redirecionar o rumo.
HOUVE
Um tempo, e ele não está muito distante da nossa memória, em que Crateús tinha, na mesma legislatura, sete Deputados Federais e três Senadores. A pujança da nossa representação era motivo de saudável orgulho. Hoje, nenhum filho da terra tem assento no Congresso Nacional. Vivemos um momento de crise de representatividade. Dizem os orientais que crise é, também, sinônimo de oportunidade. É hora de levantar desse estado de letargia, sacudir a poeira das desilusões e dar volta por cima das dificuldades. Sempre há um candeeiro a ser posto na mesa das proposições. Como ensinavam os romanos, Fiat Lux! Faça-se a Luz!
ILUMINADA
Foi a idéia do grupo Mandacaru Beleza ao escolher como homenageado, no Carnaval deste ano, o historiador Norberto Ferreira Filho, o Ferreirinha. Fotógrafo de mentes, caricaturista de almas, pintor de corações - o Sr. Ferreirinha sempre nos brindou com uma galeria de quadros com suas pinturas prediletas: homens e mulheres que fizeram e/ou fazem a história dos sertões de Crateús. Até bem pouco tempo, quando a saúde o favorecia, expunha os dotes de memorialista admirável: sacudia-nos com a abundância de informações, a precisão de detalhes, o manancial de dados armazenados. É uma torre histórica da nossa terra!
ESTUPEFATO
Fiquei quando soube que o Rodrigues Vale havia deixado a trincheira da sua vida, a tribuna do rádio. No microfone, nunca abriu mão da liberdade jornalística. Mesmo vinculado a um esquema político específico, nunca descurou de exercitar a fortuna crítica que caracteriza os grandes homens de imprensa. Como uma peixeira afiada, sua palavra cortante ia direto ao coração dos problemas e desconcertava a alma dos criticados. Quem desfruta da sua intimidade, sabe que é, no mais recôndito de si mesmo, uma figura do bem, que se embevece com as coisas simples da vida porque estas são, de fato, as mais profundas: a ambiência do lar, o papo desinteressado, um brinde no bar do “beiju”, o convívio com os amigos, as especulações de imprensa e o amor da família. Crateuenses: o nosso conterrâneo Rodrigues Vale, por tudo o que encarnou na imprensa local, merece um preito de reconhecimento, um ato público de gratidão. Será um gol da cidade em homenagem ao nosso eterno “goleiro”.
PARA REFLETIR
“A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)
(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)
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