quinta-feira, 5 de março de 2009

100 ANOS DE PATATIVA DO ASSARÉ!



Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.

Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.

No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.

Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.

Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.

Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.

Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com D. Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956, Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Patativa do Assaré era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar onde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. 'Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão', declamava.

Cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de 'patativas' porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade.

Filho de pequenos proprietários rurais, Patativa, nascido Antônio Gonçalves da Silva em Assaré, a 490 quilômetros de Fortaleza, inspirou músicos da velha e da nova geração e rendeu livros, biografias, estudos em universidades estrangeiras e peças de teatro. Também pudera. Ninguém soube tão bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, Patativa ainda influencie a arte feita hoje. O grupo pernambucano da nova geração 'Cordel do Fogo Encantado' bebe na fonte do poeta para compor suas letras. Luiz Gonzaga gravou muitas músicas dele, entre elas a que lançou Patativa comercialmente, 'A triste partida'. Há até quem compare as rimas e maneira de descrever as diferenças sociais do Brasil com as músicas do rapper carioca Gabriel Pensador. No teatro, sua vida foi tema da peça infantil 'Patativa do Assaré - o cearense do século', de Gilmar de Carvalho, e seu poema 'Meu querido jumento', do espetáculo de mesmo nome de Amir Haddad. Sobre sua vida, a obra mais recente é 'Poeta do Povo - Vida e obra de Patativa do Assaré' (Ed. CPC-Umes/2000), assinada pelo jornalista e pesquisador Assis Angelo, que reúne, além de obras inéditas, um ensaio fotográfico e um CD.

Como todo bom sertanejo, Patativa começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos 4 anos. No livro 'Cante lá que eu canto cá', o poeta dizia que no sertão enfrentava a fome, a dor e a miséria, e que para 'ser poeta de vera é preciso ter sofrimento'.

Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, 'já disse tudo que tinha de dizer'. Patativa morreu em 08 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

EM LOUVOR A PATATIVA!

Dideus Sales, poeta magnífico e bondoso companheiro, nos abre a estante do novo milênio e dela retira uma preciosidade ímpar: um livro todo dedicado a Patativa, ou melhor, ao Sertão, visto que a ave e o homem, o mito e o sertanejo são raízes da mesma árvore lírica.

Homenagear muito cedo da vida ou somente após a morte é uma postura equivocada. Dideus trilhou o caminho certo: saúda o mestre da poesia popular no momento propício, na melhor idade.

Usando glosas decimais, amparado no mote “eu fui nascido e criado nos cafundós do sertão”, o poeta crateuense nos brinda com a densidade do seu cantar campesino.

Assim como Lampião, lâmpada justiceira na escuridão nordestina, Patativa enxerga com dificuldades. Talvez a luz que lhe falta nos olhos, Deus tenha colocado na alma.

Símbolo da genialidade matuta, o cancioneiro de Assaré conseguiu reunir – pasmem, letrados! – o vigor épico de um Camões, a sensibilidade ambiental de um Gonçalves Dias e o fulgor social de um Castro Alves.

Salve, Dideus, teu canto se eleva às alturas azuis do céu. Cantaste o mais luminoso dos nossos cantores, o poeta estrelado Patativa do Assaré.

(Por Júnior Bonfim, na Orelha do livro "NOS CAFUNDÓS DO SERTÃO", de Dideus Sales, em 2001, quando entre nós ainda cantava Patativa do Assaré)

A PONTUAÇÃO FAZ A DIFERENÇA! SHOW!


'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original.. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.

E isso faz toda a diferença...

(Enviado por Gabriel Vale)

terça-feira, 3 de março de 2009

GILMAR MENDES NO BLOG DE REINALDO AZEVEDO: "FALO COMO CHEFE DE PODER E NÃO VOU PEDIR LICENÇA PARA FALAR"



Lula concedeu uma entrevista a jornalistas brasileiros e estrangeiros nesta segunda. Censurou, como se viu, a violência do MST, o que pega bem no exterior. Afinal, trata-se de execuções sumárias. Também se referiu à censura feita por Gilmar Mendes, presidente do Supremo, ao financiamento oficial de entidades que promovem ilegalidades: "Eu quero crer que o presidente Gilmar tenha dado opinião enquanto cidadão brasileiro. Quando houver um processo, certamente ele se manifestará como presidente e dará o seu voto".

Palavras de conciliação e bom senso, não é mesmo? Pois é... A mim me pareceu haver algo de, digamos, caviloso na fala presidencial. Acompanhem: segundo Lula, Gilmar Mendes só poderia se pronunciar se houvesse um processo. Não havendo, ele é mais um brasileiro opinando, leitor, como eu, você e o taxista. Será mesmo assim? Tentei falar com Mendes, o que só consegui na noite desta segunda. Segue a reprodução da rápida conversa:

Blog - Ministro, quando o senhor censurou o financiamento oficial a entidades que promovem atos ilegais, estava falando apenas como um cidadão, como disse o presidente da República, ou “fora dos autos”, como afirmam alguns?

Gilmar Mendes - Falo fora dos autos, e o faço de propósito. E não falo apenas como um cidadão, não. Falo é como chefe de um dos Poderes da República mesmo.

Blog - Como responde à crítica de que o senhor deveria esperar o caso chegar ao Supremo?

Gilmar Mendes – Que caso? Questões dessa natureza já chegaram ao Supremo. Falo com a responsabilidade de quem é chefe de um Poder. Não vou pedir licença para falar! É uma questão de responsabilidade. Sou presidente do Conselho Nacional de Justiça e posso dar diretrizes aos juízes e falar com os brasileiros. Aliás, não estou dizendo nada de diferente do que afirmei em meu discurso de posse, na presença do presidente da República.

Blog - Há quem diga que o senhor está organizado o discurso da oposição.

Gilmar Mendes – Isso é uma bobagem. Trata-se de uma tentativa de certos setores, notórios, de silenciar e desqualificar o chefe de um dos três Poderes da República. O que foi que eu disse de tão espetacular? Que o país dispõe de uma Constituição e de um arcabouço legal que devem ser respeitados? Até onde sei, trata-se de uma obviedade que vale tanto para o governo como para as oposições.

(Por Reinaldo Azevedo)

VOCÊ DECIDE



Que papel desempenha no cenário político brasileiro o ministro Gilmar Mendes desde que assumiu há quase um ano a presidência do Supremo Tribunal Federal?

O de bufão – que longe de apenas divertir o rei e zombar da corte lhes diz verdades incômodas? Ou o de fiscal dos atos públicos atento a tudo que ponha em risco a legalidade? Você decide.

A atuação de Mendes pode ser examinada levando-se em conta dois cenários – o otimista e o pessimista. No primeiro, juiz se limita a julgar e só fala nos autos. Escapa à função dele a abordagem de temas políticos. Ministro da Suprema Corte americana, por exemplo, recusa até convite para refeições com gente estranha ao seu meio. Vive em um mundo à parte.

O que confere nobreza ao Judiciário é justamente a função restrita de julgar. “O drama do juiz é a solidão. Não conheço ofício que exija tão viril dignidade”, escreveu o jurista italiano Piero Calamandrei no livro “Eles, os juízes, vistos por nós, advogados”.

Uma sentença de qualquer natureza satisfaz uns e aflige outros. Ela mexe com os interesses e o destino de pessoas.

O mínimo, pois, que se exige de alguém dotado de tamanho poder é recato, contenção, sobriedade.

Jamais um juiz pode se tornar um ator político. Ao proceder assim, ele se apequena, atrai suspeição, estimula o surgimento de desafetos, expõe seus pares e, ao cabo, compromete o Judiciário. É a regra universal. E se desconhece qualquer estudo sério que sugira sua revogação.

À luz do cenário otimista, o comportamento de Mendes é censurável. Cite um único tema político relevante que ele tenha deixado passar ao largo.

Certamente, Mendes disse o que pensa a respeito de todos – de fidelidade partidária a grampos telefônicos, passando por invasões ilegais de terras. Por sinal, a mais recente delas, a da fazenda do banqueiro Daniel Dantas, foi promovida a título de “homenagear” Mendes.

Nelson Jobim foi um presidente do Supremo que fez política o tempo todo nos bastidores. Saiu do ministério da Justiça do governo Fernando Henrique para ocupar uma vaga no Supremo. Aposentou-se e voltou a ser ministro – dessa vez de Lula. Sucedeu-o na presidência do tribunal a ministra Ellen Gracie, que resgatou a discrição inerente ao cargo.

Mendes? Mendes faz política de forma ostensiva.

No cenário pessimista, a erosão moral e ética dos demais poderes pode levar, sim, um juiz a romper com o silêncio público que a toga lhe obriga e a falar como um cidadão preocupado com as instituições.

Se ninguém fala, se poucos falam, se a oposição renunciou a se opor, se os demais partidos se comportam como ovelhas gordas e saciadas, quem dirá ao rei e à corte o que eles não querem ouvir?

O prestígio do Legislativo está ao rés-do-chão. Cada vez mais os mandatos são exercidos por aqueles ocupados em enriquecer depressa.

A sucessão de escândalos envolvendo políticos subtraiu a capacidade de se indignar do distinto público. Outro dia, a ONG Transparência Brasil descobriu que 85 parlamentares doaram para suas campanhas mais do que declararam ter em bens. E daí? Quem liga?

Do alto de seus 84% de aprovação, o presidente da República mais popular da História estava pronto para entregar à fatia mais corrupta do PMDB a chave de um cofre com R$ 6,5 bilhões do fundo de pensão da empresa estatal Furnas.

O que fez Lula abortar o ato? A resistência oferecida pelos funcionários da empresa. Faltava-lhe autoridade para se opor à velhacaria? Não. Por conivente, faltava-lhe vontade.

Foi Mendes que forçou o governo a prestar atenção na farra das escutas telefônicas ilegais. Foi Mendes o responsável pelo fim das operações mediáticas da Polícia Federal e do uso indiscriminado de algemas em presos.

Na semana passada, Mendes engrossou o coro dos que reclamam da cumplicidade do governo com o Movimento dos Sem Terra, responsável por quatro assassinatos em Pernambuco.

Mendes é um bom ou um mau juiz?

(Por Ricardo Noblat)

SITE ESPETACULAR!!!

Não deixe de ver, e use e abuse dos efeitos.
Vai gostar.

DÁ UMA OLHADA. PRIMEIRO NA IGREJA E DEPOIS NO MODO EM QUE FOI FEITO:
TEM ZOOM, APROXIMA = (+)
AFASTA = (-)
TEM CLOSE = (-> SETAS). OU ENTÃO USE APENAS O MOUSE PARA QUALQUER LADO.
GIRANDO PELO INTERIOR DA IGREJA = (SETA CIRCULAR) MUITO BEM BOLADO.
ACHO QUE NINGUÉM PODE DEIXAR DE VER ESTA MARAVILHA.

http://www.photojpl.com/flash/08mallet.html

Copie o endereço acima (http....) e quando abrir a imagem, observe as
teclas em baixo e clique.
Você verá o efeito das imagens.

APROVEITEM

(Enviado por Gabriel Vale)

segunda-feira, 2 de março de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA



2009 é o ano da reforma ortográfica.

Em casos como AUTOESTIMA, o hífen cai. A sua é que não pode cair.
Em algum as palavras, o acento desaparece, como em FEIÚRA.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.

O acento também cai em IDÉIA, só que dela a gente precisa. E muito.

O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA, que também poderia sumir do mapa. Assim, a gente ia viver com mais
TRANQUILIDADE.

Mas nem tudo vai mudar.

ABRAÇO continua igual. E quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com "z", como vizinho, futebolzinho, barzinho.

Expressões como "Eu te amo." continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com "x", como ABACAXI,
que, gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.

SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO, que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.

CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA, que precisa tocar a vida pra frente.

E, por falar em VIDA, bom, essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto.

Comunicação é a nossa VIDA.

(Enviado por Gabriel Vale)

STJ PROMOVE REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NA TRAMITAÇÃO DE PROCESSOS



Cinquenta e cinco scaners estão operando 12 horas diariamente na digitalização dos processos recebidos no STJ desde o dia 2/1. A meta estabelecida pelo presidente da Corte, ministro Cesar Asfor Rocha, de ter todos os processos tramitando virtualmente a partir de agosto deste ano, não é mais um desafio assustador. Está se tornando realidade.

Em fevereiro a equipe aumentou em tamanho e eficiência, uma força-tarefa que envolve 250 servidores e estagiários. O reforço ampliou a média diária de processos digitalizados, que passou de 522 para 1.060. Brevemente, o grupo terá um novo acréscimo de colaboradores que darão ainda mais agilidade aos trabalhos.

"O STJ está a caminho de se tornar o primeiro tribunal nacional do mundo a ter todos os processos tramitando virtualmente", prevê o ministro Cesar Rocha, orgulhoso do empenho de sua equipe. Ele também comemora que todo esse trabalho está sendo realizado sem despesas adicionais para os cofres públicos. "O custo é praticamente zero, pois estamos trabalhando com técnicos do próprio STJ, que possui um quadro de servidores altamente qualificados e dedicados. Estão todos muito entusiasmados com esse projeto", afirmou.

Esse entusiasmo é confirmado pelos servidores. Rodrigo Carvalho, da Secretaria de Tecnologia da Informação do STJ, está bastante empenhado no projeto. "O que estamos fazendo é uma revolução que será lembrada pelos nossos filhos e netos", disse o servidor. Não é exagero. Quando o processo judicial eletrônico entrar em operação, os advogados e cidadãos com ações no STJ poderão acessar a íntegra do processo de qualquer lugar do mundo com acesso à internet. Sem sair do lugar, poderão também fazer petições, o que já é permitido em alguns casos.

Golpe na morosidade

Para Murilo Kieling, juiz auxiliar da Presidência do STJ, o processo judicial eletrônico está sendo concebido como a ferramenta mais importante para combater a morosidade no Poder Judiciário. Atualmente o advogado precisa vir ao Tribunal, levar o processo para analisar e voltar para devolver. Nesse período, o advogado da outra parte fica impedido de ter acesso aos autos. "O processo eletrônico poderá ser analisado ao mesmo tempo pelas partes e seus procuradores sem a necessidade de comparecer ao STJ", explica Kieling. "Isso poderá ser feito a qualquer hora do dia ou da noite, sete dias por semana, de forma que o STJ será compreendido como uma Justiça full time".

Os julgamentos também ganharão celeridade. Com a tramitação virtual do processo, ele será automaticamente distribuído ao gabinete do ministro pelo sistema. Não haverá mais o trânsito físico de papel. Segundo estimativa do ministro Cesar Rocha, o tempo entre o recebimento do processo e a distribuição cairá de quatro meses para uma semana. Junto com o os processos, os ministros relatores receberão a pesquisa da jurisprudência sobre o caso, o que vai agilizar ainda mais os trabalhos.

Além de oferecer um serviço mais rápido e eficiente para a sociedade, o processo judicial eletrônico vai gerar uma economia significativa de dinheiro público. Atualmente são gastos R$ 20 milhões por ano só com o envio de processos entres os tribunais e o STJ, despesa que desaparecerá com a transferência eletrônica. O meio-ambiente também será favorecido com a redução drástica no consumo de papel.

Nos tribunais

Com a transformação dos processos físicos em arquivos digitais promovida pelo STJ, os tribunais de segundo grau precisam estar preparados para receber um grande volume de papel nos próximos meses. A estimativa do presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, é a de que 300 mil processos sejam devolvidos aos tribunais de origem ainda neste semestre.

O ministro Cesar Rocha já alertou sobre a iminente sobrecarga dos espaços de armazenamento mantidos pelos tribunais em reunião com os presidentes de 23 tribunais de justiça e dos cinco tribunais regionais federais, realizada no dia 17 de fevereiro, na sede do STJ. Na ocasião foi apresentado aos magistrados o trabalho de digitalização dos processos e a meta da Corte Superior de ter todos os autos em tramitação convertidos em arquivos eletrônicos até 31 de julho de 2009.

A substituição dos processos em papel vai gerar expressiva economia de espaço, dinheiro e tempo com o transporte dos autos. Mas o objetivo principal é agilizar os trabalhos na Corte e fazer com que a decisão judicial chegue mais rápido ao cidadão. Nesse desafio, a participação dos tribunais de segundo grau é essencial. Atualmente, os processos em papel que chegam ao STJ estão sendo digitalizados pelos servidores. O ideal é que os recursos já cheguem eletronicamente.

O ministro Cesar Rocha conseguiu a adesão dos tribunais, que deverão informar oficialmente quando pretendem implantar a digitalização e envio eletrônico dos processos. Alguns já iniciaram os trabalhos e o STJ ofereceu consultoria técnica para integração dos sistemas de transmissão. "A partir daí, sem dúvida nenhuma, em dois meses nós teremos esses processos executados em todos os tribunais que fizerem a adesão", afirmou o presidente do STJ.

Na avaliação de Murilo Kieling, juiz auxiliar da Presidência do STJ, a iniciativa do Tribunal da Cidadania vai transformar a Justiça brasileira. "Esse primeiro passo do STJ, definitivo, irá trazer todos os outros órgãos do Poder Judiciário para essa realidade que é, sem dúvida nenhuma, a modernização da Justiça como elemento mais importante para enfrentarmos nossos problemas, em especial, a morosidade".

Para o ministro Cesar Rocha, essa modernização é irreversível e nenhum tribunal conseguirá ficar de fora. "A virtualização processual no Brasil vai acontecer muito rapidamente. Ninguém vai suportar ver tanto processo de papel diante de si".

domingo, 1 de março de 2009

RIO DE JANEIRO ANIVERSARIA HOJE



# Estácio de Sá fundou a cidade do Rio de Janeiro no dia 1 de março de 1565.

# Uma das heranças deixadas pela Família Real portuguesa, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1808, foi o "r" aspirado e o "s" chamado palatal (para pronunciar encosta-se o dorso da língua no céu da boca). Toda a Corte falava assim e o jeito foi adotado pelos cariocas.

# A Igreja Nossa Senhora da Candelária é a mais antiga do Rio de Janeiro. Sua pedra fundamental foi colocada em 1630. A obra, em estilo neoclássico, é uma cópia da Igreja de São Pedro em Roma. Sua cúpula foi feita com 1.400 pedras e pesa cerca de 600 toneladas.

# Erguida entre 1761 e 1808, a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé guarda os restos mortais de Pedro Álvares de Cabral.

# O Bondinho do Pão de Açúcar tem capacidade para 75 passageiros. O percurso entre as colinas Babilônia e Urca é de 1.400 metros.

# O Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, tem 650 metros de comprimento e capacidade para 88.500 pessoas. Foi inaugurado em 1984.

# A Barra da Tijuca foi projetada pelo arquiteto Lúcio Costa no início da década de 1970. Tem 18 quilômetros de praias e é um dos bairros mais moderno do país.

# A Biblioteca Nacional tem o oitavo maior acervo do mundo. São 8,5 milhões de peças. A obra impressa mais antiga é a Bíblia de Mogúncia, de 1462, impressa em pergaminho. Foi publicada na cidade em que Gutenberg inventou a imprensa, em 1450. Restam 60 exemplares no mundo e a Biblioteca Nacional, inaugurada em 1910, possui dois.

# A Rocinha, maior favela da América Latina, ocupa uma área de 722 mil metros quadrados, entre os bairros da Gávea e de São Conrado. Segundo o IBGE, tem 45 mil habitantes, três vezes menos que as estatísticas dos próprios moradores.

# A lagoa Rodrigo de Freitas tem um volume de 6,5 milhões de metros cúbicos de água. Seu espelho d’água é de 2,5 milhões de metros quadrados e sua profundidade máxima, de 4,3 metros.

# Inaugurada em 4 de março de 1974, a ponte Rio-Niterói tem 13.290 metros de extensão, sendo quase 9 mil metros sobre o mar. Seu ponto mais alto fica a 70 metros do nível do mar e seu ponto mais fundo, a 210 metros abaixo da água. A obra consumiu 220 milhões de quilos de cimento. Seu nome oficial é Ponte Presidente Costa e Silva.

# O Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi inspirado no Teatro de Ópera de Paris e realizado dentro do estilo eclético com predomínio do neoclássico. Suas colunas externas foram erguidas em mármore de Carrara (Itália). O material importado, incluindo o do telhado, todo em cobre, tinha a preocupação em demonstrar riqueza e durabilidade. Na parte superior da fachada, as esculturas de Rodolfo Berndadelli, representam o Canto, a Dança, a Tragédia, a Comédia, a Música e a Poesia.

# O engenheiro Ronaldo Belassiano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descobriu numa pesquisa em 1996 que o carioca é o povo mais ágil para embarcar nos coletivos. Ele leva apenas 1,85 segundo contra os 2,4 segundos gastos pelos londrinos. Tudo para não ser deixado para trás pelos motoristas.

# A estação Central do Brasil teve influência de Getúlio Vargas, que estava encantado com o nazi-fascismo. Ele fez questão de que o prédio tivesse um estilo imponente, como era comum na Itália e na Alemanha, e acatou o projeto art déco do engenheiro brasileiro Roberto Magno e do arquiteto húngaro Geza Helle. O resultado é um imenso bloco de 45 mil metros quadrados, um dos cartões-postais da cidade. A Central do Brasil é formada por 44 estações, que ligam o centro do Rio à zona Norte, zona Oeste e Baixada Fluminense.

# A maior floresta urbana do mundo é o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com 33 quilômetros quadrados, a mata está rodeada pela paisagem urbana. No final do século XIX, Dom Pedro II mandou replantar a floresta nas encostas dos morros, pois a mata original havia sido derrubada para o plantio de cafezais. No parque, visitado por um milhão de pessoas a cada ano, estão o Corcovado (com a estátua do Cristo Redentor), o Pão-de-Açúcar, o Jardim Botânico, a Pedra da Gávea e o Pico da Tijuca.

# O bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, se chamava Real Engenho. Mas na estação de trem estava escrito Real Engº. O povo lia Realengo e assim ficou.

CONVITE À REFLEXÃO

Posto hoje três artigos que estão circulando na imprensa. Da lavra de três intelectuais que atuam, que fizeram da vida um processo de interação entre o agir e o refletir: Cristovam Buarque, Fernando Henrique Cardoso e André Haguette.

Devemos sorver essas meditações sócio-políticas com o intelecto desarmado, sem a armadura do preconceito que geralmente nos impede de aprofundar a análise dos fatos e melhorar a vida em sociedade.

DIREITOS GLOBAIS



Na semana passada, a Academia da Latinidade, inspirada e dirigida pelo Professor Candido Mendes, realizou no Instituto Nobel para a Paz e na Academia de Ciências da Noruega um debate de três dias sobre a ética na universalização dos direitos humanos. Embora o principal tema tenha sido as relações entre cristianismo e islamismo, ao longo dos debates surgiram cinco novos direitos humanos, que ainda precisam ser globalizados.

Primeiro, o direito ao meio ambiente. É preciso que o patrimônio natural do planeta seja garantido para as gerações futuras. Esse é um direito humano tão sagrado quanto os já reconhecidos e defendidos há 60 anos, pela Declaração Universal. E vai exigir mudanças profundas no sistema produtivo e nos padrões de consumo das gerações atuais.

Segundo, o direito à migração. No mundo onde uma crise do sistema financeiro norte-americano se espalha por todos os países, onde o comércio é praticado livremente, onde um carro ligado em qualquer parte do mundo eleva a temperatura de todo o planeta, ainda há fronteiras que impedem a mobilidade das pessoas. Os pobres são impedidos de se mudar em busca de emprego em outros países. O mundo global precisa tratar a migração internacional como um direito humano fundamental, derrubar as fronteiras da migração, como derrubou as fronteiras comerciais.

Terceiro, o direito à educação. Se o capital econômico está baseado no conhecimento, e o emprego de cada pessoa depende de sua qualificação, é inaceitável que a educação de cada criança dependa dos recursos da prefeitura da sua cidade. Se os direitos proíbem a tortura, não podemos permitir que ainda existam cerca de 800 milhões de analfabetos no mundo. Nem podemos tolerar que, por falta de educação, mais de um bilhão de jovens sejam incapazes de navegar no mundo virtual que caracteriza a contemporaneidade.

O quarto direito é ao emprego. As sociedades devem se unir em torno de um grande programa mundial de geração de empregos. Obviamente, esse emprego não poderá ser imposto ao setor privado, para produzir bens para o mercado, mas pode ser criado pelo setor público para atender a demanda por bens culturais, pela recuperação do meio ambiente, pela atenção em saúde, pela educação. A Bolsa-Escola era um exemplo desse emprego social: a família era empregada para garantir que o filho estudasse.

O quinto direito é à saúde. Ao nascer no mundo global de hoje, as pessoas têm mais desigualdade no acesso à saúde, inclusive no direito a viver mais ou menos, do que tinham no passado. No século XIX, a medicina era praticamente a mesma para qualquer pessoa. No século XXI, o acesso à medicina é completamente diferente, segundo a renda da pessoa. Isso é imoral. E pode levar a uma diferenciação tão grande entre os seres humanos, que provocará o desaparecimento do conceito de semelhança. O mundo precisa definir sistemas de atendimento médico que iguale a chance de todos à saúde, sem importar em que país estão e a renda de que disponham.

Fiz a defesa destes cinco direitos durante os debates do XIX o Colóquio da Academia da Latinidade, em Oslo. Creio que o Congresso Nacional deveria debater o assunto nas Comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado. Ao mesmo tempo, com a liderança que adquiriu nos governos dos presidentes Fernando Henrique e Lula, o Brasil deve tentar influir no cenário internacional, nas entidades que pertencem ao sistema das Nações Unidas, para que sejam encontradas formas de realizar o que pode ainda parecer um sonho: cinco novos direitos humanos globais.

No final da grande crise de 1929 a 1945, o mundo aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e implantou o Plano Marshall, que recuperou a economia da Europa e lançou as bases para o desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo. As crises globais deste começo de século XXI - ambiental, financeira, social - podem ser o novo tempo dos direitos humanos globais e sociais. O Brasil tem um papel a cumprir, omitir-se é fugir à responsabilidade.

(Cristovam Buarque é Professor da Universidade de Brasília e Senador pelo PDT/DF)

O GESTO E A PALAVRA



Andou na moda falar de decoupling para dizer, em simples português, descolamento entre a economia brasileira e a internacional. Os efeitos da crise em nossa economia fizeram o termo sair de moda. Foi substituído por termo mais terno, "marolinha". Com o bicho-papão corroendo o mercado financeiro lá fora (na verdade, o sistema financeiro central quebrou) há certo aturdimento.

Não se sabe com que palavras qualificar o que anda pelo mundo: recessão prolongada, depressão, fim do unilateralismo americano na política, multipolaridade, não-polaridade, etc. Por aqui o governo prefere passar em marcha batida sobre o que nos azucrina. Em vez de desenhar quadros sombrios ou róseos para o mercado, faz o decoupling à moda brasileira: descola a economia da política, precipita o debate eleitoral e, nele, vale o discurso vazio.

É verdade que não somos os únicos a encobrir as angústias apelando para gestos sem conotação, sequer alusiva, aos fatos e circunstâncias. Basta mencionar a campanha bolivariana pela reeleição perpétua, uma quase-caricatura da política. O significado da democracia se esboroou na "consulta popular". Se o povo quer o bem-amado para sempre, pois que o tenha e, como disse nosso presidente Lula, se a prática ainda não é boa para o Brasil, é questão de tempo. Quando a cidadania amadurecer, encontrará a fórmula de felicidade perpétua...

Assisti na TV, por acaso, ao último comício eleitoral do presidente Chávez em Caracas e, confesso, fascinei-me. Ele chegou, simpático como sempre, um pouco mais gordo que o habitual, vestindo camisa-de-meia vermelha, abraçando toda a gente, sorrindo, e foi direto ao ponto. "Hoje não falarei muito, vamos cantar!", disse. E entoou uma canção amorosa de melodia fácil, repetindo o refrão "amor, amor, amor..." Conversou com um ou outro no palanque, incitando-os a também cantar, falou familiarmente com a plateia e finalizou: amor é votar sim no domingo! Por mais que no plano pessoal possa sentir até estima pelo personagem, não pude deixar de reconhecer no estilo algo que nos é habitual: o modelo Chacrinha de animação de auditório. Funciona, e como!

O descolamento entre a política e a realidade das pessoas (não só a economia), a repetição simbólica de gestos que guardam pouca relação com um ambiente racional, mas "ligam" o ator com a plateia e com a "sociedade", está se tornando regra nas atuais democracias de massas. Há algo de encantatório no modo como a política do gesto sem palavras (ou em que as palavras contam menos do que a forma) funciona, substituindo o discurso tradicional.

Quando me recordo do "sangue, suor e lágrimas" dito por Churchill ao se tornar primeiro-ministro em plena guerra contra o nazismo, do discurso em Fulton, quando disse que uma "cortina de ferro descia sobre a Europa", ou de vários pronunciamentos de Roosevelt, como o de posse em plena Depressão, célebre pela frase "nada há a temer, exceto o próprio medo", ou ainda de Getúlio Vargas no estádio do Vasco da Gama apelando aos trabalhadores, e comparo com a retórica atual, há um abismo a separá-los.

E não se diga que é fenômeno de países de "democracia pouco amadurecida". A entronização de Obama como imperador de todos os americanos, na magnífica posse no Capitólio, assemelhava-se a uma grande cena romana. O cenário era tão expressivo, a fusão simbólica do recém-eleito com os founding fathers e com os valores fundamentais da democracia americana eram tão fortes que obscureceram o conteúdo do discurso inaugural. E isso no caso de alguém que, por sua cor e mesmo por sua campanha, trouxe um significado imenso de renovação.

Ainda na semana passada, na primeira visita presidencial ao Congresso, o que foi dito sobre a crise econômica e sobre o futuro foi menos importante do que o reafirmar o "yes, we can", num cenário da pátria unida para perpetuar sua glória. Mesmo que o castelo financeiro esteja desabando, a América vencerá, era a mensagem. No caso, nada que ver com Chacrinha, o símile é outro: a invocação do pastor, a reafirmação da fé, e não a troca simbólica de favores, do bacalhau, da Bolsa-Família ou da canção de amor.

Faço estes comentários despretensiosos porque me preocupa o que possa vir a ocorrer no Brasil. A mídia e a sociedade cobram um discurso de oposição. Diz-se, e é certo, que ela deve unir-se se quiser vencer. Mas que discurso fazer? O racional, da crítica ao desmanche das instituições, do enlameamento cotidiano da política, deveria ganhar mais vigor, dizem. O grito de Jarbas Vasconcelos estava parado no ar e sua entrevista na Veja deu-lhe um sopro de vida. Mas foi o próprio senador quem mostrou os limites desse tipo de protesto: o governo e o próprio presidente banalizaram o dá-cá-toma-lá. É como nos computadores, quando se envia um e-mail e surge o aviso: a caixa está cheia. A caixa da revolta dos brasileiros contra o mau uso da política parece estar cheia. Temo que qualquer discurso "político" seja logo desqualificado pelos ouvintes.

Quer isso dizer que as oposições devem silenciar sobre a perda de substância das instituições, sobre o clientelismo e a corrupção larvar, tudo com a leniência de quem manda? Não. Mas precisam inventar uma maneira de comunicar a indignação e as críticas que toque na alma das pessoas. Este é o enigma da mensagem política, de governo ou de oposição. Tanto o modelo Chacrinha como o do discurso de pregador chegam à alma das pessoas. Não estou dizendo que a comunicação política se resolve pela supressão do discurso analítico. Isso seria rendermo-nos à ideia da política como mistificação (o que, aliás, não é o caso de Obama). Mas quando se dispõe de um ícone, como o Plano Real, por exemplo, ou quando o próprio candidato é um ícone, tudo fica mais fácil.

Em nosso caso, as oposições, além de articularem um discurso programático, condição necessária para quem se respeita e acredita nas instituições, deverão expressá-lo de forma a sensibilizar o eleitorado. Para tal não bastam a crítica convencional e a discussão da política, tal como ela ocorre no Congresso, nos partidos e na mídia. É preciso buscar os temas da vida que interessem ao povo. Ademais, a comunicação emotiva requer "fulanizar" a disputa para atribuir ao candidato virtudes que despertem o entusiasmo e a crença. Sem eles, a "caixa de entrada" das mensagens da sociedade continuará a dar o sinal de estar cheia e os ouvidos continuarão moucos aos conteúdos, por melhores que sejam. Pior ainda se não os tivermos. Mas só eles não bastam. Programa político só mobiliza a sociedade quando é vivido por intermédio do desempenho de personagens que tratam como próprias as questões sentidas pelo povo.


(Artigo de Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, que foi presidente da República)

JARBAS SOBRE LULA



Os comentários do senador Jarbas Vasconcelos sobre a mediocridade da política brasileira e a corrupção dos políticos e dos partidos políticos de maneira geral e do PMDB, de forma particular, encontraram eco na mídia e nas conversas, provocando unanimidade no público e silêncio entre os atingidos. Fazer política continua sendo o que sempre foi: negócio a serviço de interesses individuais e clânicos, ampliando cada vez mais o fosse entre representados e representantes.

Essa situação levanta questionamentos de várias ordens, entre os quais, explicar porque são eleitos e reeleitos políticos corruptos (fica difícil afastar a idéia da “compra” de votos) e, de forma mais institucional, um questionamento sobre a tradicional tese da separação e harmonia dos poderes. Se ao poder legislativo cabe legislar, há de se perguntar se deveria caber-lhe legislar sobre si mesmo, em causa própria. Fica difícil imaginar deputados e partidos votando leis real e eficazmente moralizadoras. Talvez um outro poder (o ministério público, por exemplo, ou o eleitor via plebiscito) pudesse ser encarregado de legislar sobre o legislativo. Não sei, apenas levanto a questão.

Mas pouco foi dito e escrito a respeito dos comentários do senador Jarbas Vasconcelos sobre o presidente Lula e seu governo, comentários, a meu ver, também extremamente lúcidos. Corretíssima a afirmação de que Lula “havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética” e que no decorrer do primeiro a mandato demonstrou não ter “nenhum compromisso com reformas ou com ética”. Os governos de Lula não são absolutamente reformistas, nem criativos, nem éticos, contentando-se em tocar políticas econômicas e sociais herdadas, habilmente embrulhadas de modo propagandístico sob os nomes de Bolsa Família e PAC (muito longe, diga-se de passagem, das propostas iniciais do Fome Zero).

Jarbas diz que o presidente Lula optou pelo assistencialismo, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. É fato, embora não se possa ser contrário a toda e qualquer política assistencialista num país de tamanha pobreza e desigualdade. Mas se torna essencial que o assistencialismo eventual tenha uma porta de saída conduzindo à autonomia, o que o programa lulista não contempla.

O senador fala da mediocridade do governo Lula, que em vez de construir estradas, apela para o atalho. Não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista e política. Não transformou a infraestrutura do país. Não realizou a reforma agrária. Não promoveu mudanças de costumes e atitudes. Estruturalmente, o País continua o mesmo.

Pergunto-me, às vezes, o que de inovador, de significativamente diferente Lula implantou em seis anos de governo? E fico sem resposta, mas uma vez decepcionado e traído. A estrutura sócio-econômica e cultural mudou em alguma coisa? Se a continuidade da política econômica, descontado os juros e os superávits primários exorbitantes beneficiando a elite financeira nacional e internacional, traz crescimento, os aspectos institucionais e políticos são medíocres.

O PT com Lula prometia ética e no poder faz o que faz.. O PT prometia renovação política. Lula desvincula-se de seu partido, abençoa com desenvoltura a Dilma, promove Sarney, Renan Calheiros e o PMDB, provoca uma indistinção e desideologização dos partidos e da oposição, em nome de uma governabilidade caso a caso. “O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso”, diz o senador.

Nessa fase áurea, houve uma reorientação da sociedade brasileira? E agora que a crise se alastra em todos os cantos do mundo o que faz o governo Lula de original? Obama propõe algumas mudanças de rumos. E Lula e sua equipe?

Certo, os ricos recebem seus juros; os pobres, sua bolsa família; o PT e os sindicalistas, seus cargos; os sindicatos, suas contribuições obrigatórias; os políticos, sua imunidade; o governo, seus impostos; o Lula, sua popularidade; o povo, sua acomodação; e o país cresce. Está tudo bem; está tudo no lugar. A decepção é do tamanho das promessas.

(Por André Haguette – Sociólogo – edição do O POVO de hoje)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

MENSAGEM DO DIA



"Com a nossa língua prevaleceremos; os nossos lábios a nós nos pertencem; quem sobre nós é senhor?" Salmos 12:4

Um dia peguei um taxi para o aeroporto.

Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente.

O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.

Assim eu perguntei:

'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo

'"A LEI DO CAMINHÃO DE LIXO."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.

Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

Fique tranqüilo...

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia.

A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais... ;

Assim... Ame as pessoas que te tratam bem.

Ore pelas que não o fazem.

Peça a proteção de Deus para tais pessoas...

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

Tenha um dia abençoado sem LIXO

Autor desconhecido.
(Colaboração de Uma Amiga de Deus: Tânia Reis)

TESTE O SEU NÍVEL DE INTELIGÊNCIA!



Se você conseguir ler as primeiras palavras do texto abaixo, o seu cérebro decifrará automaticamente as outras... é incrível, fantástico!



3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414,

0853RV4ND0 DU45 CR14NC45

8R1NC4ND0 N4 4R314.

3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0

UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,

P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45.

QU4ND0 3574V4M QU453 4C484ND0,

V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0,

R3DU21ND0 0 C4573L0

4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.

4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,

45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0,

C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,

R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M

4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.

C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0

UM4 GR4ND3 L1C40;

G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4

C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154

3 M415 C3D0 0U M415 74RD3,

UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0

0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.

M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R

50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M

P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!

S0 0 QU3 P3RM4N3C3, 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3
C4R1NH0.

0 R3570 3 F3170 D3 4R314.

Nosso cérebro é fascinante, não é mesmo?

(Enviado por Gabriel Vale)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

PARA REFLETIR

"Não importa o que fizeram a você.
O que importa é o que você faz com
aquilo que fizeram para você".

Jean-Paul Sartre (1905-1980)
Filósofo francês

NOTÍCIAS DO DIA

O Globo

Manchete: Ministro fala em bandidagem no fundo de pensão de Furnas
Sem clima para reunião, Lula adia mudança no Real Grandeza

O presidente Lula mandou adiar a mudança na direção da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão de Furnas que administra um patrimônio de R$6,3 bilhões. A reunião para destituir o atual presidente estava marcada para hoje. Horas antes de ouvir a ordem de Lula, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), defendera a mudança e atacara duramente a atual diretoria. "Eles alteraram o estatuto para ampliar o mandato por um ano. E poderiam ser reeleitos, mas os próximos não poderiam? Isso é uma bandidagem completa! Esse pessoal está revoltado porque não quer perder a boca. O que eles querem é lazer uma grande safadeza", dissera Lobão ao GLOBO. O PMDB pressionava pela mudança, o que o ministro nega. (págs. 1 e 3)


STF: repasses para o MST são ilegais
O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que os repasses para movimentos de sem-terra que invadem propriedades são tão ilegais quanto as ocupações. (págs. 1 e 4)

CPF é vendido na internet por até R$ 2,5 mil
Anúncios gratuitos na internet prometem CPFs "limpos" por até R$ 2.500 (parcelados em duas vezes). Uma versão mais barata de "faça você mesmo" sai por R$ 5. O serviço é ilegal. (págs. 1 e 28)

Itaú Unibanco lucra menos na crise
O lucro do Itaú Unibanco caiu para R$ 7,8 bi no ano passado, contra R$ 8,47 bi em 2007. Com a crise, o grupo, que teve gastos na fusão, elevou as reservas para a inadimplência. (págs. 1 e 21)

CIA informará Obama sobre economia
O presidente dos EUA receberá relatórios diários sobre economia redigidos por espiões da CIA, que analisam os efeitos da recessão no cenário internacional. (págs. 1, 29 e Míriam Leitão)

Bancos terão 6 meses para obter capital
O presidente do Fed, Ben Bernanke,disse que bancos americanos terão seis meses para buscar capital privado. Se não conseguirem, poderão se candidatar a recursos públicos. (págs. 1, 24 e 25)

Colômbia: juízes culpam governo por grampos
Num duro golpe para o governo Uribe, a Suprema Corte de Justiça da Colômbia anunciou que vai denunciar o serviço secreto à OEA e à ONU por escutas telefônicas de juízes. (págs. 1 e 30)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Faculdade privada perde aluno e quer auxílio do BNDES
Para instituições, crise e desemprego são responsáveis pela queda; especialistas veem problemas estruturais.

Levantamento feito pelo Semesp (sindicato das escolas particulares) indica que 41,5% das universidades privadas de São Paulo terão neste ano um número menor de novos alunos em relação a 2008. Para o setor, a queda é reflexo da crise e do aumento do desemprego. “Nosso alunado é formado em sua maioria por alunos-trabalhadores. Quando há desemprego, tendem a desistir”, diz Hermes Figueiredo, presidente do Semesp.

Especialistas apontam outros problemas: má qualidade de cursos e oferta de vagas superior à demanda. Para atenuar os efeitos da crise, as instituições vão pedir ao BNDES linha de crédito especial, com recursos públicos e juros inferiores aos cobrados pelo mercado. O MEC irá recomendar que empréstimos só sejam dados a escolas com boas notas nas avaliações. (págs. 1 e C3)

Embraer projeta cenário difícil por até 3 anos e mantém cortes
A Embraer confirmou, em reunião com o presidente Lula, a demissão de 4.200 funcionários e disse que não planeja recontratar nos próximos dois ou três anos. A companhia avaliou que a situação econômica continuará ruim no período, sem retomada de encomendas, e que não era viável adotar medidas menos drásticas como férias coletivas. (págs. 1 e B3)

Verba-pública para sem-terra é ilegal, afirma Gilmar Mendes
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou as invasões de terra e disse que o financiamento público a quem promove essas ações é ilegal. Para Mendes, a sociedade tolera invasões “por razões diversas como um certo paternalismo, mas isso não é compatível com a Constituição nem com o Estado de Direito”. O governo federal não quis comentar. (págs. 1 e A4)

Editoriais
Leia “Brechas eleitorais”, que defende transparência no financiamento de campanhas e “Uribe e o 3° mandato”.

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Bancos reservam R$ 7 bi para se proteger de calotes
Cinco maiores instituições do País elevam provisão contra créditos duvidosos

Os cinco maiores bancos brasileiros aumentaram em quase R$ 7 bilhões, no último trimestre de 2008, as provisões adicionais para se proteger contra eventuais calotes. Esse dinheiro é classificado como adicional porque supera o montante que as instituições financeiras, por determinação do Banco Central, devem separar para cobrir créditos considerados de retorno duvidoso. O banco que fez a maior provisão adicional foi o Itaú-Unibanco, que reservou R$ 3,02 bilhões. "Achamos que era prudente reforçar o balanço, especialmente por causa do cenário incerto”, disse o presidente-executivo do grupo, Roberto Setubal. "O ajuste da economia mundial levará algum tempo e reduzirá o crescimento, aumentará o desemprego e a inadimplência." Os bancos públicos já tinham feito esse movimento preventivo. O Banco do Brasil reservou R$1,7 bilhão e a Caixa Econômica Federal, R$ 1,3 bilhão. Outros bancos privados fizeram provisões menores. O Bradesco separou R$ 697 milhões e o Santander Real, R$ 166 milhões. (págs.1 e B1)



Lula recebe Embraer e não pede revisão das demissões
Depois de se dizer indignado com as 4,2 mil demissões na Embraer semana passada, o presidente Lula se limitou ontem a ouvir as explicações dos dirigentes da empresa, em reunião no Planalto. Segundo o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o presidente não pediu a recontratação de funcionários porque entende que a questão é de demanda por aviões.
(Págs. 1 e E4.)

Frase
Frederico Curado
Presidente da Embraer "Não é problema do governo. É do mercado internacional".(Pág.1)

Furnas ameaça fazer greve contra pressão do PMDB
Funcionários de Furnas ameaçam entrar em greve por causa da pressão do PMDB pela troca de comando da Fundação Real Grandeza, que gerencia recursos previdenciários da maior geradora de energia do país. A direção de Furnas admitiu que a mudança foi "orientação" do ministro peemedebista Edison lobão (Minas e Energia). (págs. 1 e A4)

Maioria participa de agressão na escola
Pesquisa no Paraná indica que o bullying envolve 66% dos alunos. (págs. 1 e A17)

Estradas de SP têm mais acidentes
No primeiro carnaval com a lei seca em vigor, o número de acidentes aumentou 10% nas rodovias estaduais de São Paulo em relação ao ano anterior. Já o total de mortes nas estradas caiu 9,3%. Os números federais saem hoje. (págs. 1 e C4)

Notas e Informações - Um prudente otimismo
A recessão poderá terminar ainda neste ano, se houver alguma estabilidade no sistema financeiro, previu Ben Bernanke, do Fed. A indicação de um prazo relativamente curto para a retomada é animador. (págs. 1 e A3)

Derretimento da Antártida se acentua
O ritmo do fenômeno é mais rápido do que se supunha, diz a ONU. (págs. 1 e A18)

Fed: 6 meses de prazo para levantar capital

Bancos americanos em dificuldade terão seis meses para levantar capital privado, antes de receberem ajuda oficial. O programa de socorro preparado pelo governo Obama prevê que até abril os bancos sejam submetidos a simulações chamadas de "testes de estresse". Seus números serão projetados em dois cenários: o de retração de 2% nos EUA neste ano e o de retração de 3,3%. (págs. 1, B6 e B7)










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Jornal do Brasil

Manchete: Salgueiro derruba Beija-Flor
Depois de 16 anos de jejum, o Salgueiro consagrou-se campeão do Carnaval carioca e trouxe a festa da vitória de volta à Zona Norte. Pondo fim à possibilidade de a Beija-Flor tornar-se tricampeã, a escola tijucana recebeu nada menos que 32 notas 10 e fechou a contagem com 1 ponto à frente da rival. Nas ruas, o dia ainda foi de limpeza pesada. Mas o trabalho não termina: ontem, Quarta-Feira de Cinzas, mais blocos voltaram a sair, para alegria dos foliões resistentes, que enfrentaram calor forte para celebrar um pouco mais o reinado de Momo. (págs. 1, Tema do dia A2 a A7 e Cidade A12 e A13)

Brasil tira vagas dos japoneses
Mitsubishi vai transferir produção

Tentando fugir da turbulência japonesa, a montadora Mitsubishi vai transferir parte da produção para o Brasil. A meta é chegar a 50 mil novos veículos, produzidos a partir de abril em Goiás, e exportá-los para a América Latina. No P1analto, o presidente Lula e três ministros se reuniram com a cúpula da Embraer. Mas desistiram de pedir à empresa que reveja a decisão de demitir 4 mil funcionários. Criado para salvar empregos, o pacote da construção civil é visto como ousado por analistas. (págs. 1 e Economia A15)


Presidente do STF ataca MST
Irritado com invasões no Pontal de Paranapanema (SP) e mortes em Pernambuco, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou os laços do governo com o MST: 'Não pode haver dinheiro público para movimentos que agem contra o estado de direito”. (págs. 1 e País A10)

Obama quer US$ 634 bi para a saúde
O esboço de orçamento do presidente Barack Obama muda prioridades do antecessor, George Bush. Entre outras alterações, põe US$ 634 bilhões na saúde. Ontem, a imprensa americana elogiou o discurso de Obama e valorizou sua promessa de tempos melhores. (págs. 1 e Economia A17)

Irã faz teste em usina nuclear
O Irã iniciou ontem testes em sua primeira usina nuclear, em Bushehr, apesar das pressões internacionais. Os EUA acusam o Irã de ter um programa de armas nucleares oculto, mas o governo iraniano sustenta que só produzirá energia para fins pacíficos. (págs. 1 e Internacional A21)

Sociedade Aberta
Fabiano Santos

O regime de Hugo Chávez diante da democracia. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta
Antonio Carlos Lemgruber

Como o Brasil reagiu à Crise de 1929. (págs. 1 e A16)

Sociedade Aberta
Adionél Carlos da Cunha

Saídas e partidas de Eugenio Sales e Jaime Câmara. (págs. 1 e A9)

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Correio Braziliense

Manchete: Folia com Lei Seca: recorde de multas
Operação álcool zero bateu recorde de flagrantes nos cinco dias do feriadão de carnaval: 133 motoristas foram pegos alcoolizados ao volante, quatro vezes mais do que a média. PM promete manter o cerco para “mudar essa cultura”. (págs. 1 e 28)

Lula apela, mas Embraer não readmite
Alegando que a demanda por aviões caiu 30%, diretores da Embraer disseram ao presidente Lula que não voltam atrás na demissão dos 4,2 mil funcionários. Ele reclamou que não foi avisado da medida, mas o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, admitiu que um líder sindical alertou o governo. (págs. 1 e 19)

Ciclistas na mira de bandidos
Já acuados pela violência no trânsito, que matou 50 deles no DF, de janeiro a novembro de 2008, os ciclistas são afastados das vias e trilhas pela ação de ladrões. Alvos preferidos do crime são as bicicletas importadas, desmontadas para revenda. Para pedalar, grupos pedem escolta à PM.(págs. 1 e 25)

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Valor Econômico

Manchete: Aumentam acordos para cortar jornada e salário
Os acordos para redução de jornada e de salários multiplicaram-se em fevereiro e envolveram trabalhadores de um número maior de segmentos. Cálculo do Valor, que leva em consideração os anúncios feitos por empresas e sindicatos, revela que o número de trabalhadores que tiveram sua renda reduzida em função desses acordos, licenças ou suspensão temporária dos contratos praticamente triplicou em fevereiro, totalizando 90.163 pessoas, contra 31.553 em janeiro. Além dos setores que sofrem os efeitos do agravamento da crise internacional desde o fim de 2008, como o automobilístico, também fizeram acordos empresas dos setores agrícola, de alimentação, borracha e aviação.

O total das demissões em massa (considerando cortes de pelo menos cem pessoas por empresa) também aumentou, totalizando 9.454 até o momento, contra 6.791 em janeiro. Os cortes envolvem empresas de grande porte e que fazem parte de uma longa cadeia produtiva, como Embraer, AGCO, Dana e Nilza. Todas informaram em comunicados que, em função da queda nas vendas, também fariam ajustes em suas encomendas de insumos e componentes.

A maioria dos sindicatos consultados considera positivos os resultados de fevereiro, mesmo que os acordos tenham provocado redução na renda, garantiram a manutenção do emprego para mais de 90 mil trabalhadores. Além disso, nos setores automotivo e de autopeças, dez empresas decidiram encurtar o prazo das férias coletivas ou das licenças devido à melhora nas vendas de veículos em janeiro e fevereiro.

Sindicalistas também acreditam que a negociação têm trazido bons resultados. A John Deere anunciou a demissão de 502 funcionários em janeiro e, após discussões com o sindicato, ofereceu um programa de demissão voluntária aos 1.650 empregados da unidade de Horizontina para substituir pelo menos em parte as demissões.

Mesmo com a crise e o aumento do desemprego, categorias que têm data base em janeiro e fevereiro fecharam acordos com aumento real de salários, mas o movimento sindical não acredita que esta será uma conquista fácil nas negociações de 2009. (págs. 1 e A5)

Lula intervém na disputa para troca de diretoria do fundo Real Grandeza (págs. 1 e A12)




Máquinas usadas
O governo deve publicar portaria na próxima semana facilitando a importação de máquinas e equipamentos usados para a indústria. O prazo para emissão da licença de importação será reduzido e desburocratizada a prova de ausência de similar nacional. (págs. 1 e A3)

Juro real tem recorde de baixa
O juro real para 12 meses-diferença entre a taxa nominal para os próximos 360 dias e a projeção do IPCA para o mesmo período - caiu ontem a 6%, recorde histórico de baixa. Esse é o piso do custo do dinheiro no cálculo dos empréstimos bancários. (págs. 1 e C2)

Leilão muda cenário para energia livre
Há um novo cenário no mercado de energia livre. A tendência de queda dos preços no último trimestre de 2008 deu lugar a um aperto da oferta e provável alta.Isso deve ocorrer porque grande parte da energia que estava sobrando nas comercializadoras, geradoras e até nas grandes indústrias foi contratada na sexta-feira pelas distribuidoras no 9º leilão de ajuste realizado pelo governo.

As distribuidoras mostraram que a procura por energia arrefeceu, mas continua existindo. Dos cerca de 3.000 megawatts médios demandados no leilão anterior, para entrega neste ano, agora a procura foi de 1.800 MW e foram atendidas em cerca de 1.400 MW. Isso indica que se não houvesse a crise, o pais não geraria energia suficiente para atender o consumo, diz o sócio da comercializadora Tradener, Walfrido Victorino Ávila. (págs. 1 e B1)

Bancos de investimento têm queda de receita de até 60%
O colapso das ofertas de ações, o encolhimento das emissões de dívidas e a redução das fusões e aquisições vão derrubar as receitas dos bancos de investimento no Brasil em 2009. Não há dados oficiais, mas estima-se que as receitas, que variaram entre USS 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão em 2008, caiam de 40% a 60%.

A queda se sobrepõe à forte redução ocorrida já no ano passado e o novo patamar de receitas não permite que todos os bancos tenham uma operação rentável. Inevitavelmente, haverá um redesenho do setor, que ficou pequeno para acomodar todas as instituições. Além das demissões em curso, espera-se que alguns estrangeiros deixem o mercado local. Na sexta-feira, houve cem demissões no Itaú BBA. Por conta das dificuldades na matriz, o holandês ING também cortou 25 dos seus 105 funcionários - e o enxugamento continua, inclusive com o desligamento do seu presidente.

Em 2007, ano de ouro para o setor, só as receitas com emissões de ações ficou em R$ 2,4 bilhões. Em 2008, a cifra caiu para RS 700 milhões, ainda um patamar respeitável. As operações de renda variável vinham respondendo por 60% a 70% do faturamento dos bancos de investimentos, mas, em 2009 devem ser insignificantes. (págs. 1, Cl e C2)

Provisão para inadimplentes aumenta 48%
Os bancos brasileiros ficaram mais conservadores com a crise. Em 2008, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa cresceram 43% e somaram RS 37,6 bilhões. O saldo total das provisões fechou o ano em RS 56 bilhões, alta de 48%, segundo análise da Austin Rating com base nos balanços de 20 bancos que divulgaram resultados até agora, entre eles as maiores instituições financeiras do país.

Temendo aumento da inadimplência, os bancos fizeram reforços extras nas provisões, acima até dos padrões exigidos pelo Banco Central, destaca Erivelto Rodrigues, presidente da Austin.

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, prevê que, neste ano, a inadimplência irá ultrapassar o pico histórico do início da década. O banco divulgou ontem lucro líquido consolidado pro forma de RS 10,004 bilhões em 2008, o maior já registrado por um banco brasileiro. (págs. 1 e C7)


Argentina taxa talheres de aço da Tramontina
Em meio às discussões sobre o crescente protecionismo comercial, a Argentina levantou uma nova barreira contra produtos do Brasil. A partir de hoje e durante quatro meses, talheres de aço inoxidável do Brasil e da China terão de pagar uma taxa adicional de 413% e 1.450%, respectivamente, para entrar em território argentino, confirmando uma medida preliminar anunciada em setembro.

A decisão, publicada ontem no Diário Oficial, é resultado de processo antidumping aberto em abril pela Secretaria do Comércio do Ministério da Economia a pedido da empresa Iteca. A Secretaria concluiu que é procedente o argumento da empresa de que as importações do Brasil e da China "causam dano" à indústria local. A medida atinge principalmente a brasileira Tramontina, que tem aproximadamente 20% do mercado.

O bloqueio aos talheres se soma a uma lista de barreiras levantadas pela Argentina aos produtos brasileiros nos últimos quatro meses, com processos antidumping contra têxteis e multiprocessadores e a inclusão de centenas de produtos em uma lista de importados que passam a ter inspeção mais rigorosa antes de entrar no país. (págs. 1 e A3)

Mitsubishi amplia linhas
A Mitsubishi vai transferir para o Brasil parte de sua produção de veículos para reduzir custos, elevados pela valorização do iene. Os modelos que serão fabricados na unidade da MMC em Catalão(GO) devem ser anunciados em 60 dias. (págs. 1 e B9)

Renegociação forçada
Em decisão inédita, a Justiça do Mato Grosso tomou obrigatória aos bancos a renegociação de dívidas de produtores rurais com programas de financiamento de investimentos, sem garantias adicionais, mediante o pagamento de 40% do débito. (págs. 1 e B12)

Apostas emergentes
Investimentos de “venture capital" (capital de risco) e "private equity" em empresas brasileiras irão continuar, apesar da crise global, afirma Chu Kong, sócio-fundador da Actis, que tem US$ 400 milhões destinados ao país. (pág.1)

Um sócio problemático para o Citi
O acordo para que o governo dos EUA aumente sua participação para 40% no Citigroup deve ser anunciado hoje. Mas a injeção de capital vai trazer uma série de novas complicações para os executivos do banco nova-iorquino.

Uma lei mexicana impede que qualquer instituição que tenha mais de 10% de participação de um governo estrangeiro opere um banco no país. Em consequência, alguns executivos do Citigroup temem que isso possa colocar a empresa sob pressão para vender parte ou toda sua participação no Banamex, o segundo maior banco do México em ativos, O Citigroup provavelmente vai lutar contra qualquer esforço externo para tirar o Banamex de suas mãos. (págs. 1 e C3)


'Expectativas racionais' são fonte da crise
Além de culpar Greenspan e a desregulamentação, os economistas deveriam olhar para si mesmos ao buscar as causas da crise. Uma razão, disse ao Valor o economista Roman Frydman, da Universidade de Nova York, foi a pretensão da corrente dominante que defendia a teoria das "expectativas racionais”, pela qual seria possível estimar com precisão preços de ativos e movimentos de mercados. "Isso se tornou um enorme negócio e fracassou", diz Roman, que defende o modelo que chama de "conhecimento imperfeito” no qual o conceito fundamental é o padrão histórico de preços. À medida que O preço de um ativo se distancia do padrão, cresce o risco e a necessidade de intervenção regulatória. (págs. 1 e Al2)

Terras agrícolas

O grupo argentino Calyx Agro, controlado pela Louis Dreyfus, e a Radar, controlada pela Cosan, negociam a compra de terras para expandir os negócios no Brasil. As duas empresas são exceções em um mercado praticamente parado por conta da crise global. (págs. 1 e Bl2)

Retomada dos multimercados
Os multimercados estão sendo destaque da indústria de fundos em fevereiro. Até o dia 19, a captação líquida somava R$ 2,4 bilhões, só inferior à da categoria poder público, que recebe aplicações de Estados e municípios. (págs. 1 e D2)

Crise global
O PIB do Reino Unido teve contração de 1,5% no último trimestre de 2008, após registrar queda revisada de 0,7% no período imediatamente anterior. Com dois trimestres consecutivos de retração, a economia britânica está oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1991. (págs. 1 e Al4)

Retração do mercado de carros usados reduz a receita de locadoras como a Avis, diz Santos (págs. 1 e B4)

Ideias
Maria Inês Nassif : eleição não é só ataque a adversários, é a defesa de projetos políticos diferenciados. (págs. 1 e A11)

Ideias
Denise Neumann: demissões atingem o trabalhador qualificado. (págs. 1 e A2)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Sindicatos vão à Justiça contra a Embraer
As 4 mil demissões da Embraer serão questionadas pelos sindicatos na Justiça. A informação foi dada ontem pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. As entidades vão usar um precedente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo para justificar o processo. Em dezembro passado, o tribunal paulista determinou que a Amsted Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários reintegrasse 600 funcionários demitidos sem notificação prévia ao sindicato. Segundo a juíza Ivani Contini Bramante, “a despedida coletiva não é proibida, mas está sujeita ao procedimento de negociação coletiva”.

Os funcionários da Maxion foram reintegrados e 45 dias depois a empresa chamou o sindicato para negociar, ofereceu um benefício de R$ 1,5 mil e os trabalhadores concordaram com o desligamento. O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, esteve ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para explicar as demissões, atribuindo o corte ao arrefecimento da demanda internacional. As explicações foram aceitas pelo presidente Lula, que não pediu para a empresa recontratar os funcionários, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. (págs. 1 e A8)

Linhas das usinas do madeira
O presidente Lula assina hoje os contratos de concessão das linhas de transmissão das usinas do rio Madeira. Com investimento de R$ 7,2 bilhões, essas linhas estão previstas para entrar em operação até 2012. (págs. 1 e C7)

Prefeitura tem estratégia para recolocar os demitidos
A Prefeitura de São José dos Campos está com um plano estratégico para recolocar e requalificar os 2.443 demitidos da Embraer que são moradores da cidade. O prefeito Eduardo Cury (PSDB) destacou que, no momento, o governo federal tem o maior poder para minimizar os efeitos das demissões e da crise que se abate sobre a Embraer, por sua condição de acionista da empresa, e espera conseguir uma reunião com o presidente Lula para expor algumas propostas que possam auxiliar a fabricante de aviões a superar esse período.

O governo do Estado de São Paulo também participará do plano com a liberação de vários cursos de aperfeiçoamento profissional. Uma pesquisa detalhada será feita para levantar o perfil desses desempregados e facilitar a recolocação profissional junto ao polo industrial da região. (págs. 1 e A8)

O emprego no primeiro trimestre
O primeiro trimestre de 2009 será o fiel da balança para o emprego em 2009, na avaliação de Marcio Pochmann, presidente do Ipea. Para o Dieese, o governo terá de agir para conter nova onda de demissões. (págs. 1 e A9)

Focus
Analistas projetam IPCA em 4,66% no ano. (págs. 1 e A4)

Tributos
Fisco abusa de poder, afirma a advogada Maria Isabel Bueno. (págs. 1 e A13)

Espaço aberto entre os árabes
Com a valorização do euro surge um espaço para o Brasil exportar produtos agrícolas para o mundo árabe, onde 90% dos alimentos são importados. Agricultores e exportadores estão em Dubai para tentar aproveitar essa oportunidade. (págs. 1 e B12)

Teles ainda imunes às turbulências
Até agora, fornecedores de equipamentos de telefonia fixa e celular não sentiram efeitos da crise, que poderão ocorrer se o câmbio oscilar e o crédito escassear, diz Aluizio Byrro, da Nokia Siemens. (págs. 1 e C2)

Opinião - Rodrigo da Rocha Loures
Precisamos de uma frente única de empresários e trabalhadores para mudanças que preservem nossa economia, como ampliação do crédito, redução de juros, de spreads e de impostos. (págs. 1 e A3)

Lucro do Itaú Unibanco soma R$ 10 bi em 2008
O Itaú Unibanco Banco Múltiplo obteve lucro líquido de R$ 10 bilhões em 2008, uma retração de 16,1% ante o ano anterior. Apesar da redução, os ganhos são os maiores já obtidos por uma instituição bancária brasileira. A queda decorreu, particularmente, da maior incidência de eventos extraordinários positivos em 2007, quando contabilizou, por exemplo, ganhos com vendas de participações em empresas, como na Redecard, Serasa e BM&F Bovespa.

Em 2008, o conglomerado totalizou um efeito negativo superior a R$ 1 bilhão com a amortização do ágio decorrente da fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, em novembro último, que o transformou na maior instituição bancária da América Latina. A posição, contudo, está sendo ameaçada pelo Banco do Brasil, que já contabiliza cerca de R$ 624,7 bilhões em ativos, ante os R$ 632,72 bilhões do Itaú Unibanco.

O lucro, a exemplo dos outros bancos, também sofreu os efeitos de provisões adicionais contra a inadimplência. Sem todos os eventos extras, o ganho cresceria 8,1%. Roberto Setubal, presidente-executivo do banco, disse que as provisões adicionais somaram R$ 4,7 bilhões em 2008, quando a carteira de crédito cresceu 34% sobre o exercício anterior, para R$ 271,93 bilhões.

Setubal afirmou ontem, durante a apresentação dos resultados do banco, que a instituição desativará a marca Taií, braço de financiamento popular do Itaú, e consolidará suas atividades na Fininvest, operação do Unibanco que atua no mesmo segmento. O banqueiro disse ainda que a instituição busca um parceiro para a Redecard. (págs. 1, B1 e B3)

Energia do bagaço de cana avança no mercado livre
A energia produzida a partir do bagaço de cana está atraindo o interesse das comercializadoras que atuam no mercado livre, ambiente de negócio em que não há vínculo com uma distribuidora e que representa 25% do total do consumo nacional. Até então essas empresas compravam energia de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) ou de grandes usinas hídricas.

“Sempre focamos a nossa compra de energia em PCH, mas agora a intenção é comprar mais eletricidade das usinas sucroalcooleiras”, afirma Paulo Toledo, sócio-diretor da Ecom Energia, a primeira empresa a abrir uma filial no interior de São Paulo - em Catanduva -para intensificar seus negócios com os usineiros. A meta da Ecom é negociar cerca de 150 megawatts médios de energia da biomassa neste ano, o dobro do volume atual.

A Comerc, que também já vende energia de biomassa, vê na fonte uma boa oportunidade para ampliação da sua carteira. “O potencial brasileiro nesse setor é muito grande e precisa ser aproveitado”, afirma Marcelo Parodi, presidente da comercializadora, que negociou 20 MW médios de energia de biomassa no ano passado e prevê chegar a 80 MW médios até o fim de 2009. A participação da eletricidade a partir da biomassa (cana e outros insumos, como o cavaco de madeira) na matriz elétrica é de 4,31%, ante 69,8% das hídricas. (págs. 1 e C7)

Lazer
Aumentam os investimentos no turismo ferroviário. (págs. 1 e C1)

Bancos dos EUA passarão por “teste de estresse”
O Departamento do Tesouro e o Federal Reserve revelaram ontem as modalidades do Plano de Assistência ao Capital, que esboça as novas linhas diretoras do plano de resgate financeiro votado pelo Congresso em outubro. As autoridades americanas informaram que as agências de regulação bancária realizarão “testes de estresse” com os principais bancos do país em abril, que estabelecerão a necessidade de novas injeções de capital ou de outras formas de ajuda por parte do governo, considerando o pior cenário possível.

A intervenção estatal deverá ser feita pela compra de novas ações preferenciais, que serão transformadas em ações ordinárias se as instituições o solicitarem. O presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou, durante discurso no Congresso, que não acredita que os bancos do país precisem ser estatizados. (págs. 1 e B3)

Foto-legenda: Base de exportação
A MMC Automotores, parceira da Mitsubishi, anunciará em 60 dias qual será o primeiro dos três carros que montará a partir deste ano no Brasil, país que o presidente mundial da montadora, Osamu Masuko, usará como base de exportação para a América Latina. (págs. 1 e C3)

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Estado de Minas

Manchete: Emergência contra dengue
Doença avança e PBH prepara plano de combate ao mosquito e de atendimento aos pacientes. Em uma semana, 76 casos são confirmados e o total chega a 275 (pág. 1)

Pacote demora e paralisa os investimentos
Seguidos atrasos no anúncio de medidas para o setor da construção civil provocam frustração nos empresários. (pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Bancos já tomaram 100 mil automóveis
Levantamento da Folha de S. Paulo em balanços de bancos indica o número de carros recuperados de clientes que não honraram as prestações. Economistas temem que, com a crise global, a situação piore e resulte em alta de juros. (pág. 1)

Jarbas ataca (pág. 1)

CNBB abre a Campanha da Fraternidade (pág. 1)

Queima de estoque facilita a compra de eletrodomésticos (pág. 1)

Avião cai na Holanda e 125 sobrevivem (pág. 1)

ENCONTRO EM FORTALEZA REÚNE SECRETÁRIOS E DIRIGENTES MUNICIPAIS DE CULTURA



Os Secretários e dirigentes de órgãos municipais de cultura do Ceará se encontram em Fortaleza hoje (26) e amanhã (27), no Condomínio Espiritual Uirapuru (Castelão) para participar da primeira edição do projeto Diálogos da Cultura. O Encontro dos Gestores Municipais de Cultura busca alinhar a política cultural do Estado com a dos municípios cearenses.

Com as mudanças nas administrações nas últimas eleições municipais, a Secult entende que é preciso estreitar as relações e apresentar as políticas do Estado aos novos gestores. Este entendimento visa a compreensão da diversidade cultural cearense, que impõe ao gestor a dimensão de uma política cultural regional, que contemple a preservação, a produção, a formação, a difusão e a distribuição de bens e serviços culturais, envolvendo:

1. a elaboração e implementação de calendário regional turístico cultural;

a circulação regional das diversas formas de expressão cultural características das regiões do Estado;

a implementação de ações efetivas para a disseminação do livro e da leitura, como ferramenta fundamental da formação cultural;

a participação do poder público municipal na articulação artística-cultural, incentivo para difusão dos editais e no mapeamento cultural do Ceará;

SERVIÇO

DIALOGOS CULTURAIS

Data: 26 e 27 de fevereiro de 2009


Local: Condomínio Espiritual Uirapuru - CEU Fortaleza-Ce (Av. Alberto Craveiro, 2222, Castelão)

(Luciano Augusto)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

NO DIA DE HOJE, EM

1921

Estreou o filme Os quatro cavaleiros do apocalipse, com Rodolfo Valentino, ator que foi símbolo sexual do cinema.

1941

Adolf Hitler, ditador alemão, proibiu os judeus que viviam na Polônia, então tomada pelos alemães, de andarem em transporte público.

1941

Foi criado o Correio Aéreo Nacional (CAN).

1962

John Glenn tornou-se o primeiro astronauta norte-americano a entrar em órbita na Terra. Ele deu três voltas ao redor do planeta, em uma viagem que durou pouco mais de 4 horas. Em 1998, ele se tornou o homem mais velho no espaço ao participar de uma missão do ônibus espacial STS-95.

1974

A cantora e atriz Liza Minelli chegou ao Brasil para fazer três shows na inauguração do Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, e recebeu um cachê de 200 mil dólares.

1980

Estreou o filme Bye bye Brasil, de Cacá Diegues, que chegou a ser o terceiro filme brasileiro mais visto nos Estados Unidos.

2000

Morreu em Los Angeles (EUA) a atriz norte-americana Sandra Dee, vítima de uma pneumonia e de problemas renais. Ela tinha 62 anos.

SOBRE AS MARCHINHAS I


NOBRE CAUSÍDICO JB,

VISITANDO O SEU BLOG , O QUE VENHO FAZENDO COM FREQUENCIA , LEMBREI-ME DE UMA LETRA QUE FIZ PARA O CARNAFOLIA DE CRATEÚS , ALGUNS ANOS ATRÁS. A LETRA ERA UMA HOMENAGEM A ALGUMAS PERSONALIDADES QUE FIZERAM E FAZEM PARTE DA NOSSA HISTÓRIA.

OH. CRATEÚS, OH. CRATEÚS,.....


OH. CRATEÚS QUE TE QUERO LINDA
TUA CULTURA É O QUE BRILHA MAIS
TUA BELEZA É O QUE ME SEDUZ
VENHA A CRATEÚS NÃO SE ESQUEÇA MAIS

NOSSA HISTÓRIA CONTA "FERREIRINHA"
HOMEM DE GRANDE CULTURA
EDUCAÇÃO FAZ " ROSA MORAIS "
COM ARTE E LITERATURA

CARNAFOLIA É SÓ ALEGRIA
GRANDE MAGIA E SAMBA NO PÉ
AGRADECEMOS A MAESTRIA
QUE FOI UM DIA " MANOEL PICOLÉ"

NA CANTORIA " EVANGELISTA "
MESTRE " BATISTA" COM A PINTURA
O "D'ALMEIDA" HERDOU O DOM
HOJE ELE É BOM EM XILOGRAVURA


OH CRATEÚS ........


(EDMILSON PROVIDENCIA)

SOBRE AS MARCHINHAS II

OLÁ JUNIOR,

FOI MUITO BOM PASSAR AQUI E REVER AS ANTIGAS E ETERNAS MARCHINHAS QUE ANIMARAM OS SAUDOSOS CARNAVAIS.

E, AINDA HOJE ESTÃO PRESENTES EM BAILES, BLOCOS NUM ETERNO BOCA-A-BOCA QUE PASSA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO.

VALEU, PELA POSTAGEM,

DALINHA CATUNDA

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

PARA REFLETIR



"Os outros animais só inventaram para dois fins: garantir a alimentação e a morada. Conseguindo isso, pararam. Parece que o espírito inventivo deles adormeceu. O homem, não. Quanto mais inventa, mais quer inventar e mais inventa. Nunca parou, nem nunca parará. E a coisa vai com tamanha velocidade, que é impossível prever o que seremos daqui a alguns milhares de anos."

Monteiro Lobato,
pela boca de Dona Benta,
narrando aos netos a "História das Invenções"

SERRA ACUSA PETISTAS DE ''PIRATEAR'' OBRAS DO ESTADO



Governador diz que prefeitos do PT omitem que realização é de seu governo

O governador paulista, José Serra (PSDB), acusou ontem o PT de promover uma "pirataria" das obras da gestão tucana em São Paulo. Em um discurso para prefeitos e secretários municipais de todo o Estado, Serra disse ainda que propagandas do governo federal passam a idéia equivocada de que a maioria dos investimentos no País é feita pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Em São Paulo, tem prefeitos do PT que pegam a obra e não põem que é do governo estadual, escondem. É a pirataria total das obras do Estado", afirmou. A crítica foi feita quando Serra defendia que, em seu governo, não há diferença de tratamento entre os municípios por causa de partidos políticos. "O governo do Estado faz em geral (obras) no atacado, independentemente da coloração partidária. Exatamente o contrário do PT", prosseguiu.

O tucano fez questão de ressaltar, entretanto, que as críticas não se estendiam ao presidente. "Estou me referindo ao Estado. Na esfera federal, não tem tido esse tipo de problema."

A crítica ao governo Lula veio mais adiante, sem citá-lo diretamente. "Não sei se todos sabem, mas 70% dos investimentos no Brasil não são feitos pelo governo federal, mas pelos Estados e municípios. Isso é incrível porque, às vezes, com toda essa propaganda, pode se pensar o contrário", disse ele, em encontro com secretários municipais da Saúde de São Paulo.

No evento, o governador expôs as principais realizações da sua gestão nesse setor e em outros também. Citou, por exemplo, o programa de recuperação de estradas vicinais, uma das vitrines da administração tucana, e, ao final do discurso, explicou: "Nada do que eu estou dizendo aqui é coisa para a mídia. Essa reunião não foi feita para a mídia, é uma reunião de trabalho, tanto que ela se prolonga por todo o dia."

ARTILHARIA

A artilharia do governador contra os petistas vem dias depois de o PT divulgar nota à imprensa criticando o pacote de medidas anticrise anunciado pelo governo paulista na semana passada. Ontem, enquanto o tucano tecia as críticas, o PT anunciava uma lista de medidas de combate à crise econômica e acusava o governador paulista de ser omisso e tímido em relação ao avanço da recessão.

Em encontro com prefeitos e deputados petistas, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, cobrou de Serra iniciativas como a construção de 50 mil casas populares e o descongelamento de recursos para programas sociais.

Edinho classificou as declarações do tucano de "ataque gratuito". "Não tem sentido o governador sair atacando partidos políticos. Outro dia vi uma publicidade do Rodoanel sem mencionar o governo federal, apenas Estados, municípios e União. A população lá sabe quem é União?", reagiu.

"Se tiver prefeitos descumprindo convênios, ao não dar publicidade correta às obras, tome as providências."

PROGRAMA

Em meio às críticas ao PT e ao governo, o tucano anunciou ontem um programa de transferência de R$ 13,4 milhões para prefeituras paulistas reformarem unidades básicas de saúde.

Relembrando a sua passagem pelo Ministério da Saúde, Serra cobrou do governo federal a regulamentação da emenda constitucional - criada na sua gestão - que estipula porcentual mínimo de aplicação de recursos do orçamento em saúde nos três níveis de governo. "Essa emenda ficou para ser regulamentada em 2004 e não foi até agora. Não vai ser feita na atual gestão", sentenciou.

Voltando-se novamente para a gestão Lula, ele cobrou descentralização maior da administração em tempos de crise. "Tenho a tese de que, para elevar o investimento público, um dos caminhos mais importantes é a descentralização com a entrega de recursos comprometidos com o investimento", afirmou. "Eu defendo que o grosso do investimento, nesse período de crise, seja através de Estados e municípios, pela rapidez."

(Silvia Amorim e Clarissa Oliveira)

MARCHINHAS DE CARNAVAL





Allah-la-ô

Allah-la-ô
Mas que calor, ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O Sol estava quente e queimou a nossa cara

Filho de imigrantes libaneses, o compositor e desenhista Antonio Gabriel Nássara nasceu no dia 11 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro. Sua marchinha mais famosa ,"Allah-la-ô", foi escrita em parceira com Haroldo Lobo em 1941.

Haroldo Lobo também escreveu, em 1951, a marchinha "O retrato do velho", inspirado no hábito do Estado Novo de Getúlio Vargas de pendurar retratos do presidente da República nas repartições públicas. Interpretada por Francisco Alves, a música não agradou Getúlio, que odiava ser chamado de velho.

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Cabeleira do Zezé

Olha a cabeleira do Zezé!
Será que ele é? Será que ele é?
Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece transviado mas isso eu não sei se ele é

A inspiração para a marchinha surgiu no bar São Jorge, em Copacabana, Rio de Janeiro. Um dos garçons, apelidado de "Zezé", tinha cabelos compridos - uma ousadia em 1963 - e ainda por cima flertou com a namorada do compositor João Roberto Kelly, que - em parceria com o amigo Roberto Faissal - transformou a "cabeleira do Zezé" em música.

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Jardineira

Oh! Jardineira por que estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Seu compositor, Benedito Lacerda, era flautista e policial militar. Humberto Porto, que também assina a composição, era estudante de Medicina.

Composta em 1938, a música apareceu na comédia musical "Banana da Terra" (1939), que tinha no elenco Carmen Miranda, Oscarito e Emilinha Borba.

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Mamãe Eu Quero

Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar

José Luís Rodrigues, o "Jararaca", nasceu no dia 29 de setembro de 1896, em Maceió, Alagoas.

A música foi lançada pela primeira vez em janeiro de 1937. Nos anos 40, ela foi traduzida e lançada no mercado norte-americano nas vozes de Bing Crosby e Carmen Miranda.

A "pequena notável" cantou a música de Jararaca e Vicente Paiva no filme "Serenata Tropical" (1940), indicado ao Oscar em três categorias técnicas (Melhor Fotografia, Direção de Arte e Melhor Trilha Original).

O compositor morreu no Rio de Janeiro, no dia 8 de setembro de 1977, aos 81 anos.

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Máscara Negra

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Gravada pela primeira vez em 1967, a marchinha "Máscara Negra" foi sucesso em uma época que as músicas tradicionais do Carnaval estavam saindo de moda.

Sua autoria é disputado pelos músicos Zé Keti e Pereira Mattos, que processou o primeiro por plágio.

José Flores de Jesus, o "Zé Kéti", nasceu no dia 16 de setembro de 1921 no Rio de Janeiro e morreu no dia 14 de novembro de 1999, aos 78 anos.

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Mulata Yê-Yê-Yê

Mulata bossa nova
Caiu no hully gully
E só dá ela
Ê ê ê ê ê ê ê ê
Na passarela

Sucesso na voz de Emilinha Borba, a música também foi composta por João Roberto Kelly, em 1965.

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Teu cabelo não nega

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

A marchinha - uma adaptação da composição "Mulata", dos irmãos pernambucanos João e Raul Valença, - foi gravada em 1932 por Lamartine Babo.

Lamartine de Azeredo Babo nasceu - no dia 10 de janeiro de 1904 - e morreu na cidade do Rio de Janeiro, aos 59 anos, no dia 16 de junho de 1963.