sexta-feira, 17 de julho de 2009

O ESTILO DE GESTÃO DE ABILIO DINIZ


Historicamente um centralizador, Abilio decidiu deixar de apitar no Pão de Açúcar durante quatro anos - e se arrependeu. Agora ele fica na mesma sala da diretoria, que só toma decisões estratégicas se lhe convencer dos benefícios.

Quando assumiu o controle do Pão de Açúcar, no início da década de 90, o empresário Abilio Diniz adotou um estilo centralizador de gestão. "Eu era o presidente, o superintendente e o cara que estava com a mão na massa", admite. Entre 2003 e 2007, Abilio alterou radicalmente sua postura. Passou a presidir o conselho do maior grupo de varejo do país e, mesmo quando achava que seus diretores estavam errados, deixava que eles tomassem as decisões para que aprendessem com seus erros. Com os resultados fracos apresentados pela empresa, Abilio resolveu mudar novamente. Em entrevista à gestora de recursos Rio Bravo, que investe em ações do Pão de Açúcar, ele revela que encontrou um meio-termo. Abilio Diniz voltou a trabalhar na mesma sala que os diretores e as decisões estratégicas só são tomadas se ele e o conselho estiverem convencidos dos benefícios. No entanto, o dia-a-dia da empresa ficou a cargo da diretoria. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Profissionalização:
Quando tomei as rédeas da empresa nos anos 90 eu centralizei tudo comigo. Eu era o presidente, o superintendente e o cara que estava com a mão na massa. De 2003 para cá, decidi que essa empresa não poderia viver tão dependente de mim. E aí decidi pela profissionalização, com uma diretoria sem nenhum Diniz como executivo. Todos nós fomos para o conselho, presidido por mim.
Essa transição de uma empresa liderada por uma única pessoa durante muito tempo, para uma diretoria profissional não foi fácil. Nós tivemos cinco anos que passamos andando de lado (de 2003 a 2007). Felizmente no final de 2007, fizemos uma mudança, reestruturamos a diretoria executiva e, hoje, o crescimento da companhia, do início de 2008 pra cá, tem sido sensacional. Tudo aquilo que conseguimos é resultado deste clima, principalmente agora com um time altamente identificado. Temos um ambiente hoje que é realmente fantástico. Eu trabalho na mesma sala que eles, à disposição deles para o que precisarem. Agora o dia-a-dia é com eles.

Estilo de gestão: De 2003 e 2007, deixei que a diretoria fizesse praticamente aquilo que quisesse e aprendesse através de seus erros. No início desta nova gestão, no final de 2007, declarei que não faria mais isso. Se houvesse alguma coisa que eu estivesse vendo acontecer com a qual eu não estivesse de acordo, a diretoria teria que me convencer. Se não me convencesse eu levaria para o conselho. Se não convencesse nem a mim nem ao conselho, não iriam fazer. Essa foi uma mudança. Só que com a diretoria que temos hoje não tivemos nenhum caso deste. Tem-se um ambiente diferente, de consulta, de respeito, de diálogo e de consenso. É claro que como tudo na vida há divergências, mas o importante é sabedoria para trabalhá-las, é tirar dali, senão um consenso, pelo menos um acordo de adesão que permita seguir em frente com o comprometimento de todos.

Compra do Ponto Frio: A compra da Globex [controladora do Ponto Frio] foi considerada estratégica pelo conselho do Pão de Açúcar. Há cinco anos na elaboração do planejamento estratégico, que é atualizado anualmente, definimos que teríamos que crescer e sermos muito fortes em não-alimentos. Temos os hipermercados que representam cerca de 50% das nossas vendas. Esse tipo de loja só se sustenta nos dias de hoje se for realmente muito eficiente no não-alimento. Lá você encontra toda a gama de não-alimentos: vestuário, eletroeletrônicos, artigos de informática, etc.
Portanto, os hipermercados têm que ser um canal de distribuição muito forte em não-alimentos, segundo o que acreditamos. Na questão dos eletroeletrônicos, é necessário escala e nós, com a venda somente nos supermercados e uma pequena rede de magazine, não tínhamos dimensão e escala suficiente para podermos oferecer uma opção de compra muito boa para o consumidor. Somos os primeiros e os maiores vendedores de informática no Brasil, mas no restante da linha nunca fomos tão fortes, embora tenhamos condições de financiamento melhores do que nos chamados especialistas.
Então, para que tenhamos escala, achamos que deveríamos fazer, nesse momento, uma aquisição que fosse oportuna, que nos desse uma outra dimensão e que desse um impulso na parte de eletroeletrônicos e móveis. Enfim, toda essa área vai crescer muito com a aquisição do Ponto Frio.

Sobre a virada do Ponto Frio:
Se eles tivessem uma geração de caixa adequada, provavelmente não teriam vendido e nós não teríamos comprado nem teríamos muito o que fazer lá. A geração de caixa deles é baixa, há enormes oportunidades para uma gestão eficiente, que tenho certeza que vamos colocar e é isso que estamos visualizando pela frente. Estamos muito satisfeitos com a aquisição.

Sobre a compra do Assai:
Desde o fim de 2007, estamos com o formato Assai, uma empresa em que inicialmente adquirimos uma participação de 60% porque não éramos detentores do know how para trabalhar no “atacarejo” [lojas especializadas em atender pequenos negócios, como restaurantes e pizzarias]. O formato “atacarejo” está sendo um sucesso em nossas mãos, estamos aumentando o número de lojas e vamos continuar fazendo isso.

Extra Perto: As lojas de vizinhança estão tendo mais sucesso principalmente pelas dificuldades de locomoção nas grandes cidades. É natural que quando a pessoa precisa de pequenas compras, dê preferência para as lojas de conveniência, muitas vezes muito próximas de suas residências. Lá o consumidor pode com facilidade adquirir os produtos que deseja sem ter que usar o carro. Vamos continuar nosso projeto, devemos abrir cerca de 50 lojas neste ano no formato Extra Fácil, que é o formato das lojas de conveniência. Da mesma forma que vamos continuar abrindo hipermercados, "atacarejos" Assai e supermercados, principalmente o Pão de Açúcar, onde são realmente as lojas que têm a nossa cara.

Abertura de capital:
O caminho que eu mais gosto é de uma empresa aberta. O compromisso que você obtém em uma empresa aberta entre todos os gestores é enorme, pela visibilidade que uma empresa aberta precisa ter. Teoricamente não pode errar, não pode falhar - tem que estar sempre fazendo o seu papel e da melhor forma possível porque você está sendo constantemente vigiado. Eu gosto muito de empresas de capital aberto. Meu sócio francês [o Casino] é uma companhia de capital aberto. Não mudou nada com a entrada deles aqui. Somos uma empresa hoje com dois sócios controladores e o mercado. Acho extremamente importante a participação do mercado. Na realidade, um dos nossos membros do conselho (nós temos quatro membros independentes) é representante dos acionistas minoritários e ele é hoje um grande conselheiro para nós.

Como é controlar um grupo gigante como o Pão de Açúcar: Sou uma pessoa com visão de futuro sem perder a realidade do momento atual. Gosto de projetar metas, de ter planos B se as coisas não correrem como eu pensava. Em 1993 e 1994, quando eu adquiri o controle da companhia, eu já pensava em abrir seu capital para fortalecê-la. Vou fazer isso de forma ampla e vou buscar um sócio estratégico que me traga capital e que, se possível, me traga mais conhecimento e mais força. Segui por esse caminho e acho que tivemos sucesso. Não me incomodo em nada de compartilhar decisões, de discutir coisas com sócios. Acho que o importante é fazer as coisas mostrando aos outros que é o melhor caminho e não fazer simplesmente porque você tem o comando. Evidentemente trabalhar com o mercado às vezes não é tão fácil. Às vezes é difícil mostrar para o mercado exatamente o trabalho que você está fazendo, mas é o que tem que ser feito. Com relação aos meus sócios, por que nos damos tão bem? Porque todas as coisas que eu quero fazer, desde que eu tenha direito de fazer, eu digo a eles que quero fazer por esse e aquele motivo.

Relação com funcionários: Eu não quero sacrifícios. Eu quero funcionários com comprometimento e garra, mas com férias, com divertimento, cuidando das suas famílias e de si e que sejam felizes. Aquilo que faço para mim, eu prego para as pessoas que trabalham aqui dentro. O Abílio quer que a empresa continue crescendo com novos desafios. Mas aproveito muito e quero continuar aproveitando. Quero continuar aceitando os desafios, fazendo essa empresa crescer. Quero que ela gere empregos para o país. O problema do Brasil ainda é geração de empregos.

Planos futuros: Estamos praticamente em todos os formatos conhecidos do varejo, o que não quer dizer que não se invente outros. Tudo aquilo que existe de interessante na parte de distribuição e nós achamos que é adequado, estamos estudando. Estamos desenvolvendo fortemente o comércio eletrônico, a área de internet vai crescer muito mais com a integração do Ponto Frio que é bastante forte, praticamente do tamanho do Extra.

(Fonte: Portal Exame)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MISTÉRIOS DA HISTÓRIA...





Pergunta a um professor de história se ele ou ela consegue explicar isto…
mas eu penso que não vão conseguir.


Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F.. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.

Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.

Ambos se preocupavam muito com, sobretudo, os direitos civis.
Ambas as suas esposas perderam crianças enquanto habitavam a casa branca.

Ambos os Presidentes foram assassinados numa sexta-feira.
Ambos os Presidentes levaram um tiro na cabeça.

E agora é que se torna mais estranho:

O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy,
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln.

Ambos foram assassinados por alguém dos estados do sul.
Ambos os Presidentes foram sucedidos por um homem do sul chamado Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839...
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939...


Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus 3 nomes.
Ambos os seus nomes eram formados por 15 letras.

E agora, segura-te:
Lincoln foi assassinado num teatro chamado "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro da marca Lincoln, feito pela "Ford"

Lincoln foi assassinado num teatro e o seu assassino correu para um armazém para se esconder.
Kennedy foi assassinado a partir dum armazém e o seu assassino fugiu para um teatro e escondeu-se lá.

Booth e Oswald foram assassinados antes do seu processo.

E aqui vai a cereja no topo do bolo…

1 semana antes de Lincoln ser assassinado, ele esteve em Monroe, no estado de Maryland
1 semana antes de Kennedy ser assassinado, ele esteve com Marilyn Monroe.


(Enviado por Paulo Nazareno)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PROJETO REGULAMENTA FUNCIONAMENTO DE CPI

Há um ditado nos corredores do Congresso que diz que CPI se sabe como começa, mas nunca como termina. No caso da CPI da Petrobras, no entanto, está difícil entender até como começou a articulação para investigar o tal “fato determinado” que motivou a oposição a brigar pelo direito da minoria fiscalizar o governo. Pois se o Projeto de Lei 5.598, apresentado na última quarta-feira (8/7), já tivesse sido aprovado, toda essa confusão teria se resolvido às claras.

O extenso projeto do deputado Ademir Camilo (PDT-MG), detalha o que é fato determinado, como uma CPI deve ser instalada – sem precisar da interferência do Supremo Tribunal Federal – e prevê até a duração máxima de seis horas por sessão. São 26 páginas e 77 longos artigos. O texto é tão específico a ponto de colocar, em lei, que o depoente tem o direito de consultar anotações.

Fato determinado, na definição do projeto, é o “acontecimento de relevante interesse público para o exercício das atribuições dos membros do Poder Legislativo que esteja caracterizado no requerimento ou projeto de resolução de constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito”.
Entre os fatos enumerados como justificativa para a criação da CPI da Petrobras, por exemplo, estão indícios de fraudes em licitações, de desvios de verba e de superfaturamento de obras. Essas denúncias são resultantes de investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Ou seja, os senadores pretendem investigar o que já foi investigado por outros órgãos, mas sob o holofote de uma CPI.

Outro exemplo de fato determinado - ou indeterminado - é o da CPI dos Bingos. O ano era 2005 e o país estava mergulhado na crise do mensalão. As denúncias surgiam diariamente e a CPI, na vontade de investigar tudo, ganhou o notório apelido de “CPI do fim do mundo”. Á epoca da CPI, o advogado Ovidio Rocha Barros Sandoval, um estudioso do tema, declaou em entrevista à ConJur: “A CPI dos Bingos é a CPI dos fatos indeterminados. Ela foi criada para apurar problemas atinentes a bingos, práticas ilícitas que o jogo pudesse trazer à vida nacional. E o que isso tem a ver com o assassinato dos prefeitos de Santo André e de Campinas?”, questiona. Os trabalhos começaram investigando Waldomiro Diniz, assessor do então chefe da Casa Civil José Dirceu, passou por Delúbio Soares e toda turma do mensalão e terminou ouvindo o caseiro Francenildo e o então ministro da Fazenda, Antonio Pallocci. Nada mais indeterminado.

A ideia de Ademir Camilo, autor do projeto, é dar mais consistência aos trabalhos de uma CPI. “Temos como objetivo, ao apresentarmos esta proposição, contribuir para pacificar entendimentos, acertar procedimentos, trazer, em última análise, segurança jurídica, seja para os parlamentares que desenvolvem as investigações, seja para os investigados – que verão afastadas as possibilidades de abuso”, escreveu o deputado na justificativa.

Funcionamento
Se o projeto estivesse aprovado, a CPI da Petrobras, para a alegria da oposição, já estaria instalada. O requerimento foi apresentado em 13 de maio, mas até agora, após diversas manobras da base governista, não virou realidade. Pelo texto, os líderes partidários têm dez dias úteis para nomear os membros da CPI, obedecendo aos critérios de proporcionalidade. Se os líderes fizerem barganha e para adiar a instalação da CPI, o presidente da Casa terá de indicar a composição em cinco dias úteis. Ou seja, na prática, toda CPI é instalada em no máximo três semanas. O PL prevê ainda o funcionamento de até cinco comissões de inquérito ao mesmo tempo.

O artigo 15 da proposta foi feito sob medida para evitar situações constrangedoras como a protagonizada pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). A CPI dos Grampos, que investigou abusos no uso de interceptações telefênicas, tratou também dos métodos usados na operação Satiagraha, responsável por prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas. Um detalhe, porém, colocou Itagiba numa situação embaraçosa. O sócio de Dantas no banco Opportunity, Dório Forman, havia doado R$ 10 mil para a campanha do deputado, em 2006. Itagiba justificou que Dório, além de sócio de Dantas, é colega da mesma comunidade religiosa.

Pelo projeto, Itagiba não poderia ter investigado quem investigou Dantas. O texto é enfático. “Os membros de órgão de investigação parlamentar que tenha por finalidade investigar fato de interesse específico de pessoa natural ou jurídica que haja contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral, encontrar-se-ão impedidos de exercer as funções”.

O minucioso projeto de lei revoga as duas tímidas regras que tratam da regulamentação da CPI. Uma delas, de 1952, define apenas que a CPIs têm “ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar os fatos determinados que deram origem à sua formação”. Se somados o número de artigos das duas leis a serem revogadas, essa quantidade tem apenas um sétimo das regulamentações do novo projeto. O pojeto, porém, pode demorar muito para se tornar lei, a depender da vontade dos políticos. A proposta ainda não foi distribuída às comissões temáticas.


(Por Filipe Coutinho)

terça-feira, 7 de julho de 2009

DEUS E EU NO SERTÃO

Composição: Victor Chaves

Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir

Deus e eu no sertão

Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina

De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão

Deus e eu no sertão




sábado, 4 de julho de 2009

OBSERVATÓRIO






Esta edição da Gazeta é comemorativa dos 177 anos de emancipação política de Crateús. Portanto, quero abrir um parêntesis às observações críticas, às ponderações analíticas costumeiras, às apreciações censurativas e erguer um invisível brinde à atmosfera que nos abriu os olhos ao arrebatamento da vida, aos encantos do mundo: Crateús! É o instante fraterno da comemoração: hora de colocar os doces na mesa, reunir a família, bater palmas, cantar parabéns e gritar vivas à terra do Senhor do Bonfim!

VIVA A TERRA


Crateús é abençoada por três regiões fisiográficas distintas: Serra, Pé de Serra e Sertão. No clima ameno e aconchegante do serrano distrito de Tucuns encontramos, por exemplo, a sede de um fantástico Parque Natural, a Serra das Almas, reserva particular de patrimônio natural, aberta à visitação pública, podendo se percorrer suas extensas trilhas: Arapucas (6 km), Lajeiros (1,5 km) e Macacos (2 km). Ali se resguarda um bioma que só existe no Nordeste Brasileiro: a caatinga! Naquele espaço são preservados mais de 350 espécies de plantas, 57 de répteis e anfíbios, 173 de aves e 38 de mamíferos.

VIVA A TERRA II

No pé de serra, em especial no distrito de Monte Nebo, encontramos uma das melhores e mais férteis manchas de solo do Ceará, tendo já possibilitado ao Município a condição de Capital da Produção. Em Monte Nebo há que se ressaltar, como lugar de forte influência espiritual remanescente da tradição indigenista, a furna dos caboclos, onde encontramos registros da ancestralidade indígena, tais como pinturas rupestres e artefatos arqueológicos: cachimbos de barro, pilões de pedra, entre outros. Segundo relatos orais, no século XIX houve um grande massacre de índios naquele local, decorrente de um conflito com fazendeiros.

VIVA A TERRA III


No nosso sertão, que em priscas eras se notabilizou pela Civilização do Couro, temos ainda um excelente pasto para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura.

VIVA A GENTE


A gente que habita a terra dos Karatiús é vibrantemente festiva. A cidade já ostentou título de uma das urbes com vida noturna das mais agitadas do interland cearense. Essa índole boêmia, no entanto, sempre se harmonizou com uma faceta libertária: Crateús sempre hasteou, com destacado fulgor vanguardista, a bandeira das liberdades democráticas. Como nada ocorre por acaso, aqui se entrincheirou um destemido profeta que veio a ser um dos maiores ícones da Libertação feita Teologia: Dom Antonio Batista Fragoso. Sob a sua liderança ativa traduzida em animação guerreira, o nome da nossa terra ganhou relevo no mapa da resistência.

VIVA A GENTE II

Crateús ofereceu ao Ceará e ao Brasil grandes expoentes nos mais variados quadrantes do conhecimento. Figuras que galgaram destaque no universo das artes e da cultura, da política e da literatura, da ascese espiritual e da lide empresarial. Há poucas décadas, éramos a única urbe brasileira com três assentos simultâneos no Senado da República: lá estavam Valmir Campelo, Beni Veras e Sérgio Machado! Na hora de delegar as rédeas do executivo local, o povo sempre tem se inclinado àqueles que se lhe apresentam como a melhor opção, malgrado sobrevir a chispa da decepção.

UMA MENSAGEM

Desprovidos das insígnias do personalismo, com a cabeça antenada no sonho azul da justiça e os pés empoeirados no barro vermelho da nossa realidade, poderemos vislumbrar um futuro melhor e dizer, até inflando o peito: Viva Crateús!
É hora, pois, de mirarmos a cidade sob lentes futuristas e progressistas. Pensá-la com amor, fonte geradora do cuidado. Pois, “quem ama, cuida!”.
Abramos as pálpebras embaçadas, sacudamos a poeira das decepções, revigoremos o espírito, desbravemos novos caminhos, recuperemos a utopia, lancemos outro olhar sobre o fazer político e marchemos na rota de uma cidade que cultue a justiça e a fraternidade. Crateús merece!

PARA REFLETIR

Sou de Crateús, cidade maravilhosa/ Terra de mulher cheirosa/ E de cabra trabalhador/ Seu padroeiro/ É Nosso Senhor do Bonfim/ E além de nosso padrinho/ É nosso forte protetor.

Minha cidade, Crateús, é uma beleza/ Parece que a Natureza/ Combinou com a mão divina/ A Serra Grande é cortada pelo Poty/ Que deságua no Piauí/ E vai banhar a Teresina.

Minha cidade, terra da arte e cultura/ Criação, agricultura/ E se você quer visitar/ É meu lugar/ E tem tudo que eu preciso/ Crateús é um paraíso/ No Estado do Ceará.
(Edilson Vieira)

(Publicado no Jornal Gazeta do Centro Oeste – Crateús, Ceará)

CRATEÚS - INVENÇÃO DE UM RIO!





Narra Ruy Câmara que o ipueirense Gerardo Mello Mourão, destilando certa feita sua sedutora eloqüência em evento realizado na Assembléia Legislativa do Ceará, após haver falado das misérias que testemunhara durante sua viagem ao sertão do Ceará, perguntou aos deputados: alguém poderia dizer para que serve um poeta num Estado pobre em Cultura, Educação e Saúde? Após um tempo de silêncio frustrante, eis que ele afia as palavras na sua língua de pedra e diz: “Neste mundo o que dura é o que foi fundado pelos poetas e não pelos especialistas, que são meros figurantes de uma tarefa ancilar. Não são protagonistas do saber nem da história. Nunca um especialista criou algo duradouro nem embasou uma nação”.

“A Grécia foi fundada pelo poeta, Homero, cego e gênio. O império romano foi inspirado pelo poeta Virgílio e por um escritor que se fez general, Caio Julio César. O mundo judaico foi fundado pelos poetas das profecias: Jeremias, Isaias, Ezequiel, Daniel e pelos Cantos do rei Davi. A civilização mulçumana foi fundada pelo poeta Maomé, seu senhor e soberano. A China e a Ásia Oriental foram fundadas pelo poeta Kung-Fu-Tze, que conhecemos por Confúcio. A Itália foi fundada por Dante, poeta absoluto. Churchill animava suas tropas contra o fogo de Hitler, enviando aos soldados os versos de Shakespeare. Os soldados germânicos levavam na mochila os Cantos de Rilke e os hinos de Hölderlin. E o que seria de Portugal sem Camões e Pessoa? Da França sem Voltaire, Baudelaire, Lamartine e Hugo? E o Ceará sem seus poetas, renegados e esquecidos? E finalizou dizendo: foi o Deus poético e dialético que engendrou o pensamento mítico, o tempo divino do homem, mas foi a verdade helênica que deu vigor à noção de liberdade e democracia, verdade luminosíssima que fundou o homem livre”. Os aplausos não impediram o nosso poeta de assim dizer: “É para preencher o vazio do espírito humano que serve um poeta com sua poesia”.

Em verdade, o lendário poeta Camões subiu às alturas mitológicas com o seu clássico “Os Lusíadas”, um poema épico dedicado aos lusitanos, raiz fundante do povo português, que se notabilizou pelas conquistas marítimas.

Séculos depois, da mesma seiva que alimentou a epopéia nacional de vinculação ao mar, Fernando Pessoa entoou o famoso verso: "Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!".

Há pouco mais de uma década, esse mesmo Gerardo Mello Mourão, o grande poeta do século passado, serviu à mesa do banquete sagrado da História o nosso doce manjar batismal: provou que o Brasil é uma “Invenção do Mar”.

Neste aniversário de Crateús, em 2009, me ocorre de perquirir e refletir acerca da veia fluvial que nos legou o sangue vital.

Se, ao contrário do que imaginávamos, o nosso planeta é majoritariamente água ao invés de terra; se, por óbvio, a civilização é fruto de uma química aquática, o aniversariante Crateús é invenção de um rio: o Rio Poty!

Detentor de um currículo épico singular – é o único rio interestadual do Ceará – esse monstro que nasce na Serra da Joaninha inverte o curso natural e conveniente da maioria para percorrer, qual um bravo pioneiro, um caminho inusitado: cortando a cadeia montanhosa da Ibiapaba, brindou o mundo com um Canyon, inexplorada e bela paisagem de luz e vida.

Divago que, na celebração natalícia deste ano, os crateuenses poderiam ser convidados a passar alguns instantes, sob o influxo de uma reverente meditação, às margens do Poty, o leito da nossa alma libertária, regato dos nossos sonhos inconfessos, símbolo maior da nossa terra.

Detentor da mística da fertilidade, o rio carrega em suas pálpebras a dialética pascal da morte e ressurreição, a imperscrutável dinâmica da existência. Há alguns meses atrás, quando a ganância humana e a sanha mercadológica mancharam de fetidez a sua superfície, imaginávamos estar assistindo às exéquias da nossa referência essencial. A cidade se insurgiu. E houve um espontâneo levante popular. Sob os auspícios da Justiça, houve um ajustamento. E no inverno deste ano, ele ressurgiu vitorioso: com a abundância natural, com a coroa majestosa da humildade, com a imponência sublime da benevolência, aspergiu a todos com a água bendita da fecundação.

O rio Poty é o índice magistral, a pedra filosofal de Crateús. Parafraseando o poeta, podemos inquirir:

“Ó Crateús, quanto de ti
São risos e lágrimas do Poty!”


(Publicado no Jornal Gazeta do Centro Oeste – Crateús, Ceará)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MARIA MOREIRA


Os poetas e os filósofos, quando miram o itinerário encantador da vida – ou de certas vidas – produzem construções memoráveis.

Fernando Pessoa, sob a pena de Álvaro de Campos, saiu-se com esta: “somos o intervalo entre o meu desejo e aquilo que o desejo dos outros fizeram de mim”. Já com o heterônimo de Alberto Caieiro esculpiu o seguinte verso: “… Procuro despir-me do que aprendi,/ Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,/ E raspar a tinta com que pintaram os sentidos,/ Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,/ Desembrulhar-me e ser eu…”

O filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre escreveu: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim."

Essa frase é a home page ou frontispício da trajetória pessoal de Maria Moreira Marques, atual diretora da Unidade de Semi Liberdade de Crateús.

Nascida há cinqüenta anos no distrito de Poty, às margens do rio do mesmo nome, Maria outro dia me contou o que fez com o que fizeram dela.

Filha de pais marcadamente pobres (a mãe, analfabeta; o pai, lavrador), desde criança amargou a dolorosa experiência de ser “dada” aos outros: viveu uns tempos na casa da senhora Maria da Fé (que a colocou na escola), da senhora Lourdes, da sua madrinha Suzana, da prima “Mazé”... Seus olhos lacrimejam recordando humilhações, castigos, sofrimentos... Porém, evita se deter sobre as dores da infância. Prefere acentuar que nunca desenvolveu qualquer sentimento de raiva, larva de ódio ou poço de mágoa.

Talvez por isso, e embora fora da faixa etária normal, o horizonte de luz se descortinou: aos onze anos de idade, aprendeu a ler. Em compensação, com quinze, começou a lecionar como professora substituta. Em seguida, apaixonou-se pelo movimento pastoral das comunidades eclesiais de base, liderado por D. Fragoso. Aliás, o oceano tempestuoso da militância política e social sempre a seduziu. Ainda criancinha, na década de 60, atraia a atenção dos adultos cantando a música do “dôtor Lolavo” – referindo-se ao doutor Olavo Cardoso, médico lendário que foi Prefeito de Crateús.

Na adolescência, residindo na casa de sua madrinha Suzana, obteve uma oportunidade ímpar: estudar no respeitado e tradicional Colégio Pio XII, à época um espaço disputado pelos filhos da elite da cidade. Ali, era evidente a apartheid social: certa vez, foi expulsa da sala de aula porque não tinha o dinheiro do material da aula de artes, cujo objeto era a confecção de um ‘cachorrinho de gesso’. A professora Neide Nogueira, porém, fez questão de ressaltar que, no caso de Maria, o problema não era de inadimplência, mas de impossibilidade de pagamento. Isso sensibilizou os colegas Júnior Palhano e Júnior Sales a se cotizarem e solucionar o imbróglio. Em outros momentos, como no da aquisição da roupa da farda e do calçado, foi o conjunto dos colegas de classe que colaborou na viabilização.

No entanto, se tarde conheceu os bancos escolares, cedo sentou no banco da paixão. Enamorou-se de Evandro, com quem casou e teve quatro filhos: Wagner, Vilma, Vanderlei e Virna. 18 anos depois, constatada a inviabilidade da convivência harmoniosa, formalizou a separação e retomou a trajetória inicial. Como a onda do mar, que vai e vem numa recomposição permanente, várias vezes alternou o domicílio entre o distrito de Poty e a cidade de Crateús. Ao todo, cerca de quatorze vezes. Em 21 de abril de 1985, exatamente no dia em que o País se consternava com a morte de Tancredo Neves, fez sua última escalada retirante: na carroceria de uma caminhonete do primo Zé Maria Pedreiro, junto com os quatro filhos e uma pequena bagagem, saiu definitivamente do distrito onde nasceu e se instalou numa casa no bairro Patriarcas, cujo aluguel era pago pelo próprio Zé Maria, seu primo mais bem situado financeiramente.

Aí, sua vida deslanchou: retomou os estudos, concluiu a Faculdade de Pedagogia, fez pós-graduação e passou a lecionar na Universidade Vale do Acaraú – UVA.

Antes, porém, ingressou por concurso nos quadros do magistério municipal. Na Prefeitura, sentiu o aço da discriminação política. Recorda que, na primeira gestão de Paulo Nazareno, sabendo das fofocas envolvendo o seu nome, procurou-o para uma conversa. Paulo foi direto e disse que só nomearia em cargo de confiança pessoa que o houvesse apoiado, que não era o caso de Maria. Ela ponderou: “Sei que razão lhe assiste, Prefeito. Quero, porém, lhe fazer um pedido. Se algum dia, por mérito, conquistar algum espaço, evite me tolher”. Paulo aquiesceu. Tempos depois, Maria foi nomeada para a coordenação do Semi Liberdade.

Segundo ela, sempre trabalhou redobradamente porque tinha dois investimentos a fazer: em si mesma e nos filhos. E obteve dividendos em ambos. O filho mais velho, Wagner, é formado em Matemática; Vilma se graduou em Pedagogia; Vanderlei, também formado em Matemática, agora é concludente do Curso de Direito e Virna, a caçula, é Psicóloga.

Na Unidade de Semi Liberdade, Maria Moreira coordena um grupo de vinte e quatro funcionários cuja tarefa precípua é assistir adolescentes que a sociedade tenta desvirtuar do bom caminho.

Seis de julho, dia do aniversário do município, assinala também o natalício de Maria Moreira. Nesta data, pretende reunir familiares, amigos e pessoas que marcaram sua existência para agradecer a Deus as graças alcançadas e os sonhos realizados.

Porém, continua sonhando. Quer fazer mestrado e escrever um livro. O título? O QUE FIZ COM O QUE FIZERAM DE MIM.

(Coluna "Gente Que Brilha" - da Revista GENTE DE AÇÃO)

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Olá Júnior,

Belo relato, bonita história de uma vencedora chamada Maria. Que se a vida lhe oferece pouco ela teima e quer muito mais.

Eu também sou Maria, hoje cheia de graça, contudo já tive minha grande cota de martírios.

Foi caindo, escorregando e levantando que aprendi a ser forte.

Parabéns pela brava Maria Moreira e por todas as Marias que dignificam suas histórias.

Um abraço,

Dalinha Catunda

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ACABOU O SIGILO BANCÁRIO NO BRASIL ! MONITORAMENTO DE CONTAS-CORRENTES



QUE O PRODUTO DO SISTEMA SEJA USADO PARA O BEM, E NÃO SO PARA OS CIDADÃOS DE BEM.

Desde o término da cobrança da CPMF, o governo estuda uma maneira de monitorar as movimentações bancárias. E acabou descobrindo como fazer!

De agora em diante, preste mais atenção às suas movimentações financeiras. Estamos todos sendo monitorados pelo mais aperfeiçoado sistema de vigia de movimentação financeira do Planeta!

MONITORAMENTO DE CONTAS PELO BANCO CENTRAL

Apelidado de Hal (do filme Uma Odisséia no Espaço), o computador mais poderoso de Brasília fiscalizará as contas bancárias de todos os brasileiros.

Desde a manhã do dia 07/05/2009, trabalha sem cessar no quinto subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País.

Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional CCS na sigla abreviada, já apelidado de HAL, o famoso computador que tudo e a todos controlava no filme "2001-Uma Odisséia No Espaço".

A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias.

Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas (uma para cada correntista do País), interligadas por CPF's e CNPJ's aos nomes dos titulares e de seus procuradores.

A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros (depósitos, saques, investimentos, etc.), em informações providas pelo sistema bancário que alimentará o supercomputador diariamente.

A partir desta semana, quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.

Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário. São três servidores e cinco CPU's de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de cluster.

Este conjunto é o novo coração de um grande sistema de processamento que ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central.

Seu poderio não vem da capacidade bruta de processamento, mas do software que o equipa.

Desenvolvida pelo próprio BC, a inteligência artificial do Hal consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto - gastos principalmente com a compra de equipamentos e o pagamento da mão-de-obra especializada.

Só há dois sistemas parecidos no planeta. Um na Alemanha, outro na França, mas ambos são inferiores ao brasileiro. No alemão, por exemplo, a defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador é de dois meses. Aqui, o prazo é de dois dias.

Não por acaso, para chegar perto do Hal, é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial.

Visto em perspectiva, o sistema é o complemento tecnológico do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que, nos anos de Armínio Fraga à frente do BC, uniformizou as relações entre os bancos, as pessoas, empresas e o governo.

Com o Hal, o Banco Central ganha uma ferramenta tecnológica a altura de um sistema financeiro altamente informatizado e moderno.

Recuperamos o tempo perdido", diz o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury.

O supercomputador promete, também, ser uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no Brasil. '

"Vamos abrir senha para que os juízes possam acessar diretamente o computador", informa Fleury..

O banco de dados do Hal remete aos movimentos dos últimos cinco anos.

Antes de sua chegada, quando a Justiça solicitava uma quebra de sigilo bancário, o Banco Central era obrigado a encaminhar ofício a 182 bancos, solicitando informações sobre um CPF ou CNPJ. Multiplique-se isso por três mil pedidos diários.

São 546 mil pedidos de informações à espera de meio milhão de respostas.

Em determinados casos, o pedido de quebra de sigilo chegava ao BC com um mimo: "Cumpra-se em 24 horas, sob pena de prisão".

A partir da estréia do Hal, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e qualquer juiz têm acesso a todas as contas que um cidadão ou uma empresa mantêm no Brasil.

R$ 20 milhões foi o orçamento da criação do cadastro de clientes do sistema financeiro. Sob controle 182 bancos 150 milhões de contas 1 milhão de dados bancários por dia ...

(Enviado por Gabriel Vale)

FHC FALA SOBRE OS 15 ANOS DO PLANO REAL


Por Guilherme Barros, na Folha:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o principal inspirador e avalista do Plano Real, que hoje completa 15 anos, vê hoje com muita preocupação o excesso de gastos do governo para enfrentar a crise econômica. Para ele, há uma certa “anestesia geral” e o governo pode estar exagerando na distribuição de subsídios. A conta, segundo ele, vai ser paga pelo próximo governo. “Medida anticíclica não é aumentar permanentemente os gastos correntes”, diz FHC. “Não se pode fazer generosidade à custa do governo futuro.”



FOLHA - A que o sr. atribui o sucesso do Plano Real?


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Houve várias experiências antes do Real e aprendemos com elas a enfrentar a inflação. Aprendemos com os erros. A sociedade se cansou da inflação. As pessoas sentiram que era necessário mudar e que a mudança era possível. Depois, tomamos a decisão certa de fazermos um plano tecnocrático. Nos planos anteriores, as pessoas acordavam e liam no “Diário Oficial” que tudo tinha mudado. Nós tomamos a decisão oposta. Nós fomos à mídia explicar o plano de uma forma muito didática e a população entendeu.

FOLHA - Houve resistências?

FHC - Meus amigos economistas, na época subordinados, achavam que seria difícil a implementação do plano. Alegavam que o governo era fraco, tinha acabado de ocorrer o impeachment e o Congresso estava desorganizado com a crise dos anões do Orçamento. Minha posição era o contrário. Com o Congresso em desorganização e como o governo não tinha muita unidade naquele momento, foi possível uma certa hegemonia e tocar o plano adiante. O Congresso estava sem força, e o governo, procurando uma tábua de salvação. Havia muita gente, inclusive do governo, que queria o controle de preços e que se prendessem supermercadistas. Muitos defendiam a volta dos fiscais do Sarney. Mas não tiveram força para nos opor. Recebemos um apoio amplo de todos os setores econômicos e da mídia. Foi difícil ficar contra o plano. O PT e a CUT saíram com o slogan “Real é pesadelo, não é sonho”, mas imediatamente tiveram que tirar das ruas. As pessoas sentiram logo o aumento do poder aquisitivo, a vantagem de seus salários serem reajustados automaticamente. Logo depois do Real, o consumo cresceu imensamente com a queda da inflação. No início de 1995, a economia crescia a taxas anualizadas acima de 12%. Tivemos até que brecar esse crescimento. Como ocorre agora, se largar demais a economia sem investimento, vai haver problemas lá na frente.

FOLHA - Qual foi a principal marca deixada pelo Real?


FHC - O Real deu sentido de proporção. Ninguém sabia o valor de nada. As pessoas aprenderam, por exemplo, o valor da moeda. Aprenderam que não se pode endividar além de um certo limite. Foi o Real que possibilitou, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas as pessoas acham que a estabilização está garantida, e não está. É um trabalho permanente. Quantos anos levamos a chegar a esse ponto? Não houve milagre. Foi preciso trabalhar nos fundamentos, refazer orçamentos, ajustar os gastos públicos, o câmbio. Veja que só agora estamos conseguindo baixar as taxas de juros. Quando se tem uma economia doente e inchada como a nossa, a cura não é rápida. Você faz a operação e tem que ajustar todo o corpo à nova situação. Isso já está mais enraizado, nós aprendemos isso, mas mesmo assim neste exato momento as pessoas não estão prestando atenção aos aumentos de gastos públicos. Há uma certa anestesia geral. Não se pode fazer qualquer coisa na economia.

terça-feira, 30 de junho de 2009

APROVEITE O DIA!


Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.



Então, aproveite bem o seu dia.
Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis.
Não deixe nada para depois.
Diga o que tem para dizer.
Demonstre. Seja você mesmo.
Não guarde lixo dentro de casa.
Não cultive amarguras e sofrimentos.
Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo.
Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons.
Seja feliz. Hoje.
Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.

(Artigo da Revista Exame)


Por isso, Carpe Diem. Aproveite o dia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

BONS AMIGOS


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(Por Machado de Assis)

O MUNDO JURÍDICO PERDEU UM DOS SEUS MITOS


No último sábado, a comunidade jurídica brasileira foi informada da morte de um dos mais consagrados militantes: Goffredo da Silva Telles Junior!

Nascido em 16 de Maio de 1915, no centro da Cidade de São Paulo. Nome de batismo: Goffredo Carlos da Silva Telles. Nome adotado: Goffredo da Silva Telles Junior (para evitar confusão com o nome do pai). Nome de escritor: Goffredo Telles Junior.


Filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles, poeta (da Academia Paulista de Letras), advogado, agricultor ; e de Carolina Penteado da Silva Telles (filha de Olivia Guedes Penteado). Ambos proprietários da tradicional Fazenda Santo Antonio, no Município de Araras, Estado de São Paulo.



Curso Primário no Lyceu Franco-Brasileiro. Curso Secundário no Ginásio de São Bento. Curso Superior na FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, Turma de 1937.



Soldado na Revolução Constitucionalista de São Paulo (1932).



Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil como Solicitador-Acadêmico em 1935 ; como Advogado desde 1937.



Foi ADVOGADO MILITANTE a vida inteira.



PROFESSOR DE DIREITO da Faculdade (USP), desde 1940 : a princípio, como Livre Docente, depois como Professor Catedrático, isto é, como PROFESSOR TITULAR. Tomou posse de sua Cadeira (Introdução à Ciência do Direito) no ano de 1954.



Lecionou durante quase 45 anos. Em 1985, por força de lei, foi aposentado compulsoriamente, ao atingir 70 anos de idade (idade limite). Continuou, porém, em seu próprio escritório, a dissertar sobre a Disciplina da Convivência Humana, a grupos numerosos de estudantes em cordial visita.



Pouco antes de sua aposentadoria, e pelo voto unânime do Conselho Universitário, foi honrado com o título de PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.


Lutador incansável pelo Estado de Direito, pelos Direitos Humanos e pelas Liberdades Democráticas.



Na noite de 8 de Agosto de 1977, na plena vigência do regime de ditadura militar, leu sua “CARTA AOS BRASILEIROS”, no Pátio da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, diante de grande multidão de estudantes, de gente do povo, de altas personalidades e de jornalistas, em comemoração do Sesquicentenário da Fundação dos Cursos Jurídicos no Brasil. Esse famoso documento se tornou marco decisivo no processo de abertura democrática no País.



Muito antes, em 1959, publicou Lineamentos de uma Constituição realista para o Brasil, em que defendeu, pioneiramente, a tese da iniciativa popular no processo de elaboração das leis.



Em 1963, publicou Lineamentos de uma Democracia Autêntica, em que mostrou a necessidade da participação dos setores organizados do povo no processo legislativo.



Por iniciativa sua, e com sua decidida colaboração, o Instituto dos Advogados de São Paulo ofereceu ao Governo, em 1966, um anteprojeto de Constituição, que foi publicado nos Anais da Assembléia Legislativa do Estado.



Em 1983, no Congresso Nacional dos Advogados Pró-Constituinte, compareceu com a tese Abrangência dos Direitos Humanos.



Em novembro de 1986, presidiu a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE A DÍVIDA EXTERNA DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO. Pronunciou o discurso de abertura, com circunstanciada exposição do tema da Conferência.



Em nome de centenas de entidades representativas da sociedade civil, reunidas no chamado “Plenário Pró-Participação Popular na Constituinte”, dirigiu ao Governo, em 1988, sua Carta dos Brasileiros ao Presidente da Republica e ao Congresso Nacional, clamando por uma Assembléia Constituinte livre, autônoma e soberana, desvinculada do Congresso Nacional e das engrenagens do Governo.



Em nome das mesmas entidades, leu, em sessão pública, realizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito, no mês de setembro de 1993, sua SEGUNDA CARTA AOS BRASILEIROS, em defesa da Constituição.

(Fonte: www.goffredotellesjr.adv.br)



GOFFREDO DA SILVA TELLES JR. É HOMENAGEADO


Goffredo da Silva Telles Jr. era um homem além de seu tempo. Independente, lutou pela democratização do país. Esta é a descrição mais recorrente de personalidades do mundo jurídico sobre o professor da Escola de Direito do Largo São Francisco. Goffredo morreu sábado (27/6), aos 94 anos.

"O professor Goffredo incorporou o papel de consciência jurídica nacional acima das ideologias. Foi uma voz importante — a mais eloqüente — no processo de restauração do Estado Democrático de Direito", afirmou o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Pela sua história e pela sua respeitabilidade, disse o ministro, Goffredo despertou os brios da comunidade jurídica nacional e dos setores organizados da sociedade que passaram a trabalhar mais decididamente pela transição democrática. "Fazem falta no Brasil figuras de referência como ele. Pessoas com o papel que teve Norberto Bobbio na Itália, por exemplo, a quem todos ouviam quando surgiam impasses sobre temas fundamentais", completou. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo, foi designado parar representantar o STF na despedida a Goffredo.


“Goffredo se colocava como um precursor nos planos das idéias e dos valores. Relacionava teoria quântica à ciência jurídica há 35 anos, o que lhe permitia emitir conceitos definitivos como este: ‘a norma jurídica é um imperativo autorizante’”, afirma o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal.

“Nunca se deixou influenciar pelo canto de sereia do autoritarismo e golpes de estado. Ao contrário, sempre foi uma luz muito acesa contra qualquer forma de atentado à democracia e à ética na política”, completou o ministro.

Ayres Britto também declarou que Goffredo sempre foi referência no plano da decência, da liberdade e do espírito aberto à discussão sobre qualquer tema. Nunca foi homem fechado em torno de si mesmo ou de qualquer dogma. “Ele tinha disposição permanente para problematizar dogmas, característica central dos seres humanos independentes política, religiosa e filosoficamente. Ninguém lhe dava ordens ou para ele estalava os dedos. A subserviência nunca teve chance com ele.” Com certeza, disse Ayres, Goffredo passou por esta vida e não perdeu a viagem.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, afirmou que o professor Goffredo "é um ícone do mundo jurídico, que se vai sem nos deixar, pois fica o exemplo de sua vida limpa, suas posições éticas e corajosas e a referência de suas sábias lições".

A cientista política Maria Teresa Sadek lembrou que Goffredo lutou muito pela volta do Estado Democrático de Direito. “Ele teve papel muito importante nos mundos jurídico e político.” Professor emérito da USP, Goffredo teve papel fundamental no período em que o Brasil viveu a ditadura militar, ao encorpar o movimento pelo restabelecimento do estado de Direito com a “Carta aos Brasileiros”, lida sob as Arcadas em 1977.

“Ele tinha coração de estudante”, afirma o historiador Cássio Schubsky, que descreve o professor como um sábio da era contemporânea. “Foi um jurista responsável pela formação de um sem número de profissionais que deixa um legado a servir de norte àqueles que se dedicam ao avanço cultural”, ressalta o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal.

O presidente da OAB, Cezar Britto, também ressaltou a dedicação de Goffredo ao ensino. "Como poucos, soube colocar a serviço do bem comum os seus conhecimentos, formando gerações de profissionais do direito. Trabalhador exemplar, exerceu seu ofício mesmo quando já fazia jus ao ócio com dignidade da aposentadoria", disse.

"Foram mais de 60 anos de dedicação ao ensino, pontuados por vigilante atuação na vida pública, quando as circunstâncias o exigiram", completou Cezar Britto. A OAB lamentou a morte de Goffredo. "Foi um cidadão no sentido pleno da palavra", disse Britto.

O Direito, declara o educador Luiz Flávio Gomes, perde bastante com a morte do "nosso maestro da USP". “Ele foi um jurista que soube expressar os anseios da sua geração. Era liberal, autônomo, independente e corajoso.”

Jurista eminente, afirma o presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, Goffredo deixou sua marca para além do mundo jurídico. “É uma daquelas pessoas que extrapolam os limites corporativos e profissionais”, disse. Uma perda para o Direito e para a sociedade.

"O professor Goffredo amou o Direito, a Justiça, a Advocacia e o Brasil. Deixou imenso legado aos seus alunos e, sobretudo, aos brasileiros", afirmou, em nota, a Associação dos Advogados de São Paulo. A AASP, completa, prestou em 2002 "justa homenagem" a Goffredo ao publicar uma edição da Revista do Advogado para a qual diversos juristas contribuíram com artigos que expressavam o "carinho e a admiração pelo grande Mestre".

(Por Débora Pinho e Marina Ito)

domingo, 28 de junho de 2009

SEJA VOCÊ MESMO


Dê sempre o melhor...
E o melhor virá.

Às vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem
Acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns
Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor assim mesmo.

E veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus...
NUNCA FOI ENTRE VOCÊ E ELES!


(Madre Tereza de Calcutá)

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS


Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata!

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.


OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.


TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA”.

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.


JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.


VALE A PENA TENTAR.


PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA. REPASSE, NÃO SEJA OMISSO. NA ÉPOCA DO COLLOR A IMPRENSA SE MOVIMENTOU E DEU NO QUE DEU, HOJE A IMPRENSA É REFEM DO GOVERNO, POIS ESTÁ PENDURADA EM DÍVIDAS DE IMPOSTOS E NÃO PODE REPETIR A DOSE.


AMIGOS,

....E ESSE MOVIMENTO CRESCE.

Mas atenção: não confundir com anular o voto. É imprescindível que todos votemos, não podemos deixar de votar de jeito nenhum, senão estaremos ajudando, com nossa omissão, aos maus políticos.

A proposta é NÃO REELEGER.

Abrs. Pedro Ângelo

sábado, 27 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

CONJUNTURA NACIONAL

Viabilidade

Carlos Matus, cientista social chileno, em um magistral estudo sobre Estratégias Políticas, demonstra que a viabilidade de um ator na política tem a muito que ver com a estratégia e seus princípios fundamentais. Eis alguns princípios estratégicos:

a) Avaliar a situação; b) Adequar a relação recurso/objetivo; c) Concentrar-se no foco; d) Planejar rodeios táticos e explorar a fraqueza do adversário; e) Economizar recursos; f) Escolher a trajetória de menor expectativa; g) Multiplicar os efeitos das decisões; h) Relacionar estratégias; i) Escolher diversas possibilidades; j) Evitar o pior; k) Não enfrentar o adversário quando ele estiver esperando; l) Não repetir, de imediato, uma operação fracassada; m) Não confundir "reduzir a incerteza" com "preferir a certeza"; n) Não se distrair com detalhes insignificantes; o) Minimizar a capacidade de retaliação do adversário.

Sarney na berlinda

Nunca antes na história deste país, viu-se um ex-presidente da República tão acuado. José Sarney, a figura mais poderosa da esfera parlamentar, atravessa o mais longo calvário de sua trajetória política. O Senado passou a ser a grande fogueira da República. O fogo come as entranhas do presidente da Casa. Senadores pedem sua renúncia. Sarney não deverá sair: 1) porque mostraria fragilidade; 2) perderia espaço – e que espaços – na administração federal. 3) deixaria também fragilizado o governo de sua filha Roseana, no Maranhão; 4) abriria espaços para o fogo corroer a floresta familiar. Sarney só tem uma saída: fazer uma grande reforma no Senado. De meios, métodos e processos.

A ambição desmesurada

No meu livro "Marketing Político e Governamental", cito um pensamento do cientista político, Robert Lane, em Political Life, que explica como a ambição desmesurada pelo poder funciona como um bumerangue. Seria o caso de Sarney? Por que ele, no auge de sua vida pública, poderoso e influente, quis voltar ao comando do Senado e se submeter às intempéries gerados por circunstâncias? Eis o pensamento de Lane: "A fim de ser bem-sucedida em política, uma pessoa deve ter habilidades interpessoais para estabelecer relações efetivas com outras e não deve deixar-se consumir por impulsos de poder, a ponto de perder o contato com a realidade. A pessoa possuída por um ardente e incontrolável desejo de poder afastará, constantemente os que a apóiam, tornando, assim, impossível a conquista do poder".

Toffoli ainda imberbe?

Há quem considere – e não são poucos – o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, inexperiente para assumir a alta posição de ministro da Corte Suprema. Dizem que é o candidato de Lula e será nomeado na próxima oportunidade. Toffoli precisaria correr um pouco mais na vida pública antes de querer postular aquela posição. E se Lula nomeá-lo, estará se dobrando a interesses personalistas e a uma visão estreita de governante. O estadista não confunde as questões do Estado com as questões pessoais.

Dilma palanqueira

A cada dia que passa, Dilma Rousseff sobe mais um degrau na escada da popularidade. Esta semana, os aplausos populares vieram do interior do Paraná. Dilma abraçou pessoas, beijou crianças, fez promessas. Lula, ao lado, dava aprovação. O mestre ensinava à aluna como se comportar ante das massas. Este escriba já fez sua previsão, que é esta: a ministra que comanda a Casa Civil tem chances de vir a comandar a Nação. Com cerca de 20% nas pesquisas de intenção de voto, já decolou. Quem achar o contrário, nunca leu pesquisas.

"Não há superfícies bonitas sem profundezas assombrosas." (Friedrich Nietzsche)

Garotinho na onda

Quem acaba de subir na prancha da onda dilmista – há, sim, uma onda dilmista – foi o ex-governador e sempre candidato a algo, Antony Garotinho. Gordo como nunca se viu, alardeia seu apoio à candidatura de Dilma. Quer se viabilizar como candidato ao governo do Rio de Janeiro, após se ver cada vez mais apertado pelo PMDB do governador Sérgio Cabral, que será candidato à reeleição. Garotinho, como se sabe, saiu do PMDB.

Jornalista e cozinheiro

Não é o diploma que faz o jornalista. É o conhecimento. Professor de jornalismo por mais de 30 anos, sempre achei que profissionais de outras áreas poderiam também exercer a profissão de jornalista. Clara, com o domínio das técnicas adotadas por esta profissão. Agora, não dá para concordar com o presidente do STF – o respeitado e também admirado por este escriba, Gilmar Mendes – quando compara o jornalista ao cozinheiro. Nada contra o cozinheiro. Mas, convenhamos, cada um no seu lugar merece respeito. Cada profissão possui sua identidade. Uma natureza.

O objeto científico

Dizer, ainda, que ao jornalismo falta um objeto científico é querer dizer que também esse objeto não identificado falta em muitos nichos das ciências humanas. Qual é o objeto científico da advocacia? Otto Groth, o teórico alemão que chegou a escrever um quilométrico Tratado, defendeu o conceito de jornalismo como ciência. Tese polêmica, mas muito bem sustentada. O jornalismo como outros feixes conceituais na área de Humanidades é um sistema aberto e multidisciplinar. Aliás, nesse ponto, equivale ao Direito.

Curió...sidades

Pois é, o famoso major Curió decidiu abrir seus arquivos. Afirmou, de maneira categórica, ter havido fuzilamento de guerrilheiros no Araguaia, por ocasião da guerrilha (1972-1975). Confesso que não entendi o que está por trás dessas curió...sidades. Acrescentou mais 16 guerrilheiros executados à lista que se conhece. Curió quis matar a curiosidade de alguns? Quis se antecipar a denúncias? Quis livrar algumas pessoas?

O furo do Estadão

Louve-se a sensacional reportagem-furo do Estadão, um jornal que supera outros em matéria de conhecimento.

Greve na USP

A greve dos servidores da USP tem uma faceta aberta, outra, fechada. O lado aberto tem como foco reivindicação salarial. O lado escondido é o da baderna, a faceta que trabalha com a ideia de "quanto mais barulho e violência, melhor". Para arrematar, por trás do movimento está a readmissão do ex-servidor Claudionor Brandão, que foi demitido dos quadros por graves questões. PCO, PSTU e PSOL são os partidos de extrema esquerda que comandam o movimento.

Cândido radical


O professor Antônio Cândido é um ícone da intelectualidade. Respeitado e respeitável. Mesmo sob essa identidade, não tem o direito de cometer exageros. Teria incentivado o alunato a exagerar nos atos baderneiros. Já Dalmo Dallari, também uma bandeira da justiça, expressou a voz da moderação.

A prudência


“A prudência para interesse próprio é, na maior parte das suas ramificações, sabedoria depravada. É a esperteza dos ratos, que saberão abandonar a casa antes de ela cair; é a matreirice da raposa que expulsa o texugo do buraco onde se vai alojar; é a hipocrisia do crocodilo que, chorando, atrai a presa para a devorar”. (Francis Bacon)

O fim do diploma

O fim do diploma de jornalismo disparará uma corrente de mestrados profissionais. Os cursos de pós deverão melhorar. A procura pela pós-graduação aumentará. Os cursos ruins serão fechados. Os cursos qualificados continuarão prestigiados. Basta ver o que ocorre na área da Publicidade, que não exige diploma para o exercício da profissão.

Twitter, mensagem tempestiva

Entrei na tempestividade (não confundir com tempestade) do Twitter. Jogo impressões – frases, observações dos meus momentos. De repente, alguém lá no fim do mundo captura a mensagem. Estamos em Telépolis, gigantesca metrópole sem limites físicos e com o mundo nos olhando. Estou cercado de bits e navegando pelas largas avenidas na internet.

Guerra comercial


Fontes desinformadas dizem que a pane que ocorreu em São Paulo com a banda larga da Telefônica teve como causa a terceirização de serviços. A alegação é de que os profissionais são desqualificados e as prestadoras colocam em serviço produtos não muito robustos. Nada mais falso. A engenheira Vivien Suruagy, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas de Redes de TV por Assinatura, Cabo, MMDS, DHT e Telecomunicações (Sinstal) e vice-presidente da Federação Brasileira de Telecomunicação (Febratel), argumenta que isso não é verdade. Segundo ela, as empresas sérias do segmento, a exemplo do que ocorre no mundo todo, investem fortemente na qualificação, especialização e capacitação de seus profissionais para mantê-los atualizados com as novas tecnologias. A pane esconde uma guerra comercial entre gigantes da telefonia.

Comunicação Organizacional

Acaba de chegar às livrarias o livro "Comunicação Organizacional – Volume 1" (org. Magarida Kunsch), que tenho a honra de abrir com o primeiro Capítulo, onde descrevo as diversas fases da comunicação organizacional, no Brasil, a começar pela experiência pioneira da PROAL - empresa de jornalismo empresarial do início dos anos 70 - da qual participei, como sócio, ao lado de uma das maiores figuras do jornalismo e da comunicação no Brasil, Manuel Chaparro. O livro, com 17 capítulos, é a maior coletânea de ensaios e artigos sobre comunicação organizacional.

Câmara em alta


Enquanto a Câmara Alta (que é o Senado) está em baixa, a Câmara Baixa (que é a Câmara Federal) está em alta. Basta ver duas decisões tomadas pelo presidente da Casa, dep. Michel Temer: uma, interpretando a abrangência das MPs, abriu a pauta de votação, que estava estrangulada. Nos três primeiros meses da gestão, foram votadas 27 matérias. A partir do entendimento dado por Michel, em 5 de maio, foram votadas, até quinta-feira passada, 87 matérias. Em quatro meses e meio de 2009, das 114 aprovadas sob a gestão Temer, apenas 17 foram MPs. Entre 7 de fevereiro e 17 de agosto de 2007, primeiro semestre de Arlindo Chinaglia na direção da Casa, foram aprovadas 119 projetos, mas 45 deles foram MPs. No primeiro semestre do ano passado, a situação não foi muito melhor: 128 matérias aprovadas, sendo 36 delas MPs.

Cinco axiomas


O Cardeal Mazarino, um dos pioneiros da matreirice e maquiavelismo na política, em seu Breviário dos Políticos, oferece alguns conselhos:

1. Age com todos os teus amigos como se eles devessem tornar-se teus inimigos.

2. Em uma comunidade de interesses, o perigo começa quando um dos membros tornar-se muito poderoso.

3. Quando te preocupares em obter alguma coisa, que ninguém se aperceba de tua aspiração antes de a realizares.

4. É preciso conhecer o mal para poder enfrentá-lo.

5. Não procures resolver com a guerra ou um processo aquilo que podes resolver pacificamente.

Conselho a Sarney

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na edição passada, o espaço foi destinado ao governador José Serra. Hoje, volta sua atenção ao presidente do Senado, José Sarney:

1. Decida, logo, antes que seja tarde, realizar um amplo programa de reformas.

2. Faça como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab: abra todas as listas de contas, pagamentos e salários.

3. Procure reduzir a massa funcional. É inimaginável que o Senado, com 81 senadores, trabalhe com 10 mil funcionários.

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(Por Gaudêncio Torquato)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

LÚCIO ALCÂNTARA NA RÁDIO IMPERIAL


Helvecio Martins disse...

Ontem acompanhei a visita do ex-Governador Lúcio Alcântara, a Vila de Buritizal no Municipio de Poranga.

Acompanhado pelo o Prefeito Aderson Pinho, vice-Prefeito Cálissom Assunção, dos vereadores e secretarios municipais, Dr. Lúcio, que recebeu título de Cidadão Poranguense, nos concedeu uma entrevista que teve duração de 46 minutos, homenageou seu amigo pessoal Dr. Claudino Sales, por tudo que ele fez por Crateus e pelo o Ceara.

Ambos foram secretários do Grande Governador Cesar Cals. Para Dr. Lucio Alcantâra, o falecimento do ex-Deputado Claudino Sales, é uma perda muito grande para Crateús e o Ceará.

Aproveito, AMIGO, para comunicar que em julho, todas as quartas, Dr.Lucio Alcântara,será comentarista do Programa Espaço do Povo, na Rádio Imperial.

Veja o poder de uma GRANDE Amizade.

Helvecio Martins

terça-feira, 23 de junho de 2009

AINDA SOBRE O DOUTOR CLAUDINO SALES

Claudino Filho deixou um novo comentário sobre a sua postagem "AINDA SOBRE O DOUTOR CLAUDINO SALES":

Meu pai sempre foi um homem sério. No seio familiar era sério e calado, no âmbito social era sério e falante.

Dentre estas duas posturas, um pouco diferenciadas, destacavam-se sua seriedade e sua liderança, que eram comuns em todas as situações.

Mesmo não sendo mais uma criança ou adolescente, sentirei muito sua falta. A presença dele era quase sobrenatural, pois pairava por cima de nossas existências e impunha respeito e confiança a todos nós.

Ele se foi, mas sua lembrança e exemplo ficarão. Tentarei, dentro de minhas limitações, honrar o seu nome e sobrenome. Procurarei deixar para trás o mesmo histórico de boas lembranças que ele deixou. Lamento apenas não ter o mesmo brilhantismo que ele tinha.

Agradeço a todos que demonstraram tanto carinho e respeito por meu pai e por toda a nossa família, sem esquecer-se da presença ainda marcante e indispensável de minha querida e amada mãe, Francy.

Muito obrigado.

Claudino Carneiro Sales (ou melhor, Claudino Filho!)


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Tomas Figueiredo Filho disse...

Caro Junior Bonfim,

quero juntar-me ao Dr. Paulo Nazreno e ao amigo Helvercio Martins e externar, por mim e pela nossa familia, a profunda saudade deixada pelo Sr. Claudino, como era chamado aqui no predio onde era nosso vizinho.

Sem duvida uma pessoa das mais queridas entre os mais proximos e demonstração de politico para o povo cearense.

Tive a alegria de ter recebido dele um cartao manuscrito quando do resultado da minha eleição.

Além dos parabéns sempre uma mensagem sábia de orientação daqueles que já galgaram a autoridade e o respeito por ousarem fazer o bem.

Fica aqui o nosso abraço a Vanda, Jane, Sandra, Fatima e ao amigo Claudino Filho.

Um abraço também aos netos.

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Vanda Claudino Sales disse...

Meu querido amigo Dr. Tomas Figueiredo, muito obrigada pelo apoio constante, pelo suporte e pelo carinhoso, tanto seu quanto de toda a sua família!

Receba o nosso abraço de gratidão. Da mesma forma, agradeço ao Helvecio Martins, a quem acho que não tenho a honra de conhecer, mas as palavras calam igualmente.....


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Amigo Junior Bonfim...

Estarei publicando na Radio Imperial Am,(Espaço do Povo), em alto e bom som a homenagem que você fez ao ex-Deputado Claudino Sales.

Em Tauá,ainda adolescente(10 anos) conhecir o Deputado Claudino Sales na residência do Sr. Sebastiao Rêgo e Dona Elizabeth, pais do Dr. Julio Rêgo.

Levado por meu Pai Expedito, um dos homens da linha de frente da dobradinha naquela época:Julio Rêgo-Claudino Sales, passei entao a gostar de politica.

Lembro das minhas irmãs e outras moças e rapazes da época, em voz alta, cantando musicas com frases de efeitos para os nossos deputados. Era uma festa. Eu, ficava ali, ouvindo as conversas de Julio Rêgo e Claudino Sales. A montagem das estratégias políticas para derrotar nas urnas os adversários. Daqui a pouco, a caravana partia para a zona rural, e eu com meu Pai. Dr. Julio, dizia " Expedito, este menino nao vai dar trabalho? ". Meu Pai respondia, " dá nao Julio... " Dr. Claudino, entrava na conversar, " Julio, ai vai ser nosso futuro eleitor ".

O tempo passou, e um certo dia, após ter pego uma carta do Deputado Claudino Sales, direto de Brasilia, para meus pais, peguei o endereço do seu gabinete, e lhe escrevi uma carta. Achei que jamais receberia resposta. Mas para minha surpresa, a resposta foi rápida e muito objetiva: Se apresente imediatamente no Colégio Cearense,em Fortaleza, você vai estudar por minha conta. Meus pais nao deixaram, as condiçoes nao permitiam, nós eramos 10 irmaos, e depois nasceram mais 03.

A afinidade com o Deputado Claudino Sales, tornou-se maior, quando ele adquiriu junto com Dr. Julio Rêgo, a Radio Cultura dos Inhamuns de Tauá, que é a minha raiz profissional.

Hoje faço parte da Radio Principe Imperial Am de Crateus. Nao foi possivel agradecer pessoalmente ao Deputado Claudino Sales, pelo o que ele fez por mim na minha adolescencia, e na minha vida profissional.

Fica a Saudade e a admiração pelos os grandes exemplos por ele praticados.

Que Deus o tenha.

Expedito Leopoldo, Marieta e Familia

Helvecio Martins, Kátia, Robério, Baylee, Vitória e Mel

SÃO JOÃO NA ROÇA



As fogueira ta chegando,
Eu to me preparando,
Pro mode dançar mas tu.

Vai ser um desmantelo
Nós dois naquele terreiro,
Na base do anarriê.
Na base do anavantu.

Já comprei teu chapéu de palha,
Tu camisa estampada.
Tua calça tá remendada,
Como manda a tradição.

Encomendei um corte de chita,
Dois laço encarnado de fita,
Quero ser a matuta mais bonita,
Nessa festa de São João.
Vai ser grande a alegria,
Nós dois dançando quadria,
Junto com nossa famia,
Que num arreda pé do sertão.

Dalinha Catunda

(Poema publicado no O Povo dia 20 de julho)

CNJ DECIDE QUE OS TRIBUNAIS NÃO PODEM COBRAR POR CERTIDÃO DE ANTECEDENTES CRIMINAIS

Os tribunais não podem cobrar taxa para emissão de certidão de antecedentes criminais. A decisão é do Conselho Nacional de Justiça. Os conselheiros entenderam que a Constituição Federal garante a todos, indistintamente, a gratuidade para obter qualquer certidão que vise à defesa de direitos ou esclarecimento de situação de interesse pessoal.

De acordo com o relator do processo, ministro João Oreste Dalazen, a Constituição é clara ao fixar “imunidade tributária que impossibilita os entes políticos de criarem tributo, na modalidade de taxa, para incidir sobre a emissão de certidões”. Para o ministro, o direito de se obter certidões de órgãos públicos não pode ser condicionado à situação financeira ou social do beneficiário.

A decisão foi tomada por maioria na sessão do último dia 10 de junho. Ficou vencido o conselheiro Rui Stocco. O CNJ foi provocado por Procedimento de Controle Administrativo impetrado pelo promotor de Justiça André Luis Alves de Melo contra o Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais, que cobrava R$ 4,88 para a emissão de certidão de antecedentes criminais.

No pedido, o promotor alegou que a maioria dos tribunais brasileiros não cobra taxa para emitir a certidão e que o respectivo pagamento dificulta até mesmo pedido de liberdade provisória, pois não há como pagar a taxa durante a noite ou em finais de semana.

Os argumentos foram acolhidos. O CNJ determinou que o tribunal deixe de cobrar para emitir certidões de antecedentes criminais. O Conselho rejeitou, contudo, o pedido para que o tribunal permitisse na internet a consulta processual pelo nome da parte.

Para Oreste Dalazen, não compromete o princípio da publicidade o fato de o tribunal não permitir consulta processual na internet pelo nome da parte, “se tal consulta está disponibilizada por outros meios, como o número do processo, o número do militar ou o número de inscrição na OAB do advogado”.



Fonte: Consultor Jurídico

segunda-feira, 22 de junho de 2009

FALECEU HOJE O EX-DEPUTADO CLAUDINO SALES


Prezado Dr. Júnior Bonfim,

É com muita dor que venho comunicar o falecimento do meu pai, Claudino Sales, hoje pela madrugada, de falência múltipla dos órgãos.

O velório será na funerária Eternus, em Fortaleza, e o enterro, às 17 horas noCemitério Parque da Paz.

Obrigada por divulgar essa triste informação,

Cordialmente,


Vanda Claudino

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SENSIBILIZADO RECEBI A INFORMAÇÃO ACIMA. TRANSMITO À FAMÍLIA ENLUTADA A DEVIDA SOLIDARIEDADE.

RELEMBRO QUE, QUANDO ESCREVI A CRÔNICA ABAIXO, O DOUTOR CLAUDINO OUVIU A LEITURA E EXTERNOU EMOÇÃO. SEGUNDO RELATO, FOI UMA DE SUAS ÚLTIMAS MANIFESTAÇÕES SOB O IMPÉRIO DA LUCIDEZ:

CLAUDINO SALES


Embora ainda pisasse as babugens da infância, relembro nitidamente: um cidadão do campo sentando sobre a calçada alta de sua casa na fazenda Mondubim, a 20 km de Crateús, defronte a um imponente pé de Benjamin, aguardando a visita de uma ilustrada figura. O cidadão: meu avô Tetêro Bonfim; o visitante insigne: o então deputado Claudino Sales.

Enquanto exerceu múnus público, Gonçalo Claudino Sales fez política assim: no contato direto com os amigos, sob o realce da habilidade, com uma pitada de discrição, agregando certo espírito conciliador com o tempero de uma boa dose de astúcia política.
Aliás, com muita propriedade, agia como os grandes mineiros, mestre na arte de politicar. Daquele jeito que ensinou Fernando Sabino: “Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer, é fingir que não sabe aquilo que sabe, é falar pouco e escutar muito, é passar por bobo e ser inteligente (…)”.

Pois bem, foi nas Alterosas que o filho de Antônio Claudino Sales e Joana Soares da Silva lapidou a alma para as tarefas superiores que a História lhe reservou. Após desfrutar a tenra idade em Novo Oriente, onde nasceu em 12 de fevereiro de 1922, foi estudar o ginasial em Teresina e, em seguida, partiu para Belo Horizonte, onde cursou Direito na Universidade Federal de Minas Gerais. No campus, conheceu nomes que transitaram sobre as veias abertas da política nacional - como Francelino Pereira, por exemplo. Formado, logo perdeu a virgindade política assumindo uma secretaria municipal na cidade mineira de Caeté, que em tupi-guarani significa "Mata Virgem". Lá, teve o nome cogitado para ser o alcaide local.

Porém, resolveu advogar em Crateús. Perambulando como operador do direito, conheceu a sobralense Franci (Francisca das Chagas Carneiro Sales), com quem firmou aliança sentimental e gerou os filhos Maria de Fátima, Jane Mary, Vanda, Sandra e Claudino.

Na terra do Senhor do Bonfim, logo ganhou destaque acionando o poderoso gatilho de sua metralhadora verbal. Em sessões do Tribunal do Júri, emocionadas multidões acorriam para sentir vibrar as cordas do coração sob o impacto do seu vigor tribunício. Outra era, no entanto, a tribuna para a qual o tufão da eloqüência o arrastava definitivamente: a dos palanques eleitorais. Candidata-se a Prefeito de Crateús em 1958 em 1962, mas não obtém êxito.

Em 1966, estoura eleitoralmente ao disputar uma vaga à Assembléia Legislativa, saindo virtualmente eleito das urnas apuradas às margens do Poty. No Parlamento Estadual, além de ocupar a Presidência no ano de 1969, liderou o Grupo de Ação Parlamentar que articulou a candidatura de César Cals ao comando do Executivo Alencarino. Reeleito em 1970, assume a Secretaria de Administração do Ceará de 1971 a 1974.

Paralelamente à intensa atividade política, alça vôo na representação filantrópica como Dirigente Leonístico, ocupando a Presidência do Conselho Nacional de Governadores - CNG do Distrito Múltiplo L- Brasil – no biênio 1973/1974 – realizando profícuas missões internacionais e elaborando inclusive um trabalho monográfico: “Leonismo e Desenvolvimento”.
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No ano de 1975, estréia na Câmara Federal, onde esteve por dois mandatos consecutivos, relatou projetos emblemáticos como o Código de Menores e se sobressaiu como vice-líder do seu partido.

Na década de 1980, sua versatilidade político-administrativa é testada: ocupa as pastas de Administração, de Segurança Pública e a Procuradoria Geral do Estado (no Governo Gonzaga Mota); é nomeado Presidente da Companhia Industrial do Ceará - CDI e, depois, Chefe de Gabinete (Subsecretário) da Secretaria de Governo do Estado - SEGOV (no 1º Governo Tasso Jereissati). Nessa condição, pavimentou a continuidade do seu grupo político viabilizando a candidatura do sobrinho Zé Almir que, eleito prefeito de Crateús, tornou-se o líder de seu espólio e herdeiro necessário.

Entre outras, recebeu as condecorações da Ordem do Mérito Militar e da Ordem do Mérito Naval (ambas por Decreto do Presidente da República); da Ordem do Ipiranga (por Decreto do Governador do Estado de São Paulo), além de Cidadão Honorário de Crateús-CE e de Caeté-MG.

Nos últimos anos, enquanto a saúde permitiu, vivia percorrendo as terras da família, batendo papo com os amigos de longas datas como o Tio Nande e sorvendo os aperitivos da benevolência.

No apogeu de sua atuação, viabilizou projetos importantes para a região onde nasceu, como a rodovia da confiança, ligando Nova Russas, Crateús e Novo Oriente. Participou ativamente do movimento para garantir a implantação da rede elétrica de Crateús vinda de Paulo Afonso, na Bahia.

Porém, o principal contributo do doutor Claudino Sales foi de natureza imaterial: o de que é possível fazer política como arte fraterna, vereda de polidez, elogio à inteligência, prática nobre, teia de benquerença, exercício de lealdade!

(Júnior Bonfim)

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Paulo Nazareno disse...

Cala-se um dos maiores tribunos destas paragens; seu canto ainda ecoa por estes sertões.

Ficará sempre na lembrança e nos corações de quem teve o privilégio de conheçe-lo.

À família enlutada, minhas condolências

22 de Junho de 2009 13:09

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Vanda Claudino Sales disse...

Dr Paulo Nazareno, obrigada! Essa eh a voz da familia....

22 de Junho de 2009 23:35