terça-feira, 18 de agosto de 2009

NA REAL

A SUCESSÃO EMBARALHADA

A pesquisa DataFolha divulgada no domingo ainda serve para indicar as possibilidades reais da candidatura Marina Silva de angariar votos e estragar os prazeres de adversários. Foi realizada ainda quando as especulações sobre sua entrada na disputa ainda estavam muito frescas. O levantamento, além de praticamente reproduzir, para os três principais nomes – Dilma, Serra e Ciro – a mesma situação de maio, traz, contudo, dois dados que merecem melhor análise:

1. As intenções de voto da ex-senadora Heloísa Helena: quase totalmente ausente da grande mídia nacional, a líder do PSOL alcançou 12% da preferência dos pesquisados, apenas 4 pontos a menos do que Dilma e 3 pontos abaixo de Ciro. Sinal de que há uma significativa orfandade eleitoral que nem Serra, nem Dilma, nem Ciro conseguiram ainda preencher.

2. Quando Ciro é retirado da disputa, numa das simulações, Dilma salta de 16% para 19%, enquanto Serra pula de 37% para 44%. Ou seja, mais votos de Ciro vão para Serra do que para Dilma. Isso reforça o argumento de Ciro e do PSB de que a candidatura dele é importante para evitar uma vitória tucana no primeiro turno.

Porém, o fato que ainda está "agitando a pança" é o "fator Marina", cujo destino partidário deverá ser definido esta semana.

SUBIU NO TELHADO

Evoluía com fluidez a escolha do vice na chapa de Dilma em direção a uma solução peemedebista. Com a entrada na arena da senadora Marina Silva e o novo assanhamento do PSB e de Ciro Gomes, tivemos uma espécie de "parada técnica". É possível que haja necessidade de usar o lugar antes reservado ao PMDB para acomodar Ciro. E ainda ter alguém à mão para evitar que Dilma se confronte diretamente com a senadora do Acre. Ciro faria este papel. É bom prestar atenção nas reações do PMDB da Câmara, comandado por Michel Temer, para ver como essa facção peemedebista está vendo tais articulações. O PMDB na Câmara tem sido um "doce" até agora, mesmo insatisfeito com a não liberação das emendas dos parlamentares. Não gostaria de ser preterido.

Índia: para se prestar atenção!

Neste último sábado foi o Dia da Independência da Índia. Em um marcante discurso o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh afirmou que fará mais esforços para retomar a taxa de crescimento média dos últimos cinco anos do PIB (9%). A previsão de crescimento para este ano é de 6%, mas os analistas estão revendo suas projeções para algo ao redor de 7%. A crise mundial afetou a Índia em menor magnitude, assim como o Brasil, na medida em que o país é relativamente fechado no comércio exterior e o seu sistema financeiro pouco internacionalizado. O déficit público que era antes da crise ao redor de 3% do PIB mais que dobrou (para 6,2%) e supriu parte da demanda perdida com as exportações de produtos e serviços. A inflação do país permanece controlada e os maiores riscos neste item estão relacionados com o setor agrícola, ainda muito subdesenvolvido e dependente do regime de chuvas da região (monções). Manmohan Singh recentemente teve uma importante vitória nas eleições parlamentares na medida em que seu governo se tornou mais centrista do ponto de vista político e mais reformista do ponto de vista econômico. A Índia pode e provavelmente será a maior concorrente por capitais dentre os emergentes. Talvez se torne a grande estrela dos BRICs. Além da novela das oito...

MEIRELLES, ENTRE A ESPECULAÇÃO E O FATO


Há meses especula-se sobre a candidatura do presidente do BC Henrique Meirelles ao governo de Goiás, sua terra natal. Nesse tempo, o chefe da autoridade monetária negou que fosse disputar a cadeira de governador. Sem ênfase, é verdade. Na última sexta-feira, o presidente Lula, como sempre empolgado com seus discursos, afirmou que "se Meirelles conduzir a economia de Goiás como ele conduziu (sic) o Banco Central, Goiás só tem a ganhar." Ora, Meirelles ainda é o presidente do BC, mas o presidente já anunciou a sua candidatura. Ademais, de sua parte, Henrique Meirelles disse : "não estou pensando em partido agora. Até março o foco é no BC." Como se vê, intrinsecamente o presidente do BC admite a candidatura. De fato, é candidato. Isto lhe retira a imparcialidade para conduzir o BC. Deveria sair já. Até mesmo pela existência de claros conflitos de interesse entre a condução de um cargo de Estado e a política partidária visando um governo.

NÃO COMBINA

A política partidária, ainda mais para um quase neófito como Meirelles, implica em "negociações", concessões, liberações... A presidência do BC exige firmeza, dureza... Alguém consegue imaginar, por exemplo, Ben Bernanke filiado ao Partido Democrata e candidato ao governo do Texas e ao mesmo tempo comandando o Fed?

NÃO SAI MESMO

A popularidade de Lula não mexeu um milímetro nos últimos dois meses, apesar de seu temerário engajamento na crise do Senado. Assim, o mandato de Sarney e sua permanência na presidência do Senado estão totalmente garantidos.

FATURA EM DIA

O filho do senador Renan Calheiros ganhou mais uma concessão de rádio para Alagoas na semana passada. Tomou posse ontem na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, o até então secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, José Lima de Andrade Neto. É homem de confiança do ministro Edison Lobão, que por sua vez é do staff político de Sarney e Renan. José Eduardo Dutra está trocando a BR Distribuidora para disputar a presidência nacional do PT. Justifica o sacrifício por ser homem de partido. Certamente não ficará ao relento, caso Dilma Roussef seja eleita. Derrotado ao governo de Sergipe em 2002, foi escalado pelo governo Lula para presidir a Petrobras. Derrotado ao Senado também por Sergipe em 2006, foi chamado por Lula para presidir a BR Distribuidora.

DESATENÇÃO JURÍDICA

Está sendo muito pouco discutida a proposta de "enxugamento" da CF/88 que está sendo preparada pelo deputado paulista Régis de Oliveira por encomenda do presidente da Câmara, Michel Temer. Não é "flor do recesso". É para valer. Temer quer deixar uma marca própria nessa sua passagem pelo cargo, possível alavanca para voos mais altos. Além do mais, a sugestão é sedutora. E que, deixada solta, pode se prestar tanto para o bom como para o péssimo.

REFORMA DA SAÚDE NOS EUA

O plano de reforma do setor de saúde de Obama tem por objetivo reduzir o largo déficit do governo na área e, caso o presidente norte-americano tenha sucesso em implementá-lo, haverá mais conforto com a situação fiscal do governo no médio prazo. O papel do governo na saúde será reduzido por meio de um modelo que estimula a competição e a livre escolha de médicos e hospitais. Algo mais avançado daquilo que tentou Clinton em meados dos anos 90. Um modelo liberal. (O que acharia a esquerda brasileira sobre estes planos do "esquerdista" Barack Obama?) Do ponto de vista do mercado esta reforma é decisiva para o curso das cotações das ações e, sobretudo, dos títulos do Tesouro norte-americano.

QUANTO VALE?

O PMDB tem 5 minutos e 45 segundos no horário eleitoral obrigatório no rádio e na televisão na corrida presidencial. Tanto o PT quanto o PSDB gostariam de se apossar dessa fortuna.

(Por José Marcio Mendonça e Francisco Petros)

EXPRESSÕES LATINAS

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Ubi bene, ibi patria – "Onde (me sinto) bem, minha pátria é aí." - Ditado baseado num trecho de Cícero.
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Ubique patriae memor – "Lembrado da pátria por toda parte." – Divisa do Barão do Rio Branco.
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Ubi solitudinem faciunt, pacem appellant – "Onde fazem o deserto, dizem (que estabelecem) a paz." – Tácito.
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Ultimam time – "Teme a última (hora)." – Inscrição de relógios.
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Ultima ratio regum – "O último argumento dos reis." – Lema inscrito nos canhões de Luís XV, da França.
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Ultima Thule – "A longínqua Tule." – Virgílio.
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Ultra equinoxialem non peccavi – "Não pequei além do Equador." – Afrânio.
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Ultra petita – "Além do solicitado", "mais que o solicitado." – Expressão forense.
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Ultra vires – "Além dos poderes." – Expressão forense.
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Umbra mea vita sit – "A sombra seja a minha vida."
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Una domus non alit duos canes – "Uma só casa não alimenta dois cães." – Provérbio.
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Una hirundo non efficit ver – "Uma andorinha não faz primavera", "Uma andorinha não faz verão." – Provérbio.

domingo, 16 de agosto de 2009

Deu na ÉPOCA: MORENA MARINA, VOCÊ SE PINTOU


Marina, você faça tudo, mas faça o favor. Não mude o discurso da ética, que é só seu. Marina, você já é respeitada com o que Deus lhe deu. O povo se aborreceu, se zangou, e cansou de falar. Lula e Dilma estão de mal com você e não vão perdoar. Mas o eleitor não poderia arranjar outra igual para embaralhar o jogo sonolento da sucessão em 2010. Ao menos num dos turnos, vamos discutir princípios e fins. E principalmente os meios.

Nem em suas orações diárias Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima sonharia provocar tanto medo antes mesmo de decidir trocar o PT pelo PV. Nascida no Acre, filha de seringueiros migrantes cearenses, analfabeta até os 16 anos, aprendeu a ler quando trabalhava como empregada doméstica. A mãe tinha morrido. Pelo Mobral, fez em quatro anos o primeiro e o segundo graus. Contraiu cinco malárias, duas hepatites. Formou-se em história. Queria ser freira, mas virou marxista. Hoje é evangélica. Tem quatro filhos. Foi a mais jovem senadora do Brasil, aos 35 anos.

Lula a nomeou ministra do Meio Ambiente. Cinco anos depois, saiu derrotada e desgastada. Ao pedir demissão, citou a Bíblia: “É melhor um filho vivo no colo de outro”. O filho era a política ambiental. Ela tinha brigado com outra mãe cheia de energia, a do PAC.

Católicos como Frei Betto e Leonardo Boff receberam telefonemas de Marina na semana passada. Ela falou de desenvolvimento sustentável, de vida, de humanidade, da terra.

O mais forte cabo eleitoral de Marina, neste agosto, se chama José Sarney – e tudo o que ele representa. O país ficou desgostoso com o presidente do Senado, suas mentiras inflamadas na tribuna, seu sorriso bonzinho de avô da República – e com o apoio incondicional de Lula ao maranhense. O nome Marina, sussurrado, ganhou a força da natureza no olho do furacão em Brasília.

O ex-ministro José Dirceu escreveu que o mandato da senadora “pertence ao PT”. Marina disse que já enfrentou madeireiros, fazendeiros, cangaceiros: “Com certeza o Zé (Dirceu) não fez isso para me intimidar; não faz parte do caráter dele”.

O outro forte cabo eleitoral de Marina é a ministra Dilma Rousseff, pela falta de carisma. Marina não ameaçaria tanto se a ministra do crescimento tivesse conquistado o país ou ao menos seu próprio partido. Não se nega o valor pessoal de Dilma, mas seu nome foi imposto. Lula botou na cabeça que vai eleger seu poste. “Da campanha da Dilma cuido eu”, teria dito a um cacique do PT paulista.

As baratas todas voaram. Quem tem amigos como o deputado federal Ciro Gomes não precisa de inimigos. Lula chegou a apostar nele para o governo em São Paulo. Mas Ciro quer outros voos: foi o primeiro a dizer que Marina “implode a candidatura de Dilma”... “uma persona política em formação”...“que foi obrigada a defender Sarney”.

Dilma pediu a Marina que ficasse. “Estou triste. Preferia que ela continuasse no PT porque é uma grande lutadora.” Vocês acreditam? A ministra já esqueceu as rixas com a ambientalista que botava areia nas hidrelétricas? Depois, Dilma mudou o tom: “Eu sempre acho que quanto mais mulher melhor”. É mesmo?

Dilma é vista como “a mulher do Lula” – a massa ainda não conseguiu decorar seu nome. Lula ergueu a mão da mãe do PAC nos palanques país afora e disse que o Brasil está preparado para “uma mulher na Presidência”.

Lula só não esperava que uma sombra austera de saias emergisse da floresta. Com seu fundamentalismo, a fé, as convicções, a integridade, a coerência em 30 anos de PT. Sem dedo em riste. É muita ironia. E na mesma semana em que Lula dá uma rádio para o filho de Renan Calheiros, outro senador que “obra e anda” para a opinião pública.

O maior trunfo de Marina não é ser mulher nem petista de raiz ou defensora do verde. Ninguém supõe hoje que ela possa ser eleita presidente sozinha, contra as duas máquinas. Mas sua biografia e as frases recheadas de atitude – “perco o pescoço mas não o juízo” – entusiasmam os desiludidos.

Marina Silva obriga tanto Dilma quanto o tucano José Serra a se perguntar: como combater quem fala, baixo mas firme, a sua própria verdade?

(Por Ruth de Aquino)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

TIÃO MACHADO

Clique sobre a imagem para ampliar e facilitar a leitura.




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Obrigado meu querido IRMÃO: não mereço tanto, estou tão feliz que já repassei para todos os meus irmãos, conterrâneos, amigos e vai ser lido na loja no tempo de estudo na proxima terça feira, mais uma vez muito obrigado.

Tião Machado

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

CONJUNTURA NACIONAL


FRANCO MONTORO

Comecemos com uma historinha que tem como personagem Franco Montoro. Depois de deixar a esfera governativa e parlamentar, Montoro passou a se dedicar ao Instituto Latino-Americano - ILAM. Na condição de presidente desta entidade, foi a um almoço organizado por um pequeno grupo de professores da USP no restaurante do campus. O ex-governador, como se sabe, tem registrado em sua história muitos casos de dislexia, momentos em que confundia nomes, alhos com bugalhos, motivando risos nas cerimônias. A conversa fluía bem, versando sobre os mais diferentes problemas do país. A certa altura, ele se surpreendeu ao saber que este escriba era potiguar. Mais ainda: tio de Sônia, casada com João Faustino, tucano do melhor naipe e seu dileto amigo. Montoro e dona Lucy foram padrinhos do casamento de uma das filhas de João e Sônia. De repente, lá vem a pergunta:

- E como está o Agrário? Você sabe como ele vai?

Passo a lupa na mente e lamento ignorar a identidade da figura. Mas vou procurar saber, logo, logo.

Mudamos de assunto. Mas o Agrário continua a frequentar o meu sistema cognitivo. De repente, Eureka! Agrário? Agrário? Não seria o Urbano?

Tomo a iniciativa:

- Governador, será que o senhor não confundiu o Agrário com o Urbano?

- Ah, sim, é claro, é claro. Desculpe. Como vai o Urbano?

Francisco Urbano era presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG. Um potiguar muito conhecido nos universos sindicalista e político.

A dislexia do ex-governador paulista havia intercambiado o espaço rural com a geografia urbana.

Franco Montoro, exemplo de Honradez, Dignidade, Seriedade, Civismo, Independência e Amor à Pátria.

Quanta falta ele faz nesses tempos de lamaçal político.

LINA E DILMA


Dois nomes, duas versões. A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, deu a sua versão: no final do ano passado, entendeu que a ministra Chefe da Casa Civil pedia pressa na investigação da Receita contra o empresário Fernando Sarney. O senador Sarney preparava-se para disputar a presidência do Senado. Dilma, ao refutar, exibiu a sua verdade: não houve o encontro privado anunciado por Lina. Um detalhe: a ex-chefe da Receita não tomou a iniciativa de falar sobre o caso. Foi procurada pela Folha de São Paulo. Lina Vieira é uma pessoa conhecida pelo amplo domínio técnico e postura discreta. Não é de arroubos. E jamais se prestaria à tarefa de fazer jogo político. Há cinco maneiras de contar a verdade, escreveu Brecht. A maneira de Lina é, sem dúvida, a menos esponjosa.

LEDO ENGANO?


Luiz Inácio, em defesa da ministra Dilma, diz não acreditar na versão da ex-secretária da Receita. Ledo engano, garantiu Lula. Teriam sido ledos os enganos sobre escandalosos casos que o presidente garantiu não terem existido ou deles tomado conhecimento, entre os quais o famigerado mensalão?

LULA NO COMANDO

Lula tem dado sinais de que não abre mão do comando da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Mesmo os petistas mais próximos têm receio de dar palpites sobre rumos, discurso, articulação, mobilização. Lula impôs ao PT o nome da ministra, define as regras para as alianças e escolhe, desde já, os palanques centrais e secundários. A praça que mais o preocupa é São Paulo, onde o PT não tem candidato competitivo.

O FATOR MARINA

Ciro Gomes é o candidato de Lula para enfrentar o candidato de José Serra ao governo de São Paulo. Apareceu, porém, no cenário Marina Silva. Ou seja, o presidente imaginava uma campanha plebiscitária no plano federal: Serra ou outro candidato de oposição contra Dilma. O plebiscito levaria em conta a indagação: está satisfeito com a situação? Vote em Dilma. Quer mudar? Vote em Serra. Marina Silva, eventual candidata pelo PV, quebrará a polarização. A campanha deixaria de ser plebiscitária. A senadora acreana, ícone do ambientalismo, poderia alcançar até 15% (ou mais) de intenção de voto.

CIRO ABRE O LEQUE

Ante a abertura do palco presidencial, Ciro Gomes pensa também em abrir o leque. Aposta que entrando no páreo federal, torna-se alternativa para embolar o jogo. A campanha rolará para o segundo turno, onde seus votos e mais os de Marina Silva tenderiam, em maior percentagem, a encher o balão de Dilma Rousseff. Ademais, ele entraria bem no figurino de "matador", com sua artilharia apontada ao coração de Serra. Portanto, o fator Marina deverá descolar Ciro Gomes da perspectiva paulista.

DE PARAQUEDAS

Ciro não teria chances em São Paulo como candidato ao governo. Trata-se de um estranho no ninho, um paraquedista. Nasceu no Estado, mas fez vida política no Ceará. Os paulistas cobrariam com juros e correção monetária os ataques que o deputado do PSB tem feito ao domínio paulista na cena nacional. Sua recente aproximação com o Estado não o exime das acusações do passado. Poderia, até, conseguir entre 10% a 12% de votos. Só alcançaria pontuação mais elevada diante de candidatos opacos. Perderia feio, por exemplo, para Geraldo Alckmin ou Gilberto Kassab.

OS DOIS SAPOS


Dois sapos viviam na mesma lagoa. Quando ela secou com o calor do verão, eles saíram em busca de outro lar. No caminho, passaram por um poço profundo e cheio de água. Ao vê-lo, um dos sapos disse para o outro: "Vamos descer e fazer a nossa casa neste poço, ele nos dará abrigo e alimento." O outro, mais prudente, respondeu: "Mas, e se faltar água, como sairemos de um lugar tão fundo?" Não faça nada sem pensar nas conseqüências. (Esopo, século 6 a.C.) Pois é, certos políticos agem como o sapo imprudente.

E O SENADO, HEIN?


Quando a crise no Senado chegará ao fim? A essa altura, resta a impressão: Sarney virou o jogo; ganhou, mas exibe um corpo alquebrado; as oposições perderam ímpeto com as denúncias que flagram alguns de seus integrantes; as camadas tendem à acomodação após o sismo inicial.

CONSELHO DE ÓTICA

Na semana passada, em meio ao fogo cruzado entre oposição e governo, o senador Cafeteira disparou à "queima-roupa" para cima de Arthur Virgílio: "Caro senador, devo lembrar ao nobre parlamentar que o encaminhamento de suas acusações no Conselho de Ética seguirá a liturgia sobre o que será ou não condenatório e isto será feito pela ótica do presidente da Comissão". Virgílio, já escaldado pelos acontecimentos recentes retrucou: "Vossa Excelência deve saber que nunca fui afeito às ciências exatas e portando, passei longe da oftalmologia". Pois é, quem diria, hein, o Senado acabou formando um Conselho de Ótica.

O VELHO AMIGO

"Os velhos amigos são os melhores. O rei Jonas costumava pedir os seus velhos sapatos, porque eram mais folgados para os seus pés". (John Selden, jurista inglês)

ROLANDO A BOLA

A simples inversão das duas letras iniciais confere ao ministro Orlando Silva um gerúndio bem próprio dos atletas de futebol. Rolando a bola – eis a imagem que o ministro do Esporte transmite aos que acompanham sua performance pelos campos, aliás, pelos mais diferentes espaços do território. Trata-se de um perfil dos mais simpáticos do governo Lula. Faz-se presente em eventos esportivos e culturais, ouve lideranças dos nichos esportivos e procura estabelecer as coordenadas para o país oferecer uma boa estrutura na Copa de 2014.

LEI DO ESPORTE


Esta semana, o ministro Rolando, aliás, Orlando Silva, participou de um almoço no SESCON, em São Paulo, organizado pelo Fórum Permanente de Defesa do Empreendedor, comandado por José Maria Chapina Alcazar. Chapina fez ver ao ministro a magnitude da extensão dos benefícios da Lei do Esporte – vantagens tributárias auferidas com o patrocínio esportivo – para as empresas de lucro presumido. De 170 mil, o número de empresas passaria a ser de 700 mil, salto que iria ajudar o universo de micro e pequenos empreendimentos. O ministro aceitou a ideia e deverá apresentá-la, para estudos, aos técnicos do Ministério da Fazenda. O deputado tucano, Silvio Torres, até já tem a solução para abrigar a proposta: simples e rápida alteração em um artigo da Lei do Esporte, de forma a incluir nela todos os conjuntos produtivos.

PANORAMA NOS ESTADOS


A lupa pré-eleitoral está sendo arrumada nos Estados. No Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves e José Agripino lideram as posições para o Senado. A governadora Vilma Faria está em terceiro lugar. E a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) avança, disparada, em primeiro lugar. Em São Paulo, Geraldo Alckmin garante, hoje, sólida posição no primeiro lugar. Nenhum petista consegue ameaçá-lo. Para o Senado, Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB) são os mais evidentes, não necessariamente os mais prováveis. Em Roraima, o deputado Neudo Campos (PP) aparece em primeiro lugar e Marluce Pinto, ex-senadora e herdeira política do marido Ottomar Pinto, lidera a corrida para o Senado. Romero Jucá (PMDB) está em queda. E o governador José de Anchieta (PSDB), candidato à reeleição, patina em um andar muito baixo.

AÉCIO, LUZ NO SENADO

Há quem distinga em Aécio Neves a luz no fim do túnel do Senado. Candidato a senador por Minas Gerais, teria uma votação extraordinária. Com o prestígio e a fama de político que dança em todas as pistas, Aécio poderia quebrar uma tradição: seria eleito, logo no início do primeiro mandato como senador, presidente da Câmara Alta. Pano de fundo: reformas que Sarney, pelo perfil e circunstâncias, não teria condição de implementar.

CARTAXO, PERFIL DE EQUILÍBRIO


Otacílio Cartaxo, o Secretário interino da Receita Federal, é conhecido pela capacidade de equilibrar os pratos da balança. Trata-se de um técnico de alto nível, que integra o chamado grupo de intelligentzia da Receita. Mas há a turma de auditores da Previdência, que sonha em retomar o comando do sistema. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, que tem origem na Previdência, seria o patrocinador daquele grupo. Para muitos, a retomada do poder pelo grupo previdenciário seria um retrocesso. A Receita desenvolveu uma tecnologia avançada de controle e fiscalização. Que propicia a intercomunicação dos canais e sistemas. Já a turma dos fiscais previdenciários conserva métodos arcaicos. Eis o pano de fundo da luta que se trava nos bastidores da RF.

CONSELHO A MARINA SILVA


Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na edição passada, o espaço foi destinado aos senadores. Hoje, volta sua atenção a senadora Marina Silva:

1. Senadora, o momento brasileiro é propício à fixação de estacas no campo da defesa ambiental e ao soerguimento de bandeiras éticas e morais.

2. A senhora é um dos símbolos da defesa do meio ambiente no Brasil e precisa aproveitar a oportunidade para disseminar sementes de seu bonito e denso discurso.

3. Qualquer que seja o resultado a ser alcançado pela senhora, no pleito presidencial de 2010, a bandeira ambientalista será vitoriosa. Aceite a indicação de seu nome pelo Partido Verde.

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(Por Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

HOJE É O DIA DO ADVOGADO!



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Sim, Júnior,

Hoje é o dia do advogado, e eu gostaria de parabenizá-lo por ter abraçado esta carreira, eu diria que difícil, pois um bom advogado é um eterno estudioso que tem que se atualizar a cada dia.

Que Deus dirija sempre seus passos.
Que cada batalha vencida não lhe cubra de prepotência.
Que cada batalha perdida não o desmotive em sua caminhada.

Que a decência, a verdade, a generosidade lhe acompanhem no caminho que você escolheu e pela sua capacidade, certamente trilhará com sucesso.

Um abraço,

Dalinha

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A você, que sabe quase tudo; justamente pela consciencia de não saber quase nada, meu abraço neste seu dia.

Paulo Nazareno

OBSERVATÓRIO


Semana passada, encontrei Moacir Soares. Técnico de escol, boa índole, profissional dedicado, Moacir é um dos melhores quadros gerados no seio da Administração Pública de Crateús na década passada. Incompreendido pela intolerância política local, cumpriu aquela antiga assertiva bíblica: foi ser profeta fora de sua terra. Em Tauá, onde assumiu a pasta da Saúde, animou um processo revolucionário de elevação da qualidade dos serviços na área. Hoje, é o principal executivo da Secretaria de Turismo de Fortaleza, que tem à frente a ex-prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar. Indago-lhe como estava e como está sendo tocado o setor de turismo na Capital. Ele responde:

A RECEITA

“Fortaleza é uma cidade bela. Tem 25 km de agradáveis praias, agenda cultural diversificada, noite agitada, culinária saborosa e um rico artesanato. Oferece tudo isso em meio a uma arquitetura que mescla história, modernidade e natureza. Por ter tudo isso, merece e vai ser a capital turística do nordeste brasileiro. Esse é o nosso sonho e também nosso desafio. Por isso a Dra. Patrícia formou uma equipe de alto nível, com os mais qualificados profissionais nos respectivos setores para associar a equipe já existente. Visando fomentar no grupo o espírito de coesão, alentar sonhos e fortalecer compromissos. Passamos 18 dias fazendo aquilo que na Psicologia denominamos “escuta profunda”. Fiquei esses dias ouvindo interativamente todos os servidores da SETFOR, identificando focos de problemas, expectativas, descrenças e coletando sugestões de trabalho. Ao final, estávamos com o Plano de Trabalho elaborado que serviu para subsidiar o nosso Plano Municipal de Turismo que entra em gestação a partir desse documento. Outra medida foi o mapeamento dos corredores turísticos da cidade, com delineamento de intervenções a serem realizadas a curto, médio e longo prazo. Só para que você tenha uma idéia, estamos trabalhando um projeto de S$ 50 milhões de dólares junto ao BID e o Ministério do Turismo para investimento em uma completa e eficiente infra-estrutura turística da Beira Mar, Praia de Iracema, Praia do Futuro, recuperação do patrimônio histórico, tratamento paisagístico, fortalecimento institucional dentre outros investimentos. Esse Projeto de Desenvolvimento Turístico vai promover, de forma planejada, a qualidade dos destinos e serviços turísticos da Capital. Alem disso, lançamos o projeto de Qualificação Profissional e Empresarial na área do turismo. Vamos qualificar 1.200 profissionais que compõem a cadeia produtiva do turismo para prestação de serviços turísticos no município de Fortaleza. São 18 cursos em diversas áreas, a maioria com carga horária de mais de 210 horas aulas que serão executados pelo SENAC orçados em mais de R$ 900.000,00. Vamos transformar nossa Fortaleza em um grande Pólo Turístico atendendo a preposição de Fortaleza Bela. Por fim, outro desafio assumido por essa gestão é o de ampliar a oferta turística da cidade. Para isso consta em nosso plano de trabalho fortalecer o turismo: Cultural, Gastronômico e de Base Comunitária. Caro Júnior, temos muito trabalho pela frente. Mas costumo dizer, que a cada vez que afirmamos ter uma dificuldade no fazer, existe de fato uma dificuldade no querer, que fica oculta na argumentação sobre o fazer. Se depender de vontade, iremos dar o melhor de nossos conhecimentos e de nossos tempos para respondermos ao novo desafio”.

A REINCIDÊNCIA

Ao final, após lamentarmos a ausência de uma evolução qualitativa na condução da gestão pública em Crateús, concordamos que um dos maiores empecilhos ao progresso é essa crônica histórica de intrigas provincianas e futricas rasteiras impregnada na atmosfera política da urbe. Invariavelmente, as pessoas que militam na política só se aproximam umas das outras com o fito de desgastar um terceiro. É sempre uma liderança defenestrando outra, um aliado destilando veneno sobre o outro. Essa rotina de defesa e agressão (defendo-me agredindo outrem e vice-versa) estanca o curso normal do córrego da prosperidade, sangra a veia vital do desenvolvimento. Quanto tempo perdem os líderes nos estratagemas da destruição? Quanta energia é desperdiçada nas contendas?

A REINVENÇÃO I

Tempo há de se inaugurar uma agenda diferente. Impende que alguém tome a iniciativa. E esta cabe a quem obteve a delegação popular para promover o governo de todos: o Prefeito. Ao Chefe do Executivo foi outorgada, pelo sufrágio popular, a magnânima missão de promover o governo do progresso. Para tanto, urge que se recrie, se reveja, se reinvente. Liberte-se das concepções sectárias que o tornam refém de interesses menores, de desejos de grupelhos, da ganância de minorias. Na comunicação, acione mais o órgão receptor do que o emissor. Faça a escuta profunda do que pensa aquele que toca a máquina: o servidor público. E, em especial, daquele que está ao largo de tudo: o sentimento popular.

A REINVENÇÃO II

Se tivesse parado para ouvir, escutar profundamente o pensamento externo, certamente o Prefeito teria evitado o desgaste com os Professores (alguns chegaram a passar fome no período da greve!), a insatisfação dos comerciantes, a contrariedade de colegas da saúde e o olhar de decepção de outros expressivos segmentos. Portanto, mãos à obra! É hora de correr atrás do tempo perdido, recuperar o passo, reparar arestas e redirecionar o rumo. Tempo há.

MEMÓRIA I

O doutor Alexandre Maia nos informa que, sob a coordenação do Instituto de Desenvolvimento Social Dom Fragoso, esta semana crateuenses cumprem uma programação que envolve debates e celebrações rememorando o trabalho desenvolvido pelo primeiro prelado da terra do Senhor do Bonfim. Bispo cujo nome está inscrito na lista dos libertadores sociais, Dom Fragoso confessou, em seu ‘Testamento Espiritual’ - escrito por ele mesmo, em João Pessoa, dia 15 de setembro de 1998 - as fontes onde bebia a água influenciadora:
- “Eu fui muito motivado por homens como Gandhi, pelo "movimento Internacional de Reconciliação" (Jean Goas e Hildegard Gon Mayer), pela "irmandade do servo sofredor" (do Pe. Alfredinho Kunz), pela "pressão Libertadora" (D. Hélder Câmara) e pela "Firmeza Permanente" (Mário Carvalho de Jesus)”.

MEMÓRIA II


Soube que foi doado à Câmara Municipal de Crateús o acervo bibliográfico do meu parente Nonato Bonfim. Autodidata fantástico, jornalista militante, operador do direito, agradável polemista, político atuante, Nonato compilou uma das maiores e mais ricas bibliotecas da cidade. O Presidente Márcio Cavalcante vai disponibilizar esse patrimônio à consulta pública. Aplauso à iniciativa.

AGRADECIMENTO

Mais uma vez, agradeço de coração a todos os que compareceram ao lançamento do meu livro AMORES E CLAMORES DA CIDADE, no Centro Cultural Oboé, em Fortaleza, na noite do último dia 23 de julho. Agradável confraternização, memorável e leve, contagiada pela espontaneidade dos presentes, virou uma festa de amigos, com predominância da colônia crateuense. Por razões de espaço, é impossível listar aqui todos os presentes. Porém, indistintamente recebam todos minha expressa gratidão.

PARA REFLETIR

“A ética é ponto de partida para qualquer debate mais profundo sobre o nosso futuro. Ética – no grego, ‘ethos’ – quer dizer costume, regra, como também caráter, modo de ser; capacidade de interiorizar, refletir. Ou seja, ser ético significa primeiro olhar para si antes de apontar defeitos nos outros. O filósofo Sócrates foi quem primeiro acendeu essa chama quando lançou a máxima “Conhece-te a ti mesmo”. Noutras palavras: para alterarmos uma cidade, uma comunidade, precisamos – primeiramente – estarmos dispostos a modificarmos nós mesmos. Antes de dirigirmos o dedo acusatório para os outros, impende indagar: Se eu estiver lá, faço diferente? A metamorfose tem que permear, pois, governantes e governados”. (Júnior Bonfim, in Amores e Clamores da Cidade).



(Por Júnior Bonfim, publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro-Oeste)

SEJA CULTO: AUSCULTE!


Aprendemos que culto é o homem que detém farta ‘bagagem cultural’, entendida como o acúmulo de estoque teórico, domínio de teses, cultura livresca e variedades conceituais.

Culto é o que mergulha no oceano da cultura. (Bem que poderia ser ‘margulha’ - neologismo que pode significar a inserção no mar da vida similar à da agulha no tecido: metódica, sinuosa, consistente!).

Como vivemos em constante interação, a verdade é que a cultura está também associada à nossa capacidade de incorporar a produção cultural dos outros. E como se apreende o que o outro produziu? Ouvindo, escutando.

Longe de ser uma atitude passiva, escutar é uma postura ativa.

O mais influente psicólogo da história americana, Carl Ramson Rogers (1902-1987), foi um humanista iluminado e cientista brilhante. Semeador da “terapia centrada no cliente”, fez com que seu ideário transcendesse as fronteiras da clínica psicoterapêutica. É dele a seguinte reflexão:

"Quando digo que gosto de ouvir alguém estou me referindo evidentemente a uma escuta profunda. Quero dizer que ouço as palavras, os pensamentos, a tonalidade dos sentimentos, o significado pessoal, até mesmo o significado que subjaz às intenções conscientes do interlocutor. Em algumas ocasiões ouço, por trás de uma mensagem que superficialmente parece pouco importante, um grito humano profundo, desconhecido e enterrado muito abaixo da superfície da pessoa."

“Constato, tanto em entrevistas terapêuticas como nas experiências intensivas de grupo que me foram muito significativas, que ouvir traz conseqüências. Quando efetivamente ouço uma pessoa e os significados que lhe são importantes naquele momento, ouvindo não suas palavras mas ela mesma, e quando lhe demonstro que ouvi seus significados pessoais e íntimos, muitas coisas acontecem. Há, em primeiro lugar, um olhar agradecido. Ela se sente aliviada. Quer falar mais sobre seu mundo. Sente-se impelida em direção a um novo sentido de liberdade. Torna-se mais aberta ao processo de mudança."

Como magistralmente ensina Rogers, ‘ouvir traz conseqüências’. Mas, primeiro, acende antecedências. Para ouvir verdadeiramente, preciso antes me despir e me dispor. Despir-me da idéia de auto-suficiência, de me bastar a mim mesmo. Dispor-me a garimpar as pedras preciosas escondidas no aparentemente íngreme território do outro. Dispor-me a incursionar pelo desconhecido túnel do silêncio. (Aliás, o que de mais poderoso existe começou silenciosamente...).

Rubem Alves definiu poeticamente: “No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também”.

Essa é a nossa atual pedra paradoxal: vivemos a era da comunicação abundante, da informação automática. Pavimentaram-se vertiginosamente as vias de comunicação, mas inversamente pouco caminhamos no sentido de ouvirmos uns aos outros.

É para isto a Crônica de hoje. Para que relembremos a valia da escuta. Quantas divergências poderiam ser transformadas em convergências se nos dispuséssemos a ouvir.

Além do outro, ouçamos também nós mesmos: os apelos da consciência, os sons da alma, a música do coração!

Seja culto: ausculte!


(Por Júnior Bonfim, publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro-Oeste)

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Paulo Nazareno disse:

Che Guevara em certo momento disse: "Para se auscultar o coração do povo, não se usa estetoscópio, se escuta com o coração".

sábado, 8 de agosto de 2009

JÚNIOR BONFIM: O CRONISTA DA NOSSA REALIDADE



(Por Zacharias Bezerra de Oliveira*)

Amores e Clamores da Cidade, lançado este ano por Júnior Bonfim, é uma obra que não pode deixar de ser lida por quem se interessa pelos fatos históricos do Ceará. Dividido em temáticas, segundo sugere o próprio título, o autor discorre sobre Crateús, a Terra que lhe deu o berço, passando por Brasília, onde esteve por breve temporada. Em relação ao Tempo, Júnior Bonfim estende seus pertinentes comentários sobre efemérides, como a passagem da Coluna Prestes por sua cidade e a importância de datas, como a Páscoa, o Dia do Trabalho, das Mães, Finados e o tempo certo de se homenagear.


As pessoas que fazem a diferença para a nossa realidade são bem lembradas pelo cronista: o artista Francisco de Almeida, cujo trabalho enfeita a capa de seu livro, Monsenhor Moraes, o eterno vigário do Ipu, Dom Fragoso, a professora Rosa Moraes, Dom Jacinto, Felipe Moraes, Dona Delite e tantos outros e outras são lembrados nas crônicas de Júnior Bonfim, como pessoas que fazem a diferença na sociedade cearense, notadamente na região de Crateús.


Atuando na militância jurídica em Fortaleza, o advogado Júnior Bonfim fala sobre a Arte da Advocacia na temática dedicada às vocações. A política, a culinária, o ensino e a literatura são temas que o autor aborda com propriedade em sua obra. Por falar nisso, o autor foi um dos participantes da experiência vocacional iniciada por Dom Fragoso, em 1980, denominada “seminaristas no meio do povo”, mas isso ele também conta no seu livro.


Quanto aos clamores, as crônicas de Júnior Bonfim são contundentes. O meio ambiente desgastado e o descaso com a nossa cidade de Crateús são retratados com a veemência, a segurança e a leveza que ele sabe muito bem utilizar. Embora refira-se especificamente a sua cidade natal, as críticas e os apelos à conservação e preservação, servem tanto para a nossa capital, quanto para qualquer outra cidade.


Como já foi dito e repetido pelo escritor Juarez Leitão: “Existe em Júnior Bonfim um sentido especial de perceber o mundo, um olho atento que vislumbra e absolve o trivial para dele retirar lições e construir o seu discurso ético”. Amores e clamores da cidade é um livro para ser lido e saboreado, como quem degusta as mais finas iguarias. Nele encontramos sabor e saber, além de grandes ensinamentos e sabedoria. É,pois, um verdadeiro retrato da nossa realidade.


*Jornalista

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CONJUNTURA NACIONAL

O MILAGRE

José Maria Alkmin, a raposa mineira, mestre da arte política, chegava da Europa com cinco garrafas enroladas na pasta. A Alfândega quis saber o que era.

- Água milagrosa de Fátima.

- Mas tudo isso?

- Lá em Minas o pessoal acredita muito nos milagres da água de Fátima. Não dá para quem quer.

- O senhor pode desenrolar?

- Pois não, meu filho.

- Mas, deputado, isso é uísque.

- Ué, não é que já se deu o milagre?

O CALVÁRIO SARNEYCO

O calvário de Sarney terá continuidade. A decisão de continuar no comando do Senado, aliás, um legítimo direito, não redundará em sustação da onda negativa que o afoga. Sarney terá maioria no Conselho de Ética, sendo previsível que os recursos contra ele sejam jogados no arquivo morto. Mas a fumaça espalha-se pelo ambiente social. Um comandante frágil perde força. Sob o risco de fazer naufragar o navio que comanda. O Senado é, hoje, um espaço contaminado. As teses a respeito do fechamento da Câmara Alta ganham aplausos. É uma pena.

COLLOR APOPLÉTICO

Que Collor sempre transmitiu uma imagem atlética, isso todos sabem, desde os tempos em que fazia cooper, como presidente, arrebanhando um grupo de jornalistas. Na segunda à tarde, sua imagem era de um apoplético. O senador quase estourou. Feições crispadas, voz embargada, olhos querendo pular da órbita. Mais um pouco e o ex-presidente partiria para o desforço físico. Este escriba confessa: nunca viu uma expressão tão indignada no ambiente parlamentar. E tudo por conta de uma historinha.

A RAZÃO COLLORIDA

O motivo para o ataque furibundo foi uma lembrancinha feita pelo senador Pedro Simon: Renan Calheiros teria ido a Pequim, na China, naquela famosa viagem feita por Collor, quando teria decidido, no jantar em que comeram pato laqueado, ser candidato à presidência da República. Simon arrematou falando das traições de Renan, que rebateu com vigor, lembrando que há 35 anos, o senador gaúcho se compraz em falar mal de Sarney. Collor aproveitou a deixa e atirou verbos contra Pedro, o gaúcho que, de repente, ficou amedrontado, após esta exacerbação: "engula, digira as palavras, fazendo delas o que bem lhe aprouver".

RECUO SIMÔNICO

Pedro Simon, sob o choque da contundência collorida, recuou taticamente. Ficou praticamente isolado, porque, mesmo os apartes em seu favor, como os dos senadores Jarbas Vasconcellos e Cristovam Buarque, eram melodicamente mais suaves que a dureza da força bruta do esquadro sarneysista.

DESMENTIDO

Novidade na parada? Collor nega o famoso jantar, em Pequim, onde os comensais teriam brindado com bastante saquê a decisão de anunciar sua candidatura à presidência da República. Garantiu que a candidatura foi sugerida por Marcos Coimbra, dono do instituto de pesquisas Vox Populi, amparado em pesquisa eleitoral. A pesquisa sinalizaria um espaço ponderável para uma candidatura alternativa.

A LIBERDADE DE FUMAR

A lei anti-fumo, que começa a vigorar em São Paulo, nos próximos dias, causa polêmica. Este escriba, mesmo não sendo fumante, reconhece o direito de fumantes usarem e abusarem do vício em lugares mais abertos de restaurantes, bares etc. Felizmente, o bom senso começa a aparecer com a liberação do cigarro nos palcos. O cigarro e o charuto foram parceiros importantes de atores e atrizes em momentos singulares dos palcos cinematográficos. Sem eles, algumas cenas não teriam tanto impacto. Os climas esfumaçados nas películas em preto e branco constituem uma cena à parte.

MOTOTÁXIS NA EMBOSCADA

A lei dos mototáxis, sancionada por Lula, poderia ser também chamada de "lei da atração fatal". Morre uma quantidade de motoqueiros por mês em São Paulo. Imaginem, agora, um mototaxista, desses que fazem questão de demonstrar suas habilidades entre as filas de carros na Avenida 23 de Maio, levando na garupa um sujeito mais apressadinho. As mortes no trânsito paulistano serão multiplicadas.

KASSAB É CONTRA

Felizmente, a prefeitura de São Paulo é contra a aplicação dessa lei. Um projeto de lei para regulamentar o serviço até foi protocolado na Câmara de Vereadores pelo vereador Ricardo Teixeira (PSDB). Já o vereador Waldih Mutran é autor da lei, de 1998, que proíbe mototáxi na capital. Como a lei federal deixa para as Prefeituras a decisão de regulamentar o serviço, em São Paulo, a boa notícia é: o prefeito Kassab descarta sua regulamentação. Parabéns.

PALANQUE NORDESTINO

José Serra, o governador noctívago, até que enfim abriu os olhos para a realidade: decidiu descobrir o Nordeste. Depois de ir a Exu, onde comeu bode assado e farofa de bolão, em uma visita-homenagem à memória de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, irá a algumas capitais. Dilma frequenta a região, que tem cerca de 30% dos votos do país, praticamente todas as semanas. Serra decidiu fazer o périplo após reunião de trabalho com Sérgio Guerra, presidente do PSDB, Rodrigo Maia, presidente do DEM, e José Agripino, líder do DEM.


VACCAREZZA

O deputado Cândido Vaccarezza está com um pé no Palácio do Planalto. É o mais forte candidato a substituto do ministro José Múcio na Pasta de Relações Institucionais. Vaccarezza é um perfil suave. Conversa com todos os grupos. Gosta de aparar as arestas.

BATALHA DAS 40 HORAS

A próxima movimentação dos trabalhadores nos corredores congressuais será pela redução da jornada de trabalho. As Centrais Sindicais prometem muita fogueira em torno da jornada de 40 horas. O desemprego será o pano de fundo. O ministro Lupi estará ao lado dos bumbos. Esse sorridente ministro não se comove com o choro dos setores produtivos.

PDT VAI DE CIRO

O PDT paulista, que tem chancela de Paulinho da Força, luta pela candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo. Ciro, conhecido pela contundência com que esbraveja contra José Serra, seria o candidato de Lula. Nos bastidores, a conversa é outra: Ciro seria boi de piranha. O candidato ao governo, pelo PT, se chama Antônio Palocci, que está perto de conseguir a absolvição pelo STF. Palocci é o nome mais palatável entre as celebridades petistas. Simpático ao empresariado. Mas... e os votos?

SUÍNA NO NORDESTE

A gripe suína chega ao Nordeste. Junta a fome com a vontade de comer. As projeções apontam para a expansão da pandemia na região. Mas as autoridades dizem que tudo está sob controle.

PAC EMPACADO

De 11.990 obras do PAC, apenas 7% foram concluídas. Dinheiro? Há bastante. Mas a gestão sofre de congestão. Dor de cabeça para dona Dilma Rousseff, que soa para os nordestinos como dona "Dilma do Chefe". No Nordeste, Lula tem a seu favor 80% do eleitorado.

O CAÇADOR

"Ele não monta para a raposa a mesma armadilha que usa para pegar o lobo. Ele não coloca a isca onde ninguém vai morder. Ele conhece bem a sua presa, seus hábitos e esconderijos, e caça de acordo com esses conhecimentos". (Robert Greene)

O PROTOGÊNICO

Protógenes Queiroz, o delegado polêmico, tem dúvidas sobre seu futuro político. Deputado? Senador? Teria sido mordido pela mosca azul? Pois bem, pesquisa de um Instituto teria lhe dado vantagem para o Senado, em São Paulo, em 2010. Este escriba tem dúvidas sobre essa viabilidade.

CONSELHO AOS SENADORES

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na edição passada, o espaço foi destinado ao senador José Sarney. Hoje, volta sua atenção aos senadores:

1. Procurem equacionar o imbróglio que toma conta do Senado. A protelação do affaire Sarney afeta ao conjunto da Casa.

2. Evitem o palavrório chulo, que rebaixa ainda mais o perfil dos representantes.

3. Ouçam o eco das ruas. Façam funcionar o regimento interno. Votem de acordo com suas consciências. E se submetam, depois, ao crivo da opinião pública.

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(Por Gaudêncio Torquato)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

DO SUSTO DO BLOG E DA BELA SURPRESA!

Júnior, obrigado pela publicação.

Ressalto, no entanto, que sou "das antigas" e não conhecia esse tal de blog. Confesso estar um pouco assustado ao ver minha foto lançada no mundo ao lado de minha esposa Edvanda e de um primo ilustre.

Fiquei feliz ao ser identificado pela amiga Dalinha (de Ipueiras), por isso aproveito o ensejo para manifestar-me.
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Querida Dalinha, leio todas suas belas poesias publicadas no Jornal do Leitor, do O POVO. Parabéns.

Em verdade, o Boaventura Bonfim (Joaquim Boaventura Furtado Bonfim) é justamente seu velho amigo Kakim, filho da Dona Maria Bonfim, do Barrocão, lá de Crateús.

Tenho saudades de sua irmã Rosinha - que toca violão, canta e encanta com sua belíssima voz -, do seu irmão Eduardo, um gentleman, de Dona Neuza, sua mãe, um doce, e de você, que, além de tudo, é dona de uma beleza hollywoodiana.

Saudades do Barrocão!

Um forte abraço,

Boaventura Bonfim.

Fortaleza (CE), 4.8.2009.

JUAREZ LEITÃO - DISCURSO NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AMORES E CLAMORES DA CIDADE" - PARTE I

JUAREZ LEITÃO - DISCURSO NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AMORES E CLAMORES DA CIDADE" - PARTE II

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DISCURSO DE BOAVENTURA SOBRE "CLAUDINO SALES"


Estimado primo Júnior Bonfim,

Meu discurso feito de improviso, mas gravado no meu celular, por ocasião da missa de 7º dia do Dr. Claudino Sales, no dia 29 de junho de 2009, na Igreja do Cristo Rei, em Fortaleza-CE.

Eis a transcrição do discurso:

"Boa noite a todos. Meu nome é Boaventura Bonfim, sou filho de Crateús, do Sr. Antônio Bonfim, do Banco do Brasil, e Dona Maria Bonfim.

Tive a sorte de ser vizinho dessa abençoada família: Dr. Salim, Dona Francy e seus amados e lindos rebentos, em nossa querida rua do Barrocão.

Compelido por uma força superior a mim, subi a este púlpito com o propósito de homenagear um grande homem: Dr. Claudino Sales, nosso querido Dr. Salim. Faz sete dias que Dr. Salim retornou a casa do grande Pai. Quando digo retornou, faço-o na condição de estudante de Teologia e Filosofia, pois me acosto a uma corrente teológico-filosófica que defende plenamente que nós não somos seres humanos que estamos aqui para uma experiência espiritual. Somos seres espirituais que estamos na terra para uma experiência humana. No fim, refluímos, retornamos à nossa essência: o espírito.

E assim não foi diferente com o Dr. Claudino Sales. Mas o Dr. Salim não passou pela vida em brancas nuvens, embora em plácido repouso tenha adormecido, pois foi um homem de ação, de muita luta, seja como Advogado, na vida forense; como Deputado, na política, ou como Secretário de Estado.

Por todas as obras feitas pelo Dr. Claudino Sales, ele merece que o seu nome seja figurado no panteão dos homens ilustres do Estado do Ceará.

Homem de refinada educação, sempre recebeu a todos com a mesma lhaneza que lhe era peculiar.

Dono de uma belíssima oratória, suas palavras fluíam docemente de sua boca, hauridas do seu doce coração. Porém, quando necessário, ele sabia utilizar o bisturi da linguagem, para aparar as arestas criadas por seus adversários.

Homem bom. Bom filho, bom irmão, bom marido, bom pai, bom avô, bom amigo e bom vizinho. Dr. Claudino Sales é um grande exemplo de vida.

Hoje a família lamenta e chora a perda desse ente querido, mas ficará sempre confortada pela felicidade de ter convivido com um homem de bem. Obrigado”.


Júnior, autorizo-o a publicar o discurso literalmente. Obrigado.

Um forte abraço do primo, leitor e admirador, extensivo a toda a sua abençoada e bela família.

Fortaleza (CE), 3 de agosto de 2009.

Boaventura Bonfim.


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Dalinha Catunda deixou um novo comentário sobre a sua postagem "DISCURSO DE BOAVENTURA SOBRE "CLAUDINO SALES"":

Olá Júnior,

Tenho acompanhado tudo que você posta sobre o lançamento de seu livro.

E vejo que temos amigos comuns.

Descobri Renato Bomfim, meu conterrâneo e amigo.

E gostaria que você me confirmasse se Boaventura Bomfim, é o Joaquim.

Se for também foi meu amigo quando bem jovem. E muito me hospedei na casa de Dona Maria Bonfim, onde seresta e violões faziam a festa.

Saudades do Barrocão!!!

Um abraço,

Dalinha

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Cara Dalinha:

Realmente, é o Joaquim Boaventura.

Que bom sabermos de amizades comuns!

Na Paz,

Júnior Bonfim

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Oi Júnior,

Amei saber que é realmente o "Kakin" era assim que nos dirigíamos a ele. Quando bem jovens, nós( eu minhas irmãs e irmãos) Frequentávamos a casa de Dona Maria Bonfim.

Eles passavam dias lá em casa em Ipueiras e nós em Crateus. Era uma troca maravilhosa.

Ainda hoje sentimos muita saudades deles. E dos tempos maravilhosos.

A amizade, ficou adormecida pelos desencontros. Mas continua imensa em nosso coração. repasse isso a ele.

Estive em Ipueiras para as tradicionais festas do meio do ano. Lá encontrei nosso amigo Bento Raimundo.

Tente influenciá-lo para dedicar-se a Academia de Crateús. Eu sempre estou falando com ele da importância de fazer parte de uma academia.

Parabéns pelo lançamento do: Amores e Clamores da Cidade, e muito sucesso.

Carinhosamente,

Dalinha

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Vanda Claudino Sales disse...

Dr. Junior Bonfim, Dr. Boaventura (o Kakinho dos meus tempos de adolescente..): chorei ao ler o discurso que o Dr. Boaventura fez, quando da missa de sétimo dia do meu pai.

Foi lindo o discurso, foi lindo o seu gesto, publicando-o.

Nesse final de semana de comemoração dos dia dos pais, em que a saudade bate mais forte (como se fosse possível), foi um gesto carinhoso e emocionante, fazer essa leitura...aos dois amigos, com respeito, o meu abraço e o da minha família...

10 DICAS PARA REDUZIR O ESTRESSE NO TRABALHO


É notório que cada vez mais os profissionais se deparam com o aumento de exigências no mercado de trabalho. O resultado são pessoas estressadas que mesmo ao saírem do ambiente organizacional levam consigo um comportamento de ansiedade e que quando não sabem lidar com essa situação, têm a vida pessoal afetada. Imaginar uma empresa onde não há fatores estressantes é utopia. Então, o que fazer? Abaixo 10 dicas que podem ser adotadas para melhorar sua qualidade de vida.

1 - Faça um planejamento das atividades que são realizadas diariamente e dê prioridade às ações consideradas mais urgentes.

2 - Se existe uma data para a entrega de um relatório, por exemplo, tente preparar o material com dois dias de antecedência. Isso permitirá que seja feita uma revisão, possíveis alterações e você evitará ser "cobrado".

3 - Caso algum colega esteja com complicações para concluir um trabalho, se possível ofereça ajuda. Muitas vezes, nossas atividades estão diretamente relacionadas às responsabilidades do profissional que senta ao lado.

4 - Hoje, inúmeros profissionais têm o computador como instrumento de trabalho. Escolha um fundo de tela que transmita sentimentos bons. Assim que ligar o micro, você poderá ver uma paisagem, um sorriso de uma criança ou até uma ilustração que o faça dar um breve sorriso.

5 - Há pessoas que melhoram a produtividade ao escutarem música. Faça uma seleção de seu repertório preferido e use os fones de ouvido para escutar melodias que o relaxem.

6 - Sua mesa também merece atenção. Claro que a presença de determinados objetos e documentos é fundamental para o exercício das suas atividades. No entanto, não custa dar um toque pessoal e colocar um porta-retrato, um acessório de escritório, algo que expresse sua personalidade.

7 - Na hora do almoço, procure uma companhia agradável. Uma boa conversa com um colega sempre relaxa a mente.

8 - Caso você sinta-se muito tenso e não consiga realizar uma determinada atividade, dê uma "paradinha estratégica" de pouco minutos e tome um cafezinho ou mesmo uma água para refrescar os neurônios. Outra dica interessante é sair um pouco do ambiente fechado para respirar fundo. Abrir a janela da sala e olhar para o mundo "lá fora", pode até ajudá-lo a ter uma boa ideia.

9 - Quando sua musculatura começar a reclamar, levante-se da cadeira por uns cinco minutos, por turno, e faça alguns exercícios laborais.

10 - Se a organização em que você trabalha possui ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida no trabalho, aproveite cada oportunidade. Não deixe de passear ou, então, participar de algum campeonato com seus colegas. Nesses eventos, a descontração contagia a todos.


(Fonte: rh.com.br)

domingo, 2 de agosto de 2009

VINTE ANOS DA TRISTE PARTIDA DO "REI DO BAIÃO"


(trabalho de Wellington Mendes da Silva)


1909

Januário José dos santos, vindo dos Quidutes e dos Anselmos. Conhecido tocador de fole de 8 baixos, subiu a encosta da Serra do Araripe com destino à chapada. Mas ficou na Fazenda Caiçara, quase no sopé da Serra, na fazenda do Barão do Exú, bem onde começava o Rio Brígida que ia desembocar no São Francisco.

Ana Batista de Jesus, ou simplesmente Santana. Era uma cabocla bonita, e deixava muito olhar na esteira do seu caminho, sedentos daqueles olhos bonitos , daquele gingado de marrã bravia. Daí o cuidado de Efigênia, sua mãe, conhecida por por Figênia.

Espantava os mais afoitos, animava os de melhor qualidade. E Januário caíra nas suas graças. E na Igreja de Exú, em Setembro de 1909, o casamento foi feito, sem arranjo, sem arrumação e principalmente sem samba.
Claro: o único tocador de forró da região era o noivo...
E numa casucha construída com os amigos, Januário lá se foi morar com Santana, morena formosa e de olhos estranhamente verdes, que endoidavam os cabras. E Januário tinha pressa, não ia perder tempo depois dos sacramentos...

" Fez cum ela o sanfoneiro
Um casamento feliz
E dos nove qui nascêro
Um desses nove é Luiz..."

1912

No dia 13 de Dezembro, uma sexta-feira, nasce, na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo de nove filhos do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, que na pia batismal da matriz de Exu recebe o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia) Gonzaga (por sugestão do vigário) Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo.

1915

Nasce no dia 05 de Janeiro, Humberto Cavalcanti Teixeira

1920

Luiz Gonzaga, com apenas 8 (oito) anos de idade substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai; canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez, recebe o que hoje se chamaria cachê; o dinheiro - 20$000 - "amolece" o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro. A partir daí, os convites para animar festas - ou sambas, como se dizia na época -, tornam-se freqüentes. Antes mesmo de completar 16 anos, "Luiz de Januário", "Lula"ou Luiz Gonzaga já é nome conhecido no Araripe e em toda a redondeza, como Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia.

1921

Em Carnaíba das Flores, município Pernambucano do sertão do Alto Pajeú, nasce em 27 de Fevereiro José de Souza Dantas Filho, que viria a ser um dos mais importantes parceiros na obra de Luiz Gonzaga.

1926

Início real de sua vida artística, quando tocou seu primeiro "samba"ganhando dinheiro. Começou também a estudar no grupo de escoteiros de um sargento da polícia do Rio de Janeiro chamado Aprígio. Seu amigo Gilberto Aires, filho do Cel. Aires, o convenceu a mudar-se para a cidade, deixando o Araripe. Hospedaram-se na casa de Da. Vitalina e o amigo Gilberto foi seu primeiro empresário.

1928

Apaixona-se pela primeira vez por uma donzela sacudida que apareceu pelas bandas do Araripe. Pensa em noivado mas seus planos vão por água à baixo quando sua mãe descobre a trama, pondo fim na história por não achar que a pretendida juntava condições para ser sua nora.

1929

Em uma festa de véspera de ano novo viu pela primeira vez Nazarena, da família Saraiva. Apaixona-se, mas, sendo repelido pelo pai desta, o coronel Raimundo Delgado, o ameaça de morte. Avisados pelo próprio Delgado, Januário e Santana aplicam uma surra no rapazote que, revoltado, decide fugir de casa, indo a pé até o Crato onde vende a sua sanfoninha por 80 mil réis.Segue para Fortaleza e voluntariamente alista-se no exército depois de mentir a respeito da sua idade. Primeiro disse que tinha 18 anos mas, avisado que mesmo assim necessitaria da autorização dos pais, apresenta-se como se tivesse 21 anos.

1930

Estoura a revolução de 30 no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Ingressa nas fileiras do exército ganhando um soldo de 21 mil réis. O então soldado 122, corneteiro, segue com o vigésimo segundo Batalhão de Caçadores para Souza, PB; ainda em missão, segue para o Pará, Ceará e Piauí, interior do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande. Ganha fama no exército e um apelido: "Bico de Aço", por ser exímio corneteiro. De passagem por Juiz de Fora, conhece Domingos Ambrósio, que lhe ensina mais alguns truques na sanfona.

1936

Nasce na cidade de Petrolina (PE), filho de Francisco Avelino dos Santos e Laudemira Sales dos Santos, o Padre João Câncio, que mais tarde viria a ser o idealizador da Missa do Vaqueiro e contaria até o fim de suas atividades eclesiástica, em 1981, com o apoio de Luiz Gonzaga.

1939

Deixa o exército ficando provisoriamente na sede do Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, mas, aventureiro, segue para São Paulo; desembarca na Estação da Luz e, nas imediações, compra a sua primeira sanfona branca (todas as suas sanfonas seguintes seriam de cor branca) de 120 baixos. Nesse mesmo ano volta ao Rio de Janeiro, onde faz amizades e, aproveitando o aprimoramento que fizera nos tempos da caserna com o Dominguinhos Ambrósio, que lhe ensinara os segredos do acordeon, inicia a carreira artística, divertindo marinheiros e desocupados em geral no Mangue, lugar também freqüentado por malandros e prostitutas. Explode a segunda Guerra Mundial. O Brasil é literalmente invadido pela música estrangeira, principalmente a Norte Americana.Conhece o violonista Sepetiba. É o ano em que se apresenta pela primeira vez em um palco, no cabaré O Tabu na Rua Mem de Sá.

1940

Conhece o guitarrista português Xavier Pinheiro, Amirton Vallin, na boate Elite e outros artistas que, como ele, disputam à duras penas um lugar ao Sol. Toca todo tipo de música, de Blues a Fox Trotes; imita artistas famosos da época, como Manezinho Araújo, Augusto Calheiros e Antenógenes Silva. Começa a apresentar-se em programas de rádio, como calouro. Suas incursões no programa de calouros de Ary Barroso, interpretando tangos e valsas, lhe garantem, no máximo, uma nota 2,5 quando o total seria nota 5.

Numa das casas noturnas onde tocava no Mangue, é desafiado por um grupo de estudantes nordestinos - entre eles o futuro Ministro da Justiça, Armando Falcão - que exigem que toque algo "lá da terra", coisa que Gonzaga tinha abandonado. Depois de treinar em casa durante semanas apresenta-se diante dos mesmos Universitários tocando "Pé de Serra"e "Vira e Mexe". É aplaudido não só pêlos rapazes como por toda a casa. Volta ao programa de Ary Barroso, onde conquista a nota máxima.

1941

O Estado Novo comemora seu quarto aniversário. Vai ao ar a primeira radionovela brasileira: Em Busca da Felicidade. Num Bar da Lapa, Rio, conhece Januário França, que lhe transmite recado do humorista Genésio Arruda para acompanha-lo numa gravação da RCA Victor, por indicação de Almirante e Ari Barroso. Aceita e dá-se bem. Logo é contratado para gravar um disco solo, por indicação do Diretor Artístico Ernesto Matos. Grava, então, ao invés de um e Vários discos.

Nos anos seguintes grava cerca de 30 discos 78 rpm, muitos choros, valsas e mazurcas, todos em solo pois a Victor insiste em não lhe permitir cantar em seus discos, que até então eram só instrumentais. Inicia na Rádio Clube do Brasil para onde foi levado por Renato Mource, substituindo Antenógenes Silva no programa Alma do Sertão. A firma era na época a Victor.

Também neste ano conheceu César de Alencar na Rádio Clube do Brasil, quando o mesmo era o locutor do programa Alma do sertão sob o comando de Renato Mource. Foi quando apareceu Dino, violonista de sete cordas que tinha a mania de apelidar todo mundo. Ao ver a cara redonda de Luiz Gonzaga Dino imediatamente o chamou de Lua, apelido que Paulo Gracindo e César de Alencar se encarregaram de divulgar.

1942

Começa a fazer sucesso e as emissoras de rádio a se interessar, de fato, pelo novo cartaz. No mesmo ano nasce em Garanhuns José Domingos de Morais que viria a ser o sanfoneiro Dominguinhos, de quem Luiz Gonzaga se tornou um segundo pai e que o tratava como "pai impostor". Luiz Gonzaga começa a fazer sucesso e as emissoras de rádio a se interessar, de fato, pelo novo cartaz. Enquanto isso, o Brasil declara guerra à Alemanha e seus aliados.

1943

Trazido pelas mãos do radialista Almirante - que também foi responsável pela descoberta de Gonzaga - o sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo estréia na Rádio Nacional com suas roupas de gaúcho. Inspirado nêle, Gonzagão passa a se apresentar vestido de nordestino. Nessa época, irritado com a interpretação dada por Manezinho Araújo para a sua "Dezessete e Setecentos", parceria com Miguel Lima, o sanfoneiro passa a canta-la. Chovem cartas pedindo que ele continue cantando e a RCA acaba se convencendo a deixá-lo gravar com sua voz. O disco de estréia seria Dansa Mariquinha, outra parceria com Miguel Lima, e que seria gravado em 1945.

1944

É despedido da Rádio Tamoio e, imediatamente, contratado por Cr$ 1.600,00 pela Rádio Nacional, onde o então radialista Paulo Gracindo divulga seu apelido "Lua", por causa do seu rosto redondo e rosado. Ataulfo Alves e Mário Lago são os destaques do ano na área musical, com Atire a Primeira Pedra.

1945

Consegue então o que desejava. Grava seu primeiro disco tocando e cantando, a mazurca Dansa Mariquinha, parceria com Miguel Lima, primeira gravação com o dito e chama a atenção pelo timbre de voz e desenvoltura no cantar. Nesse mesmo ano, e ainda em parceria com Lima grava outros dois discos interpretando Penerô Xerém e Cortando Pano.

Querendo dar um rumo mais nordestino para suas composições, Gonzagão procura o maestro e compositor Lauro Maia, para que este coloque letras em suas melodias. Maia porém apresenta-lhe o cunhado, o advogado cearense Humberto Cavalcanti Teixeira, com quem Luiz Gonzaga viria a compor vários clássicos.

Os instrumentos usados originariamente (viola, botijão, pandeiro e rabeca ) foram substituídos por acordeão, triângulo e zabumba.

No dia 22 de setembro, nasce de uma relação com a cantora Odaléia Guedes dos Santos o Seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior

1946

Inicia sua parceria com Humberto Teixeira, e grava No Meu Pé de Serra. O sucesso é imediato e enorme. Ao mesmo tempo, o seu nome começa a correr o mundo: Europa, EUA, Japão... Além de No Meu Pé de Serra compôs, entre outras, com Teixeira, Baião, Asa Branca, Juazeiro, Légua Tirana, Assum Preto, Paraíba, etc. Os Quatro Ases e Um Coringa estouram com Baião e Luiz está em todas cantando A Moda da Mula Preta, de Raul Torres e com a marchinha carnavalesca Quer Ir Mais Eu, parceria também com Miguel Lima. Entusiasmado com o sucesso Gonzaga resolve voltar à Exú e nasce, em parceria com Humberto, Respeita Januário. A parceria duraria até 1979, quando falece Humberto Teixeira.

1947

Em Março, grava Asa Branca. É sua primeira gravação com o selo RCA Victor. Essa música rapidamente se torna um de seus maiores sucessos, recebendo as mais diferentes interpretações e gravações em vários países como Israel, Itália, EUA. Em Hollywood é cantada no filme Romance Carioca (Nancy Goes To Rio) por Carmen Miranda. Nesse mesmo ano os destaques musicais são, além de Asa Branca, O Pirata da Perna de Pau e Eu Quero é Rosetar, de João de Barros e Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, respectivamente, que por sinal não se tem informações de gravação destas duas músicas por Gonzaga. Também no ano de 1947 aconteceu o primeiro encontro de Luiz Gonzaga com Zé Dantas, em Recife (PE).

1948

Casa-se com a professora pernambucana Helena Neves Cavalcanti. Os dois se conheceram nos bastidores da Rádio Nacional, quando a moça foi procurá-lo para saber se tinha recebido as cartas que lhe havia enviado. Luiz alegou que não tinha tempo de responder correspondências. Helena perguntou porque ele não contratava uma secretária para tal serviço. "Pois está contratada ", foi a resposta. E no dia 16 de Junho do mesmo ano casaram-se. E adotaram uma menina que foi batizada com o nome Rosa do Nascimento, a Rosinha.

1949

Devido a popularidade alcançada, Humberto Teixeira decide candidatar-se à Deputado, diminuindo muito seu trabalho junto ao Rei. Luiz Gonzaga conhece então em Recife o médico pernambucano José de Souza Dantas. Mais tarde Gonzaga diria que este era mais adequado para parceiro que o advogado, pois embora fosse nordestino Humberto Teixeira não saía de Copacabana, não sabia nem mesmo chegar na casa de Gonzaga na zona Norte. O Zé Dantas não, era homem do campo. "Eu sentia até o cheiro de bode nele", dizia Gonzaga. No dia 27 de outubro grava o baião Vem Morena em parceria com Zé Dantas e o forró Forró de Mané Vito. Neste msmo ano faz sua primeira gravação de Baião, fruto de sua parceria com Humberto Teixeira. A parceria com Zé Dantas terminaria com a morte deste em 1962 no Rio.

1950

Ganha, depois de uma apresentação em São Paulo o título de Rei do Baião.Grava a toada Assum Preto e os Baiões Qui Nem Jiló e Paraíba. Está no auge da carreira. Paraíba é gravada pela cantora japonesa Keiko Ikuta, versão de Kikuo Furuno, em disco RCA J-55006-A. No lado B, foi gravada Baião de Dois.Emilinha Borba também grava Paraíba, e é o ano da inauguração da primeira emissora de televisão da América Latina, a PRF-3, Tv Tupy. Neste mesmo ano regrava o sucesso Vira e Mexe em 78 Rpm. Nesta mesmo ano desponta como um dos maiores vendedores de disco que se tem notícia na história da MPB. É o ano em que perde sua mãe, Santana.

1951

Um jornal carioca publica que "Luiz Gonzaga, velho e superado, acaba de assinar contrato com uma firma para viajar pelo Brasil". Puro preconceito, pois Gonzaga reinou soberano de 45 a 55, 56. As 17 prensas da RCA Victor trabalhavam exclusivamente para ele. Neste mesmo ano sofre um desastre de automóvel que comoveu o País, o que motivou a composição Baião da Penha e uma reportagem especial na revista O Cruzeiro. Em março deste ano encerrou seu contrato com a Rádio Nacional e firmou um novo com a Rádio Mayrink Veiga, mesmo oficialmente vinculado à Rádio Cultura de São Paulo.

1952

Voltando do seu pé de serra Luiz Gonzaga passou por Caruaru onde resolveu fazer um show. Foi mal recebido pelo proprietário do Cinema Caruaru, o Sr. Santino Cursino, sob a alegação de que "o meu cinema, o melhor da cidade não vai servir de palco prá tocador de harmônica ".

1953

Nasce, em parceria com Zé Dantas a pungente Vozes da Seca - este é o ano de uma grande seca no Nordeste. Compõe também, com Hervê Cordovil, A Vida do Viajante, que Gonzaguinha recriaria em 1979 para surpresa de Gonzaga, que nem se lembrava da letra. Esta gravação foi incluída no LP "Gonzaguinha da Vida", 064-4228410-B, Emi-Odeon. Foi neste ano que ao lado de Zé Dantas e Paulo Roberto, participou do programa da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, No Mundo do Baião, vivendo sua fase de ouro até 1954.

1954

Transferiu-se para São Paulo e suas apresentações ficaram cada vez mais restritas à cidades do interior e do ciclo Junino. Seus discos porém continuavam a ser reprensados. Gonzagão convida Jackson do Pandeiro e sua mulher Almira, para o Rio de Janeiro. Fariam grande sucesso com seus cocos e são considerados o lado urbano da música nordestina, enquanto Gonzaga seria o agreste. É o ano em que Gonzaga conhece Dominguinhos, que tocava ao lado dos irmãos Morais, em um grupo intitulado Os Três Pingüins. Este fato deu-se em Olinda.
Já no Sertão Pernambucano, em Serrita, nas Caatingas do sítio Lages, era encontrado morto, no dia 08 do mês de Julho, o vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, fato que depois viria a originar a Missa do Vaqueiro.

1955

Luiz Gonzaga grava seus primeiros discos compactos de 45 rpm. Também neste mesmo ano gravou o seu primeiro LP de 10 polegadas, 33 rpm, pela RCA Victor. Uma Compilação dos discos de 78 RPM.

1956

A Lei 1544/56, de autoria do então Deputado Federal Humberto Cavalcanti Teixeira, que limita a execução de músicas estrangeiras no Brasil é aprovada. Começo das tentativas de aproximação do vaqueiro Zé Marcolino - José Marcolino com o Rei do Baião, através de correspondências que, segundo o próprio nunca chegaram às suas mãos. O encontro pessoal se daria mais tarde no ano de 1960.

1957

Grava o primeiro disco com composição de Onildo Almeida. Em um lado A Feira de Caruaru e no outro Capital do Agreste de Onildo Almeida e Nelson Barbalho.

1958

Começa o apogeu da Bossa Nova com João Gilberto, Tom Jobin, Vinícius e outros. O movimento cresce com adesão de Carlos Lira, Roberto Menescal, Baden e outros mais. Luiz Gonzaga por sua vez gravou seu primeiro LP de 12 polegadas, 33 rpm. Pela RCA Victor. XAMEGO

1961

Luiz Gonzaga entra para a Maçonaria. Neste ano compõe com Lourival Silva e grava Alvorada de Paz, em homenagem ao então Presidente da República Jânio Quadros, que renunciaria sete mêses após assumir a Presidência.
Conheceu pessoalmente José Marcolino - o Zé Marcolino, de quem gravaria depois várias obras.

1962

Ano da morte do poeta, folclorista e parceiro Zé Dantas. Neste mesmo ano lança os seus primeiros compactos simples e duplo, 33 rpm, pela RCA Victor.

1963

De sua parceria com Nelson Barbalho grava A Morte do Vaqueiro no mesmo ano conhece o poeta popular cearense Patativa do Assaré . O clima político é tenso, e os brasileiros decidem em plebiscito a volta do sistema presidencialista.

1964

Grava a composição A Triste Partida de Patativa do Assaré. O sucesso é total principalmente junto ao nordestino que vive no Sul. Grava também, no LP O Sanfoneiro do Povo de Deus a primeira composição de Gonzaguinha, "Lembrança de Primavera".

1965

Asa Branca é gravada por Geraldo Vandré em seu Lp "Hora de Lutar". Gilberto jovem, um compositor jovem da Bahia começa a citar Luiz Gonzaga em suas entrevistas, como uma de suas maiores influências. Mais adiante Luiz Gonzaga gravaria duas composições de Vandré (Para Não Dizer Que Não Falei das Flores e Fica Mal Com Deus), como retribuição.

1966

Sinval Sá lança o livro O Sanfoneiro do Riacho da Brígida - Vida e Andanças de Luiz Gonzaga - O Rei do Baião. O sanfoneiro é impedido de cantar no festival FIC 66, a música São os do Norte Que Vêm, de Capiba e Ariano Suassuna.

1968

Um pouco fora de destaque no cenário musical, Luiz Gonzaga viu seu nome novamente em ascensão depois que, nesta ano, Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que o conjunto Inglês The Beatles acabara de gravar a música Asa Branca. Não era verdade, mas foi o que bastou para que Gonzaga voltasse às manchetes. E por um longo tempo Gonzaga sempre falou em entrevistas, do interesse "dos cabeludos de Liverpool por essa música".

1970

Para os anos 70 estava reservada a explosão dos ritmos estrangeiros, particularmente o Rock'n'roll, oriundo dos anos 50, onde encontrava defensores como Cely e Tony Campelo, Carlos Gonzaga, etc. Era a presença em nossa música os Beatles, Ingleses. Dos Estados Unidos chegava a música de Elvis Presley. No Brasil era a vez de Roberto Carlos que já vinha com o seu programa Jovem Guarda. Carlos Imperial, Erasmo Carlos etc., davam força ao movimento.
1971

Lança o LP "O Canto Jovem de Luiz Gonzaga". O produtor Rildo Hora alega que "este disco não é para sucesso e sim uma homenagem para a juventude. Em Londres Caetano Veloso grava Asa Branca, assim como Sérgio Mendes e seu Brasil 77. É o ano do primeiro contato do então desconhecido Fagner com Luiz Gonzaga, no Rio. O sanfoneiro apresenta-se em Guarapari fazendo sucesso entre os hippies de então. Foi também do ano de 1971 que, por iniciativa do Padre João Câncio, com o apoio do cantor Luiz Gonzaga - primo de Raimundo Jacó - e pelo poeta Pedro Bandeira, famoso repentista do Cariri, realizou-se a primeira Missa do vaqueiro, no sítio Lages, na cidade de Serrita, em pleno sertão Pernambucano, como homenagem a Raimundo Jacó, que teria sido morto morto por um companheiro, e principalmente em forma de tributo ao vaqueiro nordestino. Mas a principal preocupação do Pe. Joâo Câncio era trazer de volta para a igreja os vaqueiros. Com a celebração o Padre Vaqueiro conseguiu ver seu desejo realizado.

1972

Pelas mãos de Capinam apresenta o espetáculo "Luiz Gonzaga Volta Para Curtir" no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. Sob a direção de Jorge Salomão e Capinam, o delírio é total, e é a primeira vez que Gonzagão enfrenta uma platéia somente de jovens.

1973

Deixa a RCA Victor e passa para a Odeon, por um breve espaço de tempo, embalado pelo sucesso reconquistado. Tenta lançar sua candidatura a deputado Federal pelo então MDB mas desiste logo da idéia, quando sentiu que os votos que obteria seria em troca de favores. Inezita Barroso grava Asa Branca como também o cantor grego Demis Roussos, sob nome de White Wings, com letra em inglês. O então Governador de Pernambuco Eraldo Gueiros Leite, seriamente preocupado com o clima de discórdia e violência reinante em Exu, pediu para que Luiz Gonzaga tentasse apaziguar os conflitos entre famílias tradicionais daquela cidade. Neste mesmo ano por iniciativa da Prefeitura do Município de Serrita, foi erigida a estátua de Raimundo Jacó, esculpida por Jota Mendes, artista de Petrolina. Também neste ano grava seu primeiro LP pela Emi Odeon.

1974

É construído o Parque Nacional do Vaqueiro, e criada em 24 de Outubro desse mesmo ano a Associação dos Vaqueiros do Alto Sertão Pernambucano.

1976

O Projeto Minerva dedica um especial à obra de Luiz Gonzaga. Neste mesmo ano grava seu primeiro compacto simples de 33 rpm pelo selo Jangada, com a música Samarica Parteira de Zé Dantas. A música ocupou as duas faces do disco.

1977

Estréia no "Seis e Meia", no Teatro João Caetano ao lado de Carmélia Alves. O sucesso é total, inclusive com grande afluência de jovens ao Teatro.

1978

É lançado no mercado um disco como forma de menção especial a Luiz Gonzaga, - a Grande Música do Brasil, a Grande Música de Luiz Gonzaga, pela Copacabana, produzido por Marcus Pereira com arranjos e direção de orquestra a cargo do maestro Guerra Peixe. É uma versão sinfônica de clássicos da obra de Luiz Gonzaga.
Foi também o ano da morte de Januário, no dia 11 de Junho.

1979

Morre o compositor, advogado e instrumentista Humberto Teixeira. E Luiz Gonzaga grava o Disco Eu e Meu Pai em homenagem a Januário.

1980

Em Fortaleza, depois de ser literalmente atropelado pêlos seus fãs e por fiéis da igreja, Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II. Recebe do sumo pontífice a expressão - Obrigado Cantador. Foi um dos mais emocionantes e gratificantes momentos da vida do sanfoneiro, que novamente pensou em candidatar-se a política mas desistiu aconselhado por amigos.

1981

Recebe os dois únicos discos de ouro de toda sua carreira. A RCA Victor presta-lhe significativa homenagem pelo marco de seus 40 anos de carreira, com o lançamento do disco A Festa: Apresenta-se no festival de verão do Guarujá, na praia de Pitangueiras, ao lado do veterano Osmar Macedo, co-fundador do Trio Elétrico Dodô e Osmar. Neste mesmo ano visita o então Presidente da República Aureliano Chaves, pedindo-lhe que intervenha em Exu, devido às rixas entre as famílias Saraiva, Alencar e Sampaio, fato que acontece poucos dias depois terminando com uma rivalidade que já durava alguma décadas. Grava Junto com Gonzaguinha o Disco Descanso em Casa , Moro no Mundo. Os dois fizeram juntos incríveis apresentações por todo Brasil.

1982

Atendendo convite da cantora Nazaré Pereira, lá radicada, viaja para a França apresentando-se em Paris no teatro Bobinot. A cantora fazia sucesso com a música Cheiro da Carolina e decidiu levar o Rei para a França o conhecer. Na platéia, entre outros, estavam Maria Bethânia, Celso Furtado e o ex-ministro Nascimento e Silva.

1983

Lança o disco 70 anos de sanfona e simpatia.

1984

Luiz Gonzaga canta no disco de Gal Costa - Profana em uma faixa em homenagem a Jackson do Pandeiro. Grava seu primeiro LP com o Cearense Raimundo Fagner.

1985


É agraciado com o troféu Nipper de Ouro. Além dele, somente o cantor Nelson Gonçalves recebe tal troféu.

1986


Vai à França pela segunda vez, apresentando-se no dia 6 de Julho no Halle de La Villete, ao lado de Fafá de Belém, Alceu Valença, Moraes Moreira, Armandinho Macedo, entre outros artistas que faziam parte da comitiva o “Couleurs Brésil”.

1988

A RCA Victor lança uma caixa luxuosa com cinco LPs, batizada de 50 Anos de Chão, cobrindo a carreira de Gonzaga desde as primeiras gravações instrumentais. Fagner produz o segundo LP de encontro com o Rei.

1989

Grava seu primeiro LP pela Copacabana, seguidos de mais três LPs, que seriam os últimos de sua carreira; (Verificar na discografia) No dia 06 de Junho, Luiz Gonzaga sobe pela última vez num palco, com o auxílio de uma cadeira de rodas. A platéia presente no teatro Guararapes no Centro de Convenções no Recife não podia prever que não mais veria o velho Lua. Ao lado de Dominguinhos, Gonzaguinha, Alceu Valença e vários outros amigos e parceiros, e desobedecendo à ordens médicas, Gonzagão levantou-se apoiado no microfone e, com sua voz forte e anasalada, apesar de um pouco trêmula, fez pequeno discurso louvando o forró e dizendo: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito o seu povo, o sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor...”

De osteoporose, Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de Agosto de 1989, às 05.15 h, no Hospital Santa Joana, no Recife, onde dera entrada há 42 dias. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado e o Governo de Pernambuco decretou luto oficial por três dias. No dia 13 de dezembro, Gonzaguinha, Fagner, Elba Ramalho, Domiguinhos, Joãozinho do Exu e Joquinha Gonzaga cantam a meia noite parabéns para Luiz Gonzaga, em Show realizado em Exu. Nesse mesmo dia, pela manhã, foi inaugurado em Exu por Domiguinhos e Gonzaguinha o Museu do Gonzagão.

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Dalinha Catunda disse...

Olá Júnior,

Luiz Gonzaga, o nosso eterno rei do baião, ainda é tão presente em rádios e forrós que apesar de sua passagem para outro plano continua muito vivo na lembrança de todos nós.

Ele realmente escreveu sua história com as cores fortes do sertão.

Obrigada por compartilhar com os amigos este texto e relembrar a partida do Velho Lua.

Um abraço,

Dalinha Catunda

sábado, 1 de agosto de 2009

A PAZ, DE MICHAEL JACKSON, POR ROUPA NOVA



Composição: Michael Jackson

Versão: Nando


É preciso pensar um pouco nas pessoas que ainda vêm
Nas crianças
A gente tem que arrumar um jeito
De deixar pra eles um lugar melhor.
Para os nossos filhos
E para os filhos de nossos filhos
Pense bem!

Deve haver um lugar dentro do seu coração
Onde a paz brilhe mais que uma lembrança
Sem a luz que ela traz ja nem se consegue mais
Encontrar o caminho da esperança

Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens
Se fazendo irmão e estendendo a mão

Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Se você for capaz de soltar a sua voz
Pelo ar, como prece de criança
Deve então começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança

Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão e dividir o pão.

Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,
Pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.
A lição pro futuro vem da alma e do coração,
Pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.

Se você começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança.

Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão e dividir o pão.

Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz

Inteira feliz ...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA


PERGUNTAS E RESPOSTAS:

1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?

Até 10 horas.

2. - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

Torna o vírus inativo e o mata.

3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4.- É fácil contagiar-se em aviões?

Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.- Como posso evitar contagiar-me?

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.- Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.- De que forma o vírus entra no corpo?

Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.- O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.


10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

Não porque contém químicos e está clorada

12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.


17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?

Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.


18.- Qual é a população que está atacando este vírus?

De 20 a 50 anos de idade.

19.- É útil a máscara para cobrir a boca?

Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.- Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.- Serve para algo tomar Vitamina C?

Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.- O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.- Os mascotes contagiam o vírus?

Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?

Não.

26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?

Não serve para nada.

30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

SIM.

31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

NAO.

32.- O que mata o vírus?

O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

O isolamento.

34.- O álcool em gel é efetivo?

SIM, muito efetivo.

35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.- Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

SIM.

39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?

É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?

Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.- Posso me contagiar ao ar livre?

Se há pessoas infectadas e que tossem e/ou espirrem perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42.- Pode-se comer carne de porco?

SIM, pode e não há nenhum risco de contágio.

43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.