quinta-feira, 22 de julho de 2010

CONJUNTURA NACIONAL

Você tá morto, cara

Desembarquemos em São Bento do Uma/PE, nos idos de 60. O caminhão, entupido de gente, voltava de um jogo de futebol, corria muito, virou na curva da estrada. Foram todos para o hospital. Uma dúzia de mortos. Lívio Valença, médico e deputado estadual do MDB, foi chamado às pressas. Pegou a carona de um cabo eleitoral, entrou na sala de emergência do hospital e foi examinando os corpos:
- Este está morto.
Examinava outro:
- Este também está morto.
O cabo eleitoral se empolgava:
- Já está até frio.
De um em um, passaram de 10. Lá para o fim, Dr. Lívio examinou, reexaminou, decretou:
- Mais um morto.
O morto gritou:
- Não estou morto não, doutor, estou só arrebentado.
O cabo eleitoral botou a mão na cabeça dele:
- Cala a boca, rapaz. Quer saber mais do que o dr. Lívio?
(Historinha do incomparável Sebastião Nery).

O apito do Índio

Não se pense que Índio tocou o apito para o Brasil sem orientação do cacique. Índio tem missão específica na campanha. Tocar apito, bater o bumbo, botar a boca no trombone. É claro que os tucanos lhe deram a tarefa como forma de atacar o PT, abrir flancos, ganhar ampla visibilidade e preservar as olheiras de José Serra. Só que Índio, por falta de experiência no trato com o apito, soprou muito forte. Dizer que PT faz narcotráfico é chutar o pau da barraca sem saber se era oco ou de aço. Tomou um susto quando percebeu o bumerangue.

Massas afastadas

Para que serve esse bombardeio? Para ativar os núcleos do meio, mais envolvidos pelo balão da opinião pública. A essa altura, os exércitos organizados abrigam grupos de participantes e simpatizantes, que carecem de vitamina eleitoral. O ataque funciona assim: a linha de frente do candidato fustigado reage com furor e a retaguarda do candidato defendido vai repondo os morteiros do arsenal. As massas não estão nem aí. Não são afetadas por este discurso de FARC, narcotráfico, guerrilha. As massas querem comer um feijão com arroz mais encorpado, com uma linguicinha a mais e uma caipirinha dupla. Claro, com muito futebol, enquanto a churrasqueira queima as carnes gordas.

Estratégias

Os candidatos se movem. Serra e Dilma vão às ruas, sem deixar de uma fustigação recíproca. Serra defendeu seu vice, confirmando a ligação do PT com as FARC, mas sabendo que Índio exagerou no apito. Teria confessado isso a Aécio Neves. Dilma retruca e diz que Serra rebaixa a linguagem. E bate na tecla dos genéricos. Não foi Serra o pai dos genéricos, que teria sido o ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad.

PSB aumenta fervura

E quando se esperava do Partido Socialista de Paulo Skaf postura suave, eis que ele vem fervendo. Defende imposto extra sobre grandes fortunas (a do Skaf é grande?), reforma agrária radical, liberdade para o MST promover sua ação revolucionária e o controle dos meios de comunicação. O governador Eduardo Campos, que preside o partido, teria sido convencido a por mais lenha na fogueira, no instante em que o PT procura se mostrar mais suave e palatável aos olhos das forças produtivas. Ou falta senso ou sobra muito dissenso.

Com as pernas

O chato encontra Seu Lunga andando e saca a pergunta :
- E aí, Seu Lunga, como anda ?
O velho responde sem olhar para a pessoa :
- Com as pernas, ainda não aprendi a voar.

PSOL sob nuvens

Para sair de baixo das nuvens e se expor mais ao sol, o PSOL também abre tiroteio. Plínio Sampaio, que tirou o Arruda do nome - para evitar confusão com o Arruda implicado do Distrito Federal - ataca : PT perdeu o rumo. Meu Deus do Céu : em vez de mostrar o que defende o PSOL, postura ética, temáticas fundamentais, Plínio, o nosso decano da política, também pega na metralhadora. Plínio, Plínio, use a experiência para resgatar o bom senso. Fale do PSOL e não dos outros. Até Marina, do PV, fica falando dos outros. Volta e meia, ela lembra o mensalão.

Cadê o Ciro?

Onde está o Ciro Gomes? No Ceará, coordenando a campanha do irmão, Cid, que ganharia em primeiro turno, fosse hoje o pleito. Cid está com 47% de intenção de voto, segundo pesquisa do Datafolha. Daqui a pouco, Ciro vai pegar seu apito. Querem apostar?

A porca

Um sujeito vai até a loja do Seu Lunga e pede uma porca de determinado tamanho. O velho responde :
- Procure naquela caixa.
Sem jeito, o comprador tentou, tentou e não conseguiu achar o que queria. Desistiu.
- Seu Lunga, não consegui achar a porca...
Indignado o dono da oficina vai até a caixa de porcas, pregos e parafusos e encontra a peça. Vira-se para o rapaz e ataca :
- Eu não te disse que a porca tava aqui, fio duma égua!
Joga a porca novamente na caixa, mistura com as outras peças e manda:
- Agora tu procura de novo direito até achar.

E a Sandra, hein?

A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, vive um impasse : se apertar o cerco a Lula e ao PT, poderá aparecer como parcial, após a iniciativa dos petistas de acusá-la de ter dois pesos e duas medidas. Mas a decisão do PT de entrar com representação contra a procuradora junto ao CNMP não é boa medida. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a defende. Para evitar posições que possam denotar parcialidade, são previsíveis medidas que atinjam tanto o situacionismo quanto as oposições. Lula e Dilma viram alvo e Serra, também. A conferir.

Campanha improvisada

Uma leitura mais sistemática sobre as campanhas aponta para grande grau de improvisação. As agendas parecem ser feitas sob pressão e disposição dos candidatos. Serra, segundo se sabe, é centralizador e só entra na arena regional, quando se convence da necessidade. Dilma, pelo que se observa, corre de um lado para outro, atendendo aos apelos mais imediatos. Uma campanha bem armada se ampara em planejamento rígido e ancorado na lógica: 150 municípios do Brasil, com as maiores densidades eleitorais, são o ponto de partida para uma organização eficaz. Bastaria programar uma agenda contemplando esses municípios, eis que cada um funciona como formidável pólo difusor de informações.

Eixos temáticos

A essa altura, também não se distinguem os grandes eixos temáticos da campanha. Os candidatos falam de tudo e de todos, mas as ideias centrais parecem escamoteadas. Quais os cinco pontos principais defendidos, por exemplo, por Serra e por Dilma? Quais os aspectos semelhantes? Quais as ênfases na área econômica e na fronteira social? Estamos a contemplar uma parede de mosaicos, onde cada mosaico, ao lado do outro, tem uma cor diferente. Não sabemos qual a parte mais importante da parede, o lado que chama mais a atenção.

Lula e a Copa

Luiz Inácio respira política pelos poros. Recebe em Brasília o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a quem afirma de maneira peremptória : a Copa de 2014 tem que passar por São Paulo. Ora, São Paulo tem 40 milhões de habitantes. Continua a ser a locomotiva da nação. E Teixeira quer deixar o Estado em escanteio. Pacaembu ou Morumbi serão sempre melhores opções que gastar uma fábula na construção de um futuro elefante branco. Ricardo Teixeira levou um puxão de orelhas. Bem feito.

Buscando boas ideias

De férias na Europa, o prefeito Gilberto Kassab conheceu experiências que deram certo. Em Lisboa, na área portuária, foi ao Oceanário, museu de biologia marinha, e ao Parque das Nações, classificados como marco de recuperação e revitalização de espaços urbanos. O primeiro recebe 1 milhão de pessoas todos os anos e o segundo sediou a Expo 98. Kassab avalia a possibilidade de aplicar projeto parecido na reforma do Parque D. Pedro II, que prevê a integração do Mercado Municipal ao Museu Catavento e à Casa das Retortas.

Cidade Limpa

Além de ajudar na despoluição visual da metrópole, o Projeto Cidade Limpa deu a São Paulo o quarto lugar entre as 188 cidades que se candidataram para conseguir um espaço na Expo Xangai 2010, cujo tema é "Better City, Better Life". Até agora, quase 500 mil pessoas visitaram o estande paulistano e conheceram os projetos da cidade, cujo prefeito, Gilberto Kassab, sonha em fazer dela a sede da Expo 2020. Tanto que assinou um termo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base para a realização de estudos sobre a viabilidade da candidatura.

Traque

Seu Lunga estava no mercado com uma caixa de ovos. Um sujeito faz a óbvia constatação:
- Comprando ovos, hein seu Lunga?
Resposta sem direito à réplica:
- Não - jogando um a um no chão - É traque!

Analista de SP?

Um analista, possivelmente da superintendência do Fisco em SP, teria acessado os dados de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, dois anos atrás. Sem motivo nenhum. A se confirmar, será punido. Com a demissão.

3 bi de volta?

O delegado Ricardo Andrade Saadi, que assume a Direção-Geral do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, tenta trazer de volta ao Brasil US$ 3 bilhões. Retidos em bancos dos EUA, Suíça, Reino Unido, Ilhas Cayman, França, Luxemburgo, Uruguai, Bahamas, China e outros paraísos fiscais. Coisa sempre prometida. Discurso velho. Como São Tomé, só acredito vendo.

Chávez e o cardeal

Chávez, o histriônico, diz que o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino, quer derrubá-lo. Há dias, Chávez mandou exumar os restos de Simon Bolívar. E mostrou-os ao povo em sua TV. O cardeal contaria para derrubar Chávez com 500 missas, 1000 Padre-Nossos e 1 milhão de Ave-Marias.

Laranjada podre

Esta coluna abriu uma campanha contra a malandragem na área de serviços. No setor de segurança privada, por exemplo, além de empresas clandestinas - aquelas que não têm autorização para funcionar e trabalham com profissionais desqualificados -, outra modalidade de concorrência desleal ocorre : policiais, através de parentes ou laranjas, criam empresas e adicionam ao portfólio de serviços, modalidades exclusivas da própria polícia. Uma aberração. Nenhuma empresa de segurança privada pode prometer desencadear ações após sequestro de pessoas ou de outros atos delituosos. Estas atividades são exclusivas da polícia.

Folga policial


Nos últimos tempos, a mídia passou a registrar casos de "policiais de folga" em fila de supermercado ou de lotérica, que são feridos e mesmo mortos, ao reagirem a assaltos. É louvável a ação de um policial que, mesmo de folga, submete-se ao perigo para defender a sociedade. Um alerta, porém : alguns reagem porque são pagos para fazer isso. São policiais que usam o armamento que lhe é confiado pelo Estado. Fazem um bico, coisa repudiada pela própria Corporação. Policial pode isso desde que se submeta às regras legais, ou seja, na hora da folga e devidamente registrado em uma empresa de segurança privada.

A estrada

Certo dia, Seu Lunga estava em seu sítio quando por lá passou um viajante. Que para e pergunta:
- Seu Lunga, essa estrada vai para São Paulo?
Ele responde:
- Sei não, mas se ela for vai fazer uma falta da bexiga...

Conselho aos membros do Poder Judiciário


Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos políticos fichas-sujas. Hoje, volta sua atenção aos membros do Poder Judiciário:
1. Ministros do TSE, o projeto Ficha Limpa precisa urgentemente de um rumo. Afinal, vale ou não para este ano?
2. Os TREs deverão decidir sobre as impugnações até 5 de agosto e o TSE, até 17 de agosto. E se houver recurso de candidatos impugnados ao STF?
3. Ministros do STF, pronunciem-se também sobre o projeto Ficha Limpa, na medida em que muitos candidatos impugnados, ancorados em liminares, poderão entrar no pleito, ganhar as eleições e, posteriormente, ser cassados. Os resultados poderão ser reavaliados e alterados. E a bagunça se instalará.

(Por Gaudêncio Torquato)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PRECIPITAR-SE E CAIR


Não faz muito tempo liguei para um amigo. Amigo este que zela pelo bem falar e traz a elegância das palavras como regra em sua vida..

--- Olá Seu Gonçalo! Tudo Bem?

--- Ó nobre acadêmica que bons ventos lhe trazem?

---Liguei para saber do senhor e das novidades da Academia.

---Bom, tenho duas notícias, uma é que o projeto de termos um espaço na feira de São Cristovão saiu, já assinei até os papéis.

--- E a outra Seu Gonçalo?

---É que infelizmente precipitei-me ao solo!!!!!

---Precipitou-se ao solo?!...

---Exatamente!

---Mas como?

--- Sai da feira tão exultante que esqueci-me de minha deficiência visual, que não me permite uma ampla visão de espaço. Assim sendo, ao tropeçar inadvertidamente numa protuberância acabei por precipitar-me ao solo. Mas diante do acontecido pessoas solícitas socorreram-me. O que agastou-me foi que já erguido e refeito, vejo um ébrio ao lado perguntando-me:

--- O senhor não perdeu uma ferradura? Foi aí que me dei conta que em um de meus pés faltava o sapato.

---Que horror seu Gonçalo!...

---Agora eu vou dizer uma coisa para o senhor: - eu, quando levo uma queda, taco mesmo é o rabo no chão! Me lasco toda! E ainda por cima xingo o maior palavrão e dou o dedo para quem estiver rindo da minha cara, e o senhor me cai com essa elegância toda? Diabo é isso, Seu Gonçalo?

Texto: Dalinha Catunda

MORREU "DONA TOINHA DO LEANDRO"

Júnior,

através de seu prestigiado Blog, me associo à dor da família pelo falecimento de D. Toinha, viúva do meu inesquecível amigo Prefeito Leandro Martins.

Att.

Sergio Moraes



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O Sérgio - que enviou a postagem acima - era o vice-prefeito e foi o sucessor de Leandro Martins na Prefeitura de Crateús quando este faleceu, em 1987. Além de parceiros políticos, eram amigos.

Antonia Torres Martins, a D. Toinha, esposa de Leandro, era uma mulher discreta que vivenciou a desafiante experiência de deslizar na montanha-russa da política. Acompanhou, com igual serenidade, a rajada dos holofotes e a escuridão do anonimato.

Foi enterrada ontem.

Que Deus lhe disponibilize a merecida cadeira do repouso eterno.

Júnior Bonfim

OPINIÃO

Júnior,

corretíssima a sua avaliação a respeito da notável Profa. Machadinha.

Exercer cargo político quase sempre é um ônus, para àqueles que fizeram no serviço público uma carreira de doação e competência, caso da Profa. Machadinha.

Anônimo

terça-feira, 20 de julho de 2010

OBSERVATÓRIO


Esmerino Arruda, ex- deputado, ex-suplente de senador, atual Prefeito de Granja, é o mais longevo político cearense. Do alto dos seus quase noventa anos – e ainda em intensa atividade política – é testemunha de momentos significativos da vida política brasileira. Semana passada me contou que, em um dia de 1958, ele e Álvaro Lins, então Deputados Federais pelo Ceará, encontravam-se em um restaurante do Rio de Janeiro e compartilhavam uma mesa com os líderes Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Era uma prosa política. Falavam sobre eleição, favores, nomeações de correligionários. A certa altura, Ulysses proferiu a seguinte frase: “O dia do benefício é a véspera da traição”.

A ELEIÇÃO I


Sempre às vésperas de uma eleição, os candidatos veteranos, que pleiteiam reeleição, refletem sobre essa máxima de Ulysses. Em relação a Crateús, esse é o sentimento do Governador Cid Gomes. Outro dia o Jornal O POVO divulgou o nome dos quatro municípios que mais receberam recursos do Governo Estadual: Fortaleza, Sobral, Crateús e Tauá. É. Pasmem: Crateús figura no topo dos mais bem aquinhoados pela liberação de verbas do tesouro estadual. A cidade está um canteiro de obras: restauração das estradas para Novo Oriente e Tamboril, uma vultosa intervenção de saneamento básico, diversas ruas pavimentadas, CEO, Policlínica, Pista de Skate, nova Praça no entorno da estação, reasfaltamento das principais artérias urbanas dentre tantas outras. Quase ninguém, no entanto, associa esse conjunto de realizações ao Executivo Estadual. Crateús é um dos colégios eleitorais onde o candidato Cid mais sofre rejeição. Por quê?

A ELEIÇÃO II

A indagação: - quais os motivos dessa rejeição? Em primeiro lugar, houve alguns episódios emblemáticos onde o Governador, competente no uso do skate articulativo, escorregou na pista da inabilidade. Primeiro, foi descortês em pronunciamentos públicos logo no início do mandato (sobretudo, com ex-prefeito Zé Almir, seu aliado de primeira hora). Segundo, o desgaste provocado pela maneira autoritária como a CPRV atuou na região foi debitado na conta do governador. Terceiro, o Prefeito, contumaz na prática do ensimesmamento e na política megalomaníaca do ‘eu sozinho’, sempre massificou a idéia de que essas obras eram da Prefeitura e não do Governo do Estado. Por último, a injusta e virulenta campanha que setores da Prefeitura encetaram contra o Presidente Domingos Filho, divulgando a idéia que este só pensava em Tauá e era inimigo de Crateús. Embora encerre uma tremenda injustiça, essa contra propaganda surtiu maléficos efeitos. Agora, há que ser desenvolvido um gigantesco esforço para reverter esse quadro adverso.

OAB

Depois que denúncias contra o procurador do município, doutor Odijas de Paula Frota, ganharam as páginas da internet, expressivos setores da subseção da OAB de Crateús começam a externar um descontentamento que corria à boca miúda desde o inicio da atual gestão. Por que o Prefeito trouxe uma equipe de advogados que nunca tinha pisado os pés na cidade para responder pela Procuradoria? Residem em Crateús hoje mais de 30 (trinta) advogados. Todos foram desprestigiados. Nenhum foi considerado apto para compor a equipe de Carlos Felipe. Nunca antes na história desse município ocorreu fato semelhante. Em que pese ter assentado sua campanha na valorização do potencial local, esse compromisso foi lamentavelmente lançado na vala do esquecimento.

LAUREADOS


A Academia de Letras de Crateús está em festa. Os acadêmicos Elias de França, Lourival Veras e Lucas Evangelista foram agraciados com o mais recente Prêmio Para Autores Cearenses instituído pela Secretaria de Cultura do Ceará. Além de terem suas obras publicadas com recursos oriundos da premiação, também serão agraciados com uma quantia em dinheiro. Parabéns aos confrades. Tento para o Sodalício de Letras Crateuense que escala com firmeza e tranqüilidade os degraus do progresso.

ENLACE

Sábado passado, dia 17, presenciamos o enlace matrimonial de Marília e Wagner, jovem casal que subiu ao altar da Catedral do Senhor do Bonfim em comovente cerimônia religiosa animada pelo Padre Davi Silva. Filhos de João de Deus Carvalho e Ângela Machado e Florentino Moreira César (in memoriam) e Maria de Fátima Cavalcante César, os casantes foram recepcionados no Buffet Ouro Verde. (O espaço, construído ao lado do Restaurante Ouro Verde, foi inaugurado na ocasião. Trata-se de um requintado ambiente, erigido em concepção moderna e digno de louvor). Paz, harmonia e prosperidade para Wagner e Marília, corações onde repousam as sementes do bem. Parabéns aos controladores do Ouro Verde pelo esmero do novo local que oferecem à cidade.

PARA REFLETIR


“Todas as criaturas a que Deus deu a sua imagem, têm dentro de si mesmas um templo, que Ele habita, e donde com elas se comunica: o templo da consciência, que é, no seio do homem, o sacrário divino”. (Ruy Barbosa)


(Por Júnior Bonfim – na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)

FICHA LIMPA?!


Este ano o maior espetáculo futebolístico da terra, a Copa do Mundo, nos familiarizou com a África do Sul. Acendeu-nos a lamparina da emoção ver, em especial, o mais espiritualizado líder político do planeta, Nelson Mandela, saudar a sua gente no encerramento do evento.

Ao liderar um extraordinário movimento que libertou sua pátria dos grilhões do preconceito, Mandela inscreveu seu nome na lápide sagrada da história. Ricardo Stengel, repórter americano, conviveu durante anos com o líder sul-africano na consecução de um projeto biográfico. Escreveu “Os Caminhos de Mandela – lições de vida, amor e coragem”, um livro encantador que elenca as principais lições existenciais extraídas da trajetória heróica do homem que exterminou a apartação entre negros e branco sul-africanos.

Em determinado trecho livro, Stengel registra: “Alguns chamam de cegueira, outros de ingenuidade, mas Mandela considera quase todo mundo virtuoso, até prova em contrário. Ele começa com a suposição de que você está lidando com ele de boa-fé. Acredita nisso – assim como fingir que ser corajoso pode levar a atos de coragem real – julgando que o que há de bom nas outras pessoas melhora as chances de que revelarão o melhor de si. É extraordinário que um homem que foi maltratado a maior parte da sua vida possa tanto ver o que há de bom nos outros”.

Veja o que há de bom nos outros. Esse é o título do capítulo onde se lê a reflexão acima.

Vivemos uma quadra delicada da existência humana. Como um veio vulcânico latejando nos subterrâneos da alma, o ser humano se debate sobre os fundamentos da vida e a colaboração última do conhecimento. Não raro as massas populares, na imperiosa ânsia de corrigir distorções, se rendem a movimentos passionais e apelos ideológicos.

Um justo dínamo que alvoroçou setores conscientes da sociedade brasileira foi a luta pela ética na política, traduzido no tema “ficha limpa”. Em resumo, trata-se de uma batalha para extirpar da vida pública figuras que distorcem o verdadeiro sentido da atividade política, que é o serviço à comunidade, a partir da declaração de inelegibilidade.

O problema é que, na esteira dessa pugna saudável, nos deparamos com equívocos que, por razões de justiça, reclamam reparos. Um deles é o viés maniqueísta: a divisão grosseira e simplista que generaliza e empurra para o esgoto toda e qualquer pessoa que figure no enfrentamento de uma pendência administrativa (um julgamento por uma Corte de Contas) ou judicial (decisão de um colegiado de juízes). E, em conseqüência, essas pessoas sofrem verdadeiro processo inquisitivo, de linchamento moral, de justiçamento antecipado.

Conheço casos de pessoas que sofreram injustiças, que ainda estão lutando para provar a inocência, mas que, por figurarem em lista do TCM, amargam as auguras de uma culpa que não deram causa. Acompanhei, por exemplo, a luta da professora Maria da Conceição Machado Lima, a popular Machadinha. Ela estava na Secretaria de Educação de Crateús no período de implantação do Fundef. Criteriosa, sempre procurou laborar nos trilhos da legalidade. Agiu corretamente. Foi vítima de denúncias infundadas. Durante a tramitação do seu processo no TCM, submeteu-se a uma cirurgia oftalmológica. Enviou o atestado médico ao Conselheiro Relator do seu processo e solicitou prorrogação de prazo. Imaginando se tratar de manobra protelatória, o Relator indeferiu o pedido. Suas contas foram julgadas à revelia. Tenta, por todos os meios em direito admitidos, provar a inocência. Mas seu nome ainda está lá. Na lista. É justo rotulá-la de “ficha suja”? Penso que não.

Imagino que deveríamos ser mais comedidos na emissão de juízos de valor sobre esses casos. Nem todo mundo que está na lista é satanás; nem todo mundo que está fora é santo. Há pessoas virtuosas nesse meio. Que foram vítimas e não algozes. Talvez devêssemos evitar o dedo em riste, a opinião implacável, o julgamento impiedoso. Até porque o mundo não se divide entre bons e maus, limpos e sujos. Em cada um de nós há estilhaços defeituosos e substâncias de estrelas. Melhor é fazermos como Mandela: Ver o que há de bom nos outros.

(Por Júnior Bonfim – na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste, Crateús, Ceará)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

AMANHÃ É DIA DE MAIS UMA EDIÇÃO DO JORNAL GAZETA DO CENTRO-OESTE!

ISTO É GLOBALIZAÇÃO!!!



- Qual é a mais correta definição de Globalização?

- A morte da Princesa Diana.

- Por quê?

- Uma princesa inglesa com um namorado egípcio sofre um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um motorista belga, bêbado de uísque escocês, que estava sendo seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos.


- E este texto foi enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan num monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia.

Isto é, GLOBALIZAÇÃO!!!

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QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...

Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa, INQUILINO, na condução, PASSAGEIRO, nos correios, REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê está com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Como vascaíno, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. Se trabalhar na ANATEL, sou COLABORADOR e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO... E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL!!! E pensar que um dia já fui mais EU.

(Luiz Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

FEIRA CIRCULANDO LIVROS


Olá amigos e amigas!

Neste sábado e domingo tem Feira Circulando Livros na praça da matriz a partir das 18:00h.

Show de música: Sábado - Grupo de seresta Originais da Saudade / Domingo - Bandas de
Rock: Meteoro, Zonas 88 e Akira.

Brincadeiras e palhaçadas: Cia. Viva Circo

Conversa com: Dideus Sales e Pe. Davi Silva

E livros de boa qualidade e preços ótimos!

Na compra de livros a partir de R$ 15,00, você ganha uma bolsa retornável personalizada da Feira Circulando Livros.

(Karla Gomes)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O SOL DO MEU SERTÃO


Quando o sol se esconde,

Carregando o seu clarão.

Bate-me uma saudade

Do sol lá do meu sertão.

Do calor lá do Nordeste

Do céu azul do agreste

Do meu saudoso torrão.

*

Quando o dia amanhece,

Trazendo sua claridade,

Eu me levanto disposta,

Encaro bem a realidade

Pego firme no batente

Até cantarolo contente

Com ares de felicidade.

*

Mas se o céu escurece,

Fecho o tempo também.

Fico um tanto amuada

Enjoada como ninguém.

Pois nasci na terra do sol

Apreciando um arrebol,

Que noutro lugar não tem

*

Texto de Dalinha Catunda

O SEGREDO DAS PESSOAS FELIZES


Descobri que não há nada melhor… do que ser feliz e praticar o bem enquanto vivemos. Eclesiastes 3:12



Os cientistas que estudam sobre a felicidade, descobriram em suas pesquisas que as coisas que as pessoas imaginam que podem fazê-las felizes, de fato, não fazem.

Essas pessoas descobriram, por exemplo, que casar (ou recasar), ter filhos, mudar para um clima melhor, ter mais dinheiro ou ter um corpo mais bonito não traz a felicidade.

E qual foi a receita que os cientistas descobriram para a felicidade?

Descobriram que a gratidão transforma a pessoa. Na verdade, os pesquisadores descobriram que manter um registro diário de motivos de gratidão, faz a pessoa deprimida sentir-se melhor. Pessoas felizes são pessoas gratas.

Outro ingrediente dessa receita de felicidade é ajudar os que sofrem. Em seu ambiente de trabalho ou como voluntário, ajudar os outros nos faz mais felizes. Ajudar a preparar e distribuir sopa para os moradores de rua, visitar alguém doente, um preso — até o preencher de um cheque pode fazer diferença. O fato é que quando ajudamos os outros, nos sentimos bem.

É o mesmo que diz a Bíblia há milhares de anos — a essência da vida cristã é a gratidão, e o apelo central das Escrituras é ajudar os necessitados.

Pense: Pessoas felizes são pessoas gratas.

(Enviado por Jaildon Correia Barbosa)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

CONJUNTURA NACIONAL

Abaixo do berro

Nestor Duarte, deputado e escritor, viajava pelo interior da Bahia com o jornalista Nilson de Oliva César. Conheceram um pistoleiro cego:

- Como é que o senhor faz para matar sem ver?

- Ah, doutor, eu grito o nome do cabra. Quando ele responde, atiro num palmo abaixo do berro. Não erro um.

Coligações

Eis a radiografia das coligações no país: a coligação entre PT e PMDB contempla os seguintes Estados: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. A coligação entre PSDB e DEM abrange: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Paternidade/maternidade


A campanha começou e a disputa se instala em muitas áreas: quem é pai e quem é mãe de alguns programas-chave? Quem é o pai do FAT? E quem é o pai do Bolsa Família, símbolo da era Lula? Os tucanos estão sempre puxando a paternidade da Bolsa para sua floresta. Os petistas argumentam que ele faz parte de sua seara. Vamos lá. Ambos têm algo com a paternidade, ou se quiserem, com a maternidade do programa.

Fundo de Amparo ao Trabalhador

Primeiro, vamos à paternidade do FAT. Em 1988, o deputado Jorge Uequed (PMDB-RS) apresentou um projeto criando o FAT. Em 1989, José Serra propôs, em maio, o projeto de lei 2.250 também regulamentando o FAT. Foi considerado prejudicado porque já havia sido aprovado projeto semelhante. Vale lembrar que o projeto aprovado em plenário em 1990 em regime de urgência (PL 7.998) levou em consideração um substitutivo diferente do projeto original de Uequed. Mas os tucanos dizem que o PL aprovado se baseou na emenda sugerida por Serra. Consta, ainda, que Serra apresentou em 1992 outro projeto de lei prorrogando para 30 de junho daquele ano o prazo para concessão de seguro desemprego especial. Resta, por último, lembrar que o seguro desemprego foi criado em 1986 pelo presidente Sarney, mas era considerado precário.

Bolsa Família

Em 1991, o Senado aprovou projeto de lei do senador Eduardo Suplicy (PT/SP), que instituía o Programa de Garantia de Renda Mínima (PGRM), segundo o qual toda a pessoa de 25 anos ou mais que não recebesse o equivalente, hoje, a cerca de R$ 350,00 teria o direito de receber 30%, ou até 50%, da diferença entre aquela quantia e sua renda. Posteriormente enviado à Câmara dos Deputados, o projeto recebeu parecer favorável do deputado Germano Rigotto (PMDB-RS) mas, até hoje, apesar de pronto, aguarda para ser votado.

Campinas e Brasília

Ainda sob o amparo bíblico do rei Salomão, vale anotar que ambas as siglas estão por trás da ideia original da Bolsa, eis que exemplos pioneiros e simultâneos de políticas de combate à pobreza foram o Programa de Garantia de Renda Mínima (PGRM) e o Bolsa-Escola, implantados em 1995 e patrocinados, respectivamente, por um tucano, o ex-prefeito Magalhães Teixeira, de Campinas, e o então petista Cristovam Buarque, ex-governador do Distrito Federal. Pouco antes, em 1993, o sociólogo Betinho levantava a bandeira da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

Ciclo FHC

Vieram, depois, os desdobramentos. No ciclo FHC, José Serra criou o Bolsa Alimentação e o ministro da Educação na época, Paulo Renato, sob a supervisão da antropóloga Ruth Cardoso, instalava o Bolsa Escola e o programa de erradicação do trabalho infantil. A era Lula abriu mal sucedido Fome Zero, que deu lugar à unificação dos programas de distribuição de renda, surgindo assim o Bolsa Família, hoje poderoso canal que despeja nos lares de 12,4 milhões de famílias (totalizando 49,2 milhões de beneficiários) cerca de R$ 13 bilhões.

Efeitos


Os resultados dessas e de outras experiências positivas de Renda Mínima e Bolsa Escola se alastraram por muitos municípios e alguns estados, vindo a ter repercussão no Congresso Nacional, onde surgiram mais seis projetos de lei dos deputados Nelson Marchezan, (PSDB/RS), Chico Vigilante (PT/DF) e Pedro Wilson (PT/GO) e dos senadores Ney Suassuna (PMDB/PB), Renan Calheiros (PMDB/AL) e José Roberto Arruda (na época, do PSDB/DF).

Deu-se o vice-versa

Dr. Dantinhas, deputado da Bahia, elo de todo um clã político do Estado (neto do barão de Geremoabo), foi convidado para padrinho de casamento da filha de um coronel do sertão. No dia de viajar, recebeu telegrama:

- Compadre, não precisa vir. Deu-se o vice-versa. Menina morreu.

Promoção de caixão


Na porta da funerária, velório em andamento, seu Lunga e vizinhos conversando baixinho, caras tristes. Passa um conhecido: "O que o sr. está fazendo aí, seu Lunga?"

- Estou na fila pra promoção de caixão com pequenos defeitos.

Escolha a rima

A fama de seu Lunga se espalha pelo mundo.

Um turista português senta em sua mesa, quando se refrescava com uma cerveja gelada.

- O Senhoire me esclareça: é "seu Lunga" ou "seu Longa" ?

- Com qual rima o sr. prefere?

(Colaboração de João Thomas Luchsinger, defensor público em Manaus, casado com uma cearense de Itaiçaba)

Novo modelo de segurança

As regras gerais do Regulamento de Segurança da FIFA disciplinam exaustivamente a segurança privada nos grandes eventos futebolísticos, dentre eles, itens primordiais, como princípios fundamentais, arredores e perímetros do estádio, vias de acesso e evacuação, medidas e equipamentos de segurança, proteção contra fogo e primeiros socorros, proibição de bebidas alcoólicas, código de conduta, integração da polícia de segurança pública e os seguranças privados e suas tarefas, seu campo de abrangência e etc. Desde já, o setor vem se preparando para desenhar um novo modelo de expansão para que a segurança se enquadre nestas exigências da maior competição mundial do futebol.

Copa, uma oportunidade

"Hoje, o Brasil não adota o modelo integrado de segurança, no qual as empresas privadas atuam dentro dos estádios e a polícia militar nas vias públicas, intervindo quando necessário, como ocorre em outros países. Acreditamos que a Copa seja a oportunidade para começarmos a aplicar este modelo que, certamente, potencializa a eficácia da estratégia de segurança, quando efetuado por uma empresa regular", argumenta o presidente do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), José Adir Loiola.

O país dos impostos

O Brasil apresenta a conta: são 72 impostos, contribuições e taxas. Diz o SEBRAE: a taxa de mortalidade das empresas é de 29% no 1º ano, 42% no 2º ano, 53% no 3º ano e 56% no 4º ano.

De onde virão os votos

Eis aqui a tabelinha de onde virão os votos da vitória de um (ou de uma) e da derrota de outro (ou de outra). Centro-Oeste, eleitorado: 9.547.231 (7,121%). Exterior, eleitorado: 169.825 (0,127%). Nordeste, eleitorado: 36.091.327 (26,918%). Norte, eleitorado: 9.796.530 (7,306%). Sudeste, eleitorado: 58.384.124 (43,544%). Sul, eleitorado: 20.091.480 (14,985%). Eis o total do eleitorado brasileiro: 134.080.517.

Dilma, aqui, e Serra, lá

Dilma Rousseff decidiu, nesse início de campanha, priorizar o sudeste, a partir de São Paulo, onde perde nas cidades grandes e médias por 20 pontos para José Serra. Já o tucano decidiu priorizar o nordeste, onde perde para Dilma por uma diferença de mais de 20 pontos.

Moldura regional

Lembremos. Serra avançou no sul, onde passou de 38% para 50%. Dilma perdeu terreno na região, caindo de 35% para 33%. No sudeste, o tucano ampliou a vantagem de 10 para 13 pontos. No nordeste, Dilma foi de 44% para 47%. E no norte/centro oeste, os dois avançaram.

Chamando para a briga


Serra insiste em chamar Dilma para a briga. Ataca a candidata petista, diz que ela é mais fraca que o PT, faz gozação com a rubrica que ela fez no programa enviado ao TSE etc. E Dilma cai na rede. Rebate o tucano. Entra no jogo de Serra. Que abre espaço na mídia e deixa Dilma na defensiva. Ou seja, a ex-ministra comete um erro : dar explicações contínuas à opinião pública.

Morte do JB


O velho e bom Jornal do Brasil, onde aprendi a escrever as primeiras letras no jornalismo, está à beira da morte. A versão impressa deixará de circular. Apenas a versão eletrônica permanecerá. O JB, nessa versão tablóide, já se apresentava como um ente capenga. Sob lamento, dou adeus ao ex-grande jornal.

Adeus, Paulo Moura


Comovido, dou também Adeus ao grande Paulo Moura, 78 anos. Um dos saxofonistas e clarinetistas mais requisitados no Brasil e no exterior, Paulo Moura foi reconhecido no ano 2000 com o Grammy - o maior prêmio da música mundial, com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas". Paulista de São José do Rio Preto, Paulo Moura nasceu no dia 15 de julho de 1932, numa família de instrumentistas. Aos 9 anos, ele pediu para estudar música e começou a tocar clarineta. Aos 14, entrou para o conjunto do pai. Paulo Moura gravou o primeiro dos 40 discos em 1956. Ele chegou a integrar a orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Moura tocou com grandes nomes da MPB, como Elis Regina e Milton Nascimento.

Vi seu último show

Tive a felicidade de ver Paulo Moura por ocasião da Virada Cultural, essa última, ocorrida há pouco tempo. Lá pelas 10 da noite, ele começou seu belíssimo show no Centro Cultural São Paulo, na av. Vergueiro. Que maravilha. Sábado passado, um grupo de amigos foi ao quarto do músico, na Clínica São Vicente, no Rio. O grupo de artistas tocou várias canções de Paulo. E ele, feliz, pegou sua clarineta, foi à varanda e tocou, com Wagner Tirso, "Doce de Coco", de Jacob do Bandolim. Estava dando adeus ao mundo. E à música.

Nome da bola

Brasileiro é mesmo um gozador. Quatro anos antes, já começa a dar nome à Jabulani. Eis alguns já mapeados: Amazônia, Arrastone, Boladona, Bussunda, Brasuca, Carambola, Caturrita, Chimbinha, Chulipa, Gorduchinha, Jaburaca, Jabá-lani, Jabá-nela, Jabulula, Jabutica, Joaninha, Mulata, Pelé, Pelota, Propina, Popozuda, Rebolation, Redonda, Roubulani, Samba, Sambabamba, Trombadinha. Tanajura, Uirapuru e Zumbida.

Cooperativismo oportunista

As falsas cooperativas usam sempre o expediente de burlar a lei para alavancar seus negócios. Como se sabe, o cooperativismo se rege por normas próprias. Hoje, as cooperativas de trabalho se multiplicam no país, fazendo concorrência com as empresas que prestam serviços. Estas são obrigadas a arcar com uma batelada de tributos, impostos e ônus burocráticos. Já as cooperativas não enfrentam tantas barreiras. Daí a concorrência desleal. Por isso, deve-se aplaudir o decreto 55.938, de 21 de junho deste ano, baixado pelo governador Alberto Goldman. Proíbe a participação de cooperativas nas licitações promovidas pela Administração, direta e indireta do Estado de São Paulo. Exemplo a ser seguido.

Conselho aos fichas-sujas

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Hoje, volta sua atenção aos políticos fichas-sujas:

1. Não corram com muita sede ao pote. Ou seja, não abram muito o bolso, porque poderão perder um bom dinheiro.

2. O TSE examinará, em agosto, o mérito da questão. Os fichas-sujas poderão ser proibidos de entrar na campanha.

3. Tenham um plano B ou mesmo C. No caso de serem impugnados pelo TSE, para onde irão seus votos? Quem serão os herdeiros de seu legado político?

____________

(Gaudêncio Torquato)

SOBRE A COPA

Foi-se a copa, vem a política.

*
Adeus copa do mundo,
E até outra ocasião.
Agora vamos penar
Mas em outra situação.
Tentando escolher o melhor
Para não ficar numa pior
Depois desta eleição

(Dalinha Catunda)

REPERCUTINDO

Olá Júnior,

Escrever é minha cachaça, é meu vício.

Por isso fico contente quando surgem as academias ou qualquer espaço onde a cultura faz moradia.

Investir em cultura jamais será tempo ou dinheiro perdido.

Parabéns a cidade de Crateús por esse bendito espaço e parabéns a ALC, Academia de Letras de Crateús, pelo primeiro ano de vida.

Um abraço,

Dalinha Catunda

terça-feira, 13 de julho de 2010

ACADEMIA DE LETRAS DE CRATEÚS COMPLETOU UM ANO DE EXISTÊNCIA


Era 13 de junho, dia de Santo Antonio. Nas ruas e terreiros desses vales Potis os crateuenses abrasavam suas fogueiras honrando a tradição dos Santos Juninos Nordestinos e, no Teatro Municipal Rosa Moraes, vinha à luz um rebento, de nome feminino que, mesmo recém nascido, valia a síntese de 22 feitores de palavras: A Academia de Letras de Crateús – ALC.


É do gênero dos entes sociais a quem as tradições costumam atribuir grandes poderes, inclusive o da imortalidade dos seus integrantes, mas sobretudo o poder de congregar a fonte da palavra lúdica, das frases e versos capazes de materializar a sensibilidade dos poetas, as verdades sutis, a beleza nos pequenos detalhes e na singeleza da vida, tornando sublimes as expressões dos sentimentos.


Para tamanhas pretensões, um ano é só um pequeno lapso de tempo, mas ainda assim a nossa jovem Academia deu muito o que falar. Seu nome foi lembrado nas principais ações culturais da cidade, sendo convidada para solenidades de formaturas da Faculdade, lançamentos de livros, eventos artísticos e culturais, alem de ser festejada como força motriz nascente da literatura, aqui e em outros lugares Brasil-a-fora que da mesma tenham tomado conhecimento.


E quando precisou erguer a voz e subir o tom, a Jovem Academia não se omitiu. Assim ocorreu quando a nossa biblioteca pública estava ameaçada de ser demolida, em virtude de um projeto de construção de praça, a ALC agiu incisivamente em defesa da nossa casa de leituras chamando à reflexão as autoridades, fazendo que fosse revisto o projeto.


Um único ano também foi bastante para, das hostes da ALC, viessem a ser lançados mais 6 livros de nossa terra, tendo como autores, alem deste que vos escreve, Padre Geraldino, Flavio Machado, Junior Bonfim e Raimundo Cândido. E quando lá na Capital acontecia a Bienal Internacional do Livro, a maior de todos os tempos no Ceará, lá estivemos para participar do Lançamento da segunda coleção PAIC prosa e poesia, de edição da SEDUC, da qual somos parte com o livro “zungo, zunzungo” de literatura infantil, e o Mestre Lucas Evangelista com sua banca de cordéis encantando a todos com suas rimas.


Nesta Academia de Letras ainda tão menina, já se podem ver e espera-se que tenham assento, sejam como membros ou patronos, as mais importantes mãos que materializaram em letras esta terra e seu povo, tanto aqueles até então conhecidos, como os que hão de vir.


Academias de Letras existem para serem o oxigênio que há de fomentar acesa a chama da criatividade da palavra, para todo o sempre, ainda que o curso da história, tangida pela modernidade fantástica e, às vezes, quase estúpida, chegue a impressionar aos olhos com suas geringonças sensacionais. E a nossa ALC assim se constituiu, como que nascida das chamas de todas aquelas fogueiras acesas em 13 de junho de 2009, broto desses Sertões, predestinada a semear versos, prosas, repentes, relaxos que sejam, como vingas de esperança na forma de letras nas mentes dos homens e mulheres que são e fazem a consciência viva do nosso povo.

Elias de França
Presidente

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FOI-SE A COPA?

Foi-se a Copa? Não faz mal.
Adeus chutes e sistemas.
A gente pode, afinal,
cuidar de nossos problemas.

Faltou inflação de pontos?
Perdura a inflação de fato.
Deixaremos de ser tontos
se chutarmos no alvo exato.

O povo, noutro torneio,
havendo tenacidade,
ganhará, rijo, e de cheio,
A Copa da Liberdade.



Carlos Drummond de Andrade (Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, 31 de outubro de 1902 - Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) - Considerado um dos maiores poetas brasileiros, autor de uma vasta obra poética, que também inclui contos e crônicas. Morou no Rio de Janeiro a maior parte de sua vida, onde, foi funcionário público. Foi traduzidos para vários idiomas e é uma referência fundamental na poesia brasileira.

(Do blog do Noblat)

domingo, 11 de julho de 2010

PARABÉNS, MARGUÊ!

Ontem – aliás, por toda a semana – celebramos o natalício e agradecemos ao Criador a criatura maravilhosa que temos em nosso convívio familiar: Marguerrite Freire Bonfim, a Marguê!

Apaixonada pela intimidade do lar, Marguê adora os meandros da gastronomia. Escreve uma coluna no Jornal Gazeta do Centro Oeste sobre Receitas Caseiras.

Também curte apertar a mão e conhecer pessoas em cujas veias correm a mesma tonalidade sanguínea sua.

Centrada, é também determinada quando se lança em busca de um objetivo.

Vive em permanente cultivo da arte da superação.

Parabéns, filha querida!

Segue um acróstico que lhe dediquei:

MARGUERRITE


Manancial de doçura, flor possessiva
Arvore de pureza, vulcão de bondade
Rebelde pétala, penhasco de saudade
Guitarra terna, claridade ativa
Une os fios solenes da disposição
Escreve a crônica da luz, o poema da paixão
Revida o rigor legal, a algema estatutária
Reúne as notas solenes do teu coração
Insurge-te contra a feia nuvem adversária
Tens agora um companheiro para tua prisão:
Estás condenada à cadeia azul da emoção.


(Júnior Bonfim)

CONJUNTURA NACIONAL

Tempos de Índio

Em tempos de Índio do Brasil, vice de Serra, uma historinha do passado. Dia das Mães. Rio de Janeiro era o antigo Distrito Federal. A Câmara de Vereadores realizava sessão solene a requerimento do vereador Frederico Trota, do PTB. O vereador Índio do Brasil (tem algum parentesco com o simpático deputado do DEM ?), em nome do PSP, passou a saudar as mães convidadas que lotavam o plenário, e começou assim seu discurso:

- Ninguém mais indicado para ser mãe do que a mulher.

Saborosa historinha contada por Sebastião Nery.


Sabe nadar?


Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à Marinha para a entrevista:

- Você sabe nadar? Pergunta o oficial.

- Sei não, senhor.

- Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à Marinha?

- Quer dizer que se eu fosse para a Aeronáutica, eu tinha que saber voar?


Centralização tucana

Um dos problemas enfrentados pelos tucanos é a centralização excessiva por parte do candidato José Serra. Tudo passa por ele. Coisas pequenas e grandes. É do seu estilo concentrar poder. Não gosta de dividir. Não adianta programar nada sem o referendo do candidato. Agora, a campanha de marketing e comunicação passará por um conselho, composto pelos cardeais do partido. Gonzalez vai ter de rebolar para agradar a todos. Não conseguirá. Virão críticas fortes. A conferir.

Major na amizade

Interventor, deputado estadual, constituinte no Pará, João Botelho era Secretário de Segurança, quando recebeu em audiência um capitão do Exército, fardado:

- Tenha a bondade, major.

- Major, não, doutor Botelho, capitão.

- Mas é major na promoção de minha amizade.


Lula de licença


Cresce a ideia de Lula tirar licença para fazer a campanha de Dilma. Se esse é o principal projeto do presidente para este ano, como ele faz questão de frisar, a pressão será irresistível. A alternativa é bem viável, eis que o vice Zé Alencar, fora do páreo este ano, é confiável e está administrado bem seus problemas de saúde.

Panorama eleitoral

Pinço situação dos candidatos em alguns Estados:

Acre - Tião Viana (PT): 33,4%; Tião Bocalom (PSDB): 23,4%. Pesquisa do Instituto Phoenix, em abril.

Amazonas - Omar Aziz (PMN): 51%; Alfredo Nascimento (PR): 36%. Pesquisa do Ibope, em junho.

Pará - Simão Jatene (PSDB): 25%; Jader Barbalho (PMDB): 24%; Ana Júlia (PT): 23%. Pesquisa do Ibope, no final de maio.

Inadimplência

O consumo em alta dá nisso: expansão da inadimplência. Prestações com atraso de mais de 90 dias aumentaram em maio e devem continuar alta em junho. Maiores problemas estão nas dívidas de cartões de crédito.

Aperitivo

Lula promete pagar os proventos atrasados dos aposentados, em agosto, um pouco antes de começar o horário eleitoral, dia 17. Trata-se de um aperitivo que poderá refrescar a cuca dos velhinhos. Para manter a temperatura agradável em toda a campanha. Desde janeiro, paga os 6,14% estabelecidos na MP. Deverá, em agosto, pagar a diferença - 7,7% aprovados pelo Congresso - relativa a 5 meses - de janeiro a junho - beneficiando 8 milhões de aposentados.

E esse ônibus, é seu?

Seu Lunga foi pegar um ônibus. O motorista pediu sua carteira de identidade... olhou, olhou, olhou e lançou o desafio:

- Mas essa carteira não é sua!

Seu Lunga não perdeu o rebolado:

- E esse ônibus é seu, fio de uma égua?

Os Pires Franco

A família Pires Franco, do Pará, está tiririca com os tucanos. Simão Jatene, candidato ao governo, fechou as portas para Valéria Pires Franco, que seria candidata ao Senado. Teria feito acordo com Jader Barbalho, que o apoiaria no segundo turno contra a candidata à reeleição pelo PT, a governadora Ana Júlia Carepa. O marido, deputado Vic Pires Franco, decidiu não se candidatar. Saem da vida pública xingando o PSDB.

Loures confiante

O deputado Rodrigo Rocha Loures, candidato a vice-governador na chapa de Osmar Dias, no Paraná, está confiante. Garante à coluna: "vamos vencer a parada". Mas Beto Richa, o bem avaliado prefeito de Curitiba, ainda é, hoje, o favorito.

Planejamento sem improviso

Agora que o Brasil ficou fora da Copa, resta mobilizar os esforços da gestão pública e da gestão privada em torno do empreendimento de 2014. Um evento da magnitude de uma Copa Mundial de Futebol precisa ganhar um planejamento completo, inclusive com planos alternativos. Cada segmento deve ser cuidadosamente pensado. As empresas que construirão/reformularão os estádios disporão de know-how adequado? Vejamos a questão da segurança dos estádios. Na África do Sul, a segurança caberia à vigilância privada. O plano alternativo implicaria o emprego da Polícia local. Diante da greve de vigilantes por falta de salários, policiais assumiram a segurança interna. Mas alguns jamais tinham sequer entrado num campo de futebol. Tumultos. Falhou o planejamento.

Sistema de segurança

O exemplo da África do Sul precisa ser bem avaliado, a partir da escolha do sistema de segurança dos estádios. Urge evitar que empresas sem história, sem experiência, organizadas apenas para ganhar concorrências entrem na arena. O que se viu naquele país africano tem sido comum entre nós: empresas improvisadas acabam enfrentando greve geral de seus trabalhadores. Salários não foram pagos e até equipamentos deixaram de ser adquiridos. Para não pagar um "mico mundial", a Polícia local teve de assumir funções previstas para a vigilância. O ministro Orlando Silva, nomeado como Autoridade Olímpica, deve começar a relacionar os setores de serviços que entrarão no circuito da Copa de 2014.

E os meninos?

João Botelho encontra o cabo eleitoral:

- Como vai? E sua diletíssima esposa? E as crianças?

- Tudo bem, deputado. A mulher está ótima. Mas, por enquanto, é um menino só.

- E eu não sei que é um filho só? É um menino, certo, mas que vale por muitos. Então como vão os meninos?

Investimentos na Copa

O Estudo Brasil Sustentável - Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo de 2014, produzido pela Ernst & Young em parceria com a FGV, faz a seguinte estimativa de investimentos para a Copa de 2014. Mídia: R$ 6,5 bilhões; Estádios: R$ 4,6 bilhões; Parque Hoteleiro: R$ 3,1 bilhões; Reurbanização: R$ 2,8 bilhões; Segurança: R$ 1,6 bilhão; Rodovias: R$ 1,4 bilhão; Aeroportos: R$ 1,2 bilhão; Tecnologia da Informação: R$ 309 milhões; Energia: R$ 280 milhões; Fan parks: R$ 203,8 milhões; Centros de Mídia e Transmissão: R$ 184,5 milhões.


Fichas sujas, empate

Há sete pedidos de liminar, feitos por fichas sujas, que foram aceitos por ministros do TSE. E há sete que foram negados pelo presidente Ricardo Lewandowski. Portanto, a conta está empatada. Em agosto, após o recesso, o plenário do TSE decidirá sobre o mérito da questão. A sociedade espera que o Projeto do Ficha Limpa seja adotado imediatamente.

Gastos elevados

Na campanha de 2006, os dois principais candidatos à presidência da República, Geraldo Alckmin e Lula, tiveram previsão de gastos da ordem de R$ 210 milhões. Neste ano, a previsão é um aumento de 60%, ou seja, os dois principais candidatos, Dilma e Serra, terão gastos estimados em R$ 337 milhões.

Alckmin e Mercadante

Geraldo Alckmin promete continuar a desoneração tributária que ele iniciou quando era governador. Serra, depois, não deu continuidade. Aliás, essa é uma queixa que o empresariado paulista registra em relação à dureza serrista - com o braço de Mauro Ricardo - na frente tributária. E propõe também ampliar cursos de nível superior à distância, horário integral na escola e valorização contínua dos professores. Aloizio Mercadante elege como prioridades as áreas de educação, segurança, saúde, transportes e habitação. Mercadante defende o fim de aprovação automática, a construção de escolas, cursos noturnos e a contratação de professores. Na saúde, quer parceria com os programas federais.


Conselho a Ricardo Teixeira

Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos candidatos favoritos nas eleições de outubro. Hoje, volta sua atenção ao presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira:

1. Tenha muita cautela ao escolher o novo técnico da Seleção Brasileira. Veja qualidades: capacidade/conhecimento; base psicológica; relação com a imprensa; apoio popular, entre outros.

2. Procure sondar sentimento social a respeito dos nomes.

3. Ao escolhido, deve-se exigir cuidadoso planejamento de todas as fases e ciclos a serem vividos pela Seleção até 2014.

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(Gaudêncio Torquato)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

OBSERVATÓRIO

Politicamente, o Ceará migrou, em poucos dias, de uma inquietante calmaria para um crescente turbilhão ou fervilhante convulsão. Quando tudo levava a crer que teríamos a ausência de querela ou, no máximo, uma disputa morna entre duas candidaturas, eis que entramos o mês de julho com seis candidaturas registradas, encabeçadas pelo PV, PSTU, PSB, PR, PSOL e PSDB.

CID

O governador imaginou a possibilidade de uma chapa abrigando as maiores forças políticas do Ceará, inclusive os arqui-rivais PSDB e PT. Sucede que, na última hora, o PT o forçou a optar entre um ou outro. Cid preferiu perder Tasso. Indignado, Tasso lançou Marcos Cals ao Governo e desencadeou um processo de ruptura que muitos não acreditariam que se consumasse. O ambiente é similar ao de um terremoto. Placas rochosas que se imaginavam inabaláveis, de repente se partem. As conseqüências são imprevisíveis.

TASSO

Jereissati é indiscutivelmente o maior político da história cearense. Nenhum outro homem público construiu uma grade curricular como a sua. É o único que conseguiu assumir por três mandatos o Olimpo estadual mediante sufrágio popular. Nunca recebeu uma insinuação plausível de malversação do dinheiro público. Depois, Senador da República, com atuação acima da média. Porém, o fato de exibir a vestimenta limpa de uma conduta proba não lhe confere o dogma da infalibilidade. Falhou algumas vezes. Derrapou em outras. Agora, por exemplo, enfrenta resistências. Alguns amigos seus de todas as horas firmaram, por incentivo do “galego”, compromissos que não comportam mais retrocessos. Veja-se o caso de Nenen Coelho.

NENEN

Certo dia, após a eleição de 2006 e antes da posse dos eleitos, Nenen encontrava-se no gabinete de Tasso em Brasília. De repente, chegam a Senadora Patrícia Sabóia e o Governador eleito Cid Gomes. Nenen, arredio. Tinha votado em Lúcio Alcântara. Queria fazer oposição ao novo governo. Tasso o convenceu do contrário. Na ocasião, pegou no ombro do filho do Rodrigão e se dirigiu ao Governador: - “Cid, o Nenen é um dos nossos. Cuide bem dele”. Cid cuidou. Atendeu o Deputado nos seus pleitos mais substantivos. Em reconhecimento, Nenen lhe prestou apoio político e administrativo e relembrou ao Senador Tasso esse e outros episódios para falar que tinha empenhado a palavra no apoio ao Governador. Tasso, nesse caso, se equivocou. Devia ter evitado colocar seus liderados na trincheira de apoio ao Governador.

CAUTELA

Alguém precisa aconselhar o Prefeito de Crateús sobre as virtudes da prudência. Em especial, no que tange aos arroubos marqueteiros. Ano passado, para comemorar os serviços de recuperação das estradas vicinais, o alcaide desfilou pelas ruas dirigindo uma motoniveladora e comandando uma carreata para comemorar o início das obras. Poucos dias depois, estourou um escândalo envolvendo a empresa ganhadora da licitação. Agora, repetiu-se o mesmo espetáculo em relação ao reasfaltamento da cidade. Outra vez, uma frustração. O serviço começou e parou. Recomeçou e parou. Melhor seria fazer a festa depois da obra pronta. Primeiro, a obrigação; depois, a diversão.

LISTA

Os Tribunais de Contas divulgaram a lista de gestores que tiveram processos definitivamente julgados nos últimos oito anos. Isso sempre provoca um grande abalo no mundo político. A cobertura feita pela imprensa suscita as mais variadas reações. A origem da publicação da lista é de natureza legal. Tem como fundamento o artigo 11, § 5º, da Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral). Já a Lei das Inelegibilidades estabelece, logo no artigo 1º, inciso I, alínea g, que: “São inelegíveis: I - para qualquer cargo: (...) g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição.” Pelo que se depreende da leitura da lei nem todos os nomes que constem em lista por julgamento de processo são proibidos de registrar candidatura. Apenas aqueles que se enquadrem naquelas três molduras tipificadas pela norma, à saber: 1) os que tiverem contas rejeitadas por irregularidade insanável; 2) que configure ato doloso de improbidade administrativa, e 3) por decisão irrecorrível do órgão competente. Irregularidade insanável é aquela que, uma vez cometida, não pode ser mais corrigida. Ela é insuprível e acarreta uma situação de irreversibilidade na administração pública e de seus interesses. Improbidade administrativa é o ato ilegal ou contrário aos princípios básicos da Administração, cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta. Decisão irrecorrível é aquela em que não cabe mais recursos. Noutras palavras, a lista serve de subsidio para a Justiça Eleitoral decidir sobre o registro de candidaturas. É um dos itens, dentre muitos outros, que será posto à consideração do Juiz que vai deferir ou indeferir o pedido de registro de candidatos às eleições deste ano.


OS EQUÍVOCOS

Há, no entanto, alguns equívocos que precisam ser elucidados. A maneira bombástica como os nomes são divulgados gera uma interpretação maniqueísta: quem está na lista é culpado; quem está fora dela é inocente. Isso é um reducionismo injusto. Muitos são os casos de ex-gestores que tiveram dificuldades na caminhada processual (apresentaram suas defesas fora do prazo legal e o processo correu à revelia. Houve o julgamento sem a análise dos documentos e justificativas da parte). Estão na lista, mas poderão, a qualquer hora, sair por decisão do Poder Judiciário. Há casos de pessoas que tiveram as contas julgadas irregulares, porém inexiste imputação de penalidade ou nota de improbidade.

PARA REFLETIR

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos" (Provérbio chinês)

(Júnior Bonfim, in GAZETA DO CENTRO OESTE, Crateús, Ceará)

MUITOS ANOS DE VIDA, CRATEÚS!

Hoje evitarei falar dos teus defeitos. Hoje me escusarei de amplificar os teus clamores. Hoje quero apenas lembrar que devemos - por uma razão amorosa, obrigação que jorra do olho d’água da consciência - reativar a orquestra dos teus filhos e, com as partituras do coração, entoar o tradicional canto de amor à tua existência. Parabéns, Crateús!

Ambulante garoto, sem sotaque cigano
Mergulhei na tua capoeira de concreto
E descobri o iodado sal do mundo:

A chama suave e ardente da conjunção afetiva,
O copo boêmio que leva o líquido estonteante,
O movimentado vazio dos vagabundos,
A algazarra da aurora urbana,
Essa gota de malícia chamada sensualidade,
O som arrebatador dos violões apaixonados,
A grave disposição do Externato,
O peso e o pesadelo da palmatória da D. Delite,
A educação feita na construção sintética de amor e rigor,
A disputada corrida para o pão com refresco,
Os rebeldes motivos da rua em crescimento.
Esta é a tribo dos Karatiús.


Comenta-se que nas bandas oeste
E centro-sul da terra Alencarina
Perambulavam três nações de aborígines:
Os Quixelôs,
Os Inhamuns
E os Karatiús.

Devotados ao trabalho,
Os Quixelôs se firmaram
Nas imediações Iguatú;

Pintados para a guerra
Os Inhamuns combatiam
Nas caatingas do Tauá;

Amantes da festa e da alegria,
Os Karatiús se arrancharam
Na ribeira do Poty
E deixaram a latência
De uma semente solene
Que estremece a croa fluvial
E faz as árvores delgadas
De sua mata ciliar
Se agitarem num baile
De extravasamento e ostentação.


Crateús,
Com sua verde cabeleira de árvores,
Com sua alucinação festiva,
Com a doçura de suas veias fluviais,
Com seu suave desenho maternal,
Com suas invisíveis pratas de mistério,
Lançou sobre mim
Uma inextinguível luz.


Quando desfolho combates
Em tua História, Crateús,
Quando saboreio
A abertura de teus pobres,
Quando me inebrio de teu
Aroma noturno,
Quando toco
Teu tórax revolucionário,
Sinto que de ti recebi
Uma fragrância de simplicidade
Reconheço o poder
Das descobertas
E concluo
Que és uma cidade
Que Eu Amo!

(Por Júnior Bonfim, na edição de 06 de julho do Jornal GAZETA DO CENTRO OESTE, Crateús, Ceará)

sábado, 3 de julho de 2010

BLOG TAMBÉM TEM DIREITO A FÉRIAS




CARÍSSIMOS(AS):

No livro do Gênesis 2,2 lemos:

"Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho".

Como todos os que vivem do labor fraterno, o blog tem direito a férias.

Em verdade, quando o alimentador viaja, o blog repousa.

É o que ocorrerá nos próximos dias. A começar deste sábado, que significa dia de descanso. Sábado = Descanso. Em Hebraico - shabāt; Em Latim - sabbatum.

Até breve!

Júnior Bonfim

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ÍNDIO DA COSTA É O VICE DE SERRA


O candidato José Serra esteve presente ontem, quarta-feira, 30, na Convenção nacional do Democratas realizada em Brasília. O candidato tucano foi à Brasília para confirmar a indicação do deputado Indio da Costa à vice.

Em entrevista coletiva, José Serra elogiou o deputado, aclamado candidato a vice-presidente na sua chapa: "Indio vai ser um parceiro de primeira, ele significa uma novidade que é sinal de renovação e de esperança para o País", afirmou.

"Queremos fazer um governo que abra oportunidades para o Brasil, de maneira contínua em relação ao futuro, que abra caminhos, que renove o nosso país, que faça o nosso país seguir avançando", continuou o candidato.

“Quero dizer que nosso Indio é um político da nova geração, jovem que já tem experiência importante na vida pública. O Indio é especialista em administração pública", completou José Serra.

(Fonte: DEM)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

MARINA CANDIDATA


A candidatura da senadora Marina Silva para a Presidência da República em 2010 foi recebida com entusiasmo por ambientalistas e por um setor não desprezível da classe média. Salvo engano, ela é a primeira candidata do Acre à Presidência.

Isso, por si só, é surpreendente. Mineiros, gaúchos, nordestinos, paulistas e cariocas já exerceram o cargo de primeiro mandatário do país. Que uma humilde acreana seja candidata a esse posto máximo, é algo que não pode ser minimizado, muito menos desprezado.

O Acre foi um território boliviano até 1903, quando foi conquistado por seringueiros nordestinos, esses "caboclos titânicos que ocuparam e povoaram o deserto", segundo Euclides da Cunha.

Da seringueira da Amazônia foi extraída a borracha, que, entre 1880 e 1915, alimentou vários setores da indústria europeia e norte-americana. O trabalho nos seringais era um inferno. O próprio Euclides, que viajou pela Amazônia em 1905, escreveu uma frase lapidar sobre o seringueiro: "é um homem que trabalha para escravizar-se".

Marina Silva nasceu no interior do Acre, conheceu o trabalho árduo nos seringais, "a mais criminosa organização de trabalho", para usar as palavras de Euclides, cujo livro póstumo, À margem da história (1909), reúne seus ensaios amazônicos.

À semelhança de Lula, Marina é uma brasileira que veio do mundo dos desvalidos. Mas, ao contrário do atual presidente, ela frequentou uma universidade, diplomou-se, e não migrou para uma metrópole do sudeste. Permaneceu no Acre, onde militou numa Pastoral da Terra e fez uma notável carreira política como militante do PT. Não menos aguerrida é sua luta pela preservação do meio ambiente. Ou melhor, pelo uso dos recursos da natureza em equilíbrio e harmonia com o sistema produtivo.

O desenvolvimento sustentável é um desafio à imensa maioria dos países, e não apenas os da periferia. Basta lembrar que George W. Bush, quando presidente dos Estados Unidos, ignorou, com a arrogância que lhe é peculiar, o Tratado de Kioto. O desenvolvimento a qualquer custo pode ser ― e em vários aspectos já é ― catastrófico para o futuro da humanidade.

Descontente com a política ambiental do governo Lula, a senadora Marina Silva filiou-se ao Partido Verde. Sua candidatura à Presidência certamente ofuscará a dos candidatos de outros partidos pequenos, a maioria totalmente inexpressivos. Mas ela deverá enfrentar as contradições, incoerências e até mesmo aberrações de seu novo partido, que fez alianças com o governo do Mato Grosso, cuja política ambiental é, no mínimo, desastrosa.

Falta ao Partido Verde um programa detalhado e claro sobre as grandes questões nacionais. Além da devastação da floresta e da poluição dos rios, há outros problemas gravíssimos na Amazônia: a pobreza, a miséria, o desemprego e a ausência de infraestrutura nas capitais da região.

Além disso, o PV é frágil e esgarçado. Não tem densidade eleitoral nem representatividade nos estados e municípios. Talvez não seja possível reestruturar o partido e estabelecer uma relação orgânica entre um projeto de governo e a sociedade. Essa relação será difícil de ser construída em pouco tempo.

Mesmo se Marina Silva for eleita, seu primeiro grande desafio será a governabilidade. Como o PV vai obter uma maioria no congresso nacional? Com minoria no congresso, é impossível governar. É nesse momento que a chantagem e a barganha por cargos entram escancaradamente em cena e minam as boas intenções de qualquer Presidente da República.

Ainda assim, a candidatura da senadora do Acre é bem-vinda, pois dá substância ao debate eleitoral, além de ameaçar ou, quem sabe, desarmar a polarização entre tucanos e petistas. No entanto, penso que o mais urgente para o país é uma mudança radical do nosso sistema político. Entre outras coisas, essa reforma profunda deveria extinguir a imunidade parlamentar, que rima muito bem com a impunidade vergonhosa de deputados e senadores de todos os partidos. Mas são eles que legislam conforme a dança e as cores da festa. Verde, vermelha, azul ou amarela, pouco importam as cores. O que interessa é a festa. Ou a farra, para ser mais exato.

(Milton Hatoum)

terça-feira, 29 de junho de 2010

O MAIOR GOL DA CARREIRA DE "TOSTÃO"


25/09/09 - 18h - Presidente Lula define prêmio para jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor pode chegar a 465 mil reais.

O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002. Reunião na Casa Civil discutiu as cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo na próxima semana.

O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:

Tostão escreveu:-

Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.

A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.

Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.

Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Tostão

POLÍTICA E ECONOMIA NA REAL

Serra: da política à economia I

Afora os passos políticos que tem sido dados pelo candidato tucano, temos de observar cuidadosamente as suas propostas econômicas, e as possibilidades destas seduzirem um vasto eleitorado. De fato, a campanha de Serra cai nas mesmas ciladas conhecidas na fracassada campanha de Alckmin, em 2006. Tudo é colocado na perspectiva de que Serra é um "gerente" melhor que Lula. O candidato paulista poupa argumentos contras as políticas de Lula, mas diz que é preciso avançar. Ora, do ponto de vista estritamente eleitoral isto parece pouco, pois não há razões, digamos, objetivas para o eleitor crer nisto. Para este eleitor a economia vai bem, o emprego e a renda melhorar (sobretudo entre as camadas mais pobres), o país não tem riscos no curto prazo e há crença da comunidade internacional - política e econômica - em relação ao país.

Serra: da política à economia II


Este "vazio" de propostas demonstra uma das faces mais efetivas na política brasileira: a oposição no exercício de seu papel fica esperando o tropeço do governo e, enquanto isto, não se estrutura para oferecer, à luz de sua ideologia, novos caminhos que sejam atraentes ao eleitor. Tudo fica no varejo, na ocasião e num proselitismo frágil. Há, ainda, a vaidade e os interesses regionais que reduzem as possibilidades de um discurso abrangente para o eleitor. Até mesmo o papel fiscalizador da oposição está desmoralizado pelas mesmas razões que esta acusa o governo : há "ligações perigosas" de todos os partidos, em diversas esferas governamentais, com esquemas de corrupção e tudo mais que verificamos nos jornais diários. Portanto, o que vimos, até agora, do principal opositor à candidatura de Dilma, foi muito pouco estimulante do ponto de vista eleitoral. Serra deveria seguir a sua própria máxima: "é preciso avançar!".

A política econômica de Dilma

De forma absolutamente sucinta podemos resumir as propostas da candidata do PT: ela é a favor de tudo o que aí está. Sem tirar nem pôr.

Ausência de Lula no Canadá


O Itamaraty e o Planalto precisam burilar a desculpa dada para cancelar a participação de Lula, na última hora, na reunião do G-20 no fim de semana no Canadá. Logo o G-20 que Lula tanto incentivou e que serviu de bom palco diplomático para o presidente. Esta de coordenar a ajuda ao nordeste é bem fraca. Inicialmente porque uma "coordenação", em tempos de tecnologia avançada da informação, internet e tudo mais, se faz em qualquer lugar, em Brasília, em Toronto ou na Eslovênia. Dois dias fora de Brasília não mudariam nada. O presidente demorou a se dar conta da tragédia nordestina. Ela começou a explodir na sexta-feira, dia 18, e ele apenas sobrevoou o local uma semana depois, na quinta-feira. Até aí o governo não viu urgência na história a ponto de o presidente se afastar da campanha eleitoral para ver Pernambuco e Alagoas arrasados. A ausência de Lula, segundo olhares diplomáticos "não-itamaratianos", tem mais a ver ainda com as reações de seus parceiros ricos à ação brasileira no Irã e com o que o G-20 poderia decidir e acabou decidindo: apoiar ações drásticas de corte de déficits públicos por parte dos europeus, posição contrária à do Brasil e a dos EUA. O "cara" não é de entrar em bolas divididas.

G-20: a Europa falou grosso


Os EUA e os tais emergentes não acreditavam que a União Europeia viesse com um discurso tão pragmático e surpreendentemente unificado em relação à estratégia de superação da crise econômica que afeta o mundo. A posição europeia, como consta da nota acima, foi fiscalista: cortar o déficit fiscal drasticamente e assegurar a posição de crédito dos países do velho continente, sobretudo no caso da Itália, Portugal e Espanha. O Brasil ficou junto com os EUA neste tema, mas o diálogo entre ambos está truncado pela questão iraniana. Todos os países fora da esfera europeia queriam a continuidade do afrouxamento fiscal e monetário neste momento onde a recuperação é incipiente. Os efeitos desta divisão podem não ser sentidos no curto prazo, mas a união mundial em relação ao tema acabou. E há de repercutir no médio prazo.

Para a atenção xerife

A Petrobras perdeu em 2010, até sexta-feira, 25% do seu valor de mercado, correspondente à bagatela de US$ 52,9 bi. Um belo prejuízo. A empresa tem outros acionistas, além do governo Federal e negocia ações no exterior. Uma coisa é certa: parte desta desvalorização se deve ao falatório dos diretores da empresa e do governo em relação ao futuro da empresa. O "xerife do mercado", a CVM, está silenciosa demais, assistindo a tudo.

Contabilidade de padaria – o retorno


Incógnita

Se houve uma estratégia coerente com as projeções eleitorais para a escolha de Álvaro Dias como vice de Serra, e não só a tática minúscula envolvendo a eleição do PR, ela foi tão secreta que ninguém, até agora, fora do círculo íntimo do candidato tucano, atinou o que de fato seja. Um novo Maquiavel baixou nos poleiros do tucanato paulistano.

Areias ardentes

Aécio Neves, desde quando era governador de MG, tinha um hábito que não abandonou nem quando deixou o Palácio da Liberdade: costuma curar-se da agruras da política nas praias do RJ, sua cidade por adoção. Deve tomar cuidado ao pisar as areias cariocas neste tempo de confusão de vices no tucanato para não queimar os pés. Nunca seu nome foi tão referido em áreas de seu partido como nos últimos dias, a partir de sexta-feira. E não é de forma elogiosa. Ao que se diz: se ele quisesse não haveria tal confusão.

A imagem de Serra

Já informamos na nossa coluna passada que a campanha de Serra procurará enquadrar Dilma numa feição que seja negativa aos olhos do eleitor. Algo pessoal em que Serra é projetado como um "fazedor", um "professor", um "empreendedor", alguém que sabe projetar as suas virtudes pessoais em favor do povo. Dilma será a candidata "irritada", "de mal com a vida", aquela que é incapaz de "entender o povo" e assim vai. Tudo isto pode até funcionar, mas é algo de alto risco. Com Lula ao redor da candidata, esta estratégia pode não colar na governista. O eleitor pode ser até arisco, mas está longe de ser superficial.

"Não está cabendo mais"

Quanto mais Lula e Dilma alertam para os perigos do "já ganhou" - de público, pois no privado a vitória já é dada como conquistada no primeiro turno - mais cresce o salto agulha dos companheiros e aliados. As duas pesquisas, previstas para esta semana, do Vox Populi e do DataFolha, se confirmarem o que o Ibope escreveu no levantamento para a CNI, vai desencadear uma briga que já se trava clandestinamente pela divisão de um provável governo Dilma. Visto e ouvido em Brasília na quinta-feira: o PT não está disposto a pagar toda a conta que o PMDB está cobrando. Depois da urnas, medidos os votos, haverá acertos.

Ele só pode estar brincando

O líder do governo Cândido Vaccarezza sugeriu, como solução para arranjar recursos para a área de saúde – cerca de R$ 10 bilhões anuais que viriam da aprovação da regulamentação da EC 29 –, a aprovação também da legalização dos bingos. O dinheiro arrecadado com a taxação da jogatina seria destinado aos serviços públicos médico-hospitalares. Como deu tal declaração às vésperas do jogo do Brasil com Portugal e no auge das festas juninas, Vaccarezza só pode estar brincando.

Eles só podem estar brincando

Há muita gente certa de que, com muita pressão, vai faltar dinheiro público para construir um novo estádio em SP para a Copa de 2014, depois que a CBF comandou o descredenciamento do Morumbi. O governador substituto de Serra, Alberto Goldman, tem sido firme ao dizer que do mato do Palácio dos Bandeirantes não sai essa erva. O prefeito Gilberto Kassab não mostra a mesma convicção quando admite engenharias financeiras para bancar o projeto. Estádio para Copa do Mundo não é uma questão pública, é coisa privada. Vale lembrar, a propósito, uma declaração do jornalista britânico Andrew Jennings, especializado em negócios dos esportes ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo: "Qualquer brasileiro com mais de dez anos sabe que a corrupção em torno da Copa de 2014 já está instalada." Vamos guardar para comentar muito mais sobre o assunto no futuro.

Embalando Mateus

O governo mudou a lei para permitir que a Oi - ex-Telemar - comprasse a Brasil Telecom. Deu dinheiro público – empréstimos do BNDES, do BB, da CEF, investimentos do fundo de pensão – para financiar os maiores acionistas privados na transação. Acreditava-se, com isso e alguns pequenos e simples ajustes acionários, que estaria nascendo a grande multinacional brasileira de telecomunicações. Com forte viés estatal. Os ajustes não saíram ainda, um ano depois, porque não eram tão fáceis. A multinacional ainda está nas nuvens. E as dificuldades começaram a surgir, levando a nova multi - também conhecida como BrOi - a correr para as saias da madrinha. Primeiro, apareceu com um plano bilionário para ser a executora do Plano Nacional de Banda Larga. Era demais e não levou. Depois, foi pedir proteção contra uma eventual tentativa de compra por uma concorrente estrangeira. Agora, informa o Estadão, leva a Brasília um plano para montar um satélite brasileiro, em parceria com as Forças Armadas. Haja capital para os grandes sócios, que por acaso são do governo. Quem criou que ajude a embalar. Não foi por falta de aviso: a nova multi foi um negócio que poderia acabar nas arcas da viúva.

Desmoralização


Os ministros econômicos do governo estão se insurgindo, contra a proposta colocada na LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, a ser votada provavelmente ainda esta semana no Congresso, para garantir um aumento real para o salário mínimo também em 2011, maior do que o governo pretendia dar. Eles também estão fechados para evitar que o Congresso aprove uma série de bondades para vários setores com o dinheiro público em época de quermesse eleitoral. Alegam, com razão, que não há recursos para tanto. Não comovem. É argumento desmoralizado.

A viúva segundo um governista


Observação de um governista que não tem nenhum resquício de rebeldia na alma: "Eles sempre dizem que não têm dinheiro e depois arranjam, como foi no caso dos aposentados. Eles querem que a gente faça o jogo sujo, mas aqui ninguém é bobo. Vão chorar noutras freguesias."

(José Márcio Mendonça e Francisco Petros)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS (CAACE) EM CRATEÚS

O FIM DO FUTEBOL-ARTE?

Torcedores e "Especialistas" em futebol têm manifestado que os jogos nessa Copa do Mundo estão fracos, monótonos, chatos, carentes de emoção. Faltam gols, grandes jogadas, destaques individuais: vitória com dois gols de diferença é goleada. Se a Copa é chata, nela também se tem dado destaque às inúmeras falhas individuais: Green, goleiro titular da Inglaterra só no primeiro jogo, protagonizou um dos momentos mais constrangedores, na falha que resultou no gol de empate dos Estados Unidos; igualmente constrangedor, mas com menos destaque, foram os gols perdidos pela Nigéria contra a Coréia do Sul, que selaram sua sorte no mundial.

O que se repete como mantra é: a França foi uma decepção, a Inglaterra não tem correspondido, a Holanda ganha, mas não empolga, a Argentina vence, mas não convence, a Itália foi uma vergonha, as seleções africanas são um fiasco, a exceção de Gana. Espera-se espetáculo, mas ele não ocorre. Fiquemos com um clichê: grandes jogadas individuais dependem de espaços. Quando pegamos os diversos documentários à disposição nas bancas de jornal com a História das Copas, o que surpreende é ver como Pelé e cia. tinham espaços. Nesses mesmos documentários se pode ver que foi com o "Carrossel holandês" em 74 que os espaços foram ocupados. O futebol-arte da seleção brasileira da Copa de 70 não se repetiu nas edições seguintes do mundial: um lampejo e derrota em 82 e vitória em Copa do Mundo novamente com o futebol-pragmático em 94.

O que a Copa Sul-africana repete e acentua é o império da disciplina tática, da maximização da eficiência, da lógica de resultados. Grécia, Suíça e Sérvia, para ficar nessas, protagonizaram partidas em que o que menos queriam era a bola. Contentaram-se com a aplicação tática, com uma armação defensiva que tornava praticamente impossível vislumbrar uma atuação individual ou coletiva de efeito de seus adversários. Como superar o "ferrolho" de defesas fortemente armadas para eliminar qualquer espaço possível de criação em campo? Eis uma indagação que muitos comentaristas esportivos têm feito.

O que se tem visto é que os melhores momentos, os lampejos de espetáculo, ocorrem quando por uma razão ou outra uma seleção perde o ponto de equilíbrio tático e se lança sem organização em busca de resultado. Por paradoxo, entre esses grandes momentos, aquele em que, contra a disciplinada Eslováquia, a seleção italiana, conhecida pela disciplina, na iminência de eliminação se lançou sem disciplina nos minutos finais da partida para arrancar um gol que a classificaria e sofreu justamente um gol que a eliminou precocemente nessa primeira fase. Os comentaristas foram unânimes em realçar a falha absurda da defesa italiana: tomar um gol após a cobrança de um lateral. Com a ânsia para marcar um gol salvador, teria a defesa italiana frieza para se preparar taticamente para cobrir espaços na hora do lateral?

A discussão, como se vê, gira em torno de falhas de posicionamento, portanto, de organização tática. Quem faz essas observações, no entanto, muitas vezes clama pelo futebol-arte. Não seria o caso pensar que essa Copa Sul-africana decreta o ocaso do tal do futebol-arte? Pensemos no futebol como a "arte do movimento com uma bola nos pés". Arte é uma exceção, não regra. A repetição, ou a reprodutibilidade, faz pensar na produção em série e na satisfação consumista capitalista. Os obstáculos à criação são superados pelo gênio. Mas o gênio não se submete às exigências de espectadores que pagam para vê-lo satisfazer seus desejos. Tampouco o gênio desponta conforme as pranchetas que o conformam a uma posição no campo, como se o campo fosse um tabuleiro de xadrez. Uma das grandes graças do futebol está justamente na insurgência a regras, no imprevisto: a partida tem noventa minutos e o movimento da bola é imponderável. Quando ocorrerem lances, jogadas geniais, nessa Copa isso será fruto principalmente da genialidade de um jogador para superar esquemas táticos, aproveitar falhas que o coloquem na condição de fazer valer o futebol-arte.

Otimismo ingênuo? Não, apenas a percepção de que as condições para a realização da arte do movimento com a bola nos pés atualmente não são as mesmas da Copa de 70. De qualquer forma, se, de fato, como o futuro assim o revelar, essa Copa representar o fim da arte no futebol, há poucas razões para acreditar que os torcedores tenham pulsões masoquistas para a chatice da maximização da eficiência com a disciplina tática. Claro, ainda por um tempo a publicidade se ocupará da ilusão: enquanto movimentar quantias vultosas e interesses, quem se beneficia com isso terá razões para apresentar embalagem bela por fora e vazia por dentro. Assim sendo, o futebol não se diferenciaria muito da Fórmula 1: o melhor piloto dispõe do melhor carro, sem um novo e imprescindível "pacote", não há carro nem há bom piloto na F1.

Futebol-arte e disciplina tática à parte, as seleções africanas são o destaque negativo dessa Copa. A Copa das Nações Africanas, disputada no início do ano e vencida pelo Egito, que não está na África do Sul, já o prenunciava. Mas quando se pensa em arte ou disciplina, nada disso se viu nas seleções africanas. Gana, a única a passar da primeira fase, não mostrou futebol vistoso ou disciplinado - circunstâncias bem específicas garantiram sua classificação. Costa do Marfim e Camarões, com jogadores como Drogba e Eto'o, acentuaram que dos países africanos não se pode esperar muito, mesmo com jogadores que são reconhecidos entre os melhores do mundo. Para as seleções da África, esta seria a Copa para mostrar que apresentaram "evolução", mas isso não aconteceu e a seleção de Gana, mesmo tendo passado para as quartas-de-final, não revela novidade alguma.

Vale por fim destacar que há muitos assuntos recorrentes e que evidenciam incompreensão sobre um evento cercado de tantos interesses. Uma observação recorrente é sobre o arranjo dos grupos e possíveis cruzamentos. Essa Copa tem evidenciado que cada partida tem características bastante próprias. Quem acreditar que cruzar com uma seleção supostamente mais fraca terá vantagem, se engana. O grupo da Itália, aparentemente fácil, deu a senha. Seleções com melhor aproveitamento na primeira fase têm contra si o fantasma da derrota e desclassificação num único lance. Uma competição chata e sem emoções é também marcada por inúmeras falhas individuais e de posicionamento tático. E um gol, não se pode esquecer, pode bem ser uma goleada; basta lembrar que foi assim que a Sérvia, última de seu grupo, venceu a Alemanha, que assim venceu Gana, que igualmente assim venceu a Sérvia.

Humberto Pereira da Silva

domingo, 27 de junho de 2010

PATRÍCIA VOTA EM TASSO PARA O SENADO



A senadora Patrícia Saboya (PDT) anunciou que vai votar em Tasso Jereissati (PSDB) para senador. Foi durante rápida entrevista , ao chegar ao ginásio do Clube Náutico, onde ocorre a convenção estadual do seu partido. Ela disse que Tasso tem serviços prestados e que, embora na oposição, mostrou-se umm político “sério e ético”.

Sobre a eleição presidencial, informou que vai seguir a orientação da direção nacional pedetista. Ou seja, votará em Dilma Rousseff (PT).

Ao chegar ao ginásio, Patrícia foi ovacioiada e confirmou que disputará vaga de deputada estadual e que terá Ciro Gomes como um dos seus principais cabos eleitorais.

(Do blog do Eliomar)

DOMINGOS FILHO É O VICE DE CID GOMES


O presidente da Assemblea Legislativa, Domingos Filho (PMDB), é o pré-candidato a vice-governador de Cid Gomes (PSB). A decisão foi acertada na madrugada deste domingo.

Cid fez o anúncio em seu twitter e, a partir das 11 horas, em clima de convençã conjunt ado PSB com demais partidos aliados, estará chegando ao ginásio do Colégio Evolutivo, para confirmar a novidade.

Nessa articualação política, saiu ganhando PMDB duas posições e não o PT que queria igual espaço na chapa. Além de Domignso Filho na vice, o partido conta com o seu presidente regional, deputado federal Eunício Oliveira, como pré-candidato a uma vaga de senador.

EIS O COMUNICADO:

“Escolhi o atual Presidente da Assembléia Legislativa, deputado Domingos Filho como meu candidato a Vice-Governador às próximas eleições.
A seriedade e a competência do deputado Domingos Filho são amplamente reconhecidas entre os que observam o processo de formação de lideranças em curso no Estado do Ceará.
Está comigo na luta por acelerar o progresso do Ceará desde a primeira hora.
Bacharel em direito, representante de ampla fração da população cearense, agrega à nossa chapa um necessário testemunho das potencialidades e desafios de nosso interior aonde ainda se concentram os maiores problemas de nossa pobreza.

A escolha de Domingos Filho é ainda reconhecimento que faço à inestimável colaboração que a Assembléia Legislativa cearense vem fazendo ao momento de paz política, dialogo plural e ampla participação de todas as forças cearenses em meu governo. É a esta articulação que atribuo os grandes avanços que nosso Estado vem experimentando ao longo dos últimos anos.

Respeitado por todas as forças político-partidárias cearenses, tenho convicção de que Domingos Filho prestará ainda maiores serviços aos cearenses acaso tenhamos o privilégio de poder contar mais uma vez com o apoio de nosso povo e ele possa ajudar-me como nosso futuro Vice-Governador.

Agradeço aos partidos políticos de minha ampla coligação a delegação que me deram para escolha do candidato à Vice-Governador ao mesmo tempo em que estou convicto de que Domingos Filho será por todos reconhecido como a melhor escolha.

Cid Ferreira Gomes”.

(Do blog do Eliomar)