sábado, 31 de janeiro de 2009

OBSERVATÓRIO



Recebi, outro dia, um telefonema de um amigo de Crateús, que foi logo disparando: - “Eita, Júnior, como o Prefeito está desgastado! Mal começou a administração e já tem um montão de gente frustrada. O homem dizia uma coisa e está fazendo outra”. Referia-se o amigo sobre o início de gestão do atual Prefeito Carlos Felipe. Convenhamos: essa película já foi exibida várias vezes. Qual a razão dessa permanente alternância de amor e ódio, paixão e desilusão, astres e desastres, empolgação e frustração que há dominado a atmosfera política local?!


MEA CULPA

Antes de qualquer coisa, quero realizar o meu ato penitencial: já fui ator resoluto no jogral da política local. Já participei, até como roteirista, de muitos e equivocados enredos. Se atuei, como trovador, dessa lira desafinada, acho que posso falar com um mínimo de propriedade sobre o tema.

DISTINÇÃO NECESSÁRIA

Penso que, enquanto tivermos dificuldade de distinguir, na fruta da vida, o miolo da casca, ou seja, a aparência da essência, vamos continuar amargando essas desventuras. Certa feita, em entrevista de rádio, mencionei que em Crateús estava na hora de firmarmos um pacto relacional e suplantarmos esse maniqueísmo e essa hipocrisia entre os grupos políticos locais de um se julgar melhor ou superior ao outro, até porque todos já estiveram juntos em mesmo palanque. Ou melhor: todo mundo já esteve no tablado de todo mundo.

1988

Se lançarmos o olhar, por exemplo, sobre as duas últimas décadas, vamos ter a confirmação dessa assertiva. Em 1988, dois nomes magnetizavam a disputa: Zé Almir e Rezende Filho. Zé Almir era, à época, o ‘novo’ e fez uma campanha virulenta contra o ‘filhote de coronel’ Rezende Filho. O que ninguém ressaltava era que, ambos, haviam militado juntos na Arena Preta, comandada pelo tio do primeiro e pelo pai do segundo.

1992

Em 1992, Nenzé polarizou a refrega com Marcelo Machado. Ambos, também, eram correligionários no PMDB até poucos anos antes.

1996

Caso similar ocorreu em 1996: Paulo Nazareno, apoiado pelas grandes lideranças locais, guerreou com Zé Maria Pedreiro, seu antigo colega de militância partidária.

2000

Em 2000, Zé Almir e Nenzé, que haviam pedido votos para Paulo Nazareno quatro anos antes, disputaram com este o comando do Paço Municipal.

2004

Em 2004, foi a vez de Paulo Nazareno suplicar o sufrágio popular para Carlos Felipe, que acabou sofrendo um revés para Zé Almir.

2008

Em 2008, Carlos Felipe se elege contra o deputado Nenen Coelho, por quem havia peregrinado pedindo votos dois anos antes.

O DEPOIS

É sempre assim: uma hora, amigos, hinos de aclamação; outra hora, inimigos, gritos de rejeição. Nessa última eleição, o doutor Carlos Felipe se vendeu como o puro, o incorruptível, o imaculado, o inatingível, o transformador, o “novo”. Em forma de avalanche, a grande maioria do povo, muito mais cansada das velhas lideranças do que sedenta de práticas efetivamente saudáveis e revolucionárias de condução da máquina pública, apostou nele. E o que vemos? Mais uma vez, o vírus da frustração se alastrando...

O MIOLO

Por quê? Porque olhamos apenas para a casca da fruta e não para o miolo. Olhamos para a aparência e não para a essência. Urge entendermos que a raiz da questão não está fora, mas dentro. Dentro de cada um de nós. Antes de lançarmos petardos contra a malversação do dinheiro público, devemos nos interrogar se somos verdadeiramente corretos com o que o pouco que nos toca administrar. Impende indagarmos: no lugar de outrem, seríamos diferentes?! Enquanto não entendermos que a mudança do mundo começa, primeiro, na alma, no miolo, na consciência de cada um de nós, sempre estaremos transferindo culpas - depositando nos outros minas de esperança e depois, não raro, soltando larvas de maldição e explodindo bombas de frustração. Temos que seguir aquele conselho do lar: o bom exemplo começa de casa.


PARA REFLETIR

A mãe trouxe seu filho ao Mahatma Gandhi. Ela implorou: - “Por favor, Mahatma. Diga ao meu filho que ele pare de comer açúcar”. Gandhi fez uma pausa e disse: - “Traga seu filho de volta em duas semanas”. Confusa, a mulher agradeceu e disse que faria o que o Mahatma pediu. Duas semanas mais tarde, ela retornou com seu filho. Gandhi olhou o jovem nos olhos e disse: - “Pare de comer açúcar”. Agradecida, mas inconformada, a mulher perguntou: - “Mahatma, por que o senhor me pediu para trazê-lo em duas semanas? O senhor poderia ter dito a ele, como fez agora, há duas semanas atrás”. Gandhi respondeu: - “Duas semanas atrás, eu estava comendo açúcar”.

(Júnior Bonfim, in Gazeta do Centro Oeste)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

HÁ 61 ANOS O MUNDO PERDIA GANDHI - UM DOS SEUS MAIS ILUMINADOS SERES



Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") (Nova Déli, 2 de Outubro de 1869 — Nova Déli, 30 de Janeiro de 1948) foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).

PRINCÍPIOS

A filosofia de Gandhi e suas idéias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de 'não-violência' (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) - (The Story of my Experiments with Truth).

Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (onde encontrou um entusiasta do vegetarianismo, Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado de Gujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentação e concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum freqüentemente como estratégia política.

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brachmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.
O título de Mahatma atribuído a Gandhi representa um reconhecimento de seu papel como líder espiritual.
Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).

Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico - apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, Gandhi e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: "Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!".

MORTE

Gandhi havia iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violênicas cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, ele sofreu um atentado: uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido.

Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição de seu assassino.
O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.
É significativo sobre a longa busca de Gandhi por seu deus o fato de suas últimas palavras serem um mantra popular na concepção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito quanto para o idealismo político, relacionado a uma possibilidade de paz na unificação.

CRONOLOGIA




1869 Nasce no dia 2 de outubro de na Índia ocidental.

1891 Forma-se em direito em Londres volta para a Índia a fim de praticar a advocacia.

1893 Vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus.

1914 Volta à Índia e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta.

1922 Organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial.

1924 Detido, declara-se culpado e é condenado à seis anos, mas sai da prisão.

1930 Gandhi viaja a Londres para pedir que a Inglaterra conceda independência à Índia. Lá, visita bairros operários. Lidera marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal.

1942 O governo inglês manda para Nova Delhi Sir Stafford Cripps, com a missão de negociar com Gandhi. As propostas que Sir Cripps traz são inaceitáveis para Gandhi, que deseja independência total. Gandhi retoma a campanha pela desobediência civil. Desta vez é preso e condenado a dois anos de cadeia. Quando Lord Louis Mountbatten torna-se vice-rei, aproxima-se de Gandhi e nasce, entre Gandhi, Lord e Lady Mountbatten, uma grande amizade.

1947 No verão de 1947, a hostilidade entre hindus e muçulmanos atinge o auge do fanatismo. Nas ruas há milhares de cadáveres. Os muçulmanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão. Gandhi tenta restabelecer a paz dando início a uma décima-quinta greve de fome. O sacrifício pessoal de Gandhi e sua firmeza conseguem o que nem os políticos nem o exército conseguira: a Índia conquista sua independência e é criado o Estado muçulmano do Paquistão.

1948 Em 30 de janeiro de 1948, Gandhi morre assassinado por um hindu. Estava com 78 anos. Lord e Lady Mountbatten, ao lado de um milhão de indianos, comparecem ao funeral. Suas cinzas são lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.

FRASES



"A única revolução possível é dentro de nós.”

"Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.”

"A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”

"Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido. A bala de um assassino poderia por fim a minha vida. Acolhe-la-ia com alegria”


"A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.”


"O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.”

"Acredito na essencial unidade do homem, e portanto na unidade de todo o que vive. Desse modo, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.”


"A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”


"Mas creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição. O perdão enobrece um soldado. Mas a abstenção só é perdão quando há o poder para punir; não tem sentido quando pretende proceder de uma criatura desamparada. Um camundongo dificilmente perdoa um gato que o dilacera. Compreendo os sentimentos daqueles que clamam pela punição condigna do General Dyer e outros iguais. Haveriam de esquartejá-lo, se pudessem. Mas não creio que a Índia seja desamparada. Não me considero uma criatura desamparada. Apenas quero usar a força da Índia e a minha própria para um propósito melhor.”


"Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.”

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

HOJE É O DIA DO JORNALISTA!



Escrevo uma Coluna para o Jornal GAZETA DO CENTRO OESTE e outra para a Revista GENTE DE AÇÃO.

Via de regra, só posto neste Blog as matérias que escrevo para esses dois periódicos no dia em que estão sendo veiculados.

Sucede que, hoje, peço permissão para abrir uma exceção. É O DIA DO JORNALISTA. E o escolhido para enfeitar a Coluna GENTE QUE BRILHA, da Revista GENTE DE AÇÃO deste mês, é um escriba que me honra tributar essa modesta deferência.

CÉSAR VALE



No dia 30 de novembro de 1895, ao proferir mais uma de suas primorosas peças de oratória, em solenidade realizada no maior órgão de imprensa à época – o Jornal do Comércio - Ruy Barbosa assim inicia: “SENHORES: Em um desses processos famosos, cujos autores a história arquiva, o interrogatório começou por este diálogo entre o réu e o presidente do tribunal: ‘- Acusado, vosso nome? - Francisco Renato, Visconde de Chateaubriand. – Vossa profissão? – Jornalista. ’ É deste modo que se qualificava, em 1833, à barra do júri, o grande poeta, o grande artista, o grande regenerador literário, o maior dos modernos escritores franceses, o homem que escrevera O Gênio do Cristianismo, traduzira Milton e arrostara Bonaparte. Tão múltipla era a sua atividade, em tantas esferas da inteligência era primaz o escritor, o historiador, o diplomata, o administrador, o antigo par de França, tantos títulos tinha, e de todos se esqueceu, para se condecorar, perante os seus juízes, com o de simples jornalista”.

Fazia Ruy esse intróito para externar o frescor de encanto que o sacudia por se encontrar na condição de confrade no círculo ilustre dos homens de imprensa de sua geração, mercê da distinção que lhe era conferida. Três foram os púlpitos em que o genial baiano forjou sua trajetória: nas páginas da Imprensa, nas barras dos Tribunais e na Tribuna do Congresso. A Liberdade, o Direito e a Justiça foram a trinca de unidade que abrasou sua vida laboriosa. De todas, porém, o jornalismo era a estrela mais radiosa: "E jornalista é que eu nasci, jornalista é que eu sou, de jornalista não me hão de demitir enquanto houver imprensa, a imprensa for livre, e este resto de liberdade nos indicar que a pátria respira".

Dedilho estas sílabas sob a envolvente brisa da Serra das Matas, onde estou por dever de ofício. Aqui, no antigo Arraial da Telha, hoje Monsenhor Tabosa, nasceu em 07 de outubro de 1939, filho de Antônio do Vale Filho e Ignez Aguiar Vale, um jornalista de nome nobre e filiado à plêiade de Chateaubriand e Ruy: Sebastião César Aguiar Vale!

Em verdade, pouco tempo depois do seu nascimento, a família foi residir em Crateús, cidade que o acolheu como filho e à qual está sentimental e literalmente filiado. Na terra do Senhor do Bonfim, desfrutou os anos doirados da infância, brincando de jogar pião e castanha, pega-pega, “mãos ao alto”, pitéu recheado de cera de abelha e enfeitado com tampinhas de refrigerantes e muitas outras travessuras. Teceu o linho de inúmeras amizades nessas manhãs memoráveis e armazenou, na caixa de memória da alma, fatos que hoje recompõe nas páginas da Gazeta do Centro Oeste, noticioso que compila sob a linotipia do coração e que transformou no mais longevo periódico das tórridas plagas do Poty.

Discípulo de D. José Tupinambá da Frota no Seminário de Sobral, meditou por boa estação pelos pórticos eclesiais, onde apreendeu a sabedoria monasterial e se enamorou do Latim, cujas locuções essenciais acalenta com habilidade oracular. Serviu como acólito na Igreja Matriz de Crateús quando era vigário o Padre Bonfim. Com o desassombro de um bandeirante da fé, peregrinou muitas vezes na garupa da moto do meu parente sacerdote em incursões missionárias, visitas pastorais e, em especial, para levar aos enfermos o sacramento da extrema unção, costume da época. Por falar em moto, no vigor dos seus dezessete anos um trágico episódio testaria sua força e resistência. Atropelado por uma motocicleta na Praça do Mercado, próximo à atual Rádio Educadora, amargou pesado choque em uma das pernas, que foi fraturada em três partes. Encaminhado para Fortaleza, em 1957, ficou meses internado na antiga Policlínica sem conseguir a reabilitação. Para agravar a situação, os seus rins foram seriamente afetados por enormes cálculos renais. Teve que buscar auxílio médico no Hospital das Clínicas, na cidade de São Paulo, onde permaneceu por um ano. Nesse hospital, enfrentou duas cirurgias: uma nos rins - que lhe deixou uma marca permanente - e outra na perna fraturada, inclusive com enxerto no calcanhar. Como um indomável guerreiro, de tudo se reergueu altivo para sorver o cálice da superação.

Em Fortaleza, onde se estabeleceu depois dessa batalha, laborou por muitos anos em atividades comerciais e se bacharelou em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará. Seu pendor jornalístico reluziu nas páginas do renomado Jornal O Povo.

Desde que retornou a Crateús, com um cetro de bravura, resistência e heroísmo mantém de pé o Jornal GAZETA DO CENTRO OESTE, circulando quinzenalmente pelos mais longínquos rincões da nossa pátria verde-amarela, azul e branca. Já enfrentou pesadas tempestades. Sua pena, não raro, vira uma peixeira afiada para lavar a honra da cidadania aviltada ou uma simples palha de carnaúba, que desdenha com incomparável ironia a arrogância fútil dos espíritos medíocres.

Degustador de vinhos e livros, aprecia a boa prosa e o convívio fraterno, sobretudo com a família. Do primeiro enlace matrimonial com Leda Montenegro Vale (in memorian), é pai de Maria Tereza, Claudio César e Danielle. Com Leudinha, atual esposa, rejuvenesceu o coração ao ver nascer Tereza Danielle, que enche de enlevo o cotidiano do casal.

Ave, César, militante da audácia, imperador da fortuna que a traça não corrói, atleta que conduz a pira olímpica do jornalismo combatente, oleiro que manuseia a argila preciosa do pensamento libertário, talentoso escriba das sílabas independentes! Ave, César, conserva teu reino: uma invisível gleba de terra, escriturada em papel real e virtual, que acolhe o brado do mundo e faz germinar gitiranas de luz!

(Por Júnior Bonfim, publicado na edição de Janeiro/09 da Revista GENTE DE AÇÃO)

NOVOS DIRIGENTES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ TOMAM POSSE HOJE



Os novos gestores do Poder Judiciário cearense serão empossados nesta quinta-feira, 29, às 15h30, durante sessão do Tribunal Pleno. Assumem os desembargadores Ernani Barreira Porto (Presidência do Tribunal de Justiça); José Arísio Lopes da Costa (Vice-Presidente); e João Byron de Figueiredo Frota (Corregedoria-Geral da Justiça).

Os três magistrados foram eleitos no dia 18 de dezembro de 2008 e terão mandato durante o biênio 2009-2011. Na data, ficam encerrados os mandados dos desembargadores Fernando Ximenes (Presidente), Rômulo Moreira de Deus (Vice-Presidente e Diretor do Fórum Clóvis Beviláqua), e José Cláudio Nogueira Carneiro (Corregedor-Geral da Justiça).

Antes da solenidade de posse, às 9 horas, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, haverá missa em Ação de Graças aos novos dirigentes do Poder Judiciário Estadual. A transmissão dos cargos de Vice-Presidente do Tribunal de Justiça e do Corregedor-Geral da Justiça ocorrerá na sexta-feira, dia 30, às 16 horas. A posse do magistrado ocorrerá às 10 horas do próximo dia 30, sexta-feira, no 1º Salão do Júri. O mandato vai até fevereiro de 2011.

NOVO DIRETOR DO FÓRUM

Também na sexta-feira, o Juiz Francisco José Martins Câmara, titular da 9ª Vara de Família de Fortaleza, assumirá a direção do Fórum Clóvis Beviláqua, também para o biênio 2009-2011. A nomeação do juiz atende ao que determina o artigo 103 do Código de Divisão e Organização Judiciária do Estado do Ceará (Lei Estadual nº 14.258, de 4 de dezembro de 2008). A indicação do juiz Francisco Câmara foi referendada pelo Pleno do Tribunal de Justiça na sessão realizada no último dia 22 do corrente mês.

Na mesma solenidade do dia 29 tomarão posse os desembargadores Antônio Abelardo Benevides Moraes (Presidência da Comissão de Informática); Edite Bringel Olinda Alencar (presidência da Comissão de Jurisprudência e Biblioteca); Francisco Haroldo Rodrigues de Albuquerque (Presidência da Comissão de Regimento Interno e Assessoria Legislativa); Francisco Sales Neto (Presidência da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Estado do Ceará – Cejai).

Na sessão plenária do dia 18 de dezembro do ano passado, também foram eleitos os novos membros efetivos e suplentes do Conselho da Magistratura, que assumirão no dia da posse dos novos gestores. Os efetivos do Conselho são os desembargadores Ernani Barreira Porto (Presidente); José Arísio Lopes da Costa (Vice-Presidente); João Byron de Figueiredo Frota (Corregedor-Geral); Maria Iracema do Vale Holanda (4ª Câmara Cível), Maria Sirene de Souza Sobreira (2ª Câmara Criminal), Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira (1ª Câmara Criminal) e Antônio Abelardo Benevides Moraes (3ª Câmara Cível).

Os desembargadores suplentes do Conselho da Magistratura são: Luiz Gerardo de Pontes Brígido (1ª Câmara Criminal); Francisco de Assis Filgueira Mendes (2ª Câmara Cível); Lincoln Tavares Dantas (4ª Câmara Cível) e Lúcia Maria do Nascimento Fiúza Bitu (2ª Câmara Criminal).

SUCESSÃO NA APRECE: UMA MULHER PODE PRESIDIR A ENTIDADE PELA PRIMEIRA VEZ EM 40 ANOS



Pela primeira vez em 40 anos de existência, a Aprece poderá ser dirigida por uma mulher. Trata-se da prefeita Eliene Brasileiro, de General Sampaio, a 126 km da capital.

Vencido o prazo para formalização de pedidos de inscrição de chapas no último dia 19, a sucessão do atual presidente Carlos Macedo, ex-prefeito de Aurora, está definida: todos os possíveis candidatos à presidência desistiram e formou-se o consenso em torno de Eliene, pertencente ao PRB.

A eleição - que ocorrerá hoje - será, portanto, por aclamação, devendo contar com 50% mais um dos votos dos prefeitos presentes. A prefeita vai entrar para a história, pois, será a primeira vez que a entidade será dirigida por uma mulher.

Eliene Brasileiro tem a grande responsabilidade de passar a liderar, de forma impessoal, pela liturgia do cargo que assumirá, todas as reivindicações de interesse das administrações e municípios cearenses, nos próximos dois anos.

MINO CARTA FALA SOBRE LULA E CARTACAPITAL



Não falarei do Caso Battisti, embora o Febeapá continue a se enriquecer, e sim de Lula, por quem tenho, como já disse, amizade e afeto há 32 anos. Estivemos, nós de CartaCapital, a favor dele em 2002 e 2006, e estaríamos hoje, assim como estivemos contra o governo FHC desde 1994.

Reparem, contudo. A amizade é uma coisa, o apoio é outra. Não significa aprovação automática, resulta, isto sim, de um raciocínio político, o qual não deixa de ser pragmático. Por exemplo: em 2002 e 2006 entendemos que Lula era o melhor candidato. É comum no Brasil a expectativa do salvador da pátria, nós não partilhamos dela, pessimistas, ou céticos, na inteligência, e otimistas na ação, como recomendava Antonio Gramsci.

Verifico que, além dos indomáveis freqüentadores do Febeapá, temos de lidar também com os maniqueístas e os fanáticos do Apocalipse. A questão, a meu ver, não está na separação abrupta entre Bem e Mal, assim como se pretendêssemos que quem não é a favor bandoleia-se de imediato do lado oposto. Lula não foi e não é o salvador da pátria e CartaCapital jamais imaginou que poderia ser.

Esperávamos mais dele, é isso, e estamos decepcionados de muitos pontos de vista. Reconhecemos méritos do seu governo, mas o Bolsa Família é pouco demais enquanto os cofres dos ricos engordam de forma desmesurada, sem contar esse seu aspecto, se não de migalha, de esmola. CartaCapital não se afastou um milímetro da sua linha de sempre, em quinze anos de vida a serem completados logo mais, baseada na prática de um modelo de jornalismo que respeita a verdade factual, exerce o espírito crítico e fiscaliza o poder onde quer que se manifeste.

E neste blog não escrevi há algum tempo que Lula estaria disposto a apoiar a candidatura Serra em 2010. Escrevi simplesmente que de ótima fonte recebera a seguinte informação: Lula não se agastaria diante de uma vitória do governador de São Paulo. Com quem, aliás, tem boa relação.

(Do blog do Mino)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SERRA X AÉCIO




COMECEMOS COM A FÁBULA DO FOGO.

"Ofendido porque a água na panela está colocada acima dele, o fogo, que se considera elemento superior, começa a erguer cada vez mais alto as suas chamas. Até provocar a ebulição da água que, transbordando da panela, extingue o fogo".

Muitas pessoas agem como o fogo. Consideram-se superiores, capazes de tudo. Até que, flagrados por sua própria superioridade, sucumbem ante a pressão das águas.

CONTINUEMOS COM UMA HISTORINHA DE AMOR-PRÓPRIO

"Um maltrapilho dos arredores de Madrid pedia esmolas com grande dignidade. Um transeunte lhe disse: não tens vergonha de exercer essa infame atividade quando podes trabalhar? "Senhor, respondeu o mendigo, peço-lhe esmola e não conselhos". E, tendo dito isto, deu-lhe as costas com toda a empáfia castelhana. Era um mendigo orgulhoso esse; pouca coisa bastava para ferir-lhe a vaidade. Por amor de si mesmo, pedia esmola; e ainda por amor de si mesmo não permitia que alguém lhe fizesse qualquer reprimenda. (Voltaire)

REAÇÃO INGÊNUA

Aécio Neves tomou como um atrevimento a nomeação de Geraldo Alckmin, que considerava seu aliado no tucanato, como secretário de Desenvolvimento do governo Serra. Besteira. José Serra tem o direito de nomear quem quiser. Não é com reação emocional que conseguirá abrir espaço político.

AS IDENTIDADES DE AÉCIO

Mas Aécio tem uma tríplice identidade, que deverá ajudá-lo na estratégia para viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2010. Trata-se de um perfil com mistura de mineiro, carioca e nordestino. Governa Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 13 milhões de eleitores; tem poder para seduzir o Rio de Janeiro, o terceiro colégio eleitoral, onde passou parte da adolescência e ainda passa boa parte do tempo de ócio; e correrá pelo vasto espaço nordestino, lembrando que o Norte de Minas – Montes Claros – integra o Nordeste e está sob a cobertura da SUDENE.

SERRA FECHA AS PORTAS

Com essas três bandas que formam o seu corpo político, Aécio não está disposto a entregar a rapadura a José Serra sem uma boa raspagem nas beiradas. Jovem, sorridente, sob o olhar matreiro do avô Tancredo e o sorriso de Juscelino Kubitschek, o governador intenciona abrir a era do pós-lulismo. Mas a intenção só será viável com seu afastamento da floresta tucana. José Serra será, inevitavelmente, o candidato do PSDB à presidência da República. Neves pode esperar, alegam os tucanos da primeira fila.

O MINEIRO E A MINEIRA

As prévias partidárias abrem a esperança de Aécio. Por isso, planeja correr o país para mobilizar o tucanato. É improvável, porém, que vença Serra nas prévias. A única alternativa que lhe restará será o PMDB. Suas chances seriam altas se fosse o candidato peemedebista apoiado por Lula. Há um porém : teria de deixar o PSDB em outubro deste ano. Decisão que não tomou conta do seu espírito. Seu guru, FHC, garante que Aécio não sairá jamais do partido. Candidato do PMDB – única alternativa com boas possibilidades – o jovem governador poderia escolher como vice a ministra Dilma Rousseff, mineira que se despachou para o Rio Grande do Sul. Uma chapa para levantar poeira. O que diriam os petistas, hein?

"Ter cem amigos é pouco; ter um só inimigo é muito" (Pensamento árabe)

A GUERRA SUCESSÓRIA

A mídia acende o pavio das desavenças. Se José Sarney levar a melhor no Senado, Michel Temer perde na Câmara. Esse é o tom corriqueiro das abordagens. Não é possível entregar ao PMDB o comando das duas Casas legislativas. É claro que essa é a versão que interessa ao PT. Que, nos bastidores, acena com a possibilidade de traição a Michel. Pois bem, este escriba defende a hipótese de que, se o PMDB perder a direção da Câmara Federal, o governo Lula começará a viver um clima de velório. Morrerá antes do tempo. O PMDB não deixaria barato essa derrota. Passaria a somar com a oposição. Por isso, o presidente Ricardo Berzoini, do PT, faz o alerta aos companheiros : vamos votar em Temer de qualquer maneira.

AS POSIÇÕES DO HOMEM

Pequena lição de Elias Canetti( Massa e Poder)
O homem, que tanto gosta de se manter ereto, também pode, sem mudar de local, sentar-se, deitar-se, acocorar-se ou ajoelhar-se. Todas estas posições, e principalmente, a transição de uma para outra, expressam algo determinado.

O ESTAR DE PÉ

O orgulho do indivíduo que está de pé é devido ao fato de estar livre e de não apoiar em coisa alguma. Talvez porque influa no fato de estar de pé a lembrança da primeira vez, que, quando criança, ele se sustentou sozinho sobre os dois pés, ou talvez porque participe disto a ideia de uma superioridade sobre os animais; o fato é que quem está de pé se sente independente.

O ESTAR SENTADO

Ao sentar-se, o homem procura a ajuda de pernas alheias que substituem aquelas duas que recebeu para ficar de pé.

O ESTAR DEITADO

Para o homem, deitar-se equivale a depor as armas.

DILMA ENTRA NA ARENA

Dilma Rousseff recebeu o sinal verde: pode começar a correr o país. Agora, andará sozinha para lapidar a imagem, fortalecer os vínculos com os partidos da base e melhorar o conhecimento sobre as realidades regionais. Rousseff acionará o gatilho do PAC por todos os lados. Quer aparecer como a gerentona de obras, a mulher capaz de botar o país para caminhar firme na trilha das crises. Logo, logo, teremos fotos com a ministra dirigindo tratores, em roupas de campanha, capacete na cabeça, sorriso aberto e muita disposição.

"A chave de ouro abre qualquer porta"(Pedro Calderón de la Barca)

FÓRUM DA CATARSE

O Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, será o primeiro momento catártico dos governantes destas plagas sul-americanas nesse início de ano. Lula, Hugo Chávez, Evo Morales e Fernando Lugo afinarão o discurso contra o neoliberalismo opressor. E darão seu recado ao mundo: "endurô imyn lenam aiê" que, em sulamericanês das antigas, quer dizer: "fechem as porteiras do neoliberalismo sob pena de arrebentarmos com tudo". Lula, desta feita, deixa de ir ao Encontro dos Ricos – o Fórum Econômico Mundial, que começa em Davos, na Suíça – para aparecer no Encontro dos Pobres. Freqüentou por três vezes o patamar de cima; e agora completa três passeios no patamar de baixo.


"É a mulher que escolhe o homem que a escolherá" (Paul Geraldy)

E ALCKMIN, HEIN?

Mas o que restará, então, a Geraldo Alckmin, caso o governador José Serra feche posição – conforme se sabe – em torno do nome do secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, para o governo do Estado ? Uma vaga de senador está prometida a Orestes Quércia; para Alckmin sobraria a vaga de senador. Mas o Guilherme Afif, que perdeu por pouco para Suplicy, não quer ser o segundo nome da chapa senatorial? Tucanos de alta plumagem dizem que o DEM já foi bem contemplado com a Prefeitura de São Paulo. E lembram que Afif poderá ser ministro de Serra.

MINC VERSUS STEPHANES

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, e Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, levaram um pito de Lula e, por enquanto, deixaram de se engalfinhar. Vivem em permanente briga. O primeiro escalão do governo Lula não prima pela integração. Há grupos em querela, núcleos disputando espaços, emboscadas por todos os lados. O presidente faz que não vê a brigalhada. Quando a coisa se torna pública, pede harmonia. A estrutura da administração é um queijo suíço. Parece, até, que Lula aprecia a equação: quanto mais divisão, mais ele soma.

GARIBALDI NA CCJ ?

Ao senador Garibaldi Alves, o senador José Sarney prometeu a presidência de uma importante Comissão do Senado. Os ex-presidentes da Casa são geralmente aquinhoados com a Comissão de Constituição e Justiça, a de maior peso. Ocorre que o DEM não pretende deixar o comando da CCJ, hoje presidida pelo senador Marco Maciel. Mas os Democratas serão contemplados com a Primeira Secretaria, responsável por um orçamento de R$ 2 bilhões, cujo comando poderá caber ao simpático senador Heráclito Fortes. Será que Sarney terá cacife para bancar todas as promessas que já fez ?

"A filha do gramático ajuntou-se e teve uma criança do gênero masculino, feminino e neutro." (Epigrama grego)

EXAGEROS MIDIÁTICOS

Nos últimos dias, situações envolvendo passageiros de Cruzeiros exibiram a face perversa da mídia, estampada em exageros sensacionalistas. Um surto de gastrenterite registrado em um navio, segundo o laudo do Laboratório Central da Bahia, foi causado por virose causada por agentes exteriores, não tendo origem em alimentos e bebidas, ao contrário do divulgado. Noutro caso, uma senhora de 74 anos sofreu um problema cardíaco. Mas a mídia culpou o Cruzeiro. Já uma portadora de distrofia muscular degenerativa veio a falecer, mas o Cruzeiro em que viajava acabou no banco de acusação. E mais um caso, a morte de uma professora por conta de uma hepatite autoimune, conforme a Vigilância Epidemiológica de SC, amplia a carga de denúncias. A vítima apresentou um quadro de vômitos e diarréia. Conclusão da mídia antes do laudo que comprovou a hepatite: intoxicação por alimentos do Cruzeiro.

ATIRANDO A ESMO

Quando a imprensa atira a esmo sem saber onde está o alvo deixa de lado sua responsabilidade social. Em todos os episódios que culminaram com mortes, as investigações e exames técnicos de alimentos e água apresentaram resultados negativos. É assim que a imprensa acaba corroendo sua credibilidade.

PAPO FIRME

Vaz de Lima, presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, uma boa cabeça e um ótimo papo, deixará o cargo em março. Poderá vir a ser o líder do governo Serra na Assembléia. Se quiser.

O HEROÍSMO DE ALENCAR

Esse vice-presidente da República, José de Alencar, é mesmo um herói. Submete-se a seguidas cirurgias como um leão ferido, mas resistente às intempéries. Não teme a morte. Teme, isso sim, a desonra, a vergonha em vida. A última intervenção por que passou durou 18 horas. Esta Coluna, comovida, deseja calorosamente que a figura exemplar de Alencar se restabeleça prontamente para continuar a expressar sua lição de vida. E a falar mal dos juros altos.

"Desde o condutor dos transportes e o tocador de tambor até ao general, a ousadia é a mais nobre das virtudes, o aço verdadeiro que dá à arma o seu gume e brilho." (Clausewitz)

CENÁRIO DE EMBOSCADAS

O palco de 2010 começa a ser montado. Portanto, senhoras e senhores candidatos, preparem-se para enfrentar todo tipo de emboscadas. Algumas virão em forma de denúncias em matérias de jornais e revistas. Pedradas e bombas aparecerão de repente. Fogueiras começam a ser acesas. Borrascas arrebentarão imagens. Os tempos que virão serão apimentados. A conferir.


CONSELHO AO MINEIRO AÉCIO NEVES

Esta Coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na edição passada, o espaço foi destinado ao ministro Carlos Lupi. Hoje, volta sua atenção ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves :

1. Mineirice não combina com açodamento.

2. Não dê importância maior a um ato menor. A nomeação de Geraldo Alckmin como secretário do governo Serra teve repercussão maior que a dimensão do ato.

3. Use sua capacidade de articulação para ganhar boa posição nas prévias dos tucanos.

___________________

(Fonte: Gaudêncio Torquato)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ensinamentos de MÃE DE ANTIGAMENTE:





Pra lembrar e rir.

Coisas que nossas mães diziam e faziam...

Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente.

Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO...
'ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!'

Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.
'EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!'

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS..
'SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!'

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA..-.
'PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?'

Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
'CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA CHORAR!'

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
'FECHA A BOCA E COME!'

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
'ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!'

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...
'CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ...'

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
'OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!'

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
'SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!'

Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
'PÁRA DE FICAR VESGO, MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.'

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
'SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!'

Minha Mãe me ensinou sobre SEXO...
'...E COMO VOCÊ ACHA QUE VOCÊ NASCEU?'

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
'VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!'

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
'TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?'

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
'QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.'

Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA....
'UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!'

Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...
'MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!'

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
'SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!'

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO.-..
'OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!'

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO..-.
'VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!'

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO...
'NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?'

Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
'EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!'

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ....
'SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!'

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..
'SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!...'

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
'AJUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!'

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!'

Brigadão Mãe !!!

domingo, 25 de janeiro de 2009

COMÍCIO DAS DIRETAS JÁ NA SÉ SEGUE VIVO NA LEMBRANÇA DOS MANIFESTANTES






Evento que reuniu 300 mil pessoas no centro de SP completa 25 anos.


Festa cívica foi o primeiro grande passo rumo à democratização do país.


Há exatos 25 anos, a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, era palco de mais uma festa. Não uma festa de aniversário qualquer, mas uma comemoração cívica jamais vista anteriormente no país, que se transformou em um marco na luta pela redemocratização.


Em 25 de janeiro de 1984, quando a capital paulista completava 430 anos, 300 mil pessoas foram prestigiar mais um comício da campanha das Diretas Já, um movimento suprapartidário que reivindicava a aprovação da eleição direta para presidente do Brasil. O país já tinha presenciado outros atos pelas Diretas, mas o primeiro grande passo rumo à redemocratização ocorreu naquele dia.


A festa foi inesquecível para as 300 mil pessoas que lotaram a Sé. Na luta pelo restabelecimento da democracia, estavam engajados, lado a lado, políticos, trabalhadores, intelectuais, artistas, jogadores de futebol, idosos, jovens.


ONDA MÁGICA


“Foi uma coisa fabulosa”, sintetiza a cantora Fafá de Belém, ao relembrar do comício da Sé, então o seu maior “público”. A convite de Teotônio Vilela, Fafá participou de todos os comícios da campanha. Fazendo jus à condição de “Musa das Diretas”, ela abria os comícios puxando o Hino Nacional e, durante o evento, interpretava a canção “Menestrel das Alagoas”, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant em homenagem a Teotônio Vilela.


Para a cantora paraense, que recepcionou, antes dos comícios, muitos políticos em sua residência em São Paulo, “nada igual havia acontecido antes”. “Além do público, dos populares, havia todas aquelas pessoas que estavam por ali no palanque, como Fernando Henrique Cardoso (sociólogo e então senador pelo PMDB), Chico Buarque e outros ícones da minha adolescência. Todo mundo motivado por uma onda mágica”, disse.

Fafá relembrou dos comícios das Diretas Já ao assistir pela TV à cerimônia de posse de Barack Obama. “Vi nas expressões dos rostos dos americanos aquela mesma felicidade, aquela mesma expectativa por mudanças que havia nos rostos dos brasileiros. Eu chorei na posse do Obama”, revelou.

Apesar de a emenda Dante de Oliveira não ter passado no Congresso, Fafá de Belém não pensa duas vezes para afirmar que faria tudo de novo. “Sim, porque hoje vivemos em um estado democrático. Foi impossível deter a caminhada”, afirmou.



CAMINHADA DE ANÔNIMOS


A caminhada só foi em frente devido à mobilização popular de milhões de pessoas por todo o país. Anônimos como a servente de escola Filomena Conceição Militão, na ocasião com 58 anos, o sindicalista Luís Carlos de Oliveira e a estudante de história da USP Anna Crisitina Camargo Moraes Figueiredo.


Mais ou menos engajados politicamente, todos aderiram à campanha com um propósito bastante claro: restabelecer o processo democrático e votar para presidente.


Filomena Conceição, aos 83 anos, puxa pela memória para relembrar daqueles dias. “Não perdia um comício, eu ia em todas as passeatas. Eu lembro que era cada um levando a sua bandeira. Era uma festa cívica, como se fosse uma escola de samba. A gente lutou para mudar, mas não mudou”, relatou, com uma ponta de frustração.


Já para Luís Carlos, o Luisinho, segundo tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, além da redemocratização, estava em jogo também a possibilidade de legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). “Já estava militando pelo partido na época da ditadura, que era algo que revoltava a gente. Aquilo que estava acontecendo era um sonho inacreditável, de que a gente podia mudar e acabar com a ditadura. A gente se emocionava muito”, lembrou.


Anna Cristina, por sua vez, com apenas 21 anos, participava dos comícios sem ter noção da real dimensão do evento para a história. “Eu não era tão politizada. Ia mais por ter uma visão meio glamorosa do pessoal da década de 1960, da possibilidade de ser presa, tomar porrada da polícia”, contou. Mesmo assim, as lembranças estão vivas na cabeça. “Lembro da Fafá cantando o hino, das pessoas chorarem, havia um sentimento de unidade. A maior parte do tempo ficávamos andando, gritando palavras de ordem”, disse.


O clima de confraternização na Praça da Sé favoreceu até mesmo o início de um relacionamento em pleno comício. “Eu era candidata à presidência do Centro Acadêmico do curso de História e fui junto com o Marcelo, diretor do Diretório Estudantil da USP. Demos o primeiro beijo com a Fafá cantando o hino”, relembrou.


O namoro durou durante toda a campanha das Diretas Já, mas tinha data certa para acabar. “Terminamos o namoro quando foi votada a emenda Dante de Oliveira (em 25 de abril de 1984). Creio que a frustração foi muito grande e decidimos acabar”, afirmou. Um verdadeiro anticlímax nacional, mas, a partir daí, começa uma outra história...


(Marcelo Mora, em São Paulo)

DIRETAS JÁ – UM MOVIMENTO MEMORÁVEL

Há vinte e cinco anos atrás a Nação Brasileira se irmanava num dos mais belos movimentos libertários de sua história.

O comício da Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984, foi o marco indelével desse levante de heroísmo popular.

Coloquei meus sentimentos naquele momento em forma de poesia livre.

Instigado pelo vento da impetuosidade política daqueles anos, com o peito adolescente inflamado de sonhos de justiça e liberdade, foi com o coração feito vulcão em atividade que escrevi os versos abaixo:

ELEIÇÕES DIRETAS

Abalam-se as selvas e os rios
Da Amazônia Gigante,
Dorme intranqüilo o alto Sulista,
Abre o Centro-Oeste sua larga
Boca Pecuária,
Estremece o Sudeste
Como um tambor metalúrgico,
Desespera-se o homem e a planta
Do nosso Nordeste abatido,
Um clamor se alastra
Expande-se para os astros:
Tremulam as membranas
Mais íntimas do Brasil
- uma Pátria inteira agoniza!

Espalha-se a miséria
Qual doença contagiosa,
Corre a inflação mais que o vento,
A fome roe as entranhas pobres,
A corrupção polui a atmosfera,
O imperialismo alonga suas unhas,
Rouba terra e mais terra,
Suga o sangue inocente,
Nega a Paz ao Humano.

É a Nação castigada,
Saqueada e oprimida
Por um governo sombrio,
Traidor e impopular,
Onde o ministro e o maldito
Entregam ao FMI,
À multinacional, ao banqueiro,
Ao norte-americano avarento,
O que há de mais alto e sublime
No coração patriótico:
O solo, o ar, o vento, o destino,
A Soberania Nacional!

Por isso, Povo extenso,
Torpedo, fúria indomável,
Abraça tuas raízes,
Revigora tua Fé,
Congrega tuas origens,
Ergue teu estandarte,
Grita na rua e no ar,
No sindicato e na praça
Exige com voz implacável:

Liberdade, Pão e Paz,
Morte a esta Ditadura,
Reforma Agrária e Justiça,
Ampla Organização
Fim da Lei de (In)segurança,
Direito a Greve e Sorriso,
“Eleição Direta agora
Para Presidente da República”.
Escolhe um filho teu
Digno de tua seiva e de teu chão.

Edifica uma casa fraterna,
Resplandecente e livre,
Com alicerces infinitos,
Planta em teu solo amoroso
Um jardim belo e fecundo
Com rosas inumeráveis.
Constrói com mãos consteladas
Uma Pátria Pura e Poderosa!!!


(Por Júnior Bonfim)

sábado, 24 de janeiro de 2009

"NUNCA, NUNCA, NUNCA DESISTAM!!!"



No dia 24 de janeiro de 1965 faleceu Winston Churchill, o mais eloqüente político de sua era. Enquanto a Grã-Bretanha resistia sozinha à ameaça nazista, depois que Adolf Hitler já havia marchado sobre Paris, Churchill transformava palavras em armas, em coragem, em munição, em poder.

Ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1953 "pelos dotes na descrição histórica e biográfica e pela brilhante oratória na defesa e exaltação dos valores humanos" presentes nos 6 volumes da obra "Segunda Guerra Mundial". A edição inicial do primeiro volume vendeu 200 mil livros na Inglaterra e 600 mil nos EUA.


Certa feita o chamaram pra fazer um discurso em solenidade de formatura de uma faculdade.

Convidado a fazer uso da palavra, ele se levantou e falou pros formandos:

"NUNCA, NUNCA, NUNCA DESISTAM!!!"

Depois se sentou. Pronto, fim do "discurso"! E a mensagem, profunda, calou no fundo da alma de todos.

CONSELHOS DE ADVOGADO - LEI SECA



Um amigo me enviou as dicas abaixo:


“Amigos, isto não é uma apologia à burla, mas sim a estar preparado para possíveis 'achaques' ou tentativas de propina.

Fiquem atentos. (Para os esquecidos, é para ler várias vezes e guardar no carro)

Sobre a nova lei de dirigir embriagado: 665 autuações, cada uma com multa de 1000 reais, mais de meio milhão de reais pro governo em dez dias apenas.

Corre o risco de virar uma farra de multas igual foi com os radares eletrônicos.

Ainda mais porque cabe ao POLICIAL o diagnóstico de embriaguez (lembro que a única profissão autorizada a dar diagnóstico no Brasil é a profissão médica!).

Lembro que se comermos dois bombons de licor, o bafômetro pode acusar 0,2.

Fora as pessoas com diabetes descontrolado, pessoas que tenham contato prolongado recente com éter (laboratórios, hospitais), dizem que até chocolate em excesso pode acusar o bafômetro.

Pode virar também uma forma cara de propina.

Agora se for pego lembre-se:

1) NUNCA FAÇA O TESTE DO BAFÔMETRO, MESMO QUE NÃO TENHA BEBIDO, POIS COMO JÁ DISSE ELE PODE DAR UM FALSO-POSITIVO.

2) Tente se livrar dos problemas no local conversando com o policial (sem propina, é claro!).

3) SE NECESSÁRIO SEJA ENCAMINHADO AO IML PARA PERÍCIA (E ELES USAM ISSO COMO AMEAÇA, MAS É AÍ QUE VOCÊ GANHA). No IML você será examinado por um médico.

4) NUNCA ADMITA QUE VOCÊ BEBEU, NUNCA DEIXE SANGUE OU URINA PARA ANÁLISE E FALE APENAS O ESTRITAMENTE NECESSÁRIO.

Pela lei brasileira você não precisa fornecer provas que te incriminem, e no Brasil dirigir é um direito e não uma concessão do estado como em outros países, onde você é sim obrigado a soprar o bafômetro e dar sangue e urina para análise.

O máximo que pode acontecer é você ser preso sob SUSPEITA de embriaguez.

Pague a fiança, e no dia seguinte dirija-se ao Detran e pegue de volta sua carteira de habilitação (ela é recolhida, só será apreendida se você for julgado culpado).

Logo em seguida entre com um processo contra o estado que te prendeu sem causa, já que nada foi provado e você foi apenas um suspeito.

Arranje um bom advogado e na lei só vale aquilo que está provado.

Ninguém é preso ou punido por suspeitas apenas, e a única prova incontestável de embriaguez é a dosagem de álcool no sangue ou urina, ou você assumir que bebeu.

Pode parecer um manual de burlar a lei (e uma boa lei), mas sabendo do que nossos policiais mal-remunerados são capazes, do tanto que a imprensa adora ver classe-média na cadeia e da ganância de nossos governantes por dinheiro, precisamos estar preparados para escapar dos DIAGNÓSTICOS-POLICIAIS de ocasião.

Divulguem aos amigos”.

VEREDAS CURIOSAS DA ÍNDIA!





Desde segunda-feira (19), os telespectadores brasileiros estamos conhecendo um pouco mais a respeito da cultura, dos costumes e das curiosidades da Índia, país palco da nova novela da Globo: Caminho das Índias.

Vocês sabiam que:

- O sistema numérico foi inventado na Índia. De fato o cientista Aryabhatta foi quem “descobriu” o zero;

- O xadrez foi inventado na Índia – inicialmente era jogado por 4 jogadores, com 8 peças cada um, jogando 2 contra 2;

- Álgebra, Trigonometria e Cálculo são disciplinas que tiveram origem na India;

- O sistema decimal foi desenvolvido na Índia no ano 100 a.C.;

- A democracia Indiana é a maior do mundo, a Índia é o 6º maior país e uma das mais antigas civilizações do mundo (cerca de 10 000 anos);

- A Índia tem o maior número de estações dos correios;

- O maior organismo empregador do mundo são os caminhos de ferro Indianos, empregando mais de um milhão de pessoas;

- Uma das primeiras Universidades apareceu na Índia em Takshila no ano 700 a.C;

- Apesar da conhecida pobreza, a Índia era um dos países mais ricos do mundo até ao sec. XVII, altura em que foi tomada pelos Ingleses;

- Até 1896 a Índia era o único país fornecedor de diamantes do Mundo;

- A maior ponte do Mundo está na Índia na localidade de Ladakh e foi construída pelo exército Indiano em 1982;

- O uso da anestesia já era bem conhecido na Índia antiga. Conhecimentos sobre anatomia, digestão, metabolismo, fisiologia, genética e imunidade são referidos em diversos textos antigos.


ALIMENTAÇÃO:

Tradicionalmente, os indianos costumam comer usando a mão direita literalmente, isto é, sem nenhum talher;

Hindus não comem carne bovina e muçulmanos não comem porco;

Deve se comer usando somente a mão direita, visto que a mão esquerda é usada para propósitos higiênicos e portanto considerada impura. Porém, é aceitável passar pratos ou vasilhas com a mão esquerda;

Tocar a comida em um prato comum, ou seja que vai ser divido para todos, pode causar que os outros evitem comê-lo;

Lavar as mãos antes e depois das refeições é muito importante. Em algumas casas hindus, eles esperam que você lave sua boca também;

Para alguns hindus, é um insulto um visitante agradecer pela comida após ter terminado de comer, visto que eles dizem que dizer obrigado é considerado uma forma de pagamento.

Se você está bebendo água ou outra bebida num copo ou outro container que será usado por outros, nunca toque o copo ou container com seus lábios. Segure o copo um pouco acima da boca e então entorne aos poucos dentro da boca sem tocar o copo com a boca;

É muito comum entre os hindus utilizarem muitos cerimoniais em sua vida diária. Por exemplo, os brâmanes (casta alta) não comem nenhum tipo de carne, e derivados como ovos e outros. Quando comem por engano ou fazem outras coisas que segundo eles os torna impuros, eles costumam fazer um ritual de purificação que, algumas vezes, consiste em beber urina de vaca (que eles dizem que é sagrada). Alguns rituais de purificação incluem cinco produtos da vaca, considerados sagrados para os hindus: leite, coalhada, gordura, urina e fezes.

Um antigo costume hindu, já fora de uso, dizia que para uma mulher devota, seu marido era literalmente um deus. Para agradar seu marido a esposa deveria de boa vontade fazer qualquer coisa. A principal razão para ela viver era servir seu marido e obedecer a risca todos os seus desejos. Uma esposa era para comer somente após seu marido ter terminado e comer então no prato sujo de seu marido.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SENTENÇA POÉTICA – Magistrado gaúcho profere decisão em forma de verso



O Juiz de Direito Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível, do estado do Rio Grande do Sul, proferiu voto em forma de verso, em julgamento realizado ontem, 21/1. A ação, que tramitou perante o Juizado Especial Cível da Comarca de Santana do Livramento, trata de pedido de indenização por dano moral.

O autor da ação, patrão do CTG Presilha do Pago, afirmou ter sido ofendido em sua honra pessoal durante pronunciamento feito por Conselheiro Fiscal da 18ª Região Tradicionalista durante o uso da tribuna livre da Câmara de Vereadores.

O ofensor teria dito que o Patrão não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. Salientou que as afirmações foram publicadas também no jornal local A Platéia. O réu negou as ofensas.

A decisão no Juizado Especial Cível de Livramento condenou o Conselheiro ao pagamento de R$ 1,5 mil. Houve recurso à Turma Recursal. Para o relator, a ofensa não aconteceu.

Os Juízes Eduardo Kraemer e a Leila Vani Pandolfo Machado acompanharam o voto do relator, reformando a decisão de 1º Grau para negar o pedido de indenização.

* Confira abaixo a sentença "poética" na íntegra:

“Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.

Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.

Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.

Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.

Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco

Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.

Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.

Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada.

Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.

E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores.”

O QUE ESPERAR DE OBAMA

John Kennedy inscreveu seu nome na maioria dos livros de citações ao dizer, em seu discurso de posse, em 1961: “Americanos, meus patrícios; não perguntem o que o seu país pode fazer por vocês; perguntem o que vocês podem fazer pelo seu país”.

O texto tem uma segunda parte, menos conhecida, que vale a pena lembrar: “Cidadãos do mundo, meus amigos: perguntem o que a América fará por vocês, mas o que juntos poderemos fazer pela liberdade do homem”.

Quarenta e oito anos depois, nós, brasileiros poderíamos, modificando alguma coisa na frase de Kennedy, dizer ao presidente norte-americano Barack Obama que o mundo não pergunta hoje o que ele, como dirigente do país que detém a maior economia do planeta, pode fazer pela liberdade de homem. Contenta-se em desejar que em seu mandato, iniciado em meio a grandes esperanças, administre bem o seu país, ponha fim ao colossal déficit público norte-americano e retome o processo produtivo, que ali se paralisou. Se atingir essas metas, eliminará muito dos problemas que comprometem a estabilidade e toldam o futuro de dezenas de países.

Os brasileiros que ingressaram na escola primária na década de 1950 conviveram com um ideal pan-americano que ninguém sabia explicar exatamente o que era. Cantavam “Deus salve a América”, canção com que o russo Irving Berlin homenageou seu país de adoção, com uma bonita letra em português de João de Barro, o Braguinha. Tinham a ilusão de que a América à qual ela se referia fosse o continente e não o nome mais popular dos Estados Unidos.

No Brasil, o pan-americanismo afundou com o desencontro entre a Doutrina Truman e o projeto econômico do segundo governo Vargas (1951/1954).

Único governante da América do Sul a enviar forças de seu país ao teatro de guerra europeu, para lutar contra as forças militares do nazismo, Getúlio esperava ver o País fosse contemplado numa extensão do Plano Marshall. Os norte-americanos estavam reconstruindo a economia de seus ex-inimigos alemães, italianos e japoneses. Podiam e deviam dar uma mãozinha ao Brasil que, além de soldados da FEB e aviadores da FAB, participara do esforço de guerra permitindo a implantação em nosso território da grande base militar de Natal.

Em vez disso, Vargas recebeu cobranças e pressões para enviar soldados brasileiros à Guerra da Coréia, facilitar o acesso das empresas americanas à exploração de nossas possíveis jazidas de petróleo e vender a preços camaradas minerais estratégicos como a areia monazítica. Em relação a estas, os americanos perderam o interesse pelas nossas jazidas ao descobrirem depósitos daquele insumo em seu próprio território. A esperança de um apoio estadunidense ao desenvolvimento da America Latina se reacendeu no governo Kennedy (1961/63), com a Aliança para o Progresso.

Dela sobrou pouca coisa depois que, na Conferência de Chanceleres Americanos em Punta Del Leste, em 1961, Che Guevara, então ministro da Economia de Cuba, país que ainda não fora expulso da Organização dos Estados Americanos (OEA), alertou seus colegas para uma realidade incômoda.

As linhas de crédito mais consistentes à disposição da América Latina eram destinadas a financiar sistemas de tratamento de água e coleta de esgoto. Praticamente nada se previa no tocante à modernização da economia em si.

O saneamento básico não ascendera, ainda, à condição de prioridade para os governos do continente. Os municípios brasileiros que aceitaram os recursos da Aliança e os gerenciaram adequadamente fizeram um excelente negócio. Mas o que sobrou da Aliança para a maioria dos latino-americanos foi a expectativa frustrada de um maior apoio dos Estados Unidos ao desenvolvimento de seus países.

Neste instante, em que muitas esperanças cercam o governo de Barack Obama, é bom lembrar que na lista de prioridades da nova política externa, ocupa o penúltimo lugar, à frente apenas da África. Por sua vez, os interesses brasileiros, em relação aos Estados Unidos situam-se principalmente na busca de relações comerciais não protecionistas, com destaque para o etanol.

Mesmo nesse terreno restrito as chances de êxito do Brasil não são entusiasmantes. Mas um eventual insucesso não nos trará desilusões tão fortes quanto as suportadas nos tempos de Truman e de Kennedy.

Se Obama equilibrar o espantoso déficit fiscal que herdou de George W. Bush estará tornando menos difícil o dia-a-dia de dezenas países, inclusive o nosso, aos quais o governo de Washington vem repassando os efeitos do desastre econômico da América.

Adotemos, pois uma postura de saudável ceticismo em relação aos efeitos da era Obama para o Brasil. A citação que vale para o nosso país e aquela, enfática, do poeta Gilberto Gil: “Meu caminho pelo mundo eu mesmo faço!”.


* Antonio Carlos Pannunzio - deputado federal e membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional

ENTERRO DE JURACI REÚNE ALIADOS E DESAFETOS



"Sob a fina chuva de uma quarta-feira bastante cinzenta, o corpo do ex-prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães, foi sepultado no cemitério Parque da Paz, por volta das 18 horas de ontem. “Ele lutou muito contra a doença. Não foi por falta de luta. Foi cansaço”, disse, com a voz embargada, o filho Magalhães Neto. O movimento de pessoas em torno do caixão chegou a atrapalhar os funcionários do local, o que gerou empurra-empurra em alguns momentos. Emocionada, a viúva Zenaide Magalhães não conseguiu acompanhar todo o sepultamento.

Nos últimos dias, Juraci foi mantido sedado na UTI, onde respirava com ajuda de aparelhos, sob efeito de analgésicos. “Não era para ele ter morrido assim. Ele achava que a cidade ainda não havia o reconhecido pelo que tinha feito”, lamentou o vereador Carlos Mesquita (PMDB), que por oito anos foi líder do ex-prefeito na Câmara Municipal.

Distante do caixão e com lágrimas nos olhos, Mesquita lembrou emocionado a última visita que fez ao amigo, no fim de dezembro. “Ele estava triste e me disse: ‘Rapaz, quando você está no poder, você é uma coisa. Depois que sai, vira nada. Antes, minha casa vivia lotada. Hoje, ficam aí me criticando’”, relatou o vereador, acrescentando que, mesmo sendo aliado da atual prefeita Luizianne Lins (PT), continuará defendendo os feitos de Juraci.

Também estiveram presentes no velório os personagens históricos do PMDB: o ex-deputado federal Paes de Andrade e o deputado federal Mauro Benevides. “No sábado, fui ao hospital visitá-lo. Só consegui trocar alguns acenos com ele. Mas ele vai se projetar a partir de agora como um homem que lutou muito por Fortaleza”, disse Benevides.

Além de amigos, o auditório do Legislativo reuniu também antigos desafetos políticos que, ontem, esqueceram o passado de desavenças. Esperada para compor esse bloco, a prefeita Luizianne não compareceu. Entretanto, figuras ligadas à petista ressaltaram que “independente de convicções políticas e ideológicas, é uma perda”, atentou o vereador Acrísio Sena (PT).

Menos imparcial foi a senadora Patrícia Saboya (PDT), que chegou ao velório por volta das 17 horas com os olhos mareados. Ela disse que, apesar de ter sido adversária de Juraci, conserva “um grande respeito” pelo ex-prefeito. A pedetista revelou que, durante a campanha eleitoral de 2008, Juraci a procurou para uma conversa que durou cerca de quatro horas. “Foi a única vez que nós conversamos pra valer. Ele queria me dar umas dicas para a cidade”, contou, acrescentando que considera “positivo” o legado que Juraci deixou para a cidade.

(Jornal O POVO)

CURIOSIDADE



No dia 22 de janeiro de 1532, o navegador Martim Afonso de Sousa, enviado pela Coroa Portuguesa, chegou a São Vicente para construir a primeira vila do Brasil. Católico fervoroso, Martim Afonso fundou a cidade e a batizou com o nome do santo daquele dia.

PALAVRA PROVIDENCIAL

CARO JB,

Parabenizo-lhe pelo blog, acessei hoje pela primeira vez.

A vida do poeta perderia o sentido se a natureza não fosse enxergada, se a lua de madrugada não pudesse inspirar , se o canto do pássaro não mais fosse traduzido que triste seria a vida sem ter tempo prá amar ... e fazer o que dá prazer. Percebo que escrever te dá prazer, e o faz muito bem.

Um abraço poético
de

EDMILSON PROVIDENCIA

Crateús-Ce

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

OBAMA - DISCURSO DE POSSE!



Meus caros concidadãos

Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz.

Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais.

Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos.

Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma conseqüência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.

Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos.

Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.

Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.

Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida.

Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.

Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.

Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América.

Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.

Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.

O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles - que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona - se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.

Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.

Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.

Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.

Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.

Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.

Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.

Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.

Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.

Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.

Esse é o preço e a promessa da cidadania.

Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.

Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.

Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:

"Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".

A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.

(Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)

FALECEU JURACI MAGALHÃES!



O ex-prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães, morreu na manhã desta quarta-feira, 21. Desde a última quinta-feira, 15, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Mateus. O velório do ex-prefeito deverá ser realizado na Câmara Municipal de Fortaleza.

O último boletim médico, divulgado na noite de terça-feira, informava que o ex-prefeito estava respirando com ajuda de aparelhos, sedado e sob efeitos de analgésicos. Juraci Magalhães lutava contra um câncer há mais de 10 anos.


Juraci Magalhães nasceu em Senador Pompeu, em 12 de fevereiro de 1931. Atualmente estava afastado da política. Ele esteve à frente da prefeitura de Fortaleza de 1990 a 1993 e novamente de 1997 a 2004, pelo PMDB. Em 1994, Juraci se candidatou ao governo de estado do Ceará. Em 2006, foi candidato a deputado federal pelo PR, mas obteve inexpressiva votação e não foi eleito.