Este espaço se quer simples: um altar à deusa Themis, um forno que libere pão para o espírito, uma mesa para erguer um brinde à ética, uma calçada onde se partilhe sonho e poesia!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
PARA DESCONTRAIR...

Muitos advogados são testados quando estão em audiência, pela inteligência, criatividade e percepção dos fatos em exame pelo Juiz.
Por mais absurdo que pareça, e isso aconteceu...estes fatos ocorreram em várias audiências e fóruns e estão retratados como piadas retiradas do livro 'Desordem no tribunal'.
São coisas que advogados e pessoas disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente. Veja os diálogos:
Advogado pergunta: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha : 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha : Todo ano.
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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha : Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha : Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
____________________________________________
Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha : 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha : Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha : Ele disse, 'Onde estou, Bete?'
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha : Meu nome é Célia.
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Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha : Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
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Advogado : Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha : Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha : Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha : Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha : Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha : Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha : Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?
Testemunha : Oral.
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Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha : Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha : Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
_______________________________________________
Essa é a sen-sa-cio-nal
Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha : Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha : Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha : Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha : Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha : Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha : Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!!
(Enviado por Wilson Vicentino)
sábado, 25 de julho de 2009
REPERCUSSÃO DO LANÇAMENTO!
Vanda Claudino Sales disse...
Dr. Júnior Bonfim, foi lindo o lançamento do seu livro!
Tanta gente! E tão boa gente!
Fiquei feliz de estar lá, participando desse grande momento, e queria novamente lhe parabenizar.
Já li o seu livro - a 'curiosidade' não me deu sossego enquanto não o finalizei!. E gostei tanto de lembrar uma Crateús que vivenciei na minha adolescência e nos meus anos de jovem-adulta!
Na verdade, agora, que meu pai se foi - e não consigo entender muito bem as razões.. -, sinto a necessidade de me aproximar da terra que foi o centro de todas as emoções da vida dele! Talvez uma forma de não perdê-lo?
Talvez, mas,mas, essa não é a questão: a questão é o seu livro, e o lançamento da sua obra, e tudo isso que o faz merecer de novo o duplo parabéns!
Um abraço, Dr. Junior Bonfim, e até breve!
Dr. Júnior Bonfim, foi lindo o lançamento do seu livro!
Tanta gente! E tão boa gente!
Fiquei feliz de estar lá, participando desse grande momento, e queria novamente lhe parabenizar.
Já li o seu livro - a 'curiosidade' não me deu sossego enquanto não o finalizei!. E gostei tanto de lembrar uma Crateús que vivenciei na minha adolescência e nos meus anos de jovem-adulta!
Na verdade, agora, que meu pai se foi - e não consigo entender muito bem as razões.. -, sinto a necessidade de me aproximar da terra que foi o centro de todas as emoções da vida dele! Talvez uma forma de não perdê-lo?
Talvez, mas,mas, essa não é a questão: a questão é o seu livro, e o lançamento da sua obra, e tudo isso que o faz merecer de novo o duplo parabéns!
Um abraço, Dr. Junior Bonfim, e até breve!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
DE CORAÇÃO, MUITO OBRIGADO!!!

AGRADEÇO A TODOS OS QUE COMPARECERAM AO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO ONTEM À NOITE.
FESTA MEMORÁVEL E COMOVENTE, PORQUE ENFEITADA PELA PRESENÇA DE PESSOAS QUE LEVARAM CONSIGO A ENERGIA CONTAGIANTE, O AFETO ESPONTÂNEO, A CALOROSA TERNURA, A RADIANTE ALEGRIA.
GRACIAS A LA VIDA!!!
Júnior Bonfim
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Caro Júnior:
Parabenizo-o pelo sucesso do lançamento do seu livro.
E não poderia ser diferente.
Você merece, por ser um artista da escrita e da palavra.
A cada degrau que você sobe, eu me sinto na alturas, pois, acho que seria assim o comportamento entre amigos.
Vamos à próxima obra em sequência a esta.
Meu abraço.
César Vale
quarta-feira, 22 de julho de 2009
SOBRE O LIVRO "AMORES E CLAMORES DA CIDADE"
Relembramos que o livro AMORES E CLAMORES DA CIDADE será lançado nesta quinta-feira, dia 23, no Centro Cultural OBOÉ, na Rua Maria Tomásia, 531, bairro Aldeota, por detrás do Shopping Del Paseo, a partir das 19:30 horas.
Veja, abaixo, o que escreveram Juarez Leitão, José Maria Bonfim de Morais e Dideus Sales.
APRESENTAÇÃO

A CRÔNICA COMO VEÍCULO DE REALIDADES
Nos meus tempos de pré-adolescente, nos anos 60, através dos microfones da Rádio Educadora de Crateús, recém-inaugurada, dois cronistas da Ribeira do Poti se faziam ouvir, pela população embevecida. As crônicas eram lidas à noitinha (não lembro se pelos próprios autores ou pela voz do locutor Rodrigues Vale) e despertavam atenção respeitosa e comentários de aprovação. Nas casas e nas praças cessava o burburinho das conversas e se criava o clima favorável para escutar o relatório das reminiscências do Ferreirinha e a opinião conceitual e filosófica do professor Luiz Bezerra sobre os acontecimentos contemporâneos. Os dois intelectuais se completavam no seu afazer literário: um restaurando a memória da cidade e o outro comentando o presente.
A vida depois seguiu seu curso no processo vertiginoso e dinâmico que marca a história, levando de roldão coisas, gestos e pessoas e, com certeza, a antiga capacidade de se escutar com atenção e serenidade a leitura de crônicas.
Os sobreviventes lastimavam que as novas gerações, premidas pela velocidade dos meios de comunicação e o pragmatismo explícito, talvez não fossem capazes de gerar um cronista nos moldes daqueles que embalavam a Crateús singela doutros tempos. Um bom cronista, observador do circundante, que registrasse o cotidiano, opinando com lucidez e traduzindo o sentimento comunitário, além de, no resgate da tradição, pugnar pelo que foi construído pelos antepassados e por outros temas de importância capital, como a preservação ambiental.
Agora sabemos que o mesmo barro que gerou o poeta José Coriolano (o épico autor de “O Touro Fusco”) e o sociólogo Abelardo Montenegro (“Fanáticos e Cangaceiros”) ainda tem a força germinativa de produzir um escritor do quilate de JÚNIOR BONFIM, representante credenciado da melhor cepa dos homens de letras do Ceará atual.
Este livro, “AMORES E CLAMORES DA CIDADE”, reunindo a ativa participação do autor na imprensa regional, torna eterno o que poderia se perder pela própria condição fugaz das publicações de jornal, levando, assim, para os leitores do futuro, sua arguta e instigante observação da vida e das atitudes deste nosso tempo.
A obra obedece a uma divisão temática num arco de assuntos que englobam, na primeira parte, suas admirações (AMORES) e, na segunda, as denúncias contra o que lhe parece descabido, injusto ou desonesto (CLAMORES).
Confesso que me atraíram, de modo especial, os capítulos em que trata das personalidades que lhe encantaram, figuras do clero, os artistas, os boêmios, as professoras do Curso Primário, os intelectuais, as reservas morais da cidade. Muitos dos personagens homenageados estão também no meu altar, em que brilham de modo mais intenso Dom Fragoso e o historiador Ferreirinha.
Apesar da diversidade dos assuntos, cada crônica compõe a parcela oportuna e precisa dos elementos objetivos que dão unidade ao livro. O comentarista é o mesmo, altruísta, denunciador, romântico, sonhador, politicamente engajado, lotado de audácia cívica.
Escreve para todos os paladares, com texto enxuto e desenvolto, defendendo com a força de sua consciência os valores nativos, a cultura popular, a religião, a natureza, a mitologia ancestral, mostrando em tudo o impacto da história sobre o indivíduo e encetando uma campanha altiva contra a fúria assassina dos vândalos que destroem o meio ambiente em nome do progresso e de outras mesquinhas desculpas da ambição humana.
Existe em JÚNIOR BONFIM um sentido especial de perceber o mundo, um olho atento que vislumbra e absolve o trivial para dele retirar lições e construir o seu discurso ético.
Tem pleno domínio sobre os elementos que utiliza nessa verificação pertinente dos modos e costumes da terra natal. Não abre mão do que adota como a sua verdade e nisso às vezes é duro. Entretanto consegue seguir o verso de Ernesto Che Guevara, que embalou a Geração Anos 60, aquele que dizia que era preciso endurecer sem perder a ternura jamais. Por isso o vitupério mais ácido pode vir como um verso ou num sonoroso período de prosa poética, dizendo bonito e com graça o que poderia ser um insulto banal.
É leve e talentoso, como aqueles que conseguem produzir a melhor literatura, sem esnobismo semântico ou erudição gratuita. A arquitetura de suas crônicas segue a correnteza natural de sua emoção, nos levando também para as praças antigas, as tardes remansosas e as águas cristalinas da saudade que banharam no Poti várias safras de crateuenses.
O autor vem de outras experiências literárias, não sendo, portanto, um estreante. Mas é de se notar que, cada vez mais, seu texto se garante como o fruto maduro que nos traz o prazer gustativo desde a primeira mordida.
Posto, assim, sobre a nossa mesa, como um manjar tentador, “AMORES E CLAMORES DA CIDADE” nos induz à degustação.
Atendamos ao convite que nos faz este magnífico projeto editorial, porque, como poucas vezes acontece, neste livro estão juntos talento e autenticidade.
Juarez Leitão
(Da Academia Cearense de Letras)
PREFÁCIO

O LIVRO DO NOSSO SONHO
Júnior Bonfim é um desses inúmeros talentos gerados nas barrancas do Rio Poty, cujas águas benditas aspergem com carinho os seus tantos filhos. Júnior é uma jóia valiosa. Membro de uma família, da qual faço parte, prefere o rumo das letras e/ou das artes, ao caminho dos poderes pecuniários.
O autor é dono de uma maneira especial de escrever. E ele o faz com leveza e segurança. Orações curtas. Claras. Desliza com facilidade sobre os temas que apresenta. Claro. Límpido. Administra um português castiço, sem prepotência. Navega a sua verve com sabedoria e suavidade.
As palavras se lhe caem como fonte de água límpida. Mergulha nos mais diferentes temas com desenvoltura e brilho. E de todos se ergue airosamente.
Dom Antonio Almeida Lustosa dizia que os seminários não servem tão somente para formar padres, mas também para forjar cidadãos honrado e decentes. Como o Eduardo e João Aragão, Juarez Leitão, François, César Vale, Crisóstomo e tantos outros. Bonfim Faz parte faz parte desta casta privilegiada. Casta formatada nos corredores, nas salas de aula, nos pórticos e nas capelas dos seminários. Teve a graça Divina de ser orientado por Dom Antonio Fragoso (1920-2004), o profeta que ao longo de seu pastoreio em Crateús deixou as pegadas missionárias e proféticas. Plantou sonhos e idéias. Dele Júnior herdou o valor da cidadania e da justiça. O carisma e as chamas da verdade. O caráter e a preocupação instigante com o futuro da terra e dos seus irmãos, principalmente os mais sofridos.
Hoje o poeta se mostra. As suas crônicas poéticas traduzem os valores maiores de um povo. A tribo dos caratius. Deixa fincar nesta taba sagrada os seus clamores. A sua nação de libertação. Traz nestas belezas os atores desta gleba fincada na ribeira do Poty.
Certa feita inquiram de João Paulo II(1920-2005) o porquê de beijar a terra. E ele respondeu: “o amor a terra é tão belo quanto o amor a mãe.” Aos 28 anos Karol ficou sem a mãe, sem irmãos, sem pai e sem os amigos queridos vítimas do fascismo e do comunismo. O que lhe sobrou? A terra. O chão. A terra que também amamos. Este livro é o livro do nosso sonho. É nosso Exodus, para pisar na terra que é nossa, e aconchegá-la ao peito e apertá-la.
Gostaria de deixar estas belezas de idéias e de amor neste livro: “É hora, enfim de mirarmos a cidade sob lentes futuristas e progressistas. Pensá-la com amor, fonte geradora de cuidado. Pois quem ama cuida. Abramos as pálpebras embaçadas, sacudamos a poeira das decepções, revigoremos o espírito, desbravamos novos caminhos, recuperemos a utopia, lancemos um olhar sobre o fazer político, e marchemos na rota de uma cidade que cultue a justiça e a fraternidade. Crateús merece.”
Dedilho com emoções estas pobres linhas. Escrevo com sonhos e saudades, pois seus escritos, meu primo Bonfim, me tocaram muito. Sou esta alma apaixonada como o Poty em cheias. Belo livro. Tão apaixonante. Tão preciso que não podemos sorvê-lo com sofreguidão. Vamos tragá-lo como quem bebe um manjar dos deuses. Gota a gota. E no canto maior a nossa terra: de joelhos.
José Maria Bonfim de Morais
Cardiologista
A CONTRACAPA DO LIVRO

UM ESCRITOR MADURO
Júnior Bonfim, orador insigne, político habilidoso, poeta iluminado e cronista maiúsculo. Conheci-o ainda muito jovem, no alvorecer da década de oitenta, e fiquei impressionado com tamanha desenvoltura, ocasião em que discursava para platéia superior a cinco mil pessoas que, como eu, acompanhava enlevada a cachoeira de frases muito bem metaforizadas e ricas em sintaxe.
O seminário fora a roça onde colhera os frutos que alimentaram e solidificaram sua prática humanística. Inebriado, sorvera na fonte do mensageiro da dignidade D. Fragoso, gota a gota, sábias lições de justiça social e de amor ao próximo.
Elegante ator dos palcos da política, não aplica revanchismo, usa a verve com competência para transitar nos íngremes e ínvios terrenos antagônicos, apregoando a conjugação do verbo contemporizar.
Poeta que emociona e encanta com o lirismo e a doçura de seus versos. O livro POESIAS ADOLESCENTES E MADURAS é um alforje de reminiscências. Um rosário de pétalas. Um leque espalmado de preciosidades.
Observador pertinaz, vislumbra tudo no seu universo e registra os acontecimentos de nossa combalida cidade e sua gente num plexo de circunspecção, magnitude e desvelo, perscrutando e paisageando com a plástica que o labor exige.
Esta nova obra de Júnior Bonfim – AMORES E CLAMORES DA CIDADE – é uma miscelânea tecida com fios da alma. Uma cascata que se derrama no Saara cultural da nossa terra e nos chega com toda graça, oferenda deste fulgurante escritor que se consolida como o melhor cronista da pátria dos Caratiús.
Dideus Sales
Poeta e Escritor
terça-feira, 21 de julho de 2009
OBSERVATÓRIO

"No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra". (Carlos Drummond de Andrade).
A PEDRA
A administração do Prefeito Carlos Felipe completou 200 dias. É um marco referencial para qualquer análise avaliativa. O visível desgaste popular, a decepção estampada no rosto cívico da urbe, o atropelo causado pela sucessão de fatos desairosos reclama uma profunda revisão. Por que o mágico tapete de encantamento que conduziu o jovem médico ao Paço Municipal velozmente se transmutou numa nuvem negra de desilusão? O que será que aconteceu para que uma das maiores promessas político-eleitoral da cidade tenha tão repentinamente se convertido em fiasco? Que pedra se interpôs no caminho?
POVO X PCdoB
Carlos Felipe foi guindado ao topo da municipalidade por um expressivo e contagiante movimento de massa, que atropelou as convenções tradicionais, simbolizadas nos partidos majoritários e nas lideranças históricas de Crateús. Porém, ao assumir a Prefeitura, o Prefeito virou refém de cúpulas partidárias divorciadas da realidade local, notadamente da legenda a qual pertence, o PCdoB. Ao invés de conclamar a população – pela mediação das entidades organizadas e pela inteligência da cidade – para a formulação de uma robusta agenda de governo, preferiu restringir a área de ação e aparelhar a Administração, nomeando figuras de fora em posições estratégicas. Entregou secretarias e cargos importantes para militantes desprovidos de qualquer passado curricular de excelência na gestão pública e com o agravante de desconhecerem completamente o tecido social local. Enfim, confundiu vontade popular com vontade partidária. Foi o seu primeiro grande equívoco.
OS COMPROMISSOS ESSENCIAIS
Porém, o que mais causou estupor e decepção às pessoas foi, indubitavelmente, a rapidez com que o Chefe do Executivo se transformou e olvidou dos compromissos essenciais celebrados em praça pública. Chocou muito o esquecimento das bandeiras essenciais: de que iria combater a corrupção e as práticas nepotistas, eliminar o clientelismo, as negociações politiqueiras, o protecionismo licitatório e a chantagem aos veículos de comunicação, dentre outros. Junte-se a isso a alteração de imagem: o médico quase sacro, sensível, humanitário, de fala mansa e que adorava alisar o braço das pessoas de repente se transformou em um gestor autoritário, pouco afeito ao diálogo transformador e inflexível com quem lhe contesta. Isso ficou patente no enfrentamento de três segmentos sociais que, pela força e capilaridade, ofereceram contribuição maiúscula à eleição do atual Prefeito: os profissionais do magistério, os comerciantes e os médicos.
OS CONFRONTOS
A dificuldade de interlocução com os professores provocou a mais renhida, duradoura e dolorosa greve já registrada no município, cujas seqüelas perdurarão por muito tempo. Na esteira desse movimento, seguiram os comerciantes. Pela vez primeira, o comércio da cidade fechou suas portas em sinal de repúdio à intransigência do Executivo. E, por último, se verifica uma enorme insatisfação no seio dos seus colegas de juramento de Hipócrates, exposta através de um pronunciamento do médico Gerardo Júnior que, semana passada, conclamou a Vigilância Sanitária e o Ministério Público a fiscalizarem o Hospital São Lucas por conta da ausência de barreiras à radiação no Centro Cirúrgico, o que expõe a riscos a saúde da população.
A SAÍDA
O preocupante quadro em que se encontra a Prefeitura urge que se aja imediatamente. A começar por uma medida de impacto: um choque de gestão, que passa pela reconfiguração dos ocupantes de funções de direção. Mesmo precocemente, há que se abrir a Prefeitura para balanço. Parar tudo e iniciar um mutirão de planejamento. Deixar assentar as águas, que estão turbulentas. Conforme já reiteramos, a cidade parece suspirar por um Projeto. Falta-lhe o sumo, falta-lhe um rumo, falta-lhe um prumo! A cidade quedou-se a um estado mórbido de languidez. Urge sacudi-la! Impõe-se agitá-la! De preferência, fortemente. Com desejos vitais, com possibilidades nunca dantes imaginadas.
LANÇAMENTO DE LIVRO
Estaremos lançando em Fortaleza nesta quinta-feira, dia 23, o livro AMORES E CLAMORES DA CIDADE (vide “Orelha”, na Crônica abaixo). O evento terá início às 19:00 hs, no Centro Cultural OBOÉ, na Rua Maria Tomásia, 531, bairro Aldeota, por detrás do Shopping Del Paseo. O poeta, biógrafo, cronista e historiador Juarez Leitão, da Academia Cearense de Letras, fará o discurso de apresentação. Todos estão convidados.
PARA REFLETIR
"Destranquemos as portas. Escancaremos as janelas. Vasculhemos os tetos, os vãos, as frinchas, as luras. Não poupemos o ácido fênico, a creolina, o formol. Renovemos o ar. Enxotemos os bichos. Sacudamos o mofo. Acabemos com o bafio. Introduzamos a luz. Chamemos a higiene". (Rui Barbosa)
(Por Júnior Bonfim – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste)
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ORELHA
O dileto amigo Júnior Bonfim, em boa hora, decidiu editar sua segunda obra literária – Amores e Clamores da Cidade – um enfeixe de belíssimas crônicas publicadas quinzenalmente na Gazeta do Centro Oeste, a partir de 2005, bem como outras contidas na Revista Gente de Ação, editada pelo poeta Dideus Sales.
O livro é um canto telúrico, um lamento, um hino a Crateús; um louvor ao tempo, passado, presente e futuro, aos amigos, aos grandes homens, aos sábios, à Natureza, às pessoas com suas inclinações, aptidões e vocações, aos que são capazes de construir para que nos maravilhemos diante dos seus feitos, sobremodo, ao que nos deixam como legado.
Fui colhido de surpresa ao saber que o jornal que edito – que também cuida do mesmo tema, mas com outra forma de trato – serviu de esteio em suas páginas à belíssima obra.
Com outra surpresa me deparei ao sabê-la dedicada a este humilde escriba de notícias, falto de sensibilidade e inspiração, que apenas sabe se encantar com a poesia e os poetas, e ao qual não falta gratidão pela honraria.
O autor de “Poesias Adolescentes e... Maduras’, obra publicada em 2000, onde se auto-retrata e se apresenta desnudo, apenas envolto pelo diáfano manto de poesia, reaparece em Amores e Clamores da Cidade que, para mim, redundam em obra única, a segunda em continuidade à primeira, no sentido de que, tudo que Júnior Bonfim escreve é adoçado com o mel da poesia.
Em tudo, a elegância, o primor, o aprumo, a simetria, a educação, a mensagem inteligível, do simples bilhete que redige ao poema que compõe; da mera petição à complicada defesa em juízo.
Poeta verdadeiro, não consegue produzir em prosa, esquecer a metáfora, ocultar a métrica da coerência e da razão, o ritmo do conhecimento e a rima rica do pensamento.
Ousado, assume ares de Castro Alves no verso: ‘Eu sou – um pássaro que tem o sol como meta’. O condoreiro dizia: ‘sou pequenino, mas só fito os Andes’. “Aqui dançaram os índios Karatius, tendo o rio Poti como palco e a natureza como platéia’. O poeta dos escravos: ‘ontem a Serra Leoa, a guerra, a caça ao leão, o sono dormindo à toa sob as tendas da amplidão’.
Os poetas são assim.
Diferem, mas se assemelham e se encontram.
Têm eles a mesma matriz, a mesma forja e ímpeto.
(Por César Vale – publicado na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro Oeste)
domingo, 19 de julho de 2009
LANÇAMENTO DO LIVRO "AMORES E CLAMORES DA CIDADE"
Estaremos lançando em Fortaleza nesta quinta-feira, dia 23, o livro AMORES E CLAMORES DA CIDADE . O evento terá início às 19:00 hs, no Centro Cultural OBOÉ, na Rua Maria Tomásia, 531, bairro Aldeota, por detrás do Shopping Del Paseo. O poeta, biógrafo, cronista e historiador Juarez Leitão, da Academia Cearense de Letras, fará o discurso de apresentação. Todos estão convidados.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O ESTILO DE GESTÃO DE ABILIO DINIZ

Historicamente um centralizador, Abilio decidiu deixar de apitar no Pão de Açúcar durante quatro anos - e se arrependeu. Agora ele fica na mesma sala da diretoria, que só toma decisões estratégicas se lhe convencer dos benefícios.
Quando assumiu o controle do Pão de Açúcar, no início da década de 90, o empresário Abilio Diniz adotou um estilo centralizador de gestão. "Eu era o presidente, o superintendente e o cara que estava com a mão na massa", admite. Entre 2003 e 2007, Abilio alterou radicalmente sua postura. Passou a presidir o conselho do maior grupo de varejo do país e, mesmo quando achava que seus diretores estavam errados, deixava que eles tomassem as decisões para que aprendessem com seus erros. Com os resultados fracos apresentados pela empresa, Abilio resolveu mudar novamente. Em entrevista à gestora de recursos Rio Bravo, que investe em ações do Pão de Açúcar, ele revela que encontrou um meio-termo. Abilio Diniz voltou a trabalhar na mesma sala que os diretores e as decisões estratégicas só são tomadas se ele e o conselho estiverem convencidos dos benefícios. No entanto, o dia-a-dia da empresa ficou a cargo da diretoria. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
Profissionalização: Quando tomei as rédeas da empresa nos anos 90 eu centralizei tudo comigo. Eu era o presidente, o superintendente e o cara que estava com a mão na massa. De 2003 para cá, decidi que essa empresa não poderia viver tão dependente de mim. E aí decidi pela profissionalização, com uma diretoria sem nenhum Diniz como executivo. Todos nós fomos para o conselho, presidido por mim.
Essa transição de uma empresa liderada por uma única pessoa durante muito tempo, para uma diretoria profissional não foi fácil. Nós tivemos cinco anos que passamos andando de lado (de 2003 a 2007). Felizmente no final de 2007, fizemos uma mudança, reestruturamos a diretoria executiva e, hoje, o crescimento da companhia, do início de 2008 pra cá, tem sido sensacional. Tudo aquilo que conseguimos é resultado deste clima, principalmente agora com um time altamente identificado. Temos um ambiente hoje que é realmente fantástico. Eu trabalho na mesma sala que eles, à disposição deles para o que precisarem. Agora o dia-a-dia é com eles.
Estilo de gestão: De 2003 e 2007, deixei que a diretoria fizesse praticamente aquilo que quisesse e aprendesse através de seus erros. No início desta nova gestão, no final de 2007, declarei que não faria mais isso. Se houvesse alguma coisa que eu estivesse vendo acontecer com a qual eu não estivesse de acordo, a diretoria teria que me convencer. Se não me convencesse eu levaria para o conselho. Se não convencesse nem a mim nem ao conselho, não iriam fazer. Essa foi uma mudança. Só que com a diretoria que temos hoje não tivemos nenhum caso deste. Tem-se um ambiente diferente, de consulta, de respeito, de diálogo e de consenso. É claro que como tudo na vida há divergências, mas o importante é sabedoria para trabalhá-las, é tirar dali, senão um consenso, pelo menos um acordo de adesão que permita seguir em frente com o comprometimento de todos.
Compra do Ponto Frio: A compra da Globex [controladora do Ponto Frio] foi considerada estratégica pelo conselho do Pão de Açúcar. Há cinco anos na elaboração do planejamento estratégico, que é atualizado anualmente, definimos que teríamos que crescer e sermos muito fortes em não-alimentos. Temos os hipermercados que representam cerca de 50% das nossas vendas. Esse tipo de loja só se sustenta nos dias de hoje se for realmente muito eficiente no não-alimento. Lá você encontra toda a gama de não-alimentos: vestuário, eletroeletrônicos, artigos de informática, etc.
Portanto, os hipermercados têm que ser um canal de distribuição muito forte em não-alimentos, segundo o que acreditamos. Na questão dos eletroeletrônicos, é necessário escala e nós, com a venda somente nos supermercados e uma pequena rede de magazine, não tínhamos dimensão e escala suficiente para podermos oferecer uma opção de compra muito boa para o consumidor. Somos os primeiros e os maiores vendedores de informática no Brasil, mas no restante da linha nunca fomos tão fortes, embora tenhamos condições de financiamento melhores do que nos chamados especialistas.
Então, para que tenhamos escala, achamos que deveríamos fazer, nesse momento, uma aquisição que fosse oportuna, que nos desse uma outra dimensão e que desse um impulso na parte de eletroeletrônicos e móveis. Enfim, toda essa área vai crescer muito com a aquisição do Ponto Frio.
Sobre a virada do Ponto Frio: Se eles tivessem uma geração de caixa adequada, provavelmente não teriam vendido e nós não teríamos comprado nem teríamos muito o que fazer lá. A geração de caixa deles é baixa, há enormes oportunidades para uma gestão eficiente, que tenho certeza que vamos colocar e é isso que estamos visualizando pela frente. Estamos muito satisfeitos com a aquisição.
Sobre a compra do Assai: Desde o fim de 2007, estamos com o formato Assai, uma empresa em que inicialmente adquirimos uma participação de 60% porque não éramos detentores do know how para trabalhar no “atacarejo” [lojas especializadas em atender pequenos negócios, como restaurantes e pizzarias]. O formato “atacarejo” está sendo um sucesso em nossas mãos, estamos aumentando o número de lojas e vamos continuar fazendo isso.
Extra Perto: As lojas de vizinhança estão tendo mais sucesso principalmente pelas dificuldades de locomoção nas grandes cidades. É natural que quando a pessoa precisa de pequenas compras, dê preferência para as lojas de conveniência, muitas vezes muito próximas de suas residências. Lá o consumidor pode com facilidade adquirir os produtos que deseja sem ter que usar o carro. Vamos continuar nosso projeto, devemos abrir cerca de 50 lojas neste ano no formato Extra Fácil, que é o formato das lojas de conveniência. Da mesma forma que vamos continuar abrindo hipermercados, "atacarejos" Assai e supermercados, principalmente o Pão de Açúcar, onde são realmente as lojas que têm a nossa cara.
Abertura de capital: O caminho que eu mais gosto é de uma empresa aberta. O compromisso que você obtém em uma empresa aberta entre todos os gestores é enorme, pela visibilidade que uma empresa aberta precisa ter. Teoricamente não pode errar, não pode falhar - tem que estar sempre fazendo o seu papel e da melhor forma possível porque você está sendo constantemente vigiado. Eu gosto muito de empresas de capital aberto. Meu sócio francês [o Casino] é uma companhia de capital aberto. Não mudou nada com a entrada deles aqui. Somos uma empresa hoje com dois sócios controladores e o mercado. Acho extremamente importante a participação do mercado. Na realidade, um dos nossos membros do conselho (nós temos quatro membros independentes) é representante dos acionistas minoritários e ele é hoje um grande conselheiro para nós.
Como é controlar um grupo gigante como o Pão de Açúcar: Sou uma pessoa com visão de futuro sem perder a realidade do momento atual. Gosto de projetar metas, de ter planos B se as coisas não correrem como eu pensava. Em 1993 e 1994, quando eu adquiri o controle da companhia, eu já pensava em abrir seu capital para fortalecê-la. Vou fazer isso de forma ampla e vou buscar um sócio estratégico que me traga capital e que, se possível, me traga mais conhecimento e mais força. Segui por esse caminho e acho que tivemos sucesso. Não me incomodo em nada de compartilhar decisões, de discutir coisas com sócios. Acho que o importante é fazer as coisas mostrando aos outros que é o melhor caminho e não fazer simplesmente porque você tem o comando. Evidentemente trabalhar com o mercado às vezes não é tão fácil. Às vezes é difícil mostrar para o mercado exatamente o trabalho que você está fazendo, mas é o que tem que ser feito. Com relação aos meus sócios, por que nos damos tão bem? Porque todas as coisas que eu quero fazer, desde que eu tenha direito de fazer, eu digo a eles que quero fazer por esse e aquele motivo.
Relação com funcionários: Eu não quero sacrifícios. Eu quero funcionários com comprometimento e garra, mas com férias, com divertimento, cuidando das suas famílias e de si e que sejam felizes. Aquilo que faço para mim, eu prego para as pessoas que trabalham aqui dentro. O Abílio quer que a empresa continue crescendo com novos desafios. Mas aproveito muito e quero continuar aproveitando. Quero continuar aceitando os desafios, fazendo essa empresa crescer. Quero que ela gere empregos para o país. O problema do Brasil ainda é geração de empregos.
Planos futuros: Estamos praticamente em todos os formatos conhecidos do varejo, o que não quer dizer que não se invente outros. Tudo aquilo que existe de interessante na parte de distribuição e nós achamos que é adequado, estamos estudando. Estamos desenvolvendo fortemente o comércio eletrônico, a área de internet vai crescer muito mais com a integração do Ponto Frio que é bastante forte, praticamente do tamanho do Extra.
(Fonte: Portal Exame)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
MISTÉRIOS DA HISTÓRIA...
Pergunta a um professor de história se ele ou ela consegue explicar isto…
mas eu penso que não vão conseguir.
Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F.. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.
Ambos se preocupavam muito com, sobretudo, os direitos civis.
Ambas as suas esposas perderam crianças enquanto habitavam a casa branca.
Ambos os Presidentes foram assassinados numa sexta-feira.
Ambos os Presidentes levaram um tiro na cabeça.
E agora é que se torna mais estranho:
O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy,
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln.
Ambos foram assassinados por alguém dos estados do sul.
Ambos os Presidentes foram sucedidos por um homem do sul chamado Johnson.
Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839...
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939...
Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus 3 nomes.
Ambos os seus nomes eram formados por 15 letras.
E agora, segura-te:
Lincoln foi assassinado num teatro chamado "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro da marca Lincoln, feito pela "Ford"
Lincoln foi assassinado num teatro e o seu assassino correu para um armazém para se esconder.
Kennedy foi assassinado a partir dum armazém e o seu assassino fugiu para um teatro e escondeu-se lá.
Booth e Oswald foram assassinados antes do seu processo.
E aqui vai a cereja no topo do bolo…
1 semana antes de Lincoln ser assassinado, ele esteve em Monroe, no estado de Maryland
1 semana antes de Kennedy ser assassinado, ele esteve com Marilyn Monroe.
(Enviado por Paulo Nazareno)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
PROJETO REGULAMENTA FUNCIONAMENTO DE CPI
Há um ditado nos corredores do Congresso que diz que CPI se sabe como começa, mas nunca como termina. No caso da CPI da Petrobras, no entanto, está difícil entender até como começou a articulação para investigar o tal “fato determinado” que motivou a oposição a brigar pelo direito da minoria fiscalizar o governo. Pois se o Projeto de Lei 5.598, apresentado na última quarta-feira (8/7), já tivesse sido aprovado, toda essa confusão teria se resolvido às claras.
O extenso projeto do deputado Ademir Camilo (PDT-MG), detalha o que é fato determinado, como uma CPI deve ser instalada – sem precisar da interferência do Supremo Tribunal Federal – e prevê até a duração máxima de seis horas por sessão. São 26 páginas e 77 longos artigos. O texto é tão específico a ponto de colocar, em lei, que o depoente tem o direito de consultar anotações.
Fato determinado, na definição do projeto, é o “acontecimento de relevante interesse público para o exercício das atribuições dos membros do Poder Legislativo que esteja caracterizado no requerimento ou projeto de resolução de constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito”.
Entre os fatos enumerados como justificativa para a criação da CPI da Petrobras, por exemplo, estão indícios de fraudes em licitações, de desvios de verba e de superfaturamento de obras. Essas denúncias são resultantes de investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Ou seja, os senadores pretendem investigar o que já foi investigado por outros órgãos, mas sob o holofote de uma CPI.
Outro exemplo de fato determinado - ou indeterminado - é o da CPI dos Bingos. O ano era 2005 e o país estava mergulhado na crise do mensalão. As denúncias surgiam diariamente e a CPI, na vontade de investigar tudo, ganhou o notório apelido de “CPI do fim do mundo”. Á epoca da CPI, o advogado Ovidio Rocha Barros Sandoval, um estudioso do tema, declaou em entrevista à ConJur: “A CPI dos Bingos é a CPI dos fatos indeterminados. Ela foi criada para apurar problemas atinentes a bingos, práticas ilícitas que o jogo pudesse trazer à vida nacional. E o que isso tem a ver com o assassinato dos prefeitos de Santo André e de Campinas?”, questiona. Os trabalhos começaram investigando Waldomiro Diniz, assessor do então chefe da Casa Civil José Dirceu, passou por Delúbio Soares e toda turma do mensalão e terminou ouvindo o caseiro Francenildo e o então ministro da Fazenda, Antonio Pallocci. Nada mais indeterminado.
A ideia de Ademir Camilo, autor do projeto, é dar mais consistência aos trabalhos de uma CPI. “Temos como objetivo, ao apresentarmos esta proposição, contribuir para pacificar entendimentos, acertar procedimentos, trazer, em última análise, segurança jurídica, seja para os parlamentares que desenvolvem as investigações, seja para os investigados – que verão afastadas as possibilidades de abuso”, escreveu o deputado na justificativa.
Funcionamento
Se o projeto estivesse aprovado, a CPI da Petrobras, para a alegria da oposição, já estaria instalada. O requerimento foi apresentado em 13 de maio, mas até agora, após diversas manobras da base governista, não virou realidade. Pelo texto, os líderes partidários têm dez dias úteis para nomear os membros da CPI, obedecendo aos critérios de proporcionalidade. Se os líderes fizerem barganha e para adiar a instalação da CPI, o presidente da Casa terá de indicar a composição em cinco dias úteis. Ou seja, na prática, toda CPI é instalada em no máximo três semanas. O PL prevê ainda o funcionamento de até cinco comissões de inquérito ao mesmo tempo.
O artigo 15 da proposta foi feito sob medida para evitar situações constrangedoras como a protagonizada pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). A CPI dos Grampos, que investigou abusos no uso de interceptações telefênicas, tratou também dos métodos usados na operação Satiagraha, responsável por prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas. Um detalhe, porém, colocou Itagiba numa situação embaraçosa. O sócio de Dantas no banco Opportunity, Dório Forman, havia doado R$ 10 mil para a campanha do deputado, em 2006. Itagiba justificou que Dório, além de sócio de Dantas, é colega da mesma comunidade religiosa.
Pelo projeto, Itagiba não poderia ter investigado quem investigou Dantas. O texto é enfático. “Os membros de órgão de investigação parlamentar que tenha por finalidade investigar fato de interesse específico de pessoa natural ou jurídica que haja contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral, encontrar-se-ão impedidos de exercer as funções”.
O minucioso projeto de lei revoga as duas tímidas regras que tratam da regulamentação da CPI. Uma delas, de 1952, define apenas que a CPIs têm “ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar os fatos determinados que deram origem à sua formação”. Se somados o número de artigos das duas leis a serem revogadas, essa quantidade tem apenas um sétimo das regulamentações do novo projeto. O pojeto, porém, pode demorar muito para se tornar lei, a depender da vontade dos políticos. A proposta ainda não foi distribuída às comissões temáticas.
(Por Filipe Coutinho)
O extenso projeto do deputado Ademir Camilo (PDT-MG), detalha o que é fato determinado, como uma CPI deve ser instalada – sem precisar da interferência do Supremo Tribunal Federal – e prevê até a duração máxima de seis horas por sessão. São 26 páginas e 77 longos artigos. O texto é tão específico a ponto de colocar, em lei, que o depoente tem o direito de consultar anotações.
Fato determinado, na definição do projeto, é o “acontecimento de relevante interesse público para o exercício das atribuições dos membros do Poder Legislativo que esteja caracterizado no requerimento ou projeto de resolução de constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito”.
Entre os fatos enumerados como justificativa para a criação da CPI da Petrobras, por exemplo, estão indícios de fraudes em licitações, de desvios de verba e de superfaturamento de obras. Essas denúncias são resultantes de investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Ou seja, os senadores pretendem investigar o que já foi investigado por outros órgãos, mas sob o holofote de uma CPI.
Outro exemplo de fato determinado - ou indeterminado - é o da CPI dos Bingos. O ano era 2005 e o país estava mergulhado na crise do mensalão. As denúncias surgiam diariamente e a CPI, na vontade de investigar tudo, ganhou o notório apelido de “CPI do fim do mundo”. Á epoca da CPI, o advogado Ovidio Rocha Barros Sandoval, um estudioso do tema, declaou em entrevista à ConJur: “A CPI dos Bingos é a CPI dos fatos indeterminados. Ela foi criada para apurar problemas atinentes a bingos, práticas ilícitas que o jogo pudesse trazer à vida nacional. E o que isso tem a ver com o assassinato dos prefeitos de Santo André e de Campinas?”, questiona. Os trabalhos começaram investigando Waldomiro Diniz, assessor do então chefe da Casa Civil José Dirceu, passou por Delúbio Soares e toda turma do mensalão e terminou ouvindo o caseiro Francenildo e o então ministro da Fazenda, Antonio Pallocci. Nada mais indeterminado.
A ideia de Ademir Camilo, autor do projeto, é dar mais consistência aos trabalhos de uma CPI. “Temos como objetivo, ao apresentarmos esta proposição, contribuir para pacificar entendimentos, acertar procedimentos, trazer, em última análise, segurança jurídica, seja para os parlamentares que desenvolvem as investigações, seja para os investigados – que verão afastadas as possibilidades de abuso”, escreveu o deputado na justificativa.
Funcionamento
Se o projeto estivesse aprovado, a CPI da Petrobras, para a alegria da oposição, já estaria instalada. O requerimento foi apresentado em 13 de maio, mas até agora, após diversas manobras da base governista, não virou realidade. Pelo texto, os líderes partidários têm dez dias úteis para nomear os membros da CPI, obedecendo aos critérios de proporcionalidade. Se os líderes fizerem barganha e para adiar a instalação da CPI, o presidente da Casa terá de indicar a composição em cinco dias úteis. Ou seja, na prática, toda CPI é instalada em no máximo três semanas. O PL prevê ainda o funcionamento de até cinco comissões de inquérito ao mesmo tempo.
O artigo 15 da proposta foi feito sob medida para evitar situações constrangedoras como a protagonizada pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). A CPI dos Grampos, que investigou abusos no uso de interceptações telefênicas, tratou também dos métodos usados na operação Satiagraha, responsável por prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas. Um detalhe, porém, colocou Itagiba numa situação embaraçosa. O sócio de Dantas no banco Opportunity, Dório Forman, havia doado R$ 10 mil para a campanha do deputado, em 2006. Itagiba justificou que Dório, além de sócio de Dantas, é colega da mesma comunidade religiosa.
Pelo projeto, Itagiba não poderia ter investigado quem investigou Dantas. O texto é enfático. “Os membros de órgão de investigação parlamentar que tenha por finalidade investigar fato de interesse específico de pessoa natural ou jurídica que haja contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral, encontrar-se-ão impedidos de exercer as funções”.
O minucioso projeto de lei revoga as duas tímidas regras que tratam da regulamentação da CPI. Uma delas, de 1952, define apenas que a CPIs têm “ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar os fatos determinados que deram origem à sua formação”. Se somados o número de artigos das duas leis a serem revogadas, essa quantidade tem apenas um sétimo das regulamentações do novo projeto. O pojeto, porém, pode demorar muito para se tornar lei, a depender da vontade dos políticos. A proposta ainda não foi distribuída às comissões temáticas.
(Por Filipe Coutinho)
terça-feira, 7 de julho de 2009
DEUS E EU NO SERTÃO
Composição: Victor Chaves
Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão
Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão
Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão
Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão
Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina
De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão
Deus e eu no sertão
Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão
Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão
Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão
Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão
Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina
De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão
Deus e eu no sertão
sábado, 4 de julho de 2009
OBSERVATÓRIO




Esta edição da Gazeta é comemorativa dos 177 anos de emancipação política de Crateús. Portanto, quero abrir um parêntesis às observações críticas, às ponderações analíticas costumeiras, às apreciações censurativas e erguer um invisível brinde à atmosfera que nos abriu os olhos ao arrebatamento da vida, aos encantos do mundo: Crateús! É o instante fraterno da comemoração: hora de colocar os doces na mesa, reunir a família, bater palmas, cantar parabéns e gritar vivas à terra do Senhor do Bonfim!
VIVA A TERRA
Crateús é abençoada por três regiões fisiográficas distintas: Serra, Pé de Serra e Sertão. No clima ameno e aconchegante do serrano distrito de Tucuns encontramos, por exemplo, a sede de um fantástico Parque Natural, a Serra das Almas, reserva particular de patrimônio natural, aberta à visitação pública, podendo se percorrer suas extensas trilhas: Arapucas (6 km), Lajeiros (1,5 km) e Macacos (2 km). Ali se resguarda um bioma que só existe no Nordeste Brasileiro: a caatinga! Naquele espaço são preservados mais de 350 espécies de plantas, 57 de répteis e anfíbios, 173 de aves e 38 de mamíferos.
VIVA A TERRA II
No pé de serra, em especial no distrito de Monte Nebo, encontramos uma das melhores e mais férteis manchas de solo do Ceará, tendo já possibilitado ao Município a condição de Capital da Produção. Em Monte Nebo há que se ressaltar, como lugar de forte influência espiritual remanescente da tradição indigenista, a furna dos caboclos, onde encontramos registros da ancestralidade indígena, tais como pinturas rupestres e artefatos arqueológicos: cachimbos de barro, pilões de pedra, entre outros. Segundo relatos orais, no século XIX houve um grande massacre de índios naquele local, decorrente de um conflito com fazendeiros.
VIVA A TERRA III
No nosso sertão, que em priscas eras se notabilizou pela Civilização do Couro, temos ainda um excelente pasto para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura.
VIVA A GENTE
A gente que habita a terra dos Karatiús é vibrantemente festiva. A cidade já ostentou título de uma das urbes com vida noturna das mais agitadas do interland cearense. Essa índole boêmia, no entanto, sempre se harmonizou com uma faceta libertária: Crateús sempre hasteou, com destacado fulgor vanguardista, a bandeira das liberdades democráticas. Como nada ocorre por acaso, aqui se entrincheirou um destemido profeta que veio a ser um dos maiores ícones da Libertação feita Teologia: Dom Antonio Batista Fragoso. Sob a sua liderança ativa traduzida em animação guerreira, o nome da nossa terra ganhou relevo no mapa da resistência.
VIVA A GENTE II
Crateús ofereceu ao Ceará e ao Brasil grandes expoentes nos mais variados quadrantes do conhecimento. Figuras que galgaram destaque no universo das artes e da cultura, da política e da literatura, da ascese espiritual e da lide empresarial. Há poucas décadas, éramos a única urbe brasileira com três assentos simultâneos no Senado da República: lá estavam Valmir Campelo, Beni Veras e Sérgio Machado! Na hora de delegar as rédeas do executivo local, o povo sempre tem se inclinado àqueles que se lhe apresentam como a melhor opção, malgrado sobrevir a chispa da decepção.
UMA MENSAGEM
Desprovidos das insígnias do personalismo, com a cabeça antenada no sonho azul da justiça e os pés empoeirados no barro vermelho da nossa realidade, poderemos vislumbrar um futuro melhor e dizer, até inflando o peito: Viva Crateús!
É hora, pois, de mirarmos a cidade sob lentes futuristas e progressistas. Pensá-la com amor, fonte geradora do cuidado. Pois, “quem ama, cuida!”.
Abramos as pálpebras embaçadas, sacudamos a poeira das decepções, revigoremos o espírito, desbravemos novos caminhos, recuperemos a utopia, lancemos outro olhar sobre o fazer político e marchemos na rota de uma cidade que cultue a justiça e a fraternidade. Crateús merece!
PARA REFLETIR
Sou de Crateús, cidade maravilhosa/ Terra de mulher cheirosa/ E de cabra trabalhador/ Seu padroeiro/ É Nosso Senhor do Bonfim/ E além de nosso padrinho/ É nosso forte protetor.
Minha cidade, Crateús, é uma beleza/ Parece que a Natureza/ Combinou com a mão divina/ A Serra Grande é cortada pelo Poty/ Que deságua no Piauí/ E vai banhar a Teresina.
Minha cidade, terra da arte e cultura/ Criação, agricultura/ E se você quer visitar/ É meu lugar/ E tem tudo que eu preciso/ Crateús é um paraíso/ No Estado do Ceará.
(Edilson Vieira)
(Publicado no Jornal Gazeta do Centro Oeste – Crateús, Ceará)
CRATEÚS - INVENÇÃO DE UM RIO!




Narra Ruy Câmara que o ipueirense Gerardo Mello Mourão, destilando certa feita sua sedutora eloqüência em evento realizado na Assembléia Legislativa do Ceará, após haver falado das misérias que testemunhara durante sua viagem ao sertão do Ceará, perguntou aos deputados: alguém poderia dizer para que serve um poeta num Estado pobre em Cultura, Educação e Saúde? Após um tempo de silêncio frustrante, eis que ele afia as palavras na sua língua de pedra e diz: “Neste mundo o que dura é o que foi fundado pelos poetas e não pelos especialistas, que são meros figurantes de uma tarefa ancilar. Não são protagonistas do saber nem da história. Nunca um especialista criou algo duradouro nem embasou uma nação”.
“A Grécia foi fundada pelo poeta, Homero, cego e gênio. O império romano foi inspirado pelo poeta Virgílio e por um escritor que se fez general, Caio Julio César. O mundo judaico foi fundado pelos poetas das profecias: Jeremias, Isaias, Ezequiel, Daniel e pelos Cantos do rei Davi. A civilização mulçumana foi fundada pelo poeta Maomé, seu senhor e soberano. A China e a Ásia Oriental foram fundadas pelo poeta Kung-Fu-Tze, que conhecemos por Confúcio. A Itália foi fundada por Dante, poeta absoluto. Churchill animava suas tropas contra o fogo de Hitler, enviando aos soldados os versos de Shakespeare. Os soldados germânicos levavam na mochila os Cantos de Rilke e os hinos de Hölderlin. E o que seria de Portugal sem Camões e Pessoa? Da França sem Voltaire, Baudelaire, Lamartine e Hugo? E o Ceará sem seus poetas, renegados e esquecidos? E finalizou dizendo: foi o Deus poético e dialético que engendrou o pensamento mítico, o tempo divino do homem, mas foi a verdade helênica que deu vigor à noção de liberdade e democracia, verdade luminosíssima que fundou o homem livre”. Os aplausos não impediram o nosso poeta de assim dizer: “É para preencher o vazio do espírito humano que serve um poeta com sua poesia”.
Em verdade, o lendário poeta Camões subiu às alturas mitológicas com o seu clássico “Os Lusíadas”, um poema épico dedicado aos lusitanos, raiz fundante do povo português, que se notabilizou pelas conquistas marítimas.
Séculos depois, da mesma seiva que alimentou a epopéia nacional de vinculação ao mar, Fernando Pessoa entoou o famoso verso: "Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!".
Há pouco mais de uma década, esse mesmo Gerardo Mello Mourão, o grande poeta do século passado, serviu à mesa do banquete sagrado da História o nosso doce manjar batismal: provou que o Brasil é uma “Invenção do Mar”.
Neste aniversário de Crateús, em 2009, me ocorre de perquirir e refletir acerca da veia fluvial que nos legou o sangue vital.
Se, ao contrário do que imaginávamos, o nosso planeta é majoritariamente água ao invés de terra; se, por óbvio, a civilização é fruto de uma química aquática, o aniversariante Crateús é invenção de um rio: o Rio Poty!
Detentor de um currículo épico singular – é o único rio interestadual do Ceará – esse monstro que nasce na Serra da Joaninha inverte o curso natural e conveniente da maioria para percorrer, qual um bravo pioneiro, um caminho inusitado: cortando a cadeia montanhosa da Ibiapaba, brindou o mundo com um Canyon, inexplorada e bela paisagem de luz e vida.
Divago que, na celebração natalícia deste ano, os crateuenses poderiam ser convidados a passar alguns instantes, sob o influxo de uma reverente meditação, às margens do Poty, o leito da nossa alma libertária, regato dos nossos sonhos inconfessos, símbolo maior da nossa terra.
Detentor da mística da fertilidade, o rio carrega em suas pálpebras a dialética pascal da morte e ressurreição, a imperscrutável dinâmica da existência. Há alguns meses atrás, quando a ganância humana e a sanha mercadológica mancharam de fetidez a sua superfície, imaginávamos estar assistindo às exéquias da nossa referência essencial. A cidade se insurgiu. E houve um espontâneo levante popular. Sob os auspícios da Justiça, houve um ajustamento. E no inverno deste ano, ele ressurgiu vitorioso: com a abundância natural, com a coroa majestosa da humildade, com a imponência sublime da benevolência, aspergiu a todos com a água bendita da fecundação.
O rio Poty é o índice magistral, a pedra filosofal de Crateús. Parafraseando o poeta, podemos inquirir:
“Ó Crateús, quanto de ti
São risos e lágrimas do Poty!”
(Publicado no Jornal Gazeta do Centro Oeste – Crateús, Ceará)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
MARIA MOREIRA

Os poetas e os filósofos, quando miram o itinerário encantador da vida – ou de certas vidas – produzem construções memoráveis.
Fernando Pessoa, sob a pena de Álvaro de Campos, saiu-se com esta: “somos o intervalo entre o meu desejo e aquilo que o desejo dos outros fizeram de mim”. Já com o heterônimo de Alberto Caieiro esculpiu o seguinte verso: “… Procuro despir-me do que aprendi,/ Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,/ E raspar a tinta com que pintaram os sentidos,/ Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,/ Desembrulhar-me e ser eu…”
O filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre escreveu: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim."
Essa frase é a home page ou frontispício da trajetória pessoal de Maria Moreira Marques, atual diretora da Unidade de Semi Liberdade de Crateús.
Nascida há cinqüenta anos no distrito de Poty, às margens do rio do mesmo nome, Maria outro dia me contou o que fez com o que fizeram dela.
Filha de pais marcadamente pobres (a mãe, analfabeta; o pai, lavrador), desde criança amargou a dolorosa experiência de ser “dada” aos outros: viveu uns tempos na casa da senhora Maria da Fé (que a colocou na escola), da senhora Lourdes, da sua madrinha Suzana, da prima “Mazé”... Seus olhos lacrimejam recordando humilhações, castigos, sofrimentos... Porém, evita se deter sobre as dores da infância. Prefere acentuar que nunca desenvolveu qualquer sentimento de raiva, larva de ódio ou poço de mágoa.
Talvez por isso, e embora fora da faixa etária normal, o horizonte de luz se descortinou: aos onze anos de idade, aprendeu a ler. Em compensação, com quinze, começou a lecionar como professora substituta. Em seguida, apaixonou-se pelo movimento pastoral das comunidades eclesiais de base, liderado por D. Fragoso. Aliás, o oceano tempestuoso da militância política e social sempre a seduziu. Ainda criancinha, na década de 60, atraia a atenção dos adultos cantando a música do “dôtor Lolavo” – referindo-se ao doutor Olavo Cardoso, médico lendário que foi Prefeito de Crateús.
Na adolescência, residindo na casa de sua madrinha Suzana, obteve uma oportunidade ímpar: estudar no respeitado e tradicional Colégio Pio XII, à época um espaço disputado pelos filhos da elite da cidade. Ali, era evidente a apartheid social: certa vez, foi expulsa da sala de aula porque não tinha o dinheiro do material da aula de artes, cujo objeto era a confecção de um ‘cachorrinho de gesso’. A professora Neide Nogueira, porém, fez questão de ressaltar que, no caso de Maria, o problema não era de inadimplência, mas de impossibilidade de pagamento. Isso sensibilizou os colegas Júnior Palhano e Júnior Sales a se cotizarem e solucionar o imbróglio. Em outros momentos, como no da aquisição da roupa da farda e do calçado, foi o conjunto dos colegas de classe que colaborou na viabilização.
No entanto, se tarde conheceu os bancos escolares, cedo sentou no banco da paixão. Enamorou-se de Evandro, com quem casou e teve quatro filhos: Wagner, Vilma, Vanderlei e Virna. 18 anos depois, constatada a inviabilidade da convivência harmoniosa, formalizou a separação e retomou a trajetória inicial. Como a onda do mar, que vai e vem numa recomposição permanente, várias vezes alternou o domicílio entre o distrito de Poty e a cidade de Crateús. Ao todo, cerca de quatorze vezes. Em 21 de abril de 1985, exatamente no dia em que o País se consternava com a morte de Tancredo Neves, fez sua última escalada retirante: na carroceria de uma caminhonete do primo Zé Maria Pedreiro, junto com os quatro filhos e uma pequena bagagem, saiu definitivamente do distrito onde nasceu e se instalou numa casa no bairro Patriarcas, cujo aluguel era pago pelo próprio Zé Maria, seu primo mais bem situado financeiramente.
Aí, sua vida deslanchou: retomou os estudos, concluiu a Faculdade de Pedagogia, fez pós-graduação e passou a lecionar na Universidade Vale do Acaraú – UVA.
Antes, porém, ingressou por concurso nos quadros do magistério municipal. Na Prefeitura, sentiu o aço da discriminação política. Recorda que, na primeira gestão de Paulo Nazareno, sabendo das fofocas envolvendo o seu nome, procurou-o para uma conversa. Paulo foi direto e disse que só nomearia em cargo de confiança pessoa que o houvesse apoiado, que não era o caso de Maria. Ela ponderou: “Sei que razão lhe assiste, Prefeito. Quero, porém, lhe fazer um pedido. Se algum dia, por mérito, conquistar algum espaço, evite me tolher”. Paulo aquiesceu. Tempos depois, Maria foi nomeada para a coordenação do Semi Liberdade.
Segundo ela, sempre trabalhou redobradamente porque tinha dois investimentos a fazer: em si mesma e nos filhos. E obteve dividendos em ambos. O filho mais velho, Wagner, é formado em Matemática; Vilma se graduou em Pedagogia; Vanderlei, também formado em Matemática, agora é concludente do Curso de Direito e Virna, a caçula, é Psicóloga.
Na Unidade de Semi Liberdade, Maria Moreira coordena um grupo de vinte e quatro funcionários cuja tarefa precípua é assistir adolescentes que a sociedade tenta desvirtuar do bom caminho.
Seis de julho, dia do aniversário do município, assinala também o natalício de Maria Moreira. Nesta data, pretende reunir familiares, amigos e pessoas que marcaram sua existência para agradecer a Deus as graças alcançadas e os sonhos realizados.
Porém, continua sonhando. Quer fazer mestrado e escrever um livro. O título? O QUE FIZ COM O QUE FIZERAM DE MIM.
(Coluna "Gente Que Brilha" - da Revista GENTE DE AÇÃO)
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Olá Júnior,
Belo relato, bonita história de uma vencedora chamada Maria. Que se a vida lhe oferece pouco ela teima e quer muito mais.
Eu também sou Maria, hoje cheia de graça, contudo já tive minha grande cota de martírios.
Foi caindo, escorregando e levantando que aprendi a ser forte.
Parabéns pela brava Maria Moreira e por todas as Marias que dignificam suas histórias.
Um abraço,
Dalinha Catunda
quarta-feira, 1 de julho de 2009
ACABOU O SIGILO BANCÁRIO NO BRASIL ! MONITORAMENTO DE CONTAS-CORRENTES


QUE O PRODUTO DO SISTEMA SEJA USADO PARA O BEM, E NÃO SO PARA OS CIDADÃOS DE BEM.
Desde o término da cobrança da CPMF, o governo estuda uma maneira de monitorar as movimentações bancárias. E acabou descobrindo como fazer!
De agora em diante, preste mais atenção às suas movimentações financeiras. Estamos todos sendo monitorados pelo mais aperfeiçoado sistema de vigia de movimentação financeira do Planeta!
MONITORAMENTO DE CONTAS PELO BANCO CENTRAL
Apelidado de Hal (do filme Uma Odisséia no Espaço), o computador mais poderoso de Brasília fiscalizará as contas bancárias de todos os brasileiros.
Desde a manhã do dia 07/05/2009, trabalha sem cessar no quinto subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País.
Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional CCS na sigla abreviada, já apelidado de HAL, o famoso computador que tudo e a todos controlava no filme "2001-Uma Odisséia No Espaço".
A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias.
Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas (uma para cada correntista do País), interligadas por CPF's e CNPJ's aos nomes dos titulares e de seus procuradores.
A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros (depósitos, saques, investimentos, etc.), em informações providas pelo sistema bancário que alimentará o supercomputador diariamente.
A partir desta semana, quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.
Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário. São três servidores e cinco CPU's de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de cluster.
Este conjunto é o novo coração de um grande sistema de processamento que ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central.
Seu poderio não vem da capacidade bruta de processamento, mas do software que o equipa.
Desenvolvida pelo próprio BC, a inteligência artificial do Hal consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto - gastos principalmente com a compra de equipamentos e o pagamento da mão-de-obra especializada.
Só há dois sistemas parecidos no planeta. Um na Alemanha, outro na França, mas ambos são inferiores ao brasileiro. No alemão, por exemplo, a defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador é de dois meses. Aqui, o prazo é de dois dias.
Não por acaso, para chegar perto do Hal, é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial.
Visto em perspectiva, o sistema é o complemento tecnológico do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que, nos anos de Armínio Fraga à frente do BC, uniformizou as relações entre os bancos, as pessoas, empresas e o governo.
Com o Hal, o Banco Central ganha uma ferramenta tecnológica a altura de um sistema financeiro altamente informatizado e moderno.
Recuperamos o tempo perdido", diz o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury.
O supercomputador promete, também, ser uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no Brasil. '
"Vamos abrir senha para que os juízes possam acessar diretamente o computador", informa Fleury..
O banco de dados do Hal remete aos movimentos dos últimos cinco anos.
Antes de sua chegada, quando a Justiça solicitava uma quebra de sigilo bancário, o Banco Central era obrigado a encaminhar ofício a 182 bancos, solicitando informações sobre um CPF ou CNPJ. Multiplique-se isso por três mil pedidos diários.
São 546 mil pedidos de informações à espera de meio milhão de respostas.
Em determinados casos, o pedido de quebra de sigilo chegava ao BC com um mimo: "Cumpra-se em 24 horas, sob pena de prisão".
A partir da estréia do Hal, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e qualquer juiz têm acesso a todas as contas que um cidadão ou uma empresa mantêm no Brasil.
R$ 20 milhões foi o orçamento da criação do cadastro de clientes do sistema financeiro. Sob controle 182 bancos 150 milhões de contas 1 milhão de dados bancários por dia ...
(Enviado por Gabriel Vale)
FHC FALA SOBRE OS 15 ANOS DO PLANO REAL

Por Guilherme Barros, na Folha:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o principal inspirador e avalista do Plano Real, que hoje completa 15 anos, vê hoje com muita preocupação o excesso de gastos do governo para enfrentar a crise econômica. Para ele, há uma certa “anestesia geral” e o governo pode estar exagerando na distribuição de subsídios. A conta, segundo ele, vai ser paga pelo próximo governo. “Medida anticíclica não é aumentar permanentemente os gastos correntes”, diz FHC. “Não se pode fazer generosidade à custa do governo futuro.”
FOLHA - A que o sr. atribui o sucesso do Plano Real?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Houve várias experiências antes do Real e aprendemos com elas a enfrentar a inflação. Aprendemos com os erros. A sociedade se cansou da inflação. As pessoas sentiram que era necessário mudar e que a mudança era possível. Depois, tomamos a decisão certa de fazermos um plano tecnocrático. Nos planos anteriores, as pessoas acordavam e liam no “Diário Oficial” que tudo tinha mudado. Nós tomamos a decisão oposta. Nós fomos à mídia explicar o plano de uma forma muito didática e a população entendeu.
FOLHA - Houve resistências?
FHC - Meus amigos economistas, na época subordinados, achavam que seria difícil a implementação do plano. Alegavam que o governo era fraco, tinha acabado de ocorrer o impeachment e o Congresso estava desorganizado com a crise dos anões do Orçamento. Minha posição era o contrário. Com o Congresso em desorganização e como o governo não tinha muita unidade naquele momento, foi possível uma certa hegemonia e tocar o plano adiante. O Congresso estava sem força, e o governo, procurando uma tábua de salvação. Havia muita gente, inclusive do governo, que queria o controle de preços e que se prendessem supermercadistas. Muitos defendiam a volta dos fiscais do Sarney. Mas não tiveram força para nos opor. Recebemos um apoio amplo de todos os setores econômicos e da mídia. Foi difícil ficar contra o plano. O PT e a CUT saíram com o slogan “Real é pesadelo, não é sonho”, mas imediatamente tiveram que tirar das ruas. As pessoas sentiram logo o aumento do poder aquisitivo, a vantagem de seus salários serem reajustados automaticamente. Logo depois do Real, o consumo cresceu imensamente com a queda da inflação. No início de 1995, a economia crescia a taxas anualizadas acima de 12%. Tivemos até que brecar esse crescimento. Como ocorre agora, se largar demais a economia sem investimento, vai haver problemas lá na frente.
FOLHA - Qual foi a principal marca deixada pelo Real?
FHC - O Real deu sentido de proporção. Ninguém sabia o valor de nada. As pessoas aprenderam, por exemplo, o valor da moeda. Aprenderam que não se pode endividar além de um certo limite. Foi o Real que possibilitou, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas as pessoas acham que a estabilização está garantida, e não está. É um trabalho permanente. Quantos anos levamos a chegar a esse ponto? Não houve milagre. Foi preciso trabalhar nos fundamentos, refazer orçamentos, ajustar os gastos públicos, o câmbio. Veja que só agora estamos conseguindo baixar as taxas de juros. Quando se tem uma economia doente e inchada como a nossa, a cura não é rápida. Você faz a operação e tem que ajustar todo o corpo à nova situação. Isso já está mais enraizado, nós aprendemos isso, mas mesmo assim neste exato momento as pessoas não estão prestando atenção aos aumentos de gastos públicos. Há uma certa anestesia geral. Não se pode fazer qualquer coisa na economia.
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