domingo, 18 de novembro de 2012

COMENTÁRIOS SOBRE MISSANTA

Caro Companheiro e amigo Jr. Bonfim,

Na noite de 5ª. feira passada, antes de dormir, li o poema “À Missanta” que você dedicou à sua querida e recém falecida avó Raimunda Rodrigues Bonfim.

Gostei muito porque fiquei – como sempre faço antes de rezar e dormir – pensando nos meus antepassados: meus bisavós, avós, pais e entes queridos.

Eu tenho esse hábito de toda noite conversar com eles e de lhes desejar também uma boa noite.

Tenho lido muito sobre a vida, a memória e assuntos correlatos, e chegado à conclusão de que pensar e lembrar de nossos antepassados falecidos faz um bem enorme ao nosso espírito e à compreensão de quão curta é a nossa vida e de como foi bom ter tido com eles uma convivência harmoniosa e pacífica. É como se todos estivessem vivos e ainda convivendo conosco no dia a dia suprindo nossas deficiências com o bom exemplo deles na diária e santa luta pela vida. Eram nordestinos, retirantes, que acossados pela seca, buscaram água na Amazônia.

E é interessante como aqueles exemplos de luta honesta pela vida nos fortalecem ainda mais na longa caminhada que, um dia, nos levará a reencontrá-los.

E quando se lê sobre a vida santa de um ser como Missanta, mais confiantes nos tornamos de que o melhor da vida é ser honesto, bom e ajudar o próximo.

Um dos meus mestres no seminário franciscano onde estudei, frei Paulo Kleinken, dizia: “O amor é um movimento em prol de um Bem”. Missanta foi exatamente isso.

Era isso que te queria dizer, caro amigo, e te engrandecer pelo gesto de honrar a memória de tua avó, Missanta, dedicando-lhe esse poema de amor.
Forte abraço do amigo,

Freire.

José Freire de Sena
Presidente


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Meu caro Júnior Bonfim e abençoada família,

Mi Santa (em espanhol). Minha Santa, em português.

Ao retornar ao Pai celestial, passou de mi Santa para nuestra Santa (nossa Santa).

Quem fez chover no dia do próprio aniversário de noventa anos, ainda habitando a terra, o que não fará lá do céu?

Missanta, nossa Santa, rogai por nós.

Solidários na dor, enviamos nosso abraço de conforto, extensivo a todos os filhos e demais parentes enlutados.

Boaventura Joaquim Furtado Bonfim e Família.
Fortaleza - Ceará.


José Fernando Bonfim relatou...

Minha Vó partiu, como ela mesma parece que já sabia pois em seus últimos discursos falava "Não quero que chore quando partir, pois já vivi muito, estou velha, vivi feliz..." é minha vó em sua sabedoria ouvindo rumores que seu amado torrão Mudubim seria inundado pela Barragem Fronteiras, alçou vou para junto de Deus, pois essa dor seria muito forte ter que sair do lugar onde morou tantos anos. Saudades, saudades, saudades...Só uma coisa não podemos atendê-la vozinha, chorar.

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Meu caro Júnior Bonfim, nem tudo de dileto que a infancia nos granjeou, conseguimos amontoar na nossa alma.

Mas o Tetero e sua familia fazia de nossa casa na praça da Estação uma parada sagrada. Meu irmão Celio foi passar ferias seguidamente no Mondubim.

A morte de Missanta, que em vez de Miss, eu ficaria mais com uma Missa Santa. Santa pela sua vida rica. Missa por esta estrada de bondade de zelo e ternura que ela palmilhou.

Minhas saudades.

Jose Maria Bonfim Morais


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Caro Junior, 

receba e transmita toda família minhas sinceras condolências.

Abraços,

Sergio Moraes 


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Meus sentimentos a toda familia,Vó Missanta saudades de toda Familia Barros!

LANINHA BARROS

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28/04/2012.

Sai de Crateus, rumo ao Mondubim, em companhia de milha filha Izabel Cristine, ela dirigia o carro...não sou mais guiador de carro há muito tempo, sai a cata do paradeiro de Odilon (quarta viagem) filho de Rosangela, neto de Miguel Celson e este filho de Manoel Cacacena, a missão era a favor de Rosangela e filhos que moram em Manaus e há muito não tinham noticias do rapaz.

A avó e tia de Odilon moram vizinhos a data Mondubim e terminado a missão, rumei para o casarão, data fundada por Sebastião Moreira do Bomfim e que depois seu filho Tetero que casou-se com Missanta, fincou pé por lá tocou a fazenda a frete e construiu numerosa familia.

Tetero partiu muito novo mas Missanta, de singular ousadia, não esmorecera, com a familia muito jovem, tocou o Monbubim a frente, pois bem, chegando no casarão encontrei a singela Missanta afeito ao trabalha caseiro e com muita energia, com um forte abraço me apresentei e Ela me reconheceu a Izabel Cristine fez o mesmo e conversa vai conversa vem, Missanta me informou que o Itamar estava já quase chegando por lá mas, já passava do meio dia e eu e Izabel com afagos que é próprio da parentela, foi feita a despedida daquela saudável visita.

A primeira vez que andei no Mondubim, eu era coroinha do Tio Zezé e andava na garupa de uma motocicleta, que era do vigário, e o destino era a Capela do Assis.

Certamente que andarei outras vezes por lá.

Missanta partiu pra casa do Pai e o Mondubim perdeu sua identidade.

Caro Junior Bonfim, aqui deixo o meu abraço de solidariedade pra todos da familia.

Este foi o meu desiderato.


Luiz Bonfim

2 comentários:

Jose Maria Bonfim Morais disse...

Meu caro junior Bonfim, nem tudo de dileto que a infancia nos granjeou, conseguimos amontoar na nossa alma. Mas o Tetero e sua familia fazia de nossa casa na praça da Estação uma parada sagrada. Meu irmão Celio foi passar ferias seguidamente no Mondubim. A morte Missanta, que em vez de Miss, eu ficaria mais com uma Missa Santa. Santa pela sua vida rica. Missa por esta estrada de bondade de zelo e ternura que ela palmilhou. Minhas saudades.

Fernando Bonfim disse...

José Fernando Bonfim relatou...
Minha Vó partiu, como ela mesma parece que já sabia pois em seus últimos discursos falava "Não quero que chore quando partir, pois já vivi muito, estou velha, vivi feliz..." é minha vó em sua sabedoria ouvindo rumores que seu amado torrão Mudubim seria inundado pela Barragem Fronteiras, alçou vou para junto de Deus, pois essa dor seria muito forte ter que sair do lugar onde morou tantos anos. Saudades, saudades, saudades...Só uma coisa não podemos atendê-la vozinha, chorar.